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Original subtitles

E agora, para a primeira dan�a como marido e mulher,

por favor, recebam o sr. e a sra. Charles Bassinger.

Obrigada.

Posso te ajudar?

Sua vagabunda!

Quem � ela?

Meu Deus! Quem � ela?

N�o acredito que isso aconteceu.

Meu Deus! Isso arruinou tudo.

Desliga isso!

Parece que ela � uma publicit�ria de Albuquerque.

O incidente foi filmado por convidados

quando a mulher invadiu a festa e abordou o noivo

com, digamos, aten��o rom�ntica indesejada.

O casal n�o quis dar queixa...

Aqui � Michelle.

Michelle, Dick Rudolph.

Oi, sr. Rudolph. Eu estava indo ao escrit�rio

te mostrar os novos prot�tipos da Kitchen Dream.

Pois �. Acabei de falar com eles.

Eles assistiram ao notici�rio.

Sinto muito, mas teremos que tir�-la da conta.

Mas eles s�o meus clientes.

Eu sei. Se dermos a conta para outro,

vamos mant�-los como clientes.

Olha, Michelle,

por que n�o tira uma folga? V� ver um m�dico.

Seu emprego estar� � sua espera,

assim que conseguir controlar isso.

Cad� o nosso gar�om?

Com licen�a?

Sim, meninas.

Bom dia.

-Carl, pode esquentar isto? -Claro.

Pode nos dizer quais s�o os especiais do dia?

Sou apenas um ajudante. Vou chamar o gar�om.

N�o! Voc� � tudo de que precisamos, Carl.

Pode falar sobre sua salsicha especial?

Quer ver quais s�o os especiais na nossa casa?

Carl...

Ei, ei! Cuidado, idiota!

Qual � o seu problema?

N�o acredito nisso! Veja que bagun�a!

-Sujou todo o meu terno! -Me deixa te ajudar.

-Sai! N�o, estou bem! -Desculpa.

Me deixa em paz, para de me tocar.

Que tipo de idiota limpa mesas na sua idade?

Emprego novo, dr. Tanner?

N�o � da sua conta! Fique longe de mim!

Pegue um esfreg�o, seu incompetente!

Fracassado! N�o consegue nem limpar uma mesa!

E a�, doutor?

Encosta naquela estradinha de terra ali.

-Tem uma esposa, dr. Tanner? -N�o.

Como conseguiu o emprego novo?

-Como assim? -Voc� se inscreveu pessoalmente?

Fez uma entrevista? Como foi?

Atrav�s de um recrutador. Fui entrevistado pelo telefone.

-Leve o dinheiro e o carro. -Pelo telefone?

Me d� seu telefone. Quero ver suas redes sociais.

-N�o tenho nenhuma. -� mesmo? E por qu�?

N�o quero pacientes atr�s de mim fora das sess�es.

Sem esposa, sem fam�lia, sem redes sociais.

Perfeito.

Olha, talvez eu possa te ajudar.

-�? -�. Sou um m�dico talentoso.

Que coincid�ncia!

Sou um m�dico talentoso tamb�m.

Um cirurgi�o card�aco. Talvez tenha ouvido falar de mim.

-Dr. Albert Beck. -O qu�? Albert Beck?

Prazer em te conhecer.

Certo.

Dr. Tanner.

Bom dia!

Sou o dr. Mason Tanner, acho que est�o me esperando.

-Voc� � Mason Tanner? -Sou.

-Posso ver sua identifica��o? -Perd�o?

-Identifica��o. -Identifica��o?

Sim, claro. Identifica��o.

Aqui est�.

-Com licen�a. -Claro.

Beck. Sim. Al Beck.

� Albert Beck, o cardiologista louco.

Ele est� aqui no pr�dio.

Parado!

-M�os para cima, Beck. -Essa n�o.

Vira.

N�o se mexa.

-Meu Deus! -Saiam todos daqui!

Dr. Tanner?

Dr. Tanner!

Surpresa!

Meu Deus! Dr. Tanner, sou Pamela Newman.

� bom te conhecer finalmente.

Sigo sua brilhante carreira h� muitos anos.

-Muito obrigado. -Nossa, voc� � incr�vel!

N�o ia me avisar quando ele chegasse?

Tentei. Quando me virei, ele tinha sumido.

-Doutor, esqueceu isto. -Obrigado.

Identifica��o.

Venha comer um bolo e conhecer o pessoal.

Estamos empolgados com a sua chegada.

-Muito obrigado. -Oi, dr. Tanner.

Todos est�o empolgados com sua chegada � equipe.

E eu estou empolgado para come�ar.

�timo. Sua primeira paciente, Michelle, j� est� aqui.

Paciente? J�?

Certo. Qual � o problema dela?

Sonambulismo sexual.

Sonambulismo sexual? Nossa... Que dureza!

Bem...

N�o quero deixar uma nova paciente esperando.

-Oi. -Michelle?

Sim. Dr. Tanner?

Bem-vinda...

Ao Centro de Estudos do Sono do Novo M�xico.

Obrigada.

Acho que n�s temos algo em comum.

-O qu�? -� nosso 1� dia aqui.

Que tal darmos uma volta para explorarmos o lugar?

Sim, claro.

-Certo. -Tem bolo.

�.

Acho que isto � o que estamos procurando.

� aqui que acontecem os estudos do sono?

Eu diria que sim. A sala de observa��o � atr�s de voc�.

Espelho grande.

Mas � confort�vel. Eu gostei.

Senta, por favor.

Claro.

Vamos l�. Vou pegar meu computador.

Ent�o...

Eu soube que voc� sofre de sonambulismo sexual.

Infelizmente, sim.

Como deve saber, "quem sofre disso

procura atividades carnais enquanto em sono REM."

Quando isso come�ou?

Ap�s o meu aborto.

O primeiro.

Teve mais de um?

Sinto muito em saber.

-Voc� � casada? -N�o, eu era.

Meu marido faleceu.

Na verdade,

eu o matei.

O qu�?

� uma longa hist�ria.

Ele matou um homem que estava se aproveitando de mim

enquanto eu estava son�mbula.

