All language subtitles for Umthetho - 1x02 - Episode 2.WEB.9minus5in.pt

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Original subtitles

‎Boa.

‎As patas de galinha.

‎Obrigada.

‎Desfrutem.

‎Obrigado.

‎TRÊS HORAS ANTES

‎Olá, jovem.

‎- Olá. ‎- Como estás, jovem?

‎- Agentes. ‎- Vem cá, jovem.

‎- O que foi? ‎- Então?

‎Querem comer? Vão revistar-nos?

‎Vou ver o que se passa ali.

‎Reviste à vontade.

‎- Preciso de permissão. ‎- Nem pensar.

‎- De que tens medo? ‎- Quer ‎pap‎?

‎- Espinafres? ‎- O que é isto?

‎É um telemóvel. Quer um?

‎Jovem!

‎O que vem a ser isto? O que é isto?

‎O que é isto?

‎- Que merda é esta? ‎- Não, meu!

‎- Não, por favor! ‎- Sphelele!

‎- O que é isto? ‎- E agora?

‎Já disse que não é meu!

‎- É teu! Isto é teu! ‎- Não é meu!

‎O meu sangue…

‎… ‎é o do meu irmão!

‎O IMPÉRIO DA LEI

‎Então, de quem é?

‎Talvez não tenha medo de ir presa, mas…

‎… e a sua família?

‎Imagine o Sphelele na prisão.

‎E todos os reclusos sabem ‎de quem ele é irmão.

‎Têm o Moses detido há anos!

‎Não precisam de mim.

‎E não precisam do Sphelele.

‎A Gaz’lam é problemática!

‎Uma ameaça do caralho!

‎Como uma serpente venenosa ‎cuja cabeça tem de ser cortada,

‎e a cabeça da merda da serpente ‎é o Scarra e o Moses.

‎Ponto final.

‎O seu problema é o Scarra, não é?

‎Não é assim?

‎E se…

‎E se eu encontrasse o Scarra?

‎Bem, a doutora é uma boa negociadora.

‎Encontre-me o Scarra.

‎Desgraçado!

‎Desculpe, chefe.

‎Foi um acidente. Já resolvemos.

‎Foi por pouco.

‎Salve-se quem puder!

‎- Dinamite! Rápido! ‎- Vamos.

‎Despacha-te!

‎Abriguem-se!

‎Abriguem-se.

‎Dá-me isso!

‎- Vai-te lixar! ‎- Eu tentei.

‎Tentaste como, se nem explodiu?

‎Scarra.

‎É demasiado. Vai queimar o dinheiro.

‎Vai-te lixar. O que sabes sobre bombas?

‎Uma bomba deve ter aquela coisa especial.

‎Não podes fazer isso. Vai explodir.

‎- E depois? ‎- O Moses não faria esta merda.

‎Não sou o Moses.

‎Sou o Scarra, sou quem manda nesta merda.

‎Abriguem-se.

‎Despachem-se!

‎Foda-se!

‎Eu disse-te, burro do caralho.

‎Vamos!

‎Anda!

‎Inacreditável!

‎Para ser sincero, ‎estamos a atrair atenção indesejada.

‎Não, David! Não é isso.

‎Ninguém se magoou ‎até este merdoso sair da prisão!

‎Achas que gerias melhor as coisas?

‎Ninguém te perguntou nada, está bem?

‎E tu, atenção indesejada?

‎Somos criminosos!

‎Somos os maiorais!

‎Maiorais?

‎Longe disso! És um burro do caralho!

‎Ninguém morre. Não matamos ninguém.

‎És um burro do caralho!

‎Ouve lá!

‎A quem estás a chamar burro?

‎Estás a chamar-me burro?

‎Vai-te lixar! Isso é treta!

‎Calma! Acalmem-se.

‎Acalmem-se, porra!

‎Acalmem-se, está bem? Respirem!

‎Isso.

‎Pronto, relaxem.

‎Baixem as armas. Isso.

‎Se há algum culpado, sou eu. Está bem?

‎Na ânsia de arranjar dinheiro, ‎talvez nos tenhamos precipitado.

‎Porra! Como consegues beber isto?

‎Caramba, chegou a hora do Moses.

‎Olá, Borboleta.

‎- Borboleta. ‎- Olá.

