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Original subtitles

Anteriormente…

Já ninguém me pode ajudar.

A inspetora Tamara Green.

Tivemos uma chamada. Querem interrogá-lo.

Que objeto preocupa tanto o governo?

- Que procuram? - A pen.

Quem é o vosso chefe?

Sou a Lila.

Ela prometeu e encontrou o meu pai.

Alguém importante.

Congressista John Sampson.

Vai chantageá-lo com a informação que a Anna roubou do Pentágono.

- Jacob, como reagiu o seu sobrinho? - Não o localizei.

A sua irmã roubou dados confidenciais. Aonde vai?

Descobrir tudo sobre o John Sampson.

- Está bem. Vamos. - Também vem?

Sou bom a não deixar as pessoas safarem-se.

Apanhem-no.

Bem-vindo à festa.

Apaguei há muito?

Não faço ideia. Estavas aqui quando acordámos, há umas horas.

Atingiram-me com um dardo tranquilizante.

Duas vezes.

Como vos apanharam?

O Big Brother está a ver. Também deve estar a ouvir.

Já sabem como chegaram cá.

Não faz mal dizerem-me.

Cheguei a casa. Mal pus a arma no cofre…

Alguém devia estar escondido em minha casa. Cheirei clorofórmio…

Aqui estou eu.

Ia para a paragem de autocarro para ir ter contigo a Nova Iorque,

senti uma picada no peito,

olhei para baixo e vi um dardo.

Quando dei por mim, estava a ver folhas nas árvores

e acordei aqui.

- Sou o único que está amarrado. - Sim.

Já olhaste para ti?

Nós não os vimos.

Sabes quem nos apanhou?

Talvez os tipos que te atacaram ontem?

A CIA.

Eles disseram-te?

Não foi preciso.

Não nos leram os direitos,

não citaram a Lei Patriótica nem inventaram acusações.

Ou seja, não têm poder para prender.

Mas não tiveram problemas em nos drogar, raptar e fechar

no que presumo ser uma cave,

pelo cheiro e falta de luz natural.

Que agência federal encaixa melhor nessa descrição?

Pensava que a CIA não devia agir em solo americano.

É de loucos. Raptar um vagabundo é uma coisa.

Sem ofensa. Mas raptar polícias?

O que significa isto?

Que estamos lixados.

O que é isso?

Um estimulante para ficar lúcido.

Estou lúcido.

Só faço o que me mandam.

Mandam-no enfiar essa agulha no olho?

É o que vai acontecer se me injetar isso.

Parece que está bem acordado.

Esqueça a injeção, doutor.

Que tal o pescoço?

E a sua cabeça?

A ressaca de tranquilizantes é má.

- Boa sorte a tentar pôr-mas. - Não, vão pô-las.

A questão é se vai ser a bem ou mal.

Aumentámos a dose.

Então, quer ser durão

ou quer acabar com isto, Sr. Reacher?

Só… Reacher.

Jack Reacher.

PASSAPORTE

Sem nome do meio. Os pais nem quiseram saber.

Que nome é "Jack"? Jack é uma alcunha.

Porque não me diz o seu nome para compararmos?

Está bem, você é o Wynken, ele é o Blynken e aquele é o Nod.

Da canção de embalar holandesa.

É porque o pusemos a dormir?

Porque, antes de sair desta sala,

vou pôr-vos a dormir.

Os técnicos analisaram os dados

e a única coisa que aí está são os esboços medíocres de um aluno.

Porquê?

- Não se deve aplicar. - Porque tem a pen dele?

- Precisava dela. - Para quê?

Acho que era para copiar a pen

que recebeu da Anna Merrick antes de se matar.

Onde está essa pen USB?

Não sei do que está a falar.

Foi o único que entrou em contacto com ela

e a pen não estava com ela.

Acha que somos parvos?

Sim.

Quem é a mulher no parque?

A quem deixou abrir a pen e ver o conteúdo.

Onde está ela?

Deixe-me adivinhar. Usou a maior parte dos recursos comigo

por achar que ia dar problemas e ela não.

E, depois de me drogarem, foi atrás dela, mas ela fugiu.

Escapou a um dos seus agentes juniores.

