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Original subtitles

O CRIADOR DO BONECO ROBERT

ALEMANHA NAZISTA – 1941

Subpack e sincronia by DanDee

- Não o deixe escapar. - Sim.

- Ajude-me aqui. - Cuidado.

- Olá. - Ajude-me, por favor.

Há uns oficiais da Gestapo a perseguir-me.

Será que eu posso esconder-me na sua casa?

Procura melhor!

Por favor, senhor! Eles vão-me matar!

- Tudo bem, podes entrar. - Muito obrigado!

- Rápido! - O que é que está a acontecer?

Quem é ele?

Fica calma!

Vai ficar tudo bem. Fica tranquila.

Eu sou o Líder Senior Gebhardt.

Este é o Sub Líder Fegelein.

E o que querem?

Estamos atrás de um inimigo do Estado.

Ele pode ter entrado na sua residência.

Tenho a certeza que não. Não recebemos ninguém hoje.

Qual é o teu nome?

Eu sou Christophe Muller. Esta é a minha esposa Brigitte.

Só estão vocês dois em casa esta noite?

A nossa filha Esther está a dormir no andar de cima.

Gostaríamos de fazer uma busca na residência.

- Tem objecção? - Não.

Posso subir e trazer a minha filha para ficar connosco?

Ela vai-se assustar se vos vir sem ser avisada.

Tem 2 minutos.

Posso perguntar qual crime esse homem cometeu?

Ele é considerado uma ameaça para a segurança nacional.

Imagino que apoia o nosso líder.

É claro!

Então quer que o fugitivo seja apanhado rapidamente.

Sim.

Está tudo bem.

Estes homens farão uma busca para nossa segurança.

Antes de começarmos tem algo a dizer

que faça a busca desnecessária?

Nós não temos nenhuma informação.

Levamos uma vida tranquila aqui. Não estamos habituados a isso.

Se cooperarem, não há o que temer.

- Procura no andar de cima. - Sim, senhor.

Não há nada.

Então terminamos. Agradecemos pela cooperação.

Espera.

O que é?

Procuraste ali?

Não.

Não há nada de importante.

Muito bem, vamos embora. Boa noite.

Boa noite oficiais.

Olá!

- Eles já se foram embora? - Sim. Estás seguro.

Sinto muito não poder oferecer algo mais acolhedor.

É melhor esconderes-te, caso os oficiais voltem.

Obrigado, Christophe. Serei eternamente grato.

Estou feliz em oferecer-te um abrigo temporário.

Mas a minha família pode ficar em perigo por ficares aqui.

Sim, é claro.

Somente alguns dias serão suficientes.

Eu tenho alguns amigos no leste da Bavária.

Vou ter com eles quando cessarem as buscas por mim.

Óptimo. Posso perguntar-te algo?

Claro.

Esse livro.

Não o largaste desde que chegaste.

Posso saber o que é que ele significa?

Se eu não te disser, não terás que mentir.

Mas asseguro que não sou criminoso.

Não represento ameaça para ti ou para a tua família.

Trabalho como historiador.

E estava a fazer pesquisas para o governo.

Descobri planos obscuros do governo

e senti que devia impedir.

Eu compreendo.

Eu compreendo. Não apoio o regime actual.

Mas não posso dizer em voz alta.

Certamente.

Nós damos-te abrigo e comida.

Só espero que respeites a minha família.

Sim, é claro.

Muito obrigado.

Aqui tens mais lenha, meu amor.

Obrigado, querida.

Adoro ver o suor na testa de trabalhadores.

Gostas?

Christophe!

Podes falar.

Christophe, alha!

Eles sabem que ele está aqui!

Faz com que o Benjamin volte para o sótão!

E diz à Esther que temos visitas.

Está tudo bem! Vamos ficar bem!

- O livro! Preciso do livro! - Não temos tempo!

Esconde o livro! Não deixes que o encontrem.

Sr. Muller?

Sim?

Eu sou o Coronel Ludolf von Alvensleben.

