All language subtitles for The Shards - 01x04 - Murder on the Dance Floor.ETHEL.Portuguese (Brazilian).C.orig.Addic7ed.com

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Original subtitles

A hist�ria � fict�cia.

Semelhan�as com pessoas, vivas ou mortas, � mera coincid�ncia.

Meu nome � Ryan Gifford.

Em 1981, eu tinha 18 anos e estava no �ltimo ano em Sherman Oaks, Calif�rnia.

Nos dias de aula, eu colocava o despertador pra 5h45 da manh�,

mesmo eu podendo dormir por mais uma hora.

Eu adorava o bot�o soneca.

Sentia que me safava de alguma coisa.

�s 6h45 da manh�, eu j� tinha me mimado quatro vezes no dia.

Nada mau.

No chuveiro, eu passava sabonete no corpo em ordem decrescente.

Primeiro os ombros.

Depois, peito.

Abd�men.

Bunda.

Coxas. E, por �ltimo, panturrilhas.

Eu preferia lavar em ordem decrescente

porque evita que a �gua suja toque a pele limpa.

Eu me barbeava, aplicava lo��o p�s-barba e finalizava com uma pitada de Kouros.

� pra homens.

Eu adorava Buc Wheats,

um cereal da General Mills

que seria descontinuado em poucos meses a partir de hoje.

Flocos de trigo crocantes cobertos com cobertura de bordo.

Mas mais tarde a General Mills alteraria a receita

e substituiria a cobertura de bordo por cobertura de a��car,

um resultado previsivelmente desastroso.

Hoje, 4 de outubro de 1981,

s� me restam 92 tigelas do cereal Buc Wheats na vida.

Agora, 91.

Eu dirigia um Pontiac Trans Am 1978.

C�mbio manual. Garotas adoram caras que dirigem manual.

Da minha casa na avenida Mooncrest em Encino,

eu levava de 19 a 23 minutos de carro at� a escola.

A�, est� atrasado.

Mas, naquela manh�, eu n�o fui pra escola.

A Bofinha est� te procurando.

PLANETA LUX�RIA

PUTAS SUJAS IV

Goze Por Tr�s PATTON

Eu n�o diria que atuar em pornografia era uma paix�o minha nem nada,

mas depois que meu pai perdeu a grana da fam�lia financiando Heaven's Gate�

BOFINHA PRESIDENTE, EROTICA FILMES

�tive que dar um jeito de pagar Yale.

Jan Bofinha Banxxx era uma das porn�grafas mais prol�ficas

de todo o Vale de San Fernando.

Curtia o fato de ela ser uma mulher durona em um neg�cio de homens,

uma verdadeira pioneira no ramo.

Vi que voc� reparou no meu videocassete.

� uma tecnologia nova fant�stica.

Est� assistindo a filmes?

N�o.

N�o, Troy, estou fazendo filmes.

- Na verdade, � Ryan. - Espera.

L� VAI ELE

N�o � o que diz no p�ster.

Est� fazendo filmes pra videocassete?

Imagina s�. Tocar em si mesmo, ou seja, bater at� finalizar,

na privacidade e conforto da sua pr�pria casa.

Chega de ch�o grudento. Chega de apoios de bra�o desajeitados.

Chega de fazer contato visual acidentalmente

com algum pervertido que voc� conhece da igreja.

Em dez anos, fitas VHS v�o tirar os cinemas porn� do mercado.

Ent�o, algu�m pode comprar a pr�pria fita VHS de um dos meus filmes?

Isso. As pessoas podem e far�o isso.

Achei que meus filmes s� sairiam no exterior.

E se algu�m me reconhecer?

Prometeu que isso n�o aconteceria.

Prometi verbalmente.

Vai levar uma d�cada at� que essas coisas sejam vendidas abaixo de US$1 mil.

E quando isso voltar pra te assombrar,

voc� ter� esquecido tudo.

N�o � reconfortante.

N�o �?

� por isso que queria me ver?

N�o, olha. Preciso que deixe uma garota � vontade.

Bom, uma mulher, na verdade.

Acha que pode lidar com isso, gostos�o?

Tirar as algemas dela?

- Tipo sadomasoquismo? - N�o � uma algema real, � metaf�rica.

- Quem � ela? - Ela ser� quem voc� quiser que seja.

Gosto de cham�-la de Cami Soul.

Cami Soul.

Cacete.

Podemos falar sobre o videocassete depois?

Ryan, quero que conhe�a minha nova estrela, a Srta. Cami Soul.

Oi, Ryan.

Sra. Schaffer?

Voc�s se conhecem?

