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Todos os avi�es civis esvaziem a pista !
O Filme se passa entre Budapeste, Capital da Hungria e a Fronteira Austro-H�ngara
Estamos em Novembro de 1956, nos tr�gicos dias da revolta h�ngara
Crep�sculo Vermelho
Hora de irmos ?
Desculpe-me, h� alguma novidade ?
Mas j� estou aqui h� dois dias!
- Russos ? - N�o me surpreenderia.
Esses avi�es podem significar, a suspens�o dos v�os civis.
Somos estrangeiros e estamos de passagem. Chegamos e j� vamos embora !
Muito pouca demora.
Quatro ou cinco semanas, Quatro ou cinco meses !
Quatro ou cinco meses ?
Os Russos s�o boa gente, mas os rel�gios russos
as vezes, d�o a hora muito devagar .
Muito engra�ado. Voc� n�o tem filhos pequenos para se preocupar.
Ei ! Isto est� em ingl�s!
Est�o do outro lado da rua! Est�o chegando!
N�o podemos resistir!
Em nome de Deus, salvem-nos !
Ajudem a Hungria !
Antes que seja tarde!! Pela �ltima vez, imploramos por ajuda!
� o fim.
Que confus�o terr�vel.
Por favor, apague.
Sempre achei que eram um bando de dan�arinas e ciganos
e agora d�o ao mundo uma li��o de coragem.
Sim, mas quem vai aprender ?
Por aqui, por favor. Bom Dia
L� , por favor.
S� queremos saber a hora da partida
Trabalho para uma Televis�o brit�nica
Al� sou Hugh Deverill.
- Me Escute... - Esque�a isso.
Tem um assento vazio al�. � melhor voc� se sentar.
- Voc� est� bem? - Sim, estou
Teremos que lev�-los de �nibus at� Viena
Todos os v�os civis foram cancelados.
N�o quero ir para Viena !
Quero ir pra Atenas! Por favor!
Este � um lugar de loucos. Nos informam amanh�, amanh�. Ent�o?
Esperam que minha filha e Eu viajemos para Viena?
N�o h� v�os para Budapest.
Conseguiremos passes livres das autoridades sovi�ticas no aeroporto.
Fica apenas 2,5 km daqui.
Desculpe, Desculpe.
Trabalho para um C�nsul Grego.
Foram de visita para casa, Deixaram a crian�a comigo.
Desculpe. Talvez o Sr. saiba as �ltimas not�cias do v�o 306.
Aten��o, Aten��o!
Todos os passageiros que viajam pela Aeroflot
ser�o transferidos.
Desculpe
N�o se lembra de mim, Lady Ashmore?
Sim... mas n�o totalmente.
Hugh Deverill
Seu marido me trouxe para o pa�s dois ver�es atr�s.
Sim, Claro Que bobagem a minha.
Nem um pouco. Que est� fazendo aqu�?
Visitando alguns amigos da delega��o.
Onde est� Cecil? N�o est� com a Sra.?
N�o, n�o esta vez.
O que est� acontecendo com o v�o 306?
Cancelado. Parece que os russos expropriaram o aeroporto.
Verdade?
Iremos de �nibus
- De �nibus? Para onde? - Viena
Isso � imposs�vel !
Quero dizer, n�o seria mais sensato esperar o retorno do servi�o?
Por favor, Senhoras e Senhores!
Recebi ordens. O aeroporto vai ser evacuado em 15 min
Entenderam? Em 15 min.
N�o temos muitas op��es, n�o �? Com Licen�a
Bem, O Sr. Flemyng que sentou junto a mim na viagem
n�o se sente bem. Coitado! Lhe darei as not�cias.
Como se sente ?
Acho que adormeci.
Prontos para irmos ?
O v�o foi cancelado.
Vamos de �nibus para Viena.
Acha que vou conseguir ?
Voc� tem que conseguir.
Voc� consegue , consegue ! Perd�o
Por favor. Voc� me prometeu .
Lamento. Estarei bem .
Querem brincar de guerra?
Voc�s ser�o os bons e n�s os maus.
Os deixo ganhar , se quiserem.
J� est� disparando ?
Voc�s v�o no �nibus tamb�m ?
Sim, vamos .
Nossa guerra fica para mais tarde.
Deixe-me ajud�-lo
Qual � o seu nome ?
Billy Rhinelander.
Ele n�o sabe fazer nada, e mam�e est� assustada.
N�o deixe que eles aborre�am as pessoas!
N�o temos folga!
Aten��o. O �nibus para Viena partir� em alguns instantes.
O �nibus est� esperando.
Posso levar minha mala, por favor ?
- Sim, Claro - Vamos
Vamos por favor!
Passageiros para Viena. �ltima chamada
Seu nome Por favor
Lhe reservei o assento perto da janela.
Obrigada, mas prefiro o corredor,se n�o se importa.
A Sra. � a �ltima pessoa que esperava encontrar aqui.
- Por favor, Para onde vamos? - Viena
- Eu, Amsterdam
Amsterdam depois. De Viena va a Amsterdam. Entende?
- O Pr�ximo, por favor. - Obrigado
- Seu nome, por favor. - Fleming
Seus vistos de viagem est�o com o chofer.
E boa viagem !
Cruzamos o Dan�bio e seguimos a oeste, at� o centro de Budapest.
e Atravessamos a velha cidade de Buda.
Seguimos ao norte pela rota principal.
O Chofer disse que cruzaremos a fronteira ao meio dia.
Se tudo correr bem, estaremos em Viena na hora do almo�o.
Parece muito simples.
Mas ontem alguns americanos foram presos na estrada.
Os Russos s�o boas pessoas.
Olhe, Espero que n�o se aborre�a em perguntar.
Por que Cecil deixou voc� viajar s� nesta situa��o?
Ele sabe que Eu sei me cuidar muito bem.
Na Inglaterra, talvez, mas aqui � diferente.
Ele n�o sabia que Eu vinha para c�.
Ele n�o sabia?
Cecil e Eu nos separamos.
Desculpe. Para um solteir�o convicto como Eu sou
Voc�s pareciam a propaganda do casamento perfeito.
Pobre Cecil. Como estar� indo?
Vai se casar no Natal.
O que est� acontecendo?
Parece um bloqueio.
Sentem- se , por favor
Sentem-se! N�o ouviram o que o mo�o disse?
Por um momento pensei que iam nos prender
Mam�e! O homem caiu .
Abram a janela. R�pido.
Que hora para ficar doente!
Pe�a a minha esposa o wisky.
Deixe-me passar, por favor
Com licen�a
O que ele diz? Que idioma � este?
N�o parece com nada!
O que ele diz novamente?
Certamente n�o � ingl�s.
Madame, aqu� est� o wisky.
Obrigada.
Com licen�a, Se importaria? Muito obrigado.
Foram muito gentis.
Acho que ele ficar� bem agora.
Vamos senhores, o Sr. Flemyng est� em boas m�os.
Obrigada.
Eu desmaiei, n�o foi?
N�o o deixarei s� novamente.
Estranho. Quando os russos come�aram a contar
Eu esqueci meu novo nome. Que estupidez!
� Flemyng. Henry Fleming.
Sim. Flemyng.
Nasceu em Viena, 24 de maio de 1914.
Naturalizado brit�nico nos anos 40.
Est� pior?
N�o estou t�o ruim.
Mas me sinto fraco.
Trarei outro tranquilizante.
Boa id�ia.
O que est� fazendo? Cuidado!
Tudo certo! S�o rebeldes. Somos amigos
Quieto, por favor! Quieto!
Passaporte.
Voc� viu os russos?
