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Cad� a Vanessa?
Ela passou mal e foi embora.
Voc�s combinaram? Por isso ela n�o me quer aqui.
Para sair transando por a� enquanto voc� a acoberta.
Algum problema?
Que diabos voc� quer? Estou falando com ela.
Stefano, se n�o for embora, chamarei a pol�cia.
Voc� tamb�m est� transando com ela?
N�o sei do que est� falando, mas � melhor ir embora.
Stefano.
Sua chamada est� sendo encaminhada
para a caixa de mensagens.
Gloria, aqui � o papai.
Querida, n�o pode me pedir para cobrir uma madeira t�o bela
com esta tinta horr�vel.
Se quer mesmo cometer esse pecado mortal,
n�o ter� a minha ajuda.
Bem, te amo mesmo assim. Tchau, amor.
Boa noite.
Oi.
Oi.
- Como foi o jantar? - Foi bom.
- Voc� voltou mais cedo? - Voltei.
Faltou um jogador e desmarcarmos a partida.
- Voc� vem dormir? - Sim. J� vou.
Equipe inSanos apresenta:
Tradu��o e Sincronia: JuLima
Revis�o Final: LikaPoetisa
N�O MATAR�S 1� Temporada | Epis�dio 7
CASO FERRO
- Por que a ambul�ncia? - A faxineira chamou.
A coitada achou que a v�tima tivesse passado mal.
Ela est� falando com o Luca.
- Ela n�o tinha visto a ferida. - Qual ferida?
Um pequeno furo abaixo da axila. Nunca vi ningu�m matar assim.
- Como se chama a v�tima? - Gloria Severini.
Tinha 45 anos, separada e morava com o filho Stefano de 20 anos.
- Ele j� foi avisado? - Estamos procurando por ele.
Ele precisa explicar por que n�o nos chamou.
Estava em casa hoje cedo, a faxineira o viu.
E ele nem a cumprimentou.
Encontrem-no.
23h25 TINHA ACABADO DE CHEGAR?
- Bom dia. - Bom dia. N�o pode passar.
Vou s� descarregar e j� saio, minha filha est� me esperando.
Vai dar canseira num pobre velho?
Em qual bloco o senhor ir�?
No 2F, minha filha mora l�. Gloria Severini.
Pode passar. Estacione ap�s a fita de isolamento.
- Est� certo. - Obrigado.
O que houve?
O senhor � o pai da Gloria Severini?
Sou. Aconteceu algo com minha filha?
Sinto muito. O senhor n�o deveria descobrir assim.
Preciso pedir que n�o toque em nada, por favor.
N�o posso nem abra�ar minha filha?
Agora n�o.
- Quando aconteceu? - Ontem � noite.
- Quem foi? - Ainda n�o sabemos.
Como ele entrou, a porta foi for�ada?
N�s acabamos de chegar.
Quando tiver informa��es mais precisas,
compartilharei com o senhor.
Por que os colocou num saquinho?
Ela provavelmente foi morta
com um objeto longo e pontiagudo.
N�o com estes.
Eles s�o de balsa, uma madeira leve
que se quebra facilmente.
Sei disso porque fui eu que fiz.
Eu dava de presente nos anivers�rios dela.
S�o muito bonitos.
Por favor, Sr. Severini.
Encontramos o filho.
Ele invadiu a escola da namorada e fez uma cena de ci�mes.
Ela se chama Vanessa.
Leve-o � delegacia.
Se ele n�o falar nada, tamb�m n�o fale,
quero ser a primeira a ver a rea��o dele.
- Leve a namorada tamb�m. - Pode deixar.
Vanessa, por que ligou para Gloria ontem � noite?
Por que voc� quer saber?
Voc� foi a �ltima pessoa a falar com ela.
� importante que eu tenha todos os detalhes
- para entender o que houve. - Stefano est� envolvido?
N�o. Por que acha isso?
Voc�s conversaram sobre ele?
Por isso est� perguntando?
Tudo o que me disser ficar� s� entre n�s duas.
Eu prometo.
Stefano descobriu que eu n�o estava no trabalho,
onde disse que estaria.
Sou gar�onete no quiosque da Piazza Verdi.
Ele costumava aparecer toda noite,
depois a Giovanna o proibiu, pois me atrapalhava.
Foi por isso que usei aquela desculpa.
Mas ontem ele apareceu e Giovanna ligou para me avisar.
- Quem � Giovanna? - A dona do quiosque.
Eu n�o fiz nada de errado, s� fui dan�ar com minhas amigas.
Ele n�o quer que saia com elas?
N�o. Ele pensa que saio sozinha para paquerar.
� muito ciumento.
E ap�s Giovanna te avisar, voc� ligou para Gloria.
Tive medo de voltar para casa,
sabia que ele estaria me esperando, como sempre.
Estava com medo de qu�?
Ele � violento? Te agride?
Ele me d� uns tapas de vez em quando.
Isso � agress�o.
Por que ligou para Gloria?
Era a �nica com quem eu me abria,
meus pais n�o gostam do Stefano.
O que voc�s conversaram?
Ela tentou me acalmar.
Disse que ele estava em casa e conversaria com ele.
Disse que ele estava em casa com ela?
Sim. Quer dizer, n�o disse que estava com ela,
s� disse que ele estava em casa.
Acha que ela atendeu de num lugar fechado?
N�o sei, eu estava na discoteca.
Por que me faz todas essas perguntas?
Eu j� te disse.
Preciso de detalhes para saber como tudo aconteceu.
Onde est� o Stefano? Posso v�-lo?
Claro, s� precisa ter um pouco de paci�ncia.
Eu falarei com ele antes.
Pode esperar aqui, se preferir.
Pode contar o que conversamos, eu sei que n�o foi ele.
Ele perguntou da m�e?
N�o. Acha que est� aqui por causa da confus�o na escola.
Ou � o que quer nos fazer acreditar.
- Quem � aquele? - Sei l�.
- Quem � ele? - Lorenzo Ferretti.
Ex-marido da Gloria.
- Voc�s o avisaram? - N�o, foram os vizinhos dela.
- Voc� � a respons�vel aqui? - Sim, detetive Valeria Ferro.
Sinto muito pela sua ex-mulher.
