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Est� na hora de voltares.
O passado � passado, Tom.
Duas semanas.
Preciso de uma decis�o.
Est�s sozinho em casa, Lloyd?
- O que houve aqui? - Suspeita de fogo posto.
- H� duas noites. M�e e filho. - Nomes?
Mari Davies e o filho, Wil. Estavam a dormir na cama quando come�ou.
- Como est�o? - Ambos em estado cr�tico.
- Quantos anos tem o rapaz? - Oito anos.
Marido? Pai?
Rhodri Davies. Tem uma madeireira, a Cwm Glas Timber.
Quem � esta?
- Siwan Ellis, irm� da m�e. - Ellis?
- S�o parentes? - N�o, senhor.
Onde est� a inspetora Rhys?
Est� na Sala Um com a inspetora Owens a falar com o marido.
Eu estava a trabalhar.
Temos de perguntar.
Temos de o excluir.
Eu estava sozinho. �s vezes parece que o dia n�o tem horas suficientes.
Foi fogo posto.
O qu�?
Sabe se algu�m queria fazer-lhe mal ou � sua fam�lia, Mr. Davies?
Por favor. Eu n�o devia estar aqui.
Devia estar com a minha mulher e com o meu filho.
N�o consigo continuar com isto.
O que acha?
Vamos verificar a empresa. Relat�rios, finan�as, propriedades e neg�cios.
- Obrigada, inspetora Owens. - Sim, senhora.
Est�s de volta?
Estou.
Ainda bem.
Temos muito trabalho para fazer.
N�o esperava voltar a ver-te.
- Tiveste saudades minhas? - � s� isso que tens a dizer?
Desculpa.
Era do hospital.
O rapaz morreu.
O Wil era uma crian�a maravilhosa.
Estava sempre a sorrir.
Era um rapaz t�o lindo.
- A senhora e a sua irm� s�o pr�ximas? - Sim.
Sempre fomos.
Sobretudo desde que o nosso pai morreu.
O seu pai era dono da Cwm Glas Timber, certo?
- Sim. - O que aconteceu depois de ele morrer?
A fam�lia juntou-se.
- Para lidar com tudo. - Quem se juntou?
Eu, a Mari e o Rhodri.
Mas a sua irm�, Mari, e o Rhodri � que ficaram com o neg�cio, n�o �?
- Sim. - Isso magoou-a?
A Mari � a mais velha. O meu pai era uma pessoa antiquada.
Eu fiquei com a casa.
Como era a sua rela��o com o Rhodri?
Era boa. Porqu�?
Acham que ele tem algo a ver com isto?
Sabe se ele e a sua irm� tinham problemas?
- N�o, nenhum. - Onde estava na noite do inc�ndio, Siwan?
Em casa, sozinha.
O Rhodri Davies apresentou v�rios relat�rios de danos na Cwm Glas.
Vandalismo, invas�es e afins.
- O que quer isso dizer? - Areia nos dep�sitos.
Obrigada, inspetora Owens.
Tudo nos �ltimos nove meses. Ningu�m foi condenado.
Continue a investigar.
Sim, senhora.
Mr. Pryce? Alun Pryce?
Onde est� toda a gente?
Ningu�m quis vir trabalhar depois do que aconteceu.
S� o senhor.
H� muito que fazer.
- T�m dificuldades financeiras? - N�o sei.
Isso � com o Rhodri.
Soube que tiveram problemas com vandalismo e invas�es.
� verdade.
Sabe quem pode ter sido?
- O que levaram? - N�o levaram nada.
- E n�o acha isso � estranho? - N�o me pagam para pensar.
- E Mr. Davies? - O que tem?
Ele irritou algu�m? H� alguma disputa?
- Tem inimigos? - Que eu saiba, n�o.
- Conhece-o bem? - Trabalho para ele. Ele � o chefe.
- Onde estava na noite do inc�ndio? - Em casa.
Obrigada pelo seu tempo.
Por agora, � tudo.
A Mari vai ficar bem? Ela vai sobreviver?
Esperemos que sim.
Eu costumava vir c� quando era mi�da.
Isto mudou muito.
Boa noite.
Pois.
Boa noite.
Estou?
Ainda bem que vieste.
Costuma ser um local calmo
a esta hora da noite.
Ent�o,
como te est�s a adaptar?
Lentamente.
N�o deve ser f�cil
voltar e ter um caso destes.
Se precisares de falar...
Porque me ligou?
Sempre direto.
