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Ganhei!
N�o posso acreditar!
-Muito bem! -Sim!
Tem que ir ao torneio comigo.
-N�o. -Meu amor, vamos ver.
Eu tenho a opera��o mais importante da minha carreira.
Amor...
� algo em que trabalho h� muitos meses, muitos.
Pe�a ao seu chefe.
Mas tem a ver com ele, � pessoal.
-Vamos fazer o seguinte. -O qu�?
Se fizer melhor, eu vou.
-Melhor? -Porque n�o acredito.
-Foi sorte de principiante. -Claro que n�o!
-Consegue? -�bvio.
Ent�o manda ver.
Hoje vai trabalhar comigo, n�o vai � faculdade.
N�o posso, tenho prova de economia.
Comigo aprender� muito mais.
Vai trabalhar e ponto final.
Entendeu?
Bom dia, amor.
Vamos pegar US$ 12 milh�es na cidade.
Em outras palavras?
Nunca movemos tanto dinheiro.
Quer saber? Eu n�o ligo.
N�o ligo e n�o vou.
Por favor.
N�o ligo para os milh�es. N�o � nada.
Por favor.
N�o vamos come�ar o dia assim.
� muito cedo para brigar.
A verdade � que eu n�o sei por que n�o o deixa ir � faculdade,
e leva uns dos seus mil homens.
O garoto vem trabalhar comigo e ponto final!
Diga � sua irm� para vir comer.
-Est� atrasada para a escola. -Diga voc�!
Emi n�o est�.
Pediu permiss�o para dormir na casa de uma amiga,
ent�o deve ir � escola de l�.
Estamos indo � escola, policial.
N�o podemos conversar, J� estamos atrasadas, certo?
Precisa nos acompanhar, senhorita.
O qu�? Eu?
N�o. Nem morta.
-Nunca, certo, meninas? -N�o.
Nem por dinheiro.
N�o pode dirigir b�bada assim.
N�o estou b�bada!
-Certo? -Claro que n�o!
Bateu no poste.
-Precisa nos acompanhar. -Em minha defesa, n�o estava a� antes.
-N�o estava. -Nos acompanhe.
-J� vou. -Ei!
-Espere. -Solte-a! O que h�?
Eu tenho uma ideia.
Me ajude, n�o seja assim.
Certo. Sim?
Eu te dou 100 pratas, e voc� me libera.
-N�o posso aceitar. -Por que? Por favor.
-Vamos. -� seu dinheiro, n�o � meu.
-Ei. -Vamos ver, espera um pouco.
-N�o fa�a isso comigo. -Fa�a alguma coisa!
Meu pai � Armando Quintero, e voc� vai se dar mal.
Vai perder o emprego. S� queria te ajudar.
Fa�a alguma coisa!
J� vou.
Sim.
Eu estou nervosa, Mar�a.
Calma, Sra. Louise. Vai ganhar. � a melhor. Pronta?
Meu amor, que a Virgem te proteja.
-Cuidado. Manda ver. -Certo.
Bata forte. Como fizemos � tarde.
Calma, Sra. Louise. N�o fique nervosa.
-Podia ter feito bal�. -Ira� Ram�rez!
Que nervoso.
Calma, Sra. Louise. Bela � a melhor e vai vencer.
O que queria? O pai � policial.
Fico muito nervosa. Ainda bem que veio.
Em posi��o!
Lutem!
-N�o. Bela, foco! -Pegou em voc�?
N�o.
De acordo com as informa��es que temos,
ter� um helic�ptero sobrevoando.
� por isso que precisa tirar o caminh�o cheio do cassino
antes de recarregar.
Calma, em meia hora estamos l�.
Tchau.
Helic�ptero, caminh�o, cassino, muito dinheiro...
Tudo muito dentro da lei, n�o �?
Olha! A faculdade serviu de algo!
Vamos.
Al�?
Mimita, o que houve?
Papai...
-Filha, voc� est�... -Pai...
Est� b�bada?
Pai, � que...
Preciso que me ajude, porque alguns policiais
me trouxeram...
Onde eu estou?
Na regional do centro.
Na regional do centro.
N�o se preocupe.
Mimita, eu vou tirar voc� da�.
Diga a esses est�pidos que voc� � filha de Armando Quintero.
