All language subtitles for 20,000 Leagues Under The Sea (Fantasy Adventure 1954) Kirk Douglas, Peter Lorre & James Mason

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Original subtitles

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AS 20.000 L�GUAS SUBMARINAS de Julio Verne

Realiza��o de

Em 1868, o mundo foi alarmado por rumores,

de que um monstro vingativo andava � solta nos mares.

Acontecimentos estranhos vitimaram

alguns barcos que cruzavam os Mares do Sul:

Nessa area apenas alguns navios ousavam...

...desafiar o monstro.

N�o ha nenhum monstro, mas precisamos de homens.

Quem aceitar, recebe salario a dobrar e um bonus.

De S. Francisco a Xangai e volta, tudo inclu�do.

A morte � o que nos espera!

N�o fa�am caso! O monstro n�o se compra com dinheiro.

Nunca voltar�o a S. Francisco!

Ha aqui um homem que ja viu esse monstro!

Diz-lhes o que viste, Bill.

Era um monstro do tamanho dum navio!

Surgiu, de repente, no meio das trevas.

Tinha um olho que parecia um farol!

Fizemos um rombo a estibordo...

Pegou-nos a bombordo...

Por fim, partiu-nos ao meio e afundou o navio.

Morreram afogados quarenta marinheiros.

� um monstro assassino. O Bill escapou por milagre.

Diz-lhes como eram os seus dentes...

Pareciam velas. O seu halito parecia uma fornalha.

O teu halito, amigo, tamb�m � bastante quente.

Posso fazer-lhe umas perguntas?

Sou arpoador e os monstros interessam-me muito...

Afaste-se dele, desordeiro!

Quero cheirar-lhe o halito. O seu ja eu cheirei.

Sigam os seus conselhos e sereis pagos � cacha�a...

Se ides acreditar nessas historietas...

Isto n�o � lugar para gente decente.

Hei! O que v�o fazer comigo?

O navio ja n�o parte...

Adiaram outra vez?

� demais! Tomaremos provid�ncias.

� certo que o navio ja n�o parte?

� sim, Prof. Aronnax, a tripula��o desertou.

N�o ha outro navio para Saig�o?

N�o... Sinto muito.

Viemos nos de Paris para isto!

Nos n�o podemos fazer nada.

Ha um m�s que fa�o e desfa�o as malas.

Ficara na nossa companhia por mais tempo.

Sou do "Bulletin". Estes s�o do "Globe" e do "Post".

Qual � a sua opini�o a respeito do monstro?

Neste momento � bastante ma.

N�o sei mais a respeito dele do que os senhores.

Que pensa o Museu de Paris?

Nada lhes posso dizer...

Veio reunir factos acerca do monstro?

Devem estar mal informados.

Vou ao Oriente por raz�es cient�ficas...

...se la chegar!

N�o ha baleias com 25 metros?

Porque n�o o pergunta aos peixes?

A fauna submarina encerra muitos mist�rios.

Um monstro assim, poderia afundar um navio?

Talvez... se fosse um monstro gigantesco.

N�o publique isso.

Tenha cuidado, Professor.

Farei declara��es mais tarde.

Ent�o, n�o nega a exist�ncia desse monstro?

Nada tenho a negar...

Tem a certeza?

Que esta a fazer? - Um desenho do monstro.

So lhe faltam as asas.

Veja o que fizeram!

Eu n�o disse nada disto! Olhe para este desenho!

CIENTISTA FRANC�S DECLARA QUE O MONSTRO EXISTE.

Nunca vi maior absurdo!

As propor��es do monstro s�o exactas.

Esta a falar a s�rio, Professor?

N�o deve poder voar com um navio na boca, mas as propor��es...

Estou a achar esta concep��o bem interessante.

Chega de jornalistas! O Prof. Esta muito ocupado.

N�o sou reporter. Represento o Governo dos E. Unidos.

Posso entrar?

Tenha a bondade, Sr. Howard.

Serei breve.

Soube que a sua partida para o Oriente foi adiada.

Que me diz a um cruzeiro pelos Mares do Sul?

Claro que estou interessado...

Sente-se.

O Sr. E o seu assistente seriam hospedes do Governo...

...at� chegarem a Saig�o... Aceita?

Porque � concedida tal honra ao Professor?

A honra � nossa...

Poderia observar de perto os mist�rios do mar.

Poder�amos, assim, confirmar ou desmentir certos rumores.

Ja esperava... Refere-se ao monstro.

� verdade?

Sim. O Sr. Parece acreditar na sua exist�ncia.

O Professor foi ultrajado... Tudo mentiras!

Receio, mas fui mal interpretado...

Tenho as minhas teorias a respeito do monstro.

O seu relatorio seria valioso.

Outras na��es v�o organizar expedi��es.

Com o seu aux�lio, ficar�amos em posi��o vantajosa.

� muita gentileza da sua parte.

Aceitamos.

Gostava de o apresentar ao capit�o Farragut.

� o comandante do navio que lhe destinamos.

Ele tamb�m tem as suas ideias acerca de monstros.

Quer dizer que n�o acredita?

Absolutamente nada...

Excitados, partimos para o Sul...

Todos a bordo se mantinham de vigia, dia e noite.

Apesar das suas ideias, o capit�o mantinha-se alerta.

O seu plano era dividir o Pac�fico em areas.

Durante um m�s navegamos em c�rculo...

...cruzando e recruzando a nossa rota.

N�o havia sinal do monstro.

Os alarmes falsos eram vulgares...

...e so serviam para abater a moral.

