All language subtitles for Black Daisies - Czarne stokrotki S01E02

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Original subtitles

2 maio - 6h30

2 dias desde o desaparecimento das crianças

- O que foi? - Uma aranha!

O que raio estás a fazer?

Mas que raio?

- Muito bem, vai. - Desculpa.

Nada, outra vez.

Temos de procurar outra entrada.

Depois. A minha mãe está quase a acordar-me para ir à escola.

Porque soltaram o professor de música?

Ele não está metido nisto.

E a foto da festa?

A foto que o Majcher enviou nas minhas costas?

Não devias atender?

Raios.

Garanto-te que não foi o Luka.

O Luka...

Ele estava comigo quando os miúdos desapareceram.

Achas normal um adulto em festas com crianças?

Achas normal uma rapariga de 16 anos a vaguear sozinha à noite?

Rafal,

há algum bar na rua Pluga?

Perto de casa do Majka. Um sítio manhoso na cave.

Com estes azulejos no chão.

- Algum covil? - Não, um bar.

Estive lá ontem, mas agora não encontro vestígios.

Costumo evitar bares.

Também te esqueceste disso?

Rafal, acho que a Ada corre perigo.

Não sei explicar, é um pressentimento.

Rafal...

Não estou louca. Posso ter trocado as ruas.

Isto estava noe-mailda Ada.

Ainda não sabemos quem escreveu, mas...

Eu percebo alemão.

O Marek diz que a Ada não sabe falar alemão.

O Marek.

Acorda, Tymus.

- Devias estar de folga. - Bem...

O Smorlaz chamou-me.

A senhora exige, o servo obedece.

Não corras riscos desnecessários.

Elzunia.

Um malandro nunca vai para o inferno.

- Espera, faço-te uma sandes. - Tenho pressa.

Acorda, querido.

Bom dia. Abre os olhos.

O que foi? Porque tens as mãos sujas? Ainda não as lavaste?

Levanta-te e lava-as antes do pequeno-almoço.

- Há demasiada gente por perto. - Se calhar, entusiasmaste-te de mais.

Já não estás preocupado com o vídeo de vigilância?

Vi a zona, não está lá ninguém.

Ela foi onde não devia, ninguém pode descobrir.

Do que estás a falar?

- Não queres... - Konstanty.

Temos um objetivo em comum e não podemos ser fracos.

- Pensa bem, Marta. - Já dei ordens.

O Smolarz vai tratar disso.

Vamos ficar de olho nos pais da Ada. Eles podem saber o plano dela.

- Olá. - Onde está o Marek?

Marek!

Lena!

Ele saiu, mas volta já.

A Ada trocavae-mails com um estranho.

Como não sabias disso?

Fiz tudo para ser como uma mãe quando tu...

Não tive escolha, tu sabes.

Queres que te lembre dos segredos que guardávamos dos nossos pais?

A doença ainda te afeta?

Ainda não tem cura.

Lena, sei que o que te aconteceu não foi culpa tua.

Estou a tomar uma dose dupla, mas não faz efeito.

Deve ser do stress.

Queres que te leve ao médico?

Conheces?

Tymek. Ele costumava ligar à Ada.

O pai dele é um mineiro que...

O quê?

Foi processado por mineração ilegal. Acho que se chama Szolc.

Eu disse para não nos provocares.

Devias estar mais atento à nossa filha

e às suas aulas de línguas.

Sabias que a Ada falava com um alemão?

Claro. Estás-te nas tintas, porque tens o teu querido Ignas.

Larga-me.

Olha, também estou a dar em louco.

Falei com os pais e pressionei na esquadra.

Pesquisei todos os buracos onde ela se possa ter escondido.

É verdade que não nos entendíamos. Ela fugiu duas vezes.

Espero que isto seja só uma partida e que...

Ele ofereceu-lhe 10 mil euros.

E a psicóloga ficou de braços cruzados.

A culpa é dela, claro.

E não da louca da mãe que a traumatizou.

Contiveste-te por muito tempo.

Vai ouvir o que dizem de ti por aí.

Quero lá saber disso. E quero lá saber de ti.

Baixa!

Cuidado!

Mais um pouco.

Está bom.

Chefe, para que é tudo isto?

Nada da tua conta. Vamos rebentar com o túnel C-11.

Rebentar? Há uma cidade subterrânea, com quilómetros de túneis.

Uma explosão...

