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Temos de come�ar a nossa hist�ria, infelizmente, com uma cadeira vazia.
Se n�o estivesse vazia, n�o ter�amos hist�ria.
Mas est�, e temos, e est� na hora de a contar.
AMA McPHEE
Esta � a hist�ria da minha fam�lia,
dos meus sete filhos, que s�o todos muito inteligentes,
mas todos muito, muito, muito malandros.
Esta � a Ama Whetstone,
a 17� ama que contratei para cuidar dos meus filhos.
Era a ama mais r�gida, mais severa
e mais destemida do mundo.
Quando fui trabalhar, nessa manh�, na funer�ria local,
estava confiante de que n�o havia nada, absolutamente nada
que os meus filhos pudessem fazer para a aborrecer.
Eles comeram a beb�!
Excepto aquilo.
- Depressa! Ele vem a�! - Escondam-se!
- Calem-se! - Parem!
Meninos, onde est� a Aggy?
Olha para ti.
Est�s cheia de couve.
E cheia de molho.
Como pretendiam, a Ama Whetstone demitiu-se do cargo.
Irei � ag�ncia, esta tarde, e contratarei uma nova ama.
E n�o a espantar�o, como fizeram com esta e a suas antecessoras.
Pap�.
N�o me apanham. Isto mostrou-lhes quem manda.
Tr�s dias, oito horas e 47 minutos.
Isso despachou-a...
...23 horas e 13 minutos mais depressa que a anterior.
Penso que o factor decisivo foi comermos a beb�. Bom trabalho, Eric.
Sr. Brown, sente-se bem?
Estou muit�ssimo bem.
Evangeline, pode informar a cozinheira
de que a nova ama teve de partir
e de que vou � ag�ncia arranjar uma nova?
�ptimo. Vou s�...
AMAS DISTINTAS
- Sra. Partridge? - Estamos fechados.
- Houve um pequeno percal�o. - N�o estamos c�.
- Por favor, deixe-me entrar... - V�-se embora.
Eles n�o comeram a beb�. Era frango.
N�o h� mais amas! J� as levou todas.
A pessoa que lhe conv�m � a Ama McPhee.
� a senhora, Sra. Partridge?
A pessoa que lhe conv�m � a Ama McPhee.
Preciso que comece imediatamente. Estou atrasado para um baile.
A Ama McPhee n�o consta nos nossos registos.
A Ama McPhee n�o consta nos registos de ningu�m.
A Ama Whetstone foi-se.
Que grande surpresa. Despacha-te com as batatas.
Sr. Brown foi � ag�ncia. Eu disse-lhe que as crian�as ficam bem connosco.
N�o ficam bem comigo.
N�o quero aqueles patifes na minha cozinha.
Tenho isso por escrito. Por escrito!
� a �ltima gota de �gua!
N�o h� mais amas.
Nenhuma. � o fim, acabou-se.
Tive de cancelar o meu compromisso, e isso causar� problemas.
- Disse-lhes para n�o o fazerem. - A culpa n�o � minha.
Parecem decididos a aborrecer-me...
N�o fa�as isso, querida, por favor. Est� dorido.
Por isso, agora, vou aborrec�-los a voc�s.
Devem... ir para a cama imediatamente.
Antes do jantar?
Sem jantar.
Ele disse sem jantar?
Esquece isso.
N�o h� mais amas.
Coitado dele... e coitados deles.
Coitados deles, o tanas!
S�o os piores, os mais malvados, os mais horr�veis...
H�-de nevar em Agosto, antes de esta fam�lia se endireitar.
"Cara Ama Whetstone, lamento imenso. Os meus filhos..."
Os meus filhos.
Eric! Eric, esse ursinho � meu!
Eric, p�ra com isso!
Meninos!
Sil�ncio!
Est�o a dar cabo do ju�zo ao vosso pai. Parem.
Lily, que palavra � esta?
Carinhosamente. "Ele pegou-lhe na m�o carinhosamente."
Sobre o que � o livro, Evangeline?
� sobre a filha de um homem bom que volta a casar depois de a mulher morrer
e a madrasta � horr�vel para ela.
Por que n�o a impede ele de ser horr�vel?
Os pais ficam todos maus, quando as mulheres morrem. Deixam de se ralar.
Simon. O vosso pai rala-se.
N�o rala nada.
L� para a Chrissie ou joga cr�quete connosco, como costumava?
J� nem canta can��es de embalar para a Aggy. Quase n�o o vemos.
Ele adora-vos, Simon. Sabes disso.
Tem tido muito em que pensar, desde...
Desde que a m�e morreu.
Voc�s eram muito amigos.
J� n�o. Ele s� se preocupa em arranjar uma nova esposa.
Bom... n�o sei se isso � verdade,
mas talvez fosse bom terem uma nova m�e.
N�o percebes nada do mundo?
A mulher com quem ele casar ser� m� e tratar-nos-� como escravos.
- N�o sabes disso. - H� muitas provas disso.
N�o h� a� uma �nica madrasta que seja minimamente decente.
S�o uma ra�a m�. Seja como for, quem gosta dos filhos dos outros?
Eu gosto de voc�s.
Sim, mas �s uma criada. �s paga para gostares de n�s.
Isso n�o conta.
Tenho trabalho para fazer.
Estou esfomeado, Evangeline.
Podias trazer-me uma torrada com compota �s escondidas?
Est� bem, esquece a compota. Traz apenas a torrada.
Quer que ajeite a almofada da cadeira da Sra. Brown?
Sei que, �s vezes, gosta de a ajeitar o senhor.
N�o faz mal. Fa�a isso, Evangeline.
Posso fazer uma torrada para o menino Sebastian?
Sim... N�o, nem pensar.
Podia faz�-la �s escondidas.
N�o, eles iam ouvi-lo, e estar�amos feitos.
N�o comem nada.
Certo, Sr. Brown.
A pessoa que lhe conv�m � a Ama McPhee.
Ama McPhee.
Nada de jantar.
Disciplina. Assim est� melhor.
Ou�am l�, suas pestes!
N�o podem entrar nesta cozinha, nem agora, nem nunca.
Tenho isso por escrito.
Bom, querida, a ag�ncia fechou as portas.