Dias e noites sem fim atravessamos o Pac�fico Sul.

A nossa esperan�a come�ou a diminuir.

Em 8 de Dezembro, Farragut reuniu-nos no camarote.

� in�til insistir. Estas cartas s�o evidentes.

Representam 3 meses em busca de um monstro marinho.

Na minha opini�o, tal monstro n�o existe e nunca existiu!

Vai abandonar a busca?

N�o ha outra alternativa.

Desmentem-se os boatos e os jornais h�o-de de retratar-se.

N�o creio que tiv�ssemos provado qualquer coisa.

N�o ha justifica��o para se perder mais tempo.

Mantenho o que disse. Vou leva-Ios a Saig�o.

As pequenas de Saig�o fazem-lhe esquecer o assunto.

Ganharia um pr�mio se arpoasse o monstro.

Ja n�o o esperava. Vou empregar-me numa baleeira.

Mal da para comer, mas terei onde usar o arp�o.

Ainda bem. O monstro poderia afundar-nos.

N�o me assuste!

Anime-se, Professor! O peixe maior � o que foge.

O Sr. Gostava de ver o monstro no Museu de Paris.

Vou contar-lhes uma historia...

Dos peixes que pesquei E das pequenas que amei.

Juro pela minha tatuagem Que so direi a verdade...

Conheci uma sereia No caminho de Madagascar...

Que me beijava a toda a hora. Pois gostava de beijar.

Um dia disse-me Quero que me deixe...

E no outro dia Trocou-me por um peixe.

Outra, foi Maria Tempestade Que conheci na Costa de Java.

Era um vulc�o, rapazes! Seus beijos eram como lava.

Pregou-me um susto Que quase me parava o cora��o.

Pois vim a saber Que era a mulher do capit�o.

A terceira foi a Anna Que adorava o Sol...

Seu corpo era de jaspe Mas tinha nariz de anzol.

Se eu fui capaz de a beijar Sem vacilar...

Qual sera o monstro Capaz de me assustar?

Navio a bombordo!

Vamos ao seu encontro.

Todos para os postos de salva��o!

Parece que se afundou com a tripula��o.

Pobres criaturas! Nem uma se salvou!

O que teria motivado a explos�o?

O navio devia estar carregado de polvora.

Talvez tivesse abalroado...

Ou alguma coisa chocou contra ele...

Que quer dizer?

Refere-se ao monstro?

E quem sabe se foi o proprio monstro?

Ha mais monstros na comida da minha tia do que no mar!

Tenho a certeza que foi o monstro.

Ouviram? O Prof. Diz que foi o monstro.

Sil�ncio!

� favor acabar com essas historias, Professor.

Objecto flutuante a estibordo!

La esta o monstro!

Aos seus postos.

Apontar e atirar!

Ainda esta vivo! Atirem! Que ha?

Veja como ele se dirige a nos!

Acertamos! Esta a voltar.

Vai dar a volta!

Va para o barco, Sr. Land.

Preparem-se para descer.

Segure-se, Professor!

N�o nos abandonem! Socorro!

Eles n�o podem ajudar-nos.

T�m de socorrer-nos!

Consegue ver alguma coisa?

Nada... Esperemos que passe a neblina.

Sinto-me entorpecido.

Ha ali alguma coisa, Professor!

O que � aquilo?

Parece o monstro...

Seja o que for, desde que flutue...

Quem tera concebido este milagre? Um navio submarino.

Um navio pode mergulhar? � incr�vel!

Ha muito que o homem sonha com tal milagre.

N�o estou a gostar disto.

Esta algu�m a bordo?

Parece deserto...

Cuidado... � melhor esperarmos que algu�m apare�a.

Entretanto, o barco pode submergir sob os nossos p�s.

Esta a� algu�m?

Que boa luz! Mas n�o vejo l�mpadas de oleo.

Quem inventou isto, � um g�nio!

Um g�nio demon�aco. � um instrumento de destrui��o.

Esta a� algu�m?

Esta algu�m a bordo?

Ouviu, Prof.? Esta algu�m la fora.

Veja isto!

Ajude-me...

� voc�, Ned!

Escapou mais algu�m?

O Professor esta la dentro.

Parece que sempre conseguiu apanhar o monstro.

Os donos devem estar a chegar. N�o confio nesta gente.

Nem eu... Prefiro arriscar-me no mar.

Concordo. Vou chamar o Professor.

Ajude-me, primeiro, a virar isto.

Nunca vi nada como isto!

Aqui, � a cozinha.

O cozinheiro deve estar de folga.

Vou chamar o Professor.

Esta a ouvir-me?

Professor, onde � que o Sr. Esta?

Estou aqui.

Pensei que o tinha perdido. Que � aquilo?

Um enterro submarino.

O Ned esta la fora com um barco.

O alto deve ser o chefe.

V�o regressar...

Passem busca ao navio.

Afundem esse barco!

S�o tripulantes do navio que me atacou?

Julgamos que era um monstro e n�o um navio.

Este � Ned Land, o arpoador...

O meu assistente, Conseil...

Sou Pierre Aronnax, do Museu Nacional de Paris.

O Prof. Aronnax? Estudei os seus trabalhos...

O Sr. � diferente dos outros. Pode ficar.

Levem-nos la para fora.

Que vai fazer de nos?

S�o inimigos que querem destruir-me.

Eles n�o lhe fizeram mal...

N�o tivemos culpa que o navio o tivesse atacado.

Exijo justi�a.

O mar os trouxe, o mar os levara.

O que vai fazer n�o � civilizado.

Eu n�o sou um homem civilizado, