All language subtitles for Year.Zero.The.Silent.Death.of.Cambodia.x264.AAC.MVGroup.Forum

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

ANO ZERO A MORTE SILENCIOSA DO CAMBOJA

�s sete e meia da manh� do dia 17 de Abril de 1975

a guerra no Camboja terminou.

Foi uma guerra �nica

pois nenhum pa�s j� experimentou

um bombardeamento t�o concentrado.

Sobre talvez a terra mais suave e graciosa de toda a �sia

o Presidente Nixon e o Sr. Kissinger

despejaram cem mil toneladas de bombas,

o equivalente a cinco

bombas nucleares de Hiroshima.

O bombardeamento foi uma decis�o pessoal, ilegal e secreta.

Eles bombardearam o Camboja, um pa�s neutro,

de volta � idade da pedra.

E eu digo Idade da Pedra em sentido literal.

Pouco depois do amanhecer do dia 17 de Abril

os bombardeamentos pararam

e houve sil�ncio.

Ent�o da selva chegaram os vitoriosos Khmer Vermelho

cujo poder cresceu fora de qualquer propor��o.

Eles entraram na capital Phnom Penh

uma cidade que a maioria deles nunca vira.

Eles marcharam em fila indiana pelas

longas avenidas ainda com tr�fego.

Eles se vestiam de preto e eram na maioria adolescentes

e as pessoas saudaram-nos

nervosamente, ingenuamente.

Afinal,

o bombardeamento e a luta

tinham terminado finalmente.

O horror come�ou quase imediatamente.

Phnom Penh, uma cidade de dois milh�es e meio de pessoas

foi violentamente esvaziada numa quest�o de horas.

Doentes e feridos sendo arrastados das camas de hospital,

crian�as � beira da morte sendo

transportadas em sacos de pl�stico,

os idosos e aleijados sendo despejados na beira da estrada,

e todos eles marcharam sob a mira de armas para o campo e para

uma sociedade totalmente nova

como nunca vimos.

Os novos governantes do Camboja chamaram ao ano de 1975

o Ano Zero,

o nascimento duma era onde n�o haveria fam�lias

nenhum sentimento, nenhuma express�o de amor ou carinho,

sem medicamentos, sem hospitais, sem escolas, sem livros,

sem aprendizagem sem feriados, sem m�sica

sem can��es, sem correios, sem dinheiro

apenas Trabalho e Morte.

Camboja, onde fica o Camboja talvez alguns perguntem.

Ao contr�rio de seu vizinho Vietn�, o Camboja

foi praticamente selado por quatro anos,

est� sofrendo invisivelmente.

Num mundo saturado de not�cias, n�o

tem havido not�cias do que foi feito

a mais de sete milh�es de pessoas

das quais, pelo menos dois milh�es

est�o desaparecidas, tudo indica assassinadas.

� cerca de um ter�o de toda a popula��o

de Birmingham, Manchester e Londres

exterminados.

Para mim vir aqui � como

trope�ar em algo que eu nunca poderia imaginar

e o que se segue � o primeiro relato completo em v�deo

feito por ocidentais

das cinzas de uma terra suave,

e eu tenho que dizer que h� cenas que

podem perturbar alguns de voc�s.

Isto � Phnom Penh

outrora uma cidade moderna e movimentada

maior que Amsterdam ou Bruxelas.

Por quatro anos esteve silenciosa,

abandonada

como se, na esteira duma guerra nuclear

que apenas deixou os edif�cios.

E assim � como eu a lembro,

a capital de uma terra de abund�ncia

com mercados por toda a parte,

uma terra que produzia

tr�s colheitas anuais

e uma variedade de frutas como n�o havia na �sia.

Os chineses, na busca dum superlativo

costumavam dizer

"t�o rico como o Camboja".

Acima de tudo um homem refletia essa imagem,

Norodom Sihanouk

autodenominado "Deus-Rei"

amante de jazz, produtor de cinema,

conspirador e demagogo.

Sihanouk preservou a independ�ncia do Camboja

com extremo afinco.

Em 1970

ele foi derrubado no caos que se

seguiu ao bombardeamento americano.

Na primavera de 1969, avi�es B52 americanos come�aram

o bombardeamento secreto do neutro Camboja.

Estes documentos militares ultrassecretos obtidos

sob a prote��o do Ato de Liberdade de Informa��o

eram parte de um encobrimento que foi o in�cio do Watergate.

Os pilotos foram obrigados a jurar n�o

dizer nem mesmo aos seus superiores,

e os seus registros foram falsificados.

