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At� o grande deus Moloch...
voltou-se contra nos furioso.
Se nao tivessemos adorado esse deus estranho...
ous outros deuses...
nao teriam causado essas calamidades para nos punir.
Demetra...
esposa amada...
voce implorou. Eu Ihe dei um altar para os seus deuses.
Deixe meu povo voltar a sua deusa...
a grande Deusa Terra, mae de todos nos...
para que a crian�a que voce carrega no ventre...
o futuro rei, nunca fa�a sacrificios...
a este sanguinario Moloch.
Sim, meu rei.
Eu prometo...
pela sua primogenita...
- Sua, preciosa Medeia. - Ame-a, Demetra...
como se ela fosse sua filha...
sua propria carne e sangue.
Asteriones?
Voce deve guiar meu povo...
a uma nova terra, longe desta lugar amaldi�oado.
Diga que se instalem em outra terra...
onde possam reconstruir o que ja existiu aqui.
Deixe Mycenae...
se erguer de novo.
Deixem-no descansar para sempre na velha Mycenae.
Agora vamos. Faremos a vontade dos deuses.
Agora voce e a nossa rainha, e obedecemos as suas ordens.
Diga ao povo para vir comigo.
Asteriones!
Preciso descansar!
- Abaixem. - Nao suporto a dor!
Tente suportar, Demetra.
� o seu dever.
O povo ainda reverencia a memoria da antiga rainha...
a mae de Medeia. So quando voce der um herdeiro ao trono...
e voce carrega um no ventre, eles aceitarao servi-la...
e so entao, voce sera a rainha de Mycenae.
Vou tentar.
Continuem!
Uma nova cidade, mais esplendida que a antiga...
foi construida para marcar o nascimento do filho de Demetra.
O sumo sacerdote e a rainha-mae...
decidiram criar o filho como a reencarna�ao do deus Moloch.
Muros vastos e inexpugnaveis defendiam a nova Mycenae.
Muitos exercitos deixaram seus mortos para tras...
apos tentativas vas de derrotar a povo cruel de Mycenae.
20 anos se passaram.
A poderosa cidade construida pela rainha Demetra...
e protegida por Moloch, o deus vivo...
conquistou todas as cidades vizinhas...
e for�ou-as a pagar impostos.
Que prazer, Pentheus.
Veio falar de novas fa�anhas ou pedir recompensa pela �ltima?
Seu sorriso de boas-vindas e a presen�a de Medeia...
sao a recompensa de que preciso.
Voce sabe conquistar o cora�ao de uma mulher como uma cidade.
Mas minha pergunta continua sem resposta.
Pe�o sua permissao para fazer um sacrificio para Moloch...
que vive em seu divino filho.
E o que pretende conseguir com sua oferenda?
Nao proxima lua, chegaremos ao 20o. Aniversario...
do dia em que deus reencarnou em seu filho e fundamos a cidade.
Mas como as cerim�nias que faremos para comemorar...
requerem mais ouro do que imagina e muitos refens...
o comandante dos seus soldados deve providenciar o necessario...
com a ajuda e prote�ao de Moloch.
Enviei mesageiros a todas as cidades conquistadas...
pedindo o dobro de impostos e do n�mero de ref�ns...
e eu sozinho, para a gloria de Mycenae...
da sua deidade e de sua graciosa rainha...
consequirei tudo o que for necessario sem demora.
Acha que consegue conquistar Tiryns?
A inexpugnavel cidade de Tiryns?
O rei de Tiryns vai curvar a cabe�a a poeira...
se quiser evitar que sua cidade seja apagada da face da Terra.
Esta e Dirce, a mais valiosa de todas as minhas escravas.
O unico bem que posso oferecer como sacrificio a Moloch.
Pentheus devia confiar no seu valor como homem de verdade.
Mas sacrifica jovens escravas para a sua prote�ao.
Voce tambem e jovem, princesa Medeia...
e � sua beleza que me faz perdoar a ofensa.
Vamos prosseguir. Sigam-me.
E horrivel.
Horrivel pensar o que e permitido em Mycenae e que voce consente.
E terrivel sacrificar seres humanos a um deus sanguinario!
Nunca proibi que o povo sequisse o culto de seus antepassados.
Eles podem adorar a Deusa Terra.
Mas voce os amea�a com a vingan�a dos deuses...
- Se nao se sacrificam a Moloch. - Chega, Med�ia!