Eu j� disse, mas s� me ignoram.
Por favor, n�o demore, porque � horr�vel, s�rio, muito feio.
Calma, Mimita.
J� vou.
Onde minha irm� est� b�bada a esta hora?
No MP. Voc� se salvou de ir comigo.
N�o posso adiar isso.
Voc� vai busc�-la.
O que vou fazer no Minist�rio P�blico?
Como vou tir�-la de l�? N�o tenho varinha m�gica.
N�o quero saber!
Voc� vai ao MP e vai tir�-la de l�.
E r�pido. Entendeu?
Quando Armando Quintero entrar neste caminh�o de estoque
e sentir o helic�ptero sobrevoando,
-saber� que estamos monitorando. -Exatamente.
E ent�o, em vez de pegar o dinheiro, nos far� passear pela cidade.
N�o, porque eu vou segui-lo no helic�ptero para for��-lo a trocar de caminh�o.
-E ele vai trocar os d�lares. -Ricardo, n�o.
N�s vamos deixar isso acontecer.
Se vai trocar de caminh�o de qualquer maneira,
ent�o siga por terra ou por ar. Isso vai confundir.
Quintero j� me escapou, Ricardo,
mas hoje n�o vai.
Eu juro que n�o.
Enrique, deixe-me saber se voc� o v� no helic�ptero.
Meu Deus.
Bela, voc� consegue!
Concentre-se!
-Vamos, Bela! -Lutem!
�, minha garota.
Confirmado.
Temos um helic�ptero sobrevoando.
E a�, patr�o?
Vamos interromper o plano?
N�o, seguimos o plano.
J� sab�amos que isso ia acontecer.
Desliga. J� cheguei.
Cuidado com pontes e locais onde eles possam trocar de caminh�o!
Entendido, Le�n!
Caramba.
Est�o nos seguindo.
L� vai aquele maldito helic�ptero.
Ou seja, Ram�rez. � isso.
Emilia, n�o pode ser.
Dirigir b�bada numa ter�a-feira. � s� uma garota.
Eu...
N�o sou uma garota.
Como voc� pode ver, sou muito maior e pratico artes marciais.
Ah, � ? �timo.
Foi por isso que pediu para mam�e deix�-la sair.
Para estudar com uma amiga da escola.
N�o entendo... Chega.
Chega. Preciso que me tire daqui, ent�o pare com o serm�o, certo?
Voc� ficar� a� para aprender, garota mimada.
O qu�? Nem vem. JP, por favor.
Vamos conversar. Por favor.
Molhe a m�o do policial. N�o seja assim.
Igual ao pai.
Policial, vamos deix�-la por uma semana, por favor.
-N�o. JP, por favor! -Vou assinar para voc� ficar.
Fala s�rio...
Irm�o, por favor!
Policial!
Le�n.
Est�o entrando no banco. N�o gosto disso.
Acalme-se, Ricardo, tudo est� indo como planejado.
Tenha paci�ncia. Confie em mim.
Vejo voc� aqui embaixo.
Des�a.
Primeiro e o segundo lugar: Sof�a Guerra, Isabela Le�n.
Voc� consegue, Bela!
Vamos l�! Em posi��o!
V�o!
Vamos l�!
Bela!
Bela, foco!
Bom!
J� era, patr�o.
Pare! Pol�cia Federal!
Vamos, Castor, me d�.
Pol�cia Federal, Deixe-me ver as malas.
Policial Le�n,
sempre metendo o nariz onde n�o � chamado.
N�o sabia que al�m de executivo s�nior de cassino,
tamb�m transporta carga.
Perante os outros...
Abra.
Eu abro, patr�o?
Abra, cara.
Quintero! Quanta l� transporta?
Precisa para o parqu�metro?
Documentos.
A� est�o.
Os que, a prop�sito,
todos os �rg�os de controle t�m acesso.
Digo para caso n�o tenham enviado o memorando.
O que esse cara est� fazendo?
Saia da�, voc� vai fraturar o pezinho.
Tudo em ordem.
Obrigado.
N�o vai sobrar um desse jeito.
�.
Feche-o.
Eu s� preciso ter acesso a este caminh�o.
E a �nica maneira ser� quando chegar ao banco.
