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Original subtitles

ZEPPELIN

- Obrigada. - Sempre �s ordens, Molly.

H� LUGAR PARA VOC�.

- O maldito zeppelin? - Consigo ouvi-lo, mas n�o o vejo.

Vamos tentar. 1-5-0 graus.

- 1-5-0! - 1-6-5.

- Eleva��o 4-5. - Fogo!

Vi um zeppelin, tenho a certeza que vi um.

Eles voam a 3 mil metros, Sra. Parker e acima das nuvens.

N�o pode ter visto.

Veja voc� mesmo.

Venha!

Ali.

- Sra. Parker... - Estava ali, veio tarde.

Voc�, apague a luz e v� para dentro!

Saiam da rua, depressa!

Parece doente.

- Acho que me esqueci do seu... - Pode ir, Sra. Parker.

N�o gosto que me lembrem disso.

Todos temos medos. Para voc� s�o as alturas.

Para o meu marido eram t�neis subterr�neos.

- Boa noite. - Boa noite, Sra. Parker.

Geoff, tem tempo para uma bebida?

Estou atrasado para um encontro.

� bonita?

Fica para outro dia.

Adeus.

Fala o Anderson. Ele vai a caminho agora.

Que condescendente. N�o faria melhor, se o orden�ssemos.

Avan�amos 90 metros no Somme na semana passada.

Perdemos 50 homens por metro.

Esta semana recuamos 90 metros e perdemos 20 por metro, na retirada.

Os brit�nicos est�o enlouquecendo, jogando com charadas.

Ora, nunca dev�amos ter entrado nesta guerra, n�o � nossa sequer.

Entretanto, Londres s� tem de aguentar.

Que mais?

Os nossos avi�es sobem 2 mil metros, os zepelins bombardeiam a tr�s mil.

Porque � que n�o arranjam solu��o? Pelos jornais que lemos...

Voc� � escoc�s. Venha c� ajudar.

Adoro oficiais escoceses, s�o t�o amorosos.

Isso que est� bebendo tamb�m � escoc�s como n�s,

e a can��o toca-se assim.

Querida, que belo homem! Ainda melhor que a semana passada.

Onde o encontrou?

Meu hobby. Eu os coleciono.

Continua.

Qual � a expectativa de vida de um piloto no Front Leste?

- Tr�s semanas. - Eu arrisco.

� o que fazem os melhores.

� por isso que os perdemos t�o facilmente.

Ol�.

Ol�.

Ol�.

Ainda n�o, temo que seja muito cedo.

Ligue e diga que pegou um resfriado ou algo assim.

Tenho que pegar mais que isso. Se eu n�o aparecer esta manh�...

vou passar a guerra na cadeia.

Melhor um prisioneiro vivo que um soldado morto.

Eu serei enviado para a Fran�a em breve.

N�o posso pensar porque eles mantiveram-me aqui at� ent�o.

voc� percebe que eu poderia ser enviado ao front e o...

primeiro alem�o que eu matasse poderia ser meu pr�prio primo.

Emmerich.

Teria segundos pensando e ele provavelmente me mataria.

E sa�mos � ca�a juntos, ele nunca errou.

Emmerich e eu �ramos como irm�os.

Deus sabe o que aconteceria.

Geoffrey eu quero falar com voc� sobre algo.

J� nos conhecemos h� alguns meses.

E muitas vezes me senti tentada a responder algumas de suas perguntas.

Eu queria tranquiliz�-lo sobre sua fam�lia na Alemanha.

Voc� n�o imagina que eu sabia algumas das respostas.

Geoffrey, tenho que lhe dizer.

Eu preciso lhe dizer.

Seu primo Emmerich foi ferido no m�s passado.

Ele est� bem.

Ele est� convalescendo em casa, na Baviera.

Dois dias atr�s, ele foi premiado com a Cruz de Ferro.

Dois dias atr�s?

Como possivelmente voc� poderia saber?

Ele perguntou por voc� tamb�m.

Obrigado por me contar.

N�o tinha ideia que voc� era...

Uma espi�. Est� chocado?

Estou.

Eu suponho.

Oh, maldi��o, que guerra est�pida.

Oh, Geoffrey.

Cavalheiros. Neste modelo recente de um zeppelin,

podem ver as c�lulas de combust�vel que est�o dentro do chamado casco.

Estes dois bal�es cont�m ambos hidrog�nio, o seu agente de eleva��o.

Para a demonstra��o, vou disparar esta pistola...

sobre o bal�o esquerdo.

Um momento, por favor, sargento.

Agora que um dos nossos jovens oficiais nos honrou com a sua presen�a,

- pode avan�ar com a demonstra��o. - Sim, senhor.

Muito impressionante.