Estás farto do teu trabalho, Szolc? Há muitos a querê-lo.

Toca a andar. Temos muito por percorrer.

Bolas!

Vamos.

- Sra. Szolc? - Tenho uma encomenda urgente.

O seu filho é amigo da Ada. Pode ter informação crucial.

Devia tê-lo proibido de a ver.

Ele está em casa?

- Que mãe abandona a filha? - E se fosse o seu filho?

Ia esperar de braços cruzados?

- O Tymek nunca... - Então, de que tem medo?

Deixe-me procurar a minha filha.

Depois, pode dar-me na cabeça.

Costumavam ir para casa do Filip Kordecki depois das aulas.

Ele vive perto do mercado.

Vê as redes sociais dela.

Adeus.

Estás aborrecido e vieste patrulhar? Dizem que estás desarmado.

O professor de música não me deixa em paz.

Estás a ver se me passas a perna?

Não encontrei nada melhor.

Pronto. Quatro mãos trabalham melhor do que duas.

Tenho um bom pretexto.

Polícia.

Avô.

Temos umas perguntas para o seu filho.

Tenho de lavar os ouvidos, que não vos ouvi a bater à porta.

É só uma formalidade.

A formalidade de culpar os ciganos?

Que fedor é este?

Não sei. Estão a fazer sopa de repolho?

Com ossos de crianças?

Se adoram a nossa comida, porque não almoçam cá?

O que foi? Ir à biblioteca é crime?

A Opalinska também costumava ir. E iam às mesmas festas.

Sou suspeito porque me cruzei três vezes com ela?

- Devem ter uma lista enorme. - Só procuramos amigos do traficante.

Com ferimentos de luta recentes.

Este é o próximo. Adrian Kordecki.

- Está a seguir a ti. - Pode ser qualquer pessoa.

Um tipo que arrisca pena por traficar e tu, o suspeito.

Vê se ele cumpriu pena e deixa-nos em paz.

- O teu miúdo não se escapa desta. - Vai chatear outro.

- Afasta essas mãos imundas! - Filho da mãe!

Ela mordeu-me!

Raios! Vocês estão lixados!

Tirem esta cadela de cima de mim!

- Peguem nela! Vamos embora. - És culpado, como no caso Benkol.

- Vou apanhar-te! - Vão-se lixar!

- Desandem! - Fizeste asneira da grossa!

Caraças, eu disse-te.

Devíamos ter-lhe caído em cima na esquadra.

Que treta do caraças.

O capitão ia deixá-lo sair. Não temos provas.

A sério? O que fazes aqui? Vieste arruinar o meu caso?

Tira lá isso, pareces um duende.

- Nem sequer está frio. - Foi a minha mãe que o fez.

Constipo-me facilmente.

O que é que o teu irmão Adrian faz para a Czarnecka?

Aposto que a come a troco de uma fortuna.

Puto, tens visitas. É a mãe da tua amiga Ada.

Obrigado.

Se queres saber como se faz dinheiro,

pergunta ao teu pai de onde vem o dele.

A menos que já saibas, a julgar pelo carvão na tua roupa

- Está tudo bem? - Não foi nada.

Bico fechado.

Bom dia.

Olá.

A Ada trabalhou com algum alemão?

Nunca falou de nenhum. A Ada era muito fechada.

Fechada? Vocês não eram amigos?

Quando ela não estava na biblioteca, desaparecia para algum lado.

Estava sempre sozinha.

- Na biblioteca dos atlas? - Sim.

O que procurava lá?

Ela apenas gostava de ler.

Sabem onde ela aprendeu alemão?

Não.

Desculpe, temos um teste amanhã.

E interrogar menores sem a presença dos pais é ilegal.

O que está a fazer?

Para o caso de se lembrarem de algo.

- Vou-me embora. - Adeus.

- Bates mal? - Ela não vai descobrir.

- Prepara-te, vamos descer. - Outra vez?

Vais esperar que a mãe dela descubra tudo?

Toca a andar.

Temos de encomendar um monte de papel.

Depois da falha no sistema, não quero correr riscos.

Quem vai pagar por isso?

A Hanka chateia-me todas as noites.

Conheceu as mães de quem trabalha para a Czarnecka.

A Opalinska fez compras na Internet.

Dá-me os factos.

Recebeu dinheiro daquela conta, 2 mil euros no total.

É de um banco alemão.