O objetivo oficial do bombardeio era

acabar com a base vietcongue no Camboja,

Uma base que apenas existia na

imagina��o dos generais americanos.

O objetivo do Presidente Nixon era mostrar

aos comunistas vietnamitas apenas o quanto duro

ele poderia ser.

Uma pol�tica que ele certa vez descreveu como

a teoria de guerra do "Homem Louco".

Os cambojanos que morreram foram chamados

de "danos colaterais" e as suas aldeias queimadas foram chamadas

de "fogo amigo".

O Pent�gono descrevia o povo cambojano como d�cil e passivo,

em quem n�o se podia confiar para atuar de forma

positiva para o benef�cio das pol�ticas americanas.

Em 1970

os Estados Unidos invadiram o Camboja.

Um membro da equipe do Dr. Kissinger

descreveu como a invas�o foi lan�ada:

Nixon estava assistindo ao seu filme favorito "Platoon",

cuja guerra heroica parecia fortalecer sua tenacidade.

Kissinger tinha comentado sobre as bebedeiras de Nixon.

Pouco antes da invas�o

Nixon, que estava b�bado

falou com Kissinger ao telefone

e comentou "se isso n�o funcionar

ser� teu traseiro, Henry!"

Kissinger uma vez descreveu Nixon

como impr�prio para ser presidente.

Ele tamb�m o chamou de "Cabe�a Dura".

Entre os dois come�ou a destrui��o desse

povo d�cil e passivo

milhares de quil�metros de dist�ncia, aqui no Camboja.

Claro que Nixon foi mais tarde julgado,

n�o pelas mortes no Camboja

mas por um assunto dom�stico chamado "Watergate".

Kissinger recebeu o Pr�mio Nobel da Paz...

Do inferno de bombas surgiu Pol Pot,

um antigo monge budista,

e o Khmer Vermelho cuja revolu��o nunca

tinha desfrutado de apoio popular at�

a teoria do "Homem Louco" de Nixon.

O bombardeamento perturbou o delicado

equil�brio entre mon�rquicos, republicanos

e comunistas

e desencadeou uma guerra que causou ao

menos um milh�o de mortos e feridos

e rasgou o tecido social do Camboja.

Quando vim ao Camboja em 1967

Phnom Penh era a cidade mais bonita no sudeste da �sia.

Talvez seja f�cil demais para um estrangeiro

romantizar tal lugar,

mas o voo entre o Rio Mekong e o neur�tico Saigon

reafirmou a cren�a de que se os ex�rcitos estrangeiros

deixassem em paz este povo

eles construiriam

a sua pr�pria civiliza��o

e alcan�ariam a sua pr�pria prosperidade.

Certamente que havia feudalismo e corrup��o,

mas n�o havia guerra,

n�o havia massacres, n�o havia napalm,

e a fam�lia cambojana era uma fortaleza sem igual.

E agora, agora esta cidade deliciosa

� um destro�o dessa vis�o,

gangues de catadores, na sua maioria crian�as

refugiadas em casas vazias, escrit�rios,

escolas, cinemas, parques, museus.

Em quase todo o lado n�o h� eletricidade

nem creches(?).

O abastecimento de �gua polu�do pelos corpos de incont�veis

homens, mulheres e crian�as assassinados e torturados.

E a selva reclamou as suas casas...

Isto era a biblioteca nacional.

Quase como um s�mbolo, o Khmer

Vermelho converteu-o em um chiqueiro

e queimou as suas caixas e arquivos.

A partir do Ano Zero

todo o conhecimento passado era ilegal.

E aqui est� uma das mais grotescas ironias.

O Khmer Vermelho

baniu todas as formas de dinheiro

e, no entanto, eles imprimiram

milh�es destas novas notas de banco

e pouco antes dos vietnamitas se

dirigirem para a cidade no ano passado

o Khmer Vermelho explodiu o Banco Nacional

e as chuvas da mon��o

espalharam todo esse dinheiro

atrav�s da cidade,

e hoje uma cidade que n�o tem nada

est� literalmente cheia de dinheiro,

todo ele sem valor.

- O senhor � o representante da Unicef, voc� j� viu a situa��o

aqui no Camboja. Quantas pessoas est�o amea�adas

pela fome e desnutri��o?

- O Governo requisitou ajuda

para duas milh�es

e duzentos e cinquenta mil pessoas.

- Que est�o amea�adas pela fome? - Sim.

- Esta � a dimens�o do problema.