Por que n�o posso ver meu filho?
Poder� v�-lo em alguns minutos.
Todos falam a mesma coisa, mas posso saber o que houve?
Sr. Ferretti...
sua esposa foi assassinada em casa, ontem � noite.
Achamos que Stefano estava l�, mas n�o foi ele que nos avisou.
- Deve haver alguma explica��o. - Certamente.
Enquanto eu n�o descobrir, n�o poder� falar com ele.
Entendido?
Venha. Vou te servir um caf�.
N�o acham que est�o exagerando?
O que fiz de mal? S� queria falar com minha namorada.
Voc� n�o est� aqui pelo ocorrido na escola.
Realmente n�o sabe por que est� aqui?
Foi a Giovanna que chamou voc�s?
Que horas voltou para casa ontem � noite?
- Por qu�? - Que horas voc� voltou?
N�o sei. N�o lembro.
Voc� voltou antes das 23h09.
Quer saber por que te digo um hor�rio t�o exato?
Porque �s 23h09, Vanessa ligou para sua m�e.
Ela ficou apavorada ao saber que voc� n�o a achou.
E sua m�e respondeu que voc� estava em casa.
Por isso eu sei quando voc� voltou.
Voc�s falaram com a Vanessa?
Estava em casa quando sua m�e chegou?
Eu?
N�o. Mas por que est� falando da minha m�e?
Voc� estava nervoso, tinha brigado com a Vanessa.
Sua m�e ficou do lado dela e voc� perdeu a cabe�a, certo?
- De que diabos est� falando? - Sua m�e morreu, Stefano.
Ela foi morta na casa de voc�s, ontem � noite, �s 23h25.
Dezesseis minutos ap�s avisar Vanessa que voc� estava em casa.
Mas eu...
Voc� dormiu em casa.
Hoje cedo tomou um banho e a faxineira te viu sair.
E sua m�e estava ca�da no ch�o.
Me diga o que devo pensar?
N�o. N�o � verdade.
- Fique sentado. - Cad� minha m�e?
Onde ela est�?
Que diabos est� fazendo?
Pode solt�-lo.
Ela n�o estava em casa quando voltei.
N�o � verdade que est� morta, eu...
Eu a teria visto.
- Por que disse que ela morreu? - N�o tenho motivo para mentir.
Sinto muito.
Gloria ainda n�o chegou?
N�o, Dr. Persico. Posso fazer algo pelo senhor?
Preciso dos documentos do caso Lettieri.
Eu mesma posso procurar.
Sim, mas seja r�pida. Preciso disso agora.
Al�?
Posso entrar?
Obrigado. At� logo.
Encontrei.
Dr. Persico, os documentos.
Gloria est� morta.
Era a pol�cia, ela foi assassinada ontem � noite.
Conte para as outras, eu n�o saberia o que dizer.
- Claro. - Obrigado.
Voc�s duas eram amigas, n�o?
Sim.
Ent�o ela deve ter contado sobre n�s.
Eu sei como voc�s mulheres s�o.
Mulheres furiosas sempre exageram tudo.
Eles nos bombardear�o de perguntas.
E n�o precisar� desenterrar aquela velha hist�ria, certo?
Voc� deve estar cansada de bisbilhotar atr�s das portas.
Eu saberei como te compensar.
N�o direi nada.
�timo. Muito bem.
GLORIA, N�O PARO DE PENSAR EM VOC� E NO BEM QUE ME FAZ
SEU CHEIRO E SEU GOSTO N�O SAEM DE MIM
VOU ADORAR DAN�AR AGARRADINHO DOMINGO
QUERIA VOC� AQUI, SEU MATTEO
Por que sua m�e disse � Vanessa que voc� estava em casa?
N�o sei.
Ser� que voc� deixou as luzes acesas?
Talvez vendo de fora, ela achou que estivesse l�.
N�o lembro, estava nervoso quando sa�
e n�o sei se ficaram acesas.
Por que quebrou o celular?
Porque Vanessa n�o atendeu.
Voc� ligou para ela de dentro da sua casa?
Sim.
Na cozinha havia um porta talheres quebrado.
- Foi voc�? - N�o. Acho que n�o.
Tamb�m achei tr�s espetos de ferro.
Minha m�e...
sempre fazia espetinhos.
Ela dizia que um era pouco e tr�s eram demais.
N�s sempre com�amos dois cada um.
Ela foi morta com um deles?
Talvez.
Voc� sabia que sua m�e tinha sa�do ontem,
por isso n�o a procurou quando voltou, certo?
Ela sa�a todas as noites.
Sabe para onde ela foi?
N�o.
Ela estava saindo com algu�m?
N�o sei. N�o convers�vamos muito.
N�s moramos juntos, mas...
quase nunca nos encontr�vamos.
Mas...
ela ainda estava viva quando voltei?
Eu poderia ter salvado a vida dela?
Precisamos esperar o laudo da aut�psia.
Mas acredito que n�o.
Voc� vai me dizer depois da aut�psia?
Claro.
- Pode vir aqui? - Agora n�o, Mattei.
Acho que deveria.
Me espere aqui.
Veja.
Por que ele est� algemado?
Ele arrombou a porta da casa do ex-marido da Gloria
- e vasculhou tudo. - Por qu�?
N�o disse, avisou que s� fala com voc�.
Venha, Sr. Severini.
Foi aquele bastardo que matou a minha filha.
Lorenzo Ferretti?
- O ex-marido da Gloria? - Sim, ele mesmo.
Por que entrou na casa dele, o que procurava?
Ele certamente ficou com a chave da casa da minha filha.
Foi com ela que ele entrou.
Ele � o ex-marido.
N�o acho que teria problemas em entrar.
H� duas semanas,
Gloria me pediu para trocar a fechadura.
Eu deveria ter trocado na hora
ao inv�s de perder tempo com meus m�veis est�pidos.
E deveria ter notado que ela estava com medo.
Se tivesse trocado, minha filha ainda estaria viva.
Ela disse que queria trocar a fechadura por causa dele?
N�o, mas eu sei que era por isso.
Aquele homem � capaz de tudo.
Ele parece inofensivo, perdedor, mas � tudo mentira.
� fingimento daquele bastardo.
