All language subtitles for Umthetho - 1x03 - Episode 3.WEB.9minus5in.pt

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Original subtitles

‎Quantos?

‎Talvez três tenham morrido.

‎Cinco foram presos.

‎Merda!

‎Há mais.

‎O Scarra acha…

‎… que há um bufo na Gaz’lam.

‎Então diz à Crystal ‎que não faremos o próximo serviço.

‎Temos de encontrar o bufo.

‎O meu sangue…

‎… é o do meu irmão!

‎O IMPÉRIO DA LEI

‎PROCESSO CRIMINAL

‎Disseste que ele estava morto.

‎Foi o que pensei.

‎O pai disse-nos que ele tinha morrido.

‎Foi nisso que acreditei.

‎Então, o que é isto?

‎Deram-mo há pouco tempo.

‎E não me disseste nada?

‎Tentava proteger-te.

‎De quê? Ele está na prisão, Mbali.

‎É uma pessoa perigosa.

‎O Moses não é a mesma pessoa ‎que conhecemos.

‎É meu irmão.

‎Não tinhas o direito de fazer isso.

‎Afasta-te dele, Sphe. Por favor.

‎Dei-te uma tarefa e falhaste.

‎Agora a imprensa anda em cima de vocês.

‎Sim, mas saímos, não foi?

‎Foi um plano de merda. O que aconteceu?

‎Não sei, talvez aqueles marginais ‎sejam os responsáveis.

‎Agora estás a dar-me desculpas parvas.

‎Queres manter aquele apartamento?

‎Aggie, ouve…

‎Deixa as putas e faz o teu trabalho.

‎Entra, querida. Entra.

‎DIA DA FAMÍLIA

‎Moses Dlamini?

‎Esperava que viesses.

‎Lembras-te de mim?

‎Como poderia esquecer-te, irmão?

‎Lili.

‎Mlilizeli.

‎Há muito tempo ‎que ninguém me chamava isso.

‎Acho que estamos os dois nesta foto.

‎Sim, eu lembro-me…

‎Quando eras pequeno, ‎adorava assustar-te com o "Pinky Pinky".

‎- Sim. ‎- Tinhas medo de ir à casa de banho.

‎O pai batia-me por causa disso. Céus.

‎Dizia que eu era um cobarde.

‎Chibaste-me à polícia?

‎És mal-educado e estás drogado!

‎Mereces apodrecer na prisão.

‎Senta-te aqui.

‎Sabes que mais?

‎O nosso pai era um idiota.

‎Só sabia disciplinar.

‎Só sabia bater.

‎Sim.

‎Mas pensámos que tinhas morrido.

‎Não acredito que ele vos disse isso.

‎Então…

‎Dizem que fizeste coisas más.

‎Fiz algumas coisas,

‎mas nem tudo o que dizem é verdade.

‎TRANSFERÊNCIA DE DINHEIRO

‎SUPERMERCADO ZHONG QIAO

‎Porquê a demora?

‎Desculpe, os pratos estão quase a sair.

‎- Sirvam os pratos. ‎- Eu sei, mas agora não posso.

‎Gengibre fresco.

‎- Onde está o frango? ‎- Espera.

‎Gengibre fresco…

‎Já chega.

‎O telemóvel, por favor.

‎A nossa advogada chegou. ‎Podemos falar de negócios.

‎Perdi bons irmãos.

‎Alguns foram mortos e outros presos.

‎E isto não aconteceu devido a um erro.

‎Foi propositado. Sabem porquê? ‎Porque há um bufo.

‎Um bufo.

‎E eu sei quem é o bufo.

‎Algumas pessoas não desistem. ‎Querem ver-te morto.

‎Mas sobrevivemos.

‎Temos a Mbali do nosso lado.

‎Ela sabe as regras do jogo.

‎A Mbali? Ela é tua advogada?

‎Ela não te disse?

‎As coisas lá em casa ‎andam um pouco complicadas.

‎O que foi? Tens algum problema?

‎Não te deixes enganar pelos muros.

‎Eu ajudo-te, rapaz.

‎Como disse, mano mais velho, ‎as coisas andam um pouco complicadas.

‎O que se passa?

‎Problemas no trabalho?

‎É uma miúda.

‎Uma miúda. Estou a ver, rapaz.

‎Parece que andas na ramboia.

‎A tua miúda está grávida?

‎Não acredito. É assim tão óbvio?