- Devíamos falar com os alemães. - Pois devíamos.

Não há tempo a perder.

Dieter, como vai isso?

Já te decidiste quanto ao trabalho?

Não.

Tenho um pedido urgente.

Preciso de ver uma conta de um dos vossos bancos.

Vou ver o que posso fazer.

Está bem. Adeus.

Então?

Só precisas de fazer isso?

Se fosse outro, teria de fazer favorzinhos aos alemães.

- Não queria insinuar que... - Não misturo trabalho com prazer.

- Lembras-te daquela curva? - Sim.

Cuidado aqui.

Bolas!

Chegámos.

Parou de apitar.

Raios.

Está livre.

Os alemães foram claros. Ninguém pode saber.

Está muito frio aqui.

O cachecol da tua mãe não ajuda?

O que o teu irmão disse do meu pai não é verdade.

Não escava há muito tempo.

Trabalha como porteiro para a Czarnecka.

Eu sei. Alguém tem de vigiar as alemãs que vêm para cá à caça.

Por falar nisso, o Lubinski dá-lhes vacinas de carvão.

- Vacinas de carvão? Mas que raio? - Porquê?

A minha mãe falou-me disso.

Ela viu loções de carvão para mulher no hotel da Czarnecka.

Li na Internet que o carvão tem muitas propriedades desconhecidas.

Claro. Ajuda com a diarreia.

- Tens a certeza? - Força!

Vês? Não aconteceu nada.

Perdi o meu inalador.

Estamos presos.

Temos de encontrar outra saída.

Que porcaria.

Levanta-te.

Então?

Vamos.

- Estás bem? - Espera.

Anda, Tymek.

Espera.

Olá.

Veio perguntar pela Ada?

Ela tentava compensar aquilo em que lhe falhou.

O que lhe dizia sobre história?

Que não lhe ia ser útil.

Ela vinha todas as semanas ao clube de história.

Lia muito.

A Ada é inteligente.

Não acredito que fizesse mal àquelas crianças.

Recebeu visitas de estrangeiros?

Da Alemanha?

Estamos sempre a convidar pessoas. Já disse tudo à Polícia.

Isto diz-lhe alguma coisa?

Sabe onde posso encontrar isto?

Não.

- Posso ver os registos da Ada? - Preciso da autorização do pai.

Então, traga-me "A Geografia dos Sudetas".

Também trabalho com história. A história da Terra.

Já ouvi dizer.

- Investiga glaciares. - A acústica dos glaciares.

- Os glaciares emitem sons? - Há muito mais do que sons.

Vou pesquisar no departamento de ciências.

Será que a Terra sem pessoas seria tão interessante?

Estamos cá tão pouco tempo, que a Terra nem repara.

O seu cão ainda está vivo?

Claro. É uma cadela.

A minha querida Kira.

A conta pertence a Alexander Landauer

Não posso divulgar essa informação.

Ewa...

Nem a um agente tão simpático?

Pode deixar mensagem.

É por causa daquelas crianças.

- O jornal disse que foi um pedófilo... - Estamos a averiguar.

- Não soube isto por mim. - Está bem.

Quarto número 1...

Voltou com um mandado, agente Niec?

Tenho de falar com o hóspede Alexander Landauer.

- Qual era o número? - Já tivemos esta conversa.

Sabia que não me ia facilitar a vida.

Não precisava de nos ter incomodado.

Não a incomoda que ele possa estar envolvido?

Há muitas coisas que me incomodam, como fugir à lei.

Ouvi dizer o contrário.

Desculpe?

Que fique bem claro que protegemos a privacidade dos hóspedes.

Com certeza.

Segura nisto, Ruda.

Só um momento.

Sabe que estou sempre pronta para ajudar, Capitão.

Foi só a forma como...

Claro. O sargento Niec costuma ser zeloso.

Vou falar com ele.

Obrigada.

Obrigada.

Para a direita.

Tem havido muita pressão sobre nós.

Ótimo.

São do evento do ano passado e encaixam na perfeição.

Compõe a gola.

Sim?

Desculpe, enganei-me no quarto.

Sabe qual é o quarto do Alexander Landauer?

É meu tio. Ele disse-me o número, mas a minha memória é fraca.

- É o 103. - Muito obrigado.

- Podemos falar agora? - Sobre o quê?

Sobre andares a sair com ele outra vez?

Podes usar. É a chave mestra.

- Onde arranjaste isso? - Roubei.

