All language subtitles for Special Ops Lioness - 3x03 - The Bear Is Infected.WEB.PSA.pt

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Original subtitles

Onde está?

Já disse, não usamos localizadores.

Não!

Espera. Dedo grande do pé esquerdo.

ANTERIORMENTE

- Dois minutos! - Vamos matar estes cabrões todos.

- Livre. - Livre.

Encontraram o localizador. Só isso.

Todos cedem, Byron. Sabes disso.

Quando ela ceder, quem sabe o que vai revelar?

O que aconteceu à minha mulher?

De certeza que já discutiram isto.

- Os piores cenários. - É disso que se trata?

Vigia identificado, no telhado da rua do outro lado.

O condutor foi abatido.

A minha boleia.

És mesmo...

Caso ainda não tenhas percebido, tens muito que explicar.

KIEV, UCRÂNIA

Vamos levantar-nos devagarinho. Levanta-te.

Senta-te.

Caminho livre.

Americanos?

O que estão a fazer? Os americanos são amigos.

Talvez sejamos amigos.

Não falem a menos que falem convosco. Não façam barulho. Entendido?

Se fizerem barulho, matamos-vos.

Não.

Tens a imagem?

Estamos prontos.

Vai para a mesa e senta-te, por favor.

Antes de começar a cortar partes do corpo,

quero ter a certeza de que estamos na casa certa.

É a mãe?

A tua irmã mais nova é uma brasa. Os rapazes vão divertir-se com ela.

O que estás a fazer?

Não vou perder tempo a torturar-te.

Sei o treino por que passaste.

Podia dar-te toda a escopolamina que quisesse

que mentirias na mesma.

Também não te posso arrancar a verdade, mas posso...

... arrancá-la a ela.

- Que verdade? - Apanhámos o teu rapaz na Ucrânia.

Nem 48 horas depois, a supervisora da missão

tinha dois agentes russos contratados à porta dela,

armados com algemas.

- Explica isso. - Não conheço a tua supervisora.

- Conheceste-a na merda do parque. - Escolheram o parque, não fui eu.

- Foram vocês. Escolheram tudo. - Não vou fazer isto contigo.

Rapazes, tirem um dedo.

Por favor, não.

Esperem!

- Eles não te ouvem. - Mas tu ouves.

O que queres saber? Como a descobriram?

Esperem, rapazes.

Não sei. Talvez tenham obtido a cara dela de um drone ou satélite.

Então, tinham-nos a nós todos. E não apareceram na minha casa.

Como entraram no país? Voaram até Kiev?

- O mundo inteiro vê Kiev. - Isso são desculpas, Oleksandra.

Quero respostas.

Fazes jogo duplo com a Rússia?

Agente dupla o tanas.

És uma agente dupla, mas não para a Ucrânia e muito menos para nós.

O meu pai morreu a combater a Rússia.

Os meus irmãos combatem a Rússia, agora, hoje.

Esse é o meu país, a minha casa.

A União Soviética destruiu o meu país. Toda a gente passou fome.

Todos receavam sequer pensar. Leem-te a mente como um livro.

Mas a Rússia de hoje, esta Rússia, é pior,

porque agora eles são ricos e são livres de o gastar.

E vocês agem como eles. Força, matem-nas.

Soldados grandes e durões violam e matam uma velha e uma miúda?

Força, façam-no. Vá!

Dá-me um tiro, aqui mesmo.

Vá lá, rapariga soldado, dá-me um tiro, aqui mesmo.

Queres dar-me outro pontapé? Dá-me um pontapé.

Tenta, porra.

Digo-te uma coisa.

Estes russos de merda são de uma raça diferente.

Não me chames isso, caralho.

É o que tu és, és uma russa de merda.

Nunca me chames isso. Vai-te foder!

Russa nojenta, mentirosa, calculista e sem alma.

Vou matar-te!

Foda-se, foi mesmo divertido!

Toquei num ponto sensível.

Não conheces os monstros nem o que fazem. Eu sei.

Achas que os teus serão os primeiros soldados a violá-la?