Quero que assumas a lideran�a do caso.
E a inspetora Rhys?
Todos temos de fazer a nossa parte, Tom.
Tenho escolha?
Vou fazer a mudan�a amanh�.
Est� tudo bem, inspetor?
O que fazes aqui?
N�o conseguia dormir. Vim ver como est� a Mari.
Algu�m teve a mesma ideia. Verifica as c�maras de vigil�ncia.
- � s� isso? - � tudo o que temos.
O que acha? Algu�m queria acabar o que come�ou?
Encontrei algo importante.
A Cwm Glas Forest s�o 40 hectares de bosques comerciais.
O Rhodri Davies comprou mais 80 hectares
de terras adjacentes pertencentes � Yr Hen Glyn
num leil�o h� nove meses
com a inten��o de expandir o neg�cio e regenerar a terra,
transformando zonas de pastagens em terrenos de madeira lucrativos.
"Regenerar a terra"?
Chamo isto de Zona Vermelha.
A terra foi a leil�o depois da quinta Yr Hen Glyn entrar em fal�ncia.
A terra era da fam�lia h� v�rias gera��es.
J� foi uma quinta de sucesso, mas recebeu queixas de...
Esta gente tem nome?
Iori Thomas, 62 anos.
Gerenciava a quinta Yr Hen Glyn h� quase 30 anos.
- Mas tem um filho, Bedwyr, de 31 anos. - O que sabemos sobre o Bedwyr?
O Bedwyr Thomas tem cadastro por desordem em 2010.
E, h� seis meses, ele foi acusado de atacar Alun Pryce,
capataz da Cwm Glas Timber.
- Algu�m foi condenado? - N�o, as queixas foram retiradas.
- Temos a morada dele? - Dele, n�o.
Mas temos a morada da casa e do trabalho do pai dele, Iori Thomas.
N�o pedi para ficar com o caso.
- Claro que n�o. - Ele � que veio falar comigo, Mared.
Porque � que as mulheres trabalham mas os homens � que s�o promovidos?
- � a filha do Alun Rhys, n�o �? - Sim.
O seu pai trazia-a para c� quando era crian�a. Como � que ele est�?
Ele est� bem, obrigada.
- O que querem de mim? - Queremos saber onde est� o seu filho.
Temos perguntas para lhe fazer.
N�o vejo o Bedwyr h� semanas.
O que sabe sobre o Rhodri Davies?
Ele n�o percebe este lugar nem as pessoas que aqui moram.
Ele roubou a nossa quinta. Perdemos tudo. Foi demasiado para o Bedwyr.
Ele n�o lidou bem com isso.
Se eu fosse mais novo, tamb�m ficaria zangado, mas, quando envelhecemos,
vemos que h� coisas que ningu�m pode mudar, como a gan�ncia, por exemplo.
O filho dele morreu, Mr. Thomas.
N�o posso ajud�-lo com isso.
- A dar no duro? - Aprendemos a viver com isso.
Esteve envolvido num incidente com o Bedwyr Thomas h� seis meses.
N�o foi nada.
Doze pontos por cima do olho esquerdo n�o � nada, Mr. Pryce.
Eu e Bedwyr conhecemo-nos desde crian�as. Discutimos como irm�os.
Dessa vez, perdemos o controlo, s� isso.
Eu trabalhava para o pai do Bedwyr, o Iori.
Eu ajudava na Hen Glyn de vez em quando. Fazia de tudo um pouco.
N�o era muito, mas era um emprego.
Sa� h� 18 meses e arranjei emprego permanente aqui.
- O ordenado era melhor? - Precisava do dinheiro.
Para cuidar da minha m�e e para ajudar o meu pai como pudesse.
- Tem sido dif�cil para ele. - O que aconteceu com o Bedwyr?
Os problemas come�aram quando perderam a quinta.
O Bedwyr ficou louco. Come�ou a dizer que eu o tinha abandonado.
Uma noite, estava no bar. O Bedwyr tinha bebido e come�ou a atacar-me.
- Porqu�? - Por nada. Estava b�bado.
Acha que foi o Bedwyr que pegou fogo � casa?
N�o sei. � melhor perguntarem ao Bedwyr.
N�o sabemos do Bedwyr Thomas. Vamos para a Hen Glyn agora. Obrigada, Lloyd.
PROPRIEDADE PRIVADA
- Est�s bem? - Estou. Vai atr�s dele.
- Com licen�a. - Desculpe.