E depois ele me incriminou.

N�s brigamos e...

Foi leg�tima defesa.

Nossa...

Eu fui absolvida,

mas minha reputa��o ficou arruinada,

ent�o eu decidi me mudar para c�.

Para recome�ar.

Voc� veio para c� para recome�ar.

A� est� outra coisa que temos em comum.

Recome�ar.

Voc� obviamente sofreu um grande trauma.

Teremos que investigar isso, mas nosso primeiro objetivo

� controlar o sonambulismo.

Ent�o temos que come�ar logo a estudar o seu sono.

Certo.

Qualquer coisa que fa�a isso parar.

N�s vamos cuidar muito bem de voc�.

Confie em mim.

Finalmente uma que � velha o suficiente para dirigir.

Como chegou aqui? Eu deixei voc� no deserto.

Acha que pode se livrar de mim t�o facilmente?

Se limpe. Est� com uma p�ssima apar�ncia.

Essa � uma belezinha. E sensual.

Mas o melhor de tudo, emocionalmente perturbada.

-Perfeita para voc�. -Por que n�o cala a boca?

Ela s� precisa ser bem cuidada.

E quem melhor para isso do que eu?

Voc�? Voc� � cardiologista.

Voc� deveria ir ao psiquiatra, e n�o fingir que � um.

N�o se meta. Voc� n�o sabe do que est� falando.

Ent�o por que n�o cala a boca?

Dr. Tanner!

Desculpe, achei que tinha ouvido gritos.

Eu estava falando comigo mesmo.

Faz parte do meu processo ver todos os lados do problema.

Sei que � um pouco incomum.

Mentes brilhantes s�o incomuns.

� verdade.

Se me der licen�a, tenho muito trabalho.

Claro. Boa noite, doutor.

Boa noite.

Ela � um saco.

Me sinto um polvo alien�gena.

-Para que isto serve? -Bem...

Este exame aqui...

-A polissonografia. -Exato.

Ele monitora as ondas cerebrais.

Mostra qual parte da sua mente est� agitada no sono.

E n�s estaremos ali te observando a noite toda.

-E se eu tiver sonambulismo? -Esse � o objetivo, n�o �?

�, mas e se eu...

-Ficar sexualmente ativa? -�.

A porta est� trancada. Voc� est� segura.

Ent�o tenha bons sonhos.

-Voc� est� em boas m�os. -Certo.

Por que n�o vai para casa?

N�o h� raz�o para n�s dois ficarmos aqui.

-Tem certeza? -Claro que tenho.

Bem, se n�o se importa...

-Obrigado, doutor. -Boa noite, Tyler.

Eu estava imaginando quando iria se livrar dele.

Certo, Michelle.

Minha ador�vel Michelle, s� voc� e eu.

Agora, hora de acordar.

Quem pode ser esta?

Ei, Romeu, d� uma olhada.

L� vamos n�s.

Querida...

Isso.

� hora do show.

Nossa...

-Meu Deus! Dr. Tanner. -Estou com uma paciente.

Eu sei. Ser� que posso observar?

Na verdade...

N�o, � uma parte delicada do tratamento. Hora errada.

Dr. Tanner.

Estarei aqui a noite toda se precisar de algo.

Quanta gentileza! Muito obrigado.

Puxa, cara...

Que droga, campe�o! Voc� estava t�o perto!

Mas a boa not�cia � que acho que ela gosta de voc�.

N�o ela, a outra! A enfermeira Ratched.

Voc�s formam um belo casal.

Meu Deus!

Meu Deus, desculpe!

N�o me lembro de nada.

O que � normal para algu�m com seu dist�rbio.

Ent�o, o que aprendemos?

Que eu sou algum tipo de aberra��o sexual?

Nem um pouco.

Baseado em tudo que me contou,

� �bvio que seu subconsciente quer que engravide de novo.

Porque isso come�ou ap�s o aborto?

Exatamente.

Desculpe.

Posso atender? � minha sobrinha, Katie.

Sem problemas.

Katie, oi. O que houve?

Voc� est� onde?

N�o, querida, n�o recebi sua mensagem.

Certo, calma.

Fique a�, eu j� vou. Chego em dez minutos, tudo bem?

Certo. Tchau.

Est� tudo bem?

N�o sei. Era a minha sobrinha, Katie.

Ela parecia chateada.

Ela mora em Los Angeles, mas est� na minha casa agora.

Eu tenho que... Ela tamb�m tem problemas de sono.

Posso fazer algo?

Eu te aviso. Obrigada.

Oi, meu amor.

Ei... Voc� est� bem?

-Essa n�o. O que houve? -� uma longa hist�ria.

Quando isso come�ou?

No �ltimo ano do ensino m�dio.

Ent�o foi logo ap�s seus pais morrerem.

Mas meu dist�rbio � diferente do seu.

Quando fico son�mbula, sou altamente sugestion�vel.

Como assim "altamente sugestion�vel"?

As pessoas me sugerem algo e eu fa�o.

Essa n�o...

Meus amigos me sugeriam fazer coisas,

tipo comer um pote inteiro de mostarda.

Ent�o comecei a namorar Leo.

E o colega de quarto dele, Dean, descobriu o meu problema.

Ele come�ou a ficar acordado

esperando eu ficar son�mbula.

Da� ele me levava para a cama dele

s� com a sugest�o.

Algumas noites atr�s, Leo veio me procurar

-e me achou transando com Dean. -Essa n�o.

Foi uma loucura. Eles brigaram,

destru�ram o lugar inteiro

e, depois, Leo me expulsou.

Leo te expulsou?

Mas ele sabe do dist�rbio, sabe que n�o � culpa sua.

Sim, mas ele acha que n�o poder� mais confiar em mim.

Confiar em voc�?

E o amigo dele? Como ele confiar� nele?

Querida...

Esse cara se aproveitou de voc�, ele � mau.

E seu namorado n�o parece muito melhor.

Eu sei mesmo como escolh�-los.

Desculpa aparecer assim. Eu n�o tinha aonde ir.

Estou feliz que tenha vindo.