Como está, neste lindo dia?

Eu estou bem. Obrigado.

Que bom.

Deve imaginar o motivo da minha visita.

Os meus oficiais já discutiram com o senhor há alguns dias.

Eles inspeccionaram a minha casa.

Sim, estou ciente, perdoe-me. Detesto incomodar a sua família.

Mas seria negligência minha não dar continuidade

a uma questão de segurança nacional.

Pode entender?

Claro.

Poderíamos entrar?

Sim, por favor.

Esta deve ser a sua amável esposa.

Sim. Esta é Brigitte.

Sra. Muller. É um enorme prazer.

Gostaria de uma bebida?

Não, obrigado.

Não pretendo tomar muito do seu tempo.

Adoraria conhecer a sua filha. Ela está em casa?

Sim, está lá em cima, no quarto.

Excelente.

Talvez possa conhecê-la mais tarde.

Sr. Muller?

Por favor, chame-me de Christophe.

Ah, muito bem, Christophe.

Podemos falar em particular?

Sim, é claro.

- Eu vou acompanhá-la. - Obrigado, Fegelein.

Por favor, sente-se.

Nós dois somos ocupados, então vou directo ao ponto.

O inimigo do Estado chama-se Benjamin Hoffman.

Ele roubou documentos importantes...

que se caírem em mãos erradas abalará a segurança nacional.

Hoffman pretende vender esses documentos para uma nação rival.

O senhor entende a relevância do assunto.

Com certeza.

Eu imagino que seja leal ao governo alemão.

Sim, tenho orgulho de ser alemão.

É claro.

Então, seria seu dever

informar as autoridades

se o encontrasse.

Concordo.

Sabe exactamente o que faço para o governo?

Não.

Bem, na Bavária, sou responsável...

por interrogar suspeitos

de esconder inimigos do Estado.

- Sabe por que tenho tal função? - Não.

É porque não trato a mentira como algo emocional.

Mentir é uma ciência.

É uma ciência extremamente complexa.

Existem muitos sinais que dizem se alguém está a mentir.

Há pessoas que aprendem a controlar

os sintomas evidentes...

mas há coisas que nós, humanos,

não conseguimos controlar.

Como... o sistema nervoso.

Quando está numa situação de estresse...

os seus sistemas autónomo e límbico reagem.

Isso significa que o seu corpo prepara-se para a ameaça.

A constrição dos vasos sanguíneos, começam a respirar rapidamente.

O seu coração acelera e isso leva ao suor.

A adrenalina espalha-se por todo o corpo

fica muito difícil impedir o tremor involuntário

de várias partes do corpo, como as mãos e os pés.

Nesta guerra,

a nossa arma mais poderosa não é a pistola,

é o sistema nervoso.

Ele diz-me tudo que eu preciso saber.

- Eu entendi. - O que é que entendeu, Sr. Muller?

Que o senhor é um detector de mentiras humano.

Bem, é uma maneira mais simples de explicar.

Mas certamente não é uma definição apropriada.

Então, Christophe...

antes de fazermos uma busca na sua casa...

gostaria de dividir algo comigo?

Alguma informação que possa ter?

Eu não tenho nenhuma informação.

Claro.

Gostaria que o senhor e a sua esposa

acompanhassem a busca.

Claro.

Aqui é o quarto?

Da nossa filha.

Eu posso cumprimentá-la?

Por aqui, por favor.

Tudo bem.

Esther, este é o Coronel von Alvensleben.

Perdoe-lhe o nervosismo.

Ela não está acostumada a visitas de tal estima.

Não há por que ficares alarmada, minha jovem.

Estou aqui para garantir a segurança da tua família.

Ela é uma menina muito bonita.

Jogas cartas?

Às vezes.

Conheces o jogo de pôquer?

Não.

Ah, esse é um jogo muito interessante.

Uma peça chave nele é o blefe.

Sabes o que é blefe?

Não.

Blefe é um acto de enganr.

Serve para que as tuas cartas fracas pareçam mais fortes do que são.