E como sabe que vai parar no banco?
Para que mais compraria um caminh�o de estoque no cassino?
E vai aproveitar para colocar o estrobosc�pio no teto, n�o �?
Para acompanhar o caminh�o.
Vamos l�!
-Bom! -Vamos, Bela!
Bom, Bela!
� s� dizer quando, patr�o.
A postos, Norman.
Quando chegar a hora, sabe o que fazer.
Claro, senhor. Estamos a postos.
Vamos.
Vamos!
-Des�am! -Ei!
Sim, senhores, desculpem. Desculpem o inc�modo!
-Muito trabalho! -O que aconteceu? Deixe-nos passar!
Des�am, por favor! Meu senhor, desculpe.
Agora voc� vai me dizer que n�o est� com Quintero.
-Est� trabalhando na cidade, �? -N�o entendi.
Pe�o desculpas.
Desculpe pela inconveni�ncia,
trabalho para o governo, senhor! Des�am!
Est� ouvindo? Sim, eles nos bloquearam.
Sim, como esper�vamos.
N�o se preocupe, Ricardo, eu o sigo daqui de cima!
Certo, eu sigo voc�.
A� est�o.
Ficaram embaixo da ponte, Ricardo!�
Fique aqui em cima.
Vamos.
Eles mudaram, Ricardo!
Est�o sem o estrobosc�pio! Repito, est�o sem!
Certo, Le�n, entendi, vou continuar e seguir at� o cassino.
Agora n�o vai nos escapar, Ricardo.
N�s o pegamos!
Essa � a minha filha!
Sim.
Voc� � a melhor!
Essa � a minha filha!
Meu amor! Eu te amo! Voc� � a melhor! Venceu!
Ei! V� para l�!
Como saio, Castor?
Sua arma.
N�o, tem outros chegando.
Sim, vamos. Patr�o, vamos.
Chefe, n�o sabe o que tenho para te contar.
Esta noite, o brinde vai para meu amigo.
-Claro. -Compadre, US$ 12 milh�es.
Nunca tinha visto tanto dinheiro, meu amor.
-Sa�de. -US$ 12 milh�es.
Bem, vamos ver, eu sou m�e e quero brindar pelo melhor karat�,
o mais talentoso de todo o M�xico.
Parab�ns!
Parab�ns, meu amor. Me sinto o pai mais orgulhoso.
Parab�ns, Bela.
Pai, sou filha mais orgulhosa.
-Deu o bote no Quintero. -Nele e nos s�cios, meu amor,
porque n�o � o �nico envolvido no cassino.
Voc� n�o deveria estar ouvindo a conversa dos patr�es.
M�e, eles nem percebem.
Claro que percebem. Venha jantar comigo.
J� vou.
S� n�o entendo...
Tem uma coisa que n�o se encaixa em com os prendeu.
Vamos comer.
-Sim. Por favor. -Por favor.
Com o estrobosc�pio, ele conseguiu detect�-lo do helic�ptero.
-Exato. -N�o foi?
Quero dizer, quando trocaram de caminh�o...
-voc� percebeu. -Mas n�o foi por isso.
Era �bvio que Quintero ia fazer isso.
Esse foi o erro.
-E a�? -O qu�?
N�s os vencemos.
S� queria ter pegado�Quintero ou um de seus homens.
Mas n�o importa, Emanuel, porque j� tenho fortes evid�ncias
para come�ar a montar o caso.
Quais?
Estou puta, pai!
Estou indignada porque cheguei �s 8h,
fiquei at� �s 11h, ele chegou l�,
e eu continuei l�!
-Do que est� falando, Emilia? -De voc�.
O qu�? Que te tirei de l�?
Ou seja, depois de mil anos.
Do que est� falando? J� tinha sa�do �s 10h.
Cheguei, e saiu meia hora depois.
Ent�o fiquei tr�s horas perdida l�?
Voc� n�o entende porque n�o estava trancado l�.
Deveria agradecer, porque era para passar 24 horas presa.
-Agradecer? -Por dirigir b�bada!
Roubaram meus sapatos! Pai, roubaram os brincos que meu deu!
Ou�a o que diz. Deveria me agradecer.
Eles roubaram de mim!