Só os primeiros americanos.

Acho que terminámos, rapazes.

Oleksandra...

A minha Oleksandra?

Tínhamos de provar que ela é quem diz ser e vocês eram a prova.

Desculpem o incómodo.

Oleksandra...

A resposta lógica para a forma como a nossa agente foi descoberta

és tu.

Percebes isso, certo?

Entendes?

Dois agentes contratados bateram-lhe à porta. Onde estão agora?

Foram mortos no local.

Agora já começas a perceber como funciona a Rússia.

Eles não sabiam quem ela era. Suspeitavam quem ela era

e sacrificaram dois cordeiros para ela poder provar quem é.

E agora sabem porque ela lhes disse.

É assim que a Rússia funciona. Confia em mim.

Se a quisessem abater, ela já teria sido abatida.

Até já, para a segunda ronda.

- Então, o que achas? - O que achas tu?

Não sou espia, mas não é assim que ajo quando tento esconder algo.

Damos-lhe de comer? Água, casa de banho, alguma coisa?

Não abram a porta, a menos que a venham buscar.

Se ela abrir a porta, deem-lhe um tiro.

Ela tem um localizador, saberão onde está.

É por isso que a vamos estar sempre a mudar de sítio.

Vê só o que aprendeste. Em breve, serás uma espia.

- O teu jogo não é o meu objetivo. - Estás a jogá-lo na mesma.

Não há muita coisa. As tuas opções são cereais ou cereais.

Depois, vou ao supermercado.

- Todos se levantaram cedo. - A escola fica a 90 minutos daqui.

Supondo que ainda as mandamos para a escola.

A segurança vai escoltar-vos e ficar no local até regressarem.

- A escola agora é um local? - Sempre foi um local.

Não, tinha um local. Tudo tem um local e agora é um local.

- O que queres que faça? - Podemos não discutir?

Vou convocar uma reunião de família.

- Preciso de café para isso. - Eu trago-te café.

Obrigada.

Vá, digam lá.

Queremos que te demitas.

O que acham que isso vai resolver?

Deixa de haver motivo para te fazerem mal.

Não...

Não funciona assim.

O mal não deixa de ser mau quando nos rendemos. Torna-se mais maléfico.

Meninas, não sei qual será a vossa paixão na vida.

A paixão do vosso pai é lutar para salvar vidas.

A minha paixão é lutar para salvar um modo de vida.

O vosso pai não se demite quando perde um paciente.

Magoa-o de formas inimagináveis, mas ele não se demite.

E eu perdi vidas. Conheci inúmeras pessoas muito boas

que deram a vida por este estilo de vida de que todos desfrutamos.

E eu... quase perdi a minha vida mais do que uma vez.

E ainda a posso perder.

E, sim, tirei vidas.

Matei por este modo de vida.

É para verem quão preciosa é a vossa liberdade.

Há séculos que andávamos às voltas com isto, e já não há volta a dar.

Sou uma soldado, e compete-me

lutar até não poder lutar, ou até a luta acabar.

E acredito que o nosso direito de escolher como queremos viver

vale o sacrifício.

É para verem como vos amo.

A todos vocês.

Tenho uma coisa para ti. Podes vir comigo?

Sim.

- Não, Joe, não posso. - É como um seguro automóvel.

Não posso.

Está bem.

Desculpa por isto me ter seguido até casa.

Tenho de ir trabalhar.

Joe, o que significa isso para ti? Depois disto tudo?

Temos de encontrar os outros.

O Randy e o Two Cups ficam com a tua família até organizarmos a segurança.

- De onde vem a segurança? - É nossa, da O.S.

- Para onde, chefe? - Para o escritório.

- Bom dia. - Como te sentes?

Para ser sincera, estou fula da vida.

- Linda menina. - Sim.

- Como está a família? - Estão abalados.

- Imagino. - Pois.

Sim!

Sentem-se.

O comportamento dela não coincide com cumplicidade

para tentar... o que estavam a tentar fazer.

E, para ser sincero,

a explicação dela é tão plausível como qualquer outra.

Qual é a explicação dela?

