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Original subtitles

VIOLATION VIOLA��O

DjalmaVM

Oi, sumidos.

- Como se sente? E o namorado? - L� dentro.

- Voc� est� bem? - Estou.

- Tem certeza? - Tenho.

Est� acabando? Preciso lavar meu cabelo.

- Por que est� calado? Sobre o qu�? - Refletindo.

Falaremos quando voltarmos.

Era o ano do limoncello.

E ela: "� a sobremesa, garotas."

Embebedava-se com ela.

Ria feito louca, depois tirava a roupa.

- Na sala, ela ficava brincando. - Espere, coloque ali.

Ela vestia

um blusa de macac�ozinho.

Ela ria feito louca. Lembra-se?

Odiava-a quando fazia aquilo.

Ria tanto que se peidava.

N�o senti nem o cheiro.

� meio assustador. Tenho tocado neles o ver�o todo.

Saber� quando tocar em um. Vai por mim.

Yeah, Dylan got one the other day.

- Eles se grudam na pele? - Dylan ficou se co�ando todo.

Sempre tivemos �timas f�rias.

E aquelas no sul da Fran�a? Choveu o dia todo.

Precisei tirar as bicicletas do parque.

Papai te chamava de meu Cavaleiro das Trevas.

- Parece um supremacista branco. - � c�ltico.

Fing�amos ir �s aulas de nata��o que odiava tanto.

N�o, foi antes disto.

Molh�vamo-nos com mangueira no quintal de casa.

Era quando mam�e agarrava meu bra�o.

Ela me perseguia pela casa toda. E eu dizia:

"Vou te matar, caralho, e farei engolir seu sangue."

- Deus. Quando anos tinha? - Tinha 10 anos.

Dez anos e j� enchendo o saco.

- Que jogo ambicioso da porra. - � o jogo mais antigo do mundo.

Tomar no cu!

- N�o se empute�a por eu ganhar! - E quando jogou um strop de couro?

- Por invadir a Caverna do Urso? - �ramos aliados, na verdade.

- Orhan ainda pergunta de ti. - � mesmo?

Greta Gatinha. Cad� ela? Cad� minha gatinha do Kebab?

- Quem � Orhan, porra? - Ningu�m.

Velho amigo da faculdade.

Um velho amigo da faculdade? Flertando com minha mulher?

- Que porra de nome � Orhan? - Nenhum, Bubba.

Mais tarde, Bubba. Quer voar?

- Pronta? - Um, dois, tr�s.

- Mate-o. Ir� pic�-la depois. - N�o.

- Deixe-o em paz. - Patas de mais.

- Vamos jogar uma partida? - Vamos.

- Meu Deus, seu cuz�o! - Mas, s�rio, quem � Orhan?

- Pare de ser ci�mento. - N�o estou com ci�mes.

- Nunca me aciumei de ti. - Sarah Ashdown?

Sarah Ashdown n�o � um nome que lembro.

- Mas voc� a seguiu e perseguiu. - N�o a persegui.

- Perseguiu, sim. - Eu a segui.

N�o � persegui��o se voc�s duas estavam l�.

- Suas sardas aumentaram. - � mesmo?

Elas aumentam anualmente.

Sardas s�o com um bom vinho.

Elas se maduram, envelhecem e embelezam-se.

Voc� cresceu tanto. N�o � mais uma criancinha.

- Eu cresci assim? Demorou. Sim.

Deveriam ficar no fim de semana.

Sinto que devemos voltar logo.

Ele detesta aqui tanto assim?

N�o.

Sei que est� mentindo, pois seus olhos t�m um lance.

- Eles olham de relance. - Significa que estou refletindo.

Refletindo sobre qual a pr�xima mentira a dizer.

Deveria conversar com ela a respeito.

- Talvez se sinta melhor. - N�o � uma boa ideia.

N�o? Por qu�?

Tentar� me aconselhar, n�o aceitarei, e se aborrecer�.

Ela talvez fa�a isto, ou, tamb�m, n�o o fa�a.