Tem um bloqueio a seis milhas atr�s
Com um tanque e uns doze homens.
Quanto falta at� a fronteira?
Tr�s km at� Mos�n na margen do lago
O outro lado � a �ustria.
- Ingl�s? - Sim .
O que aconteceu em Budapest?
Terminada.
Aqu� tens uns chocolates. Pegue-os. Podemos comprar mais.
Por favor. Leve-os.
Precisamos de armas, n�o de chocolates.
Digam as pessoas que lutaremos com pedras, mas lutaremos.
Essa � Mos�n. A �ltima cidade h�ngara.
Em poucos minutos, �ustria.
N�o foi t�o dif�cil depois de tudo.
Tudo vai ficar bem agora.
O que est� acontecendo?
Tanques russos.
A poucos minutos da �ustria.
Temo que devemos passar pelo centro da cidade.
Melhor terem seus passaportes prontos.
S�o estrangeiros em tr�nsito.
- O que ele quer? - Disse para esperarmos.
Parece que teremos que descer para um registro de sa�da.
Por favor, nada de esc�ndalo!
Os ingl�ses s�o educados, mas firmes.
- O que ele disse? - Esperem aqui.
Quem s�o essas pessoas?
Refugiados h�ngaros.
E agora como diriam voc�s: malditos estrangeiros.
Estamos presos?
Espero que n�o.
Pode faltar encanto aos russos, mas n�o s�o tontos.
Podem fazer coisas desagrad�veis.
Mas felizmente para n�s, eles fazem entre eles.
Sugiro que deixem que falem a mim.
Pergunte ao Major se fala ingl�s?
Ele quer saber se o Sr. fala russo?
N�o, infelizmente n�o.
Neste caso, falaremos em ingl�s.
Gra�as aos c�us por isso.
O c�u n�o tem nada com isso.
Sobre sua permiss�o de viagem...
J� n�o � v�lido.
Mas nos deram esta manh�!
Sei ler.
As coisas mudam muito r�pido atualmente.
Todo os viajantes devem ter um visto especial da central.
Mas ningu�m nos avisou.
Mas Eu estou .
Sim, entendo.
- Que sugere que fa�amos? - Nada, s� esperar.
Por quanto tempo ?
Billy, por favor, n�o fa�a isso.
Billy, v� em frente.
O Sr. � muito gentil, mas n�o creio....
S� fa�o meu trabalho. S�o americanos?
Sim, mas n�o precisa se incomodar.
N�o me incomoda. Era s� curiosidade.
Olhe senhor. Estamos indo para casa.
� a primeira licen�a em cinco anos.
Se j� esteve no Golfo P�rsico, sabe o que digo.
E a Sra Rhinelander est� esperando.
Tem mulheres e crian�as aqu�.
Claro que n�o vai nos deixar aqui por uma mera formalidade.
Temo que sim.
Tem um hotel confort�vel do outro lado da rua.
Ou preferem regressar a Budapest?
Claro que n�o!
Creio que... seria uma bobagem retornar.
Voc� acha �?
Claro que s� falo por mim, mas prefiro esperar aqu�.
Muito sensato de sua parte.
Eu concordo com lady Ashmore.
Gostaria de saber se poderia telefonar para Budapest?
Sou jornalista de um canal de televis�o.
Aqui est�o minhas credenciais.
Lamento, � proibido para civis.
Mas se fizerem uma queixa por escrito,
Ser� um prazer envi�-la para nosso quartel-general.
Queixas? N�o temos queixas senhor.
S� queremos retomar nossa viagem logo.
Estou certo que compreende.
Todo mundo est� ansioso para sair deste pa�s.
Me pergunto por qu�.
Decidam. Voltam para Budapest ou se arriscam a serem meus convidados.
- N�s ficamos. - Bom.
E os passaportes?
Ser�o enviados para nosso quartel-general.
A prop�sito, tem algum h�ngaro entre voc�s?
N�o, exceto o condutor, claro.
Vejamos.
Rachlitz.
Von Rachlitz. E esta � minha filha.
Nasceu na Alemanha.
E nacionalidade Et�ope ?
Sou vice presidente da Companhia a�rea do pa�s.
- Desde quando? - 1947
E antes disso?
General da Luftwaffe.
Obrigado.
Avron. Simon Avron.
Professor da Universidade agr�cola de Tel Aviv.
Nasceu em Kiev.
Deixei a R�ssia h� 42 anos.
42 anos � muito tempo.
Deveria voltar algum dia.
Vai encontr�-la diferente.
Jacques Fabbry.
Estudante? Que fazia em Budapest?
Fui de turista.
Escolheu um momento estranho para passear.
Vi coisas maravilhosas.
Viu �? Realmente Budapest � uma cidade bonita.
Rosso.
Artista !
- � pintor? m�sico? - N�o exatamente.
O que faz?
Alessandro Rosso
Ventr�loquo, ilusionista !
Se precisar algo, � so assobiar.
Vou me lembrar disso. Ashmore !
N�o est� muito parecida.
Qual o significado de " peculiaridades especiais" ?
Um sinal, uma cicatriz ou algo assim.
Espero que n�o tenha nenhuma.
Nenhuma que interesse ao departamento de passaportes.
- Flemyng - Sim
- Quem � Flemyng ? - Eu
Bem, isso � tudo.
O tenente os levar� ao hotel.
Mais uma coisa.
N�o est�o presos,
Mas sou respons�vel por voc�s.
Espero que n�o abusem de minha....
Digamos.... minha hospitalidade.
- Est� claro ? - Sim
Por Aqui, entrem todos ! por favor.
Este � o hotel Estrela Vermelha, antigo Fagnonia.
Muito famoso, muito pequeno.
Mas como dizem os h�ngaros: onde h� lugar para o cora��o,
h� lugar para o assento.
Por favor, Acima a direita.
Perd�o Sras. e Srs. N�o se preocupem!
Vou arranjar tudo.
Para os dois cavalheiros aqui, o n�mero quatro.
Um pequeno e agrad�vel quarto.
Um cavalheiro, aqu�, em cima. Por favor.
Aqu� est� o banheiro. �gua quente aos domingos.
E temos um quarto bom para as crian�as. Por favor.
E as damas todas juntas , por aqui. Por favor.
Volto j� , senhor.
- � melhor ir direto para a cama. - Estou bem, obrigado.
Senhores, o n�mero dois. �tima vista. Tr�s camas.
Colocamos um sof� extra. Muito confort�vel
N�o, por favor voc�s v�o para o quarto n�mero tr�s.
Bem, o lugar parece que est� limpo
- Parte disso � seu? - Sim, obrigado.
Nos prometeram comida quente �s 20h.
Que bom !
Isto � desconfort�vel. N�o sei como dizer isto.
H� quanto tempo conhece Fleming?
Pensei j� ter dito isso. Por qu�?
Parece que esconde algo.
N�o sei o que isso tem a ver comigo.
Por favor, s� tento ajudar.
N�s n�o estamos sob o Ex�rcito da Salva��o.
Qualquer deslize pode por em risco 14 pessoas.
Lamento profundamente. N�o sei do que est� falando.
- Madame Ashmore, perdoe-me... - Com licen�a
O problema �...
Prefere a cama grande ou o sof�?
Creio que ficarei no sof�, se n�o se importa.
Sempre tenho frio, at� na �frica.
Papai diz que...
N�o me agrada esta segrega��o dos sexos.
Os homens s�o uns porcos,
mas depois das 22h s�o absolutamente indispens�veis ne?
- � casada? - Sim.
- A inglesa? - Desculpe
Ao estilo Ingl�s? S�lido, mas frio.