Que o ataque à Joe coincide com a operação na Ucrânia.

Por favor, Kyle.

Atacaram no dia em que ela voltou, 20 minutos depois de entrar.

Talvez a vigiassem em Kiev. Talvez já soubessem há algum tempo.

Mas, se já sabiam, podiam tê-la atacado a qualquer momento.

Atacar a equipa a caminho, no regresso, no avião.

- Não controlam o ar sobre Kiev. - Não têm de controlar.

Até parece que não violam o espaço aéreo da Polónia.

O meu palpite...

... é que souberam que tínhamos a encomenda muito depois de se ir.

Por isso, puseram uma equipa de dois homens

em cada agente conhecido e começaram a procurar qualquer coisa.

O Min. dos Negócios Estrangeiros russo disse que sabe que o temos?

- Não. - Tenho de dizer...

Seja o que for que saibam, não souberam por esta agente dupla.

Tive a família toda dela nas minhas mãos.

Ela nem pestanejou. Não implorou, negociou, suplicou, negou, nada.

Só me tentou arrancar os olhos por a acusar de trabalhar com a Rússia.

Tentou chegar ao outro lado da mesa e arrancar-me a cabeça.

Foi uma reação totalmente irracional e puramente emocional,

motivada pelo ódio dela à Rússia.

- É essa a tua opinião? - Ela é uma Lioness, Joe.

Não tem formação em contraespionagem, interrogatório ou PNL.

Ela estava infiltrada. Foi interrogada ainda infiltrada.

Manteve o disfarce e completou a missão. Diria que está bem treinada.

E gostaria muito da opinião dela.

O que ela sabe, não sei.

O que ela fez naquela sala... não estava a fingir.

Quero falar com ela. Onde está ela?

Estamos a movê-la de sítio. Posso trazê-la, mas depois ela sai.

Vão fazer as contas num instante. Quero vê-la.

- Onde está o capturado agora? - Já deve estar em Gitmo.

Faz uma avaliação da nossa agente.

Acreditamos nela ou atiramo-la ao rio e fazemos uma declaração?

O que fazemos agora, depois e depois disso?

Sim, senhor.

Obrigado.

- O que achas? - A coincidência é obra dos culpados.

O Yurimov é uma captura grande demais para se usar como isco. É o que acho.

Vamos obrigá-la a dar-nos outro.

Trabalham com a minha mãe?

- Isso é um sim ou um não? - É um "ele não nos vai dizer".

- Agora, trabalhamos para ti. - A sério?

- Sim, senhora. - Está bem.

Então, vamos baldar-nos às aulas e vamos ao centro comercial.

- Boa tentativa, miúda. - Mandona.

- Como alguém que conheço. - Aposto que também tem mau feitio.

Tem mesmo. E vocês, idiotas, estão prestes a vê-lo.

- Eu sabia. - Quem sai aos seus não degenera.

- Nunca degenera, pois não? - Não, senhor.

O que é isto?

- Estás a ouvir a central? - Sim.

Se foi um acidente, aconteceu agora.

Ninguém comunicou.

Estás a ver este tipo?

Era assim que eu faria.

Vamos a isso.

As sirenes são para te afastares, porra!

Que giro. Baza daí. Mexe-te.

Ele vai sair.

- Desculpem, não deve ser nada. - Não foi o que pareceu.

Vamos muito depressa.

Podem abrandar, por favor?

Por favor, podem abrandar?

Estamos no local. Estão a ver-nos?

Sim. Fiquem no veículo até poderem avançar.

- Podem avançar. - Vamos avançar.

- Há dois elevadores. - Elevador à esquerda.

- Nunca estive no 24. O que há no 24? - Nada. Não está arrendado.

- Quer arrendá-lo? - Talvez.

- Sim? Qual é a sua área? - Não é da sua conta.

- Qual é a sua área? Conhece-lo? - Nunca o vi antes.

- Só estou a tentar ser simpático. - Em Baltimore, ninguém é.

Estavam a tentar parecer suspeitos?

Porque não dizer que são da empresa de gestão ou assim?