‎As borboletas.

‎Aqui têm.

‎Para a próxima, pagam com o cu.

‎Chupo-te tudinho como a este sumo Oros.

‎- Tenho medo de me desgraçar. ‎- Precisas de Jesus.

‎Jesus, abençoa-me.

‎És um merdas.

‎Desculpe, chefe.

‎Estamos a tentar ajudar-te.

‎Mas não paras com esta merda.

‎Desculpe, chefe.

‎Temos de te vigiar.

‎E garantir que não metes ‎mais droga no teu sistema.

‎Falta-te disciplina.

‎Ouçam! A disciplina é para todos.

‎- Baza. ‎- Entendido?

‎Põe-te a andar.

‎Têm visitas?

‎Temos de organizar uma visita ‎para venderem aos guardas.

‎Sim.

‎Líder.

‎Estive a pensar.

‎E se fôssemos buscar mais ‎daquela mistura que o Scarra levou?

‎Cinquenta ambulâncias! ‎Saímos todos ao mesmo tempo!

‎Porque não fechas essa matraca?

‎As tuas ideias são sempre parvas.

‎- Não vai resultar, irmão. ‎- Claro.

‎As emergências médicas ‎são tratadas cá dentro.

‎Claro.

‎Zola!

‎Não és perito em demolições?

‎- É por isso que estou cá. ‎- Preciso de ti.

‎Ouvi dizer que houve ‎grande confusão lá fora.

‎Explosão. Confusão!

‎Porquê?

‎Alguém fez asneira ‎e metade do dinheiro ardeu.

‎Arruma as tuas coisas.

‎Mbali, anda cá.

‎Mbali, aqueles desgraçados tramaram-no!

‎Aqueles sacanas incriminaram-no!

‎Raios.

‎Não, isto não está certo!

‎Lamento muito.

‎Desculpa.

‎Ouve, Mbali,

‎consegues resolver esta situação?

‎Porque eles falaram em 15 anos.

‎Não sobrevivo 15 anos na prisão.

‎Darei o meu melhor. Vou resolver isto.

‎Eu resolvo isto.

‎Vão para dentro.

‎Olá!

‎Podias ter ligado.

‎Eu sei. Mas…

‎Sou da velha guarda, ‎quis fazer isto pessoalmente.

‎Importas-te de entrar?

‎Só um segundo. Não preciso de muito tempo.

‎Por favor.

‎Eu…

‎Eu queria agradecer-te.

‎Nunca ninguém fez ‎aquilo que tu fizeste pelo teu irmão.

‎Mbali, tiraste o teu irmão do Buraco.

‎Agradecemos o que fizeste por nós.

‎Pela Cici.

‎Cici, cumprimenta a tua tia.

‎Olá.

‎Olá, Cici.

‎- Ela tem os olhos do Moses. ‎- Eu sei.

‎É igualzinha ao pai.

‎Quero vê-lo.

‎- Tão bom. ‎- Tau.

‎Sim, querida.

‎Devem estar a pagar-te muito bem.

‎Olha só. A minha advogada preferida.

‎Pronto, querida. ‎Dá dois minutos ao papá. Volto já.

‎- Mas, papá… ‎- É rápido. Vai.

‎Sim.

‎David Schultz? ‎Esse homem dá má fama aos advogados.

‎Os advogados dão má fama aos advogados.

‎É ele…

‎Ele é que impõe a agenda da Gaz’lam.

‎Quanto mais depressa começares,

‎mais depressa voltas à tua vida. ‎- Por favor!

‎Sim.

‎Os advogados usam dictafones.

‎Mathebula, deixa-as entrar.

‎Sigam-me, por favor.

‎Não tenho tempo a perder. Tire a roupa.

‎Vim cá em trabalho. Sou advogada e estou…

‎Não, estou a ser testada.

‎Os advogados vêm aos dias de semana.

‎Como está aqui agora, ‎é como todos os outros.

‎Por isso, dispa-se.

‎Dispa-se.

‎O que é isto?

‎É um dictafone.

‎Vim ver o meu cliente. ‎Como disse, sou advogada…

‎É? Vejo que é muito convencida.

‎Olha o que encontrámos.

‎O que faço? Dou-lho?

‎- Pai. ‎- Filho.