- H� novidades sobre o Bedwyr? - Dei a descri��o dele.
H� unidades nas estradas, mas para j�.
N�o h� nada l� atr�s.
Animais mortos? Por que raz�o o Bedwyr tiraria fotos a animais mortos?
- Talvez n�o tenha sido ele. - Porque as guardou?
Houve uma acusa��o h� cerca de um ano.
Animais envenenados e problemas na Zona Vermelha. Tentei dizer-lhe.
Ningu�m me d� ouvidos, n�o �?
Onde est� o Rhodri?
Est� em minha casa. N�o dorme h� tr�s dias. Disse-lhe para descansar.
Porqu�? O que aconteceu?
- Est�s bem? - Estou �tima.
Tens de ser vista por um m�dico. Eu falo com o Rhodri.
Quero descobrir quem matou o seu filho.
Mas tem de me ajudar.
- Onde encontrou isto? - Na Hen Glyn.
O Bedwyr Thomas morava l�.
- Comprou a quinta do pai dele. - Sim, num leil�o. E paguei bem.
Sabe porque o Bedwyr tiraria fotos a animais mortos?
- N�o. - N�o me minta, Rhodri.
Ele e o pai acusaram-me de envenenar os animais.
Disseram que queria expuls�-los da terra.
- E envenenou? - N�o.
Algu�m envenenou. Foi por isso que ele guardou isto.
Acha que foi o Bedwyr que atacou a empresa?
- Ele e uns outros. - Pois.
N�o gostam muito de si aqui, pois n�o?
N�o foi f�cil assumir o lugar do pai da Mari.
- � dif�cil seguir os passos dele. - Sim.
Ele era um bom homem.
Mas a empresa estava a falir.
At� o senhor chegar.
- Todos agradecem o que tentei fazer. - At� a Mari?
Nem sempre.
Esta terra est� no sangue dela.
� tudo o que ela conhece.
- O Bedwyr apareceu em sua casa? - N�o.
Mas estava com medo disso? Isso explica as fechaduras na porta.
Fazia-nos sentir mais seguros. N�o sabe do que esta gente � capaz.
Esta gente?
Nunca fui bem-vindo aqui. O Wil fazia-me sentir bem-vindo.
- Quando viu o Bedwyr pela �ltima vez? - H� duas semanas.
Passei a noite na empresa para impedir que ele a atacasse.
- Viu o Bedwyr? - Estava l� fora.
- De certeza que era ele? - Ouvi a respira��o dele. Era ele.
Se n�o se incomoda,
tenho de enterrar o meu filho.
Mandei-lhe livrar-se disto.
N�o adiantava guardar isto depois de termos perdido a quinta.
- Mas ele n�o conseguia esquecer. - Tenho de o encontrar. Depressa.
H� dez anos, isto era uma escola.
Agora, s� c� estou eu.
Perdi a minha mulher e a minha quinta. N�o quero perder o meu filho.
O Bedwyr � asm�tico, n�o �? Ele fuma?
- N�o. - Mas est� com algu�m que fuma.
Oi�a, Iori. O Bedwyr vai arcar com as culpas de tudo.
Ajude-nos a encontr�-lo.
Eles eram bons amigos.
O Bedwyr sempre soube o que era certo e errado.
- � ele? - Sim.
Este � o Alun Pryce.
Ele e o Bedwyr eram unha com carne. Pareciam irm�os.
Esta � a Mari e esta � a Siwan.
Quem � este?
Quem � o outro rapaz?
Dafydd Hughes?
Estou � procura do Bedwyr Thomas.
N�o o vejo h� anos.
E o Rhodri Davies?
O que tem?
- Viu-o? - Porque veria?
N�o nos damos com as mesmas pessoas.
E o Alun Pryce?
- Se depender de mim, n�o. - Parece que n�o v� muita gente.
Onde estava na noite do inc�ndio?
- Que inc�ndio? - N�o me diga, estava sozinho.
Sim.
- E n�o sabe nada sobre o assunto? - N�o.
Tenho de o encontrar antes do Rhodri.
- O Bedwyr n�o tem medo do Rhodri. - Tem a certeza disso?
Se o Bedwyr o contactar, avisa-me, certo?
Largue isso.
- Largue isso, n�o seja burro. - Se der mais um passo, mato-o.
- Sabem onde estou. - Cale-se!
- Vai piorar tudo. - J� disse para se calar.
- Calma! - N�o vou ser preso por algo que n�o fiz.