Mas se n�o atingimos os zeppelins com os nossos bombardeiros,

como � que o fazemos com pistolas?

S� demonstramos que a vulnerabilidade do zeppelin

est� no hidrog�nio que se inflama facilmente.

Provavelmente, as nossas armas atingem-nos, mas n�o os inflamam.

Sargento.

Agora vou disparar um dos nossos cartuchos mais comuns,

calibre 303 e revestimento met�lico, mas que n�o inflama o hidrog�nio.

Apenas abre buracos nas c�lulas de combust�vel.

O g�s sai, mas n�o chega para abater os zepelins.

Eu sei isso tudo.

Mas tenho uma reuni�o importante. daqui a meia hora

e v�o me perguntar pelos mais recentes dispositivos...

para abater os zepelins.

Vamos agora falar disso. Sargento.

Isto foi inventado por um tal de capit�o Brock.

Chama-se bala incendiaria. Isto vai abat�-los.

Ainda est� um pouco inst�vel mas o capit�o Brock...

est� seguro de conseguir aperfei�o�-la dentro de tr�s meses.

N�o podemos esperar tr�s meses por esse avi�o.

que talvez voe suficientemente alto, para talvez disparar estas balas,

que talvez abatam um zeppelin.

N�o bata com muita for�a, Sr. Ministro, � ligeiramente inst�vel.

O moral de um povo assenta na for�a das suas armas na guerra.

Os soldados, no front, preocupam-se com as mulheres e os filhos.

Admito que as incurs�es dos zepelins criaram certa histeria...

em algumas se��es da nossa popula��o civil.

Mas creio que os nossos problemas s�o pouco maiores que os deles.

Isso devia alegrar-me?

Neste momento, gostaria de trocar os nossos problemas pelos deles.

Bela tacada. Em cheio.

Estou sempre em forma nesta relva.

Alguma vez saberei o que sente por mim?

Deve saber. � demasiado sens�vel,

demasiado feminina e inteligente para n�o saber.

Geoffrey, tenho uma coisa para lhe dizer.

Tratei de tudo, pode estar na Alemanha daqui a dois dias.

Na Alemanha, at� sexta-feira? Incr�vel, Geoff.

Ela n�o � s� um presente para os olhos. Tamb�m � eficiente.

Queria que tiv�ssemos v�rias como ela.

- Senhor, posso saber... - Sente-se, Geoffrey.

Descontraia, beba um ch�.

Obrigado, senhor.

Quer que o sirva?

Obrigado.

- Gostaria de saber... - A��car?

Vai prend�-la?

- Vai? - Nem pensar.

Geoffrey Richter-Douglas.

Sua av� � a baronesa Von Richter.

Tr�s primos em fun��es ativas no ex�rcito alem�o.

Socializou com o professor Altschul e com o conde Zeppelin.

Dei essa informa��o �s autoridades, senhor.

A minha av� conhece todos na Baviera.

n�o apenas o professor Altschul e o conde Zeppelin.

- Quando passava o Ver�o... - Tenente!

Est�o construindo um modelo novo em Friedrichshafen. O LZ-36.

Gostar�amos que investigasse o seu desempenho, especifica��es,

e detalhes de constru��o, para podermos projetar defesas.

Os alem�es querem-no, e n�s queremos que v�.

Mas eu nem sei o que querem de mim os alem�es.

N�s sabemos o que queremos de voc�.

Tudo se encaixa.

Est�o me ordenando que v� para a Alemanha?

Sugerimos que v� de livre vontade.

Prefer�amos que fosse como volunt�rio.

Pensei que estavam contentes comigo no departamento antia�reo.

Acharam que poderia ser esclarecido pelas aten��es de uma jovem bonita.

Devia ter calculado.

Quando o Whitney me mandou para aquela casa cheia de fan�ticos.

N�o veio embora de m�os abanando.

Mas veja onde fui parar.

J� era um traidor para a minha fam�lia, na Alemanha.

Agora vou parecer um traidor para a minha fam�lia daqui.

- Sem falar dos meus amigos. - Ataque a�reo. Abriguem-se.

Abriguem-se, por favor.

Por aqui. Depressa, por favor.

Eu n�o tenho perfil de espi�o, n�o fui feito para este trabalho.

- Qual � o seu nome de c�digo? - Bandeira Azul.

- Nome de contato. - Maier.

- Morada? - Hochstrasse, 37. Friedrichshafen.

Perfeito. Os alem�es podem duvidar que seja um verdadeiro traidor.

Talvez tenhamos...

N�o fique pensando mal de n�s.

Geoffrey...

Quem me dera nunca t�-lo conhecido.

Agora � tarde para todos, n�o �?

Aqui, rapaz.

Aqui! R�pido!