Isso � maravilhoso.

Vai ser uma grande cena, bem tensa e desafiadora.

Tom�s Turbando, vulgo voc�, est� ansioso pra comer a madrasta, vulgo Cami Soul.

� o que vai acontecer dramaturgicamente.

- Nossa. Tem enredo. - Sim.

Ali�s, eu vi as grava��es de ontem. As cenas da orgia estavam incr�veis.

- Era o roteiro. - Beleza, segunda equipe saindo.

Primeira equipe entrando.

Muito bem. Lucy, Desi, vamos l�.

Tudo bem, querido?

- Como est� sua m�e? - Bem.

�timo.

Me faz um favor.

N�o conta pra voc�-sabe-quem o que estou fazendo.

- Meu marido e minha filha. - Imaginei que se referia a eles.

O som est� ligado!

Voc� est� cheiroso.

Kouros?

Vamos trepar!

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com

Por favor.

Sinto muito. Me desculpa.

Desculpa. Quero ir pra casa.

Porra. Merda. Caralho.

N�o.

Por favor, me deixa ir pra casa!

Por favor.

Quero ver minha mam�e.

Por favor, eu te dou um picol�.

Porra. Filho da puta lambedor de merda.

Socorro!

Por favor!

N�o! Por favor! N�o!

Por favor, n�o.

Por favor.

Por favor, me deixa ir.

O que � isso?

Coma.

N�o, o que � isso?

- Coma. - N�o!

Socorro!

Thom, vem pra casa depois da escola.

Tenho planos.

Quais planos?

Sair.

T� bom, pode sair outro dia?

Preciso te contar uma coisa. � importante.

O qu�?

Quero que conhe�a uma pessoa.

Sei que tem sido dif�cil desde que seu pai foi embora.

Papai n�o foi embora. Voc� expulsou ele.

- Eu dei um ultimato ao seu pai. - Tanto faz.

Tem sido uma transi��o dif�cil pra mim tamb�m.

- E o Ted tem sido� - O Ted?

O Ted tem sido uma luz no fim do t�nel, t� bom?

Ele me faz feliz. Ele quer cuidar da gente.

Ele � pod�logo.

Que nojo.

Est� tudo bem?

Sim, s� uns rolos com a minha m�e.

Sinto muito. Achei que ela estivesse melhor.

E est�. Mas � estranho. Com meu pai perto, era ruim ver ela t�o triste.

E agora que ele foi embora, � ruim ver ela t�o feliz.

Parece que ser uma fam�lia deixava ela deprimida.

Seria muito desestabilizante ver a Liz feliz.

Sei o que vai nos animar.

Vamos beber.

Sr. Flanigan?

Puta merda. Sr. Flanigan.

Srta. Schaffer, Sr. Wright, Srta. Reynolds.

N�o entendi. Pediu demiss�o da escola?

�s vezes trabalho aqui nos fins de semana, turnos extras.

Ent�o, o que v�o querer?

Tr�s Tom Collins.

Querem alguma coisa?

N�o posso servir �lcool. N�o t�m 21 anos.

N�o � o que esta identidade diz.

Tem prefer�ncia de gim?

- O melhor que tiver. - E uma por��o de fritas.

Meu Deus. Ele acreditou. Falei que as identidades eram �timas.

Taverna

Oi, Bret.

Oi.

Voc� est� bem?

N�o sei como algu�m pode estar bem com tudo que est� rolando.

Como assim? O que est� rolando?

O Matt.

O que tem ele?

Ele continua desaparecido.

A pol�cia n�o divulga mais informa��es.

Que pena.

Fico tendo um pesadelo com o Traineira.

Estou na minha antiga casa em Trousdale.

Escuto o telefone tocar, mas n�o sei em que quarto ele est�,

ent�o fico correndo de quarto em quarto tentando ach�-lo.

Como ele �?

Nem sei.

N�o � figurativo. � s� uma sensa��o.

Acho que o Traineira, ou a amea�a do Traineira,

dividiu minha vida em antes e depois.

E agora que ele est� aqui, passei pra esse outro mundo de morte e adultos.

Isso me lembra de um conceito japon�s sobre o qual li chamado mono no aware.

Significa algo tipo "uma tristeza porque tudo acaba".

Um dia, vou me sentir como jovem pela �ltima vez,

mas n�o vou perceber que foi a �ltima vez at� muito tempo depois.

A mesa est� pronta.

Devemos ter essa bebida na festa do Robert.

- Ainda vai rolar? - Por que n�o rolaria?

Pra come�ar, dois colegas est�o desaparecidos.