Pode ficar quanto tempo quiser.

-Al�. -Michelle, � o dr. Tanner.

Eu s� queria saber de voc�.

Obrigada, doutor. Est� tudo bem.

�timo. Olha, andei pensando sobre sua situa��o.

Vou receitar um sedativo para a noite,

s� para prevenir incidentes at� que controlemos tudo.

Tudo bem. Claro, se voc� acha melhor.

Eu acho. Vou fazer isso agora.

Tamb�m vamos marcar outro estudo para amanh�.

Preciso fazer mais testes.

Amanh�? � mesmo necess�rio?

�, sim.

-Tudo bem. -Certo, descanse bem.

Nos vemos amanh�.

Certo. Obrigada, doutor.

Ent�o, qual � a dela? � escoteira?

O que est� fazendo aqui? Saia!

H� uma f�mea de idade quase apropriada l� em cima.

O que h� de errado com ela?

Na verdade, nada. Mas...

-Esta aqui... -Acha que uma belezinha como ela

vai se apaixonar por um dinossauro como voc�?

Eu acho, sim.

Escuta, cara, uma garota como ela nunca vai te amar.

Ou qualquer garota. Sabe por qu�?

Porque o amor, para voc�, � uma quest�o de controle.

Por isso prefere as jovens. Elas demoram mais a sacar.

-Chega! N�o fale mais nada! -Tudo bem.

-Katie? -Ainda quer que eu fique quieta?

N�o � voc�, querida. Pode falar o quanto e quando quiser.

-Desde que continue adormecida. -Quieto!

Katie, eu gostaria que fizesse uma coisa para mim.

-Qualquer coisa. -�timo. Saia da cama.

Agora, fale que me ama.

Eu te amo.

Fale "eu te amo, dr. Beck".

Eu te amo, dr. Beck.

Amor verdadeiro. Que coisa bonita!

-Acho que ela falou s�rio. -Ela nem sabe que voc� existe.

Ela est� dormindo, idiota!

Aceita. Nenhuma mulher vai te amar.

-Se estiver acordada. -Quer apostar?

Gostei. Qual � a aposta?

Terei esta garota comendo na minha m�o em breve.

E se n�o conseguir?

Eu te dou um estoque eterno de blue hawaiians.

-Isso seria legal. -Mas, se eu conseguir,

-voc� vai embora para sempre. -Fechado.

Quem vai embora?

Eu, querida. Tenho que ir, mas prometo.

Prometo que voltarei logo.

Ent�o durma.

Vamos fazer aquele cara ir embora tamb�m.

Cara? Que cara?

O cara na rua. Ele estava nos olhando.

Oi, doutor.

-Posso te ajudar? -Nicky Bismar.

Seu novo paciente.

Bismar.

Voc� n�o tem consulta marcada.

Sabe como � com a papelada, chega numa mesa e some.

Com certeza vai aparecer.

Tudo sempre aparece, certo?

-Como posso ajudar, sr. Bismar? -Me chame de Nicky.

-Nicky. -Estou com problema para dormir.

-Me conte. -Eu sempre tenho uns sonhos,

sonhos v�vidos com uma mulher mais jovem.

Muito mais jovem?

Idade de faculdade, mais ou menos.

Isso n�o � t�o ruim! Quer dizer...

� normal um cara da sua idade desejar uma mulher jovem.

Mas tem que aprender a controlar esses desejos.

Voc� tem esses desejos tamb�m, doutor?

Aposto que sim.

Aposto que sabe exatamente como �

desejar a aten��o de uma mulher mais jovem.

Como ontem � noite.

O sonho que tive.

Foi t�o v�vido, t�o perfeito!

Essa garota me quer, ela me ama.

Mas, quando estou acordado, as coisas n�o funcionam assim.

Eu abordo mulheres mais jovens, mas elas me rejeitam

repetidamente.

E isso me deixa...

louco.

Dr. Tanner? Dr. Tanner?

Voc� deveria atender. Parece urgente.

Sim, o que foi?

Seu pr�ximo paciente est� aqui.

-Obrigado. -Vamos deixar para a pr�xima.

Marque uma consulta para o fim desta semana.

Ou antes.

Fique bem.

Hoje vamos examinar uma parte diferente do c�rebro

para ver o que acontece enquanto dorme.

Certo. Vai ficar aqui o tempo todo?

N�o posso. Mas Tyler vai estar aqui,

ele vai cuidar bem de voc�.

Voltarei pela manh� para checar os resultados.

S� relaxe e deixe rolar. Vai dar tudo certo.

Certo.

Obrigada.

-Meu Deus, desculpe! -Tudo bem. � diet.

-Que vergonha! -Que nada! Isso acontece.

-Me deixa comprar outro. -Nunca deixo uma dama pagar.

Mas, se aliviar sua culpa, pode me fazer companhia.

Claro.

Vamos sentar aqui?

A melhor forma de analisar uma cidade nova

� pelos hamb�rgueres. Se forem ruins, � um buraco.

-Tamb�m � novo aqui? -Sou, cheguei semana passada.

-Trabalha na cl�nica de sono? -Sou m�dico.

-Um psiquiatra, na verdade. -Fala s�rio!

-Minha tia se trata l�. -�? Qual � o nome dela?

Shelli. Quer dizer, Michelle Miller.

Est� brincando? N�o acredito. � minha paciente.

-Que estranho... -Nem tanto.

Meus estudos mostram que o c�rebro procura

conex�es entre coisas. N�o gostamos de aleatoriedade.

Ent�o chamamos de "destino".

Eu n�o devia dizer, mas sua tia falou de voc�.

-� mesmo? -�.

Ela disse que voc� tamb�m tem problemas de sono.

Pode-se dizer que sim.

Escute, n�o h� nada para se envergonhar.

Todos falam em ser normal, mas isso n�o existe.

Somos todos "normais" do nosso pr�prio jeito.

Talvez, ap�s ajudar sua tia,

possamos discutir o seu tratamento.

Nossa, n�o! Um lugar como esse � muito caro para mim.

Deixe que eu cuido disso.

