All language subtitles for Black Daisies - Czarne stokrotki S01E04

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Original subtitles

3 maio - 17h

4 dias desde o desaparecimento das crianças

Tenho frio.

Olhem, ainda tenho chocolate.

Para ti.

- Para ti. - Obrigada.

E para ti.

E tu?

Também devia comer? Obrigada.

Até é bom.

É delicioso.

Já vos disse que tenho um cão?

Olá, sou eu de novo, a Perse.

Encontrei uma anomalia.

Não deve ser uma surpresa, mas extraíam urânio aqui nos anos 50.

Rua Gretchenweg, Waldenburg

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Gostas muito de gatos, não gostas?

E o teu cão ainda não ladrou?

- Como se chama? - Vega.

Vincent Vega, como o pintor.

Esse é Vincent von Vega.

É um nome bonito.

Então, estavas a brincar no quintal.

Vê isto.

Alguma vez viste este homem?

- Às vezes. Trazia sempre um cão. - Um cão?

Todos os meninos tinham medo dele, só eu é que não tinha.

Que bom que não tinhas.

Quantas vezes te disse para não falares com estranhos?

Ele nunca falou.

Ala, ouve-me.

A tua mãe tem razão. Era muito perigoso.

Podes dizer-me se esse homem

te disse ou fez alguma coisa?

Já disse que ele nunca fala.

Nunca?

O que achas?

Acho que não lhe fez mal.

Vincent von Vega, c'um caraças.

Como é que um gajo que mal consegue ver

sobrevive sozinho na floresta, numa rulote toda podre?

Ele é um esquisitoide.

Pode sair.

Está livre.

Cuidado aí.

Parece grave. Não lhe dói o antebraço? O que se passou?

O seu antebraço.

Não lhe dói o braço?

Não quer fazer um curativo?

Não.

Não.

Posso levá-lo ao médico.

Está bem?

Cuida bem dela.

Como é que ele morreu? O que aconteceu?

Vou dar cabo do Blazej.

O que foi? Quem morreu?

O cigano velhote.

Não tens culpa, ele estava velho e teve um ataque cardíaco.

- Lamento. - Os tabloides saberão quem foi.

A Administração Interna vai tratar do Blazej.

Vem comigo, puto.

Rafal.

Estou bem, deixa estar.

Não tenho dormido muito.

Está bem.

- Sim? - Falo com a Lena Opalinska?

A própria.

Estou a ligar-lhe do laboratório forense.

O Rafal Niec pediu-me para lhe dar os resultados.

- As roupas da sua filha tinham... - Urânio?

Como sabe?

Obrigada.

Riese.

A Ada está no complexo.

Marek.

Conheces alguém que nos possa levar lá

por uma rota que não seja turística?

Ao sítio onde extraíam urânio.

Porque ficas sempre louca quando há uma emergência?

Ela anda nas profundezas, nos depósitos de urânio.

Como sabes que é urânio?

A Polícia analisou as roupas.

Pode não ser Riese. Há muitas minas de urânio aqui.

- Tem de ser Riese. - Como sabes?

Sei que não acreditas,

mas foi a Ada que me contou.

Marek.

Lembras-te do jogo de adivinharmos o que o outro pensa?

Sim, é um jogo parvo.

Para ti. Nunca adivinhavas e nós adivinhávamos.

Lena, não me lixes.

Olá, sou a Perse.

Nem vão acreditar no sítio que vos vou mostrar hoje.

Como sabem, tenho ido a lugares a que ninguém ia

desde a II Guerra Mundial.

Hoje, vamos seguir o mesmo caminho, mas até mais longe.

Deve ter gravado nos túneis a que os turistas não vão.

É em Riese, uma cidade-fábrica subterrânea.

Nós sabemos o que é.

Manda exploradores ir àquela zona de manhã.

Qual zona? Há centenas de túneis.

Vamos passar a vida à procura daqueles miúdos.

Que revistem uma a uma. Osowka, Walim, Wlodarz.

- Veremos. - Não, tem de ser onde há urânio.

Encontrei vestígios nas roupas da Ada.

Ela pode estar num poço em Rybnica Lesna ou Okrzeszyn.

Também há urânio em Dziecmorowice e Grzmiaca.