Por que tem tanta certeza que foi ele?
Minha filha era uma mulher cheia de vida.
Mas quando estava com ele, virava outra pessoa.
Ficava nervosa, triste.
Ele tirou dela a vontade de viver.
E nunca aceitou
que agora ela poderia ter uma vida feliz.
Por isso a matou.
Foi a Gloria que te disse essas coisas?
Ela n�o falava dos problemas. Guardava tudo para ela.
Desde crian�a ela era assim.
Por que est� me olhando assim?
Acha que estou inventando tudo?
Mas n�o estou, eu sei que foi ele. Eu sei e basta.
O senhor n�o est� me dando muitos elementos.
Mas procure por eles.
Volte a falar com ele, o interrogue.
� o seu trabalho, n�o? Ent�o fa�a direito.
O que ele fez?
E por qu�?
Ele est� convencido que voc� matou a Gloria.
Como �? E voc�s acreditaram?
� uma acusa��o s�ria. Sou obrigada a investigar.
Isso � um absurdo.
Eu achava que ela nem tinha pai.
Ele nunca cuidou da filha.
E agora acha que sabe das coisas?
Ele n�o sabe nada de mim e da Gloria.
Ent�o me conte como era sua rela��o com ela.
N�o falarei da minha vida por causa de um velho inSano.
E nem sei quando aconteceu, nem como.
Ningu�m me diz nada.
Aconteceu ontem � noite, eu j� tinha falado.
- Por volta das 23h30. - Exato. Eu estava no cinema.
- Qual cinema? - O Roxy.
Acho que ainda tenho...
Me desculpe.
Aqui est�.
O ingresso.
Por que s�o dois, algu�m te acompanhou?
Eu tinha um encontro com uma mulher, mas...
Bem, n�o � um momento muito feliz.
Ela furou comigo e assisti ao filme sozinho.
Quer saber como era minha rela��o com a Gloria?
Quando ela me deixou, achei que n�o sobreviveria.
Ela e o Stefano eram a minha fam�lia.
N�s brigamos, claro...
como fazem todos os casais quando se separam.
Depois a vida continua, o tempo passa
e voc� percebe que aquela continua sendo a sua fam�lia.
Eu e Gloria constru�mos uma rela��o diferente.
A gente se gostava.
E am�vamos nosso filho.
Ela at� me emprestou dinheiro h� uns 10 dias.
Estou desempregado h� um ano.
E ela me ajudava. Entende?
Como eu poderia machuc�-la?
Mas ele n�o sabe essas coisas. N�o tem como saber.
Pois nunca se importou com a filha.
Agora posso ver o Stefano?
Precisar� ter mais um pouco de paci�ncia.
Ainda tem a chave da casa da Gloria?
N�o. N�o tenho mais desde que nos separamos.
Pode verificar, se quiser.
Sinto muito.
Como voc� est�?
- Onde esteve ontem? - Stefano, por favor, agora n�o.
Onde voc� estava?
Na discoteca com umas amigas.
Quais amigas?
Giada e Veronica.
Ent�o ligue para elas, quero perguntar.
- N�o. N�o vou ligar. - Ent�o me d� o telefone.
- Eu ligo. - N�o.
- Me d� o telefone. - Stefano, chega.
- Me d�! - Stefano!
Acabaram de matar sua m�e, como pode pensar nisso?
� culpa sua se ela morreu.
Se voc� n�o estivesse vadiando, eu teria visto ela.
Dormi com a minha m�e morta na sala, entende?
Eu poderia salv�-la,
se voc� n�o confundisse minha cabe�a como sempre faz.
Voc� � maluco, eu vou embora.
A caixa do cinema lembra bem do pai do Stefano,
ele esqueceu o celular e voltou busc�-lo ap�s a sess�o.
Ainda assim verifiquem a rela��o dele com a ex-mulher.
E pe�a a quebra do sigilo telef�nico do Stefano.
Ainda acha que foi ele?
N�o. Preciso para estabelecer a hora exata que voltou.
E descubram onde Gloria esteve antes de voltar para casa.
Sr. Severini, pode ir.
Ele estava no cinema, n�s verificamos.
N�o pode ter sido ele.
Est� enganando voc�s. Ele � bom com as palavras.
Ou�a, ele foi visto.
Na hora do crime, n�o poderia estar na casa da Gloria.
Voc�s est�o errados.
E ent�o, o que me diz?
A ferida mortal � aquela abaixo da axila esquerda.
Um �nico golpe dado com muita for�a,
por algu�m destro.
A arma penetrou entre duas costelas
e perfurou o pulm�o esquerdo.
Dois cent�metros a menos e ela teria se salvado.
Recebeu os espetos da Per�cia?
Sim, a ferida � compat�vel.
Est�o examinando para ver se encontram res�duos de sangue.
Ainda falta um.
Provavelmente o que foi usado e depois levou embora consigo.
Ela teve muito azar.
Se n�o tivesse desmaiado, poderia ter pedido ajuda.
- Ela n�o morreu na hora? - N�o.
Deve ter levado ao menos 20, 30 minutos.
Ela poderia ter sido salva?
Se tivesse sido socorrida imediatamente, talvez sim.
Mas por que pergunta?
O filho voltou para casa pouco depois e n�o a viu.
Voc� n�o � obrigada a contar para ele, n�o?
Acho que esta porta j� era.
Devo ter uma corrente em algum lugar.
Por enquanto podemos fechar com aquilo.
H� quanto tempo est� morando aqui?
Nunca se perguntou por que ultimamente
sempre te levo para comer fora?
Por que o vov� te acusou?
Porque � um velho inSano.
Ele nunca me suportou.
Stefano...
Sabe que com sua m�e as coisas n�o deram certo.
No in�cio eu sofri, mas continuei gostando dela.
Eu jamais encostaria um dedo nela.
- Voc� sabe disso, certo? - Claro, pai.
Voc� precisa acreditar nisso
e n�o nos del�rios de um velho inSano.
Garanto que daremos um jeito.
O que aconteceu com sua m�e
n�o deve nos atrapalhar.
Pelo contr�rio...
� por ela que devemos fazer dar certo.
Oi.
N�o preparou o jantar?
O que foi?