A sua cara nem treme quando fala assim.

- Ela n�o � a ruim a tal ponto. - Sei.

- Voltem sempre. - N�o � justo.

Sabe o quanto sou ocupada, e j� a ofereci uma passagem.

Sente-se como se voc� a mostrasse o quanto sua vida � melhor.

Se houvesse visitado-a mais vezes,

ela encontraria um esposo melhor.

- Ela chutou o pau da barraca. - Chutou mesmo.

Depois eu chutei.

Logo voc� chutando o pau da barraca?

"Estou logo aqui."

Sabe aquela vontade de co�ar a axila,

a� tira o dedo e d� uma cheiradinha?

E eu fiquei contigo at� o final de tudo.

- Qual o sentido de ca�ar? - Qual o sentido?

- O que ganha matando animais? - Emo��o. Prazer intenso.

N�o os soltar� se os pegar. Ir� mat�-los, n�o �?

A �rea aqui � superpovoada.

Estou mantendo o equil�brio.

- Estou em ca�ada solo porque... - Voc� v� os coelhinhos...

Eles te perseguem quando corre pela floresta.

Voc� cria um desequil�brio ambiental.

Ademais, voc� come peixe. Isso � comer carne.

- Peixes n�o sentem a mesma dor. - Lagostas sentem muita dor.

- N�o sei como sabe disto. - Porque eu sei disto.

- Est�o secos? - Est�o.

N�o acredito que a convenceu a comer carne.

Fez lavagem cerebral nela.

� que ela n�o faz aquelas coisas que voc� diz que ela faz.

O que far� quando seu contrato acabar?

Pensei em alugar algo pr�ximo a voc�s.

Digo, de n�s.

N�o voltarei a Londres. Sinto a sua falta.

Sinto falta do que �ramos. Talvez n�o se adaptem aqui.

Quem sabe se n�o � s� eu.

- O que houve com voc�s? - Sei l�.

- Parecem bem distantes. - Mudarmos foi estressante.

- O quanto voc�s trepam? - Como?

Foder une as pessoas. N�o somos colegas morando juntos.

- Este � o seu problema! - Se n�o h� transa envolvida,

come�a-se a pensar que perdeu a atra��o sexual na pessoa.

- �s vezes, � preciso trepar. - Trepar para evitar problemas.

Do contr�rio, as coisas esfriar�o e pensar� que a rela��o � idiotice.

- N�o use esta palavra! - Idiotice, retra�do, ressentido.

Voc� se for�a a transar com Dylan mesmo sem querer?

S� digo que n�o tenta com mais afinco.

Mas que exibida do caralho.

Transar faz bem � sa�de.

Mostre ao Caleb que o ama para que ele n�o se machuque ainda mais.

Relacionamentos requerem esfor�os.

N�o � sempre �s mil maravilhas, mas tente com mais afinco.

Se realmente amar a pessoa

n�o ir� sentir como se fosse um esfor�o.

Nem todos t�m o que voc� e Dylan possuem.

- Parece o bastante. - Sabe se demorar a queimar?

Sei, sim.

- Sou uma lenhadora. - Vai que � sua, querida!

Cortando madeira assim � igual ao papai.

N�o � nem um insulto. Voc� tem at� a mesma postura dele.

Sei disso. Ele fazia de um jeito

t�o safado.

Ele fazia de um jeito t�o especial.

Flu�a por ele.

"Siga o machado, siga o machado."

Era como uma parte do corpo.

Ele tinha uns movimentos

t�o, t�o desajeitados.

Ele era desajeitado de mais.

Acho que vou dormir.

- Boa noite. - Boa noite.

O que foi?

Voc� est� horr�vel.

Estava pensando no pesado horr�vel que tive.

Voc� estava

no quarto ao lado. Podia ouvi-la tossir estranhamente.

N�o levava a s�rio aquilo. Deveria ser uma gripezinha.

Percebi que havia algo errado. Entrei no quarto.

Voc� estava enforcada com um cinto no pesco�o.