Lembre-se que meu deus tamb�m � meu filho...
e voce e uma forasteira tolerada porque sou generosa.
Eu sou filha do rei.
Tenho tanto direito quanto voce de estar neste palacio.
Pode ser, mas voce nao tem o poder de ficar.
Nossa seguran�a esta garantida?
As escravas sabem que voce faz sacrificios.
Estao em alerta. Nao tem nada a temer.
Ou�a-nos, Moloch, deus poderoso e invencivel.
Pantheus Ihe oferece esta jovem e bela donzela.
O pedido dele e este: ele guiar� os soldados de Mycenae.
Que volte a nos enriquecido com ref�ns...
e carregado de presas de guerra para sua honra e gloria.
Eu invoco, o Moloch!
Agora voce perdeu sua beleza.
Voce nao ofende mais a minha visao.
Moloch e apenas o simbolo de um regime cruel. Nao � um deus!
E nao e gracas a ele que o povo de Mycenae � poderoso como dizem.
E porque voces tem medo de desafia-lo.
Voce ficou longe daqui por tempo demais, Glaucus.
Nao sabe como a situa�ao � tragica...
e por que este medo se justifica na nossa cidade.
Sei que Mycenae ousou exigir impostos e ref�ns de Tiryns.
Vi muitas terras e varios povos e me lembro de uma coisa:
o elo comum que chamanos de liberdade.
Se perdemos isso, perdemos nossas vidas.
O senhor me ensinou isso.
Nenhum de nos acha que estamos prejudicando nossa liberdade.
Mas se decidirmos dar a eles os impostos e ref�ns que pedem...
Nao sao refens! Sao vitimas destinadas ao culto de Moloch.
Nenhuma cidade conquistada viu seus filhos de novo!
Voces me chamaram a Tiryns porque a cidade estava em perigo.
Voltei para lutar! O que estamos esperando?
Muitos lutaram bravamente contra Mycenae.
No fim, foram destruidos.
Derrota-los exigira uma for�a muito maior que a de Tiryns.
Temos feito reunioes secretas com outras cidades.
Mas as negocia�oes sao lentas devido ao medo de represalias.
So a cidade de Ogeiera assinou o pacto de alian�a conosco...
e estamos prestes a incluir...
Megara, Pylus e Argus...
mas levara tempo e teremos que lutar.
Por isso, decidi que os refens e os impostos devem ser enviados.
Em campanha aberta podemos derrota-los no campo de batalha.
Nao podemos invadir Mycenae porque a cidade � inexpugn�vel.
Se for�a e coragem nao bastam, talvez a ast�cia nos ajude.
Os muros de Mycenae nao podem ser escalados.
- Nao por fora. - O que sugere?
Estou pensado...
Se atacarmos simultaneamente por fora e por dentro?
Ha algum tempo, ha revoltas entre os seguidores de Moloch.
Mas ninguem tentou passar para o nosso lado.
Entao encontraremos nossos aliades em Mycenae.
A chave da vitoria esta dentro da cidade. Eu sinto.
Deixem-me passar!
Precisio falar com o rei. Venho de Ogeiera.
O exercito de Mycenae atacou Ogeiera de surpresa.
Seremos destruidos se nao nos ajudarem.
Entao um de voces revelou o nosso secreto tratado de alian�a.
Nao, o povo se rebelou contra os mensageiros de Mycenae.
Pediram refens, e tivemos que mata-los.
O povo de Ogeiera agiu de modo a comprometer o nosso plano.
� mais sabio nao interferirmos.
Prepare a minha carruagem
e re�na a cavalaria imediatamente.
Meu pai concorda. Rapido!
Quando um amigo corre perigo, a sabedoria nao conta.
Que os deuses ou�am minhas preces por voce, meu filho,
Que coloquem asas na sua carruagem. Ogeiera � longe.
Diga onde eles se escondem. Onde estao os ref�ns?
Fale, se quer que eu poupe sua vida.
Na cidadela... baixo da Acropole.
Para a cidadela!
Por aqui! Rapido!
- Eles nos descobriram! - Apague a tocha.
Talvez nao nos vejam.
Peguem todas!
Soldado, aqui ha algumas. Levem-nas.
Voce e Deinaneira, nao e? A filha do rei?
Mas voce nunca podera me olhar com cobi�a em Mycenae.
Rapido, pode fugir por ali!
Muito bem, Oineas.
Uma bela prisioneira.
Um presente dingo de Moloch.
Voce sera bem recompensado. Vamos. Rapido!
Tarde demais. Os covardes ja abandonaram o campo.
Vamos ajudar os sobreviventes.
Socorro!
Ningu�m vai me ajudar?
Socorro! Socorro!
Algu�m me ajude!
Glaucus!
- O rei! - Glaucus!
Vingue-nos.
- Eu imploro. Salve o meu povo. - Dou-Ihe minha palavra.
Vamos. Para Tiryns.
Cidados, vamos for�ar a entrada no palacio!
O rei deve nos ouvir.
O rei!
Eu os ouvi e renunciarei a favor de Glaucus,
se, como rei, pare�o muito velho e cansado para governar.
Mas sei que nao deixarao de me tratar com respeito.
e demonstrar a obediencia que me devem.
O proprio Glaucus falara com voces. Ou�am as palavras dele.
Homens e mulheres de Tiryns.
Se preferem guerra em vez de escravidao e desonra,
Glaucus tamb�m prefere.
Se amam a liberdade acima de tudo,
Glaucus ama mais ainda.
A poderosa Mycenae pediu impostos e ref�ns.
O rei e eu resolvemos aceitar.
- Nunca entregaremos nossas filhas! - Dovemos fazer isso.
Mas eu estarei com elas.
Minha vida sera a garantia delas.
Tenham f�.
Glaucus promete que Mycenae sera derrotada.
A tirania de Mycenae sera destruida. Assim!
- Esta consada? - Nao se preocupe comigo.
- Tenho for�as para continuar. - Lembre-se diga aos outros.
Ningu�m deve saber quem sou.
Haja o que houver, confie em mim.
Eu prometo.
Quer mostrar a sua coragem?
Muito bem. De um passo a frente.
Curve-se para a rainha, escravo.
Devia treinar esse animal para nao ser tao arrogante!
De joelhos, ja disse.
Dispenso voce do seu posto.
e o entrego a esse escravo.
Eu me curvo a mais bela e poderosa rainha de toda a Grecia.
Mas como homem, nao como animal.
Aproxime-se.
- Quem e voce? - Um filho do provo de Tiryns.
- Diga-me qual e o seu nome. - Eles me chamam de Hercules.
- O que voce mais deseja? - Servi-la, majestade.
Leve este homem para o palacio. Mande o medico cuidar dele.
Siga-me.
Homens para c�.
Mulheres para l�.
Andem! Vamos!
Ouviu o que eu disse. Mexa-se.
- Voce! Com os outros! - Deixe-a em paz.
O que ela e sua? Ela nao � para seus soldados.
Digo para o seu bem.
- Pantheus esta interessado nela. - Se � assim....
Por que me protege? O que esta tentando fazer?
Ajuda-la e a todos aqueles que sofrem a brutalidade de Moloch.
Mas por que? Eu o conhe�o?
- Eu a conhe�o. - Seus olhos dizem...
que diz a verdade.
Tente econtrar aquele homem que resistiu.
Diga o que me disse. O nome dele � Glaucus.
- Agua! Eles tem agua! - Afastem-se! Abram espa�o!
Esta agua nao � para voces!
Nao e para voces! Afastem-se!
- Saiam da frente! - Animais!
Voce e eu passamos sede em Mycenae, mas nao Demetra.
E nem os cortesaos dela. Os pobres estao implorando agua.
As fontes e po�os secaram.
O campo esta crestado e queimado com a seca.
A Deusa Terra se vinga dos adoradores de Moloch.
Olhe aquilo. Com a agua daqueles jarros salvaria minha vaca.
Va a rainha. Se falar da vaca, talvez ela pare de tomar banho.
Temos sede, o rainha!
Temos sede!
Estamos sendo punidos pela Deusa Terra, e a culpa nao � nossa!
Nossos filhos choram por agua!
Enquanto as cisternas do palacio transbordam de agua!
- Precisa dividi-la! - Piedade! Eles estao morrendo!
Fa�a um sacrificio a Deusa Terra para que ela envie chuva!
Hercules!
- Sim, sua majestade. - Chicoteie-os.
por me faltar com o respeito! Use seu chicote, ja disse!
Nao se atrase enquanto cuido deles.
Passem com a rainha!
- Voltem para casa, eu imploro. - Nao tem direito de falar assim.