- Deixe-me dizer-lhe algo:

- No dia 18 de julho eu fui a Kampong Speu

e visitei o Hospital.

- Uma das pobres barracas onde havia praticamente nada

j� havia 54 crian�as morrendo.

- Uma delas estava sentada

no corredor da sala

com pernas inchadas porque estava

faminta, ela n�o tinha for�as

para olhar para mim nem para ningu�m,

ela estava apenas esperando a morte.

- Dez dias mais tarde quatro destas crian�as

estavam mortas.

- E eu sempre recordei isso pensando "eu n�o fiz

nada por estas crian�as porque n�o t�nhamos nada."

No in�cio de Julho o governo cambojano

fez um pedido de 100 mil toneladas

de arroz e suprimentos m�dicos �

Cruz Vermelha Internacional

e � Unicef. Aqui na cidade Kampong Speu

estas pobres colheres de arroz s�o tudo o

que essas pessoas v�o ter durante um m�s.

E esta comida vem de outro pa�s empobrecido, o Vietn�.

At� meados de outubro a Cruz Vermelha Internacional

e a Unicef tinham enviado 200 toneladas de ajuda

que, efetivamente, n�o s�o nada.

Esta � a hemorragia humana do Camboja,

as pessoas na estrada, famintas, doentes,

deslocadas,

eles enchem as estradas tentando encontrar

seu caminho de casa nas aldeias,

muitas das quais foram destru�das pelo Khmer Vermelho.

Cada fam�lia que conheci

tinha perdido pelo menos seis membros,

assassinados ou mortos pela fome.

O Khmer Vermelho elaborou uma constitui��o

para o novo Camboja "democr�tico",

o artigo 20 da Constitui��o

dizia que qualquer cambojano

tinha o direito de culto de acordo com qualquer religi�o

e que os cambojanos tinham o direito de n�o adorar

de acordo com qualquer religi�o.

Mas qualquer religi�o que fosse

errada e prejudicial para o Camboja

era absolutamente proibida.

Isso � o que dizia o Mao, cujos

ensinamentos o Khmer Vermelho seguiu at�

aos extremos mais b�rbaros e que

poderia ser considerado uma contradi��o.

A maioria dos cambojanos s�o budistas

e o budismo inspira os gentis os passivos

e venera a harmonia com outros seres humanos e as suas terras

e n�o o dom�nio sobre eles.

O Khmer Vermelho preparou-se para acabar com esta tradi��o

quase da noite para o dia.

Eles assassinaram monges e todos aqueles encontrados orando,

eles saquearam as igrejas e claro,

lan�aram o mesmo veneno contra todas

as outras religi�es.

Onde me encontro

existia uma magn�fica catedral cat�lica romana do s�culo 19,

e isto � o que resta...

Parece que Pol Pot se imaginou como

um herdeiro do Imp�rio de Angkor Wat

cujos reis governavam destes templos, no d�cimo s�culo.

Na ideologia do Khmer Vermelho

o comunismo era raramente mencionado.

Em vez disso foi o partido Angkar, ou Organiza��o,

que exigia a escravid�o em uma sociedade

agr�ria sem cidades ou m�quinas.

Os chineses apoiaram Pol Pot e a sua

ilus�o de ser outro Mao Tse Tung pois viram

o Camboja como uma tigela de arroz, uma futura col�nia,

como j� aparece em alguns mapas chineses.

Neste raro filme do Khmer Vermelho

vemos as pessoas como escravos,

at� mesmo a palavra dormir foi banida.

A partir do Ano Zero apenas descansar

era permitido.

As pessoas viviam em barracas sem paredes,

fam�lias foram divididas,

maridos e esposas poderiam

encontrar-se apenas uma vez por m�s.

"Um rapaz sorriu para mim enquanto trabalh�vamos"

disse-me uma mo�a

"e foi morto!"

- Durante a esta��o das chuvas e durante

a esta��o seca todos os dias t�nhamos de nos levantar

�s 3 da manh�

e trabalhar at� �s 11 da noite.

- Que tipo de comida lhes davam?

- Apenas uma tigela de arroz

e �s vezes arroz.

- O que aconteceu com sua fam�lia durante os quatro anos?

- A minha irm�

e seu marido e seus filhos foram mortos.

- Os meus dois irm�os

meu irm�o mais velho e seus cunhados foram mortos.

E foi aqui que alguns morreram,

uma escola foi transformada em um Auschwitz asi�tico.

Como os nazis, o Khmer Vermelho fotografava suas v�timas

quando eram trazidas para o acampamento

e quando estavam sendo torturadas

e enforcadas, afogadas,

desmembradas e eletrocutadas.