‎O vosso amigo,

‎o vosso melhor amigo,

‎transformou-se num bufo.

‎Um bufo. E sabem ‎o que faço aos bufos. Esmago-os.

‎E quando olho em volta, ‎vejo que estão aqui.

‎Entre os dois…

‎Um, dó, li, tá.

‎Aqui há gato.

‎Só uma pessoa me ajudou.

‎A advogada tirou-me daquela confusão.

‎O Zola estava no posto dele, ‎só falta uma pessoa.

‎Um sacana!

‎Oros.

‎Parece que alguém se afeiçoou à polícia.

‎- Calma lá, Crystal. ‎- Calma o tanas. Senta-te.

‎- Senta-te. ‎- Esperem. Calma lá.

‎Malta, não falei com a polícia.

‎Não falei com a polícia.

‎O que aconteceu ao teu telemóvel?

‎Não podias ligar e dizer: "Olá. Tudo bem?"

‎Ou devolver a chamada?

‎Scarra, eu estava bêbedo.

‎Estava todo fodido.

‎Acordei tarde e não tinha rede.

‎Sei que fiz merda, mas não sou bufo.

‎Bebo muito.

‎Pergunta ao Zola.

‎Scarra, sabes como são as coisas ‎na prisão.

‎Quando o Oros começa a beber, ‎não consegue parar.

‎Ele bebe, não nego isso.

‎Mas é só isso. Ponto final.

‎Já estava a ficar preocupado!

‎Surpreendeu-me não defenderes o teu amigo. ‎Este teu amigo… Tu?

‎Zola, o teu problema ‎é confiares demasiado.

‎Como conseguiste a condicional ‎se és um bêbedo?

‎Eu tirei-o da prisão.

‎Depois do recurso, falei com a comissão ‎de liberdade condicional

‎e pedi-lhes que considerassem

‎que o alcoolismo dele começou na prisão

‎e que foi consequência disso.

‎Que deviam ter isso em consideração.

‎Prometi que ele iria para a reabilitação.

‎Estás na reabilitação, certo?

‎Certo?

‎Sim.

‎Sim, eu…

‎Ainda não comecei a ir, mas vou começar.

‎Estás a fazer merda.

‎Desculpa.

‎Desculpa.

‎Desculpa?

‎- Desculpem, irmãos. ‎- Desculpa?

‎- Desculpa. ‎- Desculpa?

‎Desculpa, Scarra. Desculpa.

‎- Scarra. ‎- Desculpa? Agarrem-no.

‎- Anda cá! ‎- Não, Scarra! Espera!

‎Scarra!

‎Tirem-no daqui. Limpem-no.

‎Está a ser paranoico.

‎Acha que fomos infiltrados ‎e está a investigar os novatos.

‎Auditorias financeiras, ‎avaliações de estilo de vida, documentos,

‎está a investigar essa merda toda.

‎Tenho experiência financeira forense. ‎Posso ajudar.

‎Ele é doido. É doido varrido.

‎Nem sei quem está na lista.

‎Mas ajudá-lo no tiroteio ‎rendeu-te alguns créditos.

‎E agora manda-te falar com o Moses ‎e é isso que tens de fazer.

‎Mbali!

‎Tens de falar com o Moses.

‎Mbali.

‎Sei que o que aconteceu te assustou.

‎Estamos em dívida contigo outra vez.

‎Isso não significa nada ‎se o Oros não atinar, Zola.

‎- Tenho de falar com ele. ‎- Certo.

‎Vamos.

‎Liga-me.

‎Vamos.

‎Meu Deus.

‎Devias deixar de comer carne vermelha.

‎O Scarra quer sangue.

‎E está obcecado em encontrar o bufo.

‎E com razão. Eu faria o mesmo.

‎Ele ia matar o Oros.

‎Tive de mentir para o salvar.

‎Então, miúda? A ajudar criminosos?

‎Ele é inocente.

‎Menti e disse que a comissão ‎o pôs num programa de desintoxicação.

‎O que tem isso que ver comigo?

‎Tens de pôr o programa nos registos.

‎Sabes que mais?

‎Quando olhas para mim, ‎posso parecer um super-herói,

‎mas lamento desiludir-te.

‎Isso ultrapassa-me. ‎Há coisas que não posso fazer.

‎Por favor.

‎O Scarra tem os registos ‎dos novos recrutas.