O que hei-de fazer? A tia Adelaide diz...
Os teus filhos est�o descontrolados, Cedric.
E h� aquilo que ela disse sobre eles precisarem de uma influ�ncia feminina.
Vai cortar a mesada,
a menos que eu volte a casar e lhes d� uma nova m�e em menos de um m�s.
Um m�s. � insuport�vel. Mas tive de prometer.
Lembras-te de termos falado do que aconteceria sem o dinheiro dela?
O banco ficar� com a casa.
Serei preso por causa das d�vidas, os mais velhos ter�o de trabalhar.
S� Deus sabe o que acontecer� � pequena Chrissie.
Quanto � Aggy...
...� inimagin�vel.
Onde est�o voc�s? Seus fedelhos choramingas!
Estou preparada para voc�s. E sou dura!
Isto � divertido!
Apanh�mos a cozinheira!
A pessoa que lhe conv�m � a Ama McPhee.
Eric, n�o est�s a fazer outra bomba, pois n�o?
McPhee...
- Eles est�o na cozinha. - N�o! Levou-os para comer torradas!
N�o fiz tal coisa. Mandou-os para a cama sem jantar. Foi isso.
N�o diga...
- Eu... - Por que n�o vai...?
- Eu vou. - N�o, � melhor eu...
- N�o, eu... - Voc�... Eu...
- Ent�o, vou-me embora. - Sim, v�... Eu vou...
Boa noite, Sr. Brown. Sou a Ama McPhee.
�... Claro.
Santo Deus. A ag�ncia deve...
N�o perten�o a qualquer ag�ncia, Sr. Brown. Sou uma ama do Governo.
Uma ama do Governo? Que...
...invulgar.
Posso entrar?
Sim, por quem �, entre.
Sei que tem filhos extremamente malcomportados.
N�o.
Santo Deus, que ideia.
Brincalh�es.
Quais s�o as suas principais preocupa��es?
Preocupa��es?
Eles v�o para a cama quando os mandam?
Bom, n�o, nem... N�o.
- Levantam-se quando os mandam? - Bom... n�o propriamente.
- Vestem-se quando os mandam? - Boa pergunta.
- Dizem "por favor" e "obrigado"? - Em que contexto?
J� chega para come�ar.
Os seus filhos precisam de mim.
Vou ver se est� tudo em ordem antes de a apresentar.
Eu apresento-me.
Por favor, Sr. Brown, volte para o seu jornal.
Vejam.
A porta est� aberta, e n�o est� l� ningu�m.
Estou aqui.
Sou a Ama McPhee.
Algu�m falou?
- N�o ouvi nada. - Porque n�o est� l� ningu�m.
Ent�o, prestem aten��o e tentem ouvir isto.
V�o parar com o que est�o a fazer, v�o arrumar a cozinha
e v�o subir para irem dormir.
- Ouviram o que eu disse? - Acabo de ter uma ideia.
Por que n�o ficamos a brincar na cozinha a noite inteira?
Sim, sim!
- Excelente ideia. - Tomates!
Salta!
Ama do Governo?
O que fez ela?
- Ela fez-nos alguma coisa! - Entraram para a panela!
N�o consigo parar!
Ela bateu com a bengala!
Vou vomitar!
- Deve ser magia! - O que est� a acontecer?
- Por favor, Simon, vamos parar. - Temos de parar.
Vamos parar!
- Ent�o, parem, se quiserem! - N�o conseguimos!
A culpa � dela!
Come�ou quando ela bateu com a bengala!
N�o consigo parar!
Abranda!
Simon!
V� l�, quem quer que seja. Paremos com isto e vamos para a cama.
- Diz "por favor" . - Nunca digo "por favor" .
Muito bem.
Por favor!
- N�o toque na Aggy! - Espere!
Diz!
Diz, Simon, porque isto vai explodir!
- A Aggy vai para a panela! - P�e-na onde estava, Chrissie!
Por amor de Deus! Ent�o, por favor!
Tira-me a Aggy!
Por favor, Ama McPhee.
Chrissie, n�o!
- Diz! - Levem a Aggy!
- N�o, Lily! - Diz!
Simon!
N�o consigo parar!
Por favor, Ama McPhee.
Vou saltar!
Tarde de mais!
Caramba!
Para a cama, se fazem favor.
Boa noite, Sra. Blatherwick. Boa noite, Evangeline.
Boa noite, Ama McPhee.
Quando o Sr. Brown disse que n�o jantavam,
pensei que viessem a correr para c�.
Est�o muito calados.
N�o te apoquentes. N�o se atrevem a entrar nesta cozinha.
Tenho isso por escrito.
Tem cuidado, Aggy.
� a roca da mam�. � a �nica coisa dela que temos.
- Que raio est�s a fazer? - Preparo-me para ir dormir.
Foi o que nos mandou fazer.
Desde quando fazemos o que nos mandam?
Desde que quase fervemos a Aggy.
Posso recordar-vos uma coisa? Livr�mo-nos das �ltimas 17 amas.
Vamos livrar-nos desta tamb�m.
Muito bem! Arma-te em valente, ent�o!
Sim, bom, quase fui pelos ares. Seja como for, eu...
Deve sentir-se em desvantagem, Ama McPhee.
Em que sentido?
Sabemos o seu nome, mas n�o sabe os nossos.
Prazer em conhec�-la. Sou o Oglington Peidola.
Como est�?
� P-E-I-D-O. Peidola.
Ranhoca Rabo-de-Cavalo.
Cuecas O'Queque.
Sandra.
Rabo.
O Rabo sou eu!
Mamas.
Rabo.
N�o podes ser Rabo, Aggy. O Rabo � o Sebastian. Tu �s a Coc�.
Coc� Rabo.
N�o podes ser Coc� e Rabo.
Boa noite, Agatha.
Boa noite, Sebastian.
Boa noite, Tora.
Boa noite, Christianna.
Boa noite, Lily.
Boa noite, Eric.
Boa noite, Simon.
T�m de perceber uma coisa em rela��o ao meu m�todo de trabalho.
Quando precisam de mim, mas n�o me querem, tenho de ficar.
Quando me querem, mas j� n�o precisam de mim, tenho de ir.
� bastante triste, na verdade, mas � assim mesmo.