Sentia aquela sensa��o horr�vel de medo.

Enquanto eu estava sentada l�, e voc�, enforcada.

O que h� de errado contigo?

Voc� � t�o fodida e perturbada.

Estou me fodendo para o seu sonho.

Eu pedi a ele que fizesse isso. Tipo...

Que porra ele pensa estar fazendo?

� a fam�lia dele!

Ele aparecer� aqui como se nada houvesse acontecido.

A�, eu parecerei uma puta antipatica e mal-humorada.

- Vou matar ele, porra. - N�o se preocupe.

H� umas 50 pessoas vindo, e n�o fiz a porra do sorvete.

- Posso faz�-lo. - Sei.

- U�? Eu posso. - Caralho!

N�o quero fazer disso agora.

Fique � vontade para ajudar se n�o arranjar briga.

N�o vou come�ar a brigar, Greta.

- O puto insistiu em anfitriar. - Est� se aproveitando de voc�.

- Nem s�o da fam�lia. - Sei o que est� fazendo.

Por que est� protegendo ele? Ele n�o presta para voc�.

Porque voc� sabe como �, n�o �?

Sabia que nem queria que viessem neste ano?

Dylan pensou em dar a voc� uma segunda oportunidade.

N�o sei o que ele contou a voc�.

N�o me suporta ver feliz, n�o �?

- Quero que veja quem ele �. - Mas que grande mentirosa voc�.

� de cair o meu cu da bunda!

Podemos ser sinceras um instantinho?

Sinceras?

Lembra-se de quando Sheldon Val me chamou de vagabunda?

Foi � casa dele e derramou alvejante no jardim da m�e dele.

Implorei-a para que n�o derramasse, e derramou assim mesmo.

Por anos, a fam�lia dele me odiou.

E, �quela altura, voc� se sentia �tima.

Esmurrou-o na cara. Chamaram-me de Cavaleira Branca.

Mas voc� n�o �. Era melhor ser minha defensora

a realmente se importar com a porra dos meus sentimentos.

Greta, entendo o quanto deve ser dif�cil para voc�.

Vamos fingir que nunca aconteceu.

Vamos... Recome�ar.

Voc� forjou uma realidade completamente diferente

� de todos os outros.

Onde voc� tem um �mpeto

por fazer coisas horr�veis.

O fato � que nunca se importou comigo.

Sempre pensei em voc�.

Talvez, quando crian�a, for�ava-se a crer que me protegia.

Mas agora n�o consegue mais. Consegue?

Quer acreditar em sua pr�pria vers�o, Miriam

V� em frente. Acredite nela.

Aposto que far� sentir-se melhor, porra.

N�o ache, nem por um instante, que far� por mim, merdinha.

J� acabamos?

- Pensei que n�o viesse. - Avisei-a

que viria antes do programado para ajudar meus pais.

E se ela ligar l� para casa?

- Mas n�o vai. - E se ela ligar?

Direi-a que estava ocupado e que n�o ouvi o telefone tocar.

- E se ligar para o celular? - Fingirei estar l�.

- Fingir� estar l�? - Vou. O que est� fazendo?

N�o sei.

Preciso beber algo.

Pensei na porra deste dia o dia todo.

No banho. No trabalho.

Durante a viagem.

At� punhetando para ti.

Obrigada por me fazer sentir especial.

- Sabe no que estive pensando? - Em qu�?

Estive pensando

sobre a noite do inc�ndio.

Pensei que houv�ssemos superado.

Nunca ouvi de voc� sobre como se sentia acerca.

- O que significa para ti. �. - �?

Significa muito para mim.

Tenho revivido o momento.

- Revivido? - Toda hora penso naquilo.

Eu tamb�m.

Sua vez.

No que pensa quando est� punhetando para mim?

Sabe no que pensa.

Diga-me.

Estamos pr�ximos � lareira.

Dizendo-me que fui mal.

N�o se encurve tanto.

Percorro minhas m�os nas suas coxas.

Nas suas costas.

