All language subtitles for Racer.and.the.Jailbird.2017.FRENCH.720p.BluRay.H264.AAC-VXT

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Original subtitles

Gino!

Aparece, pelo amor de Deus!

Ele n�o tem por onde fugir.

- Vem c�, seu sacana! - Deixe-nos trabalhar.

A pol�cia veio prender-te.

Gino!

Cala-te!

Posso soltar os c�es.

- Ele tem pavor de c�es. - Calma.

Ele vai aparecer.

Vou soltar o c�o!

Est� ali!

Gino!

FIDELIDADE SEM LIMITE

Produ��o Executiva

Fotografia

Montagem

M�sica

Argumento

Produ��o

Realiza��o

Chegam aos 250 km/h.

Reparem naquilo.

Vou ver como ela est�.

N�o deve estar contente com o tempo que fez.

A tua irm� arrasou.

- Foi bom, sendo mulher. - Para a sua idade.

N�o �, Gigi?

Ela j� vem a�.

Como correu?

Vai descansar.

- � aqui que ele bloqueia. - J� vi.

Foste fant�stica.

- A tua irm� vai-se embora? - A Bibi?

- Depois, vai ter connosco. - Est� bem.

Venham. Vou apresentar-vos � equipa.

Bom dia.

Deixa alguma coisa para os outros.

Tenho fome.

Chamo-me Gino. � um prazer.

Sou a B�n�dicte.

Mas tamb�m te chamam Bibi?

Chamam-me Gigi. N�o � engra�ado?

Sim.

N�o vamos demorar. J� volto.

� o meu pai.

- Ol�. - Prazer. Sou o Gino.

� um cliente do Nardo.

Fa�o importa��o e exporta��o de ve�culos.

Muito bem.

Bibi, n�o vamos demorar.

- Tamb�m �s flamengo? - Tenho um lado flamengo.

O meu pai � de Bruxelas.

Vamos sentar-nos?

- Posso fazer-te uma pergunta? - Sim.

Tens namorado?

O qu�?

Namoras com algu�m?

Est�s num relacionamento?

- Porqu�? - Estou curioso.

Se estiveres comprometida,

eu n�o te chateio.

Que classe...

Se tiver namorado, desapareces?

Prometo.

- Nunca mais? - Juro.

N�o tenho namorado.

- A s�rio? - Sim.

- Tens a certeza? - Sim.

- Vemo-nos outra vez? - Est� bem.

Sim? Daqui a duas semanas?

Duas semanas?

- Porqu�? Vais divorciar-te? - N�o. Vou ao estrangeiro.

Tenho de tratar de uns assuntos dos carros.

- At� daqui a duas semanas. - Com todo o prazer.

E nada de flores.

Sem flores.

Encontr�mos uma caixa. Aban�mo-la.

Percebemos que tinha um animal l� dentro.

Abrimos a caixa.

E era um papagaio.

Um papagaio enorme.

Era verde e amarelo. Uma coisa das ilhas.

E pens�mos que �amos fazer dinheiro, porque a caixa tinha uma morada.

Eu e o Gigi fomos a casa do velho que ficou contente.

Disse: "O meu papagaio voltou!".

Dissemos-lhe que tinha de nos pagar.

Sim, sim. E deu-nos 100 euros.

�ramos uns mi�dos mas sab�amos que valia muito mais.

O Gigi ficou chateado.

Agarrou no papagaio e disse: "� o dinheiro ou o papagaio".

Ele disse que n�o tinha e o Gigi disse: "Est� bem, voltas para a �frica".

Atirou o papagaio ao ar,

est�vamos � espera de o ver voar

mas ele caiu no ch�o.

Com o seu pequeno c�rebro...

N�o, espera.

N�o disseste que n�o fiz de prop�sito.

Por que j� estava inconsciente.

Estava t�o entusiasmado por ir receber o dinheiro que o agarrei com for�a.

Apertei-o com for�a.

Foi por isso que ele desmaiou.

Tens de contar como foi. Isso � que foi triste.

- Conta o final. - N�o, n�o!

Este � o final da hist�ria.

- Mentira! - N�o oi�as.

O Gino sente-se culpado.

Os miolos do papagaio ficaram no passeio.

Com as suas economias,

comprou outro papagaio.

O velho ofereceu-lhe um caf�.

Quando o Gino est� a sair, quem � que encontra?

Quem estava � tua espera? A pol�cia!

O Gino voltou para o instituto.

Dan�as bem.

Dan�ava no Lune Rousse.

- Conheces? - N�o.

� um clube na Rue du Cirque para maiores de 18 anos.

Foi a� que conheci o Serge.

Ele aparecia sempre com flores.

Deixei-me dessa vida.

Antes disso, vivia na mis�ria.

St�phie!

Est� b�beda.

Vou guardar o casaco.

- O qu�? - � uma amiga minha.

� muito simp�tica.

Foi agredida num sal�o de massagens.

Em Antu�rpia. Foram uns sacanas.

Foram uns animais.

- Ol�. - Sou a B�n�dicte.

- Sandra. - Prazer.

- Ela � piloto. - Piloto de carros?

Piloto de grandes cilindradas, Sandra.

� a piloto do Gigi!

Quem est� a falar de mim? � ela?

� a can��o dele!

Levanta-te, Gigi!

Sou assim desde pequeno.

Nunca consegui mudar.

Nunca consegui explicar

por que � que fa�o o que fa�o.

N�o consigo.

H� quem saiba como se faz,

mas eu nunca soube.

Sempre que me questionavam por que fazia alguma coisa,

eu n�o conseguia responder.

Talvez ficasse enervado.

"N�o mintas, Gino!"

Eu respondia:

"Se sabes a resposta, por que me perguntas?".

"Por que me perguntas?".

De todas as vezes,

ele batia-me.

Chegou um momento em que eu disse: "Gino, p�ra!".