Eras tu que a procuravas, Blynken?

Pareces um idiota que seria apanhado com as calças para baixo

e com o polegar no rabo.

- E se te enfiar o pé no rabo? - Experimenta.

Agora, não.

Certo, já percebemos. É um durão.

Lemos o seu ficheiro.

E os seus amigos lá fora?

Não são meus amigos. Conheci-os hoje.

Você e o Merrick andavam com a pen

e vimo-los com a inspetora Green

antes de vos determos.

Ora, só podemos presumir que são coconspiradores.

Falámos consigo antes,

pois talvez quisesse colaborar e poupá-los.

Mas não quer saber deles.

Ninguém sabe que vocês estão aqui.

São tratados como inimigos em solo americano.

Podemos fazer o que quisermos.

Talvez consiga aguentar.

Durante um tempo.

Como acha que eles se vão sair?

- Tirem-no daqui. Tragam a mulher. - Está bem.

Está bem o quê?

Responderei às suas perguntas.

Assim é melhor.

Porque não tentamos de novo?

Onde está a pen que a Anna Merrick lhe deu no comboio?

Eu avisei.

Parecia uma briga. Já não se ouve nada.

Merda!

Estou?

Cum caraças!

Pensávamos que estavam a dar cabo de ti!

Aonde vais?

Ele deixou-nos?

- Segura aqui. - Sim.

- O telemóvel é o que eu penso? - Devem estar a chegar.

Talvez seja engano?

Estão a ligar. Mais do que um.

Vem mais do que um. Tens as armas deles?

Não havia. Devem estar guardadas.

- Acharam que as algemas chegavam. - Estavam errados.

Muito bem, experimenta.

As carteiras estão ali,

na outra sala. - Certo.

Credo!

Vão deixar mensagem.

- Estamos a ficar sem tempo! - Só mais um pouco.

Vais ter de te espremer.

Estou preso.

Vão! Para trás!

Fecha a porta.

Vão.

Há mais?

Para o beco.

Entrem!

Não sou da CIA! A minha carrinha tem gatos!

Vão!

Quem és?

Russell Plum. Jornalista freelancer.

- Atenção! Cuidado! - Merda!

Vi-os a trazerem-te numa maca ontem

e vocês vieram mais tarde.

- Vigio aquele edifício há semanas. - Porquê?

Achei que era uma prisão secreta da CIA, e é.

Vi-vos a tentar fugir. Vim ajudar.

- Porquê? - Para o meu artigo.

Vamos revelar o que se passa lá.

O que se passa lá?

Responde ao homem!

Eu? Não sei.

No que estava metida a tua irmã para eu ter sido raptada pela CIA?

Não faço ideia. A Anna trabalhava para o Pentágono.

Logo, o que está na pen tem de ser algo militar.

Temos de ter a certeza.

Como vamos descobrir?

Sei quem pode ajudar. Só tenho de ir a Washington.

A Washington? Olha pela janela, meu.

Estamos em Washington.

O que se passa?

Estou a investigar a agência mais secreta do mundo.

Tomo precauções.

"A caneta é mais forte que a espada."

Depende de quem tem a espada.

Só preciso de uma caneta. Vais ver.

- Que é isto tudo? - Pesquisa.

Investigo a CIA há anos.

Porquê?

Estão metidos em muitas merdas obscuras

que o público precisa de saber.

Treinaram o Manson, encobriram o Kennedy,

despediram-me do The Washington Post.

Só tenho de provar tudo.

Escrevia para o The Post?

Depois, o The Examiner.

O Washington City Paper, depois umas revistas grátis.

Não queriam a verdade.

Todos controlados pelos patrões empresariais e políticos.

Agora, estou só na internet.

Entrego diretamente às pessoas. Sem filtros.

Cum caraças!

Estamos em frente ao edifício da CIA.

Afasta-te das janelas!

Estamos seguros?

Provavelmente. Sabem que fugimos num veículo.

Não vão procurar no próprio quarteirão.

Sim, entrei pela entrada das traseiras.

Ninguém sabe que estamos aqui. Queres ver?

Escondi câmaras por todo o telhado. Vejam só.

És tu.

Os que trabalham para a CIA não sabem onde são as prisões secretas.