E se ele for da empresa de gestão?

Nunca mintas a estranhos, só a quem te é próximo.

Isso é reconfortante.

Lembra-me de nunca me aproximar de vocês.

Sabes o que os teus próximos sabem e quem eles conhecem.

E quem não conhecem.

- Que bonito. - Ela fez isto a ela própria.

A tua gente foi a minha casa. A minha casa!

- A minha gente, não. - Não?

Saíste do SVR nas últimas semanas? Foi?

- Sabes quem é a minha gente. - Não vou jogar este jogo contigo.

Quer seja a tua gente ou o teu disfarce, continua a ser a tua gente.

E a tua gente veio atrás de mim e da minha família.

Sabes o que se diz. O juramento de um soldado inclui a família.

Não é o que se diz aqui.

Deste-lhes qualquer coisa?

Disseste-lhes algo para os deixar satisfeitos?

Porque é esse o teu jogo, certo?

Eles encontraram-te sozinhos, acredita.

Se sabiam que o tinhas levado, então, conheciam a tua missão.

Se conhecessem a tua missão, nunca terias voltado.

Quem tem o meu telemóvel?

De certeza que o estás a ver.

O meu irmão ligou? Mandou SMS a dizer: "Vamos pôr a conversa em dia"?

- É assim que me chamam. - Não recebeste essa SMS.

Não sabem que foste tu. Acham que foi a Ucrânia.

Acham que ele ainda lá está. Agora, dizes-lhes que o tens,

porque o tens e saem todos do vespeiro.

E eu mostro-te as vespas.

É bom que o faças.

Leva-a para casa. Deixa-a limpar-se. Depois, vai ter comigo à Farm.

O meu número está aqui.

Começamos agora.

Porque estás aí fora? Vais apanhar um escaldão.

O médico diz que é vitamina D, meia hora por dia.

- Não têm um comprimido para isso? - Não é igual.

São precisos raios UV para a sintetizar na pele.

- Então, porque vendem o comprimido? - Porque será?

Religião...

... rotas comerciais.

Petróleo.

Outra forma de explicar seria Estado Islâmico, Estado Islâmico,

Estado autoritário, Estado comunista.

A propósito, uma pergunta sobre...

... serviços secretos estrangeiros. - Pergunta para mim ou de mim?

Não temos atividades de contraespionagem nos EUA.

Tudo é tratado pelo FBI e pelo NCSC.

Pensava que vocês estavam muito ligados ao FBI.

Como disfarce, claro.

Então, qual é a pergunta?

Imagino que sejas um alvo atrativo para um grupo secreto estrangeiro.

Concordo com essa avaliação.

- Presumo que já o tenham tentado? - Muitas vezes.

- Queres adivinhar como? - Empresas de fachada a contratar-te?

Processos em nome de empresas e ONG, várias negociações de contratos

que podem expor outras negociações de contratos.

Talvez assistentes de bordo atraentes convenientemente ao teu lado num bar.

Faz-se aqui tudo o que se faz no estrangeiro.

Adoram oficiais do Departamento de Estado,

congressistas prestes a divorciar-se e sem dinheiro.

A Rússia, em particular. A China tem um jogo bem diferente.

Focam-se no roubo de informação, na alavancagem financeira

e no jogo a longo prazo.

A China tem um plano de 50 anos, iniciado nos anos 60.

E o plano de 50 anos é agora?

Qual seria a razão para oficiais do governo dos EUA

não investigarem as origens de uma doença que é, digamos,

um laboratório de testes em Wuhan financiado por dólares americanos?

Porque faria uma agência do governo dos EUA parceria com um adversário

num instituto chinês de virologia,

particularmente um cujo financiamento foi cortado pelo Presidente Obama

com base nos riscos dos testes de ganho de função em 2014?

E, no entanto, os fundos continuaram a fluir para esse instituto.

Quantos oficiais do governo dos EUA estão sob controlo chinês

para facilitar isso?

A China não perde tempo a tentar virar agentes antiterroristas do FBI

ou do exército.