Como eu disse, ser m�dico me permite certos luxos,

como jantar bem.

Ao destino. Ou � aleatoriedade.

Cara...

N�o, n�o, n�o, n�o, n�o, n�o, n�o, n�o.

Vamos!

Precisa de ajuda?

Meu carro n�o liga.

-Como est�o as coisas? -Ela est� dormindo como um beb�.

Eu tamb�m vou, se n�o tomar mais caf�.

Quer que eu fique de olho nela enquanto vai pegar?

-Se n�o se importar. -Claro que n�o. Vai l�.

Obrigado.

Meu Deus!

Meu Deus!

Meu Deus!

Voc� precisa voltar para a cama

ou pode se machucar.

Me escute. Volte para a cama.

Me escute.

Pare.

Voc� precisa parar.

Pare.

Pare. Pare.

-Michelle, n�o. -Meu Deus!

-Olhe para mim... -Michelle. Michelle!

Olhe para mim.

Para tr�s.

Isso.

Isso. Est� tudo bem.

Obrigada por me trazer.

Acho que meu carro n�o gostou da viagem de LA para c�.

Acho que n�o.

Obrigado pela companhia.

-Eu te levo at� a porta. -Dr. Tanner?

Deixa pra l�, � besteira.

O que �? Pode me falar.

Sei que acabamos de nos conhecer,

e isto pode soar estranho,

mas quando est�vamos jantando senti uma conex�o.

� mesmo?

Eu te contei meu segredo mais profundo e constrangedor,

e isso n�o te perturbou.

Voc� me aceitou como eu sou.

Qualquer pessoa decente faria o mesmo.

Leo, n�o. Ele n�o entende.

Bem, voc� sabe como �...

Os caras dessa idade...

Talvez eu devesse escolher homens mais velhos.

N�o h� nada de errado com isso. Quer dizer...

Do ponto de vista m�dico.

Fico feliz que concorde.

Katie!

Leo?

O qu�? Espera.

-O que est� fazendo aqui? -Katie, precisamos conversar.

-Como me achou? -Seu irm�o me disse onde estava.

Eu dirigi o dia todo.

-Por qu�? -Porque...

Isso n�o � culpa sua.

Eu falei com Dean, ele me disse o que fez.

Como ele se aproveitou de voc�.

Katie, eu te amo.

Sinto muito pela forma como reagi. Eu estava errado.

Dr. Mason Tanner.

Desculpe. Dr. Tanner, este � Leo, meu...

Namorado. Muito prazer, doutor.

Ele vai me ajudar. Est� tratando a tia Shelli.

�timo. Se eu puder ajudar, � s� me avisar.

Vou pensar em algo.

Posso usar o banheiro antes de ir embora?

Pode, claro.

-Fica l� em cima � direita. -Muito obrigado.

-Oi. -Oi.

-Estou t�o feliz que est� aqui! -Eu tamb�m.

S� o que importa � voc� melhorar e n�s ficarmos juntos.

Oi. Eu sou Katie.

Voc� � alta. Gostei do seu cabelo.

Quer fazer amor? Sim, sim, sim, sim, sim.

�timo, chega. Levante. Quem � o pr�ximo?

Voc� deve ser Leo, o Copo Vazio.

Sim, eu sou.

Ei, Leo, vamos nos beijar.

Mais forte, mais forte,

mais forte, mais forte, mais forte!

Dr. Tanner?

Dr. Tanner, tudo bem?

Tudo, mas quebrei um copo. Sinto muito.

Tudo bem. Voc� se machucou?

N�o, estou bem.

-Eu j� vou descer. -Certo.

Estou t�o feliz que est� aqui!

-Voc� precisa parar. -N�o, n�o.

-Pare. -N�o.

Meu Deus! Est� bem.

N�o acredito que fiz isso.

-Sinto que deveria me desculpar. -N�o precisa.

Estamos numa cl�nica de sono. J� vimos isso antes.

O que fa�o?

Precisamos fazer mais sess�es de terapia.

Vamos agendar para o quanto antes, certo?

Certo.

N�o vai acreditar com quem encontrei ontem.

S� acho meio bizarro voc�s se encontrarem assim.

Quem iria imaginar? Por falar no diabo...

Katie! Eu estava contando � sua tia sobre nosso encontro.

-Uma loucura, n�o �? -�. Loucura mesmo.

De todas as lanchonetes em todo o mundo...

Espera.

Voc�s jantaram juntos?

Sim, n�o foi nada de mais.

-E Leo apareceu. -Oi, amor.

-Oi. Prazer em te conhecer. -Oi.

� um prazer. Dr. Tanner, � bom ver voc� de novo. Como vai?

-Tudo bem. -Preciso te perguntar.

-Eu j� te vi na TV antes? -N�o, acho que n�o.

Eu disse para Katie ontem. Eu jurava que j� tinha te visto.

N�o, acho que tenho uma cara comum.

Pode nos dar licen�a um segundo? Quero falar a s�s com as mo�as.

-Tudo bem. -Obrigado.

Preciso perguntar. Ele vai ficar com voc�?

-Talvez. -Ainda n�o discutimos isso.

Como seu m�dico, n�o aconselho t�-lo por perto.

-Por qu�? -A �ltima coisa que vai querer

� a tenta��o de ir para a cama dele

no meio da noite.

E voc� tamb�m, Katie. Est� muito vulner�vel agora.

Pelo que sei do seu dist�rbio,

parece que voc� faz tudo que as pessoas pedem.

Voc� teme decepcionar as pessoas e abre m�o do seu poder.

E um relacionamento

s� vai tornar isso pior.

Tudo bem. Vou pensar nisso.

� s� o que pe�o.

Certo. Muito obrigada.

Certo. Estarei no hotel.

-Desculpa. -Tudo bem.

Sua tia tem raz�o, podemos nos ver amanh�.

S� n�o fale nada para aquele m�dico idiota.

-Ele n�o � idiota. -S�rio.

-Tudo bem. -At� mais.

Katie.

Abra seus olhos.

-Ol�, meu anjo. -Oi, dr. Tanner.