Perdoe-me , s� estava...
Como dizem? Intrigada.
Com o qu�?
Este cavalheiro... Com voc�. Voc� sabe.
Est� comigo assim como est� com voc�.
Sil�ncio! Finalmente meus monstrinhos dormiram.
Aqui estamos. � melhor tirarmos algum proveito.
Viram a �gua?
Cor de iodo .
A cama estaria melhor com uma escada.
Eu me pergunto se esses quartos s�o vigiados.
Jantar ! Jantar !
Sra. Ashmore, posso lhe falar um momento?
� o Sr. Flemyng.
Ele parece estar mal, e n�o quer se deitar.
Sr. Deverill acha que a Sra. pode convenc�-lo.
Bem, posso tentar.
- Todos sa�ram? - Sim.
Feche a porta , por favor.
Poder�a prender os curativos, por favor?
- Est� ruim. - sim, claro
Desculpe o inc�modo.
N�o sejas tonto.
Soube alguma coisa sobre os passaportes?
Tenho certeza que os teremos amanh�.
Amanh� .
O que foi ?
Nada.
Gostaria de ter a sua confian�a.
O mais importante agora � que fique bem.
Voc� precisa de um bom descanso.
Que deseja?
- O jantar est� servido. - Obrigada, irei j�.
Quem � essa garota?
N�o sei. Sua fam�lia era dona deste lugar antes.
Veja se tem algu�m atr�s da porta.
- Paul ! - Fa�a o que digo.
N�o tem ningu�m.
Voc� n�o entende.
T�nhamos que ir separados, como eu queria.
Se algo te acontecer por minha culpa...
Agora, escute-me.
Eu sei que voc� n�o queria sair.
Mas se ficasse, seria capturado.
E se tem um tempo para ser m�rtir, n�o � agora.
Est�s doente e ferido.
E estou no comando agora.
E vou fazer voc� atravessar a fronteira.
Mesmo que Eu tenha que roubar, mentir ou matar.
Entendeu?
Seja paciente.
N�o nos vimos nestes cinco anos.
Foi um longo tempo.
sim, foi muito tempo.
Sirvam-se dos aperitivos!
Escassos, mas bons!!
A m�sica � triste, mas torna-os felizes.
Sabe algo sobre o oficial russo?
O Major Surov? Muito Bom Russo.
Bebe, canta e � muito sagaz.
O problema � que n�o aceita suborno.
Depois de dois anos neste pa�s
Os homens gostam dele, e lhe d�o cavalos.
As mulheres outras coisas.
Gostam de pepinos?
- Pepinos? Eu gosto muito. - Eu n�o.
As v�zes temos que comer o que n�o gostamos.
As v�zes temos que fazer coisas que n�o gostamos.
Disse alguma coisa?
Desculpe.
Sr. Avron sofre de asma.
Isso � ruim!
Qual � o seu nome? De onde vem?
Teklel Hafouli
Vivemos no Cairo, mas eu sou s�rio e minha mulher, francesa.
Voc�s n�o eram em catorze?
� verdade, exceto pelas crian�as e o motorista.
Lamento muito chegar tarde.
Treze � um n�mero de azar. Quem est� faltando?
O Sr. Flemyng.
Flemyng?
Como o inventor ingl�s da penicilina.
O Cap. Dembinski, que vem de uma fam�lia de qu�micos,
disse que foi um russo
Se o Capit�o disse, n�o vamos discordar.
Inventamos muitas coisas afinal.
N�o � verdade?
von Rachlitz
Sim , sim .
- Concorda ? - Certamente.
Sobre o Sr. Flemyng...
- N�o vai se juntar a n�s? - Ele n�o se sente bem.
Lamento. Tem febre?
N�o � nada, n�o se preocupe.
N�o estou certo.
N�o quero que nada aconte�a ao Sr. Fleming.
Talvez seja melhor mandar um m�dico.
Eu sou uma desastrada!
Repolho recheado, uma especialidade da casa.
O que � isto ?
- Harold, as crian�as ! - Eu vou l�.
N�o se alarmem .
H� uma guerra l� fora.
A��o da pol�cia, eles chamam.
Tem tido muito tiroteio por aqui ultimamente.
Assim que escurece, come�am a atirar.
Antes era uma bagun�a.
Ent�o a ordem chegou.
A ordem pode ser um al�vio, as v�zes.
Te dizem: Voc� est� aqui, e o inimigo l�. Simples!
Mas prefiro n�o pensar no tiroteio l� fora.
Conhe�o meus homens.
Eles adoram essas pessoas. Sim, as amam.
Mas podem come�ar a disparar nelas j�. Por que?
Porque de repente eles come�aram a atirar em n�s.
Loucura, n�o?
Ponham-se no nosso lugar.
Vejam se n�o � estranho?
Vamos supor que voc�s s�o nossos inimigos,
E os H�ngaros nossos amigos.
Por�m, voc�s est�o comendo repolho recheado conosco.
Enquanto n�s e os h�ngaros nos matamos mutuamente.
N�o tem sentido, certo?
Disse algo ?
Aonde pensa que vai?
L� fora. Se importa?
� muito jovem para ser ferido.
Tenho visto jovens destruir seus tanques.
Sente-se.
Sente-se !
� melhor que o fa�a, Sr. Fabbri.
Que aconteceu? Perderam a fome?
Ou n�o gostam de repolho recheado?
No momento n�o. obrigado.
O Sr. � muito diplom�tico. Certo?
N�o quer entrar em uma discuss�o.
� t�o c�modo ficar fora de discuss�es.
E se eu for�ar para entrar em uma?
E se fosse um tipo de desafio?
Sem senso de humor e nem em ingl�s.
Deixa pra l�...
Vejo que o Sr tem um bom dom�nio do Ingl�s.
Onde aprendeu?
Canad�.
Estive em uma miss�o militar.
Depois da �ltima guerra.
Gostava de l�.
Mas n�o fiquei muito tempo.
N�o nos deixam ficar fora por muito tempo.
Parece muito desagrad�vel.
Talvez.
Mas prefiro que n�o julgue, se n�o se importa.
Tudo sob controle.
Somente crian�as brincando de guerra.
Nenhum Ferido.
Gra�as a Deus!
Agora voc� me faz lembrar...
Havia uma mulher em Otowa, na farm�cia perto da embaixada,
Que toda vez que eu passava ,se benzia.
Pensas que sou o diabo, n�o?
- Como? N�o falei nada. - Claro que n�o.
Major, acreditamos que o Sr. � muito gentil.
N�o quero agrados.
Queria uma opini�o honesta, para variar.
- � pedir muito? -N�o sei aonde quer chegar?
O que foi? Est� com medo de falar?
Prefiro n�o ser provocado para uma discuss�o.
N�o estou provocando. S� tenho curiosidade.
Parecem pessoas bem informadas.
Gostaria de algumas informa��es.
Uma explica��o, qualquer coisa.
Afinal, tenho lutado desde Stalingrado at� Budapest.
Libertei essas pessoas.
E no domingo, pegaram um de meus homens,
e o penduraram numa �rvore.
O que dizem?
Quero escutar a verdade.
Sua verdade, n�o a minha.
N�o vou jogar na cara, prometo.
Desculpe.
Foi tolo de minha parte, esperar uma resposta de voc�s
Eles te odeiam.
Obrigado.
Todos para o ch�o!
Mr. Deverill !
- Acorde ! - O que �?
� Mr. Fleming. Estou preocupado com ele.
- Desde de que o vi no �nibus, o achei suspeito.
N�o resta mais d�vidas.