‎Chefe, este é o meu filho Jabu. ‎Olha como ele cresceu.

‎- Cresceste. ‎- Está a estudar para ser médico.

‎Querida! Meu Deus! Tive saudades tuas.

‎Espírito Santo, expulsa o demónio ‎da cabeça desta criança.

‎Em nome de Jesus, ‎queremos que ele volte para casa.

‎O que temos aqui?

‎Ouve.

‎Não vou deixar que a mãe da minha filha ‎arrisque a vida num assalto.

‎Vais deixar o Scarra fazê-lo sozinha?

‎Sabes como ganhei o Ziggy?

‎Sim, diz ao papá como ganhaste o Ziggy.

‎Porque recebi uma estrela na escola.

‎O Ziggy também deve estar feliz.

‎Então?

‎- Mexe-te. Para trás, recluso. ‎- Relaxa, meu.

‎ZONA DE VISITAS

‎Caramba.

‎- Coisa linda. Foda-se. ‎- Porra.

‎Os miúdos estão mais felizes.

‎Porque demora tanto?

‎Saudação. Respeito, meu.

‎O papá teve tantas saudades tuas.

‎Eu conheço-te. És a tia.

‎Querida, vamos brincar para ali, sim?

‎Dá-lhe uma oportunidade.

‎Irmão.

‎Moses, não sabíamos.

‎O pai disse-nos que tinhas morrido.

‎Não sabíamos que ainda estavas vivo.

‎Pensei que nunca mais te veria.

‎O que fazes aqui?

‎Pensámos que te tínhamos perdido.

‎O irmão que conhecias

‎já não existe.

‎Morreu.

‎O teu pai tinha razão.

‎Ainda bem que a Crystal me encontrou. ‎Tinha de fazer alguma coisa.

‎Folgo em ouvir isso.

‎Mas eu não te conheço.

‎E não confio em quem não conheço.

‎Está bem.

‎Por onde começo?

‎Fui procuradora. ‎E tenho de te agradecer por isso.

‎És a razão pela qual me tornei defensora.

‎Sempre acreditaste em mim.

‎Sempre foste inteligente, Mbali.

‎Só fiz o que me competia. ‎Queria que fosses bem-sucedida.

‎E também há o Sphe.

‎Ele já deve ser crescido.

‎E bem crescido.

‎Anda na escola.

‎Está a estudar para ser chefe.

‎Eu tento apoiá-lo, Moses. ‎Mas já não trabalho.

‎Como assim?

‎Moses, fui despedida ‎por te tirar do Buraco.

‎Ninguém quer trabalhar comigo.

‎Foi por isso que vieste?

‎Queres um emprego?

‎Quero ajudar.

‎Está tudo bem? Estamos bem?

‎Onde está a minha filha?

‎Com o Jabu e a Valaza.

‎A Crystal acha que posso ajudar.

‎Não somos uma caridade.

‎Ela é boa, amor.

‎Ela é boa.

‎Precisamos dela.

‎Quando trabalhares com ela, verás.

‎Em nome do Pai.

‎Rapaz.

‎Diz-me que a minha filha está bem.

‎- Sim. Ela está bem. ‎- Meu Deus!

‎O que quer este inútil da minha igreja?

‎Haverá alguma forma ‎de eu corrigir as coisas?

‎Tretas! Não podes fazer nada.

‎Não pertences aqui. ‎Profanaste a minha filha, engravidaste-a!

‎Ouve, rapaz. Primeiro, não te chamámos.

‎Apareceste aqui a dizer ‎que querias resolver as coisas.

‎Vais resolver as coisas ‎pagando pelo que fizeste.

‎Posso pagar, não tenho problemas com isso.

‎Pagar não chega. ‎Tens de casar com a minha filha.

‎Ouviste? Não admito ‎nenhuma Jezebel em minha casa.

‎Vais casar com a minha filha

‎porque não o conseguiste ‎manter nas calças.

‎Andaste por aí a inseri-lo…

‎- A inseri-lo em todo o lado. ‎- Amor!

‎Estamos numa casa de culto.

‎Isto não é uma casa de culto, marido.

‎Estamos debaixo de uma árvore.

‎Já acabámos? Está muito frio, padre.

‎Em nome do Pai.

‎Olá, senhor.

‎O que eu ouvi é verdade?