Soube que os pais da Rhonda mandaram ela pra uma institui��o

e o sumi�o foi pra manter as apar�ncias.

Duvido, mas tudo bem. E o Matt?

Contratamos o manobrista, o DJ e o buf�.

S� acho que a festa do Robert � de muito mau gosto.

Ser� uma festa de muito bom gosto.

N�o � quest�o de est�tica.

Cancelar a festa � a coisa certa.

Nem pensar. N�o cancelaram o Oscar quando balearam Martin Luther King Jr.

Vamos fazer uma vota��o secreta?

- Vota��o secreta. - Vota��o secreta.

- Vota��o secreta. - Vota��o secreta.

- Vota��o secreta. - Secreta.

- Bret, vota��o secreta. - Secreta. Bret�

Vota��o secreta!

"N�o cancelar.

Cancelar.

N�o cancelar."

E "n�o".

"N�o cancelar" venceu!

- Beleza. - � o que o Matt iria querer.

E, tamb�m, ele deve estar escondido em Big Sur

aproveitando a inevit�vel nova vida como traficante, t�?

Voc� nem conhecia ele.

Quem?

- O Matt? Exatamente. - Adoro quando ele est� feliz.

- Est� melhor? - Qual �. Est� melhor.

Enquanto a sombra da morte espreitava o Vale,

eu me senti indo pra Hollywood Hills.

Eu sabia que a festa era vulgar.

E tamb�m sabia o quanto uma vulgaridade anest�sica poderia ser poderosa.

Eu disse a mim mesmo que s� iria registrar a decad�ncia,

uma desculpa � qual retornei muitas vezes em minha carreira como escritor.

O pai da Susan era o pediatra das estrelas de West Side,

tratando seus descendentes desde anorexia nervosa at� espinhas.

O Dr. Reynolds n�o aceitava novos pacientes ou planos de sa�de.

Oi, Bret.

N�o achei que viria.

Isso! Gra�as a Deus o Bret veio. Agora � uma festa.

Eu n�o ia vir, mas achei que seria �til pro meu romance.

- Roteiro. - Est� escrevendo um roteiro?

Que al�vio. Algu�m tem que escrever.

- Onde seus pais est�o? - Em Palm Springs.

Eles viajaram?

Relaxa. Al e Linda me contrataram pra ser bab�.

Al e Linda?

- Aspen. - Oi.

Vou pegar uma bebida.

Pode passar por aquelas portas.

�, eu sei disso. Venho aqui desde os 12 anos.

Eu bato uma pra Farrah Fawcett desde os 12 anos.

O �ltimo ano foi quando come�amos a dar festas como adultos ricos.

Gast�vamos a grana dos nossos pais no melhor champanhe,

na coca�na mais pura e nas melhores bebidas.

Esvazi�vamos as tigelas de vidro Lalique e ench�amos de cinzas.

Eram as armas com as quais nos defend�amos do mundo sufocante da inf�ncia.

Faz�amos imita��es do tipo de pessoa que quer�amos ser.

At� deixar de ser uma imita��o.

Oi.

Mart�ni de gim com lim�o.

Ser� que � uma boa ideia? Voc� sabe que n�o deve beber.

Claro.

Por que n�o fica com esse?

Obrigada.

Quer isto?

A�, Susan, posso falar com voc�?

Precisa de permiss�o pra falar com seu namorado?

Relaxa, Thom.

Com licen�a.

- Est� dando em cima dele. - O qu�? De quem?

Voc� acha que sou idiota?

Susie Q.

Estou t�o orgulhosa dessa garota.

Olha como ela � bonita. Lembra do acampamento pra gordos?

- Conhece a hist�ria? - Sim.

Eu tinha feito dez anos. A Liz me mandou pra uma fazenda de gordos em Tahoe,

disse que me daria US$1 mil por cada quilo perdido,

e conheci a Susan l�.

- Ela nem era gorda. - Estava mantendo o peso.

Voc� vai ser a primeira mulher presidente.

Sabe disso, n�?

Obrigada, Deb.

O que a Cha Cha est� fazendo aqui?

- Ela apareceu com uns calouros. - Vadia.

- Temos que expulsar ela. - Como �?

Ela � minha rival.

- N�o � Cornelia Guest? - N�o � sua m�e?

- Fica na sua, Thom. - N�o posso expulsar ela.

Eu posso.

N�o faz esc�ndalo. � a festa do Robert.

N�o, � a festa que n�s estamos dando pro Robert.

Ele � mais importante que eu?

- N�o. Voc� est� sendo infantil. - N�o estou, n�o.