Certamente n�o � brit�nico.
- O que ele �?
H�ngaro !
H�ngaro !
Tomou parte de uma revolta, foi ferido e tenta fugir.
N�o est� se deixando dominar pela imagina��o?
Ah �? Se n�o fosse tarde iria chamar o Major russo.
N�o far� nada disso.
Olhe, pode ser um bom homem, mas se pensa que vou
cavar pelo resto da vida pela culpa de um homem...
Por favor, fale baixo.
N�o estou muito preocupado comigo.
Sobrevivi a todo tipo de desgra�as mas...
Penso nos outros.
Nas mulheres e crian�as.
Se o Major descobre, ser� a desculpa perfeita...
Vou ver, voltem para a cama ambos.
Procura algo?
Maldita comida h�ngara.
Ser� que h� bicarbonato aqui?
- Gostaria de um ch�? - Com prazer.
N�o consegue dormir tamb�m?
Deve ter sido o repolho recheado.
N�o, n�o foi o repolho recheado.
Pensei ter ouvido algu�m gritar.
Sim, algu�m gritou.
Fleming
Como ele est� ?
Creio que � melhor que me conte tudo.
Olhe, mesmo que n�o goste, me sinto respons�vel pela Sra.
Avron e o s�rio j� sabem.
Creio que Fleming seja um h�ngaro fugindo.
Deve me mostrar toda a situa��o.
O que quer saber?
Quem � este Fleming?
Qual sua rela��o com ele?
Acredita ser Pimpinela Escarlate ou � algo mais pessoal?
- � mais pessoal. - Era o que eu temia.
- A��car? - Sim, obrigado.
Ele se chama Paul Kedes.
Prof. Guilliard o trouxe ao pa�s poucos anos depois da guerra.
Parece que o Major tamb�m n�o consegue dormir.
Desculpe, continue.
� bi�logo.
Um dos melhores.
Terminou sua educa��o na Am�rica durante a guerra.
- Leite - N�o, obrigado.
N�o sei como tudo come�ou naquele ver�o.
Mas lembro do dia em que decidi n�o v�-lo mais.
Foi num pequeno restaurante italiano no Soho.
Eu tentei faz�-lo entender...
Enfim, no dia seguinte Cecil foi comigo para Nassau.
Quando voltei,
Paul tinha ido embora.
Voltou para a Hungria.
Por um tempo, tudo ficou bem.
Em dezembro de 1952, soubemos de sua pris�o.
Uma acusa��o rid�cula de espionagem.
Uma das provas, foi uma carta que escreveu a um amigo
na Inglaterra perguntando por mim.
Usaram todo o tipo de torturas para quebr�-lo.
Essa luva. Sabe por que ele a usa?
Porque suas unhas arrancadas nunca se curaram.
Foi libertado h� dez dias por seus antigos alunos.
Foi ferido em uma batalha de rua.
Teve cinco anos terr�veis e tudo por minha culpa.
N�o sei como vou poder repar�-lo.
Mas vou tentar.
A dama inglesa � muito bonita.
Bom dia, Bom dia!
O que est� acontecendo?
Todos os dias tem algo novo.
Mais um combate e outra ordem russa vem.
Se parassem de dar ordens, todos se comportariam bem.
A ordem � sobre o qu�?
Primeiro: Todos devem entregar suas armas logo ou...
Segundo: Se conhece algum espi�o, revolucion�rio, sabotador
ou qualquer suspeito, deve informar logo as autoridades.
- Bom dia. - Bom dia.
Queriam me ver?
Desculpe , mas queremos saber como vai seu paciente?
Est� dormindo. Obrigada.
Onde est� Sr. Deverill ?
Foi chamado pelo Major Surov.
Entendo.
Viu o cartaz? Ouviu as novas regras?
Poder�a ser mais claro?
Certo. Vamos deixar de rodeios.
Se seu amigo � ingl�s eu sou... chinesa.
Sra. Ashmore, se nos diz que seu amigo n�o � h�ngaro, acreditamos.
Mas se ele � h�ngaro,
temos que decidir o que fazer logo.
Suponha que enviem um m�dico.
Como explicar os curativos?
Gente com resfriado n�o cobre de gaze o ombro.
N�o nos enganou, n�o enganar� os russos.
Voc� pode nos dizer agora. Ningu�m vai tirar proveito disso.
Est� bem, ele � h�ngaro.
- O qu�? - Ele � ?
H� somente uma coisa a fazer.
Proponho que falemos tudo ao Major.
Quer dizer, entreg�-lo aos russos?
Sabe o que podem fazer com ele?
e o que v�o fazer conosco, hein?
J� esteve preso? N�s sim, minha filha e eu.
Quanto a mim, sou contra entreg�-lo.
Pare de bancar o escoteiro?
Sempre se preocupando com os outros.
Voc� tem esposa e filhos para cuidar.
Poder�a come�ar a pensar em n�s para variar.
Margie, n�o quero tomar parte disso.
E quero que voc� fique fora disso tamb�m.
- O que est� acontecendo? - Temos que sair.
Soldados russos! O que eles querem?
N�o sei, Flip.
O que querem agora?
Desculpe por incomod�-los de novo. Mais formalidades.
Completem estes formul�rios.
� para a autoriz��o de sa�da.
E tentem ser sinceros.
O Sr. prometeu que partir�amos esta manh�.
N�o prometi nada.
Treze outra vez.
Estou ficando supersticioso.
Quem est� faltando?
O sr. Fleming.
Como ele est�?
- Est� muito melhor, n�o �? - Sim, creio que sim.
Por que n�o est� aqui?
Bem Major, ele queria descer, mas tem uma longa viagem pela frente,
e pensei que era melhor que ficasse na cama esta manh�.
Voc� achou ?
Estes pap�is devem ser preenchidos pessoalmente.
Talvez possa fazer uma exce��o e deixar-me complet�-la.
O conhece t�o bem?
Poder�a ter muitos problemas se cometesse um erro.
Bom, se o Sr. me ajudasse, Eu me sentira mais segura.
Est� bem .
V� em frente.
Sente-se
Tome seu passaporte. Pode ajud�-la.
Pensei que os havia enviado para o quartel central.
N�o sem esses formul�rios.
Data e local de nascimento em uma linha s�?
N�o, separados.
O Sr. Fleming tem sorte de ter uma amiga t�o fiel.
Como o conheceu ?
Casualmente. Por qu�?
Para um encontro casual parece ansiosa para ajud�-lo.
Onde o conheceu ?
Em Budapest.
Que fazia l� ?
Estava visitando uns amigos em Viena.
A cortina de ferro tinha sido levantada, como sabe
e pensei que seria divertido viajar de avi�o para Budapest.
Sr. Fleming estava hospedado no mesmo hotel.
O que ponho aqui ?
No momento isso n�o importa. Continue.
Jantamos algumas v�zes juntos. Quer saber o card�pio?
� um homem atraente este Sr. Fleming.
� tamb�m muito encantador e muito alegre.
Al�m de ser encantador e alegre, que faz da vida?
Acho que � um homem de neg�cios.
Pensei que todos os empres�rios fossem gordos e preocupados.
N�o devia crer em sua pr�pria propaganda.
Deveria acreditar na sua ?
Em que hotel disse que se hospedaram?
Eu n�o disse, mas foi no Gelliack.
Se lembra do n�mero do quarto do Sr. Fleming?
Que interesse pode ter isto para o Sr.?
Facilitar minha investiga��o.
Est�o todos apressados para irem embora.
Fiz tr�mites de vistos antes, mas nunca tive que descrever o hotel.