E tu sabes?

Rastreei pagamentos de obras

numa prisão exposta no estrangeiro, num labirinto de empresas de fachada.

Uma dessas fachadas estava ligada a uma LLC

que não tem rendimento visível, mas conseguiu comprar

o edifício em frente. Logo…

Vi num mapa e reparem nisto.

Por baixo, há um túnel de vapor que passa pela Rua das Embaixadas.

Tem de haver um centro de espionagem da CIA ilegal, certo?

Então, comprei este estúdio, barato e por baixo da mesa, porque o edifício…

Está tecnicamente em ruínas.

O senhorio está no tribunal, precisa de dinheiro…

Instalei-me e comecei a observar. E, depois…

Vejo-os a trazer chapas de aço e equipamento de soldagem.

Presumo que fosse para jaulas, certo? Trancaram-vos em jaulas?

Sim.

Durante um tempo.

Eu sabia.

Vou expor isto tudo.

Vou ganhar o meu Pulitzer.

Preciso de depoimentos.

Não.

Mas salvei-vos.

Esquece que nos conheceste. Não consegues lidar com a dimensão disto.

O meu artigo…

Já morreram pessoas. Não queres ser o próximo.

Certo. O que fazemos agora?

"Fazemos"? Pensei que ias aguentar até teres a pensão.

Fui drogada e levada para 240 quilómetros da minha casa.

Estou metida nisto.

Os transportes públicos são arriscados com a CIA à procura.

A minha irmã estava no comboio.

O carro dela deve estar na garagem. Vivia aqui perto.

Já devem ter saqueado tudo.

Tudo indica que é seguro ir. Estejam atentos.

- E tu? - Vou procurar o John Sampson.

O congressista? O que tem ele que ver com isto?

É o que vou descobrir.

- São pré-pagos? - Sim. Estás à vontade.

Memorizei os números. Envio o meu por mensagem.

- Liguem-me quando tiverem o carro. - O que queres que faça?

Procura outro sítio para viver.

Caramba.

Avance.

- O representante Sampson está hoje? - Sim, está. Quem é?

Um eleitor.

Lamento, senhor. A agenda dele está cheia. Posso ficar com o seu nome?

- Posso deixar-lhe um recado? - Claro.

Vi uma mulher morrer com o seu nome nos lábios.

Major Jack-nada-Reacher Exército dos EUA, Reformado.

Estarei nas rulotes de comida junto ao National Mall.

Alguém andou à procura da pen.

O teu sobrinho?

Gostava que me ligasse de volta. Começo a preocupar-me.

É universitário.

Eu ficava dias sem devolver a chamada da minha mãe.

A garagem é ali. Vou buscar as chaves.

Não estão aqui.

Esquece as chaves.

E o carro?

Não sei.

O crachá do Pentágono da Anna está aqui.

Debaixo de cartas.

Correio antigo. Como se não o usasse há semanas.

A tua irmã deve ter saído à pressa. Nem acabou a refeição.

Foda-se!

Ainda está quente.

- Obrigado. - Estou só a retribuir o favor.

Major Reacher. Não se levante.

Sou a Elspeth Sampson, a mulher do congressista.

O nosso chefe de segurança, o Springfield.

Boa jogada, deixou o nome completo e posto,

para investigarmos e sabermos com quem lidamos.

Senão, podíamos nem vir.

Disse que era um eleitor do John,

mas não tem morada na Carolina do Norte.

Ou em lado nenhum.

Não tenho.

Servi na Carolina do Norte três vezes. Achei que dava.

Percebo. E porque escolheu encontrar-se aqui?

Não comia desde ontem.

Porque não?

Porque fui drogado e raptado pela CIA.

Então, acabe de comer.

A maioria dos escândalos envolve algo que a esposa desconhece.

Enviá-la é uma declaração.

O John não me enviou.

Eu queria ver se valia o tempo dele

ou se era uma tentativa patética de chantagem.

Não quero nada do seu marido, exceto a verdade.

Vi uma funcionária do Pentágono a suicidar-se.

Com "o nome do John nos lábios"?

Praticamente.

"Praticamente" não chega.

Porque acha que o meu marido tem algo que ver?