Se algu�m que voc� odeia aparecesse nesta festa,

eu expulsaria essa pessoa fisicamente, e acho que voc� sabe disso.

Queria que voc� fosse assim s� uma vez.

Te vejo no Dance Off!, Cha Cha.

� melhor voltar pra Compton. Ou seu mastro vai esfriar.

Oi, amor.

Estou muito feliz que voc� veio.

Eu n�o.

Quer dizer, estou, mas vim pra observar, n�o pra festejar.

- Trouxe algo pra voc�. - N�o estou�

N�o, � um presente.

Sei que voc� adora livros.

� uma 1� edi��o.

CUJO STEPHEN KING

Saiu m�s passado. Todos s�o da primeira edi��o.

Desculpa, isso foi�

Obrigado.

Por que n�o vai procurar a Susan? Falo com voc� depois.

Debbie, eu�

Saiam daqui.

V�o.

Oi, Debbie.

- Oi. - O que est� fazendo aqui sozinha?

Est� tudo bem? Tipo, em casa?

Sim, � s� o Bret.

Ele me ignora. Est� sempre lendo.

- O qu�? - Sei l�. Livros.

- Isso � zoado. - Sim.

Eu comprei um pra ele e ele nem deu valor.

Parece que ele n�o d� valor a voc�.

Tenho 18 anos e sou nota dez em LA.

N�o deveria ter que implorar pro meu namorado me tocar.

Se fosse minha namorada, n�o teria que implorar por nada.

N�o?

Voc� que teria que implorar.

Cara, � o que estou dizendo.

- � a sua praia. - Eu sei.

Preciso entrar l�. Preciso fazer minha m�gica.

S�o as garotas mais lindas que j� vi na vida. Claro, eu�

- Com quantas consegue lidar de uma vez? - Qual �, cara.

- N�o conseguiria mais de duas ou tr�s� - Quem�

Conhecem a Susan?

A garota que est� dando a festa e � dona da casa?

Achei que a festa fosse do Robert.

E �.

Estudamos em Brentwood.

- Sou Rohmer. - Bret.

S�o amigos do Robert?

Mais ou menos.

- Como assim, mais ou menos? - Sei l�.

Estudamos com ele em Chicago.

Nos encontramos no Galleria semana passada, e ele disse pra virmos.

Mas n�o o via h� anos.

Achei que ele estaria preso a essa altura.

Como assim?

- Voc� conhece o Robert. - Na verdade, n�o.

Por que ele estaria preso?

Ele n�o estaria.

Foi inocentado de qualquer crime.

Foi uma piada idiota sobre a m�e dele depois que ela caiu da escada.

Muita gente achou que talvez o Robert tivesse�

matado ela.

Quem voc� est� procurando?

Ningu�m.

Adoro essa m�sica.

Lembra a primeira vez que dan�amos?

- Claro. - O luau dos calouros no Trader Vic's.

Tamb�m foi a primeira vez que demos as m�os.

Adoro que lembra dessas coisas.

Meus dedos ficaram t�o pequenos perto dos seus.

Lembra que recitei aquele poema?

"Ningu�m, nem mesmo a chuva, tem m�os t�o pequenas."

E.E. Cummings.

Sim, eu lembro.

Lembra como ficamos b�bados?

"Cerveja antes do destilado."

Devia ter recitado esse poema.

"Funkytown." Isso a�!

- � uma festa, n�o � pra dan�ar sozinho. - Sim, Thom, � uma festa�

A festa dele.

Voc� � uma pessoa t�o boa.

N�o sou.

Preciso falar sobre o Robert.

Ele parece bem?

N�o, Susan, n�o parece.

� um mentiroso patol�gico que passou tempo num hosp�cio.

O Robert n�o parece bem. Estou tentando dizer h� semanas.

Bret, isso n�o tem a ver com voc�.

Ele n�o pode beber quando est� medicado.

Medicado? Meu Deus, Susan.

- Que porra � essa? - � um indiv�duo perturbado.

� perigoso.

Ryan.

Para. N�o posso.

N�o pode o qu�?

Transar com voc�.

� grande demais.

Nem sempre � assim. S� quando est� duro.

- Sim. - Sabe?

Podemos conversar?

N�o sei se conversar vai ajudar.

T� bom.

Tudo bem.

N�o precisamos fazer nada.

Eu s� gosto de estar perto de voc�.

Acho mesmo que voc� � boa.

Tem algu�m aqui?

Ol�?

O que disse a ele?

- Quando? - H� cinco minutos.

Vi voc� sussurrar algo,

a� ele tomou vodca e come�ou a ficar louco.