Gloria...
O que tem ela?
Ela foi assassinada.
O que est� dizendo?
Hoje de manh� ela n�o apareceu no escrit�rio.
Depois a pol�cia ligou e nos avisou.
Foi ontem � noite, ela foi morta em casa.
Ainda n�o consigo acreditar.
Voc� j� sabia desde hoje de manh�?
E por que n�o me avisou?
N�o sei, n�o...
- Estava chocada, n�o pensei... - Como n�o pensou, porra!
Roberta...
Por que est� gritando?
Gloria era minha melhor amiga.
N�o imagina como estou me sentindo agora.
O que importa se n�o te avisei antes?
Verdade, me desculpe.
Voc� tem raz�o. Est� certa, perd�o.
Estou indo. Tchau.
- A gente se v� �s 11h. - Por qu�?
Como assim? A consulta est� marcada h� duas semanas.
A consulta... � mesmo.
Eu me confundi, certo?
� que passamos mais tempo naquele lugar do que em casa.
E a minha presen�a n�o � t�o indispens�vel.
Me desculpe.
� que essa hist�ria da Gloria me chocou um pouco.
- E acha que n�o me chocou? - Sim, eu sei.
Bem, agora...
vou para o escrit�rio
e vejo se me deixam sair mais cedo.
Tudo bem.
De qualquer maneira, eu te ligo.
- Est� certo. Tchau. - Tchau.
J� descobriram onde a Gloria esteve?
Ainda n�o. O registro telef�nico dela
� mais extenso que a lista telef�nica.
Mas conseguimos rastrear a �rea.
Estava entre Porta Palazzo e Via Stradella.
E tem algo interessante, ao voltarmos no tempo,
vimos que o celular se situava nesta �rea todo domingo,
at� por volta de uma da manh�. Tipo um compromisso fixo.
Mas na noite do homic�dio, ela foi embora mais cedo.
Descobri que a separa��o do ex-marido foi consensual.
Tamb�m falei com alguns vizinhos
e n�o havia conflitos nem quando eram casados.
E localizamos a mulher com quem Lorenzo ia sair.
Se chama Federica Giardini. E ela confirmou.
- E os registros do Stefano? - Rinaldi est� cuidando disso.
- Estavam falando de mim? - E os registros do Stefano?
Ele tinha contrato com uma nova operadora
que ainda n�o tem um acordo com o Minist�rio.
- Vai levar mais tempo. - Est� certo.
- Ent�o, sentiram minha falta? - Voc� precisa nos ajudar.
Deve pressionar uma operadora
para a quebra de sigilo. Rinaldi tem os detalhes.
� para j�. At� mais tarde.
Giorgio...
Posso dormir na sua casa hoje?
O que houve? Brigou com sua m�e de novo?
Senti sua falta.
Eu tamb�m senti a sua.
Desculpem se interrompo.
Aquele homem estava com a Gloria na noite do crime.
Eu e Gloria fomos dan�ar no Copacabana.
� um clube latino-americano perto de Porta Palazzo.
- Voc�s estavam envolvidos? - Est�vamos.
Por que s� se apresentou agora?
Tirou a alian�a porque pretendia n�o me dizer?
Ou�a, n�o estou aqui para julg�-lo.
Mas sua posi��o � muito delicada.
Por isso aconselho que seja sincero.
Roberta...
s� me contou o ocorrido ontem � noite.
Roberta � sua esposa?
- Sim. - E como ela soube?
Elas trabalhavam juntas no escrit�rio de advocacia.
Elas eram...
Enfim...
Muito amigas.
Depois a levou para casa?
N�o. Nos despedimos fora do clube.
- Voc�s iam todo domingo, certo? - Sim.
Mas como...
Descobrimos os movimentos dela atrav�s do celular.
Todo domingo minha esposa vai jantar
com amigas que conheceu pela internet.
Todas s�o mulheres que est�o tentando ter um filho.
E eu e Roberta tamb�m estamos tentando.
Por que foram embora t�o cedo?
Das outras vezes ficaram por muito mais tempo.
Imagino que n�o se encontravam apenas para dan�ar.
Tamb�m reservavam um quarto de hotel?
- Sim. - E por que desta vez n�o?
Gloria estava um pouco cansada.
Voc� n�o sabe mentir, Sr. Fresi.
Contei que queria me separar da minha esposa.
E Gloria...
respondeu que n�o dever�amos nos ver mais.
Evidentemente...
a amizade da Roberta era mais importante que meu amor.
Voc� voltou para casa em seguida?
Voltei.
N�o mudou sua rota e foi at� a casa da Gloria
para convenc�-la a mudar de ideia?
Eu n�o a matei.
Eu a amava.
Est� certo, pode ir.
Mas n�o desapare�a.
E precisar�o contar para minha esposa?
Por enquanto, n�o.
Ele me pareceu sincero.
Sim, mas quero o rastreamento do celular dele
para verificar onde esteve.
Voc�s j� foram ao escrit�rio de advocacia?
- Rinaldi e Mattei est�o l�. - Pe�a para trazerem a esposa.
CENTRO DE FECUNDA��O ASSISTIDA
O n�mero chamado encontra-se desligado
ou fora da �rea de cobertura. Tente mais tarde.
- Sentiu dor este m�s? - N�o.
Alguma perda?
Vi um pouco de sangue na calcinha
no dia da insemina��o.
- Mas depois n�o mais. - Isso � normal.
Agora relaxe os m�sculos e respire normalmente.
Muito bem.
Assim mesmo.
Sinto muito.
N�o deve desistir, podemos tentar de novo.
- Preciso falar com ele. - Beleza.
- Nos falamos depois. - Tchau.
Preciso te dizer algo importante.
Passei a noite toda pensando
e quero que a gente v� morar junto.
Eu ainda estou no colegial.
N�o agora, depois do ver�o.
Podemos alugar uma casa.
Assim poder� me vigiar mais.
O que deu em voc�? Eu te disse algo legal.
Para mim n�o � legal, como voc� n�o percebe?
Eu n�o queria fazer isso.
N�o agora.
Fazer o qu�?
N�o quero mais ficar com voc�.
Fico apavorada quando estamos juntos
e n�o vejo a hora que v� embora.