Esse é o medo da Rússia, porque o maior medo da Rússia é a guerra.

A China não tem medo da guerra, não tem interesse em conflitos militares.

As nossas nações estão demasiado interligadas economicamente.

A China quer os EUA em guerra interna, pelo menos intelectualmente.

A China está a tentar ganhar a guerra da informação, e está a ganhar.

- E tens mais medo da China? - Não diria isso.

Diria que os temo da mesma forma, por motivos muito diferentes.

Toma.

O que nós fazemos e o que ela faz é semelhante,

pelo menos em termos comerciais.

Identificar um alvo, estabelecer contacto, ganhar a confiança.

As semelhanças terminam aqui, pois os nossos objetivos são diferentes.

Eliminamos os alvos. Ela extrai informação. Esta é a Oleksandra.

É difícil de dizer.

- O que achas de "Alex"? - Olesya.

Aceito.

A Olesya é uma agente ucraniana dos Serviços Secretos Estrangeiros.

Está infiltrada no SVR russo desde 2018.

Diz isso três vezes depressa.

Raios.

- Desculpa. Algum comentário? - Não.

As informações dela levaram à captura do Aleksi Yurimov na Ucrânia.

E talvez dois russos no teu alpendre.

É só o que acho.

- Kyle? - Ela foi investigada.

Ela tem direito a interrogar.

A interrogar toda a gente e tudo o que fazem e dizem.

Contas uma mentira para atingir o teu objetivo, e nós contamos dez.

Depois, mudamos o objetivo e contamos mais dez. Agora é tudo mentira.

Como sabes o que fazemos?

Ela é uma Lioness.

Ela é uma Lioness.

E ela é a Lioness que se tornou amiga da terceira mulher de al-Zarqawi

e deu a localização dele às Forças Especiais para atacarem a comitiva

e ordenarem um ataque de míssil que matou al-Zarqawi

e a mulher, da qual se tornou amiga.

Sabemos o que fazem. A China sabe o que fazem e quando o fazem.

Mas, como não o fazem a eles, eles não querem saber.

Eis como é explicado na Rússia.

A Rússia é uma alcateia. A China é o tigre.

E vocês? Vocês são o urso.

A alcateia não pode matar o urso. É grande, mesmo para uma alcateia.

E o tigre não pode matar o urso sozinho.

A alcateia e o tigre não se dão bem, por isso, não brincam.

Então, como vos combatem?

O que mata o urso?

A doença mata o urso.

E andam a infetar-vos há muitos anos.

E no vosso envelope estão os americanos com a doença.

Que valor pode ter um diretor escolar para os serviços secretos?

Ele controla o programa.

A doença não começa no coração. Acaba aí.

Encontram-no num country club, numa discoteca, seduzem-no,

fotografam-no e fica na vossa mão.

Vão a uma cidade militar.

Vão a um clube de strip perto de Fort Bragg, Fort Benning, Fort Campbell.

De onde vêm essas raparigas? Rússia, China, Venezuela, Colômbia.

Às vezes, são vossas, americanas.

Já estão desesperadas, ou não dançariam por dinheiro.

O dinheiro é fácil. A Rússia tem dinheiro.

Tem dinheiro vosso. Imprimem-no. Tal como a China. Tal como todos.

- Tudo o que ela disse é um facto. - Sabemos das operações de sedução.

Embora as metodologias dos maiores jogadores variem,

as abordagens são essencialmente as mesmas.

Os maiores jogadores, caso não saibam:

Rússia, China, Catar, Irmandade Muçulmana, embora não seja um país,

Irão e, em menor grau, temos a Coreia do Norte, a Venezuela,

a maioria dos estados do Golfo e alguns representantes russos.

Esta pirâmide representa

a filosofia geral de operações clandestinas contra os EUA.

FILOSOFIA GERAL DE OPERAÇÕES CLANDESTINAS CONTRA OS EUA

A ação mais ampla e menos direta da pirâmide

é a desinformação e a perturbação.

Normalmente, os jogadores deste nível são burros,

ou seja, não têm conhecimento do seu envolvimento.