Tem lá calma.

Foi a Ewa, a rececionista. Fico aqui depois de alguns concertos.

Sozinho?

Queres ou não? Mas...

Só se falarmos.

Está bem. Não toques em nada.

Aquele Adrian já faz parte do passado.

- Ele não sabe o que quer. - E tu, sabes?

Por exemplo, quero estar contigo.

É disso que estou a falar.

E foste à biblioteca por acidente?

Queria fazer umas perguntinhas ao otário do Majcher.

Abre a porta.

Não posso tocar. Abre a porta.

Devo preocupar-me?

O Adrian compra-me erva, está bem?

És louco.

Ele está em liberdade condicional, quero ajudar.

Como se não estivesses sob vigilância.

Tens mais surpresas para mim?

Não me surpreende que prefiras esconder-te.

Prefiro?

Não viste a minha família? Não viste o meu pai?

Cuspiu-me na cara.

O que tem? Não é nada de mais.

Isso nunca será normal aqui.

Podemos ir para Berlim.

O Dieter ofereceu-me trabalho lá.

Não posso abandonar a minha família, percebes?

Estás-te nas tintas para isso, não estás?

O que fazem aqui?

Tinha de o interrogar e a proprietária autorizou.

Desanda! Põe-te na alheta! Andor!

Desaparece! Depressa.

Foi a proprietária que nos mandou cá.

Parece que alguém anda a bisbilhotar o hotel.

Caramba, malta. Decidam-se de uma vez.

Parou de apitar. Devemos estar perto de uma saída.

Segura nisto.

O que é?

Tem calma.

- O que foi aquilo? - O quê?

Mais uma aranha a arranhar-te os tomates?

Há aqui alguma coisa. Tocou-me na perna.

Vá lá, deve ser lixo.

Tymek!

Tymek!

Caraças, Tymek! Não me faças isso! Não tem piada!

Vai-te lixar, Tymek!

Estás bem?

Não morras, Tymek!

Aguenta-te, vai ficar tudo bem.

Merda de túneis, merda de Walbrzych!

Hoje é o aniversário da Karolina.

Comprei-lhe blocos de construção.

Gostava dela sentada todo o dia, a construir torres.

Em breve, construirá castelos com os amigos.

Não sei bem.

Tome.

Se precisar de mais alguma coisa, é só chamar.

Obrigada.

Adeus. Vou ter com o grupo de apoio.

- Precisa de boleia? - Seria ótimo.

Que tal?

Não há rasto. A tua patroa sabe alguma coisa?

O mesmo que toda a gente.

Está a tentar ajudar.

Dizem que foi um pedófilo de um raio.

Se foi, não agiu sozinho.

Suspeitas de alguém?

Sabes o que dizem dos ciganos? Que veem negócio em todo o lado.

- Aqui estou eu. - Vamos.

Olá. Entrem, por favor.

Olá.

Correu tudo como planeado.

Volta ao trabalho amanhã.

Boa tarde.

Precisamos de abastecimento contínuo.

Olá.

O meu contacto da Polícia disse-me que o cigano que soltaram

está envolvido no caso das crianças que desapareceram.

Obrigada por terem vindo.

Tymek!

Acorda, Tymek. Por favor.

Caraças, Tymek.

Acorda, Tymek. Por favor...

Raios! Tymek!

Ia chamar uma ambulância e os nossos pais.

Vamos.

E a tua perna?

- Consegues andar? - Não sinto nada.

Devias ir ao médico.

Passaste-te ou quê? Para saberem que andamos nos túneis?

Amanhã depois da escola? Pode ser?

Toma. Pareces um esquilo da Idade do Gelo.

Marek?

O que aconteceu?

É por causa da Ada?

Não te lembras mesmo?

Vi a Ada ontem.

Pode ter sido um sonho. Foi num bar.

Lembras-te da placa em cima da entrada do Hermann's?

Vi a mesma placa naquele bar.

Tens tomado a medicação?

Marek, sinto que a Ada corre perigo.

Vou levar-te ao teu pai, Lena.

Estás num estado lastimável, como na última vez.

Prof. Kocan 7 chamadas não atendidas

Não sabemos se as levaram para algum lado.

Podem estar em qualquer lado.

Parece que viram um grupo de crianças perto do lago.

- Podem ter-se afogado. - Credo!

Dizem que aquela rapariga consumia drogas.

O quê?