E eu tive que fazer o qu�? Subornar!
Claro! Voc� � uma mimada!
Te deixam fazer tudo aqui!
N�o!
Da pr�xima vez que eu fizer um pedido,
voc� faz na hora e r�pido!
Coloque terno e gravata. Partimos em meia hora.
Machucou?
Se machucou, me fale.
Pai.
Meu padrinho foi embora.
Vamos ao�bunker, quero mostrar uma coisa.
-Mas e minha m�e? -Dormiu.
-Vamos l�. -Venha.
Abra.
Isso. Com for�a.
Mas ele ficar� muito zangado com todo o dinheiro que perdeu hoje.
� a evid�ncia mais forte que temos contra ele.
Com isso, demonstraremos que usou o cassino para lavar dinheiro.
E acha que v�o coloc�-lo na cadeia?
Nunca acontece nada com gente rica.
Vou provar o contr�rio.
Hoje demos um passo muito importante.
Finalmente dei um rosto a todas essas pessoas.
Os s�cios.
Para os s�cios.
N�o tem medo, pai?
N�o. S� tenho medo de um pa�s pior do que est�.
Pai, mas s�rio. Quero dizer, eles s�o...
pol�ticos e...
e pessoas que fazem coisas ruins e corruptas...
E voc� acha que o medo vai me ajudar a descobrir os nomes deles?
Mas, por medo, voc� criou este lugar.
Claro que n�o!
Criei para proteger as duas pessoas
que mais me interessam nesta vida:
sua m�e e voc�.
E agora que vou pegar essa fera,
as coisas v�o ficar feias, Bela.
Venha.
Abra.
-Abra. -Como?
-N�o sei a senha. -Sabe.
� a data do seu anivers�rio.
S�rio?
Somente em �ltimo caso, Bela.
Sim, papai.
Leve-me ao clube.
Emilia � que faz tudo, fica b�bada,
faz o que ela quer. E eu sou eu que tomo porrada.
� por causa da Emilia ou me bateu
por todo o dinheiro que perdeu nessa?
Todo o dinheiro por ter feito besteira?
Sabe o que eu tive que fazer para estar onde estou?
N�o sei nem quero saber.
N�o estou interessado em saber.
O qu�? O que houve?
Voc� est� surdo ou o qu�?
O qu�?
N�o estou interessado.
Eu n�o quero ser como voc�.
N�o importa o que fa�a, esse ser� seu fim.
Voc� vai gerenciar esse cassino.
N�o vou porque eu n�o sou como voc�!
N�o sou um criminoso! N�o sou igual a voc�!
Est� dizendo um criminoso?
Sim, � um criminoso!
Olha! N�o admito ouvir essas coisas
quando o dinheiro que gosta e com o qual vive como rei
� sujo, e sempre soube disso.
Ainda bem que estuda economia, porque vai administrar o cassino.
Ouviu bem?
Ent�o agora cale a boca.
E voc�, pisa fundo, quero sair daqui! Vamos logo!
Ainda n�o entendo.
Como o plano n�o funcionou hoje?
-Era bom. -O que n�o entendo
� por que o patr�o n�o explicou bem.
Um cara dirigindo com um helic�ptero sobrevoando
e uma caminhonete , n�o �?
-Era um bom plano. -Sim.
-Era um bom plano. -Era,
mas deu ruim porque n�o nos informou.
-Sabe que nunca conta tudo. -Somos os homens de confian�a.
�, Castor, mas...
Boa noite, senhor.
Boa noite, senhor.
Aqui est� o que me pediu.
-Voc� me assustou! -Que foi?
O que houve? Eu estava saindo.
-N�o. -O qu�?
O que me conta?
Do qu�?
Se voc� est� aqui sozinha, � porque quer contar algo, te conhe�o.
Nada. Eu vim me despedir, mas como voc� n�o estava...
-Nada, Bela. -E por que voc� est� chorando?
O que aconteceu?
O qu�?
Estou gr�vida.
Por que voc� n�o me contou?
Como eu ia contar?
Nem o pai da crian�a sabe que vamos ter um beb�.
E minha m�e vai odiar e me obrigar a abortar.
Mar�a...
Eu sei, mas ningu�m pode saber, certo?
N�o sei o que fazer, Bela.
E como vai esconder isso?
Bem, minha Virgem...
vai me ajudar a guardar segredo.
Eu te amo muito.
Eu estava apenas dizendo ao Castor aqui
que gostei do seu envolvimento nos neg�cios, patr�ozinho.
Sou seu patr�ozinho?
Ent�o senta.
-Vamos. -Desculpa, Juan Pablo.
E como est� sua irm�zinha?
De pequena, n�o tem nada.
Pergunte ao meu pai.
Certo.
Esperem por mim aqui.
Sim, patr�o. N�o se preocupe, n�s cuidamos daqui.
E voc� tamb�m. Me espera aqui.
Foi para isso que me trouxe? Te esperar aqui?
� para voc� aprender como � o movimento.
Vou aprender com esses dois, certo?
Muito mesmo.
Para ser rei,
primeiro tem que andar com os pe�es.
-Ei, patr�o. -Ei.
O qu�?
N�o � querendo me intrometer,
mas se o patr�o vir que est� bisbilhotando,
vai ser dar mal.
Boa noite, Senhores, senhoras.
Boa noite.
E muito obrigado por terem vindo a esta reuni�o extraordin�ria.
N�o sei o que tem de boa.
Depois do dinheiro que perdemos...
De fato, o golpe que sofremos foi muito forte.
E n�o h� motivos para considerar uma boa noite.
Ent�o, a verdade � essa?
J� era?
Perdemos todo o dinheiro?
Armando, voc� disse que estar�amos seguros.
Sim.
Mas dessa vez, a Pol�cia Federal colocou as m�os onde n�o deveria.
Se h� algu�m para culpar, � o agente Enrique Le�n.
Bem, voc� j� o conhece. Sabe como fica.
Se ele n�o queria que eu entrasse,
deve ter motivo. � melhor obedecer e ficar aqui.
N�o est�o curiosos para ver o que est� acontecendo l�?
N�o.
N�o somos pagos para isso.
N�o mesmo.
Estamos curiosos, certo?
Mas j� sabe como seu pai fica.
E como ele diz:
"Seu papel � obedecer."
Bem, n�s obedecemos.
E ent�o,
vamos recuperar, sim ou n�o?
Se quiser, pegamos um t�xi, vamos � Pol�cia Federal
e pedimos o dinheiro com juros e corre��es.
Fala s�rio.
Voc� � engra�ado.
Demais.
N�s vamos fazer alguma coisa, mas eu digo que, nesses casos,
os contatos do meu amigo aqui n�o est�o presentes?
Eu cumpri dizendo a eles o que poderia acontecer.
Se as coisas derem errado, � porque Armando
mandou mal.
Como �?
Est� nessa posi��o por um motivo, n�o?
Armando tem raz�o.
Eu penso igual.
Eu tamb�m. Fico muito triste.
� s�rio, pensem nisso.
O tanto que trabalhamos, que fazemos
para ganhar os d�lares,
e n�o � justo que eles se percam assim e sejam desperdi�ados.
Juan Pablo, te vi chegar pelo monitor.
-Ol�, Enrique. -Como est�?
-Bem, e voc�? -Bem tamb�m.
Pode colocar a reuni�o do meu pai, por favor?
N�o tenho autoriza��o, senhor.
N�o posso monitorar as reuni�es do Sr. Armando.
Ele me pediu para ver e aprender com os neg�cios.
N�o posso.
Bem, se quiser, eu falo com ele. Dou uma interrompida.
Est� bem. N�o quero problemas.
V� em frente
Ent�o, qual � o objetivo?
Continuar dando voltas com tudo isso?
Eu pergunto a mesma coisa.
Vamos recuperar nosso dinheiro, sim ou n�o?
Se n�o...
Com licen�a.
O objetivo desta reuni�o
� decidir o que vamos fazer
com o idiota que nos colocou nesta situa��o.
Est� claro que n�o temos outra op��o.
Vamos ver, espera.
Vamos ver.
Como �? N�o me diga que depois do que aconteceu hoje,
Voc� vai defender o agente Enrique Le�n?
Senhores, senhoras, minha proposta � clara.
Precisam acabar com Enrique Le�n.
A� est� uma bela proposta!
Quem aprova? Eu aprovo.