- Ent�o porque fugiu? - Tenho batalhas mais importantes.
Ai tem?
V�o demolir Hen Glyn daqui a umas semanas.
- Por cima do meu cad�ver. - Largue a arma, Bedwyr.
Diga-me quem matou o Wil.
Quem foi?
N�o sei. N�o tenho nada a ver com isso.
- Onde estava na noite do inc�ndio? - Est�vamos juntos na quinta.
- Bebemos a noite toda. - Largue a arma ou perder� ainda mais.
Eu n�o matei o Wil!
Acredito em si.
D�-me a arma.
O Rhodri sabia que, se nos expulsasse da quinta, ela iria a leil�o.
Foi por isso que ele fez o que fez.
O que � que ele fez?
Envenenou os nossos animais.
E agora ele sabe como �, n�o �?
Agora ele sabe como � perder algo que ama.
O Bedwyr � muita coisa, mas n�o � um assassino.
Confia nele.
Ele � meu amigo. � o meu melhor amigo.
N�o tenho mais ningu�m.
- Foi por isso que tive de o ajudar. - A fazer o qu�?
A destruir a empresa do Rhodri.
A p�r areia nos dep�sitos de combust�vel.
A lembr�-lo de que ainda est�vamos c�.
Podemos ter feito coisas que n�o dev�amos,
mas n�o mat�mos ningu�m.
A Mari e a Siwan eram as mi�das que todos queriam.
Esta foi tirada no Crug,
no ver�o ap�s acabarmos a escola.
Foi a �poca mais feliz da minha vida.
At� o Rhodri chegar e destruir tudo.
Agora ningu�m cresce aqui.
Agora que o Wil morreu,
acabou tudo.
Cheguei!
Ol�, m�e. Tudo bem? Como foi o teu dia?
Comprido.
- O que aconteceu � tua m�o? - Nada.
- O que est� a fazer? - A queimar carv�o.
Destr�i os restos da madeira e faz bem � terra.
Pode continuar. Continue.
� uma arte controlar o fogo.
- Assim queima tudo por igual. - Sabe muito sobre fogo, n�o sabe?
- J� � tarde para estar aqui fora. - Gosto de trabalhar de noite.
N�o se sente sozinho?
- N�o tem ningu�m � sua espera? - N�o.
N�o?
- Antigamente tinha algu�m. - Tinha?
Quem?
A Mari.
Ent�o foi o senhor?
- Foi o senhor que foi ao hospital? - Tinha de a ver.
Toda a minha vida a amei.
O suficiente para fazer o trabalho sujo pelo marido dela?
- Envenenou os animais? - N�o foi pelo Rhodri, foi pelo dinheiro.
Para cuidar da minha m�e.
Mathias.
Sempre mor�mos aqui.
A minha m�e, o meu pai,
eu,
o Wil.
Sempre.
- Nunca quis morar noutro lugar. - Dafydd Hughes, Bedwyr Thomas.
Viu algum deles na noite do inc�ndio?
N�o foram eles.
Sabe quem foi?
Algu�m apareceu na sua casa, Mari?
Viu algu�m?
- Ele estava zangado. - Quem?
N�s discutimos.
Eu sabia o que ele estava a fazer. Tentei falar com ele.
Eu sabia de Hen Glyn.
Dos envenenamentos.
Do dinheiro que ele pediu emprestado.
Ele estragou tudo.
Culpa Rhodri pelo inc�ndio, Mari?
Eu culpo-o por tudo.
- Ela est� confusa. N�o sabe o que diz. - Precisava da terra para expandir.
- N�o envenenei os animais. - Pediu a um funcion�rio para o fazer.
- E ent�o? A quinta estava acabada. - Expulsou uma fam�lia da sua terra.
- S� fiz o que precisava de fazer. - Por quem?
Pelo Wil, pela Mari. O Wil era tudo para mim.
- Onde estava na noite do inc�ndio? - A trabalhar.
- Sozinho? - Sim.
Pode falar-nos sobre o seu casamento?
- Porqu�? - Porque queremos saber.
- N�o vos diz respeito. - Houve um homic�dio.
Tudo nos diz respeito.
- T�nhamos as nossas discuss�es. - Sobre o qu�?
- Dinheiro, a empresa... - Como destruiu os princ�pios do pai dela.
N�o tive escolha. E n�o tive nada a ver com o inc�ndio. N�o estava l�.
- Onde estava? - J� disse.
- A trabalhar? - Sim.