Devo dizer-lhe que acho sua curiosidade excessiva.
Talvez. Eu acho o Sr. Fleming um mist�rio.
O passaporte dele, por exemplo.
N�o tem um s� carimbo de sa�da ou entrada. Assombroso!
Sr. Fleming n�o vem e n�o vai para lugar nenhum.
Um dia aparece em Budapest do nada !
Oh, isso. Espere . J� me lembro.
Ele me disse que perdeu o passaporte na chegada,
e pediu um novo na nossa embaixada.
Passaportes novos n�o tem carimbos velhos, pelo menos na Inglaterra.
Bem, isso esgota o que sei sobre o Sr. Fleming.
Foi muito am�vel. Posso ir embora?
Disse que nos odeiam. Por que ?
N�s n�o come�amos isto.
Aquele rapaz ontem � noite,
come�ou os disparos contra n�s.
N�o os querem aqui.
Por qu�?
Estamos aqui para ajud�-los, defend�-los.
De quem ? Deles mesmos?
Vivo neste pa�s h� dois anos,
tinha amigos e agora s� o gar�om fala comigo.
E ele n�o fala com ningu�m.
Bem, isso � tudo.
Tome este formul�rio e pe�a que Fleming assine.
N�o esque�a de preencher o seu.
N�o vamos demorar, � que temos um problema de linguagem.
Fique a vontade. A prop�sito,
Um minuto, Sra. Ashmore.
Entenderam as ordens dadas esta manh�,
sobre esconder armas e...
pessoas suspeitas. - Sim, claro.
Tenho certeza que n�o diz respeito a nenhum de voc�s.
Obrigado, Sra. Ashmore.
Pensei em perguntar.
Formalidades como sempre.
Gostaria de trocar umas palavras com...
Gostaria de conversar com o Sr.... Avron.
Este � o seu nome, certo ?
Sim, Major.
- Poder�a me acompanhar, por favor? - Sim.
Sente - se Sr. Avron.
- Ent�o o Sr. sofre de asma. - Sim.
D�ga-me. Este...
Este Sr. Fleming,
O que sabe sobre ele ?
Nada.
Absolutamente nada .
Isso � estranho.
O Sr. viaja com ele desde Budapest, dividem o mesmo quarto,
e n�o sabe nada.
Escute, Avron.
Sei que � um homem honrado,
mas suponha que por sua condi��o asm�tica,
Eu o deixasse ir esta noite.
Isto refrescaria sua mem�ria?
O que diz ?
Eu n�o posso dizer.
N�o pode?
Quero dizer.... N�o sei. N�o sei nada.
Obrigado.
Deve ser o gar�om que veio pegar os formul�rios.
Desculpe o inc�modo, mas pensei em fazer as perguntas Eu mesmo.
E ver como est� nosso paciente.
Est� muito melhor, obrigada.
Major, aqui est�o os formul�rios.
Se importa em lev�-los para o sargento?
Gostaria de conversar com o Sr. Fleming. Posso?
Sim, pode.
Voltarei em um minuto.
Incomodo ?
Pelo contr�rio, estou honrado com a visita, Major.
Mas certamente n�o � sobre minha sa�de que o trouxe aqu�.
- � verdade, n�o �. - Eu achei que n�o.
Devo ser um cara estranho para muita gente.
Eu mesmo me acho estranho �s v�zes.
Nascido em Viena, cidad�o brit�nico,
visitando a Hungria num momento como este,
e de cama com gripe.
Onde conseguiu seu passaporte?
Na embaixada brit�nica, onde mais ?
- Qual a raz�o ? - Perdi o velho. N�o te disseram?
Devemos repetir tudo de novo ?
N�o me importo. Pergunte. Tenho muita paci�ncia.
� uma quet�o de honestidade, n�o de paci�ncia.
Que faz um homem honesto em uma situa��o desonesta ?
N�o � a situa��o que � desonesta, Fleming.
� o Senhor.
Tudo bem. N�o sei quem � o Senhor.
Mas vou descobrir nem que leve todo o tempo do mundo.
Isso � algo que temos muito nesta cidade: tempo.
O que houve ?
Um copo de �gua, por favor !
Obrigada Major, posso cuidar dele agora.
Estou bem . J� passou.
Temos bons m�dicos em nosso quartel.
Poder�a chegar em uma hora.
Obrigada. Mas creio n�o ser necess�rio.
N�o confia em nossos m�dicos n� ?
N�o sei. N�o tenho experi�ncia com eles.
- Se importa de sair agora ? - N�o de modo algum.
A menos que ...
A menos que , Major ? J� n�o sabe o bastante agora ?
Sim, bastante. Obrigado.
O que ele quer�a, Paul ?
O que todos querem. Meu pesco�o.
Acho que est� enganado .
Onde est� a arma ?
� como uma ca�ada, n�o podemos parar agora.
Ele n�o voltar� sozinho.
Traga meu casaco.
Temos que sair daqui antes...
Deve haver algu�m em quem podemos confiar.
Deve haver.
A Sra e Mr. Flemyng querem ...
N�s n�o queremos , n�s temos que .
Se tivessem chegado tr�s dias antes, seria moleza,
mas hoje, as pessoas tem tanto medo.
Exceto...
Szab� B�csi. Um amigo meu.
V� ao mercado como uma turista.
Encontre o lugar onde se vendem peixes.
Ele fala ingl�s melhor que eu.
Diga: " O Sr. Chepreque quer tr�s fogas " .
Tr�s fogas ?
� um peixe h�ngaro. � uma senha. Ele entender�.
Vou ensinar o caminho.
Aqui est� o hotel, e aqui a igreja.
Aqui uma pequena rua e o lago.
Aqui o grande mercado.
Ande pelo mercado at� a via principal.
A� estar� o mercado de peixes.
A direita h� uma barraca.
A primeira creio. A� est� Szabo B�sci.
Ele � velho, muito alto e com grande bigode.
Desculpe, o Sr. Chepreque queria tr�s fogas por favor.
N�o tenho, mas este tamb�m � muito bom.
Os peixes tem sorte, v�o e vem. N�o h� fronteiras para eles.
Nem sempre, este foi pego.
Alguns fogem .
- Gosta de pesca ? - Muito .
Pescar � bom, mas perigoso.
Peixes s�o t�midos.
Na Inglaterra, a pesca � melhor � noite.
Aqu� tamb�m.
Os pescadores pegam seus barcos e v�o longe, at� a �ustria.
- V�o quando n�o h� lua. - Ter� lua esta noite ?
- Est� no hotel ? - Sim .
Vou pescar �s 19h, e lhe direi sobre a lua.
Obrigada.
Documentos, por favor.
Est�o no hotel .
O seu major tem meus documentos.
Isto � um absurdo !
Por favor, deixem - me explicar. Isto � rid�culo.
Lembro do que disse sobre hospitalidade, mas
acho que voc� passou dos limites.
Desculpe. N�o sabia. N�o farei mais.
- Que faz�a no lago ? - Uma caminhada. Passeando.
N�o est� em uma visita guiada, Lady Ashmore.
E n�o sou seu motorista ou guarda-costas.
A sra. sabe, sempre h� uma �ltima gota e....
E o qu�? Vai me prender ?
N�o acharia gra�a se fosse voc�.
- Pensei que me levaria para o hotel ! - Saia !
Mas prometi estar de volta...
Saia , por favor .
Des�a.
- Aonde est� me levando ? - N�o importa.
Sente - se ! Sente - se !
Durante a manh� dei uma chance a Sra. e aos outros
de responder e dizer a verdade.
e o que obtive de voc�s, e em especial da Sra.
mentiras, mentiras e mentiras.