‎O meu pai disse que disseste disparates.

‎Querida, pensei que estava a fazer ‎a coisa certa.

‎A coisa certa, Sphelele? ‎Como pudeste achar isso?

‎Nem consegues sobreviver sozinho.

‎E estás a dizer… ‎Por favor, explica-me isto.

‎Não me apontes o dedo quando falas comigo!

‎Calma.

‎Fui pagar os danos ao teu pai ‎para lhe dar graxa.

‎E agora ele diz que temos de casar.

‎- Não entendo. ‎- Casar?

‎Que sabes tu de casamento?

‎Com quem casarias?

‎Escondes-me debaixo da cama. ‎Casarias com quem?

‎Ouve, vês esta rapariga?

‎- Ela não quer casar. ‎- Não.

‎- Não. ‎- Querida…

‎Deixa-me em paz.

‎Já não percebo nada.

‎Com a declaração, ‎deve demorar duas semanas.

‎Conheces a minha irmã?

‎Sim, claro que conheço.

‎Em lados opostos do tribunal.

‎É interessante vê-la neste mundo.

‎Vamos ver o que ela faz ‎para libertar os rapazes.

‎O primeiro está a quatro cabinas.

‎Boa sorte.

‎Como disse, temos a declaração. ‎Deve estar tratado em quatro semanas.

‎Quem gritou a noite toda?

‎Tens uma visita.

‎Sr. Zola Zondi?

‎Olá.

‎Olá, menina.

‎Porque está surpreendido? ‎Esperava um homem?

‎Não, de todo. É só que… ‎Ninguém me disse que…

‎Ouça, se preferir homens, posso…

‎Não, de todo.

‎É que uma beleza como a menina ‎não é muito comum por aqui.

‎Então?

‎Posso dizer que o meu advogado ‎era aquele ali.

‎A menina é uma grande melhoria.

‎Talvez seja melhor falarmos do seu caso.

‎Claro.

‎Vejo aqui que o senhor e o seu parceiro

‎gostavam de rebentar multibancos.

‎Sim, nós…

‎Adorávamos dinheiro, como toda a gente.

‎Foi assim que começámos.

‎Sim, é bom no que faz.

‎Tanto que um segurança se magoou.

‎É um erro do qual não me orgulho.

‎Posso traçar um plano para si.

‎Mas o seu parceiro tem um mau registo.

‎Não entendo.

‎O acordo não era tirar-nos aos dois daqui?

‎O que estou a tentar fazer ‎precisa de muitas autorizações.

‎E o sistema não é bom ‎para liberdade condicional.

‎Optou pela condicional?

‎Já cumprimos metade da pena.

‎Além disso, fazemos terapia laboral.

‎Parece conhecer a lei.

‎Não há muito para fazer atrás das grades.

‎E sim, gosto de ler.

‎Respondendo à sua pergunta, não.

‎Temos de recorrer da sentença ‎e depois pedir liberdade condicional.

‎Mas não será fácil.

‎Nunca tive uma vida fácil.

‎Mas há esperança, certo?

‎Sempre.

‎Sim, isso mesmo.

‎Há mesmo. Talvez por bom comportamento.

‎Bom comportamento?

‎Bom…

‎Não brinquem comigo.

‎Está bem. Ouve, Aggie. Pensa nisso.

‎Não, pensa nisso. Nós…

‎Se isto correr bem, ‎eles vão confiar-lhe mais coisas.

‎É a solução, confia em mim.

‎E entramos no círculo deles.

‎Vamos deixar os criminosos ‎andarem soltos pelas ruas?

‎Sabes o que me apetecia fazer?

‎Mandar o Moses de volta para o Buraco.

‎- Não queres o Scarra de volta? ‎- Quero.

‎Quero a Gaz’lam fora daqui.

‎Pronto.

‎Calma. O que foi? Queres desfazê-la agora?

‎Mbali, senta-te.

‎Calma.

‎Porque gostas tanto de discutir?

‎Senta-te. O que foi?

‎Esquece. Está bem. ‎Não precisas de te sentar.

‎Mas confia em mim, por favor. ‎É a única maneira.

‎Não temos uma toupeira na Gaz’lam.

‎- Pensa bem. ‎- Porque a libertaste?

‎Eu teria saído na mesma.