Respeitosamente, são assuntos que ele não partilharia consigo.

É improvável que saiba a resposta.

Eu e o John não temos segredos.

Talvez.

Hotel. A alguns quarteirões daqui.

O congressista discursa num jantar esta noite.

Está na suite a preparar-se.

Está à sua espera.

Tem cinco minutos com ele, nem mais um segundo.

Pode dar-me boleia?

Podia.

Isso deve segurá-lo.

Eu fico com a Glock.

Precisas de uma arma. A tua irmã tem armas em casa?

Há a tal…

… mas ela…

Certo. Desculpa.

Se fosse a CIA, ligariam para o telemóvel dele.

Atende. Finge que és a Anna.

Estou?

É ela.

Ele não está.

Não sei. Se tiver notícias dele, digo-lhe.

Tenho mesmo de ir. Estou ocupada.

Obrigada por ligar.

Era um dos treinadores de basebol do Ben.

Ele não foi aos treinos.

Snap.

Entre, Reacher. Temos de falar.

Crackle. Pop.

Sente-se.

Não, obrigado. Onde está o Sampson?

Está em sarilhos.

Contou-nos que a Anna Merrick não disse nada no metro.

E não disse.

Não foi o que escreveu no bilhete que enviou ao congressista.

Mentiu aos investigadores federais. Isso dá prisão.

- A mim não. - Porque não?

Não se identificaram. Podiam ser uns quaisquer.

Se nos identificássemos, teria dito a verdade?

Claro.

Então, ela disse o nome do John Sampson?

Não.

- Então, onde o ouviu? - Foi a CIA.

- Quando falou com a CIA? - Quando me raptaram.

Porque iria a CIA raptá-lo?

Acham que sei algo.

E sabe?

Sei que têm uma prisão secreta ilegal

num edifício antigo na Hopkins com a P.

Podem confirmar.

A CIA sabe muito mais sobre isto do que eu.

Perguntem-lhes.

Quer um conselho?

Não.

Estava no sítio errado à hora errada e viu a coisa errada.

Aconteceu algo marado à sua frente.

Como ex-investigador, quer investigar,

porque os instintos dizem que há algo errado.

Mas não vai encerrar este caso.

Afaste-se.

Continua a meter o nariz onde não deve

e fica sem ele.

- Sim? - Tiveram problemas?

Nada que não resolvêssemos. E tu?

Igual. Preciso que me venham buscar.

Não podemos. O carro da Anna não está. O Docherty emitiu um alerta.

Os agentes federais podem estar a revistá-lo.

Talvez.

Mas reviraram a casa.

Podiam ter revistado também o carro.

Seria roubado?

- Que grande coincidência. - As coincidências são raras.

Então, sabemos que a Anna conduziu o carro até Filadélfia.

Depois, por algum motivo, saiu e apanhou o metro.

- Porque faria isso? - Não faço ideia.

Algo mais?

O Ben faltou ao treino de basebol.

Tem uma bolsa e sabe que, se fizer asneira, perde-a.

Seja qual for a aparência da mulher que conheceu,

não vai arriscar a bolsa por nenhuma rapariga.

Temos de voltar a Filadélfia e encontrá-lo.

Nada de transporte público.

Precisamos de carro.

Conheço alguém que nos empresta um.

Voltaste!

- Viram-te? - Vim pelas traseiras.

Ótimo. Dois tipos de fato num carro com matrícula do governo

pararam na prisão secreta.

Não seria da CIA com aquela matrícula. Mas não sei.

O FBI ou a NSA,

mas usam matrículas genéricas.

O meu palpite é que sejam da DCSA, talvez do DCIS.

Seja como for, arrombaram a porta. Entraram.

Não encontrarão nada porque a CIA fugiu

antes de chegarem.

Lá se vai o meu artigo. Está tudo vazio.

Como descobriram a prisão secreta?

- Eu disse-lhes. - Porquê?

Quero que a CIA se preocupe com algo além de nós.

- "Nós"? - Preciso da tua ajuda.

Sabia que ias voltar.

Preciso de outro descartável.

Podem ter apanhado o sinal quando falei com os agentes.

Podem estar a segui-lo.

Vou buscar as coisas.