Nunca a quereremos.
Ent�o, nunca me irei embora.
Boa noite, meninos.
Como sabia os nossos nomes? Nunca ningu�m sabe os nossos nomes.
- Magia. - Bruxaria.
N�o importa. Livramo-nos dela amanh�.
O que �?
Eu bati � porta.
Claro. N�o apareceu de surpresa. Que ideia.
- As crian�as est�o deitadas e a dormir. - �ptimo. A s�rio?
- Santo Deus! - Vou para o meu quarto.
Boa noite, Sr. Brown.
N�o, espere.
O que... Como... Quais s�o as suas condi��es?
Os seus filhos precisam de cinco li��es.
A primeira li��o, irem para a cama quando os mandam, est� completa.
Quanto �s minhas condi��es, tiro folga aos domingos � tarde.
Boa noite.
Interessante.
Est� na hora de se levantarem.
T�m meia hora para se levantarem,
lavarem, vestirem, lavarem os dentes, fazerem as camas
e irem para o jardim apanhar ar fresco antes do pequeno-almo�o.
As aulas come�am �s nove... em ponto.
N�o sei quanto a voc�s, mas eu quero ficar na cama.
Sebastian, p�e o term�metro em �gua quente.
Chrissie, giz. Eric, l�pis de cor. Lily, pimenta.
Como sabes que ela n�o nos far� algo horr�vel?
J� percebi tudo.
Ela � hipnotista. Foi assim que nos obrigou a fazer aquelas coisas.
N�o olhem para ela, e n�o poder� hipnotizar-nos.
Bom dia, Sr. Brown.
Vou trabalhar cedo. Temos muito servi�o na funer�ria.
Um surto de gripe em Archway est� a levar muitos dos velhotes.
De qualquer modo, o que � mau para eles � bom para n�s.
Coitados.
Eu sei. Isso tamb�m, claro.
Estranho. Ela costuma dizer: "Tenha um bom dia",
ou "N�o se esque�a do casaco", se estiver frio na rua.
Muito estranho. Extremamente invulgar.
- Eu bati � porta. - Bateu? N�o ouvi.
Estava a falar com...
Deixe l�.
Penso que as crian�as v�o ficar na cama, hoje.
As crian�as? O dia inteiro? O que se passa?
Nada. Sei o que fazer. Por favor, deixe isso comigo.
Lidou muito bem com eles, ontem.
Se estiverem adoentados,
d�-lhes o que quiserem, gelado e geleia, e afins.
A minha falecida esposa, quando eles estavam doentes,
fazia-lhes todas as vontades, mesmo que n�o estivessem doentes.
Tratarei de lhes dar exactamente aquilo de que precisarem.
Excelente.
Bom, ent�o, vou trabalhar.
Ela vem a�!
Lembrem-se, n�o a olhem nos olhos.
Santo Deus.
N�o podemos levantar-nos. Estamos doentes.
Estamos contipados.
E com febe.
Achamos que pode ser sarampo.
Tenho sapampo.
Santo Deus!
Ent�o, claro est� que n�o podem levantar-se.
Lamento ter de lhes dizer que ter�o de ficar na cama.
N�o me sinto bem.
- Acho que tenho febre. - N�o sejas parva.
Simon, n�o consigo levantar-me.
- Deves ter olhado para ela. - N�o olhei.
Estive sempre debaixo das mantas. Tamb�m n�o consigo levantar-me.
- N�o consigo levantar-me! - Parece que estou colado.
Eu tamb�m.
Hipnose, �? L� se vai essa teoria.
Bom dia.
MIDGEWALLER E FILHOS
Bom dia, Sr. B.
Bom dia, Sr. Jowls, Sr. Wheen.
- Pens�mos que �amos apanh�-lo. - N�o, desta vez n�o.
- O baile foi bom, Sr. B? - Maravilhoso, imagino.
N�o, n�o cheguei a ir. Um desastre. Os mi�dos, sabem?
- Sabemos, pois. - J� o dissemos antes.
O seu neg�cio n�o deveria ser funerais.
Deveria ser baptizados.
Bom dia. D�-me licen�a um instante, sim?
Cedric, n�o vou estar com rodeios.
Os teus filhos est�o descontrolados.
Precisas de uma mulher, e os teus filhos precisam de uma m�e.
Se n�o voltares a casar at� ao fim do m�s, ser�o tomadas medidas.
C�us!
Como � a sua mulher?
Esque�a. Falta menos de um m�s. N�o h� nada a fazer.
Ter� de ser aquela mulher... a horrorosa.
Sr. Jowls, lembra-se daquela... senhora entusi�stica?
Sra. Swiftly, era? Ou era Sra. Thadius qualquer coisa, o ano passado?
- Sra. Thadius Quickly? - N�o!
"Sr. Brown, � um santo."
"Tem um maravilhoso ar de bondade."
O que eu n�o daria por um homem como o senhor, num momento dif�cil.
- Essa? - Sim, essa.
Enterr�mos o Sr. Quickly no Outono passado. Pobre diabo.
- Ficou contente por partir. - Era o terceiro marido dela.
Por acaso, n�o sabem se ela...
...voltou a casar? Houve um n�mero quatro?
Sr. Brown, n�o est� a pensar no que penso que est� a pensar?
Santo Deus, n�o!
N�o. Que ideia.
O que � isso?
Rem�dio para o sarampo, para tomar de hora a hora.
Na verdade, n�o sei se � sarampo.
Como poderia ser outra coisa?
Os rostos p�lidos como giz, as manchas vermelhas,
as febres de 49 graus.
J� vi isto muitas vezes. Sarampo.
Sem d�vida.
- Abre. - Simon, n�o!
N�o vou tomar isso.
Ent�o, n�o vais melhorar.
Acredita.
Est� a mexer-se!
Abre bem.
Mais.
Simon, cospe isso.
Ter�s de engolir, mais cedo ou mais tarde, por isso, despacha-te.
Muito bem. Quem � o pr�ximo?
"Pegou-lhe carinhosamente..."
"Pegou-lhe carinhosamente na... m�o."
Ama McPhee, assustou-me.
N�o fez barulho.
Estava a praticar a leitura. A Lily est� a ensinar-me a ler.
Isso � bom.