P�ra de falar com as pessoas.

V� como te tratam, quando �s sincero.

De repente percebi e deixei de confiar.

Isto para te dizer que eu e a confian�a...

N�o confio nas pessoas.

Confias pouco ou nada?

Pouco ou nada?

� verdade. Tens raz�o.

N�o. N�o confio nada.

- Tu �s de confian�a? - Sim.

Os outros podem confiar em ti?

Tu podes confiar em mim.

- N�o tens nada a esconder? - N�o.

Conta-me o teu maior segredo.

Sou gangster. Assalto bancos.

Por que � que o teu pai olha para mim assim?

- N�o sei. N�o me disse nada. - N�o te disse nada?

Vou cumpriment�-lo.

Vamos beber um copo.

- Viste o Ferrari? - Sim.

Vinha muito aqui em pequeno.

- Quantos anos tinhas? - Era mi�do.

J� tinhas bigode?

- Isto � incr�vel. - � uma loucura.

A Autoworld � mundialmente conhecida.

Lembras-te do banqueiro de Dilbeek?

Ol�. Tudo bem?

- Ol�. - S�o os amigos de que te falei.

O Serge, o Younes...

- Vou falar com o Freddy. - Est� bem.

- Sr. Delhany, como est�? - Muito bem.

Podes tratar-me por Freddy.

- Est�s a gostar? - O Ferrari � do melhor.

- Prefiro os Porsches. - Certo.

- Est� a correr bem o neg�cio? - Muito. Principalmente as exporta��es.

Conhe�o muito bem o mundo dos autom�veis.

- Palavra? - Sim.

- Conheces a Smolders? - N�o.

- E a Knops em Vilvoorde? - Ouvi falar.

Que idiota. A Knops n�o faz carros, faz contentores.

Claro que sim.

Bebemos um copo?

Divirtam-se.

- Est�s bem? - Sim.

Se procuram um bom banco, podem escolher o meu.

Protejo os meus clientes.

O Estado mete o nariz em tudo, menos no meu banco.

V�o sentir-se em casa.

- Em Dilbeek? - Sim.

Onde recebem bem os flamengos?

Claro e os �rabes.

Sobretudo os �rabes.

Apare�am quando quiserem.

Vemo-nos l� dentro.

D�i-me a cabe�a! Preciso de um caf�.

Quando vamos ao teu apartamento?

N�o est� mobilado. Parece um acampamento.

N�o queres que o veja?

Escondes l� alguma coisa? A tua ex?

Apenas n�o est� mobilado.

Levo-te l�, quando voltar. Pode ser?

- Voltas a que horas na quinta? - Volto na sexta �s 15h00.

- Como � a Pol�nia? - N�o � nada de especial.

- Levas-me na pr�xima viagem? - Claro que sim.

Gostas da comida?

Diz-me uma coisa. Vais comigo para onde eu for?

- Claro. - Palavra?

- Aonde vais? - Escolhe.

- Posso escolher o que quiser? - Sim.

Est� bem.

Quero ir a Buenos Aires.

- Nada mal. - E tu?

Tu ias para onde eu fosse?

Com certeza.

Mas depende.

- Depende de qu�? - De uma coisa.

De qu�?

De olhares ou n�o para tr�s.

D�-me as tuas chaves.

- Fa�am o que eles disserem! - Todos calados!

Saiam da�!

Desliga as c�maras.

- Deitados no ch�o. - Abre a porta!

Todos deitados!

Deitado!

Prestem aten��o ao que vou dizer.

Vamos sair dentro de tr�s minutos.

Sa�mos em tr�s minutos.

Se fizerem o que dissermos, nada vos acontecer�.

Baixa a cabe�a!

- Falas franc�s ou flamengo? - Flamengo.

Anda comigo.

Encosta-te. Havia reuni�es �s 9h00?

S� �s 10h00.

Olha para mim.

N�o te fa�o mal. N�o tenhas medo da minha voz.

- Repete. - N�o me vai fazer mal.

Agora, j� te sentes melhor.

Dois minutos!

Um minuto!

Mexe-te, mexe-te!

Depressa!

Vamos embora.

O que fizeste?

Merda!

Vamos embora!

Achas que gostei? Qual � o problema?

O que foi? Vais baixar-me o ordenado?

- O que te deu? - Tinha de o acalmar.

Tenham l� calma, rapazes.

Foi s� um soco. N�o � o fim do mundo.

J� viste a tua cara?

O sacana foi racista.

E depois? Eu tamb�m sou racista.

Tu n�o �s racista, s� �s um idiota.

Mas acalma-te sen�o vou-te �s trombas.

Acalma-te e respira. Est� bem?

N�o somos mi�dos.

O idiota levou o telem�vel.

� uma mensagem da Bibi.

O que me interessa a Bibi?

Cuidado com a l�ngua!

- Ou come�as a assaltar sozinho. - Vais come�ar a assaltar sozinho.

Isso mesmo, seu racista.

Os dois idiotas est�o contra mim.

Tem cuidado.

- J� viste o que me fizeste? - � s� um arranh�o. N�o � nada.

- Como vou explicar isto � Bibi? - Isso � complicado.

Diz que andaste � porrada com os polacos.

N�o gozes comigo.

Sr. Delhany, temos areia de verdade.

- Quanto? - Cerca de 800 toneladas.

Em Seraing.

� certificada pela Uni�o Europeia. Limpinha.

Estamos preparados para negociar por um ter�o do valor.

O teu filho � igual a n�s. At� negocia areia.

Estou a brincar.

Contactem o meu escrit�rio.

Neg�cio fechado.

Fant�stico!

Vamos comer.

S�o uma linda fam�lia.

Muito obrigada. � muito simp�tico.

� casada?

- N�o e o senhor? - N�o.

Tem namorada?

N�o e a menina?