Voc� tem outro?
Por que deve haver sempre outro?
- Quem � ele? - Ningu�m. Eu n�o te amo mais.
Sabe o que sua m�e dizia quando eu chorava para ela?
"Quando decidir� deix�-lo?" Ela dizia isso mesmo te amando.
Por que colocou minha m�e no meio?
Por favor, me deixe em paz.
Pode entrar.
Roberta Fresi?
Por favor, fique � vontade.
Obrigada por ter vindo.
N�o deve ser f�cil para voc�.
O advogado disse que voc� e Gloria eram amigas.
N�o conseguimos descobrir com quem ela saiu naquela noite
antes de voltar para casa.
S� sabemos que ela foi a um clube
perto de Porta Palazzo, o Copacabana.
Alguma vez foram juntas a esse clube?
N�o, a gente n�o se via mais fora do escrit�rio.
Posso perguntar o motivo?
N�s continu�vamos sendo amigas,
mas desde que se separou do marido,
ela levava uma vida de solteira, nossas vidas eram diferentes.
Ela comentava sobre as rela��es sentimentais?
�s vezes.
Sabe se ela estava saindo com algu�m?
Talvez ela tenha ido com ele ao clube.
N�o.
Ela n�o me falou de ningu�m.
Posso tomar um copo d'�gua? Minha garganta est� seca.
N�s j� terminamos, se quiser pode ir.
Agrade�o sua disponibilidade.
Lamento se n�o fui �til.
N�o se preocupe. At� logo.
At� logo.
Gerardo!
Roberta Fresi sabe que o marido a tra�a com a Gloria.
Descubra os nomes das amigas com quem jantou domingo.
Pode deixar que cuido disso.
E ent�o, posso saber o que quer?
Acha que voc� e essa merda de caminhonete s�o invis�veis?
Est� mais calmo?
Voc� matou minha filha, n�o foi?
Pode convencer a todos com sua cara de perdedor,
mas n�o a mim.
Te convidei para vir aqui
para que assuma suas responsabilidades.
Entendeu?
Vamos tomar cuidado para n�o arrancar o bigode.
Prontinho.
Me desamarre, seu idiota.
Me enfrente como homem, assim quebro sua cara.
N�o matei sua filha. Eu estava no cinema.
A pol�cia n�o te disse?
Ent�o, sabe o que faremos?
Agora vai ligar para o seu filho
e avisar que passar� uns dias fora da cidade.
Mas muito cuidado, se bancar o engra�adinho,
enfiarei um prego na sua cabe�a.
O que voc� quer que eu diga para ele?
- N�o sei o que dizer. - Sei l�, pode dizer...
que ap�s viver um ano como parasita sugando a Gloria,
voc� decidiu arranjar emprego.
Acha mesmo que quando ela me pediu dinheiro
eu n�o entendi que era para voc�?
CASO GLORIA SEVERINI
CASO FERRO
- E o Giorgio? - Est� a�. Ficar� at� tarde.
Valeria.
N�s n�o t�nhamos um programa esta noite?
Sinto muito, mas tenho um monte de...
- Boa noite. - Boa noite.
- N�o, n�o... - Sim.
Aqui n�o.
- Aqui n�o, querida. - Sua secret�ria foi embora.
Valeria...
Voc� tem um timing perfeito, sabia?
Eu estava a ponto de chorar abra�ando sua blusa.
- Teria sido fofo. - N�o.
Teria sido pat�tico.
Ou�a...
J� faz um tempo que quero perguntar.
Voc� nunca teve d�vidas sobre a minha m�e?
- De que tipo? - Sobre a culpa dela.
N�o, por qu�?
Li o relat�rio do interrogat�rio que voc� escreveu,
- onde ela confessou. - O que voc� fez?
Nem voc�, nem o juiz acreditaram nos motivos dela.
Voc� escreveu que ela mentiu
quando disse que matou meu pai
porque ele era ciumento e a agrediu.
Claro que ela mentiu, como todo culpado quando � pego.
Eles inventam um motivo para obter a diminui��o da pena.
- Me deixe terminar. - N�o, voc� deveria ter pedido.
- � o homic�dio do meu pai. - Valeria, o que fizemos aqui?
Voc� veio, fez amor comigo para me amolecer
e me interrogar como faz com seus acusados?
- N�o foi isso. - Foi. E n�o consigo acreditar.
Monica me disse que na pris�o minha m�e revelou ser inocente.
Aquela inSana que matou a m�e com 20 facadas?
Voc� vai dar ouvidos para algu�m assim?
Ela n�o tinha motivo para mentir.
Ainda que fosse verdade,
quantos presidi�rios j� viu jurando inoc�ncia?
Mas minha m�e tinha confessado.
Ela confessou porque era culpada!
Quando entrei naquela casa depois que Lucia nos chamou
para comunicar o sumi�o do seu pai,
era evidente que ela estava mentindo.
Encontramos o cad�ver no lago,
achamos a faca com as digitais dela
e ela confessou.
Por que passaria 17 anos na pris�o se fosse inocente?
E por que voc� n�o quis descobrir o real motivo?
- Por que eu n�o precisava! - Mas eu sim!
Eu preciso saber por que minha m�e matou meu pai.
Ent�o v� perguntar, converse com ela.
Mas n�o venha me dizer que n�o fiz bem meu trabalho
s� porque n�o tem coragem de enfrent�-la!
� o seu.
- Sim. - Ainda est� na delegacia?
N�o, sa� um pouco, mas j� estou voltando.
Roberta Fresi n�o jantou com as amigas.
- Voc� tem certeza? - Sim, elas confirmaram.
Certo, a intime de novo. Estou chegando.
Giorgio, escuta, eu...
Tudo bem, pode ir.
Oi, querida.
Voc� est� a�?
Esqueci de carregar o celular e ele descarregou.
Passei o dia com ele assim. Como foi a consulta?
Por que est� vestida assim?
Estou gr�vida.
N�s conseguimos, meu amor.
- � uma not�cia maravilhosa. - Sim. Temos que festejar.
Me leve para dan�ar naquele clube latino-americano
onde j� me levou uma vez.
Mas voc� precisa repousar. O que a m�dica disse?