Eles s�o todos bons... no fundo.
- � um dos seus preferidos? - N�o sei.
Ainda n�o o acabei.
- A madrasta � horrorosa, n�o �? - Sem d�vida.
� pena que as hist�rias n�o sejam sobre pessoas reais.
Esta parece uma camponesa, mas sou capaz de apostar
que ele descobrir� que, afinal, ela � uma senhora educada.
E, depois, ele apaixona-se por ela.
Tem de o ler e descobrir.
Ele n�o a amaria, se ela n�o soubesse ler.
Acharia que ela era est�pida,
sem valor e indigna dele.
Batatas salteadas para o almo�o, carne cozida, tarte de ma�� e leite-creme.
Penso que as crian�as v�o precisar de algo um pouco mais...
...austero, hoje.
"Aus" qu�?
As crian�as n�o est�o bem, Sra. Blatherwick.
C�us! Isso significa geleia, gelado e cordiais de framboesa.
� melhor p�r m�os � obra.
Evangeline!
Onde est� aquela in�til?
H�-de nevar em Agosto, quando ela estiver onde � precisa.
Acalme-se, Sra. Blatherwick. Hoje, sou eu que estou ao comando.
Soube que esteve nas for�as armadas.
Estive, sim. Cozinhei num campo de treino em Gloucestershire.
Mantive os rapazes fortes.
Estou certa de que sim. Talvez pudesse fazer um caldo para as crian�as.
Deve ser especialista.
Um caldo de batata com casca?
Deixava-os furiosos, mas mantinha-os fortes.
Tem cascas de batata suficientes?
Estas servem. S�o de ontem.
Um pouco de cartilagem para dar sabor. Vai ficar uma del�cia!
Toca a comer. Um pesco�o de peru faz bem � sa�de.
Vai voltar a fazer-te crescer p�los no peito.
Cheirem. � o cheiro que forjou este imp�rio.
Esse fedor � o fedor dos conquistadores.
Muito bem, homens. � vontade.
Est�o a fazer-nos passar fome.
Quanto tempo demoraremos a morrer?
SALA DE REGISTOS
Quickly...
Sra. Selma Quickly.
Ficaram na cama o dia inteiro, seus pregui�osos?
Evangeline.
Estiveram a fazer sarampo, n�o foi?
A situa��o � simples, Evangeline.
A ama, que, na minha opini�o, � uma bruxa,
fez-nos ficar doentes e deu-nos a comer sapos cozidos.
A Ama McPhee n�o � uma bruxa. � uma maldade dizeres isso.
Estou certa de que ela sabia o que fazia.
- Deve ter prepara��o. - Sim, mas prepara��o de qu�?
Estou incrivelmente esfomeado, Evangeline.
Por favor, podes trazer-nos algo decente para comermos?
Disseste "por favor"?
Por favor, Evangeline!
Bom, meninos, soube que ficaram na cama o dia inteiro,
mas que j� est�o melhores.
A culpa n�o foi nossa.
Com certeza, n�o foi culpa de ningu�m. N�o t�m culpa de ficar doentes.
Mas j� est�o melhores.
Pap�?
Agora que estamos melhores, podemos levantar-nos?
Podemos levantar-nos, por favor?
Claro que podem.
Leia para n�s.
Eu... tenho cartas para escrever.
Leio amanh�. Boa noite, meus queridos.
Evangeline,
pe�a � cozinheira para fazer ovos mexidos com torradas para as crian�as.
Com certeza, gostariam de jantar, agora que se sentem melhor.
Eu mesma farei isso, Ama McPhee.
Ela n�o tinha dois altos daqueles?
A palavra � "verruga".
Tradicionalmente associadas �s bruxas, por coincid�ncia.
Uma delas desapareceu.
Eu bati � porta.
Claro que bateu.
A segunda li��o, levantarem-se quando os mandam, est� completa.
Claro. Obrigado.
Boa noite, Sr. Brown.
- Ama McPhee... - Sim, Sr. Brown?
N�o tinha duas...?
Esque�a. � imagina��o minha.
Chegou um telegrama, Sr. Brown.
Meu... Meu Deus!
Ama McPhee.
�ptimo. Tenho uma coisa a anunciar.
Sim...
A vossa tia-av� Adelaide vem tomar ch�, hoje.
- N�o! - A tia Adelaide � m� e perversa.
� cega como um morcego. E estamos a convalescer!
Basta! N�o quero que falem mal dela. � ela que paga a renda.
- Ela assusta-me. - S� vem tomar um ch�.
V�o vestir as roupas melhores,
e a Ama McPhee vai manter-vos alinhados.
Farei o meu melhor, tendo em conta que hoje � domingo
e que estarei de folga, esta tarde.
De folga?
Estar� de folga quando...?
N�o pode tirar folga. Preciso de si. Eles precisam de si.
Sairei ao meio-dia.
Depois disso, as crian�as far�o o que lhes mandarem. N�o far�o?
Ouve isto, querida. A tia Adelaide diz:
"Irei com a inten��o expressa
de aliviar o teu fardo financeiro."
Talvez tenha reconsiderado a obriga��o de eu me casar.
Talvez n�o tenha de o fazer.
Detesto as minhas roupas melhores. Fazem comich�o.
Prometemos, n�o h� nada a fazer.
A Tora tem raz�o. Dever�amos fazer o que nos mandam.
Mandaram-nos vestir as roupas melhores. Muito bem.
Bom, vou vestir as minhas melhores roupas... ao porco.
Simon, n�o!
- Sim, o porco! - Por favor, n�o fa�as isso!
- Tia Adelaide, bem-vinda. - Onde est�s?
- Estou aqui. - N�o venhas para cima de mim.
Est�s com ar de tono. Onde est� o meu ch�? Preciso de ch�.
Claro. Por aqui.
Cheiro a mofo.
N�o. Pelo menos, n�o se nota.
Mofo na casa. Da� a tua tez p�lida.
Bonito chap�u.
Presente da Duquesa de Kent. Tem bom gosto.
Sempre detestei esta sala.
- Leite? - Claro que n�o.
� sujo. Muito pouco saud�vel.
- A��car? - Seis, por favor.
N�o vou estar com rodeios. Tens demasiados filhos.