‎Se descobrirem que eu menti, estou morta.

‎Credo.

‎Imploro-te.

‎Por favor.

‎Diz-me uma coisa, amor.

‎Como é o teu irmão? ‎É um tipo másculo e com tatuagens?

‎Vá lá. Ele não é um desenho animado.

‎Que tipo de pessoa esperavas conhecer?

‎Pensei que ia conhecer alguém… ‎Sinceramente, não sei, amor.

‎Mas é um tipo fixe.

‎Custa-me a acreditar ‎que ele fez as coisas que dizem.

‎Ele quer conhecer-te.

‎- A sério? ‎- Sim.

‎Não me parece ‎que as visitas sejam para ti.

‎Não, amor.

‎Se começares a agir como a tua irmã, ‎vamos ter problemas.

‎É melhor ficares. Eu vou sozinha.

‎A sério?

‎- Não, amor. ‎- Não.

‎Não queres que vá contigo?

‎- Tens a certeza? ‎- Só vai piorar as coisas.

‎Espera aqui.

‎Pai.

‎Ntombi. Como estás, filha?

‎Que posso dizer? ‎Os meus pais expulsaram-me de casa.

‎Trouxe-te comida, sei que gostas disto.

‎Obrigada, pai.

‎Pois.

‎Aqui está a Bíblia.

‎- Diz-me… ‎- Obrigada.

‎Como estás? Estão a tratar-te bem?

‎Estão a tratar-me bem, pai. ‎A criança também está bem.

‎Sim. Estou a ver, filha…

‎Boa tarde, senhor.

‎Caramba, quantas vezes tenho de repetir? ‎Só falo contigo quando fizeres o correto.

‎Só há uma coisa ‎que pode amaciar o coração da pastora.

‎Fazer o correto.

‎Sim, padre, concordo. ‎Já estou a trabalhar nisso.

‎Eu trato de tudo.

‎Espero que não seja só conversa. ‎Estás a ouvir?

‎Eu não te disse para ficares na rulote?

‎Olha o que fizeste. ‎És tão irritante, Sphelele.

‎Quem está a jogar?

‎Ele.

‎Como queres jogar, Sphelele? ‎Quanto apostas?

‎Não, malta. Aposto 50 rands.

‎Muito bem, põe aí, irmão.

‎Os dados estão a chamar por ti. ‎Os dados estão contigo.

‎Força, jovem.

‎Limpa este dinheiro!

‎Imploro-te, por favor.

‎Aposta mais.

‎Talvez possa apostar cem e recuperar.

‎Cem e recuperar. Joga.

‎Estou com sorte. ‎Lança os dados e vamos ver o que tens.

‎- Imploro-te. ‎- Estás a arriscar.

‎Muito bem, malta, voltem a apostar.

‎Este está a dormir. Esquece.

‎Irmã! Bem-vinda de volta.

‎Estamos a descontrair ali.

‎Como está a tua mão?

‎Está uma merda. Mas sou um sobrevivente.

‎Já agora, obrigado. ‎Agora tenho de ir para a reabilitação.

‎Credo.

‎Estava a ajudar-te. Tens de ir.

‎Está bem.

‎Sê convincente. ‎Faz com que o Zola acredite.

‎Se o Zola acreditar, todos vão acreditar.

‎Oros, por favor, leva isto a sério.

‎Senão, todos vão pensar que és o bufo.

‎Não digas asneiras. Não sou bufo nenhum.

‎Está bem? Não sou um bufo.

‎Não sou um bufo. Obrigado.

‎Fala-me da reabilitação ‎para onde o queres mandar.

‎- Toma. ‎- Obrigada.

‎Espera lá. Isso é amanhã, meu.

‎Hoje…

‎… vamos curtir.

‎A sério? E se não fores amanhã?

‎Menina, pode trazer-me uma tequila?

‎Queres uma?

‎Não, obrigado.

‎Não me vais sair caro.

‎Estás a falar comigo?

‎Estás a tentar dizer ‎que este é o nosso primeiro encontro?

‎Espertalhão.

‎Já terminaste com o Oros?

‎O teu telefonema parecia sério.

‎Dá para ver que ele está bêbedo. ‎Não há nada que lhe possa dizer.

‎Ouve, estamos gratos.

‎Saíste-te bem hoje.

‎Sinceramente, também começava a pensar ‎que tinha sido o Oros.