Ele sempre foi louco, porque � um lun�tico que j� foi internado.

Ele � um psicopata, sequestrou o Matt e a Rhonda,

- e acho que for�ou� - Meu Deus, escuta o que est� dizendo.

Voc� � o psicopata.

Faz alguma coisa.

Estou fazendo.

- Ser testemunha � fazer alguma coisa. - Meu Deus!

Thom! Algu�m viu o Thom?

Que porra � essa, cara?

Vou adivinhar. � amigo da Cha Cha?

N�o pode entrar aqui.

Meu Deus, Ryan. Ele tem uma faca.

Ei, voc� n�o sabia que est�vamos aqui.

- Isso. - Tudo bem.

Nos deixe em paz.

- Meu Deus. - Obrigado.

Est� tudo bem.

Ryan.

- Onde estava? - Lugar nenhum.

- Sei l�. - Tem algo muito errado com Robert.

Pode fazer o que quiser na festa dele.

- Thom, por favor, me ajuda. - T� bom.

A�, cara. Vamos entrar.

- Parem! - O que est� fazendo?

Parem!

Que merda � essa, cara? Me solta.

- Voc� est� bem? - Estou �timo!

Por que est� chorando?

Voc� quer dinheiro?

Sei onde fica o cofre.

� ator? Meu pai � produtor. Ele vai te colocar em um dos filmes dele.

Deixa ela ir.

Deixa ela ir, e eu fico.

Ele est� im�vel.

Por que est� im�vel?

Thom, vai ajud�-lo?

Cansei de ajudar ele.

O que est� fazendo?

- Voc� est� bem? - S� quando voc� est� perto.

Thom! Thom.

- Bret. - Calma, cara.

Debbie.

- Debbie! - Socorro!

Est� trancada!

Ele tem uma faca!

Abre, ou vamos arrombar!

Ei, quem quer que seja, abre!

Oi, Deb. Oi. Voc� est� bem?

Quem est� aqui?

Ele n�o fala nada.

S� est� parado com uma faca.

Que tipo de faca?

Meu Deus.

Acho que � hora de voc� ir embora.

N�o acha?

Thom, cuidado.

- � isso que voc� quer? - Sim.

� o que eu quero.

Ent�o � isso que eu quero.

Adeus, Thom.

Gra�as a Deus.

Meu Deus, achei que �amos morrer.

Ei, est� tudo bem.

Est� tudo bem.

�uma breve previs�o do tempo.

A previs�o � de boas temperaturas para o centro�

Que dor de cabe�a.

N�o posso estar de ressaca pro Dance Off!

Dev�amos ter cancelado a festa.

Sim.

Eu esfaquearia algu�m por uma bebida.

� uma piada. Sou engra�ada.

Fico tentando dizer a voc�s.

No mas aspirador, por favor.

Gracias.

Continuo confuso.

O que voc� e Ryan estavam fazendo no quarto da Susan sem camisa?

Trepando.

N�o, o cara, o esquisito, fez a gente tirar elas.

Como conhecia aquele cara?

N�o conhecia.

Nunca o vi antes.

Mas ele disse seu nome.

Acho que n�o.

Com certeza, Thom.

Pode ter ouvido de voc� e Debbie.

Como ele est�?

Est� no Cedars.

O m�dico disse que foi uma rea��o ao misturar �lcool com o rem�dio.

- O m�dico te disse isso? - Meu pai tamb�m � m�dico.

E somos amigos dele, Bret.

Ou pelo menos eu sou.

O que falou pra ele?

Pra quem?

Pro Robert? Nada.

Vi voc� sussurrar algo pra ele,

e o que voc� disse o chateou muito.

N�o disse nada pra ele.

- Eu sei quem voc� �. - Voc� n�o me conhece.

Eu sei mais do que voc� pensa.

Sei que voc� matou a sua m�e.

T� bom.

- O que ele te sussurrou? Depois do beijo. - Quando?

- Foi ressuscita��o. - Claro.

Ele s� disse "obrigado".

Foi a primeira vez que mentimos na cara um do outro e ambos sab�amos.

Naquele momento,

soube que o que eu mais desejava e temia tinha acontecido.

Eu tinha entrado no mundo dos adultos e da morte,

e a porta tinha se fechado atr�s de mim.

Nunca mais me sentiria uma crian�a.

Nunca me senti t�o adulto.

E nunca me senti t�o sozinho.

O c�u est� muito bonito.

Debbie, n�o quer olhar pro c�u?

Eu j� vi ele.

Socorro!

Socorro!

Baseada no livro de BRET EASTON ELLIS

Legendas: Rafael Magiolino

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