Aí o seu oponente faz um fold. Ele desiste da tua mão.

Mas já sabias disso.

Ela é muito esperta.

Sabes o que é necessário para que o blefe seja bem sucedido?

Não.

Deves escolher os seus movimentos cuidadosamente.

Há elementos chave a considerar.

Precisas de escolher o adversário certo com quem blefar.

Não deves jogar contra um homem que não desistirá da sua mão...

mesmo que ele saiba que vais ganhar.

Blefar com uma mão que tens chanced de sucesso

é mais fácil.

Precisas de determinar o tamanho da tua aposta.

O ideal é apostar a quantia mínima

para que o teu oponente desista.

Entretanto, e isso é de extrema importância...

nunca deves blefar com um homem que sabe que estás a blefar.

Vê as tuas cartas.

Se o teu oponente ler os teus sinais,

perdes.

Os jogadores novatos caem na armadilha

de blefar com frequência.

Eu sugiro que, como uma novata

resistas à tentação de blefar.

É melhor jogares com cuidado e deixares o destino decidir o jogo.

O que achas, Christophe?

Deve ser um adversário

impressionante no pôquer, coronel.

Os teus pais vão-me mostrar o resto da casa.

Mas antes, tens alguma coisa que queiras dividir comigo?

Sobre o quê?

Viste algum visitante nesta casa nos últimos dias?

Sim.

Quem?

A minha amiga Sandra esteve aqui na semana passada.

Que bom.

Bem, nós vamos deixar-te em paz por enquanto.

Obrigado por deixares entrar no teu quarto.

Christophe?

É o vosso quarto?

Sim.

Posso entrar?

Certamente.

Esta é uma casa excepcional.

Obrigado.

És um homem muito rico, Christophe.

- Eu creio que não. - Mas és.

Todos os dias estás cercado por tanta beleza.

Isso tem que ser valorizado.

A beleza da natureza.

Da tua esposa e da tua filha,

e esta casa!

Isso torna-te um homem rico, na minha concepção.

Imagino que tenha razão.

É uma pena!

Também és um homem muito ingénuo.

Não! Não!

Tolo é o homem que não sabe quando desistir do jogo...

mesmo quando percebe que será derrotado.

E sabia disso.

Dizem que o tolo não é só o homem que tem atitudes idiotas.

- Por favor! - Não faça isso! Eu imploro!

Nos últimos momentos de um homem,

descobrimos quem ele é.

Infelizmente,

não vamos descobrir quem realmente és!

- Matem os dois! - Não!

Agora não. Já fechamos. Por favor, volte amanhã.

Não, por favor! Por favor! Eu tenho que entrar!

Por favor, deixe-me entrar!

Meu Deus!

O que é que aconteceu contigo?

Minha querida.

Qual é o teu nome?

- Esther. - Esther?

Fica calma. Não te mexas.

Tenho telefone, vou pedir ajuda.

Não! É tarde demais!

Este livro.

Os nazistas andam á procura deele.

Eles...

Não... Não...

Não... Não...

Ai, meu Deus!

Qualquer pessoa

que esconder uma fugitiva...

chamada Esther Muller

será considerado inimigo do governo!

Aqueles que esconderem qualquer informação

serão punidos...

da maneira mais rígida possível!

Bom dia para todos vocês.

E tu tens que piscar esses olhos grandes e azuis

para que os clientes comprem todos os bonecos da loja!

Bom dia, Abigail!

Bom dia, Amos!

Ainda andas falar com os teus bonecos, pelo jeito.

Pode parecer idiotice,

mas, para mim, eles são os meus filhos.

É compreensível. És o criador deles.

Sou mesmo.

Amos...

Amos...

Desculpa.

Estás a pensar em algo?

Ah, claro,

há sempre algo em que pensamos, não?

Os problemas financeiros?

Não...

Não é bem isso...

Não entendo por que não saiste do país com a tua irmã...

quando tiveste oportunidade.

Este negócio está na família já faz muitos anos.