-Quem mais? -A favor.
-Eu tamb�m. -De acordo.
� a cadeia alimentar.
O que fazer, cara?
Sabe que eu n�o gosto de viol�ncia, mas...
estou com voc�s.
E voc�?
� o �nico que n�o vai votar a favor?
At� perdi o apetite.
Me passa o sal.
JP, est�o falando com voc�.
Voc� quer o sal?
Est� engra�ado hoje. O que voc� tem? Est� esquisito.
-Mimita. -Sim?
-Mimita. -Pai?
-Trouxe uma pulseira. -O que � isso?
Para n�o ficar sem o que perdeu no MP,
porque demoramos para tir�-la de l�, sabe?
-Adorei. -�?
Sim, s�o brincos, pai.
Que sem no��o.
-Lindos. -Obrigada por lembrar.
E hoje voc� tamb�m vai acompanhar seu pai?
N�o sei.
N�o sei. O que vamos fazer hoje, pai?
O que vamos fazer?
Hoje voc� n�o far� nada,
s� o mesmo de sempre, ir � faculdade.
-Engra�adinho. -Melhor me levar,
para aprender mais com voc�, n�o?
N�o quer que eu engraxe seus sapatos?
O que foi?
Tem algo para dizer? Ent�o diga.
Vamos.
-Quer que eu diga? -� vontade.
-Quer que eu diga? -Sim.
Est� com ci�mes porque ele viu o que voc� me deu,
e, obviamente, eu sou a mimado, certo?
-Eu amo voc�, Mimita. -N�o � verdade?
Mimita...
N�o quer ouvir minha hist�ria incr�vel?
Quero dizer, s�o incr�veis, mas � o m�nimo,
depois de passar horas l�.
-Concorda? -Claro. Me mostra.
Adorei!
S�o incr�veis!
-N�o �? S�o demais! -Sim.
Garota das 100 pratas!
-Voc� disse a algu�m? -Claro que n�o,
mas filmaram, e viralizou.
Nem ligue para eles.
Parem com isso!
Deixem-na em paz!
E da�? Vai dizer que n�o faria isso?
Como se nunca tivesse feito besteira.
At� parece.
Voc� est� bem?
Quem pediu para voc� me ajudar?
Eu sei me defender, certo?
Sei.
Al�m disso, eu nem te conhe�o.
Sem no��o. Vamos, Pilar.
Companheiros...
Sim, todos merecem uma salva de palmas.
N�s trabalhamos duro,
mas tem algu�m em particular que realmente merece,
quem � que planejou essa opera��o.
-Agente Leon. -N�o.
Demos um duro golpe no crime organizado gra�as a ele.
-Todos n�s. -Mas uma coisa importante
� que sempre contamos com a Interpol.
-Emanuel Espitia, obrigado. -N�o...
-Parab�ns! -Quieto.
Bem, obrigado.
Eu que quero agradecer, para n�s � um prazer
cooperar com a Pol�cia Federal.
E obviamente refor�ar o que Ricardo diz.
-Salva de palmas para Enrique. -N�o.
Precisam acabar com Enrique Le�n.
Eu quero fazer um brinde a todos e a cada um de voc�s
porque � um trabalho em equipe.
Ent�o, muito obrigado.
Um brinde a voc�s. Sa�de.
Sa�de.
Emanuel est� certo. � um trabalho em equipe, apenas...
N�o pare.
-Continue. -Como eu dizia,
o mais importante
� como assim que come�amos
a batalha contra Quintero e seus s�cios.
� apenas o primeiro passo...
Relaxe, eu atendo. Continue.
-Al�? -O importante...
Ol�, quero falar com o agente Le�n.
Agora ele est� ocupado. Liga mais tarde.
N�o, eu preciso falar com ele.
Fale com ele mais tarde, por favor.
Passa um recado. Diga a ele...
que tem pessoas querendo mat�-lo.
Oi. Quem fala?
N�o importa. Diga a ele que tem pessoas muito influentes
querendo assassin�-lo,
querendo mat�-lo e que � poss�vel que hoje isso aconte�a.
Eu passo o recado, mas preciso saber quem fala.
Ei, al�?
Seu pai n�o vai gostar do que ouvimos, patr�ozinho.