‎Adoro esta canção.

‎Sim?

‎Se adoras uma canção, tens de dançar.

‎- Queres dançar? ‎- Para.

‎- Para. ‎- Anda.

‎Vais fazer-me dançar sozinho?

‎Vais fazer-me dançar sozinho.

‎Adeus.

‎Vais perder.

‎Anda.

‎- Não. ‎- Vamos.

‎Eu disse.

‎É a última, pessoal.

‎Sim!

‎Isto é tão bom.

‎Estou a conduzir.

‎Onde se conheceram?

‎No Exército.

‎Eliminação de bombas.

‎Só podemos fazer esse trabalho ‎durante algum tempo.

‎Depois mandam-nos embora ‎como se nada fosse.

‎Quando sais de lá,

‎tornas-te mercenário ou bandido.

‎Não é?

‎Sim, algo do género.

‎O que te sussurrou o Oros?

‎Estava a avisar-me sobre ti.

‎Sobre mim?

‎Porquê?

‎O Moses é o teu irmão mais velho.

‎Ele cortava-me os tomates.

‎Ele está bêbedo.

‎Obrigada por trazerem o meu neto.

‎Têm tanto carinho por ele.

‎Desde que voltou da universidade, ‎não sabe o que fazer da vida.

‎Universidade?

‎Sim, é o que a avó chama à prisão.

‎Swati.

‎- É verdade. Estás a envergonhar-me. Não. ‎- Espera lá.

‎Os meus ajudantes. Venham cá.

‎Adoro-vos.

‎- Adoro-te, irmã. ‎- Claro.

‎Adoro-vos.

‎Olha para aquilo, meu.

‎Olha para aquilo.

‎Eu e tu.

‎Desde o início.

‎- Estás a ouvir? ‎- Sim.

‎Estás a ouvir?

‎Desde o início, mano.

‎Sim. Até o caixão ser baixado, mano.

‎Não estou a dizer que tem de ser agora.

‎Anda.

‎Estou bêbedo.

‎Calma.

‎Calma.

‎Adoro-vos.

‎- Irmã. ‎- Claro.

‎Por favor, pede só um à minha avó.

‎Só um.

‎Magoaram-me.

‎Magoaram-me mesmo.

‎O que te digo sempre?

‎Conta comigo.

‎Amanhã dou-te analgésicos.

‎- Vais ficar bem, meu. ‎- Também podes contar comigo.

‎Oros.

‎Ele está a dormir. Anda.

‎- Avó. ‎- Olá.

‎- Ele apagou. ‎- Está a dormir?

‎O seu neto está a dormir.

‎Deixa-me ver o meu neto.

‎Meu netinho. Olá.

‎Aqui tens o teu leite. ‎Está quente como gostas.

‎Anda lá.

‎Estás a ressonar?

‎Vou tirar-te os sapatos.

‎Acho que devias ficar ‎com o teu amigo esta noite.

‎O que te disse, Mbali?

‎Disse que te levava a casa.

‎Eu apanho um táxi.

‎Posso…

‎Posso ligar-te, pelo menos?

‎Veremos.

‎Pronto.

‎Olá, senhora.

‎- Olá. ‎- Por Sua Graça.

‎Ajude-me, por favor. ‎Procuro o Oros. Ele está?

‎- Sim, está. ‎- Chame-o, por favor.

‎- Ori. ‎- Por favor.

‎Está aqui alguém para falar contigo.

‎- Sim. Claro. ‎- Olá.

‎Como está?

‎- Estou bem. ‎- Olá. O Tbose está por aí?

‎Tbose?

‎Sim, o homem dos sapatos amarelos? ‎Ele não anda por aqui?

‎- Não há aqui ninguém chamado Tbose. ‎- A sério?

‎Caramba.

‎Dás-me um copo de água ‎para empurrar a comida?

‎Está bem. Fique aí.

‎- Trá-lo, por favor. ‎- Já volto.

‎Está bem.

‎Certo.

‎Obrigado.

‎De nada.

‎POLÍCIA

‎Diz-me uma coisa.

‎Não há aqui nenhuma loja ‎onde possa comprar um refresco?

‎O que foi?

‎- Isto preocupa-te? ‎- Vai-te lixar.

‎Vai-te lixar.

‎- Anda cá. ‎- O que estás a fazer?

‎Não resistas. Porque és sempre assim?

‎- Pira-te. ‎- Vá lá.