Est� usando o seu mai�, e me d� um tes�o.

L� fora est� escuro.

- N�o se mexa. - O que est� fazendo?

O que mais?

Tiro a sua calcinha e aliso sua bunda.

Meto minha m�o por baixo de seu mai�.

- E como me sinto? - Leve.

E depois?

Meu pau come�a a ficar duro.

O que fa�o agora?

Est� deitada, ao meu lado, com as costas para mim.

Voc� se joga para mim.

Come�o a beijar sua nunca. A� voc� d� um...gemido.

Um gemido sensual e gostoso.

E depois?

Vou metendo mais ainda no mai�, e enfio meu pau na sua bocetinha.

- Estou molhadinha? - T�o molhada que quer foder.

E eu gosto?

Voc� vira seu cuzinho apertado para mim.

E o que digo a voc�?

Voc� manda eu continuar.

- Voc� para? N�o? - N�o.

O que quer que eu fa�a contigo?

Quero que pegue meu pauz�o duro

e lamba-o com seus l�bios molhadinhos.

E depois?

Quero que me provoque com a pontinha da l�ngua.

Brinque com os limites do meu pau.

Quero que voc� sinta meu gosto.

Tenho este sonho.

Um sonho recorrente

onde vejo uma �rvore, e nela h� uma porta.

Des�o �s escadas daquela �rvore

e vejo um casal de velhos que mora nela.

Na cozinhas, eles t�m umas caixas no peitoril.

Em cada um das caixas est� meu gato que faleceu.

Eles est�o vivo, mas j� n�o est�o.

S�o os esquelos deles. De uma das caixas sai um gato.

A�, come�o a brincar com meus gatos mortos.

Entro naquela �rvore e come�o a me divertir

com o casal de velhos e com meus gatos mortos.

O que houve

com aquele professor de Qu�mica que falava em banana especial?

- E o Sr. Pink? De Qu�mica. - Quem � Sr. Pink?

- O Sr. Bevan? - Deus, ele era gostoso.

- S� voc� achava isto. - Via os mamilos dele na camisa.

- Mamilos rendondinhos. - Ele foi demitido.

- Por qu�? - Viram-no em uma orgia de drogas

enquanto comia umas prostitutas no escrit�rio.

- Como sabe de tantos detalhes? - � de conhecimento geral.

- E a professora anorexa? - A Sr�. Phelps?

- Vadia do caralho. - Ela morreu.

Um infarto, um derame, algo assim.

- E o Sr. Bergman? - Nossa, amava ele!

Encontraram uns tro�os nazistas no por�o.

- Como �? -Pois �, umas medalhas

umas bandeiras, um vibrador com a su�stica.

Pau no cu!

- E a Sr�. Phelps morreu? - N�o.

- Seu fodido! - Ela ainda est� l�.

Me pegou de jeito, seu puto do caralho.

- O quanto bebeu, porra? - Voc� � t�o maldoso.

Voc� levou a s�rio.

Meu Deus.

Meu Deus. Sinto muito.

Sinto muito mesmo.

- N�o tem problema. - Deus, como sou ot�ria.

- N�o quis dizer nada. - N�o significou nada. Sei disso.

Todos s�o ot�rios.

Todos s�o, ao menos, uns ot�rios medianos.

- Fa�o coisas ego�stas. - O qu�? Como assim?

- Por que acha isso? - Beijei meu cunhado!

�s vezes finjo estar doente

para o Caleb cuidar de mim o dia todo.

Finjo n�o ter f�rias anuais para n�o ver minha m�e.

Eu amo a sua m�e.

Sei que gosta dela.

- Por que quer fazer isso? - N�o sei.

Eu quero fazer.

Acho que n�s dois somos pessoas desprez�veis, porra.

Caleb

sempre se esfor�a,

e eu fico negligenciando-o

Pega pesado consigo mesma.

N�o transamos h� quase um ano.

- Por qu�? - N�o sei.

- Ele tem um "p�nis-tamandu�"? - Como �?

Um prep�cio enorme.