Quando ela deu a not�cia, me senti aliviada.
Andei pensando que tenho sido uma p�ssima esposa.
N�o. O que est� dizendo?
Eu estava obcecada por um filho e te deixei de lado.
E agora quero que tudo mude, quero te fazer feliz.
- Eu sou feliz. - Mas quero te fazer mais feliz.
- Mais ainda? - Sim.
Me leve para dan�ar.
- Devagar, cuidado. - Dance, amor.
Vamos nos sentar.
- Aonde vai? S� mais uma. - Venha. Chega.
- Onde est�? Achei. - Voc� est� bebendo muito.
- N�o estou. - Nas suas condi��es n�o � bom.
- O que colocam aqui dentro? - O que voc� acha? Chega.
- � delicioso, quero outro. - Chega!
- N�o gosta de me ver b�bada? - N�o, n�o gosto.
Quando voltarmos para casa, poder� fazer o que quiser.
Certo, vou pegar outro drink. Outro do mesmo?
Isso, igual.
Me v� outro deste.
6 CHAMADAS PERDIDAS
- Al�? - Al�, Sra. Fresi?
- Sim, sou eu. - Precisa vir at� a delegacia.
- N�o, agora eu n�o... - Precisa vir agora mesmo.
- Posso ir amanh� cedo? - N�o nos obrigue a ir busc�-la.
Est� certo. N�o precisa. J� estou indo.
- Quem era? Quem ligou? - Ningu�m...
O que houve? Aonde vai?
Era Federica, Angela sofreu um aborto espont�neo.
- Um aborto? - Sim, n�s vamos ao hospital.
- Espere, te acompanho. - N�o, vou pegar um t�xi.
Eu causei um desastre, n�o � mesmo?
Ainda preciso descobrir o que causou exatamente.
Sente-se.
Onde estava na noite em que Gloria foi morta?
N�s conversamos com as suas amigas.
N�o jantou com elas como disse ao seu marido.
E achamos e-mails do Matteo
na lixeira do computador da Gloria.
Algu�m os excluiu ap�s a morte dela.
Achei que tivesse esvaziado a lixeira.
Mas n�o esvaziou.
Foi como descobriu que ela e seu marido tinham um caso?
Sim. Quando ela ficou doente
eu fiquei na mesa dela e achei os e-mails.
Onde estava na noite do homic�dio?
Eu segui os dois.
N�o sei por que...
Eu queria v�-los juntos.
E o que fez depois?
Fiquei fora do clube esperando.
Quando eles sa�ram e se despediram
e eu a segui at� a casa dela.
Eu queria abord�-la.
Queria dizer que n�o era certo o que estava fazendo.
Ela era minha melhor amiga, n�o podia me tratar assim.
E depois voc�s subiram e discutiram.
N�o, n�s n�o discutimos.
Quando sa� do carro, ela j� tinha entrado.
Fiquei parada feito idiota, pensando se deveria interfonar.
Depois voltei para casa.
Nem tive coragem de falar com ela.
Precisa acreditar em mim porque � a verdade.
Roberta, voc� j� mentiu para mim uma vez.
Por que excluiu os e-mails?
Por que se colocou nesta situa��o?
Eu n�o queria perder o meu marido.
Gloria n�o estava mais aqui.
Eu esperava que cedo ou tarde ele a esqueceria.
O que ele disse quando esteve aqui?
Eu tamb�m o segui depois.
Ele disse que a amava muito?
Precisa perguntar para ele.
Voc� pode contar tudo para ele?
Pode ligar e contar tudo? Porque eu n�o consigo.
Tem certeza?
- Como queira. - Obrigada.
� o Stefano.
Sim, me deixe falar com a Vanessa.
Mandei passar o telefone para Vanessa.
Voc� a fez desligar o telefone?
Giovanna?
- � com ele que est� transando? - N�o encha o saco. Saia!.
- Est� comendo minha namorada? - Saia, por favor.
Stefano. Solte-o! Solte!
Stefano!
- Vanessa. - V� embora.
Eles te contaram tudo?
Eu nem estou gr�vida.
N�o sei por que menti.
Talvez eu temesse que mesmo ap�s a morte da Gloria,
voc� acabaria me deixando.
Eu jamais te deixaria.
Voc� ainda a ama?
N�o.
Eu amo s� voc�.
N�o sei o que deu em mim.
Eu perdi a cabe�a.
S� est� dizendo isso porque Gloria morreu?
N�o, Roberta.
Aquela noite, eu...
eles n�o te disseram?
Aquela noite, eu tinha terminado com ela.
Eu disse que n�o dever�amos nos ver mais.
- � verdade? - Claro.
Quero ficar com voc�.
Quero ter um filho com voc�. Podemos tentar de novo.
Podemos esquecer essa hist�ria horr�vel
e recome�ar.
Voc� me perdoa, meu amor?
Vi que o lacre foi violado e decidi chamar voc�s.
- Obrigado, senhora. - At� logo.
Stefano.
Precisa vir comigo � delegacia.
Aquele rapaz deu queixa de voc�.
- Eu o machuquei muito? - O estado dele � cr�tico.
Mas por sorte, voc� parou a tempo.
- E Vanessa? - Ela est� bem.
Ao menos fisicamente.
- Ela n�o vai querer me ver. - N�o tiro a raz�o dela.
Quer ligar para o seu pai? Ele deve estar preocupado.
N�o, ele est� fora da cidade, a trabalho.
E o celular dele est� desligado.
- Quando ele viajou? - Me ligou ontem � noite.
E disse que ficaria alguns dias fora.
Podem ir. Alcan�o voc�s depois.
Venha.
Voc�s fizeram a aut�psia?
Sim. Sua m�e j� estava morta quando voc� chegou.
Voc� n�o poderia ter feito nada por ela.
O n�mero para o qual ligou est� ocupado.
Para deixar uma mensagem...
Ent�o, com este aqui, quebrarei o seu joelho.
Combinado?
Ou quer confessar agora?
Vai confessar?
�timo. Muito bem.
L� vamos n�s.
Prontinho.
Voc� � s� um velho inSano.
E eu sou inocente.
N�o tem ningu�m a�.
Ol�, senhora, eu sou da pol�cia.
