All language subtitles for Non.uccidere.s01e08.BRAZIL

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Original subtitles

Aconselho um per�odo de 30 dias para perder 6 kg.

� uma empresa holandesa de muito prest�gio.

S�o seis garrafas vindas direto da Holanda.

Obrigada. Tenha um bom dia.

Onde voc� se meteu?

Eu preciso sair, vou me atrasar.

Precisa fazer seis caixas com seis garrafas at� � noite.

Que engana��o? � tudo natural.

Volte logo que Sofia n�o tem chave.

Marianna, voc� viu a Sofia? N�s �amos nos encontrar.

Ela foi embora, esqueceu algo na quadra.

Por que ela n�o fala mais comigo?

Ludo, n�o recomece.

Se falar com ela, pe�a para me ligar.

- Sra. Costa, bom dia. - Bom dia.

Lamento, mas preciso falar com o prof. Visca.

Bom dia, professor.

- Prof�., como andam as coisas? - Ningu�m se aproxima.

- Eles acham que sou contagiosa? - N�o.

E n�o se preocupe, o hor�rio de matr�cula ser� longo.

Tenha um bom dia.

- At� logo, diretor. - At� logo.

Cheguei!

Cheguei cedo porque agora eles nem querem falar comigo.

J� reparou como essa gente � grosseira?

Ainda bem que os alunos me adoram.

Voc� est� a�?

Fabrizio!

O n�mero chamado encontra-se desligado

ou fora da �rea de cobertura. Tente mais tarde.

O que deu em voc� para vir aqui? V� embora.

Combinei com a Sofia que viria falar com voc�.

Ela ficou de te avisar.

Ela n�o avisou?

Espero aqui fora, se preferir.

N�o vejo a Sofia h� dias e tamb�m n�o quero mais te ver.

Entendeu? Suma daqui.

Equipe inSanos apresenta:

Tradu��o e Sincronia: JuLima

Revis�o Final: LikaPoetisa

N�O MATAR�S 1� Temporada | Epis�dio 8

Parece que ele foi atropelado por um pirata do asfalto.

- Detetive. - Ela � Valeria Ferro, a chefe.

- Ol�. - Ele � da delegacia da regi�o.

E aquele � o homem que o encontrou.

A esposa est� no carro.

Ela � professora de Italiano na mesma escola do marido.

Est� no sexto m�s de gravidez.

Detetive.

N�o � uma bela imagem.

Fabrizio Cardani, 40 anos, professor de Educa��o F�sica.

Nenhuma testemunha.

A chuva lavou os vest�gios, at� a marca da freada sumiu.

Se ningu�m viu nada, n�o sei como o acharemos.

Checaram se Cardani estava vindo daquele hotel?

- N�o. - Tamb�m n�o.

Fiquem aqui, eu e Andrea iremos at� l�.

Mas antes vou falar com a esposa.

Senhora.

Sou a detetive Valeria Ferro da Pol�cia de Turim.

Perd�o, mas n�o me disseram seu nome.

Antonella Paris.

Sabe por que seu esposo estava aqui?

Sabe se ele tinha algum compromisso?

N�o, eu achei que ele estaria em casa.

Voltei antes do previsto e ele n�o estava.

Tentou ligar para ele?

Sim, mas ele n�o atendeu.

Qual transporte ele usa para se locomover?

Uma moto preta, nem ela, nem o capacete est�o em casa.

Obrigada, Sra. Paris, por enquanto � tudo.

Vamos ver se achamos a moto.

- Bom dia. - Bom dia.

Estamos procurando Fabrizio Cardani.

Cardani?

N�o est� no sistema. Sabe dizer se ele veio

pela confer�ncia m�dica ou pelo leil�o de amanh�?

Preciso inspecionar os quartos que d�o para o estacionamento.

- Alguns est�o ocupados. - Eu preciso ver todos.

Vou chamar algu�m para acompanh�-los.

Esta � a parte reformada.

Neste andar, o �nico vago � aquele mais ao fundo.

Pode entrar.

Jesus!

Chame o legista e a Per�cia.

Valeria.

A garota � menor de idade.

Se o quarto est� vago,

algu�m os deixou entrar escondido.

Quero uma lista de todos que t�m acesso aos quartos.

Eu serei admitida no clube.

Lorena fez uma bela apresenta��o,

- voc� precisava ver. - Se voc� est� feliz...

N�o � algo sem import�ncia. Espere s� at� a Sofia saber.

Tentei ligar para ela, mas s� d� caixa postal.

Voc� ainda n�o levou a encomenda?

Voc� mandou prepar�-las, n�o entreg�-las.

A entrega � para hoje, no mesmo lugar da outra vez.

Se voc� se apressar, ainda d� tempo.

Depois de amanh� ser� o jantar para as novas admiss�es.

- Traje social, naturalmente. - E o que tenho com isso?

Nem vou discutir.

Sabe h� quanto tempo espero para entrar no clube?

Exato, voc� espera, n�o eu.

Ali�s, n�o � um clube feminino para mulheres de sucesso?

Sim, mas algumas atividades envolvem a fam�lia.

E mulheres de sucesso podem ter marido e filhos.

N�o pode me deixar sozinha, nenhum marido faria isso.

Mas ser� a �ltima vez que falto do servi�o

por causa do seu trabalho de sucesso.

� a Sofia.

Sofia, voc� nem imagina, adivinha s�.

Mas quem est� falando?

Quem �?

N�o estou, deixe uma mensagem.

ESTRELA-DO-MAR

Oi.

Voc� n�o fez compra.

Passei no mercado e trouxe ma��s.

Hoje meu turno come�ou �s 5h da manh�.

E quanto ganhou? J� gastou na sua jogatina?

N�o, Marianna.

Me d� uma tr�gua, n�o est� sendo f�cil para mim.

Mas acho que darei um jeito.

Coloquei o s�tio � venda, mas n�o lucraremos muito.

- A mam�e n�o queria vend�-lo. - Sua m�e n�o est� mais aqui.