Financiam organizações de todos os lados do espectro político

para fazer pressão sobre recursos estatais e locais com protestos.

Organizações especializadas em agitação de multidões

recebem fundos substanciais.

O foco é a perturbação das rotas de tráfico.

Mas um foco em particular é pago para agitação nas universidades.

Acima disso, há bombardeamentos de informação nas redes sociais.

E acima disso está a espionagem de nível básico

com influência estrangeira direta.

Isto faz-se com agentes de baixo nível nessas universidades

ou com agitação e supressão de indivíduos nas redes sociais.

Acima disso, é onde começa o verdadeiro ofício.

Ganhar vantagem sobre um indivíduo.

Normalmente, é feito por via financeira,

mas, muitas vezes, há manipulação explícita, operações de sedução,

e depois chantagem para ajudar.

Isto acontece a investigadores de qualquer área,

mas sobretudo aos que supervisionem projetos em universidades,

funcionários da indústria da defesa e federais acima dos GS-12,

pois é provável que tenham amplo acesso a bases de dados federais.

Desculpa.

Sou uma piloto de helicópteros burra. Não faço ideia do que estás a falar.

- Que operações de sedução? - Não sabes o que é isso?

- Tu sabes o que é? - Claro que sei.

Um agente estrangeiro seduz ou droga um alvo.

Os atos sexuais são gravados e usam isso para forçar a cooperação.

Todos sabemos que locais evitar e onde é seguro. Para quê o sermão?

Ouçam...

A maioria são de baixo nível, nós sabemos.

Vamos entregá-los ao FBI. Podem ser implacáveis ou ignorá-los.

Não quero saber.

Mas quero saber que analistas informáticos da NSA eles seduzem.

Que senador, que membro sénior da Casa Branca,

que governador, que merda de pivô. Estamos a caçar os grandes.

- Deixa-me fazer uma pergunta. - Sim.

Uma stripper ou uma empregada de mesa VIP seduz um Boina Verde...

- Porque tem de ser um Boina Verde? - É só hipotético, amigo.

Reparei que a "hipotética" não calhou na tua antiga equipa SEAL.

- Desde que não seja o Exército. - Pronto, um fuzileiro.

- Um fuzileiro, o tanas. - Aí tens.

Só estou a dizer que o Boina Verde seria o mais provável a ser seduzido.

O mais provável?

Queres controlar a tua equipa?

São coisas de soldados. Deixa-os resolver, senão ficam a remoer.

- Não digas a minha unidade. - Porque tem de ser um soldado?

- Porque não o diretor escolar? - Pronto.

Este idiota.

Este tipo. Que seja este tipo. Credo!

Tens aqui uma bela unidade de elite, Joe. Mesmo.

Tens um tipo no conselho escolar que é seduzido por uma mulher.

A stripper não gere o agente, quem gere?

Num nível inferior, é designado um agente especializado.

E, num nível superior, ao meu nível, eu giro o agente.

- Algum destes é teu, Olesya? - Não.

- Qual é o teu? - Não nos preocupa o dela agora.

- Porque não agora? - Porque ela ainda está infiltrada.

O segundo nível da pirâmide, o bombardeamento de informação.

Seria desinformação de ação direta? Ou juntamos isso a desinformação?

Basicamente, tudo o que possa toldar a verdade.

Quero dizer, podes ver...

- Ela ainda está infiltrada. - É o que ela diz.

Porquê? De que nos serve isso?

- Impede-os de a matarem. - Protegemo-la. Ou não.

Pomo-la na televisão nacional e anunciamos aos quatro ventos.

Viste a lista de agentes dela?

- Viste? - Sim. Sim, vi.

- E, Kyle? - Não te posso dizer isso.

- Fala com a chefia e... - Poupa-me três horas de tretas.

Vais ter de a ver pessoalmente, mas é pesada.

Diz-me, Kyle.

Tu própria já o disseste.

Alguém da NSA? Do JSOC?

Um senador?

Um senador?

- Quantas vezes acenei? - Contei até cinco.

É por isso que não a podemos desmascarar. Senão desaba tudo.