- Uma namorada? - N�o me parece.

N�o. Tenho um namorado.

H� muito tempo?

� recente.

Em que ramo � que ele trabalha?

Importa��o e exporta��o de ve�culos.

Ao amor.

Ao amor e aos filhos.

� preciso escolher bem o homem.

Porque os teus filhos v�o ser dele.

Os teus filhos.

N�o �, Sr. Freddy?

Veja os nossos filhos.

Como as nossas mulheres foram inteligentes

ao escolherem-nos para maridos,

temos uns filhos incr�veis.

�s nossas m�es.

- N�o sabia que era s�rio. - Ia contar-te.

- Mas foi por causa dele. - Eu sei.

- � o tal Gigi? - Sim. � o Gigi.

Vai com calma, filha.

- Porqu�? - �s jovem e ele...

- Como tu e a m�e? - Isso n�o...

- N�o consigo ouvir. - Pois...

Bibi?

- Sandra, que fazes aqui? - Que bom ver-te.

- Est�s bem? - Sim. Foste �s compras?

- Fui. - Para que � isto? Deixa-me ajudar-te.

Para a minha varanda.

- Ainda bem que est�s aqui. - Fazes jardinagem? Que fixe!

- E tu? Que fazes aqui? - Eu n�o fa�o jardinagem.

Venho c� por causa do vendedor.

Soubeste do banqueiro?

- N�o. Que banqueiro? - O homem que conhecemos.

- Assaltaram o banco dele. - Sim?

Juro.

- N�o sabia. - N�o sabias?

E partiram-lhe a cara.

- Que horror! - A s�rio! Ficou desfigurado.

- Encontraram os assaltantes? - Acho que n�o.

� estranho n�o saberes. N�o falas com o Gigi?

Falo. Mas ele est� na Pol�nia.

Ai sim?

- Com a pandilha? - Sim, com os amigos.

Bem. Vou deixar-te com as tuas plantinhas.

- Beijos. - Adeus.

- Posso levar o carrinho? - Sim.

- Adeus! - Adeus.

Adeus.

Lembras-te do banqueiro? Do amigo do Nardo?

Sim.

Depositaste dinheiro no banco dele?

N�o, porqu�?

N�o soubeste?

O que aconteceu?

Foi assaltado.

- Foi? - Foi horr�vel.

Foi agredido pelos assaltantes.

Mas...

O banco dele n�o tem seguran�a nenhuma

e ele � um grande idiota.

Tu tiveste sorte.

Como assim?

Ainda n�o tinhas depositado dinheiro no banco dele.

N�o foi isso. N�o gostei do banco dele.

Foi uma escolha.

Tem calma!

Vai com calma.

Olha para a frente.

Andaste � tareia?

Sim...

Os polacos quando bebem s�o violentos.

E os teus amigos n�o estavam l�?

Sim, estavam comigo.

Tamb�m trabalham com ve�culos?

N�o. Foram divertir-se.

Foram divertir-se...

Porra!

Acelera!

- O qu�? - Acelera!

- Est�s doido? - Por ali!

- Eles v�o seguir-nos. - Depressa.

- Gino, est�s a brincar? Est�s louco! - Estou a brincar. Encosta.

N�o te preocupes.

Bom dia. Lamento...

Desligue o motor.

Tem no��o da velocidade a que circulava?

Sim. Lamento imenso.

Tem uma boa raz�o?

Pe�o desculpa.

Os documentos da viatura e a sua identifica��o.

Est�o no porta-luvas.

� o meu noivo.

J� venho.

Colega, pode verific�-los?

Est�s bem?

Est�s bem? - Estou. O que foi?

- Os seus documentos. - Obrigada.

Vou mult�-la por condu��o perigosa e excesso de velocidade.

Desejo-vos um bom dia e modere a velocidade.

- Ent�o, sou o teu noivo? - O qu�?

Sou o teu noivo.

- Quando � que nos casamos? - Est�s a brincar?

N�o. N�o estou a brincar.

Diz-me a data e estarei presente.

Meu Deus!

Meu Deus...

Est�s bem?

Amo-te.

Veste-te.

B�n�dicte Delhany ficou em terceiro lugar.

Podemos ir buscar quatro milh�es e tu n�o dizes nada?

- N�o falemos sobre isso aqui. - Sobre o qu�?

Mostrem respeito.

O que se passa? Estou a chatear-te?

Ouve o que te digo. Acab�mos de assaltar um banco,

n�o precisamos de fazer isso agora.

- Concordas, Younes? - Porra!

Vieste ter comigo para fazermos assaltos, n�o foi?

- T�nhamos 14 anos. - �s parvo!

O objectivo n�o era namorar com uma burguesa.

Queres que te arranje um labrador?

- Porque � que �s t�o idiota? - Serge, est�s a exagerar.

Estende o teu tapete e vai rezar. N�o me chateies.

- Queres participar ou n�o? - D�-me cinco minutos.

- Para qu�? - Para pensar!

- Pensar? - O Mike e o Eric alinham.

Sem ti, n�o conseguimos.

J� percebi. S� preciso de 5 minutos para pensar.

- Pensar? - Cinco minutos.

Essa � nova!

- O meu pai quer falar contigo. - J� vou.

"J� vou."

- Acalma-te! - Estou calmo, est� bem?

- Vai-te lixar. - Isso mesmo.

Vamos. J� bebeste muito.

- At� � pr�xima. - Adeus.

- Est� tudo bem? - O Serge estava alterado.

N�o � nada. S� est� um pouco ansioso.

Por andar a vender carros?

N�o sei. N�o falamos sobre isso.

N�o falam. Isso n�o � bom. T�m de falar.

Como n�s os dois.

- Falas muito com a Bibi? - Falamos bastante.

Ainda bem.

Ela adora conversar.

Sai � m�e.

Ela tamb�m era assim.