- Tem certeza que n�o... - Ombro esquerdo, senhor, com certeza.

Conhecemos o efeito dos ataques sobre os brit�nicos.

De s�bito a ilha expugn�vel, ficou vulner�vel.

Pelo menos 12 esquadras que podiam combater no front...

t�m de permanecer na Inglaterra para defender Londres.

Mais alguns ataques e eles v�o implorar por tr�gua.

Todos desejamos uma vit�ria r�pida, mas o bombardeio de civis,

de forma inadvertida, claro, vai endurecer a resist�ncia.

Se pud�ssemos bombardear apenas alvos estrat�gicos...

Mas, evidentemente, o seu equipamento � inadequado.

Com todo o respeito pelo Dr. Altschul...

Nunca projetei a minha aeronave para a guerra.

A minha esperan�a era que acabasse com o massacre nas trincheiras.

Tornando a guerra terrestre obsoleta.

- Uma ambi��o digna, doutor. - Uma ambi��o ao nosso alcance.

Estamos criando uma nova m�quina,

com motores novos, em alum�nio.

- O LZ-36 - N�o autorizei prot�tipos novos.

A intelig�ncia militar est� financiando a constru��o.

Intelig�ncia? Com que objetivo?

Um tipo de ataque sem precedentes.

Terminados os testes de voo e autorizada a produ��o da aeronave,

planejamos uma �nica opera��o,

que pode destruir o moral brit�nico.

Ele os traiu. Pode trair-nos.

Quase foi morto ao tentar regressar. Al�m disso, precisamos dele.

Que bom que veio.

Soube que est� a recuperando bem.

Este � o major Tauntler. Gottfried Von Richter.

� uma honra conhec�-lo, Herr Richter.

Os brit�nicos querem troc�-lo por um dos nossos traidores.

N�o sei por que me estimam tanto.

Quando servi no ex�rcito brit�nico era apenas um tenente.

Nos dias estranhos que correm...

o valor de um homem pode mudar muito depressa.

Sente-se, por favor.

Avise-nos quando reconhecer alguma imagem.

Esse � o Lago Ness.

Outra vez a Esc�cia. Castelo Craigievar.

Castelo Dunvegan.

Kyle of Lochalsh.

Balmoral, creio eu.

Interessante... Quando � que foi tirada?

S� pergunto por que aquelas �rvores no monte foram cortadas.

Excelente.

- Este �... - Glenmattoc, claro.

Glenmattoc outra vez. Do lado poente onde o rio desce para o vale.

L� em cima ficam as ru�nas do castelo de Balcoven.

N�o � boa fotografia.

Sim. Muito melhor. Castelo de Balcoven.

Mas trancaram o port�o ocidental porque se tornou inseguro.

H� uma hist�ria fascinante. Os prisioneiros costumavam...

Muito obrigado. Foi muito simp�tico em nos ajudar.

Muito simp�tico. O motorista est� � sua espera.

Espero que continue a sua recupera��o.

Estou certo que sim.

Talvez voltemos a encontrar-nos.

- Obrigado e adeus. - O prazer foi meu.

N�o sabia do port�o ocidental.

Gottfried!

Professor!

� bom v�-lo depois de tantos anos. Est� um homem feito.

O senhor n�o mudou nada.

Eu sei... os anos n�o perdoam.

Tem de vir visitar-nos. Quero apresentar-lhe a minha mulher.

- Sabe que voltei a casar? - N�o sabia.

Tem de jantar conosco, vamos abrir uma garrafa especial...

e falar daqueles tempos maravilhosos.

Janta conosco amanha � noite. n�o se esque�a.

A Erika trata de tudo.

A Erika, a minha mulher.

Vim demasiado cedo para voc�?

Enganei-me de dia?

N�o, s� veio cedo.

Entre, por favor.

Sou Gottfried Von Richeter-Douglas.

Claro que sim, a sua foto estava no jornal.

E os brit�nicos pagam 5 mil libras pela sua cabe�a.

Tamb�m li.

Acabei de chegar do trabalho. Sou a esposa do Christian, claro.

Fora isso, sou a Dra. Erika Altschul. O Christian n�o demora.

Devo dar-lhe os parab�ns pela sua fuga de Inglaterra.

Obrigado.

Quando o Christian me disse que vinha jantar, fiquei admirada.

Mas depois pensei melhor.

Passou muitos anos em Inglaterra com os seus amigos ingleses.

Agora, est� aqui com amigos alem�es.

O Christian nunca gostaria de um traidor.

Suponho que isso faz de voc� um espi�o.

Sente-se, vou p�r-me apresent�vel.

Algumas fotografias dos zepelins do Christian.

- Podem interessar-lhe. - Obrigado.

Antigas, claro.

Que vai fazer, agora que passou para o nosso lado, alistar-se?