S� neste campo 12 mil pessoas morreram dessa forma.

- Entre 1975 e 1976

todos os dias matavam entre 10 e 50 homens

e de 1977 at� 1978

matavam entre 100 e 150 homens por dia.

- O que eles lhe fizeram aqui?

- Bateram-me na cabe�a 50 vezes com

um peda�o de pau deste tamanho.

- Que outras coisas lhe fizeram?

- Prendiam a minha m�o na divis�o

e levantavam as minhas unhas para ser muito doloroso...

- Eu me esqueci de tudo,

n�o sei o meu nome, eu n�o sei meu nome

- Qual � meu nome? Quem � minha esposa?

Pessoas eram mutiladas em camas de ferro, o

seu sangue e cabelo ainda est�o no ch�o:

antigos funcion�rios p�blicos, soldados, professores,

estudantes, atores, t�cnicos.

Esta � a foto de uma v�tima encontrada quando

os vietnamitas descobriram o acampamento.

Uma Gestapo denominada S21 torturava e

assassinava todos os designados como sub-pessoas,

virtualmente qualquer pessoa que vivesse numa cidade

que tivesse habilita��es modernas,

que conhecesse estrangeiros.

Por exemplo, apenas um advogado foi encontrado vivo.

- Eles tamb�m matavam mulheres e crian�as?

- Primeiro matavam as crian�as, depois

as esposas e depois os maridos.

Estas s�o tropas do Khmer Vermelho capturadas.

Todos eles tiveram parte em assassinatos em massa.

- Porque matavam aquelas pessoas?

- Ele disse que o regime de Pol Pot

ordenou a matan�a dessas pessoas.

- Pode perguntar-lhe quantas pessoas mataram?

- Para este grupo 250.

- Ele matou 250? - Sim.

- E o outro homem?

- Ele matou 250.

- Quantos eram no grupo?

- 8 pessoas em cada grupo.

- Ent�o, 8 pessoas mataram 250 pessoas

e 8 pessoas mataram 2500.

- 50 mataram 2000.

- Poderia perguntar a este homem

o que ele pensava enquanto matava todas aquelas pessoas

que estava matando outros seres humanos e compatriotas?

- Ele disse que se n�o matasse aquelas

pessoas, o Alto Comando o mataria.

- Estes milhares de pessoas eram simplesmente

camponeses, mulheres e crian�as?

- A maioria

das pessoas que mataram eram de todos os estratos,

da classe m�dia, as mulheres e crian�as,

iam de alguns anos at� 50.

- Ele tem filhos?

- Ele tem um filho.

- O seu filho est� vivo?

- Sim, est� vivo.

- A minha esposa,

o meu filho, a minha filha, todos desapareceram.

- Foram assassinados? - Sim.

- Quantas crian�as mataram?

- 5 crian�as.

- Como eles morreram?

- Eles n�o lhes deram nada para comer.

Morreram de fome...

- N�o lhe deram nada, nada de arroz, nada...

- Voc� � um dos oito

que sobreviveu, voc� estava aqui no dia

da liberta��o.

- O que voc� sentiu naquele dia?

- Quais foram os seus pensamentos

nesse dia de liberta��o?

- O momento da liberta��o

para mim pessoalmente

fiquei muito grato,

porque eu n�o sabia quando eles tirariam

minha vida, se naquela noite ou no dia seguinte.

Dos 12 mil que morreram neste campo de exterm�nio,

estas oito pessoas foram encontradas vivas.

Um homem � escultor, outro pintor,

eles sobreviveram porque foram for�ados a trabalhar

fazendo pinturas e esculturas de Pol Pot.

"Nunca esquecerei o dia 17 de abril 1975"

disse o Senhor Precht Saren, um professor.

"Eu estava na minha sala de aula

quando o Khmer Vermelho entrou

e nos disse a todos para marcharmos

para o campo.

As crian�as choravam.

Eu lhes perguntei se elas poderiam primeiro ir

para suas casas para junto de suas fam�lias.

Eles disseram que n�o.

A maioria das crian�as morreu de exaust�o

ou fome.

Eu nunca mais vi a minha pr�pria fam�lia novamente."

Antes do Ano Zero

haviam 990 mil crian�as nas escolas prim�rias

no Camboja.

Destas, 670 mil est�o desaparecidas.

Aqui est�o 558 pessoas

e este � o Hospital Central de Phnom Penh.

A maioria delas s�o crian�as e beb�s.

Est�o morrendo porque n�o t�m

praticamente nada de valor para comer,

nada de �gua fresca, nada de vitaminas,

nenhum leite, nenhum medicamento,

nada de antibi�ticos

e nem mesmo ataduras suficientes.

Os gritos de agonia de um menino podiam ser ouvidos na rua.

Levantando e caindo em agonia. Est� faminto.

Esta manh� fui abordado por um homem da

Cruz Vermelha Internacional. Ele disse

que estava desesperado.

Ele me perguntou se eu tinha algum

contato em um governo qualquer

que pudesse enviar um Hercules C130 para ajuda humanit�ria.

Ele disse que "apenas um desses avi�es de

carga que transportam grandes quantidade

de medicamentos e comida, salvaria milhares de vidas."

"Mas porqu�?" perguntei. "N�o poderia

a Cruz Vermelha Internacional

organizar ela pr�pria um desses avi�es?"

Ele respondeu: "Porque os meus diretores

em Genebra ainda est�o considerando o

enquadramento geral de um plano de ajuda para o Camboja."

Ele continuou dizendo:

"Olhe, este � o Sudeste Asi�tico,

h� pol�tica envolvida, voc� sabe"

O que ele quis dizer foi que a Organiza��o

das Na��es Unidas, incluindo a Gr�-Bretanha,

ainda reconhece o derrotado regime

assassino do Khmer Vermelho.

E � dif�cil conseguir ajuda oficial

para pessoas cujo novo governo

ainda n�o existe diplomaticamente.

Por outras palavras, tr�s milh�es de pessoas

est�o come�ando a morrer de fome no Camboja

e a Cruz Vermelha Internacional e as

ag�ncias humanit�rias e os governos

est�o fazendo praticamente nada

porque os novos l�deres deste pa�s

ainda t�m de ser reconhecidos e aprovados.

� claro que se voc� est� em Genebra

ou Nova lorque ou em Londres

voc� n�o ouve os gritos do menino que mencionei.

Este � Kanh Sok, tem 10 anos,

os seus pais est�o mortos,

foi encontrado faminto numa lixeira.

No dia em que o filmamos

ele precisava desesperadamente de penicilina

e leite, e n�o havia dos quais n�o havia nada no hospital.

Voltamos no dia seguinte para v�-lo

e ele estava morto.

Durante o tempo da nossa filmagem

haviam apenas dois m�dicos ocidentais que

haviam chegado ao Camboja para ajudar.

- M�dicos neste hospital

que parece estar cercado

de todos os problemas imagin�veis...

- Por onde come�amos?

- O grande problema hoje aqui

no Camboja � a m� nutri��o

entre toda a popula��o especialmente entre as crian�as.

- Qu�o s�rio �?

- Afeta a maioria das crian�as?

- Sim, a maioria.

- Esta menina parece estar em um estado terr�vel...

- Temos duas crian�as

com m� nutri��o avan�ada, um abd�men inchado

e membros muito finos.

- Que idade tem?

- Um ano.

- � um problema terr�vel

porque esta popula��o foi submetida

durante 4 anos a um regime

de m� nutri��o e trabalho muito duro

e os resultados est�o � vista.

- As condi��es psicol�gicas eram terr�veis,

as fam�lias eram sistematicamente separadas,

n�o tinham qualquer possibilidade

de ter cuidados de sa�de.

- O que tem este menino?

- M�-nutri��o e doen�as de pele

no corpo todo. - Que idade tem?

- Tem 12 anos.

- Este menino �, literalmente, pele e osso.

- O que voc� pode fazer para salv�-lo?

- Consegue salv�-lo?

- Sim, � poss�vel. Mas

provavelmente este menino

tem outras doen�as e � necess�rio fazer exames

de laborat�rio e raio X

para identificar todas as doen�as.

Mas todos os equipamentos modernos deste

hospital foram destru�dos pelo Khmer Vermelho

que proibiu todas as formas de medicina moderna

e destruiu 30 hospitais e cl�nicas.

Havia 550 m�dicos no Camboja, 48 sobreviveram.

- N�o h� cambojanos que n�o estejam doentes,

todos tem alguma doen�a.

- � uma verdadeira emerg�ncia.

- � uma verdadeira emerg�ncia conseguir comida e medicamentos

para alimentar e tratar toda esta

popula��o doente.

- Crian�as e adultos est�o morrendo

de doen�as inadmiss�veis

nos dias de hoje.

- Aqui existem milh�es de

pessoas que est�o na mesma situa��o

dos refugiados.