‎E vou libertar estes reclusos. Por favor.

‎Sei o que faço. Confia em mim.

‎Maioral.

‎Tens muita confiança, não é?

‎O excesso de confiança ‎pode magoar-te, sabias?

‎Digamos que concordo com isto.

‎Posso traçar um plano para o Zola, ‎mas o Oros…

‎O Oros é problemático. Está sempre bêbedo.

‎O que fazemos com ele?

‎Eu convenço o tribunal ‎e a comissão de liberdade condicional.

‎Ninguém notará na tua assinatura.

‎Não te atrevas…

‎… a foder-me.

‎Eu trato-te da saúde.

‎Dra. Dlamini.

‎Nós…

‎Já nos enfrentámos em tribunal, ‎mas nunca nos conhecemos.

‎Eu pago-lhe o almoço. Agora.

‎Venha.

‎Ouça, princesa. ‎Deixe-se de conversa fiada.

‎Quer substituir-me?

‎Que coincidência. ‎Aparece um parente do Moses.

‎Podemos trabalhar juntos?

‎Há pessoas tão poderosas como ele

‎que confiam em mim.

‎Por isso, não. Não preciso da sua ajuda.

‎Mas prometo-lhe uma coisa.

‎Juro por tudo o que é sagrado,

‎se ameaçar o meu negócio, ‎arranco-a pela raiz.

‎Como um tumor cancerígeno maligno.

‎Mas faço-o com um escopro e um martelo.

‎Estamos entendidos?

‎Empregada.

‎A conta, por favor.

‎Paga a princesa.

‎Querida.

‎Vais ficar zangada comigo ‎o dia todo, amor?

‎Vais, amor?

‎Olha, amor…

‎Sei que fui atrevido por falar ‎com os teus pais sem avisar,

‎está bem?

‎Queria pedir-te desculpa, meu amor.

‎Também peço desculpa ‎por gritar contigo, amor.

‎É só que, com tudo o que se passa,

‎com o bebé, e os meus pais,

‎estou a dar em doida.

‎Pois.

‎Eu sei, amor.

‎Mas já não importa, não é?

‎Que tal um beijinho?

‎- Lá estás tu. ‎- Anda cá.

‎Não, querido.

‎Amor.

‎- Não. Nem pensar. ‎- Anda cá.

‎Nem pensar. Queres fazer outro bebé?

‎- Para! ‎- Não, amor.

‎O DAVID SCHULTZ AMEAÇOU MATAR-ME… ‎ACHO QUE NÃO CONSIGO FAZER ISTO.

‎NÃO ME SINTO SEGURA!

‎Vá lá.

‎Mas que merda?

‎Sphe!

‎Sphe.

‎Sim.

‎- Já vou. ‎- Estás bem?

‎Sim, eu…

‎Estou bem. Ia agora deitar-me. ‎O que se passa?

‎O que se passa aqui?

‎Nada.

‎- Porque perguntas? ‎- Abre!

‎Então?

‎E aquele pelo?

‎Não, mana, não há pelo nenhum. ‎Vês algum pelo?

‎Nem pensar. Não, estou farta disto.

‎Estou farta de me esconder.

‎Não. Diz-lhe.

‎Dizer-me o quê?

‎Fala, Sphe!

‎Estamos grávidos, Mbali.

‎Sphe, não sei o que dizer.

‎Parabéns, talvez?

‎Mais para o fim, ‎a memória do pai não andava boa.

‎Às vezes pensava que eu era a mãe.

‎Mas, a dada altura, a memória dele voltou.

‎Sphe, o pai deu-me a mão,

‎olhou-me nos olhos ‎e pediu-me para cuidar de ti.

‎Pediu-me para fazer um trabalho melhor

‎do que ele tinha feito comigo.

‎Lamento se nunca fiz isso.

‎Mbali…

‎Mana, para, por favor.

‎Porque te sobrecarregas tanto?

‎Sobrecarregas-te com os problemas ‎em casa e no trabalho.

‎Até assumes os meus erros como teus.

‎A responsabilidade é minha, mana. ‎Deixa-me tratar disto.

‎E sabes que mais?

‎Para ser sincero, eu amo a Ntombi.

‎E ela também me ama.

‎E, como podes ver, vamos ter um bebé.