Aqui !
Nos pergunt�vamos onde estaria .
� mesmo? N�o foram advertidos?
Poder�am ser fuzilados por isso.
Voc� conhece os ingleses.
Acredita-se que a regi�o de Dover est� cheia de ladr�es.
Ent�o trouxe da Inglaterra.
Sim, certamente
Esta arma � russa.
Ent�o comprou em Budapest. Mas como? por que?, para qu� ?
Como souvenir ?
- Que pol�cia eficiente ! - Eu sou .
A meia hora atr�s quase chamei a central,
para dar-lhes a ficha completa sua e de seu amigo.
Ent�o um oficial disse que a Sra. estava no mercado.
E mudei de ideia.
N�o sei porque, mas Eu fiz.
Isso � ser uma pol�cia eficiente?
J� sei o que � seu amigo.
Eu podia mandar enforc�-lo !
Mas Eu n�o o fiz.
Isso � ser eficiente?
Mas isso n�o � tudo.
Os passaportes.
N�o os enviei. Os guardei em uma caixa porque...
... N�o sei por que.
Curiosidade, desejo de conversar,debate, discuss�o.
Mas depois....
... Ent�o se transformou em algo mais.
Uma loucura, n�o � ?
Quem � ?
Csepege. Por favor, abra.
Aqui tem ch� e um pouco de rum.
Leve-os consigo para manter esta noite quente.
Muito Obrigada .
Viu o seu amigo?
Szab� B�csi. Sim. Ficou preocupado quando a prenderam.
Mas eu disse que ela estava bem.
Ele vir� aqui e dir� se ser� esta noite ou n�o.
Disse para estarem preparados �s 21h.
- Permita me . - 21 h ?
Na hora do jantar a patrulha muda.
Fa�am assim.
A Sra vai jantar. Se for poss�vel sair, eu direi.
Ent�o, Szab� Bacsi levar� o Sr.Fleming at� o barco no cais.
N�o v�o juntos. Sr.Fleming n�o est� bem e anda devagar.
Fique l� embaixo no Caf� at� o ultimo momento.
Assim ningu�m achar� suspeito.
E depois, se tudo estiver bem, voltarei
Darei um sinal para a Sra. ir para o cais tamb�m.
Espero que Deus os ajude esta noite.
Des�a logo, por favor.
- Boa noite . - Boa noite.
Perd�o Major, queria saber...
Em russo boa noite � dobre becher.
Vamos! Fale alto. N�o o escutei.
Est� melhor.
Esta noite m�sica.
Qual � o problema? N�o gostam de m�sica?
Posso mand�-los embora se incomodam.
Temos leis curiosas , mas nenhuma obriga a gostar dos ciganos.
- Eu adoro a m�sica cigana. - Que bom .
H� algo especial na m�sica tradicional.
� igual em qualquer lugar.
Sempre a mesma se sabes ouvir.
Voc� ouve um homem chorando na escurid�o,
e se escutas atentamente,
voc� sabe porque chora.
Parece surpresa , Sra. Ashmore.
Apesar do que deve ter escutado,
o ex�rcito e o marxismo
n�o s�o os �nicos interesses dos russos.
Sempre h� tempo para a m�sica.
E quando h� m�sica, sentamos e escutamos.
E nos sentimos tristes,
que � a melhor forma de se sentir bem.
Para a m�sica! Todos os tipos de m�sica.
A m�sica.
N�o tocou na sua bebida, Sra. Ashmore.
N�o � assim que se bebe.
Major, detesto interromper anfitri�o t�o simp�tico, mas o que
queremos saber �...
De manh�, Sr. Deverill.
N�o � hora de trabalho.
Desculpe, mas insisto em perguntar quando partiremos?
� uma pergunta grosseira para fazer em uma festa.
- Qual o seu nome? - Martin.
- O que devo fazer ? - Beba isso !
Voc� est� bem?
Bem, n�o tem gosto, mais � um arraso!
Um verdadeiro especialista!
Mais isso � uma outra maneira.
N�o se preocupe, Lady Ashmore.
� muito bom para minha digest�o.
Vim avisar que seu amigo j� chegou.
Diana!
Voc� pode me trazer um copo de �gua?
Querida...
Poderia me arranjar um copo de �gua, por favor?
�gua
N�o se incomode. Eu me sirvo.
- Harold, O que voc� tem? - Nada.
Eles sa�ram, logo ser� sua vez.
Est� bem quente.
- � a especialidade local? - Sim, senhor.
Gostaria de provar? Est� delicioso.
Nossos amigos est�o impacientes. Querem que Flemyng se entregue.
Dizem que v�o esperar at� amanh� e depois....
Detesto ser alarmista, mas estou muito preocupado.
N�o tivemos chance de falar com o Senhor.
Flemyng e eu partiremos esta noite pelo lago.
Temia que tentassem algo como isso.
Devemos ir pelas 21h.
Nos d� meia hora de vantagem,
depois encontre Surov, e fale sobre nossa fuga.
Assim n�o ficar�o comprometidos.
Para o inferno com a gente! E voc�? � arriscado!
Posso?
Lamento, mas n�o dan�o bem.
N�o precisa.
N�o quero estragar a festa Major, mas...
A dan�a popular n�o � meu forte.
Prefere uma valsa ?
Harold, beba um pouco de �gua. Te far� bem.
N�o est� se divertindo ?
N�o creio que seja o momento e o lugar para festa.
Eu discordo.
Como n�o posso t�-la aqui para sempre como gostaria,
esta � uma festa de despedida.
� uma raz�o para celebrar.
Na minha aldeia, cantamos e dan�amos
inclusive, quando algu�m morre.
Eu sei. Isso mostra o quanto somos diferentes.
N�o somos diferentes.
N�o lute comigo.
�s v�zes penso que a conhe�o h� anos.
Mas logo vejo que mal nos conhecemos.
� uma pena.
Creio que vamos sobreviver.
N�o estou t�o seguro.
- Est� b�bado ! - Sim, estou .
E � maravilhoso.
Toda a minha vida tenho sido um soldado.
5 Campanhas, 4 cicatrizes e uma fratura no quadril.
Todo o tempo, o ex�rcito tem sido minha esposa.
Uma velha miser�vel, possessiva e insaci�vel peste.
E esta noite a estou enganando.
Maravilhoso !
Colhendo flores no campo de batalha.
Desculpe-me. Estou cansada. Prefiro ir dormir.
�s 9 h ?
Deixe-me ir por favor.
Voc� ir� quando eu disser.
Pare !
Um pouco de Vodka...
Ele deu o beijo de boa noite?
- Com licen�a. - Um instante.
Me perdoe pelo o que aconteceu l� embaixo.
- Tudo bem. Eu n�o esperava nada. - Eu sei.
Mas tudo vale quando as pessoas n�o se ver�o mais.
Como assim ?
V� a uma esta��o de trem. Isso o que quero dizer.
Ver� pessoas fazerem coisas que n�o fazem geralmente.
Se beijam, choram, acenam...
� o mal do nosso s�culo.
Pessoas acenam e ningu�m acena de volta.
- Agora, se n�o se importa. - Eu me importo.
Um ou dois minutos n�o fazem muita diferen�a.
Agora voc� sabe o que � estar presa.
Por favor, deixe-me ir.
N�o se assuste tanto.
N�o vou toc�-la.
Aquelas luzes ao longe s�o da �ustria.
A fronteira... A paisagem � a mesma em ambos os lados.
Um dia, algu�m tra�ou uma linha no mapa.
E o mundo se dividiu como uma ma�� podre.
Ainda est� a� ?