O que � isto?

Diga-me.

S� quero transar com ele quando estou b�bada.

- Sei que parece estranho. - Entendo.

Quero me sentir atra�da por ele.

S� n�o sei como.

N�o se pode for�ar atrair-se por algu�m.

Ou eu n�o tento o suficiente.

Ou ele n�o � o certo para voc�.

Quero que ele seja o certo para mim.

N�o � como se fosse escolha sua.

Livre-arb�trio � uma ilus�o.

- Parece o Sam Harris. - O que Sammy tem de errado?

Sammy? Ele n�o � Sammy Davis Jr.

N�o deve ser nem o nome dele de verdade.

Mas pare para pensar.

- Voc� escolhe os sentimentos? - � diferente.

E quantos aos pensamentos? Consegue control�-los agora?

- Na verdade, sim. - � mesmo?

Neste momento, escolho

pensar que voc� n�o � um puto.

Cara de cu.

Esta � a sua cara de cu?

Por que parece com Sean Connery?

- Por que sua cara parece assim? - A resposta � autoexplicativa.

Por que tenho a cara de cu do Sean Connery?

Que cu n�o parece com ele? � um cumprimento.

- O meu � id�ntico ao De Niro. - Seu cu � id�ntico ao De Niro?

Desse jeito mesmo.

� a cara de um cu.

Por que um dos olhos est� inchado?

Pare!

Um dos olhos � mais fechado que o outro.

Voc� me acha uma boa pessoa?

- N�o. - Estou falando s�rio.

� como o que Lennon disse: "Somo todos Hittler.

Somos todos Cristo.

S� precisamos trabalhar em achar nossas melhores partes."

E ent�o ele batia na esposa.

- N�o faz disto uma mentira. - Era a parte do Hitler.

Era a parte do Hittler.

O Cristo passado cantou "Imagine."

Sabe como as pessoas s�o.

Ningu�m � perfeito.

Mas o quanto de mim � Hittler?

N�o sei.

Mais do que a maioria das pessoas.

- Com certeza � o bigode. - Para voc�?

Est� mais para o �dio aos judeus.

Depois � o bigode,

o que n�o ajuda muito no seu caso.

Eu te acho uma boa pessoa.

Gosto que pense assim. � bom.

- Greta n�o me acha boa pessoa. - Mas acha, sim.

- Gosto de conversar contigo. - Tamb�m gosto, estranh�o.

Eu a quero para mim h� anos.

N�o.

Pare.

Seu cora��o est� acelerado.

Voc� � t�o quentinho.

Voc� � frienta.

- Ainda est� b�bada? - Estou fedendo?

- N�o me importo. - Mentiroso.

N�o entendo esta sua cara de cu.

- Que horas s�o? - N�o sei, est� cedo.

- Tente dormir. - Quero trepar contigo.

- N�o � uma boa ideia. - Por qu�?

Mas est� de pau duro.

Vamos, o que est� fazendo?

O que � isto?

Por que � t�o viadinho assim? S� quero foder contigo.

- Me insultar n�o faz eu te foder. - Desculpa.

- N�o. - Beije-me.

- Miriam, voc� est� b�bada. - Quero ficar perto de voc�.

- Eu a enojo quando est� s�bria? - N�o. Quero faz�-lo sentir-se bem.

Ai, porra.

Est� bem?

N�o toque em mim.

Vamos l�.

Estou me sentindo culpado pra caralho.

- Sente-se culpada. - Mas por que me sentiria?

Foi tudo t�o r�pido. N�s fodemos com tudo.

Voc� que fodeu tudo.

- N�o faz assim. - Eu dormia, e voc� me fodeu!

Voc� acha que eu...

S�rio?

Tenha d�.

- Escute. Eu... - Diga logo.

N�o vou

- contar � Greta o que fizemos. - Cont�-la o qu�?

- Que escolheu me beijar? - N�o � justo.

- Que n�o significou nada. - Que se jogou para cima de mim.

- N�o me joguei! - N�s nos empolgamos de mais.