-Venha, Juan Pablo. -N�o posso, tenho aula.
-E da�? -Me solta!
Venha comigo, por favor.
Diga o que houve, patr�ozinho.
-O que foi? Tudo bem? -Tudo.
Parab�ns, amigo.
E se disser que � do seu namorado?
Para que, Isabela? Se terminamos, n�o tem sentido.
Olha a bagun�a! E querem cozinhar assim?
-Foi Mar�a. -N�o! Mam�e, olhe.
-O que est�o fazendo? -N�o, olhe. Calma.
-Eles saem... -N�o.
-Voc� me deu a receita. -Sei como...
-Vamos inform�-la. -N�o me deixem brava.
Sim, n�o se preocupe.
Quero ver, me d� isso.
Mar�a, voc� ficar� linda gr�vida.
Bela...
Por que n�o diz a ele que � o pai do seu filho?
-Bela, por favor. -Diga.
Problemas!
S� me arranja problemas!
Venham.
-N�o... -Obede�am.
N�s, patr�o?
Chega.
Como voc� descobriu?
Eu ouvi.
Mas acho que n�o ouvi muito bem, porque foi um minuto...
Menos at�.
N�o, foi menos.
O que pode ter sido, patr�o,
� ele ter entrado na sala de v�deo.
Isso.
Passou dos limites.
Ir de encontro ao seu pr�prio pai.
Mas voc� sabe o qu�?
Vou garantir que voc� seja c�mplice desse assassinato.
E voc� sabe por qu�?
Por n�o ser capaz de evit�-lo.
Eu j� contei tudo.
N�o ser� capaz de mat�-lo.
�, o patr�ozinho contou tudo, patr�o.
O bom � que o recado chegou � pessoa menos indicada.
Vamos.
Isso n�o � certo.
Isso n�o � certo.
Isso n�o � certo.
Voc� n�o ser� capaz de mat�-lo!
Voc� n�o ser� capaz de mat�-lo.
Temos que mat�-lo hoje.
� s� dar a ordem, patr�o.
Sim, senhor, sabe que cuidamos de tudo.
Mas vai ser a fam�lia toda, patr�o?
-N�o, Castor. -Qual � o seu problema?
Cautela, patr�o.
N�o podemos deixar a fam�lia viva,
porque v�o se vingar e v�o nos perseguir.
Ele tem raz�o nisso, n�o, patr�o? O que acha?
A filha dele estuda na mesma escola que Mimita.
E a velha � dona de casa.
E ent�o o que fazemos?
N�o sei. Eu me preocupo por n�o ter falado disso na reuni�o.
Eu n�o quero surpresas.
Mas, patr�o, � melhor explicar depois
do que deixar pontas soltas
e familiares atr�s de vingan�a.
Preste aten��o.
Est� bem.
Mas eles t�m que ser muito discretos.
Pode deixar, patr�o.
Sim.
-Boa tarde. -Quero um livro
com informa��es das carreiras nas universidades dos Estados Unidos.
-Tem algum aqui? -Claro. Me acompanhe.
Estamos em...
� este.
-Quero ver. -Este.
�timo.
Mas vamos comprar moldes para fazer biscoitos, certo?
Sim. Seja como for, menos cora��es.
-Por qu�? -Bem...
Mamadeira pode ser.
-Que mamadeira! N�o! -De mamadeira?
-Bal�es. -De flores.
-N�o. -De flores?
Filhotes!
-Por favor. -De...
Mas e os filhotes?
Quem vamos convidar para minha casa?
-N�o. -Vamos ver. E fruta?
Que sem gra�a.
-O que v�o comer? -Chocolate-quente
-com biscoitos. -Bombons!
Chocolate, n�o.
O que quer comer, meu amor?
Bem ...
Sacode a�, e vamos, meu rei.
Socorro!
Jura que n�o conta?
-Juro. -� que d� na cara.
-Mar�a, n�o... -Bela. Meninas
Mar�a, Bela, esqueci o cart�o de cr�dito.
O qu�? N�o, vou l�. Segura.
Sempre � a mesma coisa!
Sempre esquece.
Vamos esperar no carro.
Certo.
A senhora e o Sr. Emanuel v�o jantar na minha casa?
-Sim, meu amor. -Sim?