Katie, h� algo que quero que fa�a para mim.

Amor.

A� est� voc�.

Katie?

Katie?

Voc� est� bem?

Amor.

Voc� n�o quer acord�-la!

-Katie, est� esperando algu�m? -N�o.

Que estranho...

Bom dia, detetives.

Est� tudo bem?

A pol�cia diz que ele caiu.

Pobre rapaz!

� minha culpa. Se eu o tivesse deixado ficar...

-N�o. -Voc� n�o poderia adivinhar.

Ningu�m poderia.

O dr. Tanner tem raz�o.

N�o � culpa sua, � minha.

-Katie, n�o. -�, sim.

Eu mandei as mensagens para ele.

Pedi para ele me encontrar no estacionamento.

-N�o pode se culpar, Katie. -Por que n�o?

Os pais dele me culparam. Eles me baniram do funeral.

� sorte eles n�o darem queixa. A pol�cia me trata

como se eu fosse respons�vel e o tivesse matado.

-Vou falar com o detetive. -E dizer o qu�?

Que eu n�o me lembro de nada?

Vou explicar que fez tudo son�mbula.

Era s� seu subconsciente consertando sua rela��o.

Deve ter voltado a dormir logo depois.

Certamente n�o teve nada a ver com o acidente.

Ele nunca teria estado l� se n�o fosse por mim.

Eu...

Eu...

Eu preciso de ajuda.

Voc� vai me ajudar?

Claro que vou.

Eu queria sua opini�o sobre uma coisa.

Algo me parece errado.

O dist�rbio da Katie � provocado por sugest�es, certo?

Ela nunca fez nada sozinha durante o sono antes.

O que est� dizendo?

Que algu�m teria que ter sugerido a ela

que enviasse as mensagens ao Leo?

Normalmente, voc� teria raz�o.

Mas ela deve ter sentido culpa por n�o dar o que ele queria.

Sexo.

Ent�o o subconsciente, ap�s ela dormir,

assumiu o controle.

Certo. Mas por que ela mudaria de comportamento t�o de repente?

Bem, � poss�vel

que o dist�rbio dela esteja piorando.

A �nica forma de saber � fazer um estudo do sono hoje.

N�o se preocupe. Vamos conseguir controlar isso.

Se me der licen�a, meu pr�ximo paciente.

-O que faz aqui? -Temos uma consulta, doutor.

Olhe na sua agenda.

-Ou ela sumiu de novo? -Corta essa! Quem � voc�?

Eu j� disse. Nicky Bismar.

Bismar?

-Que tipo de nome � esse? -Tenho que explicar mesmo?

O que importa um nome?

Voc� � policial? Detetive particular?

Est� brincando? Odeio a pol�cia!

Sou s� um cara que precisa de ajuda.

E acho que voc� � o m�dico perfeito para mim.

Na verdade, sou um grande f� do seu curr�culo.

Enfim, achei que voc� gostaria de saber

que, ontem � noite,

-eu dei mais um passo. -Mais um passo?

�. Eu encenei um dos meus sonhos, doutor.

Eu segui a garota at� a casa dela.

Eu a abordei e disse que a amava.

Ela me rejeitou como todas as outras,

mas, desta vez, eu n�o aceitei um "n�o" como resposta.

Voc� teria orgulho de mim.

Eu a segurei e a levei para dentro da casa.

Eu a amarrei na cama.

Meu Deus, me pareceu t�o...

certo.

Terei que denunciar isso.

Acha mesmo que � uma boa ideia, doutor?

Pamela! Tem um cara perturbado na minha sala.

-O qu�? -Um paciente novo. Nicky Bismar.

-Ele aparece sem agendar. -Certo. Vamos ver.

Certo.

Foi embora.

Como ele �?

Cerca de 1,78m, porte m�dio, cabelo castanho.

Certo.

Dan, � a dra. Newman.

Um homem de porte m�dio e cabelo castanho saiu do pr�dio

-nos �ltimos 5 minutos? -N�o, tudo quieto aqui.

Veja se est� tudo trancado.

Me avise se vir algu�m com essa descri��o.

Sim, doutora.

Se ele ainda estiver aqui, vamos ach�-lo.

�timo.

E, agora que estamos aqui, quero conversar sobre algo.

Acabei de falar com Michelle Miller.

Que hist�ria � essa de jantar com a sobrinha dela?

"Jantar com a sobrinha dela"? N�o.

N�s nos esbarramos na lanchonete. Foi coincid�ncia.

Ela acha que h� algo inapropriado acontecendo.

Michelle n�o est� bem.

A paranoia � efeito colateral da ins�nia dela.

Voc� viu o dist�rbio dela de perto. Foi feio, n�o �?

Soube que quer fazer um estudo do sono com Katie.

-Com certeza. -� melhor para todos

se Michelle e eu estivermos l�. S� para evitar um mal-entendido.

N�o preciso disso, preciso de privacidade.

Constru� uma conex�o com a paciente.

-Mais gente s� vai atrapalhar. -Ficamos na sala de observa��o.

-Ela nem saber� que estamos l�. -Que insulto!

Fa�o isso h� mais de 30 anos. Nunca tive reclama��es.

E eu tenho que proteger a cl�nica.

Como profissional, voc� pode entender isso.

-Pamela... -Dra. Newman?

A porta dos fundos estava destrancada.

-Talvez ele tenha sa�do por l�. -Obrigada, Dan.

Vou chamar a pol�cia.

N�o fa�a isso.

Ele n�o vai voltar. Mas, se voltar,

eu aviso a seguran�a.

Preciso ver os pacientes.

Nos vemos hoje � noite.

-Al�. -Dr. Trotter?

� Pamela Newman,

do Centro de Estudos do Sono do Novo M�xico.

Ol�, srta. Newman. Como posso te ajudar?

� sobre o dr. Tanner.

Voc� roubou um dos nossos melhores.

Temos sorte em t�-lo.

Eu liguei porque n�o achei fotos do dr. Tanner na internet,

nenhuma rede social.

Nem procure. N�o vai achar nada.

Por qu�, exatamente?

Ele n�o te contou que quase foi morto por um paciente?