Não dá para entrar em todas, algumas estão inundadas.

- Quero participar na operação. - Nem pensar.

Rafal, recorda-me lá, o que faz esta senhora aqui?

É a melhor geóloga do mundo e estamos a investigar no subsolo.

E também há Gontowa, mas não fica perto de Riese.

É traiçoeira, com rochas arenosas.

Esqueça lá isso, não assumo a responsabilidade.

Rafal, ficas encarregue da operação em Riese.

Vai andando. Tens de chamar a equipa.

Majcher, vai buscar o meu telemóvel, tenho de ligar às autoridades locais.

Rafal, espera.

Olha, o Sznirel deu-me isto.

Sabes se há uma rua em Walbrzych com este nome?

Estás a gozar comigo?

Não tínhamos motivos, ele está livre. Vamos investigar Riese, está bem?

- Não era isso que querias? - Sim.

O teu chefe não me quer aqui.

Dá-me a morada da bibliotecária.

Já são onze da noite.

Não vou ficar de braços cruzados.

Sempre a mesma coisa.

O Rafal pode fazer brilharetes

e o cão de estimação que lhe vá buscar...

... o telemóvel.

Bolas.

"A Czarnecka pediu para rebentar com o túnel."

- Está? - Boa noite, fala a Lena Opalinska.

Peço desculpa por ligar tão tarde. Preciso da sua ajuda.

- Estou a tentar dormir. - Estou à procura da minha filha.

Fica onde estás.

Kira.

- Como posso ajudar? - Procuro uma rua do pré-guerra.

Vamos ver os registos.

A Polícia ainda não encontrou nada.

Parece que a Ada foi para os túneis.

Então?

Lamento, não há nenhuma rua Walbrzych.

Pode ficar noutra cidade.

Que gatinho fofo.

Vais ficar com ele?

O sacana destruiu-me o sofá, não posso deixá-lo sozinho.

Sabes o que é isto?

Não.

Deixa-te de joguinhos. Alguém te quer apanhar.

Achas que não vão descobrir?

Essa explosão tem alguma coisa que ver com as crianças?

O quê?

- Estás louco? - Então, o que é?

Nada.

C'um caraças. Rebentaste com o túnel.

Desde quando é que és um exemplo a seguir?

Aprendeste com o maricas?

Tem cuidado.

Tem cuidado.

Esse pano azul fica-te bem.

Olá.

Olá, paizinho.

- Olá. - Olá.

Procuro uma rua do pré-guerra, chama-se Gretchenweg.

- Já ouviu falar? - Em Mezimesti?

Não sei, o problema é esse.

Pode ser aqui ou em qualquer lugar perto da fronteira.

Para que precisas disso?

Também não sei.

Pode ajudar a encontrar a Ada.

Essa rua não existe em Mezimesti.

Mas acho que havia uma rua Gretchenweg em Broumov.

Já foste lá?

Havia comboios para Walbrzych.

Não fumes erva, pai.

Veste-o.

Dá cá isso.

Ajuda-me.

Donka, o que fazes aqui?

Podemos enterrar o papá com gomas de ursinhos?

Boa ideia.

Vamos fazer isso.

Assim, talvez o papá acorde.

Tenho medo de que tu também desapareças.

Não vou sair daqui.

Tens de me jurar.

Juro.

Cheiro a erva?

Parece que passaste metade da vida na Jamaica.

Entre, por favor.

- Bom dia. - Bom dia. Em que posso ajudar?

- Porque está a tremer? - Tenho frio.

Essas boas-vindas aqueceram-me um pouco.

Procuramos uma rua em Broumov.

Chamava-se Gretchenweg nos tempos da guerra.

Queríamos saber quem morava no número seis.

A Gretchenweg agora é a rua Havel.

Para que precisam dessa informação?

Essa roupa fica-lhe bem.

Não interessa, só não adoeça aqui.

Vou ver os documentos.

Vamos lá ver. Que ano querem ver?

Vamos ver 1940.

Aqui está. Havia várias famílias no número seis.

Ilse Grunn.

Podemos ver a profissão dela?

Sim, na certidão de casamento.

Aqui.

Ilse Grunn.

Enfermeira no sanatório de Szczawno-Zdrój.