- Voce e um dos escravos dela. - Traidor! Vira-casaca!
Entao e assim que obedecem ordens? Afasta-se.
Tome isto!
E isto!
Nao sou um traidor. Voltem para casa, por favor.
Hercules!
Quem mandou chicotear essas pedras?
Obede�a as ordens depois disso.
Ordeno que saiam das ruas!
Vao para casa!
Sou Oineas. Deianeira me mandou procurar voce.
Precisio falar com voce... Glaucus.
Certo. Esta noite. Neste local.
Hercules vem vindo. Mais bonito do que nunca!
Nao quero deixa-lo esperando.
- Ele e bonito. Parece um deus! - � apenas outro cortesao.
Um verme que rasteja para agradar a rainha.
Na ansiedade para chegar, meus p�s criaram asas.
- Cheguei cedo demais? - Absolutamente.
Logo estarei com voce. H� frutas e vinho. Sirva-se.
Obrigado.
Mas frutas nao se comparam a do�ura dos seus l�bios....
nem o vinho mais forte, ao calor da sua voz.
Essa adaga � sagrada.
- Nao deve toca-la. - Imploro seu perdao.
- Sou um campones. Eu nao sabia. - Esta perdoado. Quem � voce?
Nao e hora de admitir a verdade?
Mas voce sabe meu nome.
Hercules. Mas Hercules est� mentindo.
- Nao entendo. - Disse que eram um homem do povo.
Mas � verdade, eu sou.
Um campones nao usaria as roupas de um nobre como voce usa.
Est� me elogiando?
Foi o que uma das minhas escravas disse.
Ela � muito jovem e bonita.
Nao vi nenhuma beleza maior do que a que vejo.
Sente-se ai.
Procuro um homem audacioso e decidido como voce...
para comandar os guardas que protegem Moloch.
Nao ha outros oficiais no palacio?
A gruta onde o deus habita tem outra entrada...
que sadi da cidade, por baixo, at� o lado leste da montanha.
Sua existencia e um segredo. Alguns guardas fi�is a vigiam.
- Quero que seja o capitao deles. - Seria uma grande honra.
Sempre quis ver seu filho e admir�-lo.
So as escravas mais confi�veis podem ve-lo.
A Terra engoliria o homem que ousasse.
Se pedi demais, perdoe a minha ambi�ao.
Perdoarei, se ajoelhar-se na minha frente.
- Eu atraio voce? - Mais que tudo no mundo.
Nao me elogie apenas.
- Vai se arrepender. - Coloque-me a prova!
Farei isso. Agora deve se retirar.
Eu o verei novamente em breve.
Sou seu escravo.
Agrade�o aos deuses por me favorecer.
- Esconda-se. - Quem vem l�?
Oineas. Tudo calmo?
- Esta tudo calmo na cidade. - Entao continue.
Nao devemos ser vistos na companhia um do outro.
- Mas sou um homem livre. - � o que pensa.
Mas Pentheus e Asteriones esperam um passo em falso.
Ambos se ressentem da prote�ao que a rainha Ihe d�.
Tomarei cuidado.
Assim que chergar a Tiryns, leve este anel ao meu pai, o rei.
� um sinal de reconhecimento. Precisio saber quando...
o exercito estara pronto. Quando estiver, entraremos em a�ao.
Entendi. Enquanto isso, procure Medeia e explique.
Diga quem �. So em nome dela levantaremos o povo...
aqueles que detestam a rainha e desafiam Moloch.
Medeia e um simbolo de liberdade e justi�a.
- Querem que ela seja a rainha. - E por que nao falou com ela?
Sou um simples tenente. Voce � filho de um rei.
Sou um homem fraco, voce � forte.
Que garantia de sucesso posso dar a ela?
Nao suspeite que eu seja traidor. Preciso da sua confian�a.
Devo aos deuses. Eu preciso dela!
Acredito em voce. Vou procurar Medeia.
- Obrigada. Pode ir agora. - Boa noite e bons sonhos.
Como ousa entrar aqui? E a esta hora?
Eu imploro, Medeia, nao seja tao duro comigo...
antes de me deixar explicar...
Entra no meu quarto como um ladrao e espera que eu o ou�a?
Vim pedi-la em casamento e precisioso da sua reposta.
- Quero me casar com voce. - � mesmo, Pentheus?
Esquence que j� foi pastor?