- Tu sabes. - Sim, eu sei.

Mas os negócios não vão bem, Amos.

Para ser honesta, não está nem a ir razoavelmente.

Eu sei disso...

Olha esta loja.

Ela vende os bonecos

mais bem feitos da Bavária e...

eu acho que isso tem alguma importância.

Mas as pessoas nem vêm comprá-los.

Sabes que o meu pai...

Escuta, Abigail. O meu pai sempre me dizia:

Amos, não permitas que o comércio

seja mais importante que a arte.

A arte alimenta a alma.

Sim, não o dinheiro. Eu sei!

Estou ciente de que a arte é muito nobre, Amos.

Mas, escuta. Mal consegues pagar-me.

Para ser sincera, não posso continuar

a trabalhar aqui por muito tempo.

Ah, minha querida. Minha querida criança.

Dá-me mais algumas semanas,

vou encontrar uma solução. Está bem?

Tudo bem.

Mas foi o que disseste no mês passado.

Olha! Viste isso?

As coisas estão a começar a melhorar!

Bom dia, senhor! Por favor, pode entrar.

Acho que gostou da casinha de bonecas?

Ela é a minha favorita.

Janelas minúsculas para um outro mundo.

Um mundo seguro, cheio de diversão e imaginação.

Vou para casa um pouco mais cedo hoje.

Precisa de algo?

Não, não. Vou ficar bem.

Por favor, tenha cuidado de noite.

Sim, você também.

Não fiques acordado até tarde. Até amanhã.

- Boa noite, Abigail. - Adeus.

Ah, meu Deus...

Procuramos na casa da família Muller.

Nenhum sinal do livro.

A rapariga deve tê-lo levado com ela.

Perguntei a vários moradores nas vilas dos arredores.

Eles não nos forneceram nenhuma informação útil.

Numa cidade pequena, todos sabem o que os vizinhos fazem.

Alguém em Rosenhein sabe onde a rapariga está.

Alguém a está a esconder.

Voltem para a vila e comecem a interrogar os moradores.

Se nenhuma informação surgir...

receio que as táticas mais persuasivas sejam necessárias.

Sim, senhor.

Corpus levitas. Diablo dominium.

Mondo.

Vicium.

O que é que eu estava a pensar?

Robert!

Robert! Estás vivo!

És maravilhoso! Absolutamente maravilhoso!

Pareces mais feliz hoje!

Certamente!

Eu fiz uma descoberta extraordinária.

Estás a ver aquele boneco?

- O feio? - Não digas isso!

Vais deixá-lo chateado!

Tudo bem.

Este é o Robert.

Agora...

o que estou prestes a dizer-te...

não deves sair dessa loja. Estás a entender?

Isso tem que ficar entre nós.

Claro.

Óptimo.

Na outra noite, uma rapariga veio até á loja...

deixou um livro comigo e depois foi-se embora.

Um livro?

Sim, um livro.

E os nazistas estão á procura desse livro.

E por que é que ela to entregou a ti?

Eu não sei.

Realmente não sei.

Mas quando olhei dentro do livro, as páginas continham feitiços.

Alguns eu não entendi...

mas um deles era uma magia

que dá vida ao inanimado.

- Estás a sentir-te bem, Amos? - Com certeza!

Claro que estou!

Porque agora posso realmente dar vida às minhas criações.

Amos, por favor, não!

Vê tu mesma então...

Robert...

mostra para a Abigail.

Mostra-lhe que estás vivo. Ele é um óptimo rapaz!

Talvez ele seja tímido.

Ele não é tímido. Não.

Eu não entendo.

Ele estava a correr pelos cantos ontem à noite.

Tens que descansar.

- Vou-te preparar uma bebida. - Eu não quero beber!

Está tudo bem. Mostras-me depois.

- Por favor! - Alguma coisa está errada.

Espero que tenham boas notícias.

Sinto dizer que não, senhor.

Interrogamos dúzias de pessoas.

Não descobrimos nenhuma pista.

Não pode ser! Maldição!

Maldição!

Eu tenho uma reunião com o nosso líder em poucos dias.

Como acham que ele vai reagir quando eu disser...

que fomos enganados por uma...

miuda!

Precisamos de uma mudança de estratégia.

Rosenheim é uma região pobre.

Precisamos de algo que os faça responder.

E o que seria, senhor?

Vamos oferecer uma recompensa muito atraente.

E garantir que não haverá perseguição depois.

A qualquer pessoa com informações que nos leve até onde...

está o livro.

Mas acha que isso terá mais impacto, senhor?

O medo não é um tipo melhor de persuasão?

A esperança também funciona, Fegelein.

Vinte mil marcos para um homem pobre?

A vila inteira vai querer colaborar.

Põe um aviso imediatamente.

Vinte mil por qualquer informação que

leve à captura de Esther Muller.

Sim, senhor!

Olá.

Amos!

Para com isso agora mesmo!

Esta é Abigail.

É nossa amiga. Estás a entender?

Entendes?

Agora dá-me esse lápis!

Olha o que fizeste com ela! Rapaz malvado!

Minha querida! Anda cá! Anda!

Está tudo bem! Fica calma! Está tudo bem.

Quando me falou do livro,

achei que tivesse ficado louco!

Agora viu que não fiquei.

Por que é que ele quis magoar-me?

Não sei.

Estou a tentar entender, Abigail.

E sabes?

Acho que tem a ver com o lugar de onde apanhei as partes do boneco.

Não o construiste desde o início?

Não, não.

O Robert, não.

Ele e os outros bonecos, Otto e Isabelle

consegui as partes em diferentes lugares

e montei-os aqui na oficina.

Ouvi falar do Robert

ao ler no jornal que um menino tinha morrido.

O seu corpo foi encontrado num parque local...

agarrado a um boneco.

Acontece que o pai do menino foi quem o matou.

Meu Deus, isso é horrível!

Com certeza!

Depois do caso ter sido encerrado, eu adquiri o boneco.

Eu remodelei o seu rosto, consertei os seus membros...

e dei-lhe o nome de Robert...

que era o nome do menino que tinha morrido.

Por que é que quiseste uma coisa tão mórbida?

Podes chamar-me de velho idiota,

mas senti que a alma do menino...

tinha entrado no boneco.

Eu senti que a sua alma estaria atormentada.

Então eu trouxe-o para uma casa segura,

cheia de brinquedos.

Eu pensei que um lugar com a essência das crianças

permitiria que a sua alma ficasse em paz. Entendes?

Para mim, não parece que a alma daquela coisa esteja em paz, Amos!

Entendeste? Aquilo é perigoso!

Talvez a raiva tenha ficado por causa

da maneira como o menino morreu.

Olha...

eu sinto muito, mas não posso continuar a trabalhar aqui.

Mas... por favor...

por favor, não vás, Abigail!

Eu não posso ficar em perigo.

Sinto muito, mas hoje vai ser o meu último dia.

Isso é terrível!

É claro, eu...

Eu vou ficar muito triste de te ver ir embora!

Eu também vou ficar triste!

Abigail era como da família.

Ela realmente era.

Mas agora ela foi-se embora!

Talvez seja hora de criar uma família só nossa.

Robert, estás pronto?

Estamos prestes a tornar-nos uma verdadeira família.

Corpus levitas. Diablo dominium.

Mondo. Vicium.

Meu Deus!

Robert!

Resultou! Realmente resultou!

Otto, Isabelle!

Boas notícias, senhor!

Temos uma informante á espera no corredor.

Ela está interessada na recompensa.

A informação é verdadeira?

Eu não sei ainda.

Ela queria falar com um dos superiores.

Eu espero que seja, Gebhardt!

Estou cansado de lidar

com esses idiotas que só querem a recompensa!

Por favor, traga-a para dentro!

Tens a certeza de que esse...

Amos Blackwood tem o livro?

Sim, ele disse-me que uma rapariga chamada Esther lhe entregou.