Seu esposo estava no quarto do hotel

com uma aluna da escola de voc�s.

- Sofia Baldi. - Com a Sofia?

Por qu�?

Seu esposo caiu da janela.

Ainda n�o sabemos o motivo, mas o impacto...

foi violento.

Ele conseguiu se levantar e caminhar um pouco.

No estado de confus�o, deve ter pego qualquer dire��o.

E foi quando o pirata do asfalto...

- E o que Sofia disse? - Ela tamb�m est� morta.

Ela bateu a cabe�a na borda de um m�vel.

Alguma vez desconfiou de uma poss�vel rela��o

entre seu esposo e a Sofia?

Algum comportamento estranho ultimamente?

Qualquer coisa, mesmo sem liga��o com ela.

Por que diz que eles tinham uma rela��o?

H� algum sinal de rela��o entre eles?

N�o. Mas Sofia n�o era virgem.

E dadas as circunst�ncias, � uma hip�tese que n�o descarto.

Voc� est� enganada.

Fabrizio n�o era...

esse tipo de pessoa.

Se houver outra explica��o, n�s a encontraremos.

Fique tranquila.

Marianna, voc� esteve na casa da Sofia?

- N�o, por qu�? - Sofia est� morta.

- Como assim morta? - Foi Cardani, acharam os dois.

Cardani? N�o acredito.

- E se fosse verdade? - Por favor, Antonella.

N�o ser� voc� a encontrar as respostas.

E agora isto n�o � o mais importante.

Claro que �, m�e. O que direi para nossa filha?

Que vivi com um desconhecido, que sou cega ou louca?

N�o, voc� n�o � louca.

E talvez Fabrizio simplesmente

deixou de ser o homem que voc� conhecia.

- As pessoas mudam. - Mas n�o tanto assim.

N�o pode ser.

Foram uns rapazes de moto.

Voc� os reconhece?

N�o.

Vou pegar a vassoura.

Por que voc� os deixava usar os quartos do hotel?

Mas quem disse que fui eu?

N�o h� liga��es recentes, mas achamos seu n�mero

- no telefone da Sofia. - E da�?

Voc� � o �nico com acesso aos quartos

que tem liga��o com um dos dois.

Quer que eu acredite em coincid�ncia?

N�o me obrigue a recuperar as digitais da chave da Sofia.

Foi voc� que entregou para ela, n�o?

Eu s� quis fazer um favor.

Nos conhecemos h� alguns dias num bar,

trocamos telefone, mas nunca nos falamos.

Hoje ela surgiu no hotel dizendo que queria ver o namorado,

mas n�o tinham um lugar e lembrou que eu trabalhava l�.

- E dei uma ajudinha. - Uma ajudinha?

Uma menor de idade com um homem de 40 anos.

Nem cheguei a v�-lo. Eu confiei nela.

N�o sabia que acabaria metido nessa confus�o.

H� duas liga��es da Sofia para o Cardani

nos �ltimos seis meses e nenhuma dele para ela.

- Algum e-mail? - Nenhum.

� pouco para duas pessoas que estavam envolvidas.

Depende, se viam todo dia, telefone e e-mail era arriscado.

E como ele era professor, deveria estar atento.

Sim, mas ela era adolescente.

Neste di�rio tem de tudo.

Mas nenhuma frase codificada, uma data marcada com um cora��o,

um desenho alusivo, n�o tem nada.

Recebi o laudo da aut�psia.

Foi confirmado que ela teve traumatismo craniano.

Bateu a cabe�a e morreu na hora.

J� o professor, n�o tinha nada de ileso.

Ele teria morrido mesmo assim devido �s les�es da queda.

Mesmo se tivesse sido socorrido

teria poucas chances de sobreviver.

N�o consigo entender por que ele se jogou.

Ela deve ter amea�ado contar para a esposa. � um cl�ssico.

Eles brigaram, ele a matou por engano,

se sentiu culpado e achou melhor se matar.

Bem, estou indo embora. Nos vemos amanh�.

Voc� vem comigo, Luca?

Pode ir.

- Boa noite. - Tchau, Luca.

O que voc� est� fazendo?

Olhando embaixo dos adesivos. Talvez eles escondam algo.

Continuaremos amanh�, certo?

Sim, pode ir. Ficarei mais dez minutos.

Como se n�o te conhecesse.

Vai logo que est� me fazendo perder tempo.

Quando terminar, irei embora, tamb�m estou cansada.

Certo.

Como queira.

Tchau.

- Giorgio. - J� foi embora?

- N�o, ainda estamos aqui. - Vai passar na minha casa?

N�o, temos muitas testemunhas para ouvir.

- Certo. Ent�o boa noite. - Para voc� tamb�m. Tchau.

Ainda n�o conseguiu falar com ela?

N�o.

Mas Lombardi disse que n�o notou nada estranho.

Se ela n�o est� na casa dele, onde est�?

Poderia ao menos ter ligado para Costanza.

O que vou fazer se n�o me atende e nem liga de volta?

- Papai! - Vou mandar uma mensagem.

Est� certo. Bem, estou indo.

- Tchau. - Tchau.

- Bom dia. - Para voc� tamb�m.

Por que est� me encarando?

Eu tamb�m tentei ligar para ela.

Mas n�o atendeu.

Achei que talvez soubesse se aconteceu algo.

N�o.

Eu n�o sei de nada.

Cometi uma gafe com o seu irm�o.

Ele me ligou porque voc� n�o atende o celular

e achou que estivesse dormindo em casa.

E o que voc� disse?

Ele me pegou desprevenido.

Poderia ter avisado que n�o vai para casa h� tr�s dias.

E onde est� dormindo?

- No sof�. - No sof�?

Aquele sof�.

Por que n�o foi para minha casa

ao inv�s de acampar na delegacia?

Achei que tiv�ssemos feito as pazes.

Eu s� queria ficar um pouco sozinha.

Eu desisto.

Se precisar, sabe onde me encontrar.