Quando n�o falava com ela...

Calha bem porque

precisava de falar consigo.

Quero casar-me com a Bibi.

Boa ideia.

Mas p�ra de mentir.

Chega de mentiras.

Conhe�o bem os rapazes como tu.

J� percebi como seduziste a minha filha.

Mas eu sou o pai dela.

Pareces ser fiel e n�o me vou opor.

Mas tens de parar com isso.

Ou dizes a verdade

ou deixas de fazer o que te faz mentir.

Um homem assume-se.

Podes ser um bom homem ou n�o,

mas um homem de verdade n�o mente.

S� os mi�dos.

Tirando isso, tudo bem.

Est�s bem?

- Tens fome? - N�o.

Quero comer qualquer coisa.

Anda.

N�o demoro.

- Procuro o Andrei. - Andrei!

Bom dia. � o Andrei?

- Gino? - Sou eu.

- Tem o material? - Tenho.

N�o o tenho aqui.

Espere um pouco.

Vou buscar a chave.

- Espero no carro. Pode ser? - Est� bem.

Luna.

Desculpa, querida.

Tenho de fazer uma coisa.

Por causa da venda de um carregamento de jantes.

N�o vamos demorar.

Tudo bem.

O c�o � bonito, n�o �?

� uma m�quina de matar.

Ele j� est� ali.

Disseste que est�s farto do teu trabalho.

Dos carros?

Quer dizer que vais deixar esse trabalho?

Sim. Vou fazer uma �ltima viagem.

- Uma �ltima viagem? - Sim. Uma viagem pequena.

Dois dias.

Esperas aqui no carro. Est� bem?

Eu vou contigo.

Espera no carro, por favor.

Depois vamos passar um fim-de-semana a Paris.

S� n�s os dois.

Sorri, por favor.

Dois minutos.

E a menina?

- � de confian�a? - � a minha mulher. N�o h� problema.

Vamos?

Est� bem.

Aqui est�.

Est� todo aqui.

Os teus rapazes deixam-me sempre na m�o.

N�o � a primeira vez.

Estou farto dos teus planos. �s um palerma!

Tu chateias-me! Que queres que te diga?

Vai-te lixar! Porra!

O que foi?

Vai demorar mais de uma semana.

Porqu�?

Houve um problema com os explosivos.

N�o temos escolha.

- Mas estamos apertados. - � vi�vel.

N�o � nada. Os trav�es do Subaru n�o chegaram.

- Como � que n�o chegaram? - Estou a dizer-te. N�o chegaram.

Que merda!

Al�m disso, prometi um fim-de-semana � Bibi.

Ouviste isto?

Fica para a pr�xima.

Com o dinheiro que vais receber vais passar fins-de-semana rom�nticos

o resto da vida.

- � verdadeira? - Experimenta.

Vamos ser os primeiros. � como fazemos.

Sempre fizemos assim.

Todos corremos riscos.

Roubamos os ricos.

Eles sabem para quem trabalham. Podem escolher.

Escolheram proteger estes imbecis.

Que queres? Correm riscos.

N�s tamb�m podemos morrer.

Eu sei.

Tu sabes, tu sabes...

Adias o fim-de-semana. Vais noutra altura.

Desde sempre nos deram ordens.

Faz isto, faz aquilo.

N�o valemos nada?

A ti e a mim sempre nos trataram como uns animais.

Lembras-te do Mol?

Na fossa s�ptica?

Deixaram-nos l� a apodrecer durante dois dias como uns animais.

Se querem animais � o que v�o ter.

Que se lixem os outros.

Que se lixe o dinheiro. Porra!

Que se lixe a pol�cia e a justi�a.

Que se lixe o pa�s, o rei e a rainha. Que se lixem todos!

Anda! Deixa-te de fitas.

V�o-se lixar! Tu e os teus amigos.

Parecem uma matilha de c�es rafeiros.

Adiamos a viagem duas ou tr�s semanas.

N�o � o fim do mundo, pois n�o?

Olha para mim. N�o � o fim do mundo.

Tens medo dos teus amigos, Gino?

Tens medo da verdade?

Tens medo de c�es?

- N�o tenho medo de c�es. - Tens.

- N�o tenho. - Tens.

- N�o tenho medo de c�es. - Tens medo de c�es, Gino.

Diz que tens medo de c�es, s� sincero. Mas tu n�o �s.

Percebes?

- Bibi, fica. - N�o me apetece.

N�o percebeste. N�o te v�s embora.

Ouve. Ouve.

- Ouve. - O que foi?

Vais ouvir-me?

Sabes o que � uma fam�lia?

Tu sabes, e sabes que eu n�o sei.

N�o tenho fam�lia, n�o tenho pais. Cresci com estes tipos.

S�o meus irm�os, s�o a minha fam�lia, n�o posso deix�-los assim.

N�o percebes?

Vou prometer-te uma coisa

e n�o te estou a mentir. Est� bem?

Depois disso, acabou-se.

- Prometo, Bibi. - Est� bem.

- Paro. - Est� bem.

P�ra de falar comigo como se eu fosse uma crian�a.

A crian�a �s tu. �s mentiroso.

Vou tomar um duche.

Quero recome�ar do zero.

Estou farto.

Muito farto.

Quero fazer parte da tua vida e da tua fam�lia.

Gino...

O que fazes com esses tipos?

Gigi, olha para mim.

Olha para mim.

N�o vendes carros.

- Vou deixar tudo. - Tudo o qu�?

Sinto-me cada vez mais est�pida.

Sinto que n�o te conhe�o.

Nem sei se o teu apartamento existe.

Vou dizer-te uma coisa.

Nem sei porque fazemos o que fazemos.

N�o sei.

Fazemos desde mi�dos. Diverte-nos, entusiasma-nos.

E al�m disso somos bons. Muito bons!

Mesmo conhecendo os riscos.

Isto prende-nos � vida.

� como quando te vejo no teu carro.

� a mesma coisa.

Mas n�o aguento mais. Estou farto.

- Sabes o que dev�amos fazer? - N�o.

Ir para a Argentina.

Buenos Aires.

- Queres um caf�? - N�o, obrigada.

Toma.

O que �?

Uma surpresa.

� a chave de qu�?

Da surpresa.

- Quando vou v�-la? - Quando eu voltar.

Est� bem?

Vou andando.

Um beijo.

Ciao, bella.

Adeus.

Ciao.

Amo-te.

Amo-te, amo-te, amo-te...

Eu tamb�m.

At� breve.

Muito bem, pessoal. Dez segundos.

Ningu�m se mexe!

Quieto!

Vamos embora.

Agora! Avan�a!

M�os ao ar!

Vai rebentar! Tr�s, dois, um.

Vamos! Entrem, entrem!

- Gigi, o que est�s a fazer? Anda. - Dois minutos.

- Merda! Gigi! - O que foi?

- A mala explodiu. - Fica a�!

Toma isto! Toma Isto!

Tenham calma. Toma. Olha para mim.

Olha para mim.

A auto-estrada est� bloqueada.

Obrigada.

RUE GRAND VILLE APARTAMENTO 12

Gino, � a quinta vez que te telefono.

Ouviste as minhas mensagens?

Seria mais simples se...

Seria mais simples se me telefonasses. Telefona-me.

Sandra?

- Bibi? - Sim?

Ol�. � a Sandra.

Sim?

A St�phanie deu-me a tua morada.

Est� tudo bem?

Nem por isso.

Por isso � que vim ter contigo. A St�phanie est� a trabalhar...

- Posso entrar? - Claro.

- Obrigada. - Primeiro andar.

Estes tipos s�o loucos.

Mas � principalmente do Dragan que tenho medo.

� um psicopata.

N�o sei como me encontraram.

N�o posso voltar para casa. Percebes?

N�o tinha para onde ir. Por isso...

Por isso � que vim ter contigo mas n�o te quero incomodar.

N�o! Fizeste bem.

- Esta noite podes dormir aqui. - A s�rio?

Claro que sim.

- Obrigada! - Tudo bem.

�s muito simp�tica.

Queres outra cerveja?

Quero.

Com todo o gosto!

� porreiro!

Vou ter com o meu pai. Volto j�.

Fica � vontade. O frigor�fico est� cheio.

A televis�o est� ali.

O quarto fica l� em cima se quiseres descansar.

A casa de banho � ao fundo do corredor.

- Obrigada. �s um anjo. - Tudo bem.

- At� j�. - At� j�.

Gino?

Gino?

J� chega, Gigi.

Vai chamar o m�dico.

- N�o... - Sim!

- Vai chamar o m�dico. - J� vou.

- N�o fales. - Desculpem.

N�o fales.

- N�o o deixes adormecer. - Est� bem.

N�o te demores.

Gigi...

Se n�o voltares daqui a 15 minutos, chamo a pol�cia.

Estou?

Boa noite, minha senhora. Fala Gino Vanoirbeek.

Queria falar com o Dr. Pelgrand.

Sim.

Est� bem. Volto a ligar daqui a 10 minutos. Obrigado.

B�n�dicte?

� a Sandra!

Quem?

Sandra?

Sim. Sou da pol�cia.

Abre, B�n�dicte.

B�n�dicte, est� algu�m contigo?

Responde. � importante. Est� algu�m contigo?

- N�o. - Est� bem.

Agora abre a porta.

Eles mataram um pol�cia. Tens de abrir ou arrombam a porta.

- Quem matou o pol�cia? - Quieta!

- O Gino? - N�o sei.

- O Gino? - N�o sei.

- Diz-me! - N�o sei.

- Est� livre. - Anda.

Tenho de te revistar. Afasta os bra�os e as pernas.

Est� tudo bem, rapazes. Deixem-nos.

Anda.

Senta-te aqui.

Senta-te.

Vais atender, quando o telefone tocar. Est� bem?

Se o queres vivo tens de atender.

Sabes que ele vai voltar a ligar.

Vais faz�-lo falar. Percebes?

N�o sejas c�mplice dele, Bibi.

Estou aqui para te ajudar.

F�-lo falar, est� bem?

Estou?

Bibi?

Estou?

Bibi, querida...

Est�s bem?

- Est�s a ouvir? - Estou.

Estou feliz por te ouvir.

Sempre foste ao apartamento?

Fui.

Gostaste?

- Gostei. - Gostaste?

Gostei. Est�s bem?

Bibi, ouve.

Estive a pensar...

Devia ter-te contado.

N�o te quero esconder nada.

- Gino, ouve...

- Gino... - N�o estou na Pol�nia.

Ouve-me. Espera...

Estou na B�lgica, numa vila perto de Bruxelas.

Estou escondido com os outros.

- Queria contar-te. - Gigi...

Gigi...

Bibi, est�s a�?

Bibi?

Gino, desculpa.

O que foi?

Quero que me prometas que n�o vais resistir.

Promete-me, Gino.

Desculpa.

Tenho medo por ti.

N�o faz mal.

N�o faz mal. N�o fa�as isso.

N�o faz mal.

Ouve-me. Est�s a ouvir?

- Est�s a ouvir-me? - Estou.

Ouve bem.

Amo-te.

Amo-te, percebeste?

Eu tamb�m.

Nunca te esque�as que te amo. Est� bem?

Vou desligar.

N�o saias daqui. J� venho.

Anda.

O que est�s a fazer?

Confia em mim.

O seu nome?

B�n�dicte Delhany.

� a noiva de Gino Vanoirbeek?

Era.

Desculpe?

Era a noiva dele.

O Serge Flamand...