- Voc� est� dizendo que por causa da atitude do Ocidente

em rela��o a esses "refugiados", que

eles n�o est�o permitindo que a ajuda chegue ao Camboja?

- Sim, � o mesmo que

existe um corte nas expedi��es de leite para o Vietn�.

- Existe falta de assist�ncia para os cambojanos

da mesma maneira. � claro!

- A Comunidade Econ�mica Europeia suprimiu

recentemente

assist�ncia alimentar ao Vietn�, e eu penso que

� a mesma coisa.

- Uma situa��o inimagin�vel � que os Vietnamitas,

que est�o numa situa��o muito dif�cil

a n�vel alimentar e m�dico,

eles pr�prios d�o alguns medicamentos

e alimentos aos seus vizinhos.

Este � um comboio alimentar do Vietn�,

a �nica linha garantida de salva��o para o Camboja.

Embora o Vietn� enfrente a fome devido a trinta anos de guerra,

enviou mais de 25 mil toneladas de alimentos para o Camboja.

Os vietnamitas conseguiram fazer isso

pedindo a cada fam�lia das prov�ncias do sudoeste

para doar 3 quilos de arroz. Em contraste

os governos ocidentais enviaram apenas uma ajuda insignificante.

As principais ag�ncias,

a Cruz Vermelha Internacional e a UNICEF,

fizeram exig�ncias para a sua proposta de caridade

tais como o direito de fornecer para o que eles chamam

"o outro lado". Observadores ocidentais que

atravessaram a fronteira com o Camboja

viram o que isso significa na realidade.

Significa alimentar n�o civis, n�o mulheres e crian�as,

mas o que resta do ex�rcito genocida de Pol Pot.

Por este privil�gio as ag�ncias t�m retido ajuda a 90%

das pessoas no Camboja.

Fornecer ao Khmer Vermelho est� em linha

com o apoio diplom�tico a Pol Pot.

No m�s passado, a Assembleia Geral da ONU

foi testemunha do extraordin�rio

espet�culo das democracias ocidentais,

incluindo a Brit�nica e a Americana

votando para continuar o

reconhecimento de um regime morto

que eles pr�prios reconhecem como

o mais genocida desde Hitler.

A raz�o � esta:

O Ocidente n�o deseja perturbar o seu mais

novo aliado e parceiro comercial: A China.

A China � tamb�m o principal apoio de Pol Pot.

Uma organiza��o brit�nica, Oxfam,

n�o condicionou sua ajuda a nenhuma diretriz pol�tica

e o seu sucesso em alimentar alguns dos famintos

envergonha todos aqueles governos que

falam sobre o equil�brio do poder global

e todas essas ag�ncias humanit�rias

que se recusam a agir sem esta caravana de condi��es.

Em 15 de Outubro o Diretor Geral

da Oxfam Brian Walker disse em Londres

"Tivemos apenas que completar uma coopera��o

honrosa entre o Governo do Camboja

e os Vietnamitas.

Quando sa� do Camboja", disse Walker,

"a entrada total da ajuda ocidental ao longo

de nove meses subiu para 200 toneladas de comida.

Eu n�o vejo como algu�m pode se orgulhar dessa situa��o."

- O que � Antraz e o que ela faz?

� uma doen�a infeciosa provocada por um bacilo.

- E como se trata? - Com penicilina.

- Existe penicilina neste Hospital?

- N�o, existe alguma, mas n�o o suficiente.

- Se as pessoas n�o tiverem penicilina,

quanto tempo demora at� morrerem?

- Duas semanas ou um m�s.

- Isso diz muito sobre os problemas deste pa�s.

- Uma simples doen�a evit�vel

que precisa apenas de penicilina.

- Esta � uma doen�a que

geralmente nunca se v� na Europa,

que normalmente apenas se v� em animais.

- Esta crian�a, o que tem?

- Ela sofre de

Antraz na face devido

a malnutri��o

de primeiro grau. - Porque tem a face inchada?

- Por causa do Antraz.

- Por isso ela tem dificuldade em comer?

- Sim.

- O que lhe acontecer�?

- Sem tratamento morrer� na

pr�xima semana.

Os poucos medicamentos que chegaram ao

Hospital apenas prolongam a agonia.

Todas as manh�s o m�dico vietnamita deve decidir

quem vai viver um pouco mais

e quem vai morrer.

A popula��o est� traumatizada,

existe um aborto por cada tr�s gravidezes normais

e pelo menos 50% das mulheres

perderam seu ciclo menstrual completamente.