Acho que sim. N�o posso fazer muito mais.

Conheceu a primeira mulher do meu marido.

A Heidi, muito bem.

Era uma pessoa muito meiga e generosa?

Muito.

Todos dizem isso.

Receio n�o ser bem assim.

O nosso casamento � um pouco dif�cil de entender para alguns.

Como � que o conheceu?

Primeiro, fui aluna dele. Depois, assistente e a seguir mulher.

Voa com o seu marido?

O peso � muito importante numa aeronave.

E eu fa�o o trabalho de tr�s homens.

Tenho mais tempo de voo que muitos pilotos.

Ent�o, gosta de voar?

Claro. � parte da nossa vida em comum.

Pode atender, por favor?

Al�? N�o, doutor. � o seu n�mero.

Fala o Gottfried. Sim, vim muito cedo.

Claro, s� um momento. J� a chamo.

Frau Altschul!

Por favor se vamos ser inimigos, chame-me Erika.

- O seu marido. - Obrigada.

Al�, Christian.

Oh n�o...

Claro, imediatamente.

Lamento, mas n�o h� jantar. Houve um problema com a aeronave.

Tenho de ir para a f�brica.

N�o vai fazer nada para mago�-lo n�o �?

N�o permitirei.

Pano azul.

Tem algum pano azul?

N�o sabe nada sobre isso?

Pe�o mil desculpas, devo ter vindo � loja errada.

Bandeira Azul!

H� tr�s semanas que o espero.

Fui alvejado.

T�nhamos de nos certificar de que fosse ferido para n�o desconfiarem.

- Fui alvejado de prop�sito? - Foi s� um arranh�o.

Arranh�o? Perdi muito sangue.

Est� com muito bom aspecto.

V�o inspecionar o LZ-36 depois de amanh�.

Consegue entrar na f�brica?

Na verdade, me levaram l� na ter�a-feira.

Para ver fotografias... da Esc�cia.

N�o disseram por que, mas querem que volte para um exame m�dico.

Essa ferida ajudou mais do que julg�vamos.

Encontrei o Dr. Altschul e a mulher dele.

�timo.

Mantenha-se o mais perto poss�vel deles.

Sinto que ela desconfiou de mim.

- Como pode isso ser? - � dif�cil de explicar.

Intui��o feminina, talvez.

Ela � dif�cil de explicar.

Espere... tenho uma informa��o vital.

H� algum problema com o LZ-36.

Eu sei. Todo mundo daqui sabe.

Cancelaram o voo e a tripula��o foi dispensada.

Mas volte amanh�, podemos ter mais instru��es para voc�.

Lhe caiu bem!

Herr Von Richter?

Acompanhe-nos, por favor.

Esvazie os bolsos, por favor.

O que � isto? Para onde me levam?

Todos os seus objetos pessoais. Chaves e objetos de metal.

O seu rel�gio.

- Tamb�m quer isto? - Sim, por favor.

Escreva o seu nome na caixa, por favor.

O passe, por favor.

Certo.

Tire os sapatos e calce isto.

O LZ-36.

A ess�ncia do g�nio alem�o.

O sonho de Leonardo Da Vinci.

N�s criamos o fato.

Espero que aprecie o seu voo.

Prendam as grades.

Escada.

- Quer dizer que eu... - Claro porque n�o?

Vai ver a terra de uma altura de 3.500 metros.

Uma experi�ncia inesquec�vel. Venha.

Suba.

Este homem n�o vai mesmo voar conosco.

Sim.

N�o fui informada. Devem saber que o peso � crucial.

N�o autorizamos outro homem.

Est� tudo em ordem, doutora, tirei outro homem da tripula��o.

Mas todos s�o necess�rios, sabe muito bem.

O artilheiro n�o. Est� de folga.

- � um voo de teste. - Julguei que o tinham cancelado.

Sim, espalhamos essa informa��o Agora, o voo � secreto.

O Dr. Altschul j� conhece.

- Doutor. - Com licen�a, minha senhora.

Gottfried Von Richter, o comandante Von Gorian.

- Este teste � ultrassecreto. - Eu me responsabilizo.

Vamos.

O seu traje, Von Richter.

� diferente, n�o tem ins�gnia nenhuma.

Venha ver a decolagem. quando terminar.

Coronel Hirsch, sinto-me lisonjeado com o convite.

Mas pode dizer-me por qu�?

Tudo ao seu tempo, Von Richter.

Quando chegarmos � Fase 3, vigie-o.

Se alguma coisa correr mal, sabe o que fazer.

Se ele nos falhar, morto em solo brit�nico, de uniforme alem�o.

Motor um: ligado e funcionando.

Motor quatro: ligado e funcionando.