- Bebemos demais. - Eu nem queria ir contigo.

- N�o reimagine o que houve. - N�o estou, sei o que houve l�.

- Voc� disse e fez coisas. - Que coisas?

Era errado e ficamos, mas ficamos mesmo assim.

Para que falar do sexo com Caleb? E todos aqueles detalhes?

- E agora est� me acusando. - Mas acabamos transando.

- N�o importa quem disse o qu�. - N�o importa, pois n�o queria!

Isso � uma mentira, e sabe disso, caralho!

Pensei que fossse melhor que isso.

Desculpe-me.

Vamos dar um jeito nisso.

- Ficar� tudo bem. - Mas n�o vai.

N�o quis

- culp�-la. Tamb�m sou culpado. - N�o te conhe�o.

Voc� me conhece.

N�o diga isso.

Sei que ferramos tudo. Est� bem?

Tem raz�o.

Mas o fato � que

estou feliz em tirar do peito. � uma coisa horr�vel de se dizer,

mas me diga que n�o pensou o mesmo e que n�o queria me beijar.

O que � isso que est� fazendo agora?

Noite passada, me disse que age egoistamente.

- Deveria ter recusado o beijo. - Mas eu quis par�-lo.

- Estava emocionalmente abalada. - Confiei a voc� meus segredos.

N�o escondi as coisas vergonhosas, pois queria que me ajudasse.

N�o me referi a voc� ser m�.

N�o direi nada a ela.

Voc�s duas sempre tiveram

esse lance de irm�s. Sente-se

ressentida.

Tudo que digo � que

n�s dois

estamos juntos nessa.

N�s machucamos um ao outro,

- mas nos importamos entre si. - Cuidado.

Tudo bem.

Sou eu.

N�o est� atendendo, ent�o...

N�o quero brigar contigo, t�?

N�o quero visitar seus pais sem consertamos as coisas.

Estarei pronta quando estiver. Retorne-me a liga��o.

Devolva-os a ela! Devolva-os a ela! Agora!

- Quem porra � voc�? - Devolva-os a ela!

- Eu te vi e gravei no celular. - Voc� me viu?

- Volte para o seu carro. - Voltar para o meu carro?

Ou o que, meu chapa? Ele te machucou?

- Pare! - Vai deixar ela falar ou o qu�?

- Acha que tenho medo de voc�? - N�o � problema meu.

Ou o que, meu chapa? Acha que me assustei?

- Volte para o seu carro. - N�o toque em mim, porra!

Volte para o carro, certo?

Ou o que, meu chapa? Ou o que, caralho?

Por favor, n�o fale assim com ele.

Pare, pare, pare.

Est� tudo bem. N�o � nada.

N�o acredito que me convenceu a fazer isto.

Prometo que ser� bom para ti.

- Vamos at� o final? - S� at� � ilha e voltamos.

- Ao menos me sinto quente. - Eu tamb�m.

J� pensou como seria tudo se houvesse ficado em Londres?

O tempo todo.

- Por que n�o volta comigo? - Minha vida toda est� aqui.

E se eu me mudasse para c� e mor�ssemos juntas?

- Como? N�s duas? - Sim, como uma investimento.

- Onde conseguiria o dinheiro? - Falo em n�s recome�armos tudo.

N�o preciso recome�ar nada.

Por que est� agindo estranho?

- Contarei algo, mas n�o surte. - Por que surtaria?

- � sobre o Dylan. - Certo.

- N�o se zangue. - N�o estou zangada.

Ir� chate�-la bastante.

Sei o quanto voc� o ama,

o quanto � importante para ti, o qu�o fiel voc� � a ele.

Ele parece ser bastante am�vel

e bastante compassivo.

Como se tivesse emo��es que n�o pudesse control�-las.

O que est� fazendo agora?

Sabia que, quando crian�a. ele tirava as asas das moscas?

- Uma idiotice dizer isto. - Mas � a verdade.

Aonde quer chegar?

Estou tentando cont�-la algo.