- Não é esse o objetivo? - Talvez.

Estás confortável com o preço?

A nação a duvidar da lealdade de todos os oficiais eleitos do governo?

Vê a merda das notícias, Kyle. Já lá estamos.

- Quero tornar isto público. - Não é sensato isto vir a público.

- Queres fazer os ratos sair da toca? - Falamos disso no caminho.

Certo.

- Mantém-na aqui, está bem? - Vamos detê-la?

É uma detenção não oficial. Ela não sai.

Se tiver de ir mijar, toda a equipa vai com ela.

Entre.

- Boa noite. - O que nos dizes, Joe?

- A Oleksandra fica infiltrada? - Correto.

- Qual é o objetivo tático? - Viste o dossier de fontes dela?

- Não, senhor. - É impressionante.

A informação ou os votos obtidos beneficiaram a Rússia?

Não, os nossos analistas não podem determinar nada.

Os cinco apoiaram publicamente a Ucrânia

e votaram a favor de cada pacote de ajuda introduzido pelo Congresso.

O que não é surpreendente, Joe.

Ela é leal à Ucrânia. Não prejudicará conscientemente a sua nação.

- Como recrutou os agentes? - Quatro a bem, um à força.

Quão a bem e quão à força?

Fundos de campanha para dois, grande investimento num outro,

e a cônjuge de outro gere uma empresa de investimento.

Ela pôs essa empresa em contacto com um fundo de investimento russo.

O quarto, à moda antiga.

Não nos compete pôr-te a par de tudo, Joe.

Devíamos informar a Rússia que temos o agente deles.

Estamos à espera que nos contactem.

Se contactarmos nós, mostra interesse em negociar.

- Dá-lhes um trunfo. - Não o que levámos.

Eles que saibam que a temos.

Informamo-los com uma declaração do secretário de imprensa.

Sem nomes, sem fotos. Só anunciamos que detivemos um agente russo,

que estabeleceu contacto com vários oficiais dos EUA

e que usou extorsão para coagir alguns desses oficiais.

É o início da investigação e, para a segurança nacional,

nenhuma outra informação será divulgada.

Permite-nos assumir a postura de que sabemos tudo.

O que imaginam que sabemos será mais do que o que determinámos.

- É o encobrimento que te lixa. - Vão tentar encobrir tudo.

É como no jogo da toupeira, mas vão sair todas ao mesmo tempo.

- Já teremos o maço cá fora. - E a Sra. Ucrânia?

Soltamo-la e ficamos atentos. Todos os contactos dela vão contactá-la.

Todos os agentes do SVR da região também a vão contactar.

- Celeiro a arder para apanhar ratos. - Sim, senhora.

- No final, ficas sem celeiro. - O celeiro nem sequer era nosso.

- É cruel para a nossa nova amiga. - Ela usou-nos desde o início.

- Permitimos isso, e nós usámo-la. - Porquê parar agora?

Quem foi a minha casa não me encontrou com imagens do aeroporto.

Disseram-lhes quem, onde e quando.

Ou foi ela ou sabe quem foi.

Veem-se como lobos. Atirem-na de volta aos lobos e descubram.

Deixa-me pensar nisso.

Obrigada.

- Para que lado achas que ele vai? - Ele já decidiu.

- Acho que está dividido. - Ele já decidiu.

Não perde o sono por um "não".

Ontem à noite, agentes da contraespionagem do FBI

detiveram um agente dos Serviços Secretos Russos,

ou SVR, como são conhecidos entre os serviços secretos.

Os EUA estão a preparar acusações de espionagem a partir de provas

que implicam o agente em suborno e extorsão de oficiais dos EUA,

oficiais do governo estatal e local, assim como cidadãos dos EUA

no setor da defesa e da tecnologia de informação.

Estamos a ocultar todos os nomes enquanto a investigação decorre.

- Onde está ele detido? - Não posso divulgar.

- Quando será acusado? - Isso é com o Procurador-Geral.

- Haverá uma conferência de imprensa? - Ainda não temos essa informação.

Legendas: Carla Barroso

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