E não te preocupes. Sou valioso.

Verás. Descubro tudo o que precisares.

Não te vais arrepender.

Quero o teu histórico completo para o meu artigo.

Vejo que és ex-militar pelo teu comportamento

e pelas perguntas diretas e respostas limitadas.

Faz-me pensar que és uma espécie de investigador.

Raios!

Achas que nos dirão alguma coisa?

Tenho um distintivo. O Reacher parece os seguranças que lhe batiam.

E tu és um tio preocupado com o amigo deles. Há de tudo.

Vão falar.

Esperem, a Sra. Merrick morreu?

Como?

Suicídio.

Alguém teve notícias do Ben?

Seja o que for, não o estão a denunciar. Não estão a ser maus amigos.

Ele pode estar em perigo.

Continua com aquela miúda.

Tens a certeza?

Não, mas é jeitosa. Também faltaria aos treinos por ela.

Cala-te, porra! Está bem?

Isto é sério.

O Ben não faltaria ao treino a menos que algo se passasse.

- Para. - Tenho de ir para a aula.

- Sabes algo. - Não sei.

Sai do meu carro! Porra!

- Tem calma! - Ele sabe algo.

- Calma! - Larga-me!

- Porra! - Calma.

- Queremos encontrá-lo. - Vai-te foder!

Não fales assim comigo!

Sou a única coisa entre ti e o Touro Branco!

Por isso, respira e diz-me o teu nome.

- Colin. - Está bem, Colin.

Sabes onde o Ben está?

Vá lá, por favor. A mãe do Ben morreu.

Também lhe pode ter acontecido algo de mal.

Está bem.

- Mas não à frente dela. - Porquê?

Vai dar uma volta.

Está bem. Estarei no carro.

Está bem. Fala.

Certo. Não sei onde está o Ben,

mas conhecia a rapariga com quem saiu.

É modelo do OnlyFans.

O que é o "OnlyFans"?

Espera, é a sério?

É tipo um site pornográfico para trabalhadores independentes.

Podes falar com raparigas e pagar-lhes por coisas.

Então, pagaste-lhe para fazer atos sexuais online?

- Não. - Então?

Vídeos especiais dos…

Dos pés dela.

Como sabes que é a mesma rapariga?

Fiz transmissões ao vivo, falei com ela,

comprei-lhe meias e assim.

- Porque lhe comprarias meias? - Está bem!

Reconheceste-a, certo?

Sim. Mal entrou no bar e começou a falar com o Ben.

Está bem… Envia-me a página do OnlyFans dela.

Agora.

Ouçam, eu calei-me

porque não queria que soubessem o que faço online.

- É embaraçoso. - Sim.

O que descobriram?

Que a sociedade está uma merda.

POLÍCIA 40.º DISTRITO

Cá está ela. Nem atende enquanto a protejo.

E manda-me trabalho para fazer.

Agora não. Foi um dia longo. Descobriste algo sobre a miúda ou não?

Sim. O nome real é Mary Ellen Daniels. Online, chama-se "Cheirellen Degenerada".

Vídeos de pés.

As fotos porcas são só um biscate.

Também põe a mão na massa. Apanhada duas vezes por prostituição.

Uma rapariga de luxo. Cinco mil por hora.

O Ben não pode pagar isso. E não o faria, mesmo se pudesse.

Tem uma morada?

Os agentes tiraram-nos o caso de suicídio, Green.

Trabalhas comigo, não com o delegado e com o vagabundo.

Uma desaparecida na nossa jurisdição.

Faço o meu trabalho. Dá-me a porra da morada.

Sra. Daniels?

Polícia de Filadélfia!

Circunstâncias de força maior?

Sim.

Céus!

Quem fez isto não era amador.

Estes cortes foram feitos para maximizar a dor e o sofrimento, mantendo-a viva.

Não tinham pressa.

O corte mortal foi o último.

Então, divertiram-se.

Quem veio atrás de mim e da Lila percebia de facas.

Podem ter sido eles.

O médico-legista tem de ver a faca que o tipo que me atacou usou.

Ver se corresponde a estas feridas.

Está bem. Onde está?

Num depósito de carvão na cave da Biblioteca Pública de Filadélfia.