Lastro: duas toneladas.

Press�o das c�lulas, flutua��o negativa.

Press�o de reserva: 90kg.

Peso da aeronave: 900kg.

- Todas as posi��es as postos. - Muito bem.

Assuma o seu posto.

Ela � a nossa menina. Por favor, trate-a como tal.

Aumentar rota��o nos motores um e dois.

Eleva��o: dez graus.

Elevar dez graus.

- Flutua��o? - Press�o de reserva 78.

- A nave tem flutuabilidade. - Soltem as amarras.

Aten��o!

Eleva��o: 16 graus.

Motores no m�ximo.

- Aumentem a rota��o dos motores. - Decolagem.

Todos os motores a 1300 rota��es.

Teste primeiro a for�a e depois a velocidade.

Gostaria de ver o casco? Venha.

V� � frente.

- Onde est�o os paraquedas? - Que paraquedas?

Em caso de emerg�ncia. Como � que saem daqui depressa?

Saltamos.

Cada paraquedas pesa 20kg e temos 30 tripulantes.

Venha, vou lhe mostrar a vista.

Major Tauntler, o nosso amigo parece preocupado.

- Talvez prefira ficar aqui em baixo. - Fa�o a visita com todo o gosto.

Como sabe, estou muito interessado neste modelo.

Venha.

N�o se esque�a de segurar bem as barras.

N�o vou me esquecer.

As c�lulas de combust�vel. Temos 20,

com 20m de altura e 9 de comprimento.

Major Tauntler!

Este � o posto de observa��o. Descemos com um homem l� dentro.

O coronel Hirsch quer falar com voc� imediatamente.

Obrigado. Deixo-o em m�os muito mais bonitas e competentes.

- Foi voc� que desenhou isto? - Modifiquei-o.

Tem uma cauda que o impede de girar.

Suponho que des�a abaixo das nuvens.

O observador fala com o controle por telefone.

Que lhes diz ele? Se est� chovendo?

N�o.

Diz onde largar as bombas.

Para um espi�o, devo dizer que teve a sorte grande.

O motor quatro est� falhando.

- O que est� havendo? - Deve ser a carbura��o.

- Temos de regressar a base? - Doutor!

A nossa velocidade com tr�s motores deve ser de 100km/h.

Se o comandante Von Gorian atingir essa velocidade,

- ele lhe dar� a resposta. - Reparem o motor quatro!

Grau m�ximo de inclina��o, motores um, dois e tr�s 1400 rota��es.

- Quanto? - 60 minutos e 8 segundos.

- 112 km. - Muito bem, comandante!

Ser� dia as 6h40. Daqui � uma hora e 18 minutos.

Podemos testar os motores dois e tr�s?

Tivemos duas toneladas de for�a de eleva��o com um motor.

Creio que se perdermos outro tanto de lastro...

a aeronave deve aguentar.

Teste de altitude m�xima!

Equipem-se todos para o frio a grande altitude.

Von Richter. Estas s�o suas.

- Minhas? - Claro.

- Flutuabilidade m�xima. - Press�o das c�lulas: 26.

Press�o de reserva: 159.

Inclina��o de subida m�xima.

Largar duas toneladas de lastro, agora!

�ngulo de subida: 16 graus.

Tr�s mil metros subindo para 3500.

Temperatura do ar: -10�C e descendo.

- Mantenha o �ngulo m�ximo. - Subir para 3500.

�ngulo est�vel.

Tr�s mil e quinhentos. Taxa 18.

Temperatura: -23�C.

Tem de estabilizar. N�o podemos subir mais sem oxig�nio.

- Reduzam a flutuabilidade. - Estabilizem as c�lulas.

Senhor, os reparos no motor quatro est�o conclu�dos.

Solicito permiss�o para ligar.

O que acha dela?

� aterradora.

Prefiro consider�-la bela.

Ao LZ-36.

Sa�de!

Altschul...

Sa�do o seu g�nio.

- Sem voc�, nada disto seria poss�vel. - Um momento por favor.

Prot�tipo de teste conclu�do a 1 de Setembro de 1915.

Encomendado amanh� em Friedrichshafen.

Meu senhores...

se nos d�o licen�a. temos de trabalhar.

- E voc� deveria descansar. - Leve-nos para casa.

Von Gorian, um momento.

- N�o vamos para casa. - O que?

Aqui est�o minhas ordens.

O Altschul certificou o bom funcionamento da nave.

Este comissionamento come�a a partir de agora.

Mas este procedimento nunca foi seguido.

� por isso que vamos faz�-lo.

Estamos agora numa miss�o de guerra.

Na Fase Um, vai fazer-nos aterrissar aqui.

Nunca regressaremos � Alemanha. S� temos combust�vel para o teste.