‎Onde está o amor?

‎Estás atrasada.

‎Desculpa, estive ocupada.

‎Encontrámos o bufo.

‎Neste mundo, ser fiável é importante.

‎O código é esse.

‎Se um homem perde a fiabilidade,

‎é eliminado.

‎Não temos escolha. Ele é um cancro.

‎Diz ao Zola para tratar do Oros. Hoje.

‎O Oros?

‎Investigámo-lo a pente fino.

‎A polícia foi vista em casa dele.

‎E se for um erro?

‎E o Zola? Moses, não. ‎Eles são como irmãos.

‎Disseste que querias um emprego.

‎Aqui está.

‎Ou não ouvi bem?

‎Não falaste de mim ao rapaz.

‎O Lili. Nem uma palavra.

‎O Sphe esteve aqui?

‎Esteve. Disse-lhe ‎para me vir visitar outra vez.

‎Não lhe disseste nada sobre mim.

‎Olha o que tenho de fazer agora.

‎O que achas?

‎Meu Deus! Que foi agora?

‎Condenaste o rapaz à morte.

‎Não tens de quê.

‎Devias salvá-lo, não tramá-lo.

‎Ouve, salvei-te a vida. Foi isso que fiz.

‎O teu trabalho é proteger-nos. ‎Isto não está certo.

‎Tau, que merda é esta?

‎Tu vieste ter comigo.

‎Vieste ter comigo, ‎imploraste-me que te ajudasse.

‎Eu ajudei-te.

‎A vida é mesmo assim, querida.

‎Isto é a vida real. É fodida.

‎Não sou uma das tuas meninas.

‎Entendido?

‎Olá.

‎Chegaste cedo.

‎Entra.

‎Fica à vontade.

‎Queres beber alguma coisa?

‎Temos de falar.

‎Deixa-me adivinhar.

‎Receias que o teu irmão descubra ‎que almoçámos juntos?

‎O Oros foi condenado.

‎O quê?

‎O que estás a tentar dizer, Mbali?

‎Depois do julgamento,

‎alguém o viu a falar com a polícia.

‎Perceberam que é o bufo.

‎A ordem é para ti, Zola.

‎Disseram que tens de o matar.

‎Foda-se!

‎Se o deixares escapar…

‎Faz com que pareça que chegaste tarde.

‎Ou que não o viste. Imploro-te. Ajuda-o.

‎- Ninguém tem de saber. ‎- Eu vou saber.

‎Tu vais saber.

‎E se mais alguém descobrir?

‎Também me matarão. É isso que queres?

‎- Tem de haver uma forma. ‎- É o código, Mbali.

‎Está bem?

‎Se falas, és um bufo.

‎E morres, Mbali.

‎- Um bufo morre. ‎- Ele é teu amigo.

‎Basta.

‎Fizeste a tua parte.

‎Olá, amigo. Certo.

‎- Tenho o dinheiro, mano. ‎- Com quem estás?

‎Estou sozinho.

‎Está bem, entra.

‎Já vai!

‎Irmã. Como estás?

‎- Olá. ‎- Entra.

‎Desculpa. ‎Estava ocupado na cozinha. Entra.

‎Vais ficar orgulhosa ‎por saber que não toquei num copo.

‎Estou limpo. Estou bem.

‎Oros, vim cá para…

‎Eu sei, para ver como estava. ‎Ouve, eu estou bem, sim?

‎Estou bem. Mas obrigado na mesma.

‎Oros, estas pessoas…

‎A liderança pensa que és o bufo.

‎Desculpa?

‎Aquelas pessoas lixaram-me a mão.

‎Disse algo de errado no julgamento?

‎Não estou a falar do julgamento.

‎Viram-te a falar com um polícia.

‎Polícia?

‎Não sei quem é aquele homem.

‎O idiota apareceu do nada a perguntar ‎por alguém que não conheço.

‎Merda!

‎Oros, não temos tempo.

‎Mandaram o Zola matar-te.

‎Agora.

‎Isto é fodido.

‎Isto é fodido.

‎Ainda podes fugir. Por favor, imploro-te.

‎Não vou a lado nenhum.

‎O Zola está a caminho.

‎Porque te metes na minha vida?

‎Primeiro, estavas obcecada ‎em pagar-nos a fiança.

‎E depois tiras-nos da prisão.

‎E mentiste por mim no julgamento.

‎E agora isto?

‎Qual é a tua?

‎Só tento fazer o que é certo.

‎Tentas fazer o que é certo?

‎E como tens a certeza ‎de que eu não sou o bufo?

‎Não preciso de ter a certeza.

‎Não é justo. Não podes morrer sem motivo.

‎Não é justo.

‎Não é justo.

‎Não é justo, pois não?

‎Tu não achas justo.

‎Sabes porque não achas justo?

‎Porque és tu.

‎Tu és o bufo.

‎Oros!

‎Oros.

‎Mexe-te!

‎- Oros. ‎- Zola.

‎Zola!

‎- Oros. ‎- Cala-te.

‎Abre.

‎- Oros… ‎- Cala-te. Entra.

‎Entra!

‎Fui. Obrigado, cavalheiros. Obrigado.

‎Foi bom.

‎Até amanhã. Obrigado.

‎Espera, meu. ‎Não podes sair depois de lhes limpares.

‎Sabes que mais? Já tenho ‎o dinheiro de que precisava.

‎Tens o dinheiro de que precisavas,

‎limpaste-os ‎e vais-te embora com o dinheiro?

‎Eis o que vai acontecer.

‎Quando saíres daqui, ‎alguém vai tentar assaltar-te.

‎Espera por mim, eu vou contigo. ‎Empresta-nos o dinheiro.

‎O dinheiro foi-se, rapaz.

‎Ele pensou melhor. ‎Vai emprestar-nos o dinheiro dele.

‎Anda.

‎- Está bem. Vamos. ‎- Quanto apostas?

‎Duzentos rands.

‎Vamos lá.

‎Achas que és esperta porque és advogada?

‎- Não tens de fazer isto. ‎- Tenho, sim!

‎Estás a olhar para onde?

‎- Credo! És uma falsa. ‎- Oros.

‎Oros, imploro-te.

‎És uma falsa.

‎Oros, posso explicar tudo. Por favor.

‎- Cala-te. ‎- Oros.

‎Cala-te!

‎Vá lá.

‎Vais acabar por adorar, rapaz.

‎Tu consegues. Mete mais.

‎- Mete mais. ‎- Mete mais.

‎Quatrocentos rands.

‎Adoro a tua coragem, rapaz.

‎Aqui estão os teus dados, força. ‎Vamos limpar isto.

‎Vamos lá.

‎Por favor.

‎Ainda estás em jogo?

‎Empresta-me 100 rands.

‎Não, tu…

‎- Olha quanto perdi. ‎- Como ganhavas antes?

‎Sabes que mais?

‎Tenho cenas, meu.

‎Uma fritadeira e um ralador. Sim.

‎Está bem, lança. Empresta-lhe!

‎Isso mesmo.

‎Não, mostra-nos como fazes a aposta.

‎Eu pago-te, está bem?

‎Faz a tua aposta, meu.

‎Enganaste-nos bem!

‎Enganaste-nos como num jogo de dados. ‎És inteligente.

‎És muito inteligente.

‎Eu também sou inteligente.

‎Eu também sou inteligente, ouviste?

‎E sabes o que dizem?

‎Se te armas em espertalhão, ‎é bom que o sejas.

‎Senão, és apenas burro.

‎Tu és uma bela burra.

‎Antes de tratarmos de ti,

‎não queres comer um homem pela última vez?

‎- Oros, imploro-te. ‎- Porquê?

‎- Não, Oros. Não me toques! ‎- Ouve lá.

‎Estás a gritar comigo?

‎Oros!

‎- Zola. ‎- Deixa-a ir.

‎- Não. ‎- Vamos falar.

‎Zola, não sou eu, é ela.

‎Não tem de acabar assim, está bem?

‎Tu e eu podemos fugir, amigo, está bem?

‎- Zola, não lhe dês ouvidos. ‎- Não vou a lado nenhum. Estás a ouvir?

‎Faço isto pelos irmãos.

‎Eles que se fodam.

‎- Eles que se fodam! ‎- Como assim?

‎- Ouve! Oros! ‎- Como assim?

‎- Sou teu irmão! Oros! ‎- Cala-te!

‎- Foda-se! ‎- Deste-me um tiro!

‎Oros.

‎Deste-me um tiro. És um…

‎Oros!

‎Vamos falar. Não há necessidade disto.

‎Oros!

‎Legendas: Nuno Oliveira

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