Mas não chegou a ver o livro.

Não.

Então, como sabes que o Sr. Blackwood

não é um velho idiota e senil?

Porque ele está a usar o livro!

Um brinquedo da loja ganhou vida e atacou-me.

Ele atacou! É verdade!

Srta. Kendrick,

onde acha que o que Sr. Blackwood guarda o livro?

Bem...

ele tem uma residência logo acima da loja...

e tem uma oficina nos fundos, então...

eu diria que um desses lugares seria bastante provável.

Excelente!

Muito obrigado, senhorita! Foi muito prestativa!

Quando é que eu recebo o dinheiro?

Dinheiro?

Sim! A recompensa!

Ah, sim, claro!

Gebhardt, por favor, entrega-lhe!

Quanto?

Bem, pode dar-me tudo!

Podes dar tudo!

Diga-me, senhorita...

já ouviu falar da correlação

do comportamento entre humanos e ratos?

Não estou a entender.

Os humanos e os ratos são mais semelhantes do que diferentes.

Para começar,

temos sangue quente e somos mamíferos.

Os ratos comem tudo que comemos, e vivem onde vivemos.

Mas sabes quais são as semelhanças mais impressionantes?

Não.

Os ratos formam grupos sociais.

E exibem muitos comportamentos em comum com os humanos.

Além disso,

e essa é a minha parte favorita,

os ratos possuem uma cultura.

Cultura de ratos! Impressionante, não?

Infelizmente, os ratos também têm

muitos comportamentos negativos

em comum com os humanos.

Por exemplo:

quando enfrentam uma super população

os ratos tornam-se extremamente violentos.

Essa é uma das nossas piores semelhanças com os ratos.

Mas sabes qual é a pior semelhança que temos com eles?

É que os humanos e os ratos

são ambiciosos demais!

Perdoe-me.

Por favor,

vão até á loja do criador de bonecos,

encontrem o livro e tragam o Sr. Blackwood aqui, vivo!

Preciso de saber o que ele anda a fazer com o livro.

Sim, senhor!

Mas, antes de fazerem isso, por favor,

mandem limpar isso!

Ouvi um barulho.

Foram vocês?

Quero que fiquem aqui.

Aquele velho já está no porta-bagagens do carro!

Pronto!

Queima este lugar e depois encontramo-nos na central!

Tudo bem!

Depois encontramo-nos na central!

Vai para o inferno, Gebhardt!

Onde estão os fósforos?

Sr. Blackwood...

desculpe pela demora.

Eu tinha outros compromissos que também eram importantes.

Para onde é que me trouxe?

Onde é que eu estou?

Isso é de mínima importância no momento.

O que é de máxima importância é quem eu sou...

e o que pode fazer por mim.

Quem é você?

Neste momento, para si...

eu sou Deus!

Se vai viver ou morrer, dependerá apenas de mim.

Então, se eu fosse você, colaboraria.

Diga-me...

O que é que quer?

Eu quero fazer perguntas.

Se as respostas forem satisfatórias,

então Deus, que sou eu, perdoa-te.

Se as respostas forem vagas, então...

Deus não será tão generoso.

Entendeste?

- Sim. - Óptimo.

Esther Muller.

O que é que sabes sobre ela?

Sr. Blackwood, por favor, Esther Muller...

Isso não é maneira de começar.

Eu já sei de muitas coisas.

Eu quero ter...

uma conversa agradável.

Então...

Esther Muller...

Muito bem,

permite-me elaborar...

eu não sou adepto da violência...

eu prefiro usar debates intelectuais

e discussões políticas para resolver os meus problemas.

No entanto, aparentemente

não entendes essas coisas.

Infelizmente, a violência é a linguagem universal.

Então...

Esther Muller...

Qual é o problema?

Senhor, eu estava á procura do coronel.

Ele está ocupado na sala de interrogatórios!

Aconteceu um tumulto no refeitório.

Que tipo de tumulto?

As gavetas de talheres estão espalhadas pelo chão.