- Sozinho? Na empresa? - Sim!
N�o, isso n�o � suficiente.
A Mari culpa-o de tudo.
Eu sei disso e o Rhodri tamb�m. Porqu�?
- N�o � verdade. - N�o minta, Rhodri.
- N�o estou a mentir. - Diga a verdade.
- � a verdade. - Onde estava na noite do inc�ndio?
- Estava com outra pessoa. - Com quem?
- Estava com uma mulher. - Quem?
Quem, Rhodri?
H� quanto tempo dura o caso?
- Isso j� n�o importa. - H� quanto tempo, Siwan?
H� cinco anos.
� a irm� dela.
Ela � a pessoa mais importante no mundo para mim.
Eu sabia que tudo acabaria um dia.
Mas n�o assim.
Fomos demasiado longe.
Perdemos tanto.
Eu s�...
queria estar perto deles.
Ser� que ela mentiu sobre estar com o Rhodri na noite do inc�ndio?
- Talvez tenham planeado tudo juntos. - Ou algu�m f�-lo por eles.
- Primeiro o envenenamento. - E depois o inc�ndio?
N�o. N�o.
A Mari saiu.
Ela foi a algum lado. Onde foi?
Posso ver as grava��es?
- A que horas foi isso? - Logo depois da meia-noite.
Pare, espere. Volte para tr�s.
Ali.
A Mari sabe. Ela sabe do Rhodri e da Siwan.
Ela sabe do caso. Ela sabe tudo.
- N�o h� sinais dela. - N�o pode ter ido longe.
Procurem no hospital e falem com os funcion�rios.
Quero saber para onde foi, o que tinha vestido e como parecia.
E impe�a o Rhodri Davies de ser libertado.
O Rhodri Davies j� foi libertado.
- O qu�? - Quando?
Temos de encontrar o Rhodri e a Siwan. Temos de os avisar.
- Onde est� a Mari? - O que importa?
Temos de a encontrar. Ela pode estar em perigo. Ela j� sabe do caso.
Ela saiu do hospital. Temos de a encontrar antes que ela se magoe ou a algu�m.
Contaram-lhe?
Ela j� sabia.
N�o. Digam-me que a Mari n�o teve nada a ver com o inc�ndio.
Temos de a encontrar.
Digam-me que a Mari n�o teve nada a ver com o inc�ndio.
Apanh�mo-la nas imagens. Ela saiu e entrou num t�xi. Fal�mos com a empresa de t�xis.
- Sabemos para onde foi. - Obrigada.
- Fica com eles. - N�o vais sozinho para lado nenhum.
Chama agentes para c� j�.
Mari?
Tom? Tom?
Eu estou bem.
Ela esteve aqui.
N�o cheg�mos a tempo.
Ela n�o pode ter ido longe. Est� a p�.
O Crug?
Eu sei o caminho.
Mari?
Alun.
Estava � tua procura.
O que fazes aqui?
Anda, eu levo-te ao hospital.
- � o carro do Alun. - Parece ser.
Porque o deixou aqui?
Por aqui.
Mari, por favor. Afasta-te da beira.
Mari!
O Wil dizia que era como estar no limiar da Terra.
Eu trouxe-o do carro.
Deitei-o na cama.
Abracei-o com for�a at� ele adormecer.
E depois fui l� para baixo.
Peguei em todas as fotos da minha m�e, do meu pai,
de mim, da Siwan, do Rhodri e do Wil
e decidi queim�-las.
E depois fui ter com o Wil
para onde sabia que pod�amos ser felizes para sempre.
Mari?
Alun, v�-se embora, por favor. Saia daqui.
Alun, venha c�.
Sei como � perder um filho, Mari.
O vazio. Uma dor que nunca acaba.
Eu perdi a minha filha.
Ela tinha a idade do Wil.
Ela afogou-se.
Eu estava l�. A culpa foi minha.
Virei-me de costas por um segundo e...
quando me virei de novo, ela...
Ela tinha morrido.
A minha menina.
Por favor, Mari.
D�-me a sua m�o, por favor.
N�o consigo.
N�o!
N�o, Alun! N�o!
- Posso ajudar? - Ol�.
Quero falar com o inspetor-chefe Mathias.
- Quem � a senhora? - A mulher dele.
ESTE PROGRAMA � FICT�CIO.
QUALQUER SEMELHAN�A COM EVENTOS REAIS � COINCID�NCIA.
Tradu��o Susana Loureiro / SINTAGMA
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