N�o fique triste.
Voc� partir� r�pido. Muito r�pido.
Bem , duvido v�-la sozinha novamente.
Com minhas felicita��es... Um presente de despedida...
N�o h� flores em novembro. Boa noite.
- Voc� est� atrasada ! - Sim, sim.
- Pensei que nunca chegarias ! - N�o pude vir antes.
Depressa por favor
- Que frio ! - Tome.
O velho quase mudou de ideia, mas aceitou correr o risco.
Disse que os primeiros 15 ou 20 minutos s�o os piores.
Vamos pelo canal, passamos pela patrulha e a torre.
Mas se passarmos pelo lago...
O que � isto?
� a patrulha .
Estamos longe ainda?
O que se passa? O que disse?
Siga, por favor !
Continue !!
Vamos !
Estou vendo voc�s! Parem!
Depressa, por favor !
Voc�s a� podem me escutar?
V� em frente! Diga para ele continuar!
Prossiga !
Parem ou Eu atiro !
N�o pare !
Parem! Parem!
Major, pe�o que entendas...
Falar� quando eu disser !
Sra. Ashmore n�o tem nada a ver com isso.
N�o toquem nele !
Tirem as m�os dela !
N�o o machuquem, por favor !
Quero ir com ele .
Espero que acabe sozinho numa rua escura frente a frente,
com o povo que te odeia. E que Deus te abandone!
O que est� acontecendo? O que querem?
Querem todos para cima. E n�o podem deixar o hotel.
� uma pris�o coletiva.
Parem! Diga para ele parar!
Harold, o que est� acontecendo?
Volte !
Ok, Todos para seus quartos,
e vamos ficar l� at� ouvirmos o Major.
- O que est� acontecendo aqui por favor?
Nada est� tudo bem, mas fique no seu quarto.
Poder�am pelo menos ter nos avisado.
Eles avisaram.
Avisaram? A quem?
A mim.
E voc� escondeu de n�s!
Querida, voc� est� bem?
Eu acho melhor descansar.
� uma boa ideia. Deite-se e descanse.
N�o se preocupe, tudo ficar� bem.
Bem? Tudo est� sempre bem. Estou farto! Farto !
Que querem de n�s? N�o fizemos nada!
O Sr. Fleming � o culpado. Ele � h�ngaro. H�ngaro!
HENRY FLEMYNG, CONTRA-REVOLUCION�RIO, H�NGARO.
E DIANA ASHMORE...
O Tenente Tupin a levar� para o hotel.
Ficar� l� at� um novo aviso.
- Como est� Flemyng? - V�.
- Posso v�-lo? - N�o.
Major, gostaria de explicar...
N�o quero explica��es. Tulpin !
Ou�a-me, por favor.
Tem certas coisas que deveria saber.
Col�que-as por escrito, e Eu enviarei para o Q. G.
H� certas coisas que n�o � poss�vel escrever.
J� teve o seu triunfo. O que quer mais?
Devo me ajoelhar?
N�o est� escutando. N�o quer escutar.
N�o a nada a dizer.
Este homem � a minha vida.
Onde voc� acha que est�?
Num ref�gio de inverno para amantes !
N�s vamos nos casar.
N�o sabia que bigamia era moda no ocidente.
- N�o quer entender. - Sim, entendo.
Mas � totalmente irrelevante.
Estou perdendo a cabe�a ! Isso � irrelevante tamb�m?
Por favor, imploro que o deixe ir .
N�o espera que Eu leve este pedido a s�rio.
Sim, sim espero. Ele � um bom homem.
Isto n�o tem nada a ver com bom ou mau.
Sim tem a ver. Tudo tem a ver.
Ele j� sofreu tudo que algu�m pode suportar.
Ele n�o fez nada de errado, s� lutou pelo seu pa�s.
N�o respeita isso?
Voc� teria feito o mesmo no lugar dele.
N�o estou no lugar dele. N�o estou !
O que aconteceu?
Enviaram algu�m do Quartel Central.
Voc� vai partir pela manh�.
- Para onde? - N�o me interessa.
Est� fora das minhas m�os.
Agora vou esperar e seguir ordens.
Vou obedecer a ordem que for. Tulpin!
N�o se sinta t�o mal. N�o � sua culpa.
A culpa n�o � de ningu�m e a culpa � de todos.
Voc� n�o confiou em mim, e Eu n�o confiei em voc�.
E nunca confiaremos um no outro. Nunca!
Sra. Ashmore, por favor.
A Sra. � amiga de Flemyng ?
Sim.
Ele � brit�nico ?
Sim.
N�o � verdade.
O passaporte de Flemyng � falso.
Perd�o, mas a Lega��o brit�nica n�o emitiria passaporte falso e.....
Quem � ele?
Deverill, porta-voz do grupo.
Como dizia, estamos indignados pelo atraso aqui.
Nos libere imediatamente ou haver� um incidente internacional.
Est� nos amea�ando.
N�o me importo com amea�as.
S�o pessoas de sorte.
Dormem toda noite em uma cama quente.
Eu n�o dormi durante toda a semana.
Agora devo ir a mais tr�s lugares na fronteira,
para lidar de casos como o de voc�s.
V�o dormir, e estejam prontos �s 9h da manh�.
O Capit�o Ornikidze os levar� de volta a Budapest.
9h em ponto !
Por que est� perdendo o seu tempo Doutor?
Preciso de um atestado de sa�de para ser fuzilado?
O Capit�o Ornikdze vai tomar seu depoimento.
- � sua responsabilidade agora.
Eu sei. N�o precisa me apresentar,
j� conheci este tipo de capit�o muitas vezes.
J� conhe�o a rotina. Um cigarro e depois um soco no est�mago.
- S� quero sua declara��o. -Eu sei, mas n�o direi nada.
Voc�s n�o podem me tirar o privil�gio de dizer n�o.
N�o entende isso, n�?
Fa�a uma visita as suas pris�es, e ver� homens fedendo como lixo,
vivendo nessa sujeira.
Encontrando for�as e coragem para dizer n�o.
Voc� entende ? N�o!
Est� sendo um pouco ego�sta. Voc� n�o est� sozinho nisso.
O que querem dela? J� disse...
Nos encontramos por acidente. Nada a ver.
N�o � o que ela disse.
Que? Mentira!
Eu sei. Querem por um contra o outro.
Est�o me esperando na fronteira a meia hora.
- Vai falar? - N�o.
Vai sim. Todos falam.
Ele deve estar pronto �s 9h.
Boa noite.
- Vai doer. - Que diferen�a faz?
Se pensam que me importo com mais dor, se enganam.
As coisas que nos fazem passar, nos d�o for�a para sobreviver,
e raiva. Sim, uma raiva imensa.
Raiva que costumava ser amor, e que voc�s transformaram em �dio.
Isto � o que n�o os perdoarei...
Nos fazer odiar...
�dio como o de um jovem na pris�o,
que escreveu uma can��o com seu pr�prio sangue.
- Quer ouvi-la? - Se te ajuda.
Tire suas m�os de mim!
Eis a m�sica...
" Talvez ele possa ter mulher e filhos,
talvez ele possa ser um homem honrado em casa.
Mas aqui ele � um assassino.
N�o fale com ele. Pode ter matado seu irm�o.
N�o se importe. Ele recebe ordens.
Voc� vai ser condenado se falar com ele.
Se sorrir para ele, vai sorrir para a morte de seu pa�s.
Se uma mulher � tocada por ele,
Seu corpo apodrecer� com o beijo dele.
Obrigado.
O aquecimento parou.