Agora acha-se digno da filha do rei!
Mas eu a amo. Meu sofrimento por voce nao me d� paz.
Ja falei com a rainha. Ela me disse para procura-la.
Foi a ben�ao dela que Ihe deu coragem para vir aqui?
Voces me dao arrepios!
Cuidado por dizer o que Ihe vem a cabe�a, sem pensar!
Nao sabe como e tola provocando a rainha.
Ela nao deveria me provocar.
Mas voce e fraca, ela e poderosa. Pode destrui-la quando quiser.
Deve ao meu amor ter sido poupada por tanto tempo.
Amor, voce diz? Amita que � ambi�ao. Sede de poder!
Sei muito bem por que ela o encoraja.
Casando com voce, renunciaria a todo os meus direitos ao trono.
E nao vou me casar com voce. Saia!
- Saia! - Pentheus!
Pentheus!
Ja teve o bastante? Ou quer recome�ar?
Devia saber que um escravo como voce so � favorito por um dia!
Saia!
- Agora saia voce, imediatamente. - � assim que agradece?
Nao me lembro de ter pedido ajuda. Sei me defender sozinha.
Imagina que tem mais for�a do que tem.
Se fa�o isso, voce tambem faz. Consegue se defender...
da brutalidade de um Pentheus...
mas nao das sutilezas de uma mulher como Demetra.
Ela fara voce rastejar aos p�s dela como um verme.
So posso me curvar a voce.
Voce tem o orgulho e a gra�a de uma verdadeira rainha.
- Fala da realeza com seguran�a. - Nasci na realeza.
Meu pai e rei de Tiryns. Meu nome � Glaucus.
Esta mentindo. Por que teria se entregado como ref�m?
So temos alguns minutos. Ou�a, Medeia. Preciso de ajuda.
Quando ouvrir o que proponho, nao vai me negar ajuda.
Diga. Estou ouvindo.
Foi soi o que fez quando os encontrou juntos?
Podia te-lo matado, mas eu me contive...
em respeito a voce, claro.
- Ele gosta da sua prote�ao. - Nao mais!
Acorrente-o e traga-o aqui!
Ou melhor... para Medeia.
Quero ve-los frente a frente quando denunci�-los por trai�ao!
E entao, Medeia? Ja tem uma resposta para Pentheus?
Nao seo o que ele disse, mas duvido que tenha sido a verdade.
Hercules estava com voce aqui?
E agrade�o a Deusa Terra por nao estar em outro lugar.
Uma princesa, com decencia...
recebe um criado em seus aposentos a noite?
Antes ele que seu bom amigo Pentheus.
- Ele sera seu marido. - Nao vou me casar por ordem sua!
Silencio! Ou mato voce com minhas proprias maos!
Nao pode me amea�ar de morte.
Teve sua oportunidade quando eu era bebe.
Conhe�o sua natureza trai�oeira.
O povo nao permitira que me machucasse.
Ofere�o mais uma chance. Meu ultimato.
- Vai se casar com Pentheus... - Nunca!
...ou sera consagrada a Deusa Terra, de quem � tao devota.
Muito melhor que esse casamento!
Muito bem. Terminara seus dias trancada no templo...
onde come�ara a decair e envelhecer...
enquanto minha beleza floresce na afei�ao dos homens!
Ensinem este escravo a fazer o que todos os ercravos fazem!
Eu o farei lutar na arena!
Quero ver o sangue dele correr e deixar a areia vermelha!
Coloquem-no com os outros escravos!
Que a Deussa Terra o proteja.
Vamos nos encontrar de novo, Pentheus.
Levem-no!
Que nenhum mortal a veja sem v�u daqui por diante...
porque se for profanda, voce morrer�.
A voce, Deussa da Terra, ofere�o a vida de Medeia.
Olhe por ela com benevolencia e receba-a entre suas virgens.
Vamos ver se voce e rapido! Tente tres vezes. Vamos.
Mire a cabe�a e o rosto. 1... 2...
Segure firme. Assim. Vamos, fa�a o que eu disse.
Mire minha cabe�a.
De novo!
Bem feito! Da proxima vez vai prestar aten�ao.
- Posso fazer um curativo? - V�, mas volte.
Proximo, aproxime-se. Proximo. Vamos.
Temos todas armas de que precisamos.
Ordene, e nos o libertaremos. Agora, se quiser.
Nao � o momento.