S�rio? Que horr�vel!

O paciente o localizou por uma rede social

e o emboscou com uma arma. Ele quase n�o escapou.

-Meu Deus! -Ele tem fragmentos de bala.

No ombro esquerdo, acho.

Causa dores cr�nicas, ainda mais com umidade.

Obrigada pelas informa��es. Eu n�o fazia ideia.

Voc� tem alguma foto dele?

� para uma festa surpresa, uma retrospectiva da carreira.

Eu n�o quero estragar a surpresa pedindo para ele.

Devemos ter alguma aqui. Eu envio quando encontrar.

Obrigada, doutor. Eu realmente agrade�o.

De nada.

Como est� indo?

At� agora, tudo bem. Ela est� dormindo como um beb�.

O que acontece se ela n�o ficar son�mbula hoje?

Tentamos de novo at� ela ficar.

Com licen�a.

Preciso atender.

-Me avise se algo mudar. -Pode deixar.

Eu concordo.

Que tal se eu pegar um caf� para n�s?

Sim, por favor. Com creme e a��car.

Com creme e a��car, a caminho.

Srta. Newman, n�s achamos uma foto do dr. Tanner.

-� mesmo? �timo. -Mandei para o seu e-mail.

Muito obrigada. E s� para esclarecer:

o ombro ruim do dr. Tanner � o esquerdo, certo?

Certo. Ele n�o consegue levant�-lo.

Foi o que pensei.

Pode mand�-lo de volta caso se canse dele.

Acredite, faremos isso.

Obrigada de novo.

Meu Deus!

Caso esteja pensando,

o nome � Beck.

Dr. Albert Beck.

Um pouquinho de creme.

Um pouquinho de a��car.

E uma c�psula de boa noite, Cinderela.

Como voc� est�, meu anjo?

Estou bem.

Me diga que quer estar comigo mais do que qualquer coisa.

-Mais do que tudo no mundo. -Eu tamb�m.

Preciso cuidar de mais uma coisa,

e depois podemos ficar juntos para sempre.

-Gosta da ideia? -Sim.

Me beija.

J� basta, j� basta, j� basta, j� basta.

Teremos muito tempo para isso depois.

Deita.

Volte a dormir.

Te vejo de manh�.

Certo.

Isso �... Isso �... Isso �...

Isso �... Isso � t�o bom!

Isso �... Nossa!

-Isso n�o vai acabar bem. -Me deixa em paz, imbecil!

Se eu fosse voc�, pegaria uma carona e fugiria para o sul.

Se voc� fosse eu? Se voc� fosse eu,

seria um homem de sorte por ter algu�m que amasse voc�.

D� um tempo! Ela s� te ama quando est� dormindo.

Voc� est� perdendo a aposta, parceiro.

Eu ainda n�o acabei.

Acabou, sim.

Eu n�o fiz isso. N�o sei... N�o fui eu.

Acredite, botaram aquela faca na minha m�o.

Algu�m me incriminou. Quero um advogado.

Ei! N�o empurre.

Dr. Tanner, podemos conversar?

As fotos vieram do telefone da suspeita.

Ela diz que n�o se lembra de nada.

Do assassinato, de ter te atacado.

� verdade, ela n�o se lembra.

A doen�a a impede de lembrar o que faz quando est� dormindo.

Que trag�dia...

Pamela, uma das boas.

Ent�o esse sonambulismo sexual existe mesmo?

Infelizmente, sim.

-Casei com a mulher errada. -Se eu arriscasse um palpite,

diria que o subconsciente dela se lembrou das rejei��es.

Quando ela foi rejeitada ap�s as fotos...

-Uma rejei��o amorosa. -Exato.

S� para que saiba, ela alega que voc� est� envolvido nisso.

Eu? Ela me atacou e me nocauteou.

Tenho sorte de estar vivo.

Bem, ela alega que voc� d� em cima da sobrinha dela.

A sobrinha dela � minha nova paciente.

� comum uma paciente se afei�oar ao m�dico.

Quando essa aten��o � amea�ada, ela se torna ciumenta.

E, claro, isso foi exacerbado pela ins�nia e pela paranoia.

Voc� parece bem calmo em meio a isso tudo.

Isso j� aconteceu antes, na minha �ltima cl�nica.

Com licen�a, preciso ver um paciente.

Obrigado pela sua ajuda.

N�o � do feitio dela. N�o posso acreditar.

Ela nunca foi violenta.

Eu sei. Mas sabemos muito pouco sobre doen�as como essa.

Elas podem se agravar assim, de repente.

N�o sei o que vou fazer.

A casa � uma cena de crime.

N�o sei o que acontecer� com a tia Shelli.

N�o tenho dinheiro para um hotel.

-Vou voltar para Los Angeles. -Eu n�o aconselho isso.

N�s mal come�amos seu tratamento, Katie.

Sem ajuda, voc� vai piorar como sua tia.

Tenho uma ideia:

eu tenho uma casa linda.

� uma das vantagens de trabalhar aqui.

E tenho uma casa de h�spedes. Por que n�o vem ficar comigo?

-N�o, eu n�o posso. -Claro que pode.

Voc� teria sua pr�pria entrada, cozinha,

uma TV de plasma e uma cama enorme.

Fique quanto tempo quiser.

Mas acho melhor n�o contarmos para ningu�m.

E o melhor � que podemos come�ar seu tratamento j�.

� muita generosidade, mas n�o posso. � demais.

Como seu m�dico, eu insisto.

N�o quero que termine como sua tia.

-Eu quase me sinto respons�vel. -Voc� fez tudo que podia.

N�o vou desistir dela.

Vou garantir que ela v� para um lugar onde cuidem dela.

Ei! Por favor! Pode me ajudar? Algu�m me ajude! Ei!

Algu�m me ajude! Ei, voc�, me ajude!

�, voc�! Pode me ajudar?

-Veja quem acordou finalmente. -Dr. Tanner?

Talvez eu tenha exagerado nos sedativos. Vou diminui-los.

-Onde estou? -Voc�, minha querida,

est� no Hospital Correcional de Criminosos Insanos.