- Conhece? - Conhe�o.

- E o Younes? - Conhe�o.

- O Mike? - Conhe�o. Todos.

O grupo todo?

Via-os muitas vezes?

Frequentemente. Eram amigos.

Eram amigos?

Alguma vez os viu com dinheiro?

Nunca.

Nunca?

Tem v�rios telem�veis?

- N�o. - N�o?

B�n�dicte...

J� te podes ir embora.

Desculpa. Houve perguntas chatas,

sobre a tua vida privada, mas faz parte.

Sa�ste-te lindamente.

N�o me parece que ser�s chamada a depor.

- Achas? - Acho.

- Queria dizer que... - Eu sei, Sandra.

Chamo-me G�raldine.

Adeus, G�raldine.

Bibi, est�s a ouvir?

Gigi?

Est�s bem?

N�o sei.

N�o te mexas.

- Quero sair. - Est� bem.

- Venha. - Quero sair.

Saia por aqui.

O m�dico j� vem.

Vamos l�!

Siga o meu dedo.

Est� bom.

Pronto.

Estique os bra�os.

Est� bom.

Acho que est� tudo bem.

Vou preencher o formul�rio e vejo-a na entrada.

Obrigada.

Onde est� a B�n�dicte Delhany?

Est� neste consult�rio.

Est�s aqui!

- Fiquei preocupado, querida! - Estou bem.

- Tens a certeza? - Sim.

- N�o � grave? - N�o.

S� fui sacudida.

O que te receitaram?

- Est�s bem? - Estou.

Eu ajudo-te.

Obrigada.

Pai, quero voltar a v�-lo.

O Gigi?

Ainda o amas?

Amo.

Levantem-se os r�us.

Eric Lejeune, 15 anos.

Serge Flamand, 15 anos.

Gino Vanoirbeek, por ter colaborado na investiga��o,

15 anos, com 5 de pena suspensa.

Pode entrar.

Venha.

Dez minutos.

A audi�ncia terminou.

Podem levar os r�us.

Amo-te.

Eu tamb�m.

J� vou.

- Bom dia. - Bibi.

- Tudo bem? - Sim e consigo?

Parece que estamos a trabalhar bem juntos.

A colabora��o foi uma boa ideia.

N�s estamos a pagar. Voc�s trabalham para n�s.

N�o � bem uma colabora��o.

Estou a brincar.

Mas o seu pai, o Freddy,

� caro.

N�o faz descontos.

Gosta de ver o seu namorado na pris�o?

Conhe�o os amigos do seu

noivo.

Conhece?

Eram boas pessoas.

O Gino tamb�m.

Ou Gigi para os amigos.

Mas n�o para si.

- Ele precisa de protec��o na pris�o. - Que disparate � esse?

Deixe-me em paz.

N�o.

N�s podemos ajud�-lo.

Gost�vamos muito de o ajudar.

Ou�a.

Ele disse que a Bibi � um anjo

e que far� tudo por si.

Tudo.

E a Bibi?

Tamb�m faria tudo por ele?

Na sua conta 10% do valor do projecto.

Fale com o seu pai.

N�o sabia o que dizer.

E aceitei.

Ele assusta-me.

Conhe�o esses tipos.

Querem fazer-nos ceder.

Procuravam uma oportunidade e encontraram.

Vamos dar-lhes o que querem.

Desculpa.

N�o faz mal, filha.

� a vida.

N�o pode ser.

Vais lixar a tua vida por causa de um bandido?

� o que ele �.

- Nunca to devia ter apresentado. - Nardo, est� tudo bem.

Como � que est� tudo bem?

� como a m�e.

Fazia tudo por todos menos por ela.

Punha-nos sempre em primeiro lugar.

E todos sabemos como acabou.

Como podes dizer-me isso?

� a verdade.

Enojas-me.

Desculpa.

N�o gosto desta situa��o.

Eu tamb�m n�o gosto.

N�o gosto de vos ver assim.

A Bibi precisa de ajuda

e n�s vamos ajud�-la.

Porque somos uma fam�lia.

E n�o fugimos.

Espera...

- Faltam quantos minutos? - Cinco.

Cinco minutos?

E conseguimos?

- Espero que sim. - Eu tamb�m.

Isto � muito estranho.

Ele vai ter cinco anos quando eu sair.

- Ou ela. - Tens raz�o.

Gino?

N�o estamos despachados. S� mais cinco minutos.

- Tens a certeza? - N�o te preocupes. Eu conhe�o-o.

N�o h� problema.

- Bibi? - Estou aqui.

- Est� tudo bem? - Est� e contigo?

- Queres uma cerveja? - N�o.

- Nardo, espera. - O que foi?

Anda c�.

O que foi?

Vou deixar as pistas.

A s�rio?

- Por causa do acidente? - N�o.

N�o. N�o � por causa do acidente.

J� n�o me atrai.

Regresso mais tarde.

Est� bem.

- Mas est�s bem? - Estou.

Vamos ter um filho.

Com o Gigi?

Claro, idiota.

Quem havia de ser?

- Est�s a brincar? - N�o.

S� assim � que vai aguentar.

Ficar� � minha espera.

E eu tamb�m.

Vou ter um motivo.

Vou buscar uma cerveja.

Vou ser o padrinho?

N�o.

Vais ser a madrinha.

AS NOVAS POSSIBILIDADES

N�o � com isto que sonhamos numa sa�da prec�ria.

- Porqu�? - Parece que continuamos na pris�o.

Fecham-nos num espa�o m�nimo cheio de revistas pornogr�ficas.

� incr�vel.

- Queres saber o que fiz? - N�o.

N�o queres saber?

Comecei a...

Agora, esperamos.

- Estou feliz por estar aqui. - Eu tamb�m.

- N�o acredito. - O que foi?

Aquele c�o � um cocker.

Quando era mi�do a minha m�e deu-me um assim.