Estas pessoas t�midas nunca costumam mendigar

mas tal � a sua agonia

que esta jovem nos implorou por medicamentos

antes de morrer.

Estas crian�as est�o no final do processo

iniciado por pol�ticos mesquinhos

que tomaram as suas decis�es a uma

grande dist�ncia dos resultados da sua selvageria.

O seu estilo pode ser diferente de Pol Pot,

mas o efeito � o mesmo.

"As bombas caiam como chuva"

escreveu uma crian�a em 1973,

um ano em que a quantidade de bombas lan�adas sobre o Camboja

ultrapassou metade da quantidade lan�ada sobre

o Jap�o em toda a Segunda Guerra Mundial.

O pre�o de cada vida Cambojana foi ali�s

de 100 d�lares de compensa��o.

William Shawcross, o autor brit�nico,

entrevistou o pr�ncipe Sihanouk no ano passado.

"Dois homens" disse Sihanouk

"s�o os respons�veis pela atual trag�dia no Camboja:

O senhor Nixon e ou doutor Kissinger.

Ao expandirem a guerra at� ao meu

pa�s, mataram muitos americanos

e muitas outras pessoas.

E criaram o Khmer Vermelho.

As pessoas da cidade de Kon Lon Sau nas margens do Rio Mekong

regrediram quase at� � Idade da Pedra.

Antes da teoria de guerra do "Homem Louco"

e antes de Pol Pot,

este era um lugar de fazendeiros pr�speros,

artes�os, engenheiros e professores.

Todos os antigos edif�cios de tijolo e pedra foram destru�dos

e as pessoas agora vivem em barracas cobertas de palha.

Restam poucos homens adultos para

trabalhar nos campos e a ra��o de arroz �

de 250 gramas por pessoa por m�s.

Uma jovem descreveu como 16 membros de sua fam�lia

foram executados num dia.

"Eles foram declarados improdutivos" disse ela

"eles foram mortos com paus e as gargantas cortadas

um por um.

O meu beb� foi deixado no calor para morrer.

A minha cunhada foi morta porque alguem

disse que ela era bonita demais."

Os vietnamitas foram condenados por

expulsar os assassinos do Khmer Vermelho.

Foram os tanzanianos condenados por expulsar

o hediondo Idia Min? Claro que n�o.

Deve ser explicado

porque os vietnamitas vieram para o Camboja.

Depois de 1975

o Vietn� estava sob constante ataque do Khmer Vermelho.

O massacre das aldeias vietnamitas fronteiri�as

foi apoiado por 10 mil chineses

e a sacra trindade de Pol Pot,

China e Estados Unidos diziam que o

Vietn� era um agente da R�ssia.

Algu�m que conhe�a os vietnamitas

ferozmente nacionalistas que se aguentaram

praticamente sozinhos contra invasores durante 30 anos

sabe que isso � ridiculamente falso.

Mas as amea�as chinesas e a presente nega��o de ajuda

est�o empurrando tanto o Vietn� como o Camboja

para os bra�os da Uni�o Sovi�tica.

Tanto os cambojanos como os vietnamitas

est�o lutando por sua sobreviv�ncia

como nunca.

Quando o Khmer Vermelho recuou ante os Vietnamitas

eles explodiram muitos diques e barragens tradicionais

e para somar ao apocalipse

as chuvas t�m sido implac�veis este ano.

Visto do ar a paisagem infinita do sudeste

asi�tico, uma manta de retalhos de campos,

mal se distingue, nada se move,

como se a grande humanidade da

�sia tivesse parado na fronteira.

Phnom Penh � como um sonho,

nada parece ecoar os dias de paz.

Voc� acordava no Hotel Royal, ligava o r�dio

e provavelmente ouviria a voz estridente do pr�ncipe Sihanouk

lendo um artigo sobre os excessos financeiros da

fam�lia real. Os domingos eram alegres,

especialmente o desfile pela Avenida Moneybong

os parass�is, as meninas com (?),

as vestes cor de a�afr�o, as barracas de sorvete,

os estrangeiros, as fam�lias bem alimentadas,

o cuidado com as crian�as.

Estes s�o os primeiros brinquedos que estas crian�as

viram. Neste orfanato

com 400 crian�as

h� apenas 22 crian�as entre um e cinco anos.

Durante os anos do Khmer Vermelho poucas gravidezes

chegaram ao fim e poucos beb�s sobreviveram.

Estas crian�as foram encontradas na floresta

alimentando-se de erva e plantas venenosas.