Contar-me o qu�?

Ontem � noite, pr�ximo � fogueira,

em algum momento, dormi. Foi quando me acordei.

- N�o sabia o que estava havendo. - O que voc� fez?

Mas n�o fiz nada.

N�o fa�a isso.

Eu estava inconsciente.

- Ele estava em cima de mim. - N�o!

- N�o sabia o que houve. - Pare!

- Ele n�o me ouvia, Greta. - Miram, para com isso.

Sabia que n�o podia confiar em voc�.

- Por favor, ou�a-me. - Ele sequer se importa contigo?

Ele tem sido legal contigo, mas n�o foi nada do que houve l�.

Fodeu com tudo. Sequer admite que fodeu tudo.

� pat�tico e nojento pra caralho!

Miriam! Miriam!

Miriam!

Miriam!

E n�o tira o apetite de voc�s?

Acredito que � bom para o processo. Para nos acostumarmos.

Pensei que, se comesse carne, poderia ir at� o final, sabe?

N�o tenho coragem para isso.

A� est�o voc�s.

N�o sabia que sua irm� era fodona com uma faca.

- Ela s� quer impression�-lo. - Mas eu acho legal.

Que garota sabe esfolar um coelho, n�o �?

Tenho para mim que seja reconfortante.

- Ajudou-me em minha personalidade. - � mesmo?

- Ajudou. - N�o tire os sapatinhos.

Seu h�lito fede a cachorro molhado.

Que pesado de se dizer. N�o me banhei ainda.

Dormiu pr�ximo � fogueira?

N�o, dormi no sof�.

Na pr�xima me acorde.

- E ent�o voc� j� aprendeu? - O qu�?

Disse que ajudou a desenvolver a sua personalidade.

- Constr�i meu car�ter. - E o que aprendeu sobre ele?

- Que sou capaz. - De crueldade?

Na primeira vez que fui esfolar mal cheguei � metade do processo.

Mas forcei a mim mesma a continuar.

Porque sempre dependia de outros para este tipo de coisa.

Coisas que n�o queria fazer.

Mas algo aconteceu nesse �nterim,

e precisei encarar a mim mesma.

E percebeu o quanto covarde voc� �?

O que �?

� empoderador saber que n�o precisa cuidar de ningu�m.

- Estou orgulhoso de voc�. - Obrigado, Binky.

J� leram aquele livro...

Por que est� agindo com tamanha cara de cu agora?

Age como se fosse a melhor amiga. Voc� sequer gosta deles.

- Sei que est� mal-humorada. - E o que disse no carro?

Que ela � uma ego�sta de merda que faz as coisas do seu jeito?

- Estava fora do contexto. - Quero ouvi-lo defender-se.

N�o farei isso contigo.

Por que n�o admite o que fez, caralho?

Quer fazer as honras?

- Ent�o eu sobrevivo? - O qu�?

Em seu sonho.

Eu sobrevivo?

Voc� tossia, e eu estava no quarto ao lado.

Por um instante n�o fa�o nada.

� quando percebo que h� algo errado.

Entro no quarto e vejo voc� enforcando-se.

E eu te vejo.

Sinto como se...

Por que n�o cheguei a tempo ao inv�s de eu n�o fazer nada?

Quando, em tal hora, faria toda a diferen�a

Seu rosto estava todo avermelhado...

Mas voc� ainda respirava, e corro at� voc�,

tento desc�-la de l�, mas n�o consigo equilibr�-la

e tirar o cinto do pesco�o ao mesmo tempo.

S� tento segur�-la com for�a.

N�o consigo parar de pensar

em como n�o quero que a �ltima coisa

que voc� veja seja eu entrando em p�nico.

Queria ser algu�m que te amou.

Continuo dizendo a mim mesma que est� tudo bem.

Que est� tudo bem.

E eu continuo a segur�-la,

crendo que ficar� tudo bem.

Mas sei que n�o ficar� bem.

Ent�o eu acordo.

Eu te amo.

DjalmaVM

18/04/2021

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