Sempre suspeitei que ela tinha me trocado por outro.

Uma vez at� a segui para ver com quem estava.

Mas perdi o rastro pelo caminho.

Te aconselho a n�o dizer isso quando come�arem a perguntar.

- Quem? - A pol�cia.

Poderiam pensar que foi voc�.

Que descobriu aonde ela ia e os flagrou.

O que est� dizendo?

S� digo que algu�m poderia pensar isso.

� a Lorena.

Quer que eu fale com ela?

N�o quero atender.

Eu n�o consigo.

L� vem ela.

Que terr�vel, Angela. Estamos chocados.

Em casa a Sofia era querida como uma filha, voc� sabe.

- Ludovico est� arrasado. - Ainda n�o consigo acreditar.

N�o se preocupe, pode chorar.

Meus p�sames, Angela.

E n�o se preocupe com o pedido de admiss�o.

Teremos o pr�ximo ano para conversar sobre isso.

O pr�ximo ano?

Claro, creio que n�o seja o caso de participar do jantar amanh�.

Uma garota t�o nova dominada pelo professor.

� horr�vel.

Ningu�m notou porque ningu�m poderia imaginar algo assim.

Ainda n�o temos certeza do que aconteceu de fato.

Claro. Ainda assim me pergunto como voc� interpreta

a presen�a deles num quarto de hotel.

Pelo que entendi, o prof. Cardani era muito amado.

Ele se dedicava muito aos alunos.

Seu empenho com eles ia al�m do hor�rio de aula.

E ele resolvia os problemas ao inv�s de cri�-los.

Compensava um pouco o comportamento da esposa.

Por qu�?

A prof�. Paris tem m�todos de ensino bizarros.

Ela prop�e leituras incomuns.

E principalmente d� notas sorteando os alunos.

Assegurando que � um modo de ensin�-los

a se concentrarem no percurso e n�o no resultado.

E naturalmente isso deixa muitos pais furiosos

- e os professores tamb�m. - Agrade�o sua disponibilidade.

Se ainda precisar de mim, n�o hesite em me contatar.

Pode deixar. Obrigada.

N�o notaram nada diferente na Sofia?

Ultimamente sempre estava com algo novo, sapatos, roupas.

Imaginei que estava ganhando de algu�m.

E como terminou com o Ludo, s� podia ser algu�m mais velho.

Mas quem diria que era o Cardani.

A verdade � que Cardani era um �dolo.

Com todas as meninas que corriam atr�s dele

claro que n�o ia resistir.

N�o � estranho que ela n�o tenha contado para voc�s?

O contr�rio teria sido estranho.

Ela n�o poderia contar, n�s o conhec�amos.

Deveria continuar sendo segredo.

- Quem � Ludo? - Ludovico Costa.

Nosso colega, � o que est� sentado.

Este � o meu telefone. Se lembrarem de algo, me liguem.

Obrigada, meninas.

Voc� � o Ludovico?

Sim.

N�o sei nada sobre a Sofia e o Cardani.

Mas talvez possa me contar por que voc�s terminaram.

Na verdade, foi ela que terminou.

- Quando? - H� tr�s meses.

E voc� n�o concordou com o fim?

Pelo jeito ela n�o estava mais a fim.

Mas quem liga?

N�o estou te acusando de nada.

S� quero entender se Sofia e Cardani estavam juntos.

Eu sabia que ela tinha outro.

S� n�o consegui descobrir quem era.

E como soube?

Um dia o pai dela me ligou,

n�s j� t�nhamos terminado, mas ele ainda n�o sabia.

E ele me deu um serm�o por algumas fotos

que encontrou no celular da Sofia.

Que fotos?

N�o sei.

N�o foi para mim que ela tirou.

Mas posso imaginar.

Por que n�o me contou?

Era um assunto antigo e minha esposa n�o sabia.

Eu n�o queria que ela descobrisse assim.

Justo agora.

Al�m do mais...

eu pedi para a Sofia apag�-las.

O que aparecia nas fotos?

Nada...

s� alguns detalhes.

Algo que, depois de tudo, o fa�a pensar no Cardani?

N�o, eram autorretratos,

tirados pela Sofia.

Nem o rosto aparecia.

Eu n�o sabia que ela tinha tanta desenvoltura.

Nem consegui ficar bravo. S� disse que era algo grave.

Por que ligou para o Ludovico?

Porque Sofia disse que era uma brincadeira

que fazia com o namorado.

E eu queria que entendessem

que era errado.

Mas ele contou que tinham terminado.

Mas n�o acreditei. Achei que estava com vergonha.

Era a explica��o mais f�cil.

Mas eu deveria ter insistido.

Deveria ter entendido.

Como era esse celular?

Como assim?

Como era a cor, marca, modelo? Descreva para mim.

Veja, era assim.

N�s compramos juntos, por isso eu vi as fotos,

um dia peguei o dela por engano.

Obrigada.

Est� dispensado.

Que hist�ria � essa do celular?

Essas fotos n�o est�o no celular da Sofia.

- Talvez ela tivesse outro. - Ou talvez tenha mesmo apagado.

Detetive, a Per�cia terminou o trabalho no hotel.

- Encontraram outro celular? - Acho que n�o.

O celular de quem?

Me ligaram para fazer uma mudan�a.

� s� uma substitui��o, mas � melhor que nada.

Cancelei a internet, v�o desligar no fim do m�s.

Mas eu preciso, pai.

D� para viver sem. Devemos fazer uns sacrif�cios.

Ent�o por que n�o para de beber e jogar?

- Oi. - Estava dormindo?

J� ia desligar o computador, mas estava te esperando.

E quais as novidades? Est� tudo bem?

Meu pai quer cancelar a internet.

Era s� o que faltava.

Bem, eu falei com meus pais.

Disseram que n�o tem problema se vier passar o ver�o aqui.

Se n�o posso pagar a internet, quem dir� ir para Austr�lia.

Marianna, eu te amo.

E quero fazer amor com voc� de novo.