Sabe me dizer onde posso encontr�-lo ou quando voltar�?
N�o. Ele n�o aparece em casa desde ontem de manh�.
Essa noite nem dormiu em casa.
- Tem certeza? - Claro que tenho.
J� tentou morar no andar de cima de um carpinteiro insone?
Essa noite eu dormi como um beb�.
- Obrigada pela informa��o. - �s ordens.
Al�?
Sr. Severini, aqui � a detetive Ferro.
Lembra de mim?
Preciso que venha agora mesmo � delegacia.
Agora n�o posso, estou trabalhando.
N�o consegue sair?
N�o. O cliente quer que eu termine ainda hoje.
Mas por que preciso ir de novo?
Seu neto bateu no gar�om que trabalha com a Vanessa.
O juiz s� o soltar� se estiver sob a tutela de um parente.
E Stefano me disse que o pai est� fora da cidade.
Mas agora n�o consigo ir. Talvez mais tarde.
Esse rapaz est� passando por um momento muito dif�cil.
Se o senhor n�o chegar em tempo,
serei obrigada a mand�-lo para a pris�o.
� isso que quer para o seu neto?
Vamos nos encontrar na entrada do Parque Zecchin.
- Pode ser daqui a meia hora? - Perfeito. At� logo.
Muito obrigado. At� logo.
Mattei, prepare o alvar� de soltura
- de Stefano Ferretti. - Certo.
E coloque Vittorio Severini como tutor.
- Mas ele � maior de idade. - Eu sei, mas fa�a assim mesmo.
- Pode deixar. - E seja r�pido. Tchau.
Agrade�o por ter vindo.
- S� n�o tenho muito tempo. - O senhor s� precisa assinar.
Vou pegar a caneta na caminhonete.
- Aqui est�. - Obrigada.
- Nos vemos mais tarde. - At� logo.
- Eu j� volto. - Tudo bem.
- Ol�. - Ol�.
Posso ajud�-la?
Eu gostaria de falar com a policial de ontem.
A detetive Ferro. Mas ela n�o est� aqui.
Pode ser comigo?
Eu...
tenho uma informa��o que pode ser �til para a investiga��o.
Onde est� o homem que entrou agora h� pouco?
Ele foi ao banheiro.
Merda!
- Andrea. - Sim.
Estou perto da Esta��o Dora,
precisa achar alguma liga��o com Vittorio Severini.
Uma carpintaria ou algo do tipo.
Espere. Talvez o assassino seja o patr�o da Gloria.
Ele tinha uma c�pia da chave dela.
- Voc� tem certeza? - A Sra. Fresi me disse.
Mande algu�m busc�-lo, mas antes fa�a o que pedi.
Pode deixar.
- Pode falar, Andrea. - Eu achei.
O Sr. Severini trabalhava na carpintaria Gamba.
- Me passe o endere�o. - Docks Dora.
Certo, sei onde �. Perfeito. Obrigada.
Pare a�, seu idiota. Vem c�.
Aonde estava indo? Aonde diabos estava indo?
- Me deixe em paz. - Sil�ncio.
- Socorro! Algu�m me ajude. - Quieto.
Me deixe em paz.
Vittorio!
Se voc� se aproximar, eu vou mat�-lo.
Est� certo. Mas fique calmo.
Diga para ela que voc� matou minha filha.
- Eu n�o a matei. - O senhor tinha raz�o.
O assassino tinha a chave da casa, mas n�o � ele.
N�s o encontramos.
� o advogado do escrit�rio onde ela trabalhava.
N�o � verdade, voc� est� mentindo.
N�o. O senhor tinha raz�o.
S� errou a pessoa.
N�s o pegamos.
Est� tudo acabado.
Isso � abuso de poder, sou advogado e sei meus direitos
- n�o podem me manter aqui. - Posso mant�-lo aqui por 48h
e � o que farei se n�o tirar o sorriso arrogante do rosto.
- Voc� se envolveu com a Gloria? - Quem te contou, a Roberta?
Responda a pergunta. Teve uma rela��o com a Gloria?
Ela era bonita, me diverti um pouco,
mas n�o chamaria de rela��o.
Eu fiquei sabendo o contr�rio.
Soube que tentou demiti-la, mas precisou mudar de ideia
porque ela amea�ou process�-lo.
Foi quando come�ou importun�-la no trabalho e na vida.
Ligava sem parar, esperava em frente � casa dela.
Isso se chama crime de stalking, doutor.
Que exagero!
� verdade que roubou a chave da casa dela e entrou?
N�o roubei, ela esqueceu no escrit�rio e fui devolver.
E devolveu abrindo a porta, sem tocar a campainha?
- Eu j� estava com ela. - Fez c�pia da chave?
- O qu�? - Fez c�pia da chave?
N�o.
Por que h� 10 dias ela pediu ao pai que trocasse a fechadura?
- N�o sei. - Fez uma c�pia da chave?
- Me escute... - Voc� fez ou n�o?
Talvez eu tenha dito isso quando fui devolv�-la.
S� para assust�-la um pouco, mas n�o era verdade.
Onde estava domingo, �s 23h25?
- Acha mesmo que fui eu? - Onde estava?
N�o sei, acho que em casa.
- Algu�m pode confirmar? - N�o, eu estava sozinho.
Espere... Espere, aonde vai?
Eu n�o a matei!
Espere!
- N�s a chamaremos logo. - Est� certo. Obrigada.
Bem, eu cumpri minha obriga��o.
Aonde vai?
Para casa.
N�o quero um filho seu.
Tamb�m n�o quero voc�.
N�o volte para casa, suas coisas estar�o na portaria.
Quer dan�ar?
N�o. Me desculpe, mas estou meio cansada.
23h25 TINHA ACABADO DE CHEGAR?
Pode entrar.
O promotor acabou de ligar.
O mandado de busca chegar� em alguns minutos.
Para a quebra do sigilo, precisaremos aguardar.
Mas recebemos os dados telef�nicos do Stefano.
Se bem que agora, n�o ajudar�o muito.
Onze e vinte e sete.
Aonde vai?
O que voc� queria saber?
Esta ferida � igual aquela abaixo da axila?
S�o bem similares, mas parece muito mais velha.
Qual a liga��o com a outra?
N�o te acordei para uma avalia��o superficial.
Esta � bem menos profunda que a outra.
O que foi?
Quem a tratou, fez um massacre.
Deixou alguma coisa dentro.
O que � isso?
Vamos ver.
- Pode colocar num saquinho? - Por que n�o?
Ol�.
Oi.
Como ele est�?
Dopado de analg�sicos.
Sua m�e tinha uma pequena cicatriz no flanco.
Por acaso voc� lembra o que aconteceu?
Sim. Ela se machucou com o arame de uma cerca.
E ela ainda estava casada quando aconteceu?
Estava. Por qu�?
Nada, � s� curiosidade.
V� ficar com seu pai agora.
Andrea. Me encontre na casa da Gloria.
Pegue os palitos de cabelo com a Per�cia e leve com voc�.
At� mais.
Por que me fez vir at� aqui?
O assassino ainda estava aqui quando Stefano voltou.
Sabemos que Gloria voltou sozinha.
Sabemos que Stefano tentou ligar para Vanessa
antes de quebrar o celular, �s 23h27.
Dois minutos ap�s Gloria ser agredida. S� dois minutos.
O assassino n�o conseguiria sair sem ser visto pelo Stefano.
Ele se escondeu aqui dentro e esperou Stefano ir para a cama
para conseguir fugir.
Se acharmos a c�pia da chave na casa do advogado
- resolveremos o caso. - N�o foi o advogado.
- Trouxe os palitos? - Trouxe.
Encaixou.
Precisamos achar algum sinal da presen�a do assassino.
Eu acabei de agredi-la,
ou�o a porta abrir,
onde me escondo?
Chame a Per�cia.
N�o h� vest�gios em nenhum lado da ma�aneta.
- Me desculpe, detetive. - Tente aqui.
Perto de onde voc� se apoiou.
Ele trope�ou, assim como voc�.
Voc�s jogaram fora a chave da cela?
Ele est� em pris�o domiciliar. Tem mais de 70 anos.
J� voc� � novo o bastante para ficar preso por 20 anos.
� a pena m�xima para homic�dio qualificado.
Do que est� falando?
O que � isso?
� a digital que deixou quando entrou no arm�rio
para se esconder do seu filho.
Tamb�m encontramos uma gota de sangue. � da Gloria.
Imagino que caiu do palito que usou para mat�-la.
Como resistiu � tortura sem confessar?
- Porque n�o fui eu. - N�o preciso da sua confiss�o.
O promotor achou suficientes os elementos que encontramos.
Este � o mandado de pris�o com a assinatura dele.
- Acabou, Sr. Ferretti. - � falso.
Voc�s nem colheram minhas impress�es digitais.
E como faz para saber que s�o minhas?
N�s retiramos do seu passaporte.
- Eu estava no cinema. - Claro.
Entrou no cinema e s� voltou no fim da sess�o
com a historinha do celular para se fazer notar.
Foi o elemento que convenceu o promotor da premedita��o.
N�o premeditei coisa alguma.
Eu ia mesmo ao cinema com a vadia que furou comigo.
Tudo deu errado para mim desde que Gloria me deixou.
Perdi o emprego, vivo como um mendigo.
E as mulheres furam comigo.
Antes a minha vida era normal.
Eu n�o conseguia prestar aten��o no filme, por isso sa�.
Fui at� a casa dela, queria conversar.
Queria pedir para voltar comigo.
Mas ela n�o estava.
E eu entrei.
Ainda tinha a chave.
Eu nunca a tirei do chaveiro.
E te digo mais, naqueles minutos,
enquanto a esperava na nossa casa, eu estava feliz.
Mas depois ela chegou e me tratou como um ladr�o.
Me amea�ava com aquela droga de palito
gritando para que eu sa�sse da casa dela.
Eu o arranquei da m�o dela
e a machuquei.
Mande ele embora, por favor. Tire ele daqui.
Stefano!
- Ol�, Sr. Severini. - Ol�, entre, por favor.
Venha.
Obrigada.
- Aceita beber algo? - Na verdade, preciso ir.
S� vim para me desculpar.
O senhor tinha raz�o e eu n�o te dei ouvidos.
Mas fez com que ele confessasse. Eu n�o consegui.
E tamb�m...
vim devolver isto.
Obrigado.
Ent�o, at� logo.
Senhorita...
sabe por que tem apenas cinco?
Pois s� fui um pai de verdade nos �ltimos cinco anos.
Antes eu n�o tinha sido presente para ela.
Nem para ela, nem para a m�e dela.
E jamais me perdoarei por isso.
N�o, n�o, espera.
Espere, espere.
Eu falo com ele. N�o se preocupe.
Olha, n�o vim te pedir desculpas.
Nem para fazer com que me perdoe.
Quer dizer, eu vim me desculpar.
Mas n�o como antes.
N�o quero que volte comigo.
Faz bem em n�o querer ficar com algu�m como eu.
Eu trouxe umas coisas que voc� deixou em casa.
Acho que est� tudo aqui, mas me avise se faltar algo.
Ainda d�i?
S� um pouco.
Eu soube do seu pai, sinto muito.
N�o quero acabar como ele.
Espero que encontre algu�m que te ame do jeito certo.
- Oi, Valeria. - Entre no carro, por favor.
Aconteceu alguma coisa?
Entre no carro.
Aonde vamos?
Aonde estamos indo?
N�o reconhece mais o caminho?
Onde voc� matou o papai?
Onde o matou?
Aqui.
Por qu�?
E n�o venha com aquela besteira de leg�tima defesa
porque ele era ciumento, pois ningu�m acredita.
Sabe como sua amiga Monica me agradeceu?
Dizendo que voc� � inocente
que confessou para ela.
Ela mentiu.
M�e, voc� nunca disse a verdade, eu posso sentir.
O que est� escondendo?
Est� certo.
Continue assim, vou descobrir sozinha.
Vou te contar a verdade.
N�o foi leg�tima defesa.
Ele queria me deixar.
Me disse que ia embora.
E eu...
n�o podia viver sem ele.
Eu enlouqueci.
Foi isso que aconteceu.
Agora voc� vai parar?
N�O MATAR�S
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