- � querido, n�o �? - Sim.

Lembras-te da Banda Desenhada do "Boule et Bill"?

Naquela altura todos queriam ter um cocker.

Todos.

O meu pai dizia que era por isso que estes c�es eram uns chanfrados.

Um dia,

quando a cadela tinha este tamanho,

mordeu-me um dedo.

O meu pai agarrou num cabo.

E matou a cadelinha � pancada. Acreditas?

O mais engra�ado

� que estes c�es mordiam tudo e todos.

Ele dizia que era a natureza deles.

Foram feitos para morder.

Imaginas?

Para ele, havia c�es que podiam morder

e outros que n�o.

Nunca percebi isso.

O que te queria dizer

� que a cadela se chamava Lady.

� bonito?

� fofinho.

Se for uma menina, podemos cham�-la Lady. O que achas?

A s�rio?

- P�ra. - Estou a brincar.

- Juras que est�s a brincar? - Sim.

- Pode entrar. - Eu tamb�m?

- N�o. - Est� bem.

O que est� a fazer?

Est� maluco!

- Ele mordeu-me. - N�o lhe fez nada.

Ele � doido!

Viram o que ele fez?

N�o discuta com ele, n�o serve de nada.

- � melhor chamar a pol�cia. - Tenham calma. Est� bem.

Vem a� um carro da pol�cia. Chamem-nos.

- Pol�cia! - Pol�cia!

Deixem passar.

- Bom dia. - Ele deu um pontap� no meu c�o.

- Este senhor? - Sim.

Eu explico.

Ele mordeu-me.

No g�meo.

N�o minta. S� diz disparates. Eu estava parada com ele.

Vamos ter calma. Os seus documentos, senhor.

Ele � doido. N�o acredito. N�o � poss�vel.

Um momento, por favor.

N�o saia da�.

O meu colega vai validar a sua identidade, minha senhora.

- Ele est� a fugir! - Senhor?

Estou, Bibi?

Onde est�s?

Em Holy Trinity? Est� bem.

Est�s bem, Bibique?

- O que se passa? - Arranca.

- Arranca! - Onde estiveste?

- Vamos embora. - Olha para mim, Gino.

J� te explico. Agora vamos embora.

Por favor.

Diz-me que est�s a brincar. Por favor, Gino.

Diz-me que est�s a brincar.

Ficaste sozinho duas horas e semeaste o p�nico.

Est�s numa sa�da prec�ria, Gino.

V�o tirar-nos tudo.

Como queres ter liberdade condicional?

- Como podes ser t�o parvo? - Eu sei.

Tens raz�o. Vamos!

- A culpa � tua! - Eu sei que a culpa � minha!

Eu sei!

Temos de ir embora! J�!

Conhe�o pessoas...

P�ra, p�ra!

P�ra de dizer que conheces pessoas! Por favor! P�ra!

O que est�s a fazer? Gino, n�o fa�as isso.

Gino! Merda!

Gino!

Entra ou atropelo-te.

N�o h� aqui ningu�m durante o fim-de-semana.

Assim que ele chegar venho buscar-te.

At� l� ficas aqui, n�o te mexas. Percebeste?

O que vais fazer?

Vou saber se est�o � nossa procura.

Chega de fugir, est� bem?

E esquece a Argentina. Eu n�o vou.

Se continuares, esquece a fertilidade e a mim.

Precisas de alguma coisa?

N�o. Estou bem.

A pol�cia de Bruxelas procura-te. Apareceu nas not�cias.

Como pudeste deitar tudo a perder, Gino?

Estou exausta com estas hormonas todas

e o pior � que vou ficar sozinha.

Desculpa.

O que vamos fazer?

Vais entregar-te, est� bem?

- Eles sabem que est�s aqui. - Que est�s a dizer.

Eles sabem que est�s aqui. N�o vais resistir, Gino.

Sen�o, juro pelo nosso beb� que saio da tua vida.

- Que est�s a dizer? - Pe�o-te, Gino!

- Larga-me. - Pe�o-te, Gino.

Olha para mim.

Eu amo-te. N�o fujas. Pe�o-te.

Vai correr tudo bem, prometo.

Eu juro.

- Por que est�s a fazer isto? - Porque te amo.

Vou estar sempre ao teu lado.

Deita-te.

Eu confio em ti.

Eu confio em ti.

- Diz-me o que tenho de fazer. - Deita-te.

- Eles est�o aqui? - Deita-te, Gino.

- Deita-te. - Est� bem, est� bem.

Porra!

Vai correr tudo bem, prometo.

Sim, vai correr tudo bem.

N�o te mexas.

Olha para mim.

Amo-te.

Tamb�m te amo.

SEM FLORES

Gino, meu amor.

Lamento dizer-te assim,

mas tenho uma p�ssima not�cia.

Perdi o beb� h� umas semanas.

Gino...

S� forte, por favor.

Fiz mais exames.

O meu maior receio tornou-se realidade.

Quem � voc�?

A mulher de Gino Vanoirbeek.

Quem?

Foi um cliente seu h� bastante tempo.

O Gigi.

Tenho medo, meu amor.

O que precisa � dos albaneses.

Tem no��o do que est� a pedir?

Tenho.

Pode ajudar-me ou n�o?

Posso.

Mas tenho confian�a.

Vamos ultrapassar isto como tantas outras coisas

que j� ultrapass�mos juntos.

Est� feito.

Amanh� telefone para este n�mero ao meio-dia e v� a esta morada.

V�o lev�-la aos chefes.

Encontraram-me um tumor maligno num dos ov�rios.

Em vez de gerar uma vida, estou a gerar uma morte.

Tenho saudades tuas.

Gino, o director quer falar contigo.

N�o comeces outra vez a pensar em fugir.

Ser�s procurado e ir�o a casa dela

para te prenderem sem perderem muito tempo.