‎Mas a família dela ‎quer que eu case com ela.

‎Vais-te casar?

‎É uma situação difícil, meu Deus.

‎Sim, isso também.

‎Está bem.

‎E outra coisa…

‎Os pais expulsaram-na de casa.

‎Ela pode ficar connosco, certo?

‎Mas vai lavar a loiça.

‎Porque tenho de lavar a loiça?

‎Vamos sair?

‎Vamos.

‎- Vamos sair? Vamos sair. ‎- Vamos sair.

‎Vamos sair!

‎Vamos sair, meu!

‎- Sabem que mais? ‎- Vamos.

‎Ouçam.

‎Demito-me!

‎Ouviste, mano?

‎Demito-me.

‎Vamos!

‎Credo, Sibalukhulu!

‎Não sei como o fizeste, ‎mas os rapazes estão muito agradecidos.

‎Esperávamos que nos dissesse como o fez.

‎Há muitas pessoas curiosas ‎por saber como o fez tão depressa.

‎- A sério? ‎- Sim.

‎Pedindo a suspensão e saída precária, ‎centrando-me numa coisa.

‎Os advogados recorrem ‎atirando tudo o que puderem à parede,

‎na esperança de que algo pegue.

‎Concentrámo-nos numa única coisa.

‎Uma única sentença: ‎tentativa de homicídio.

‎Ar puro.

‎O ar da liberdade.

‎E uma salsicha.

‎- Meu irmão. ‎- Olá.

‎- Quanto custam? ‎- Vinte rands.

‎- Vinte rands? ‎- Vinte rands.

‎Estás louco?

‎Não sei o que dizer.

‎Fiz o trabalho do Senhor.

‎Leram-lhes a disposição errada ‎no julgamento.

‎Deram-lhes 15 anos em vez de 10,

‎sem circunstâncias excecionais ‎para o excesso.

‎Como cumpriram 8 anos, era mais fácil ‎conseguir a condicional aos 10.

‎Há uma lista de condições.

‎Isso inclui jantar consigo?

‎O seu amigo pode precisar da lista.

‎Irmã…

‎Obrigado. Adoro-a. Muito obrigado.

‎MaZet, olha só.

‎Arranjaram-nos um motorista. Um motorista!

‎- Almoço? ‎- Entre no carro.

‎Mbali, dá-nos um momento.

‎Ouve.

‎O que ela disse ‎não acontece de um dia para o outro.

‎Mas tenho de falar contigo ‎sobre uma coisa.

‎Vou ter com o Scarra amanhã.

‎A casa fica atrás da igreja ‎da Rua Loveday, em Yeoville.

‎Vai ser à mesma hora da missa.

‎Estás mesmo a agradar ‎ao teu irmão, não estás?

‎Bom trabalho! Sim.

‎- Está na hora de… ‎- A criminalidade satisfaz-me.

‎- E agora? ‎- Vou fazer o meu trabalho.

‎Se tudo correr bem amanhã, ‎estarás livre! Sim.

‎Um brinde.

‎A ti, campeã!

‎A heroína da história.

‎Não estou aqui para brincar.

‎É a minha vida e quero-a de volta.

‎Meu Deus.

‎Por amor da Santa.

‎Vá lá. Vamos festejar!

‎Merda.

‎Apanhei-te.

‎Apanhei-te, maldito.

‎Sim.

‎- A água está mesmo fria. ‎- Disseste que querias estar bonita.

‎- Sim. ‎- Lava-o bem. Não, querido!

‎Espera. Vais ficar ‎com o cabelo todo lambidinho.

‎- Estás a brincar comigo. ‎- Sim, meu chocolate negro.

‎Tanto sabonete.

‎- Vamos limpar deste lado. ‎- Como estás?

‎Estou bem, Mbali.

‎Sinto que tenho um menino saudável.

‎Precisas de alguma coisa? ‎Exames, medicamentos?

‎Estou bem, Mbali. A clínica ‎já me deu tudo o que preciso.

‎Mano, toma isto.

‎Para quê?

‎Aceita e diz: "Obrigado, mana."

‎Obrigada, irmã.

‎Olá. Princesa!

‎Não.

‎Volto já.

‎Não, David.

‎Em minha casa, não.

‎Não depende de mim.