Lembre-se de levar o vinho favorito.
-Muito bem. -Pronto.
Passa as coisas, Sra. Louise. Eu ajudo.
Obrigada Mar�a, sempre atenciosa. Ei, e Bela?
Queria entender de vinho como a senhora.
Primeiro precisa ter idade para tomar, garota.
Eu tenho quase 18 anos.
Nossa, que enorme.
-E as formas? -N�o para beber vinho.
Esquecemos!
-O que houve? -Bela vai traz�-los?
-Tudo bem? -As formas... Boa tarde.
-Quer ajuda? -N�o, obrigada.
-Eu ajudo. -N�o! Cuidado!
Socorro!
Castor!
Anda, Castor!
O que h�?
Me solta!
-N�o! O que est� fazendo, Castor? -N�o!
Obedecendo a ordens!
Voc� � um idiota! Vamos!
Por que grita?
Apresse-se!
Pegue!
N�o! Me solta!
Venha!
-R�pido! -Sr. Enrique!
N�o!
-Me solta! -Ajude-o!
Estou ajudando, cara!
Socorro! N�o!
Sr. Enrique!
Vamos!
M�e!
M�e!
M�e!
Vamos!
Sr. Enrique!
-Sil�ncio! -N�o!
Cale a boca!
-Cala a boca! -Me solta!
Vamos l�.
O patr�o vai ficar bravo com o que fez, Castor.
-N�o esfregue, Norman. -Pegue!
As coisas nem sempre correm como o planejado!
Pai...
Desligue o telefone celular, cara.
-Desliga isso! -N�o tenho celular.
Socorro!
-Seremos rastreados. -� o celular dele.
Sr. Enrique!
-A filha est� ligando. -Aonde vamos?
Como assim?
Fala s�rio. Est� ligando, garota?
Quem � essa garota?
Quem �? Me diga quem voc� �
Diga-me quem voc� �!
Sou Mar�a.
Filha da empregada dom�stica.
Filha da dom�stica?
Como pode ser?
-O que houve? -Onde est� a garoto?
-Onde? -N�o sei, voc� errou.
Vamos � casa.
Vamos procurar a garota l�.
Pega � esquerda aqui!
O patr�o vai nos matar, Castor!
J� vai.
J� vai.
-Querida... -Feche a porta!
O que houve? Por que est� ensanguentada?
N�o atende! Meu pai n�o atende!
Est� tudo bem?
O que houve?
Seu pai n�o atende? Liga para seu padrinho.
Fizeram algo com voc�, Bela?
O que houve?
Onde est� Mar�a?
Mar�a!
Mar�a!
Mar�a!
Deixe seu recado ap�s o sinal.
Onde est� minha filha? Eles a mataram?
-Quem morreu? -Mataram minha m�e.
-Onde est� minha filha? -N�o sei!
Eu n�o sei, eles a levaram.
Para onde?
N�o sei! Eles a confundiram comigo!
Eles a... Para onde eles a levaram?
O que fizeram?
Venha.
O que houve? O que � isso?
Entre.
Ela n�o responde.
Estamos em casa, senhor!
A garota disse que � aqui.
O que � isso?
Aonde est� me levando?
Diga-me onde est� minha filha!
-Quem a levou? -R�pido.
Sr. Enrique!
Est�o atr�s da Bela!
Me soltem! Est�o atr�s da Bela!
O que fizeram com sua m�e?
Quem levou minha filha? Diga!
Por que querem machuc�-la?
-Quieta! -Onde est� sua m�e?
Est�o atr�s da Bela!
-Onde est�o -Cale a boca!
Por favor.
Socorro!
-Me soltem! -Ande.
N�o, ande.
Onde est� a garota?
A garota, Castor!
-Castor! -Estou indo!
Onde est� a garota?
Onde est� a garota?
-Encontre! -Espere!
N�o atende. Onde est�?
Quieto, desgra�ado.
R�pido!
Estou sangrando!
Estamos perdendo tempo, vamos l�!
Tem c�meras.
Onde est�o?
Fale algo, idiota!
Fale algo!
N�o! Espere!
Vamos, Castor.
Vamos nessa.
Sim, minha filha.
Venha c�.
Legendas: Paola Pastorelli
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