O qu�? N�o, n�o. N�o, n�o. Eu n�o... Eu n�o... Eu, eu...

Quero falar com meu m�dico, o m�dico respons�vel. Agora!

Que coincid�ncia! Eu sou respons�vel por voc�.

-O qu�? -Desculpe n�o ter ajudado.

Mas a doen�a estava mais avan�ada do que achei.

Desesperada para ajudar algu�m, mas n�o p�de se ajudar.

Mas voc� cuidou mesmo da dra. Newman.

N�o, n�o fui eu!

Foi voc�! Voc� fez aquilo!

N�o sei como, mas voc� fez!

Tudo piorou no dia em que voc� entrou na minha vida.

-Eu piorei sua vida? -Sim!

A paciente ainda sofre de ilus�es paranoicas,

sem d�vida provocadas pelo agravamento da doen�a.

Quero que continue sedada, mais ainda � noite,

at� come�armos seu tratamento de ECT.

-ECT? -Eletroconvulsoterapia.

A velha terapia de eletrochoques.

-N�o. -Sim.

Vamos come�ar com 10 mil volts e vamos aumentar

at� que a paciente admita o que fez.

Ou at� que o c�rebro dela vire mingau.

O que acontecer primeiro.

Voc� n�o vai se safar. Eu vou impedir voc�!

� mesmo?

Se voc� acha

que vai atrapalhar o amor que Katie e eu compartilhamos,

voc� est� errada.

Voc� � louco.

Voc� sabe o que o amor pode fazer com um homem.

Socorro! Algu�m... Ei, me solta!

A paciente est� agitada e � um perigo para si mesma.

Mantenha-a sedada. N�o podemos arriscar mais viol�ncia.

N�o, ele � o assassino!

-Eu n�o... -Eu sei.

-Se acalme. Se acalme. -Eu n�o fiz nada.

Vamos come�ar a ECT amanh� de manh�.

-N�o. Eu n�o quero... -Eu sei. Cuidado. Cuidado.

Calma. Calma, calma. Respire. Respire.

Certo? Tudo bem.

Tente descansar.

-Katie, conseguiu chegar? -Consegui, � linda.

-Obrigada por me hospedar. -Sem problemas. Fico feliz.

Entre pela porta dos fundos,

suba as escadas � esquerda e ver� a casa de h�spedes.

Obrigada. Como est� a tia Shelli?

N�o muito bem.

Ela ainda se recusa a admitir o que fez.

-Quando poderei v�-la? -Em breve.

Antes, deve se concentrar em melhorar.

Que tal hoje � noite eu cozinhar um belo jantar?

Ent�o amanh� come�aremos seu tratamento.

Voc� estar� bem rapidamente.

-Voc� me trata muito bem. -M�sica para meus ouvidos.

-At� mais. -Tchau.

Ela � bonita, n�?

Sabe do que mais? Ela tem sonambulismo sexual.

-Isso n�o existe. -Existe. Veja aqui.

Sabe o que ela faz? Fica son�mbula

e ent�o manda ver com o primeiro que encontra.

-S�rio? -S�rio, e ser� comigo.

-Obrigado, dr. Tanner. -Obrigado, dr. Tanner.

Tenho uma ideia.

Na hora do almo�o, vamos comprar cervejas.

E, � noite, n�s voltamos.

Vai come�ar a festa. Vamos nessa.

Dr. Tanner?

Gostou?

-N�o precisava fazer isso tudo. -Sem problemas.

Ap�s o que houve com sua tia e com Leo,

voc� merece algo especial.

-Tudo bem. -Senta. Fica � vontade.

O jantar est� pronto.

Venha.

Como isso funciona?

Ela acorda e pula na gente ou n�s a acordamos?

N�o vamos acord�-la, n�o seja burro.

Ela est� dormindo. Essa � a beleza de tudo,

ela n�o vai saber o que fizemos.

Oi, rapazes.

Est�o aqui para brincar comigo?

Sim, n�s temos o que voc� quer.

Primeiro me soltem.

Quero sentir voc�s por inteiro.

-Ela te quer. -Sim, sim.

Nossa, cara! Isso � incr�vel.

Ela est� mesmo dormindo?

-Ela est� apagada. -Cara, que bacana!

Espera a�, eu vou primeiro. Voc� fica com a sobra.

-Por qu�? -Hierarquia.

-Tenho uma ideia melhor. -� mesmo?

Sim, sim. Isso, isso.

Sim, fa�a isso.

-O que est� esperando? -Nada. Est� brincando?

Estou prontinho. Me deixe tirar isso.

Isso! Ei, � minha vez! Estou pronto.

O qu�?

O tempo acabou, seus porcos.

Sua vadia!

Ei, volta aqui!

N�o sai por essa porta! Volta aqui!

Sentiu minha falta?

Achei que me queria por inteiro. Pare de lutar.

Eu vou te matar!

Estava uma del�cia,

mas imagino que voc� n�o trate todos os pacientes assim.

N�o.

S� aqueles com quem eu realmente me importo.

Um m�dico n�o se importa com todos?

Bem...

Alguns pacientes s�o realmente especiais.

Dr. Tanner, sou grata por tudo isso,

mas n�o quero que haja nenhum mal-entendido.

N�o h�.

Sei exatamente o que sinto por voc�.

Perd�o?

S� quero cuidar de voc�.

Quero te proteger pelo resto de nossas vidas.

-Eu n�o deveria estar aqui. -Por qu�?

-Muito obrigada pelo jantar. -Eu avisei, mas voc� n�o ouviu.

-Fique fora disso. -Ela vai fugir como as outras.

-N�o, n�o vai! -Com quem est� falando?

-S� o ignore. -Ela n�o pode me ver, lembra?

Ela pode me ver, e � s� o que importa.

-O que h� com voc�? -Katie, n�o v�.

Por favor, Katie! Katie, eu te amo. Katie!

Fim de jogo.

N�o v� embora, posso explicar tudo.

-N�o. -N�o v�!

Essa n�o...

Ele est� aqui nas quartas e quintas.