- Isso. - N�o interrompas.
A tua mulher, a minha sobrinha tonta, n�o tinha o sentido das propor��es.
Por�m, conhe�o os meus deveres. Dei-lhe a minha palavra de que ajudaria.
E, como sabes, Cedric, a minha palavra � a minha lei.
Proponho ajudar-te ainda mais.
- Obrigado, tia Adelaide. - N�o interrompas. Senta-te.
A minha proposta � esta.
Vou aliviar-te de um dos teus filhos...
...e dar-lhe um lar junto de mim, na Mans�o Stitch.
Exigir� algum sacrif�cio da minha parte. Tenho no��o disso.
Mas, como o meu pai sempre disse: "O Dever, Adelaide, sempre o dever."
- N�o pode. N�o posso... - Agradecer-me o suficiente. Eu sei.
Deves sentir-te confuso com os benef�cios de tal plano.
A tua afortunada filha,
pois tem de ser uma rapariga, e n�o uma daquelas outras coisas,
ter� li��es particulares de Literatura, Hist�ria, Boas Maneiras
e, acima de tudo, Elocu��o.
Se h� coisa que n�o suporto � vogais comidas.
O que disse o pap�? Deve ter-lhe dito que nem pensar.
N�o disse nada.
Vem. Vamos procurar os outros.
Tenho de ser franco. Nem pensar em levar...
Calado. Estou habituada a assumir responsabilidades pelos erros alheios.
Onde est� a tua prole?
C� estamos.
- Era uma abelha. Uma grande abelha. - Santo Deus!
J� se foi. Que al�vio.
N�o est�s bem, Cedric.
Quanto mais depressa arranjares uma boa esposa, melhor.
Isto vai faz�-la desistir de levar uma de voc�s.
Fala, rapariga.
Que cara t�o infeliz.
Tantos p�los.
Talvez seja dif�cil arranjar-lhe um casamento decente.
N�o tens uma filha mais bonita?
Talvez na frente da casa.
Chrissie, despacha-te.
Amarra-a, Chrissie.
Eric, apanha-a! Chrissie, p�ra! Ela vai ver-te!
Cedric, n�o fazia ideia de que tinhas tido
um grupo de raparigas t�o feias.
Vou-me embora imediatamente. Vai buscar o meu chap�u.
O seu chap�u? J� se vai embora?
- A s�rio? N�o pode... Vou busc�-lo. - Hewitt!
N�o!
Sim. Servir�s perfeitamente.
Um pouco t�mida, talvez, mas em breve trataremos disso.
V� l�. N�o custa tentar.
N�o encontro o seu... O que est� a fazer?
� esta a escolhida. Prepara-a.
- N�o est� a ouvir... - Cala-te e faz o que te mandam.
Ama McPhee, precisamos de si.
Ama McPhee, por favor, precisamos de si.
Onde est� o meu chap�u?
O meu chap�u!
Como se atrevem?!
- C�us, que engra�ado! - Viva!
Que bonita que �s!
� a rapariga que me conv�m.
Foge.
Que eleg�ncia, que alegria.
- Est� a�, criada. - Sim, minha senhora.
Vou levar esta crian�a comigo. Prepare-a.
Muito bem, minha senhora.
Est� na hora do xerez.
N�o se esque�am de que algu�m ter� de ir com a vossa tia-av�,
e n�o pode ser o burro, pois n�o?
Bom, sou a rapariga mais velha. Vou eu.
N�o. Sempre soube que estava destinada � trag�dia. Eu vou.
A Aggy vai.
N�o sejas tola, Aggy. Nem sequer �s ainda uma rapariga.
N�o. Ela queria-me a mim. Eu vou.
N�o podem ir todas.
Bom, estou completamente satisfeita.
Cumprirei a minha palavra, Cedric, se cumprires a tua.
Tens de dar uma m�e �s crian�as antes do fim do m�s.
N�o.
O qu�?
N�o pode dar-me ordens. E n�o pode levar nenhuma das minhas filhas.
Eu...
A sua carruagem espera-a, minha senhora.
A escolhida est� acomodada?
- Sem d�vida. - �ptimo.
- Est� tudo preparado. - O que est� preparado?
Face a este feliz acontecimento,
fecharei os olhos � tua �ltima explos�o.
- Ama McPhee. - Vamos l�, Hewitt.
- Ela n�o pode levar o burro. O que fez? - N�o fiz nada.
As crian�as decidiram entre elas.
Decidiram o qu�?
- Est�s a�, querida. - A pequena Chrissie n�o!
Chrissie!
� melhor dizeres-me o teu nome, menina.
N�o sejas t�mida. Como te chamas?
Endireita-te e diz-me o teu nome.
N�o!
Christianna!
Pap�!
Ent�o, quem...?
Evangeline. Chamo-me Evangeline.
E que bonito nome.
A Evangeline...
Est� na hora de irem dormir.
Obrigada por me salvar, Ama McPhee.
Sim. Obrigada.
Obrigado.
O pap� ia deix�-la levar-me.
N�o, Christianna. O teu pai nunca o teria permitido.
- Boa noite, meninos. - Boa noite, Ama McPhee.
Ela j� n�o tem verrugas nenhumas.
Andar� a usar algum tipo de creme?
Obrigado, Ama McPhee. Foi de uma enorme ajuda.
De todo.
Perceber� que a terceira li��o,
vestirem-se quando os mandam, est� completa.
Apenas vestirem-se quando os mandam?
Aprenderam muito mais do que isso.
Tenho cinco li��es para ensinar.
As li��es que eles aprendem � com eles. Boa noite, Sr. Brown.
- Ama McPhee... - Sim, Sr. Brown?
Ela ficar� bem, n�o �? A Evangeline, quero eu dizer.
N�o consigo deixar de ficar preocupado.
A tia Adelaide pode ser t�o... Bom, viu como ela �.
Sem d�vida que ela ficar� bem.
�ptimo.
Suponho que se tenha oferecido para ir.
Mal podia esperar para se livrar de n�s, imagino,
N�o propriamente.
A ideia foi do Simon.
Sabia que a Evangeline gostaria de se educar
e que a ida dela salvaria a Christianna.
� um rapaz muito inteligente.
Santo Deus! O Simon? Que bom para ele. Racioc�nio r�pido.