N�o penso em outra coisa.

E n�o quero fazer com mais ningu�m.

Nem aqui, do outro lado do planeta.

Agora vou dormir, aqui s�o 3h da manh�.

Tchau, beb�. Nos falamos amanh�.

Voc� aqui de novo?

- Te avisei para n�o vir mais. - Eu quero continuar.

Voc� enlouqueceu? Sabe o que estou arriscando?

Fique calmo, a pol�cia acha que eles tinham um caso.

Vamos seguir o mesmo esquema e usar o mesmo chat.

O que est� dizendo? Estrela-do-mar, acabou, chega!

Eu mudo de nickname.

Eu imploro.

Sinto muito, mas n�o posso te ajudar.

Ou�a, se acabar tudo bem, conversaremos ap�s o ver�o.

Se ainda estiver a fim.

Agora v� embora e n�o apare�a mais aqui.

O que est� fazendo?

Minha admiss�o no clube foi adiada.

- E da�? - Enviarei um lote para Buratti.

Quero que se sinta em d�bito comigo.

"N�o � o caso de participar do jantar amanh�."

Quem ela pensa que �? H� dois anos espero por isso.

Como consegue pensar nisso agora?

Sofia desejava isso tanto quanto eu.

� a �nica coisa que posso fazer por ela.

Sabe quantas vezes ela foi com Ludovico e Lorena?

Mas era eu que deveria lev�-la.

Preciso te contar algo.

- Estive na delegacia hoje. - Por qu�?

Me chamaram porque h� um tempo achei umas fotos...

bastante indecentes no telefone da Sofia.

- E por que n�o me contou? - Ela implorou para n�o contar.

Voc� devia ter me contado, era sua obriga��o.

N�s poder�amos ter feito algo, poder�amos ter percebido.

Eu sei, acha que n�o sei? Mas ela suplicou.

- O que voc� faria no meu lugar? - Eu teria te contado.

Quem ser� agora?

- Quem �? - � a detetive Ferro.

Desculpe incomod�-lo. Posso ver o quarto da sua filha?

Tudo isto foi comprado por voc�?

N�o, alguns ela ganhou de presente.

Outros ela mesma comprou economizando a mesada.

- O que � isto? - Um produto diet�tico holand�s.

- Sou representante na It�lia. - E deixava Sofia tomar?

Ela me pediu, sabe como s�o as adolescentes.

Mas � feito com produtos naturais.

E ela tomou por pouco tempo.

Encontrei isto no quarto da Sofia.

Sabe o que significa para mim dinheiro mais hotel?

Significa prostitui��o.

- Do que est� falando? - N�o tente bancar o esperto.

Apagar vest�gios do computador

pode enganar sua namorada, mas n�o o D.H.P.P., g�nio.

Andrea est� checando o endere�o IP.

- Acho que j� posso ir embora. - Sim, pode ir.

H� tr�s meses voc� vem usando o chat

de um site de encontros er�ticos chamado "Mensagens XXX"

com o nickname Estrela-do-mar, fingindo ser menor de idade.

Foi uma brincadeira.

"Ol�, Dois de Espadas, n�o nos conhecemos, certo?"

"Nada de fotos. Melhor a realidade."

"� ver para crer." "Claro, estou aqui para isso."

"Quer me conhecer? O que acha de ter�a-feira?"

"A espera aumenta o prazer."

"Grande Hotel Atlantic. Rodovia de Borgaro. �s 15h.

Daqui a alguns dias te darei o n�mero do quarto."

Esta �ltima conversa � de anteontem.

Voc� sempre marca no hotel,

sempre de ter�a ou quinta e sempre �s 15h.

Voc� gerenciava os encontros da Sofia,

n�o fez um favor a uma amiga.

E isso se chama explora��o da prostitui��o infantil.

Voc� est� muito encrencado.

Eu n�o a explorava, foi tudo ideia dela.

- Tem outras garotas? - O que est� dizendo?

Era s� uma coisa entre mim e a Sofia.

Foi ela que me falou desse site.

Ela entrou como convidada, conversou com um cara

e depois me procurou pedindo um quarto.

- Foi quando fizemos um acordo. - Foi voc� quem tirou as fotos?

Que fotos?

Continue.

Eu criei a conta Estrela-do-mar e a gerenciava,

pois a Sofia ia para a escola, ela precisava estudar.

Que bom mo�o! E o que voc� ganhava?

Nunca peguei um centavo dela.

Ela pedia 50 euros a mais aos clientes para o quarto.

- Dois de Espadas era Cardani? - N�o sei.

Foi a primeira vez que conversamos.

Eu nunca via os clientes, s� marcava os encontros.

E ligava no outro celular avisando Sofia.

N�o. Nunca houve um celular, eles s�o perigosos.

Sofia ia ao hotel de ter�a e quinta, �s 15h,

quando fa�o o turno da tarde, e eu dava o n�mero do quarto.

E se n�o tivesse nada marcado?

Ela ia embora, mas ultimamente n�o acontecia.

E para que servia o outro celular?

Que outro celular?

Te juro que n�o sei nada disso,

sempre pedi que ela n�o usasse.

N�o h� ind�cios suficientes para a pris�o preventiva.

Ele e Sofia estavam de acordo.

Bem, agora o juiz decidir�.

O IP do Dois de Espadas bate com a casa do Cardani.

Agora voc� tem a prova do encontro.

Mas algo me diz que n�o est� totalmente convencida.

Eu a convoquei, achei que voc� gostaria de contar.

Sra. Paris...

seu esposo e a Sofia n�o estavam envolvidos.

Mas Sofia se prostitu�a

e seu esposo marcou um encontro com ela

atrav�s de um site de encontros er�ticos.

N�o houve troca de fotos,

por isso ele n�o sabia que se tratava de uma aluna.

Foi a primeira vez que ele a contatou.

Provavelmente ele reagiu mal

quando a viu e sentiu que tinha sido descoberto.

Certamente ele n�o queria mat�-la.