Faz parte do nosso plano.

Informe Friedrichshafen do sucesso do teste.

Depois feche todas as linhas.

Daqui a poucas horas, estamos em casa.

N�o se levante, precisa descansar.

Voc� n�o descansa?

N�o, estou demasiado emocionada com o voo.

Parece mais orgulhosa disto que o seu marido.

�s vezes, penso que seria melhor ser igual �s outras esposas.

Ficar em casa e esperar.

- Ficava preocupada? - Claro.

Basta uma fagulha para este gigante explodir em chamas...

e levar todo mundo a bordo.

Tamb�m pode ser muito mau para quem est� em terra.

Eu j� estive l� em baixo.

Quando o Christian soube que a nave ia servir para bombardear cidades...

...chorou.

E continuou a constru�-las.

Eu sei.

Ele � um homem dividido.

N�o somos todos?

O sol! Est� se movendo!

Christian, estamos mudando de rota. N�o vamos para Friedrichshafen!

Gorian, aonde vamos?

� Noruega.

Noruega? Por qu�?

� uma miss�o de guerra.

Como podem fazer isto com a minha esposa a bordo?

Concordo, mas sem ela o teste n�o ia parecer de rotina.

Lamento.

Quando regressar, vou me queixar � autoridade m�xima.

Foi a autoridade m�xima que ordenou isto.

Lamento muito ter de submet�-la a este risco.

Vai assumir o comando, depois de um �nico teste de voo?

Sim. A aeronave est� pronta para a miss�o.

Tem alguma coisa a ver com o Von Richter?

N�o posso revelar mais informa��es.

- Perd�o! - O que foi?

A ordem para fechar as comunica��es pode comprometer a seguran�a.

Tenho de verificar a meteorologia de duas em duas horas.

ficaremos sem previs�es meteorol�gicas, obrigado.

Altura: 15 metros.

Aproxima��o.

Aten��o a estibordo.

Doze metros, e descendo.

Local de aterrisagem � vista.

Ordene a aterrisagem. Reduza a flutua��o.

Reduza a eleva��o!

Vamos!

Para estibordo. Estabilizar.

Devagar, devagar!

Parem todos os motores.

Aten��o a� em baixo.

Icem! Isso mesmo.

Dev�amos verificar as c�lulas de combust�vel, antes de avan�armos.

Claro.

Estamos voando h� 18 horas. � uma nave ainda mal testada.

Tenho que verificar todo o equipamento.

Seria loucura continuar sem uma inspe��o completa.

- Tem duas horas, nada mais. - Uma hora!

Temos de partir dentro de uma hora.

Que loucura!

Vamos, n�o temos tempo!

Comece a bombear!

Aproveitando a vista?

N�o posso fazer muito mais.

Talvez v�o us�-lo mais tarde.

Diga-me, que miss�o � esta?

N�o vai acreditar em mim, mas sei tanto como voc�.

Acorde!

Precisam de voc� no casco para i�ar o combust�vel.

Bem melhor, n�o tenho nada que fazer.

Senhor, o que quer de mim?

- Nada. - Mandaram-me apresentar.

J� disse que n�o precisamos de voc� aqui!

Volte l� para o seu r�dio!

Tamb�m n�o posso us�-lo. S�o ordens.

- Prepare-se para a decolagem. - Ainda n�o terminei.

- Prepare-se para a decolagem! - Mas tenho de concluir a tabela.

Todos temos problemas, Frau Altschul.

Vamos decolar, imediatamente.

- N�o me queriam. - Que pena para voc�.

Ningu�m quer os meus servi�os, melhor seria n�o estar aqui.

Interceptei uma mensagem.

"Confirmo LZ-36, Noruega. Bandeira Azul."

Tenho de avisar j� o comandante.

- Prefiro que n�o lhe diga. - Mas tem de ser.

N�o, receio que n�o possa permitir.

Usou isto. Mandou uma mensagem!

Alivie a flutua��o.

Motores a 1300 rota��es.

�ngulo m�ximo de eleva��o.

O nosso segundo encontro � aqui.

- N�o h� nada sen�o mar. - Haver�.

Mas vamos sobrevoar patrulhas inglesas, podem avistar-nos.

Teremos de voar acima das nuvens.

Se houver alguma.

Herr Richter, est� ai?

Von Richter!

N�o, ainda n�o li. Vou gostar, obrigado.

Tenho uma coisa para voc�.

O seu uniforme.

Por favor. Com licen�a.

Um Major?

Claro, porque n�o? O promovi.

Mas est� sob o meu comando, claro.

Todos equipados para o frio.

� melhor vestir-se.

Noruega? Por qu�?

- N�o conseguimos obter confirma��o. - O sinal era fraco?

S� recebemos, "LZ-36. Bandeira Azul. Noruega."