Boa noite, Sr. Brown.
Ent�o, est� decidido.
Terei de casar... com a Quickly.
Meninos, o vosso pai pediu-me para vos dizer
que uma tal de Sra. Quickly vir� tomar ch�, amanh�.
- Ama McPhee? - Sim, querido?
Pode evitar que o pap� case com uma madrasta horr�vel?
Receio que n�o.
- Mesmo que quisesse? - Mesmo que quisesse.
N�o posso interferir nos assuntos do cora��o.
O Simon podia falar com ele sobre isso.
Ele n�o me dar� ouvidos.
Tem uma visita, Sr. Brown.
Uma visita particularmente ansiosa, Sr. Brown.
Quickly de nome...
Simon, meu filho.
Entra.
Eu n�o mordo.
Quer�amos perguntar-lhe uma coisa.
Claro. O que quiserem. Pergunta.
Quem � a Sra. Quickly?
Santo Deus, que cara. �...
�... uma amiga.
Apenas uma amiga?
Bom, n�o t�m nada que ver com isso, pois n�o?
Temos, se vai ser a nossa nova m�e.
Quem disse isso?
� verdade? Vai casar com ela?
Est�s a abusar, Simon.
- N�o podes questionar... - N�o o fiz.
- N�o me contradigas! - N�o o fa�o!
Voc�s n�o compreendem o mundo dos adultos.
H� certas coisas que...
...certas coisas...
Vai-te embora imediatamente. Vai para casa!
Nunca nos ouve!
Ama McPhee?
Ol�, Simon.
Posso ajudar-te?
Eu bati � porta.
Eu sei. Eu ouvi.
Posso ajudar em alguma coisa?
Precisamos que...
Quero dizer... salvou a Chrissie.
Portanto...
O que quero dizer � que est� do nosso lado.
N�o est�?
Tu � que salvaste a Chrissie, e eu n�o tomo partidos.
Eu... n�s... precisamos que nos ajude a livrarmo-nos desta Sra. Quickly.
N�o ficar�s surpreendido ao saber que n�o posso concordar, Simon.
Ent�o, deixe-nos fazer o que for preciso para nos livrarmos dela.
Est�s preparado para aceitar as consequ�ncias?
Sim.
- Prometes? - Sim, sem d�vida, prometo.
Ent�o, como dizes, deixarei que fa�am o que for preciso.
Obrigado.
Olhem para eles! Olhem s� para eles!
Os pequenos pirralhos.
Meninos, esta � a Sra. Quickly.
N�o seja t�o formal.
Devem chamar-me tia Selma.
Santo Deus, este calor d� tanta sede!
Ch�, claro. Entre. Eu...
E deixar estas queridas criaturas? Como pode pedir-mo?
O cora��o da casa. O gabinete do solteir�o.
- Bom, eu... - N�o � encantador?
Leu todos aqueles livros?
- Bom, eu... - Inteligente.
- Sente-se na minha cadeira. - Obrigada.
O que temos aqui?
Vejo que j� h� cadeira para uma senhora. Que atencioso.
Que cavalheiro.
Espere. Deixe-me ajeit�-la para si.
Que am�vel.
Aqui, no centro do dom�nio masculino,
um o�sis de encanto e de eleg�ncia femininos.
Tal como pensei. Est� cheia de p�. Precisa de umas palmadas.
A� est�. Prontinha a usar.
L� est� o senhor outra vez. N�o se poupa a inc�modos.
Reparei nessa caracter�stica no dia em que sepult�mos o Sr. Quickly.
Mesmo na minha enorme dor, disse � minha amiga Letitia Carter...
Lembra-se dela? Mais rosada do que eu. Apanha demasiado sol.
Disse: "A amabilidade parece ser natural nele."
"� um verdadeiro cavalheiro."
"H� algo t�o masculino, por�m discreto nos seus modos..."
Sr. Brown!
Un moment, pe�o-lhe.
Perd�o, n�o sei o que me deu.
Eu sei. Eu entendo. Nunca o tomei por tal.
Mas, agora, estou a ver. A paix�o tamb�m � da sua natureza.
Sinto-o. Quem imaginaria que f�ssemos t�o parecidos?
A paix�o � a minha vida. Na verdade, Sr. Brown, o que � a vida sem ela?
Uma roda mon�tona de rotina que gira sem parar.
- N�o � altura de comer, Sra. Quickly. - Selma.
N�o posso permiti-lo, dadas as circunst�ncias.
� muito tempestuoso, Sr. Brown.
- Ch�? - Sim, ch�.
Temos de cobrir o impulso cru com essa bebida de confian�a.
Que bonita porcelana. � Spode? Gosto de Spode. De muito bom gosto.
Seja como for, � t�o essencial para realizar o normal...
- N�o quer isso! - Tem toda a raz�o.
Conhece bem o meu �ntimo.
O que vale o ch�, quando podemos beber o n�ctar das nossas emo��es?
Deixemos o ch� para as pessoas comuns.
As nossas almas precisam de algo mais divino!
Seu louco! Sinceramente.
N�o, n�o aqui, entre os talheres. Sinceramente!
Tenho de ir, antes que a minha reputa��o fique desfeita neste tapete.
Bonito tapete. � seda chinesa?
Tenho de fugir antes que tudo esteja perdido.
Espere!
Deus seja louvado! Est� em pulgas!
Como h�-de uma vi�va resistir-lhe? Que defesas tem ela?
Basta uma pergunta, Cedric, e sou sua.
- Pergunte, ou perde-me para sempre. - N�o... Sem d�vida.
Diga.
N�o!
N�o! Isto � de mais!
� um bruto!
Um casca-grossa e um bruto!
O pap� vem a�.
Ela foi-se.
A �nica pessoa no mundo que nos separa a todos
da ru�na absoluta...
...e foi-se.
O que � ru�na?
N�o h� tempo para analisar palavras. N�o posso sustentar a minha fam�lia.
Nunca fui capaz de o fazer. Voc�s s�o muitos.
Mas s�o todos t�o deliciosos.
Quando a Aggy nasceu e a vossa m�e estava muito doente, eu disse:
"Talvez tenhamos de parar, agora, querida", e ela disse:
Ela disse: "Eu sei."