D�s-lhe muitas preocupa��es.

Ela agora sofre de cancro.

Olha para mim.

Olha para mim!

N�o vais para a solit�ria.

E n�o tens de me prometer nada.

Mas f�-lo por ela.

Tenta fazer uma vida normal para voltares para ela.

Pe�o desculpa.

N�o sabia o que fazer.

Vou deixar-te receber uma visita.

Obrigado, Director.

Est�s bem, minha filha?

Est�s enjoada?

- Bebe um pouco de �gua. - Obrigada.

Eu sei, querida,

que est�s enjoada. Ouvi-te a vomitar.

� normal nos primeiros meses.

Tive sete filhos.

Est� preparada?

Entre.

Ele disse que vieste vestida de maneira humilde.

Que decidiste cobrir a cabe�a.

Que gostou. Mostras respeito.

Quero ouvi-la dizer o que quer de n�s.

Preciso que ajudem o Gino a fugir.

- Da pris�o. - Sim.

Fale mais alto.

Preciso que ajudem o Gino a fugir da pris�o.

Ele quer fugir?

Ele n�o sabe.

Ele n�o faz ideia.

Ainda n�o.

N�o podemos ajud�-la.

� melhor voltar para casa.

- Por favor. - Lamento.

A resposta � n�o.

Como te sentes?

N�o acredito!

Rapaste o cabelo?

Deves estar parecida com aquela cantora que...

Aquela que cantou a m�sica do Prince.

� isso. A Sin�ad.

Qual � o apelido dela?

O'Connor. Isso mesmo.

Adorava ver-te.

Deves estar linda.

Sim...

Sim, estou aqui.

Aqui?

Aqui � sempre a mesma coisa.

Um ped�filo estoirou os miolos.

Isto acontece todos os dias. N�o � um problema.

Estamos fechados que nem uns animais.

Na pris�o, n�o h� luz ao fundo do t�nel.

Mas, mesmo assim,

n�o nos podemos queixar,

h� sempre situa��es piores.

H� sempre situa��es piores.

Al�m disso eu tenho sorte.

Porqu�?

Porque te tenho a ti.

Tenho a sorte de te ter.

N�o. O meu pai n�o est�.

Suba.

- Disseram-me que est� gr�vida. - Quem?

Os albaneses que visitou ontem.

Trabalham para mim.

Decis�es daquelas n�o s�o tomadas por eles, mas por mim.

� por isso que estou aqui.

Queria saber porqu�.

- Estou doente. - Vejo que sim.

N�o sei se vou sobreviver.

Lamento.

Quero que elabore um plano

para ajudar o Gino a fugir, depois da minha morte.

Sem que ele saiba?

Tenho um cancro agressivo.

N�o sei quando acontecer�.

Como v� come�ou mal.

Mas espere...

Se compreendi bem,

quer que ele fuja s� se voc� morrer?

Se sobreviver n�o fazemos nada?

Se encontrar a Bibi, encontra o Gigi.

Quando o trabalho estiver acabado

cobro 15% do que eles est�o a pedir

e tamb�m fico com o Porsche.

Por aqui.

Um momento.

Pode entrar.

Podem tirar isto, por favor?

- As algemas. - N�o � poss�vel.

N�o lhe vou fazer mal nenhum. Est�o a gozar?

N�o podemos. S�o as regras.

Bibique.

Bibique, � o Gino. Acorda.

Ela est� a dormir?

N�o.

Ela entrou em coma esta noite.

N�o sabia?

Bibi, acorda.

Bibi... Acorda, por favor.

Deixem-me sozinho, por favor.

- N�o � poss�vel, Gino. Lamento. - Porra!

Porra! Porra!

Perdoa-me, Bibi.

Desculpa.

Jean, sai.

Deixem-nos a s�s.

Leva o teu tempo.

Estou?

Ol� Nardo, sou eu.

Toma isto.

O que � isto?

A primeira parte do plano para te tirar daqui.

Ouve bem.

A tua mulher pagou-nos

para organizarmos a tua fuga.

Queria que depois da sua morte,

te ajud�ssemos a fugir para ires para a Argentina.

Ela disse-me que se tu n�o acreditasses

tinha de te dizer: "Sem flores".

Depois, fazes as perguntas.

Fecha bem a boca. Vamos tratar da tua transfer�ncia.

Est�s pronto?

N�o sabias o que eles queriam?

N�o.

� melhor transferir-te.

Anda comer.

O que � isto, Gigi?

J� n�o quero ir.

Ouve.

Est� tudo organizado. Amanh�, apanhas o avi�o.

J� n�o quero.

N�o percebes? J� n�o quero.

J� n�o queres...

Tens de ir para a Argentina, percebes?

Tens de ir, sen�o n�o recebemos o dinheiro.

Percebeste?

Esto, ouve.

Ela enganou-se, est� bem?

Ela pensava que eu queria estar livre, mas eu s� queria estar com ela.

Est�s a perceber?

N�o faz sentido ir para a Argentina.

Est�s a perceber?

Sim, mas vais sair daqui.

Ele n�o quer ir? Depressa ter� vontade de viajar.

Anda c�.

Anda c�.

Anda c�.

Est� tudo bem.

Acorda.

Posso confiar em ti?

Podes confiar em mim.

Claro que sim.

N�o tens nada a esconder?

N�o.

Conta-me o teu maior segredo.

Sou gangster. Assalto bancos.

Agora � a tua vez.

Conta-me o teu maior segredo?

Est�s preparado?

N�o sei. Veremos.

N�o vais ter medo?

N�o, prometo.

V� l�. Conta-me.

Sou imortal.

� MEM�RIA DE DOMINIQUE WICHE

Tradu��o e Legendas: Cinemundo, Lda por Lu�s Zanguineto

Ripadas por: guardiao

FIM

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