Talvez por isso n�o tenha aguentado.

N�o � poss�vel. Meu marido jamais faria algo assim.

Voc�s est�o enganados.

- N�s j� terminamos? - Sim.

Eu sinto muito.

Hoje iremos embora juntos.

- Ainda vou fazer umas coisas. - Deixe para amanh�.

Voc� n�o vai passar outra noite na delegacia.

A faxineira me contou que te viu dormindo no sof�.

Por que n�o me disse ontem?

Eu terminei tarde e decidi em cima da hora.

N�o quer voltar para sua casa, n�o �?

Se quiser, esta noite posso te oferecer um sof� cama

- e um banheiro decente. - Para hoje, j� dei um jeito.

Claro. J� tem quem te hospede. Me desculpe.

N�o se preocupe.

Obrigada mesmo assim.

Ficou bonito em voc�. Est� parecendo sua m�e.

Ou�a, eu soube da sua amiga.

Sinto muito.

Mas por que n�o me contou?

E que diferen�a faria te contar?

O caso n�o est� encerrado.

N�o temos provas que ele a matou,

nem que quisesse ir para a cama com ela.

Valeria, voc� resolveu um caso dif�cil.

E gra�as a voc�,

o D.H.P.P. poder� desmantelar uma rede de ped�filos.

� normal que a esposa dele n�o queira acreditar.

Mas voc� tamb�m sabe que foi ele.

- Me d� s� mais dois dias. - O caso est� encerrado, fim.

Bem, ent�o...

talvez eu tire uns dias de folga.

E aonde vai?

Voc� mesmo disse que preciso descansar um pouco.

Sabe muito bem o que eu quis dizer.

E n�o precisa ir para sua casa, venha ficar comigo.

N�s j� tentamos e funcionou, basta avisar quando for embora.

Vou tentar me desligar um pouco.

Essa hist�ria da sua m�e est� te fazendo muito mal.

ESTOU NA ESQUINA

Veja s�, a m�e da prostituta.

Como soube que eu estava aqui?

Isto � para voc�. O colega do D.H.P.P. me deu.

Tr�s meses de chat

entre Estrela-do-mar e os clientes.

Quando vai perder a mania de esconder as coisas de mim?

- N�o precisa agir assim comigo. - Eu n�o queria te envolver.

Mas j� que est� aqui, pode ajudar se quiser.

- O que acha que vai encontrar? - N�o sei, talvez nada.

Te direi depois que lermos tudo.

Voc� jantou?

Sim, as castanhas do bar.

Imaginei.

Eu trouxe o jantar.

Voc� realmente quer ler tudo?

J� est� pulando fora?

Ficaremos ocupados a noite toda.

Pare.

Chega.

- Como assim chega? - Chega.

O que foi?

V� embora.

Giulio.

Lucia, o que faz aqui?

Preciso falar com voc�.

Ela n�o voltou para casa depois daquele dia.

N�o sei se acreditou em mim.

Por que n�o contou toda a verdade?

Porque ela teria sofrido ainda mais.

Ent�o voc� est� a�?

Estava no banho, mas j� ia te ligar.

Vou conseguir viajar, Lorenzo. Parto quando acabarem as aulas.

- � mesmo? O que houve? - Meu pai arranjou emprego.

N�o acredito.

Eu soube da Sofia. Que loucura!

- Por que n�o me contou ontem? - Eu estava feliz em te ver.

Eu sabia que ela era estranha.

Nunca entendi como voc� fazia para ser amiga dela.

O que isso tem a ver com o que houve com ela?

Ela se prostitu�a aos 15 anos. E n�o era obrigada.

Algu�m assim, certamente tem problema na cabe�a.

Bem, venha logo para c� que n�o te deixarei mais voltar.

Preciso desligar, nos falamos quando der.

Angela, quando estiver pronta, n�s podemos ir.

Hoje � noite precisaremos ir ao jantar.

Ouviu o que eu disse?

Acho que voc� n�o est� bem.

Eu estou �tima, voc� que n�o est�.

Voc� parece um zumbi, eu te sustento h� anos.

Ent�o faremos o que eu disser.

- Senhores, licen�a... - S� um segundo.

Se Sofia entrou nessa situa��o

foi s� porque tentava n�o acabar como voc�.

N�o, foi porque voc� ensinou que o importante � ser rica,

bonita e inscrita naquele clube.

Minha culpa � ter ficado em sil�ncio.

Essas coisas nos ajudam a viver melhor.

E no fim o que conta

� dar aos nossos filhos a melhor vida poss�vel.

Angela, a Sofia se prostitu�a

para seguir a vida que voc� est� falando.

N�s n�o soubemos dar essa vida para ela.

Mas ao menos, eu tentei.

E voc� onde estava?

Nunca esteve presente para mim, nem para ela.

E quando ela precisou de ajuda, voc� nem percebeu.

Se ela morreu, a culpa � toda sua.

- Senhores, podemos... - Mandei esperar.

Avise seu irm�o que ir�o juntos ao cemit�rio.

Voc� n�o ir� comigo.

O que est� dizendo? Espere. Voc� enlouqueceu?

N�o. Nunca estive t�o l�cida.

Dormirei na casa da minha m�e esta noite.

Amanh� n�o esteja em casa, vou pegar minhas coisas.

- Pare um pouco. - Se me tocar de novo, te mato.

- Voc�s viram o que saiu hoje? - Jogue fora, a Paris vem vindo.

- Ainda tem coragem de aparecer. - Chega. Deixe-a em paz.

O que veio fazer aqui?

N�o � da sua conta. Nos vemos na escola.

Voc� n�o pode voltar para a escola.

Lamento desapont�-lo, mas eu devo voltar.

Ningu�m te quer mais, n�o recebeu o recado?

Aquele que voc� enviou pela janela?

Sim. Recebi e entendo seu sentimento.

Agora fa�a o favor de tentar entender o meu.

Eu me referia ao abaixo assinado.

Qual abaixo assinado?