A verdade � que a vossa tia-av� Adelaide
nos sustenta h� anos com uma mesada.
Recentemente, disse-me
que teria de voltar a casar, ou interromperia a mesada.
Esta mulher, hoje, era a minha �ltima hip�tese.
A nossa �ltima hip�tese.
Nossa?
Quando o dinheiro parar de chegar, ficaremos sem a casa.
Alguns de voc�s ter�o de ir para um asilo.
Alguns ser�o entregues aos cuidados... aos cuidados de outras pessoas.
N�o sei quantos de voc�s poder�o ficar juntos.
Lamento ter-vos deixado ficar mal.
Merecem muito melhor.
- Fa�a alguma coisa. - O que sugeres?
Mude o que aconteceu. Bata com a bengala. Fa�a com que se desfa�a.
N�o posso. Foram ac��es vossas.
O Simon prometeu que aceitariam as consequ�ncias.
O que devemos fazer? Ajude-nos. Diga-nos o que fazer.
- T�m de o desfazer sozinhos. - Como?
Pensem.
Voc�s s�o muito inteligentes, meninos.
Pensem.
- Ele estava desejoso? - Estava enlouquecido.
N�o conseguia largar-me. Mas mantive-me firme.
Disse: "Shedric...", quero dizer, "Cedric, tenho de defender a minha reputa��o."
"Ou casamento, ou nada. Por quem me toma. Por alguma...?"
- Rameira? - Para mim, n�o. Estou cheia.
N�o, "uma rameira qualquer." Disse...
Quem est� a bater?
Talvez seja ele.
Se veio debater-se com os meus atilhos....
Sra. Quickly, pedimos desculpa pelo ch� que bebeu com o nosso pai.
� t�pico de um homem, mandar os filhos fazerem o trabalho sujo.
N�o. Ele n�o sabe...
Quero dizer, ele quer muito casar consigo.
Eu sei o que ele queria. N�o admira que sejam tantos.
Espere. O pai n�o foi indelicado. N�o h� ningu�m menos indelicado.
Estava a proteg�-la das malandrices que est�vamos a fazer.
- O sapo no bule. - E as sandu�ches com vermes.
Foi ideia minha! Quero dizer, foi culpa minha.
N�o fa�o ideia do que est�o a falar.
N�o tentem desculp�-lo. � um desajeitado e um tolo.
N�o � nada. � um bom homem. Estava s� a tentar salvar-nos.
Se n�o casar, ficaremos sem dinheiro. Seremos postos na rua.
- Dinheiro? - O dinheiro da tia-av� Adelaide.
Lady Adelaide Stitch.
Lady?
- Sr. Brown. - Sra. Quickly.
- Os seus filhos explicaram tudo. - Explicaram?
Que as partidas durante o ch� foram o resultado de n�o terem m�e,
que precisam da presen�a de uma mulher para os acalmar
e que o senhor tamb�m beneficiaria dessa presen�a,
estando t�o pat�tico e sozinho.
E basta uma pequena pergunta, Cedric.
Sim, claro.
D�-me s�... Sim.
- Sra. Quickly... - Selma.
Sim, quero dizer, Selma.
Dar-me-ia a honra de se tornar minha...
- ...de se tornar minha... - Esposa.
- Exacto. Esposa. � essa a palavra. - Sim! Sim, Cedric!
Podem ir, queridos.
D�em ao pap� um moment com a vossa nova mam�.
Est�s grande para este pijama, querida. Mandaremos fazer um novo.
Desculpem.
Deveria ter-vos dito. Agora, percebo-o.
Se tivesse falado com voc�s antes, n�o estar�amos nesta enrascada.
N�o, a culpa foi nossa.
Dever�amos ter imaginado que tinha um bom motivo para casar.
Pelo menos, ficaremos juntos. � isso que importa, n�o �?
Prometo que n�o voltarei a esconder-vos algo que nos afecte.
Vejo que s�o mais do que capazes de compreender.
- Pap�? - Sim, meu filho?
Acha que a m�e ainda pensa em n�s, no s�tio onde est�?
Tenho a certeza de que sim.
Sei que sim.
Chrissie, por que n�o escolhes uma hist�ria para n�s?
A quarta li��o est� completa.
Quarta li��o?
Ouvir.
Bom trabalho.
O grande dia. Adoro os meus casamentos.
Como � realmente o Sr. Brown?
N�o fa�o ideia. Mas est� desejoso de dar o n�.
Tive de tratar de tudo rapidamente. S� ontem desinfectei as ovelhas.
Mas � f�cil de controlar, ao contr�rio da horr�vel prole.
Como ir� control�-los?
Tenho uns truques na manga.
Comecei por deix�-los bem asseados.
N�o s�o bonitos?
Sebastian, o bot�o de cima est� desapertado.
Lily, tens um cabelo preso no gancho. Eric, ajuda-a, por favor.
O vosso pai desce j�.
Est�o muito melhores. Letty, fique de vigia.
Ou�a, seja l� qual for o seu nome,
d�-me um segundo com os queridinhos?
Meus queridos, vai haver umas mudan�as por aqui.
Agora, quem manda nesta casa sou eu,
e, enquanto eu mandar, voc�s v�o portar-se bem.
Ouviram? V�o portar-se bem.
Portar-se bem.
N�o vou permitir essa barulheira no meu belo casamento.
Fa�am-na calar.
Malandreco.
� a roca da nossa m�e. Devolva-a.
Agora, a vossa m�e sou eu.
Est� na hora de se adaptarem.
Pap�, a Sra. Quickly...
Viva, Cedric.
Os noivos n�o deveriam ver-se antes da cerim�nia,
mas j� temos experi�ncia nisto, n�o �?
Ela chegou! Lady Stitch. Selma, h� um criado.
Abram alas!
Onde est� a mulher?
- Tia Adelaide... - Cala-te! Onde est� a mulher, Cedric?
Quero apresentar-lhe a minha noiva, Selma Quickly. Selma, Lady Stitch.
Vossa Senhoria. Bem-vinda, se me permite a ousadia,
�s nossas humildes festividades.
Brinda-nos com a sua gl�ria.
O pr�prio ar � sua volta brilha com...
Com... superioridade.