Pratiquem com aten�ao e nao pensem em mais nada.
- Agora va. - Como quiser.
- Estao indo bem? - Nao sao grande coisa.
A rainha espera um bom show Estes jogos devem se superar.
Nao se preocupe. Vou transformar esses cordeiros em leoes.
Nao vejo Hercules.
Ele � meio teimoso. Uns dias no calabou�o vao amacia-lo.
- Acha que ele e tao perigoso? - Voce vera.
Usem os pes! Coloquem seu peso neles!
De pe, bando de ovelhas! Comecem a lutar!
Oineas! Pensei que nao viesse mais.
Finalmente, amigo, tenho boas noticias.
Os aliados estao prontos. So esperam as suas instru�oes.
�timo.
Diga para marcharem ate o vale onde o ex�rcito pode se esconder.
No segundo dia dos jogos, eu darei o sinal para batalha.
Voce abrira os portoes para o ex�rcito aliado.
Eu irei para as cavernas e substiturei os guardas.
- E cuidarei de Moloch. - Vai conseguir agir sozinho?
- Eu estarei bem. Volte a Tiryns. - E agora, descansem.
O que eu disse? Tranq�ilo como um cordeiro.
- Acho que ele ja amoleceu. - Solte-o.
Eu ajudo.
Isso vai facilitar para voce retirar os branceletes.
Como un cordeiro, mas com a for�a de um leao.
- Oineas! - Deianeira.
Alguma novidade?
O reinado de Moloch vai acabar.
- Voce viu Glaucus? - Vi, e ele sta pronto para lutar.
Preciso ir ao exercito aliado passar as instru�oes dele.
Meu povo sera eternamente grato.
Luto por eles porque significa lugar por voce.
Va. Meus pensamentos estarao com voce.
Todos voces terao como adversario um guerreiro de Mycenae.
E todo voces serao acorrentados...
a uma dessas infelizes.
Fui claro?
Terao que lutar com todas as for�as que tiverem...
se quiserem salvar suas vidas e as vidas do seus companheiros.
Que cada homem escolha uma mo�a.
Eu escolho esta.
Claro. � a mais bonita. Mas eu lamento por voce...
porque este homem assinou seu atestado de obito.
Sou eu quem vai lutar contra ele.
Nao tenha medo.
Ferreiro, fa�a um bom trabalho com as armas de Hercules.
- Nao quero correr riscos. - Nao se preocupe.
Ficarao em peda�os ao primeiro golpe.
De p�!
De p�, ja disse!
Desta vez, eu nao vou errar.
Bela flechada, divino Moloch! Digna de Apolo.
Nao quero ser perturbado enquanto me divirto!
- Deixem-me em paz. - Mas, meu divino filho...
o povo esta esperando para Ihe fazer uma homenagem.
Detesto o povo. Detesto aqueles cujos rostos nao sao como o meu!
Meu rosto, que voce escondeu, mae, como se tivesse vergonha.
Quero que toda a humanidade tenha cicatrizes...
que fique desfigurada! Nao a adora�ao do povo que odeio!
Hoje vao come�ar a competir em sua homenagem.
Havera lutas na pra�a principal. Rios de sangue vao correr hoje.
Esta noite, voce tera mais vitimas para se divertir.
Quero muitas! O bastante para encher a gruta!
Jovens e bonitas...
para eu acaricia-las, assim.
Estou pronto.
Que comecem os jogos.
Enquanto tivermos guerreiros como esses...
nenhum exercito podera superar o poder de Mycenae.
O forte ainda nao e visivel. E mais longe do que pensamos.
Que acelerem. So me sentirei seguro quando nos escondermos.
Daremedis!
Venha ver, rapido! Venha dar uma olhada!
Ali.
Vamos! Voltem para Mycenae!
� uma novidade que criei...
inspirado pelas recrea�oes do seu divino filho.
O refem deve evitar que o nosso guerreiro...
atravesse o circulo ao redor da mo�a.
Mas, como ve, a mo�a esta acorrentada ao ref�m.
Se, por acaso, durante o combante...
ele arrastar a mo�a para fora do circulo...
ela sera morta a flechadas. Se, por outro lado...
nosso guerreiro conseguir entrar non circulo...
a mo�a e o refem serao sacrificados a Moloch.
Minha rainha, um exercito hostil vem marchando pela planicie....
- Em dire�ao ao forte. - De onde?