Um homem passa 5 anos sofrendo num pa�s maldito,
5 anos de moscas e �leo fedorento.
E quando volta para casa, � isto que acontece.
O que acontece?
M�e, n�o podemos voltar para a cama?
N�o posso deix�-los s�s l� em cima entenderam?
Margie, n�o deverias...
N�o fa�a esc�ndalo. Est� tudo bem.
Tivemos uma conversa entre as mulheres, l� em cima
Enquanto voc�s estavam aqui baratinados.
N�o me lembro de ter visto gente t�o esperta na minha vida.
Todos t�o inteligentes que me deixam doente.
Eu gosto de boas maneiras, mas esta noite � diferente.
N�o me interrompa, por favor.
S�o todos muito gentis, mas se minha fam�lia est� em perigo...
Eu n�o tenho escolha.
N�o me importo em quem vai viver ou morrer.
Desde que minha fam�lia fique bem.
Aonde quer chegar Sra. Rhinelander?
Em voc�, querida .
Voc� tem suas raz�es, como todos tem seus motivos.
Est� na hora de dizer que tudo � culpa sua.
E foi voc� quem nos meteu nessa confus�o sim!
Suas acusa��es s�o v�s, Sra. Rhinelander.
N�o vai nos ajudar a sair disso.
N�o, n�o o far�o. Mas ela far�.
� melhor levar seus filhos para cima Sr. Rhinelander.
- N�o vem tamb�m? - N�o agora.
Por que ainda estamos aqui?
Tenho a suspeita que a Sra. nos dir�.
Pode apostar o que quiser que eu vou falar.
Tudo come�ou no dia que chegamos e n�o terminou.
T�nhamos que olhar para o outro lado de t�o embara�oso.
N�o vou fazer rodeios.
O Major tem uma queda por ela.
Isto quer dizer algo.
J� disse o bastante Sra. Rhinelander.
Eu n�o quero ter meu beb� na cadeia !
O que foi ? N�o podem falar?
Est�o com amn�sia de repente?
Se esqueceram que falavam dela quando ela sa�a do quarto?
Sra. Ashmore, por favor n�o entenda mal...
Houve alguns coment�rios sobre...
...O interesse que o Major tem pela Sra.
Ela sabe, Ela sabe!
Evidente que sim! Est� claro como o dia.
Querida, voc� nos meteu nesse rolo, e vai ter que nos tirar.
Fala sem sentido. N�o d� ouvidos a isso.
Deixe ela terminar.
Tudo bem, Eu farei.
Este homem quer alguma coisa,
Ent�o d� o que ele quer ou vai prejudicar algu�m.
Lamento, mas � assim que o mundo funciona...
� um mundo de homens. S�o uns in�teis, mesmo o melhor deles.
Sente meu beb�. Est� chutando de novo.
N�o quero perd�-lo.
N�o pode me culpar por isso. Pode? Desculpe.
- Mais ch� quente? - N�o, obrigada.
Disse que est� na hora da Sra. voltar para o quarto.
Oh n�o por favor ! Eu gostaria de ficar aqui mais um pouco.
Vou falar com ele.
Por favor, pergunte ao guarda se posso ver o Major?
Ver o Major ?
Sim.
Vejam s� ! Sra. Ashmore em pessoa.
Que honra ! Entre.
Se importa em ser direta?
Meu cavalo est� ferido. Vamos acabar com seu sofrimento.
E Eu n�o posso faz�-lo.
N�o posso matar nem um cavalo manco.
Ent�o madame, que bons ventos a trazem?
N�o seja t�mida, est� entre amigos.
Ah! N�o conheceu todos!
Sra. Ashmore.
O que quer?
N�o viu o bastante?
Isto � o que voc� queria.
Me ver assim.
N�o fique a� parada. N�o posso ajud�-la.
J� te disse isso.
N�o posso ajudar nem a mim mesmo.
Eu era um bom soldado e gostava de lutar.
Este � o melhor tipo de soldado. Tudo fazia sentido.
E ent�o a Sra. chegou. E nada faz mais sentido.
Est� satisfeita ?
Tentando descobrir o que � certo e errado.
Queria achar a verdade. Tudo mentira.
N�o queria nenhuma verdade. Eu queria voc�.
Todo o tempo era tudo o que Eu queria.
Te detesto.
Olhe o seu cabelo... Anos de cuidado para serem assim.
E suas m�os... Ela mostra seu passado.
E sua pele... Sei o que significa ter essa pele.
E seu perfume...
A primeira vez que veio no meu escrit�rio, foi um grito de guerra.
Deveria t�-la deixado partir, mas n�o podia.
Queria abra��-la por todo o inverno.
N�o tenha medo, sei que pertence a ele.
Hoje, amanh� e por toda a vida.
Por�m, apesar disso...
Deitado na minha cama � noite,
esperava como um estudante, escut�-la me chamar na minha porta.
Voc� entraria e eu a abra�aria at� tirar o f�lego.
Saia !
N�o � isso que quer? � o que ent�o? Diga-me!
Os outros me pediram que viesse.
Os outros? O que isso significa? Para qu�?
Que maravilha !
Somos todos uma feliz cambada de porcos.
Todos, menos voc�, claro!
Voc� est� acima.
O que voc� fez?
Cuspiu na cara deles ? N�o, voc� n�o.
Voc� veio como uma rainha, caminhando para a guilhotina.
Com um pensamento nobre: Ajudar seus respeit�veis amigos.
� isso?
Sim.
Voc� mente ! D�ga-me que mente.
D�ga-me ou ficar� doente por esconder isso.
Como eu, voc� n�o pode viver na mentira. N�o mais.
Pelo menos, temos isso em comum.
Vamos ! D�ga-me !
Tudo bem .
Ent�o eu vou lhe dizer.
Come�ou no dia que chegou no povoado.
A primeira vez que te olhei, voc� virou o rosto.
- Essa foi a primeira mentira. - N�o !
" Me destestam " voc� me disse uma noite no jantar.
Certo, mas n�o era isso o que queria dizer.
Voc� disse que me odeia. Outra mentira.
Tentou fugir com Flemyng. Terceira mentira.
Voc� estava fugindo de mim.
Pare! Pare !
Esta noite veio ajudar os outros. � a pior mentira de todas.
N�o est� aqui para ajudar ningu�m.
Est� aqui porque toda a noite queria atravessar a pra�a at� mim.
N�o! por favor !
Deixe-me ir, por favor.
O que aconteceu ? Nos disseram �s 9h.
O que os fez mudar a hora?
Olhem, l� vem ela.
Algo deve estar errado. Para onde estamos indo?
Este n�o � o caminho em que viemos.
Deve ser um atalho. Pergunte a ele.
Olhem ! � a �ustria.
Des�am e levem todas as suas malas.
N�s podemos ir? Vamos !
C� estamos. � o fim da linha.
Em alguns meses estar� tudo esquecido.
Olhe l� !
Paul !
- � o Sr. Fleming ? - Sim, � ele.
Diana, venha !
Paul, n�o acredito!
Melhor se apressarem.
Venha, Paul.
- Gostaria de saber como agradecer. - Por favor, n�o.
N�o fiz por voc� ou por ele. Tinha que fazer.
Ou n�o poder�a dormir nunca mais.
O que vai acontecer com voc� ?
Voc�s tem muito pouco tempo.
Uma patrulha passa sempre por aqui.
- Adeus.
- Adeus.
Bem-Vinda a �ustria madame.
Ouvimos que tiveram uma viagem dif�cil, mas acabou.
Sim.
Conseguimos. Gra�as a Deus.
Desculpe-me.
Legendas: L�cia G. Maier
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