Uma recep��o muito bonita, devo dizer. Levante-se, minha querida.
Aqui est�o as crian�as com os seus fatos de pastoras.
Bom, as raparigas, claro. Os rapazes... n�o sei bem o que s�o.
Mas... pode ver.
Despacha-te, sim?
Quem �?
- � uma princesa. - Uma princesa-fada.
� a Evangeline.
Costas direitas. Lembra-te das vogais.
Quero apresentar-lhes a minha filha adoptiva, a Menina Evangeline Stitch.
O que fazemos neste vest�bulo horr�vel?
Xerez, imediatamente.
D�-me a honra de me deixar servir a preciosa bebida pessoalmente?
� um prazer voltar a v�-la, minha senhora.
C'os diabos!
E como � bom ver os jovens.
Bem-vinda de volta, Evangeline. Parece estar bem. Est� bem?
Estou imensamente satisfeita.
Deve estar muito feliz por voltar a casar.
Sim, estou... Como disse? Imensamente satisfeito.
Claro. Santo Deus.
Fico muito contente.
Evangeline!
D�em-me licen�a.
De certeza que � a Evangeline? N�o parece nada ela.
Tolice. Ela sempre foi assim.
O que podemos fazer? Tem de haver outra forma.
- Nada de vexames. - Enxames.
T�m de fazer o que vos mandam.
- Nada de vexames! - Enxames.
Quinta li��o, Simon. Tens de fazer exactamente o que te mandam.
Enxames.
Enxame?
Por favor, sentem-se.
N�o h� enxames. O que queres dizer?
Queridos irm�os, estamos aqui reunidos
perante Deus e esta congrega��o
para unir este homem e esta mulher
no sagrado matrim�nio,
um sacramento institu�do por Deus
desde a �poca da inoc�ncia do Homem...
...e recomendou a S. Paulo que fosse honrado entre os homens.
Sai!
E, portanto, n�o deve nenhum homem ser empreendido,
nem ser tomado inadvertidamente, levianamente, impudicamente...
- Tem uma nas costas! - ...para satisfazer os desejos carnais...
S�o as flores do vestido dela! Est�o a atra�-las!
- Detesto abelhas. Sou al�rgico. - N�o h� abelhas nenhumas, tolo!
N�o, a s�rio, fico todo inchado.
Est�o a tentar estragar o meu casamento. Criaturas m�s e perversas!
Fa�a alguma coisa.
Cedric, olhe para mim. V� abelhas?
Eu disse para olhar para mim! V� algumas abelhas? V�?
- V�? - Vejo.
N�o h� problema. Acertei na sacana.
Est� em cima de mim!
Deus seja louvado! Lamento imenso!
N�o!
Meu Deus. Vossa Superioridade!
Tragam as tartes!
O bolo n�o!
Muito bem! Vou dar cabo de todos voc�s!
Simon, treino de bowling.
Evangeline, onde est�o as tuas maneiras?
Que se lixem as minhas maneiras, velha!
H� semanas que n�o me divertia!
- Meu Deus! - Letty, o meu cabelo. Onde est�?
"Olhem para eles, os pequenos pirralhos."
Basta! Suas criaturas horrorosas e monstruosas!
N�o toque nos meus filhos!
Acabou-se! N�o passarei nem mais um minuto com esta gentalha,
e n�o me importa quanto a bruxa velha lhe vai dar.
Letty, os cordeiros!
- O vestido est� arruinado! - Uma carnificina total!
Bela escolha para esposa, devo dizer, Cedric.
Lamento. N�o me deu tempo para encontrar outra.
Quanto aos teus filhos, est�o a precisar de uma estadia numa institui��o.
E tu, Evangeline, vejo que �s t�o selvagem como os restantes.
E orgulho-me disso. Adoro-os, o que � mais do que a senhora sente.
Que insol�ncia!
Deixar-te-ia aqui a apodrecer, mas dei a minha palavra de que te criaria,
e nunca falto � minha palavra. Vamos embora.
Espere, tia Adelaide!
Deu a sua palavra
de que, se o nosso pai voltasse a casar este m�s, nos sustentaria.
Dei.
Ent�o, se ele casar hoje, ter� de cumprir a sua palavra.
- Est�s a fazer-me perder tempo. - N�o.
N�o, n�o estou.
- Ele casar� hoje. - O qu�?
- Quem? - Casar� com a Evangeline.
Incesto?
N�o, tia Adelaide. A Evangeline n�o � nossa irm�.
- N�o � vossa irm�? - Claro que n�o.
Ent�o, quem � ela?
Sou a criada dele.
O qu�?
Evangeline, amas o pap�?
Claro que n�o. Conhe�o o meu lugar. N�o estaria certo. Quero dizer...
Sim.
Pap�, ama a Evangeline?
O qu�? Isso seria completamente impr�prio.
Uma coisa dessas nunca poderia acontecer. Obviamente...
Sim.
Ele vai casar com a criada?
Est� a nevar!
Ora esta! Neve!
Neve em Agosto!
Ent�o, presumo, Sr. Brown,
que a jovem n�o seja sua filha?
Porque a Igreja n�o o veria com bons olhos, se ela fosse.
N�o. O que aconteceu foi que o meu filho Simon � muito inteligente.
Evangeline...
...o que quer que eu tenha dito sobre as madrastas,
aquilo da "ra�a m�",
n�o se aplica, decididamente, a ti.
Por aqui.
Muito bem. Quero convid�-los a juntarem-se a n�s uma vez mais.
Aleluia!
Ama McPhee, estou t�o nervosa.
Respire fundo.
N�o pare�o muito uma noiva, pois n�o?
H�-de parecer.
Como est� a ir a leitura?
Est� muito melhor.
Mas ainda n�o cheguei ao fim daquela hist�ria.
N�o � preciso. O fim da hist�ria � voc�.
Queridos irm�os, estamos aqui reunidos
para unir este homem e esta mulher
no sagrado matrim�nio.
Fa�am barulho, rejubilem
e d�em gra�as.
T�m de perceber uma coisa em rela��o ao meu m�todo de trabalho.
Quando precisam de mim, mas n�o me querem, tenho de ficar.
Quando me querem, mas j� n�o precisam de mim,
tenho de ir.
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