Minhas queridas,

sinto muita empatia pela tragédia e farei de tudo para ajudar.

Vou começar por algo que a Polícia não fez.

Vou pedir a vossa opinião.

Não há nada como a intuição de mãe.

Como veem isto?

O que acham?

As pessoas dizem alguma coisa?

A Polícia esconde algo.

Suspeitam de alguma coisa?

Soltaram o cigano demasiado cedo.

- A irmã tem um álibi. - Parece credível.

- Pois é. - E ele conhecia a drogada.

É cigano, seria de esperar.

Ele já esteve aqui.

Com a sua banda.

Pois foi.

Os Cukerije ensaiam na minha propriedade.

Vou pedir-lhes que arranjem outro lugar

até o caso se resolver.

Se as suspeitas se verificarem

A minha fundação cuidará de todas as famílias afetadas.

Terão todo o apoio psicológico e acesso a toda a informação.

Também vamos organizar o próximo encontro de famílias.

Vão convidar aquela louca?

Dizem que ela está a fazer isto porque tentou estrangular a filha.

Tentou afogá-la.

Agora, anda a bisbilhotar e a investigar sozinha.

Pode estar a apagar o seu rasto.

Não tiremos conclusões.

- Sargento Rafal Niec. - Um agente da Polícia?

- Exatamente. O Michal está? - Não, não está em casa.

- Não? De certeza? - Sim.

Largue-me!

Polícia! Alto!

Alto!

Alto!

Extraio carvão para mim, não para vender, como os outros.

Onde é que o Landauer arranjou a tua morada?

Eu arrendo-lhe uma garagem em Bialy Kamien.

Malta, o meu carro!

Chamem a Polícia de Trânsito!

República Checa

Vou ser penalizada por adiar a expedição.

Agora, só quero saber da Ada.

Não sei.

Não sei o que fazer, pai.

Há uma coisa que podes fazer por ela.

Mas é difícil.

Cuida de ti primeiro.

Lena, a Polícia está a fazer o que pode.

Eles não sabem nada.

Acho que ninguém entende...

O Marek disse-me que voltaste a ter alucinações.

Isso é sempre sinal de uma recaída.

O Marek adorava ver-me numa casa de maluquinhos. Tu também?

Ele também se preocupa contigo.

Já reparei que estás a ficar cada vez mais estiloso.

Não sejas má. Foi a Ada que mo deu.

- Quando é que te visitou? - Há três semanas.

Não andava a ligar-me muito.

Eu abandonei-a.

Querida...

Abandonei-a.

Tal como ela.

A tua mãe não te abandonou. Tinha os seus problemas.

Problemas...

O que se passa com as mulheres da nossa família?

Achas que os homens são melhores?

Lembras-te do tio Milan?

- Até para a semana. - Obrigada.

- Adeus. - Adeus.

Adeus.

- Com licença. - Adeus.

- O bálsamo funcionou? - Sim, obrigada.

Podia escrever um livro

sobre os efeitos secundários da amamentação.

Maja, acho que devíamos preparar-te para o pior.

Acha? A Polícia...

Adorava estar enganada.

Também queria ajudar a...

... Lena.

- Não sei se dá. - Claro, só se quiseres.

Não é por isso. Ela sofreu muito com a doença.

- O trabalho manteve-a sã, mas... - O que tem ela?

Sofre de uma rara condição sanguínea, a doença de Wilson,

que afeta a psique.

Foi por isso que fugiu.

Já teve vários episódios graves.

O Marek ficou preocupado

e o tribunal considerou-a uma ameaça para a filha.

Coitada dela.

Só dás problemas, pirralho.

Achas que nos vão deixar brincar em qualquer lado?

Já não sabes falar romani?

Mataram-na!

Chama a Polícia.

Já cá estiveram.

Vou dar cabo de quem fez isto.

Vou fazê-lo beber o período da própria mãe.

Vai comer os cagalhões do filho.

Vai engasgar-se com a própria pila!

Assunto: Reunião do Grupo de Apoio

A Ada deixou o teu quarto acolhedor, não deixou?

- Boa noite. - Boa noite, pai.

Sei no que estás a pensar.

Sei no que estás a pensar.

Sei no que estás a pensar.

Mamã.

Um gigante.

Um gigante.

Ele nunca disse para que era.

É relativamente pequeno.

Tradução e Legendagem PEDRO MARQUES RTP - Produção

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