Ele precisa de oxig�nio, tragam-no depressa!

Ele n�o consegue respirar.

Forma��o baixa de nuvens a bombordo, capit�o.

Estamos a 3500 metros. Aliviem oito quilos.

Homem ca�do!

O operador de r�dio! Caiu.

Estava a raspando o gelo.

Mandaram ficar na sala de transmiss�es.

- Eu tentei. - A responsabilidade � minha.

N�o ser� culpado, eu assumo a responsabilidade no relat�rio.

Rompendo a camada de nuvens.

L� est� ele.

Um grau para estibordo.

Abrandem os motores. Mil rota��es.

Dire��o do vento?

- O navio vem contra o vento. - Vamos aproximar-nos assim.

Parem todos os motores!

Agora vamos i�ar carga e passageiros.

Saiam. Fiquem a postos.

Para tr�s, um de cada vez.

Vamos andando. Todos em fila.

Icem-na.

O que tem naqueles cilindros? Oxig�nio?

� g�s mostarda.

A bordo da minha nave, n�o. V�o embora.

Por favor, isto � desumano. � b�rbaro.

- N�o permito! - Doutor, por favor!

A sua tarefa terminou. Continuem a carregar.

Christian...

N�o podemos compactuar com isto.

J� o fizemos.

O nosso objetivo:

O castelo de Balcoven.

Litoral escoc�s.

As ru�nas de Balcoven.

Vamos aterrissar neste vale...

para evitar vigil�ncia militar.

Atravessamos Glenmattoc e vamos direto ao nosso local.

Neste cofre, os brit�nicos colocaram os arquivos da na��o.

Longe de Londres e das nossas bombas.

Documentos hist�ricos, quadros e talvez mesmo a Magna Carta.

O seu s�mbolo da Liberdade.

N�o vamos apenas roubar um banco.

Vamos roubar-lhes muito mais que dinheiro.

A sua hist�ria e a sua moral.

Assim saber�o que est�o indefesos contra esta arma.

Nenhuma regi�o da ilha ser� segura.

- Major Tauntler, agora � contigo. - Obrigado.

Vamos atacar por este t�nel.

Foi selado por seguran�a.

A fase crucial do nosso ataque � a aproxima��o.

Temos de desligar os motores e planar em sil�ncio.

Uma vez feito o percurso, entraremos em confronto.

O major Richter, com o seu conhecimento do terreno,

vai orientar-me durante os 5 minutos cruciais.

antes de os motores serem desligados.

Durante cinco minutos vitais, o sucesso ou fracasso da miss�o...

estar� em suas m�os.

Fizemos muitos esfor�os para conseguir os seus conhecimentos.

Tenho a certeza de que ser�o justificados.

Agora os detalhes da nossa opera��o.

Com licen�a.

D�-me licen�a, um momento. Sinto-me muito indisposto.

Tamb�m estou ansioso por voltar a terra, major.

Vamos rebentar o muro que foi erguido aqui...

Parece ter recuperado muito rapidamente.

Que voc� est� fazendo?

Herr Richter, onde est�?

Surpreende-me constantemente, major.

N�o perca tempo explicando.

Nunca quis a senhora a bordo.

Agora, talvez queira juntar-se � reuni�o.

S� um momento.

- Altitude? - 1700 metros.

Mantenha-se assim.

Major, eis o mapa.

Mas conto com o seu conhecimento do terreno.

Nunca o vi do ar.

N�o vai ficar a grande altitude, apenas a 60 metros do ch�o.

Est� pronto?

Nunca estarei mais que isto.

1500 metros! Des�am-nos.

Eu estou bem.

- O qu�? - Estou bem.

Est� nervoso?

N�o... n�o mais.

Uma vila � nossa frente.

Luzes apagadas.

Todos os motores devagar.

N�o se enganou. Tem certeza, senhor?

Sim, l� est� a linha do trem.

Esquerda, dezessete.

Estamos sobre o rio.

Os montes Mattoc, � direita, dezenove graus.

O castelo deve estar em frente.

Parem os motores!

Estamos planando.

Devo ter pelo menos um minuto de impulso do motor a estibordo.

Tauntler.

Sim, um pouco mais.

Motor a estibordo, 400 rota��es.

Parem os motores, fazem muito ru�do.

N�o, nada.

Von Richter! � isto, n�o �?

Sim, � Balcoven. A 800 metros de dist�ncia.

Flutua��o negativa. Pronto para aterrissar.

Quinze metros.

Doze.

Seis.

Tr�s.

Um.

O agricultor diz que tem a certeza que ouviu motores de um zeppelin.

- � mais ou menos aqui. - Recebemos tantos relatos falsos.

- Levamos a s�rio? - N�o...