‎Ordens do teu irmão. ‎Vamos ter com o Scarra.

‎Não posso. Hoje não.

‎Gostes ou não, princesa, vens comigo.

‎- Vamos ter com o Scarra. Agora. ‎- Mana, o que se passa?

‎Sphe, está tudo bem. ‎É só um caso do trabalho.

‎Porque parece que os teus casos ‎se estão a complicar?

‎Vai para casa, Sphe. Já volto. ‎Vai correr tudo bem.

‎Eu sei que está aqui. Está aqui algures.

‎Sim.

‎Põe isso. Mantém a cabeça baixa.

‎Muito bem, meninos e meninas.

‎A partir de hoje, ‎podem tratar-me por sargento.

‎E refiro-me a todos.

‎Estás a gabar-te.

‎Idiota.

‎Vamos.

‎Vamos, princesa.

‎Onde está o outro? O do sumo de laranja…

‎O Oros. Perdeu a noção do tempo.

‎Raios.

‎Advogado presente.

‎Estão a subir.

‎Estás a ver, rapaz? ‎Já não é preto, é azul-marinho!

‎Raios.

‎Raios.

‎Até o teu penteado faz parecer ‎que tens cabeça de grão de arroz.

‎Quem vem lá?

‎Olá.

‎- Olá… ‎- Davido!

‎Scarra!

‎Davido. Figurões.

‎- Boa. ‎- Foste cuidadoso?

‎Sim, claro.

‎Quem é esta beldade?

‎É a irmã do Moses.

‎Ele disse que era filho único.

‎Seguimos caminhos diferentes.

‎Sim, há 20 anos. Agora, ela é ‎a nova advogada da Gaz’lam.

‎Vês o que tenho de aturar?

‎Veem?

‎Um erro e volto para a prisão.

‎Eu disse-lhe claramente ‎que não queria falar com a mulher dele

‎e agora manda-me a irmã mais nova!

‎Senta-te, estás a empatar-me!

‎Isto é sério, pessoal.

‎Está na hora de ganharmos dinheiro.

‎Memoriza isto.

‎Caramba! Davido!

‎Adoro este tipo.

‎Muito bem, meninos e meninas.

‎Preparem-se para entrar.

‎Preparem-se para entrar!

‎Conta, meu!

‎- Obrigado. ‎- Obrigado.

‎Todos em posição.

‎Repito, todos em posição.

‎Alvo na mira. Repito, alvo na mira.

‎Merda. Toparam-nos.

‎Pessoal, toparam-nos.

‎Vem aí merda.

‎Tu aí!

‎A sério, Scarra, ‎segui todos os protocolos.

‎Juro, tirei-lhe o telemóvel.

‎Se perder a calma, perco uma bala.

‎- Estou a dizer-te, segui… ‎- Vai-te lixar! Tu!

‎Não sei de nada.

‎Vá lá. Arranca!

‎Arranca, vá lá!

‎Foda-se! Arranca!

‎Sim!

‎Aí vem.

‎Merda!

‎Merda.

‎Merda!

‎Aonde vais? Baixa-te!

‎Meu Deus.

‎Céus!

‎Credo! Merda!

‎Então? Não vês ‎que está a haver um tiroteio?

‎Anda. Ou dão-te um tiro na cabeça!

‎Entra.

‎Deus é bom

‎Pirem-se!

‎Não olhem para mim!

‎Para onde olhas?

‎Vai-te lixar! Baza!

‎O que se passa?

‎Será acusado de tentativa de homicídio. ‎Sabe quem eu sou?

‎- David Schultz, advogado! ‎- Caluda!

‎- O Scarra? ‎- Não está aqui. Procurámos tudo.

‎- Vai ficar liso! ‎- Caluda!

‎Mexe-te!

‎Merda!

‎Vigarista de merda.

‎Meu Deus.

‎Conduz! A chave está debaixo do carro.

‎Merda!

‎Despacha-te!

‎Foda-se!

‎Saiam da frente! Saiam.

‎Ele foi por ali, senhor. Por ali!

‎- Por ali? ‎- Por ali.

‎Aleluia!

‎Acelera!

‎Há um bufo. E eu vou encontrá-lo.

‎Ouve, rapaz. Há um bufo.

‎E eu sei quem é.

‎Legendas: Nuno Oliveira

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