Estás a insinuar que nós temos um intruso?

Ah, não, senhor.

Acredito que tenha sido um incidente com o cozinheiro.

Incidente?

Ele gosta de beber e acho que

exagerou antes de ir para casa e...

acabou por deixar tudo desarrumado por lá.

Entendi.

Entendi. Desce até ao refeitório e arruma o que está desarrumado!

Entra em contato com o cozinheiro

e pede que fale comigo assim que chegar de manhã!

A disciplina deve sempre ser mantida por aqui!

Sim, senhor!

Por favor, Sr. Blackwood!

As minhas mãos estão a ficar cansadas!

Não quero usar...

métodos de tortura.

Esther Muller...

Esther Muller...

Ela foi até á minha loja!

Ela deu-me o livro!

Foi ela que me deu o livro!

É tudo que eu sei!

Obrigado, Sr. Blackwood! Viste?

Estamos a chegar a algum lugar! Era isso que eu queria saber!

Olá?

Olá?

Fala-me sobre o livro.

Entendes o significado dele?

Não...

Eu apenas...

eu apenas vi algumas páginas, e foi só isso.

Eu não sei de nada!

É verdade!

Eu não sei...

Por favor.

Muito bem.

Eu vou esclarecer-te!

Para mim, esse livro é um presente.

Entretanto, nas mãos erradas, pode tornar-se uma arma.

Uma arma poderosa.

O livro foi escrito há muitos anos...

por um estudioso alemão chamado Joseph von Hammersmark.

Ele passou muitos anos a estudar textos antigos

e filosofias místicas

no Egito e no Tibet.

É claro que muitos dos seus contemporâneos

não acreditavam no seu trabalho.

Mas Himmler e o governo,

eles tiveram um grande interesse por isso.

Para eles, o livro pode ser tão

importante quanto o Cálice Sagrado.

Mas por quê?

Porque ele guarda o segredo da vida.

Da vida eterna.

Assim como muitas outras coisas importantes.

Como, por exemplo,

o dom da vida para objectos inanimados.

Isso soa familiar, Sr. Blackwood?

Não...

não sei do que está a falar.

Ah, não acredito! Não, não, não, não!

Estávamos finalmente a fazer progresso, Sr. Blackwood!

Tinha finalmente confessado que Esther Muller

foi até á sua loja...

e que levou o livro dela. Não foi?

Estávamos a ter uma conversa sincera...

e então começaste a mentir novamente!

Isso não pode acontecer!

Vai-me matar, não importa o que eu diga, não é?

É claro.

A questão não é se vais morrer.

Mas como.

Que diabos está a acontecer?

Sua aberração!

O que o senhor disser agora

pode ser escrito na sua lápide, então...

eu sugiro alguma coisa...

poética.

Vai para o inferno!

Seu filho da puta!

Eu adorei!

Acho que...

é até poético, de uma certa maneira.

A sua rebeldia

é uma qualidade admirável, Sr. Blackwood!

E eu invejo-o.

Está prestes a descobrir

o que a ciência nunca descobriu:

o que existe além deste mundo.

Vá em frente! Mate-me!

Minhas crianças...

Isabelle...

Otto...

Robert.

Não imaginam o quanto estou orgulhoso de vocês!

Os três saíram-se muito, muito bem!

Mas o vosso pai não vai conseguir salvar-se!

Eu quero que vocês saibam...

que vocês...

sempre... terão... um ao outro.

Corpus levitas.

Diablo dominium.

Mondo. Vicium.

Fiquem quietos aí dentro!

Se continuarem, seremos apanhados!

Robert! Para de puxar o cabelo dela!

Não se preocupem, meninos!

Assim que chegarmos ao nosso destino

eu vou tirá-los daí!

Agora comportem-se aí!

Óptimo! Vamos embora!

Vamos, meninos!

Subpack e sincronia by DanDee

O CRIADOR DO BONECO ROBERT

IRÁ VOLTAR EM A LENDA DO BONECO ROBERT

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