Me deixe ver.

S�o 4h. Pode ser?

Certo, vou marcar. Obrigado.

Vou aumentar a dose.

Veremos se isso ajuda. Faremos um estudo do sono nele.

-Mo�a? -Oi.

Posso ajudar?

N�o, n�o. Eu s�...

Eu s�...

Ei! Pare!

Seguran�a! Seguran�a!

Ainda temos tempo de fugir para a fronteira.

Que tal tirarmos o time de campo e sumirmos?

N�o, vou dar um jeito nisso.

Quando ela acordar, vou explicar tudo.

-N�o ouviu o que ela disse? -Ela n�o quis dizer aquilo,

estava confusa.

E por falar em confus�o...

Posso fazer isso dar certo.

Sei que posso.

Certo, certo.

Quem �?

Nicky Bismar?

Cad� voc�, seu desgra�ado?

Quem � voc�?

Eu j� disse. Nicky Bismar.

Tenho que explicar mesmo?

O que importa um nome?

N�o.

-N�o vai querer fazer isso. -Quieto, estou ocupado!

Cara, sei que o M�xico n�o deu certo.

Que tal Belize? Equador?

Que tal Burundi?

N�o, n�o, n�o.

Agora voc� sabe.

Tentei contar, mas voc� n�o quis escutar.

Sabe o que dizem.

Se h� um lado bom, deve haver um lado ruim.

Yin-yang. Balan�as equilibradas.

-Toda aquela baboseira. -Saia! Agora!

N�o vou a lugar nenhum at� lidarmos

com o nosso probleminha aqui.

Deixe-a em paz!

Vamos, doutor. Me deixe cuidar disso.

Se chegar perto dela, eu mato voc�.

-Eu mato voc�! -� disso que estou falando!

Voc� sabe que quer fazer isso. Vai fundo.

N�o vou deixar que a machuque.

Eu a amo, e ela me ama.

Saia agora ou vou cortar voc� em pedacinhos.

Voc� e ele. Para tr�s! Para tr�s! Para tr�s!

N�o, n�o, n�o, n�o, n�o.

N�s nos entendemos? Voc� � malvado.

Sabemos que ela deve morrer se quisermos continuar com isso.

-Est�vamos bem at� voc� chegar. -Bem? Chama isso de "bem"?

Voc�s discutindo o tempo todo? Deixe-o fazer o que quer.

Isso sempre termina em desastre.

Voc�s dois, parem. N�o quero mais falar sobre isso.

N�o importa.

N�o vou dar ouvidos a ele. Posso decidir sozinho.

Certo? O qu�? O que foi?

Doutor, h� uma cita��o famosa:

"H� dois c�es dentro de mim. Um � mau, o outro � bom.

Eles brigam o tempo todo.

Quando perguntam qual deles vence,

eu digo

que � aquele que eu alimento mais."

Quem ser�?

Quem ser� alimentado hoje?

Atr�s de voc�.

Katie.

Katie.

Precisamos partir agora.

N�o antes de as matarmos. Eu fa�o.

Calem a boca. Preciso pensar.

Dr. Tanner. N�o, n�o, n�o. Voc� n�o precisa fazer isso.

Claro que preciso. Como mais poderei ficar com Katie?

-Katie, voc� me ama, certo? -Mais do que tudo.

E quer fugir e ficar comigo, certo?

Katie, n�o d� ouvidos a ele! N�o d� ouvidos!

Sua tia fez coisas terr�veis.

E depois escapou do hospital onde estava

e veio at� aqui para nos machucar.

Para nos matar.

-Essa n�o. -� mentira!

Sim, ent�o quero que v� at� o bar,

pegue aquela faca enorme

e a enfie no cora��o da sua tia, certo?

-Katie, n�o. -Certo.

-Boa garota. -Me escuta!

Katie! N�o, n�o. Eu preciso...

-Isso, agora sim! -Katie, pare. Acorde.

-Acorde agora! -N�o escute, Katie.

N�o escute uma palavra que ela diz.

Continue a me escutar.

Vamos. Isso. Continue a me escutar.

-Voc� entende? -Sim, dr. Beck.

-Katie, acorda. -Ela n�o est� ouvindo.

Katie, pare! N�o � voc�, n�o � voc�!

-Ela n�o escuta nada. -N�o d� ouvidos a ele.

N�o fa�a isso. N�o obede�a. Voc� pode fazer o que quiser.

Ele n�o te controla, Katie.

Essa n�o � voc�. N�o � voc�!

Katie, ele n�o te controla.

Katie?

O que houve, querida?

Desculpa te decepcionar, dr. Beck.

-Mas voc� n�o me controla mais. -N�o!

Cuidado!

Desculpa, desculpa.

Tudo bem.

Est� tudo bem, n�o foi culpa sua.

O nome verdadeiro dele � dr. Albert Beck.

Albert Beck? O cirurgi�o card�aco?

Meu Deus! A pol�cia o procura h� anos.

E ele tratava voc�s duas na cl�nica?

Katie, me ajuda.

Eu te perdoo.

Vou esperar por voc�.

Katie. Katie.

Eu ainda te amo, Katie!

Eu ainda te amo!

Ap�s o que passaram, voc�s v�o precisar de terapia.

S� estou dizendo.

Na verdade, acho que estamos melhor sem terapia.

Obrigada por cuidar de mim.

O prazer foi meu.

N�o sei voc�, mas eu preciso dormir.

A culpa � de voc�s dois! Sempre discutindo.

Se tivesse me ouvido, teria evitado isto.

Estar�amos numa praia da Costa Rica tomando mai tais.

E, se tivesse me ouvido, estar�amos ensacando outra mo�a.

-Esque�a o que o hippie diz. -Calem a boca!

S� quero um pouco de paz e sossego.

Vai ter um bocado disso, cara.

N�o se preocupe, doutor. Estaremos aqui esperando.

E, quando voc� voltar,

as coisas v�o ficar muito interessantes.

Bons sonhos.

� f�cil de ver

nosso amor estava destinado a acontecer

Legendas - DISPOSITIVA Tradutor: Renato Amorim

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