Ao lado do corpo.

Disseste que fugiram os dois.

- Menti. - Não gosto disso.

Trabalhamos juntos. Devias ter-me dito ontem.

Ontem, não precisavas de saber. Agora, sim.

E foi legítima defesa.

Vou reportar pela linha anónima.

Podem comparar as impressões dele com as daqui.

Foi mesmo legítima defesa?

Tal como foi quando matei os tipos da CIA e te salvei.

Estás bem?

Eu… cresci numa vila pequena.

Gostava daquilo.

O ritmo.

As pessoas.

E tornei-me polícia como o meu pai…

… para proteger aquela vila.

Mas, sinceramente, usar um distintivo em Mayfield

não exige muito.

Separar adolescentes que bebem atrás do liceu.

Deixá-los lançar pequenos foguetes no Quatro de Julho,

mas tirar-lhes os fogos de artifício.

Nunca tive de sacar da arma,

muito menos ver algo parecido àquilo.

Não há vergonha nisso.

Deixamos-te algures

e ligas a um amigo para te levar para Jersey.

Quem esquartejou a rapariga tem o meu sobrinho.

Até me pode custar a vida. Vou trazê-lo de volta.

E vou descobrir o que levou a minha irmã a fazer o que fez.

Depois, descubro quem fez isto…

… e faço-os pagar.

Então, estamos em sintonia.

Alguns podem pensar que o sobrinho dele fez isto.

Conhece uma mulher.

Vai para casa com ela. Ela não quer ir até ao fim.

Diz que tem uma pila pequena.

Ele fica chateado. E esfaqueia-a.

Corre, liga à mamã e confessa.

Ela não aguenta saber que o filho é um assassino e suicida-se.

Nesta teoria, a Anna Merrick recebe uma chamada do Ben a confessar.

Pega na arma, veste um casaco quente no verão,

conduz para longe, estaciona, entra no metro

e dá um tiro na cabeça.

Na mesma noite, contrabandeava documentos confidenciais do Pentágono?

Concordo. Só estou a dizer que tenho de reportar.

E o Ben foi o último a vê-la.

Mas, se ainda estiver vivo, e espero que sim,

está metido em sarilhos.

Nem sequer sabemos por onde começar a procurá-lo.

Não sabemos o que se passa aqui, pois não?

Vou falar com o Sampson.

Lixaram-te da última vez.

Porque achas que desta vez será diferente?

Desta vez, sei onde estará.

E sei como ter toda a sua atenção.

Merda!

Então, a nossa mãe está no meio dos estilhaços do seu candeeiro antigo

e a bola nova está mesmo ao lado.

Eu e os meus irmãos estamos calados.

Por isso, ela senta-nos. Conta-nos a história de George Washington.

Não posso mentir.

Sim, cortei a cerejeira com o meu machado.

Quando ela acaba, diz: "Muito bem, qual é a lição?"

E o meu irmão Beau interrompe e diz:

"Uma criança com um machado

pode deitar abaixo uma ou duas árvores."

A mamã não achou tão engraçado. Tirou-nos a bola durante um mês.

Mas foi nesse dia

que aprendi que podemos ser demasiado espertos para o nosso próprio bem.

É melhor dizermos a verdade e aceitarmos as consequências.

Podemos ser castigados…

… mas, depois, podemos jogar basebol com os irmãos.

- Obrigada. - Temos de ir.

Obrigado. Foi um grande evento. Agradecemos.

Com licença.

O que acha de o governador de Rhode Island ser candidato?

Quantos mais, melhor.

Congressista Sampson. Jack Reacher. Agora é boa altura para a nossa reunião?

- Não desiste, pois não? - Está tudo bem.

Tenho uma segunda mulher morta para discutir consigo.

Fazemos isto em privado ou quer fazê-lo aqui com a imprensa?

Jack, é bom voltar a ver-te.

Pessoal, se nos dão licença,

o Major Reacher é um herói militar e um velho amigo.

Temos de conversar em privado.

Obrigado a todos por terem vindo. Vamos?

Já chega, pessoal. Obrigado. Boa noite.

Obrigada.

Tem cinco minutos, Sr. Reacher.

Só Reacher.