Ilse Grunn?

Ela é importante nisto.

Está ligada ao desaparecimento da Ada e das crianças?

Não sei, pode estar.

Já comeste? Queres ficar um pouco em minha casa?

Eu faço-te uns bolinhos, pareces um fantasma.

Não consigo parar de sentir que a culpa foi minha.

E que foi tudo por causa daquilo.

Se aquilo não tivesse acontecido, ainda estaríamos juntas.

Lena, querida, como te posso ajudar se não me contas nada?

Não me disseste na altura, e agora...

Não fumes.

Não bate certo.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis.

O tempo está a acabar.

Lena...

Lena...

Lena...

O Dezo era um homem sábio e respeitado.

Tinha as portas abertas à comunidade e preocupava-se com todos.

Era respeitado por todos.

À sua bela alma.

À sua bela alma.

Irmão, desculpa por te deixar

sozinho com os nossos pais

ao ir para fora com a minha família.

Deixei tudo nas tuas mãos.

Por favor, perdoa-me. Eu também te perdoo.

- Paz à sua alma. - Paz à sua alma.

Mantém-te saudável e feliz, meu filho.

Chegou a tua vez.

Agora, és o chefe da família.

Segue o teu caminho e nunca te esqueças de quem és.

Saúde.

Olá, sou o Rafal Niec.

Olá. Já acabámos por hoje.

Vimos tudo em Osówka, Sobon e Gontowa.

E então? Não há vestígios?

Os túneis estão inundados.

Não deu para ir a lado nenhum.

Alguns poços estavam inacabados e por ligar.

Falta um túnel.

A água dá pelos joelhos.

Pode subir, não vou arriscar.

E arriscas a vida das crianças?

Calma.

As bombas estão a drenar.

Quanto tempo vai demorar?

Pelo menos, até de manhã.

A probabilidade de encontrarmos os miúdos vivos é mínima.

Como assim?

Se foram mais fundo, é impossível terem sobrevivido.

Szczawno-Zdrój, ou Bad Salzbrunn, como lhe chamavam.

Também havia lá um sanatório.

O Dr. Strughold foi o último gerente.

São fotografias da equipa durante a ocupação alemã.

Não conheço bem a história deste lugar.

É estranho terem deixado isto aqui.

O que tem na mão?

Não sei. Será uma pulseira?

Quer ver o médico ou... Lena!

Socorro!

Devagar, não se sente.

Beba, por favor.

Como se sente?

- Onde estou? - No sanatório, no meu gabinete.

Chamo-me Konstanty Lubinski.

A Opalinska chamou-me.

Eu sou a Opalinska.

Sra. Maja Opalinska.

Ela disse que sofria da doença de Wilson.

Desmaia com frequência?

Cuido bem de mim e tomo medicação.

Deves ter feito alguma coisa para o Smolarz te despedir.

- O que se passou? - Tem calma.

- Calma? - Sim, eu já arranjo trabalho.

Arranjas? Nunca gostaste de trabalhar, só pensas na pinga.

-O que se passa? - O Smolarz despediu o teu pai.

E o coitado não sabe porquê, diz que não tem culpa.

Talvez não tenha.

Estás a ver? O estado da família está a afetar o miúdo.

O que tens na perna?

Nada. Pulei uma cerca e não reparei num prego.

- Qual cerca? Tenho de desinfetar. - Não, deixa-me estar.

- Tymek. - Larga-me, mãe.

Queres comer?

Vais gostar disto.

Isto também.

Também vou levar duas latas disto.

São 146,66 zlótis.

Aqui está.

Obrigada.

Aqui tem o troco.

Fica com as moedas.

- Obrigado. - Obrigada.

Viram-no? O que faz o branquelas aqui?

Não, obrigado.

- Bebes connosco? - Não, obrigado. Deixe estar.

Tu é que sabes.

Desculpe, com licença.

Luka.

Luka.

Agora moras aqui?

Baza daqui.

Baza!

Vou ficar aqui, porque gosto de...

Robi e Adam, venham cá!

Ele é um polícia nojento. Mostrem-lhe a saída.

Larguem-me.

Com licença.

Desculpa, eu...

Obrigado.

Eu...

Eu vim cá por acidente.