E querem me demitir por algo que meu marido pode ter feito?

O abaixo assinado j� tinha sido apresentado antes

do incidente envolvendo seu marido.

Sabe que h� muito tempo h� hostilidade contra voc�.

S� vinda de quem...

n�o entende nada.

Os alunos me adoram.

Mesmo assim, desde hoje cedo, as assinaturas dobraram.

E como procederemos?

Voc�s prestar�o queixa e os advogados se entender�o.

Professora, n�o me obrigue a usar m�todos desagrad�veis.

H� o tempo dos tribunais, mas enquanto isso,

eu posso tornar sua vida imposs�vel

se continuar insistindo em impossibilitar a minha.

Por que quer viver este inferno se pode evit�-lo?

Pe�a transfer�ncia.

Saia de licen�a maternidade.

E depois das f�rias, recomece numa nova escola

em Turim ou onde preferir, mas longe de tudo isso.

QUERIDO, NA PR�XIMA QUINTA EU N�O POSSO

- O QUE ME DIZ DE QUINTA? - ONDE E A QUE HORAS?

GRANDE HOTEL ATLANTIC. RODOVIA DE BORGARO. �S 15H.

DESTINAT�RIO: FEIO

- Bom dia. - Bom dia.

Entre, por favor.

Desculpe n�o ter avisado, mas � urgente.

Imagina, n�o tem problema. Entre e fique � vontade.

- Aceita uma x�cara de caf�? - Aceito, obrigada.

E sua esposa?

Ela foi embora de casa.

Preciso saber onde estava a Sofia quinta passada.

N�o sei. Ela n�o me dizia muitas coisas.

Mas voc� n�o tinha me dito que toda quinta ela...

Sim. Mas talvez tenha surgido algum compromisso inesperado,

algum imprevisto.

Claro. Ela estava no hospital, eu mesmo a levei.

A cada seis meses ela passava por uma consulta

por causa da disfun��o metab�lica

que tinha desde que nasceu.

- Agrade�o pela informa��o. - N�o h� de qu�.

Andrea, v� at� o D.H.P.P.

e consiga nome e endere�o de um dos clientes da Sofia.

Aquele que usa o nickname Feio.

DE TIO GIULIO: VOC� SUMIU? PRECISAMOS CONVERSAR

DE VALERIA: NOS VEMOS � NOITE NO HOTEL ATLANTIC

Conseguiu o nome do Feio?

Sim, mas n�o foi f�cil convencer o colega do D.H.P.P.

Ele quis saber por que voc� queria.

- E o que voc� disse? - Que o avisaria logo.

A investiga��o agora � dele.

Estrela-do-mar, tinha encontros toda ter�a e quinta.

Exceto quinta passada.

Nas conversas, ela disse que tinha compromisso.

Ent�o o Feio entrou em contato com ela

e eles marcaram encontro para aquele dia.

Ela mudou de ideia ou o compromisso foi cancelado.

N�o, o pai dela disse que ela tinha uma consulta.

- Ent�o o qu�? - N�o sei.

Quero saber se o Feio foi ao encontro e com quem,

visto que a Sofia n�o foi.

Qual o nome e endere�o dele?

Eu j� o intimei, est� te esperando l� dentro.

- Olha, me desculpe por ontem... - N�o. Eu que te devo desculpas.

S� queria te distrair um pouco do trabalho.

Perd�o, h� tr�s anos espero que voc�s me prendam.

Mas � melhor assim.

E o que acontecer� agora?

Precisar� esperar o fim da investiga��o.

No momento s� preciso de uma informa��o.

Quinta passada, naquele quarto, era ela?

N�o. De jeito nenhum. N�o era ela.

E saberia descrever a garota?

Sim, era um pouco menor.

Tinha cabelo preto

e mechas tingidas de vermelho.

Isso mesmo.

Quero manter tudo igual, telefone e internet.

Certo. Obrigada.

Como vai pagar pelo plano da internet?

Vou arranjar o dinheiro, n�o se preocupe.

Se � boa em arranjar dinheiro,

use em outra coisa e n�o com a internet.

E o que faz aqui, n�o deveria estar na escola?

Hoje � dia de dedetiza��o.

Marianna, seu telefone.

Que lugar � este?

Vai, d� um pega voc� tamb�m.

Assim mesmo, muito bem.

Vamos nos divertir.

Vem c�.

Voc� vai dar um desconto?

Fume mais um pouco.

Outra rodada.

Obrigada.

Caralho. Acorde.

Abra os olhos.

- Me ajude. - Deixa comigo.

- Vamos coloc�-la no sof�. - R�pido, coloque aqui.

Acorde, garota.

Acorde, porra. Ligue para a emerg�ncia.

- Ela � menor de idade. - Estamos fodidos.

Use o telefone dela, n�o com o seu.

Porra, n�o estou achando.

Vamos dar o fora daqui.

- Fizemos merda. - Que diabos est� dizendo?

Minha filha n�o se prostitui.

Sr. Miceli, n�o � uma hip�tese.

E n�o me diga que � um pai sempre presente na vida dela,

pois tenho outras informa��es.

N�o notou nada diferente nela, como dinheiro e roupas?

Pense bem.

Ou algum lugar aonde ela possa ter ido.

Papai...

Minha querida.

A ideia foi da Sofia.

Eu s� precisava do dinheiro.

A primeira vez que fui no lugar dela

foi Alessio quem organizou tudo.

Foi na quinta-feira em que ela ia ao m�dico.

Mas na quarta quando apareci para conversar,

ele me mandou embora.

Voc� foi ao hotel ver o Alessio no dia que Sofia morreu?

- E vi o Cardani. - Onde?

Na rodovia, ele andava de um jeito estranho.

Foi s� por um instante e depois...

passou um caminh�o.

Voc� lembra que caminh�o era?

Lembro da escrita lateral, era algo estranho.

- Que escrita? - "Odio".

Mas talvez estivesse faltando uma parte.

Eu cuido disso.

Sinto muito.

Mas como explicaria que estive l�?