- Do leste. - De Tiryns, claro.
Ordene que os jogos sejam suspensos, majestade.
Nao aconselho. O povo todo est� reunido aqui.
Sabe que muitos cidadaos so querem...
uma desculpa para se rebelar. Esta noticia pode agit�-los.
O que diz e verdade. Pentheus, reuna seus homens...
fora dos muros. E ataque-os de surpresa enquanto marcham.
Eu os destruirei antes que consignam se esconder no forte.
De continuidade aos jogos.
Nao tenha medo, Deianeira. Vamos vencer.
Nao tenho medo estando com voce.
Tem medo dele?
Lute, se ousar!
Liberte os dois, imediatamente! Liberte Hercules, rainha!
Atenda o desejo do povo. � perigoso, neste momento...
te-los contra voce.
Ordeno que os desejos do meu povo sejam satifeitos.
E o heroi deles, Hercules, lutar� de novo amanha...
mas como um guerreiro livre de Mycenae.
Anuncie o ataque!
R�pido! Vao e cerquem-nos!
Voce!
Disponha seus arqueiros no flanco direito deles. R�pido!
Infantaria, cercar pela direita!
Devo usar a cavalaria e as reservas?
� melhor nao arriscarmos todas as for�as num ataque.
- Protejam-se no forte. - E voces?
Vou liderar a a�ao de retaguarda, retirar os homens da batalha.
V�. � uma ordem.
Ordene as tropas em combate que se retirem...
e posicionem-se em defensiva no forte.
De volta a Mycenae. Atacaremos os outros depois.
Este vale sera o t�mulo deles.
Glaucus?
Medeia!
- Por que Oineas nao me disse? - Ele nao sabia de nada.
A rainha mandou os soldados se reunirem fora dos muros...
enquanto todos estavam nos jogos. O que pretende fazer agora?
Esperar para saber se houve batalha e qual foi o resultado.
Se eu tiver alguma noticia, virei inform�-lo.
Nao quero que voce venha. Eles podem mat�-la.
Mesmo que matem...
e melhor uma morte corajosa que uma vida de escravidao.
Isso vai acabar logo. Voce ser� livre e feliz.
Pode ser, se quiser. Eu a amo, Medeia.
- Quero faze-la feliz. - Sei que posso ser feliz...
mas so se stiver com voce.
Nada pode me derrotar agora.
� uma honra prestar respeitos a mais poderosa rainha da Grecia.
Chega de cerim�nias. Se tem boas noticias, diga logo.
Este cinto diz mais que qualquer palavra. Era do rei de Tiryns.
Tirei do corpo dele no campo de batalha.
Entao as for�as inimigas foram derrotadas?
Nos as desbaratamos. Estao escondidas no forte.
- Nao podem nos escapar agora. - Seu relatorio � muito bom...
mas o inimigo mais poderoso nao est� dentro do forte...
mas aqui na cidade.
Acabo de ouvir Medeia conversando com Hercules.
Mycenae esta cheia de traidores conspirando para derrub�-la.
E Medeia e Hercules sao respons�veis.
Devia saber que esse tal Hercules nao um simples ref�m....
mas o principe Glaucus, filho unico do rei de Tiryns.
Medeia!
Aquela cobra venenosa! Teremos que destrui-la.
Vai proclamar a senten�a de morte dela por ofender a Deusa Terra....
ao servi�o da qual ela foi consagrada.
Ninguem ousara se opor a uma senten�a de acordo com a lei.
Amanha, quero o sacrificio dela numa cerim�nia publica.
Quanto a esse Glaucus...
vocee tem contas antigas a acertar com ele.
Pode acerta-las! Fa�a o que quiser com ele!
Tenho uma otima id�ia.
Vai precisar criar asas, Hercules, se quiser sair dai!
Voce vai ficar encantado, Glaucus...
quando ouvrir as noticias que trago pessoalmente.
Herdou o trono do rei, porque seu pai morreu.
- Eu mesmo o matei na batalha. - Nao e verdade! Est� mentindo!
De uma olhada neste cinto. Vai reconhece-lo.
Quanto a sua querida Medeia....
amanha ela sera executada diante do povo...
que a considerou culpada de sacril�gio. Voce ficar� aqui...
at� amadurecer para Moloch!
- O que houve? - O povo acha que a princesa...
cometeu sacrilegio. E impossivel angariar simpatia por ela agora.