Viemos todos, querido.

Com licença.

Como é que é?

Ainda bem que ainda estás no ativo.

Foi a última vez. Estou farto desta porcaria.

Veremos.

Quieto, cabrão!

Deixa-me em paz.

Então, otário? Não andas a traficar?

Muito bem...

Atende.

Atende.

Atende e põe em alta-voz!

Desculpa pela merda que fiz.

Eu sei que devia estar ao teu lado.

Mas não estavas lá. Fui à tua procura, porra!

Põe-te na alheta.

Luka, querido, onde estás?

Venha cá fora.

Venha cá!

Cobarde.

Fica onde estás, Rafal.

O que procuras? Isto é propriedade privada.

Para mim, não é. Estou de serviço aqui.

Hoje, não.

Não te vou dar ouvidos. Não és da Polícia, capitão.

Sr. Niec.

A que devo esta honra?

Calma, Grzegorz. Eu trato dele.

Entre e aqueça-se.

Meu Deus, que joia de pessoa.

De madrugada e tudo.

O que tem de mal?

Se não fosse eu, ele passava fome com a reforma da Polícia.

Se não fosse a senhora, já não estaria aqui ninguém.

Walbrzych!

Walbrzych Multicultural!

Há muito amor entre nós e ajudamo-nos uns aos outros.

Caridade e poder feminino!

E a Daisy.

Como me fui esquecer?

A grã-duquesa Daisy.

Pois claro, sua bicha velha...

Tomou a decisão certa.

Há câmaras de vigilância.

Meta as câmaras de vigilância no cu.

- Só digo o que as pessoas sabem. - O que sabem elas?

Que a esquadra tem boas casas de banho graças a mim?

Que fiz investimentos na cidade que criaram 3 mil postos de trabalho?

- Investimentos... - Isso mesmo.

Investimentos como aquele que o seu marido fez?

Ele deu-nos...

... aquela transformação maravilhosa.

Aquela requalificação incrível.

Da qual o meu pai nunca recuperou.

Está na hora de mostrar as suas obras de caridade.

É por causa disso, não é?

O seu pai nunca gostou de si.

Lamento.

Mas...

... a minha fundação ainda não oferece terapia para falhados.

Vou dar-lhe um conselho.

Vá para casa, durma bem e fique sóbrio.

Depois, faça aquilo para que é pago.

Na verdade, sou eu que lhe pago.

Vou fazer de tudo para que seja presa.

Está a ouvir?

É a preferida do papá?

Olha, pensei...

Podíamos ir os dois para a Antártica.

Já...

Já não tenho nada para fazer aqui.

Sou inútil.

Não encontro aquelas crianças.

Não encontro.

Não consigo mudar nada aqui.

Nadinha.

- Com licença. - Desculpa.

Às vezes,

só temos de deixar que as coisas acalmem.

Depois disto,

do incidente no lago, não quero deixar a Ada.

Um dia, fui ao quarto dela

e percebi que a tinha assustado.

Reparei que a tinha apavorado.

Percebi que tinha de me afastar.

Tu também.

Devias dar-lhe espaço.

Se o amas.

Ainda não te mostrei...

... o que filmaram no lago.

Tentei proteger-te.

Agora, acho que foi um erro.

Tinhas o direito

de saber o que se passou.

Sociedade Vril.

"Uma sociedade secreta que existia, alegadamente,

"na Alemanha, no início do século XX.

"Várias publicações pseudo-históricas

"afirmam que esta organização teve um papel na criação do nazismo.

"E que, durante o Terceiro Reich,

recorreu a poderes sobrenaturais para desenvolver veículos voadores."

Aqui!

Aqui!

Aqui!

Mais uma vez.

- Estamos aqui! - Ajudem-nos! Estamos aqui!

Estamos aqui! Socorro!

Aqui!

Não adianta.

Vamos descansar.

- Socorro! - Estamos aqui!

Por favor!

Pareceu-me ouvir qualquer coisa. Vamos embora, não adianta.

Espera.

- Tirem-nos daqui! - Estamos aqui!

Alguém!

Por favor!

Socorro!

Socorro!

Estamos do outro lado!

Aqui!

Tradução e Legendagem PEDRO MARQUES RTP - Produção

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