Já está a perder tempo. Vá direto ao assunto.

Uma prostituta vista com o filho da Anna Merrick foi assassinada.

Encontrámos o corpo há umas horas.

A prostituição é perigosa. Talvez o homicídio seja coincidência.

As coincidências são raras.

Mal vi o seu registo militar,

disse àqueles federais que seria um homem difícil de assustar.

E raios me partam se não andam todos às aranhas.

Já descobriu mais do que eles.

Quem são eles?

Não posso dizer.

Porque está a CIA envolvida?

Não sei. Não tenho nada que ver.

Dir-me-ia se tivesse?

Provavelmente, não. Mas não fingiria não saber.

Não tenho tempo para tretas.

Conhecia a Anna Merrick?

Nunca ouvi falar dela até ontem de manhã,

quando os federais me ligaram a dizer que podia estar envolvida

numa pequena violação de dados.

Ela disse mesmo o nome do meu marido antes de morrer,

ou soube pela CIA, como disse aos investigadores?

Nenhum dos dois.

Então, é mentiroso.

Às vezes.

Quem disse o meu nome?

Disseram que os dados da Anna

estavam ligados a uma missão Delta que fez na Indonésia nos anos 90.

A Anna Merrick trabalhava para o Comando dos Recursos Humanos.

A informação específica da missão Delta está escondida

onde um funcionário do CRH não a poderia obter, mesmo que quisesse.

A Anna Merrick só podia ter tido acesso a pormenores gerais.

Datas, unidades e assim.

Isso bastava à pessoa que me deu o seu nome

para provar o que está a tentar provar. - Que é?

Algo de natureza delicada.

A minha esposa é mais forte que nós os dois juntos.

Logo, seja o que for, diga.

Datas e unidades chegam para provar que estava lá

na conceção da minha fonte.

É disso que se trata? Acha que tive um caso?

Que há uma criança por aí à procura do papá?

Posso garantir-lhe que,

quando estava lá, a minha pólvora não era a única coisa que estava seca.

Se só precisa do meu ADN para nos deixar em paz…

Aqui tem.

Faça o teste. Verá que não fiz filhos na Indonésia.

Não será necessário.

Acredito em si.

Só tinha de me olhar nos olhos e perguntar.

Mas já tinha começado a suspeitar

que havia mais do que o que lhe tinham dito.

Não imagino a CIA tão envolvida num escândalo sexual político doméstico

para raptarem três cidadãos americanos em solo americano.

Dois são polícias.

Eu também não.

Elegemos presidentes depois de escândalos sexuais.

As pessoas já não se importam muito com isso.

A CIA parece importar-se.

O seu envolvimento também me incomoda.

Os meus amigos que não se identificaram estão a investigar.

Percebe que não lhe posso dar pormenores das minhas missões Delta.

Mas posso garantir-lhe

que eu e os meus homens não cometemos crimes.

Ele está na ribalta política há tempo suficiente.

Se houvesse algo para encontrar,

um jornalista investigador já o teria feito.

Seja como for, Sra. Sampson,

a Anna Merrick não se matou por nada.

Nunca ninguém o faz.

Mas não teve nada que ver comigo.

Sugiro que se afaste.

As autoridades resolvem.

Não posso fazê-lo.

Porque não se afasta?

Muita gente me tem perguntado isso.

Tenho razões para tal.

Como queira.

Resumindo, sabemos tanto quanto você.

Muito bem.

Para que conste, Reacher, esperamos que o rapaz Merrick esteja bem

e lamentamos saber

que a mãe se sentiu obrigada a suicidar-se.

Não podemos fazer mais nada.

E temos de ir para Baltimore.

Angariação de fundos de manhã cedo e já é tarde. Dá-nos licença?

Minha senhora.

Então, como correu?

- O Sampson não está por trás disto. - Então, quem?

Ele está aqui.

Temos de falar em privado ao chegarmos ao próximo local.

Quem está a falar com o Sampson?

Nolan Cahill. Chefe de Gabinete do Sampson.

O que foi?

Lembras-te da quarta testemunha

do suicídio da Anna?

É ele.

Legendas: Lúcia Fonseca

Supervisão Criativa Hernani Miguel da Rocha Azenha

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