Elas n�o s�o apenas orf�s,

elas perderam a sua identidade.

Finalmente normalidade

a primeira escola em Phnom Penh a reabrir.

Como os meninos com os brinquedos

estas crian�as s�o as sortudas,

tem papel e l�pis.

Em qualquer outro lugar n�o h� nenhuma dessas coisas.

"Eu lembro-me" disse a crian�a

"Tenho 12 anos de idade."

Perguntei-lhe "Qual � o teu nome?"

Respondeu "Eu esqueci."

Eu disse "Esqueceu?" - Sim

"Onde est�o os teus pais?"

"Esqueci."

"Penso que est�o mortos."

- Muitas pessoas morreram

mas h� pessoas vivas

lutando por sua sobreviv�ncia, devemos ajud�-las.

- Quanto tempo temos para salvar

estas duas milh�es de pessoas?

- O pedido foi feito para os pr�ximos seis meses.

- Ent�o temos seis meses? - Sim.

Se os horrores mostrados neste

document�rio tivessem algum prop�sito,

n�o seria apenas para provocar emo��es

mas acabar com o sil�ncio e a indiferen�a

planejada por governos e ag�ncias humanit�rias

e colocar o Camboja novamente no mapa humano.

Quando o ex�rcito vietnamita expulsou o Khmer Vermelho

eles resgataram este pa�s, n�o importa a raz�o,

da escravid�o e da poss�vel extin��o.

Os governos ocidentais podem n�o querer reconhecer esse fato,

mas nada � mais �bvio para o povo cambojano.

No dia da liberta��o

a minha int�rprete, uma jovem menina,

estava marcada para ser morta.

O governo brit�nico soube o tempo todo o que

Pol Pot e os seus fan�ticos estavam fazendo a estas pessoas.

O governo do Sr. Callaghan apresentou

um relat�rio � Comiss�o das Na��es Unidas

sobre direitos humanos

com informa��es t�o chocantes quanto qualquer

coisa que voc� tenha visto esta noite.

E, no entanto, as pessoas aqui est�o sendo autorizadas

a morrer por falta das coisas mais simples

alimentos, medicamentos, transporte,

porque os governos, incluindo o nosso,

abandonaram, isolaram e puniram os vietnamitas.

Em outras palavras, salvar o Camboja

significaria cooperar com o Vietn�.

Tanto os cambojanos como vietnamitas

dos mais altos n�veis disseram-me

que qualquer plano de socorro pode vir sem condi��es.

Na altura da nossa filmagem

tr�s avi�es haviam chegado

em nove meses.

A Am�rica e a Europa det�m a maioria

do excedente mundial de alimentos.

N�s usamos para alimentar animais. Na Gr�-Bretanha

somos tratados com penicilina por uma quest�o de direito.

Todos n�s que fizemos este filme nunca

vimos nada como o atual Camboja.

Os gritos das crian�as seguiam-nos por toda a parte.

Temos seis meses para salvar uma

na��o majoritariamente de crian�as.

� imposs�vel?

TRADU��O E LEGENDAGEM:

www.NOVACOMUNIDADE.org O MODELO COOPERATIVO

FAMILIAR www.MDDVTM.org/educacao

Revis�o e sincronia: Marcelo Sena (ElChuck)

Desde que este filme foi feito mais

ajuda alcan�ou o Camboja do Vietn�,

dos pa�ses do Leste Europeu, da Austr�lia, da Oxfam Brit�nica

e algumas outras institui��es de caridade ocidentais.

A situa��o alimentar melhorou ligeiramente

mas por todo o Camboja fome

e doen�as e traumas

s�o generalizados.

H� tr�s meses, o governo cambojano pediu

100.000 toneladas de alimentos de emerg�ncia.

At� ontem o total da ajuda ocidental enviada

atrav�s da UNICEF e da Cruz Vermelha

totalizava as 1.300 toneladas de alimento.

Efetivamente isso � quase nada

e esta situa��o � prov�vel que continue

enquanto os governos ocidentais

reconhe�am e deem conforto internacional

a Pol Pot, o Hitler asi�tico.

Podemos assumir que a maioria das

pessoas que vimos neste filme est�o agora mortas.

TRADU��O E LEGENDAGEM:

www.NOVACOMUNIDADE.org O MODELO COOPERATIVO

FAMILIAR www.MDDVTM.org/educacao

MOVIMENTO DEMOCRACIA DIRETA EDUCATIVA

Revis�o e sincronia: Marcelo Sena (ElChuck)

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.