Voc� sabia que Sofia e Cardani se encontrariam?

N�o. Acho que aquela foi a primeira vez.

Mas alguns clientes tinham o n�mero dela, pode verificar.

N�o tem n�mero de cliente no celular dela.

- Estou falando do outro. - Que outro?

Achei que voc� soubesse.

Ela tinha um celular que usava s� com clientes habituais.

Ela pediu que n�o contasse para ningu�m, nem para Alessio.

Me passe o n�mero.

Falei com a Pol�cia Rodovi�ria.

Talvez seja a empresa Transporte Rodio.

Vou mandar algu�m busc�-los.

Avise o Mattei que quero a quebra de sigilo deste n�mero.

- At� logo. - At� logo.

Eu s� queria ir para Sydney ver o Lorenzo, pai.

Voc� ir�. Venderemos o s�tio e comprarei a passagem.

Ele praticamente se jogou embaixo do caminh�o.

Pensei que fosse algu�m que queria se matar.

- Aqui est�, detetive. - N�o pude evitar, entende?

Assine aqui.

Voc� poderia ter parado,

mas preferiu fingir que estava tudo bem e se safar.

S� que tomou a decis�o errada.

Venha.

L�grimas de crocodilo. Nem sinal do outro celular.

Consegui o rastreamento at� o dia do homic�dio.

Em tempo recorde e sem que Lombardi saiba.

Ela comprou na mesma loja onde comprou aquele com o pai.

Disse que tinha quebrado e pediu outro do mesmo modelo.

Os pais n�o sabiam de nada, revistamos a casa e n�o achamos.

Porque ele n�o est� l�.

Me d� seu telefone.

Refiz o percurso dos dois celulares da Sofia.

Eles sempre coincidem, at� o dia anterior ao homic�dio.

Todo dia os dois celulares sa�am de casa e iam � escola.

Mas dessa vez, s� um voltou para casa com ela.

O secreto ficou na escola at� o dia seguinte.

Para depois alcan��-la no hotel, �s 15h.

Sofia o perdeu na escola,

Cardani o encontrou e guardou, mas n�o o levou para casa.

Depois entrou no chat, marcou encontro para o dia seguinte

e levou o telefone com ele.

Ent�o ele n�o a contatou por acaso? Ele sabia.

Mas se Cardani o levou ao hotel, onde ele foi parar?

Foi onde ele deixou de ser rastre�vel.

Sim, mas onde ele est�?

N�o estava com Cardani n�o estava com a Sofia,

e a Per�cia n�o o encontrou.

Quem o pegou?

� todo seu.

O que quer de mim de novo? Eu j� contei tudo.

Eu errei. Me arrependi e enfrentarei o processo,

mas enquanto isso devo manter meu emprego.

Meu turno come�a em meia hora.

N�o vai precisar dele,

desta vez tenho inten��o de te prender.

S�o duas garotas e n�o uma, Marianna me contou tudo.

- Ela s� foi uma vez... - Te acuso de reincid�ncia.

N�o vai escapar da pris�o preventiva.

J� avisei o juiz, h� uma viatura te esperando.

Agora me diga onde est� o telefone.

Juro que n�o sei do que est� falando.

Voc� entrou no quarto antes de n�s?

Sim, eu entrei.

Sofia n�o voltava, eu estranhei e fui checar.

Ela estava morta.

Eu sa� e fingi que nada tinha acontecido.

- E pegou o celular dela. - Juro que n�o toquei em nada.

Eu fechei a porta, s� isso.

Algu�m pode ter entrado antes ou depois de voc�?

Eu fiz a c�pia da chave.

Uma ficava comigo e a outra com a Sofia.

Algu�m do hotel com uma chave mestra?

Sim, pode ser, mas acho estranho.

O quarto j� tinha sido arrumado

e os funcion�rios passam pela recep��o onde eu fico.

Uma faxineira que talvez tivesse esquecido algo?

O quarto foi limpo no dia anterior.

Mas v� saber...

N�s terminamos.

Pode acompanh�-lo at� o carro.

Ou algu�m do hotel pegou o celular,

ou caiu da janela com o Cardani e voou para algum lugar.

Vamos voltar para o hotel.

Aqui ele n�o est� e se caiu da janela, se despeda�ou.

Se despeda�ou e n�o achamos nenhum peda�o?

Se eles mentiram, n�o sei mais trabalhar,

acho que ningu�m do hotel o pegou.

- � o Lombardi. - N�o atenda.

Contei uma mentira, ele n�o sabe que estou aqui.

Al�?

Passe para a Valeria, sei que ela est� a�.

Sim.

- Pode falar. - Por que me envergonha assim?

Se quer fazer o que bem entende n�o comprometa outras pessoas,

envolveu at� o pessoal do D.H.P.P.

Eu disse que o caso n�o estava encerrado.

E da� que havia outro celular?

Cardani o achou e marcou encontro com a garota.

O que mais aconteceu em dois dias de investiga��o?

- Encontramos o motorista. - Eu sei.

Foi por isso que n�o te suspendi.

Ainda n�o descobrimos que fim deu esse celular.

O que voc� pensa em fazer?

Reabrir o caso.

Quero saber quem encontrou o telefone da Sofia.

Voc� volta da sua folga e decido se reabrirei o caso.

Voc� reabre o caso e eu volto da minha folga.

Como ela tem coragem de aparecer aqui?

Ela n�o tem vergonha?

Angela, o que faz aqui?

Preciso fazer isso pela Sofia.

Que cara de pau.

Pe�o desculpa a todos pelo atraso.

Mas n�o foi uma decis�o f�cil.

Quero dedicar este momento � minha filha.

� Sofia!

Por que voc� sumiu? Giacomo n�o me deixa em paz.

Hoje Costanza s� queria ir � escola se voc� a levasse.

E n�o vai perguntar nada sobre a minha m�e?

Eu sei que j� sabe de tudo, foi ela que contou?

Contou que voc� a levou at� a casa do lago.