O homem deve ter bebido um copo a mais e ouviu alguma moto.

Chamem Londres. Est�o sendo invadidos.

Acho que ele � perigoso.

Alega ser escoc�s, mas fala como um ingl�s...

e traz uma esp�cie de uniforme alem�o.

Ligue ao Blinker Hall do almirantado em Londres!

Diga-lhe que o LZ-36...

- Bandeira Azul! - Isto � estranho, como chegou a�?

Diz que veio da Noruega num zeppelin carregado de g�s mostarda.

Diz que o ex�rcito alem�o vai nos invadir pelo ar.

Al�?

Al�, senhor?

- Se cortaram o fio � porque v�m a�! - Tenha calma, homem!

Saiam!

Parem!

Calma, amigo!

Vamos!

Venham! Desliguem as luzes.

Todos a postos!

Todos aos postos de combate! R�pido!

Existe um almirante Hall, � chefe da espionagem naval.

Posso falar com o almirante?

Dois homens aqui.

Abram-no, com cuidado.

Vamos embora, major. Largue isso.

Tem de acreditar em mim.

S� obede�o ao meu major.

Por favor. Deixe-me levar a pistola.

Vai deter o ataque.

Eles n�o v�o avan�ar, se souberem que o zeppelin se incendiou.

Acredite em mim. Eu posso deter isto.

Logo o mesmo bra�o!

- N�o consigo abri-lo. - Exploda.

- Os brit�nicos aproximam-se! - R�pido!

Afastem-se!

Puxem aqui.

N�o cede.

Vamos, entrem!

Retirar!

Vamos voltar ao zeppelin!

Temos de salvar o zeppelin!

Mexam-se!

Vamos! Vamos!

Geoffrey!

Eu podia ter-lhes contado do r�dio.

V� em frente, aperte o gatilho. Vai!

Dispare, mate-os todos. O Christian e o resto!

Est� l�!

Est�o vindo.

Venham!

Depressa!

Todos os motores funcionando!

Passo a citar: ''Com a atual rota e velocidade,

- "deve passar breve por Newcastle." - Temos tr�s horas.

Mande a esquadra 42 para Dunquerque, a esquadra 86 para Calais.

- e a esquadra 34 para Newport. - �timo.

A esquadra 112 para Scarborough, a 16 para Newmarket,

e a 53 para Norwich.

- Qual delas tem os SE-5? - A 16, mas ainda n�o treinaram.

Mandem-nos assim mesmo, mandem tudo o que tivermos.

Se os danos em Glenmattoc tiverem sido graves, o pegaremos.

Entretanto � melhor tentar descobrir se o Geoffrey Richter-Douglas...

est� entre os prisioneiros ou entre os mortos.

Vai sobreviver.

Se algum de n�s sobreviver.

Era assim que queria?

Eu nunca quis nada disto.

Agora, s� quero sobreviver.

Poderia ter me desmascarado.

Sim... Eu sei.

N�o, eu n�o. Trate dos outros.

Estamos sobrevoando Newcastle.

- Altitude? - Dois mil metros.

Precisamos de 4500, at� de madrugada.

Em duas horas temos de chegar aos 4500 metros.

Nem sei se conseguimos manter essa altitude.

Precisamos de mais 2500 metros para ficarmos acima dos avi�es.

- Teremos de despejar tudo. - Incluindo os mortos.

- Vou dizer ao Tauntler. - Eu digo-lhe.

Joguem fora todo o peso a mais!

Tudo para fora!

Dois mil e oitocentos.

O esquadr�o 112 levantou voo.

O esquadr�o 16 levantou voo.

O esquadr�o 53 levantou voo.

Tr�s mil e quinhentos.

- Sem mais tanques reservas? - N�o senhor.

J� serve, se os ingleses mandarem os avi�es normais.

- Estamos bem acima deles. - E o novo avi�o?

Precisaremos de mais 900 metros.

Mas tem de ser agora.

L� v�m eles.

Avi�o inimigo a estibordo!

Somos um alvo f�cil.

L�!

Atirem tudo!

Livrem-se de tudo!

Atirem tudo!

Quatro mil e quinhentos. Agora n�o nos alcan�am.

Christian!

A porta est� trancada. Christian!

Acaba de chegar de Balcoven. N�o h� rasto do Richter-Douglas.

N�o est� entre mortos, feridos ou prisioneiros.

Deve estar a bordo.

O rapaz tem um bom instinto de sobreviv�ncia.

Espero que tamb�m seja bom nadador.

Terra!

� a Holanda ou a B�lgica.

Se for a Holanda, � neutra.

N�o v�o querer saber do nosso lado na guerra.

Sim...

Se sobrevivermos.

Segurem-se!

Legendas: Kilo

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