- Preparou seus homens? - Sim, mas nao esperere demais.
Nao ha homens suficientes para salv�-la.
� um terremoto!
Um trovao! E um trovao!
Povo de Mycenae, aten�ao! O divino Moloch � bom para nos!
Enviou um sinal para mostrar que o sacrificio � do agrado dele.
Em sua benevolencia, ele ordenou que a seca que aflige a cidade...
chegue ao fim. A chuva est� prestes a cair.
Vamos prosseguir com o sacrificio em honra ao grande Moloch!
Deusa Terra, so voce pode realizar o milagre.
Para voce, filho de Demetra, sacrifico Medeia...
pelo bem-estar de Mycenae.
Libertem a princesa Medeia!
Est� chovendo, finalmente!
Acabe com essa revolta a nao tenha piedade.
Dobre a guarda ao redor de Glaucus.
Se tentarem solta-lo, que encontrem um morto!
- Glaucus! - Oineas!
Mycenae se rebelou. Voce precisa fugir.
Va ao exercito aliado escondido no vale e assuma o comando.
- E Medeia? - Est� em senguran�a com o provo...
mas nao por muito tempo. Leve-a com voce.
- E voce? - Vou ficar aqui.
Atacaremos a noite. Quando vir o sinal, marche para Mycenae.
- Seja rapido. - Boa sorte.
Sigam-me!
Venham! Vamos!
Aos cavalos!
Cuidado!
Salve-se, Glaucus!
Vamos dividir nossas for�as em tres grupos.
O primeiro ocupara a posi�ao entre o vale a floresta....
e permencera escondido. Nao participarao da primeira batalha.
O sequndo, no vale, combater� o inimigo.
Apos o primeiro encontro, eles se retirarao lentamente...
tranzendo a cavalaria inimiga com eles.
Quando chegarem a um certo ponto...
o terceiro e principal grupo, dos arqueiros e da cavalaria...
enfrentara o inimigo em combate pesado.
Vao ocupa-los ate o anoitecer e mante-los longe de Mycenae.
O primeiro grupo, quando vir o sinal no muro....
vai atacar e tomar Mycenae de surpresa.
Os portoes serao abertos. O restante ser� f�cil.
Entenderam?
Rapido! Retire a cavalaria para a floresta.
Siga o mais rapido que puder com os arqueiros.
Sigam-me!
Avan�ar!
A cavalaria e os arqueiros estao posicionados.
Anuncie a retirada!
Atr�s deles! Avan�ar!
O exercito de Tiryns se retirou. Pentheus venceu a batalha!
Viva Pentheus! O inmigo foi derrotado!
Pentheus conquistou a vitoria! Os soldados de Tiryns fugiram!
A vitoria � nossa!
A vitoria � nossa!
Agora � momento. Atacar!
Voltem para Mycenae!
Vamos! Mycenae!
Vamos! Mycenae!
Voce nunca aproveitara as recompensas da sua vitoria.
Medeia esta nas maos de Moloch.
Minha morte est� vingada.
Voce � linda.
Sua beleza e grande demais para mim.
Mas nao vou mata-la ja. Tenho tanto tempo disponivel.
Quero me divertir.
Veja sua beleza pela �ltima vez.
L� est� o sinal!
Avan�ar!
- Vamos, so um beijinho! - Vamos, lass...
Para que? Nao ouviram? O inimigo foi derrotado!
Beba.
Estamos sendo atacados!
R�pido! Libertem os ref�ns!
Voces, vao por ali. O restante, venha comigo.
Os soldados de Tiryns estao na caverna.
Estaremos esperando por eles.
Avise a guarda para tomar todas as medidas de seguran�a.
Muito bem.
Avan�ar!
Oineas!
Por aqui!
Vamos...
Lancem seus dardos!
Agora estamos sozinhos...
Mas antes de morrer, podera ver a verdadeira face de Moloch.
Olhe. Vera porque estou cheio de odio...
porque sempre desejei o sangue das minhas vitimas.
Medeia!
Socorro!
Medeia!
Glaucus! Socorro!
E agora voce vai morrer!
Cuidado, Glaucus!
Acabou, Medeia.
- Nao tem mais nada a temer. - Mycenae est� livre!
- Mycenae esta livre! - A rainha esta morta!
Vida longa para a rainha Medeia!
Venha, Glaucus.
Meu rei.
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