� verdade que meu pai queria nos abandonar?

Ele era seu irm�o, teria te contado algo assim.

Porra, tio. Em que devo acreditar?

At� agora tinha sido leg�tima defesa,

levei 17 anos para saber que n�o era verdade.

Agora ela diz que o matou porque ele queria nos deixar.

Essa � a verdade?

Sim, � a verdade.

E eu sabia.

Quando voltar� para casa?

J� passou tanto tempo, Valeria.

Por que n�o tenta deixar tudo para tr�s?

Sempre estarei aqui para voc�, n�o se esque�a.

Com licen�a, senhores.

Licen�a.

Obrigado.

Com licen�a.

- Onde � o leil�o de moedas? - L� em cima, mas j� acabou.

Obrigada.

N�s fazemos um evento por m�s neste hotel.

E para participar � preciso se registrar? Existe uma lista?

N�o, a entrada � livre.

Tem como saber quem participou?

Quem compra � registrado e tamb�m tem os v�deos.

Preciso dos v�deos dos �ltimos quatro meses.

Voc� esteve naquele hotel numa quinta h� dois meses.

Quem disse?

O v�deo do leil�o de moedas do qual participou.

- E da�? - Sofia tamb�m estava no hotel.

Aos olhos de qualquer um,

poderia parecer uma mo�a bonita que chamava a aten��o.

Mas voc� a conhecia e sabia que era uma crian�a.

E ao inv�s de contar para os pais

- decidiu se aproveitar dela. - O que est� dizendo?

Eu s� a vi passar. N�o sabia o que ela estava fazendo l�.

Se aproximou no mesmo dia ou foi na escola?

O que disse para ela?

Que se n�o dormisse com voc�, contaria para a m�e dela?

Eu n�o disse nada.

Aproveitou dela por dois meses.

Talvez nem a pagasse e s� usasse a chantagem.

Achou mesmo que era superior aos outros clientes?

Est� enganado.

Sofia se prostitu�a com voc� e com os outros.

Provavelmente de voc� ela tinha mais nojo.

N�o � bem isso. N�o � nada disso!

N�o queria que se prostitu�sse, pedi mais de mil vezes a ela.

Por que a matou?

Foi um acidente.

Ela tinha me prometido, n�o precisava sair com outros.

Eu dava dinheiro sempre que ela pedia.

Depois voc� achou aquele telefone

cheio de mensagens e fotos que ela enviava aos clientes.

Foi o Cardani que achou.

Ele me entregou e achava que era de uma das alunas,

mas n�o sabia de quem.

Sofia assinava as mensagens como Estrela-do-mar.

E o que voc� fez?

Eu disse ao Cardani

que resolveria e depois procurei a Sofia.

Ela... negava as evid�ncias.

E disse que tinha combinado com o rapaz

que n�o atenderia mais.

Mas queria o celular de volta e n�o devolvi.

Se estivesse falando a verdade, n�o precisaria mais dele.

Mas ainda assim n�o acreditou nela.

No dia seguinte, era ter�a-feira,

eu fui ao hotel

e quando ela chegou, a segui at� o quarto.

Quando me viu ela ficou furiosa, disse coisas horr�veis.

E bati nela.

Mas se ela n�o tivesse batido naquele m�vel...

Era s� uma briga.

Eu tentei socorr�-la, mas...

Foi uma fatalidade.

E o Cardani?

Eu disse que o celular n�o era de nenhuma aluna.

Ele n�o acreditou em mim

e entrou no quarto um segundo depois de tudo.

E voc� o empurrou da janela?

Agi por instinto, n�o sei no que pensei...

Pensou que ele te denunciaria se sobrevivesse.

Do contr�rio, teria chamado a ambul�ncia ao v�-lo levantar.

Eu n�o vi. N�o tive coragem de olhar para baixo.

Voc� tinha raz�o.

Seu esposo estava l�

para convencer Sofia a parar de atender.

Obrigada.

- Oi. - Oi.

- Voc� est� sozinho? - Estou.

Giacomo n�o est� aqui?

Me sirva uma dose.

Voc� a viu?

- Conversou com ela? - Ontem.

Mas foi sofrido, odeio mentir para ela.

Voc� contou a mesma hist�ria para o Giacomo?

N�o. Para ele eu n�o disse nada.

Mais cedo ou mais tarde eles conversar�o.

Espero que n�o.

Me desculpe.

� a Valeria.

O que ela escreveu?

Que vai ficar na minha casa.

Giulio...

ela n�o pode saber.

Nos vemos amanh�.

Valeria, precisamos encontrar um jeito menos conflitante

de nos relacionarmos no trabalho e na vida tamb�m.

Eu sei, tenho andado muito nervosa.

Mas vai passar.

S� me d� um pouco de tempo.

Est� certo.

Voc� tem raz�o.

Precisamos conversar.

N�o est� mais dando certo.

Espera, eu n�o tinha a inten��o de...

Fora que n�o � verdade.

Desde que sua m�e chegou, tudo se complicou,

voc� est� brava comigo por causa da investiga��o.

N�o tem nada a ver com a minha m�e.

Eu s� me dei conta...

que n�o consigo conversar com voc� sobre tudo.

E voc� deveria ser essa pessoa.

Claro que pode conversar comigo.

Sei que investigou sozinha, mas j� me desculpei.

- � s� uma quest�o de trabalho. - Deixe o trabalho fora disso.

- Voc� tem outro? - N�o. O que isso tem a ver?

Tem sim. � uma pergunta simples: voc� tem outro?

Sen�o o que n�o consegue dizer, do que n�o pode falar?

Digamos que acabou e ponto final.

� muito mais simples.

Vamos sair para jantar, tomaremos um vinho,

conversaremos e voc� me diz o que pensa.

� exatamente esse o problema, Giorgio.

Eu n�o quero mais.

Sinto muito, n�o � culpa sua.

Tem certeza que quer terminar assim?

Tenho que ir agora.

Venha, entre.

N�O MATAR�S

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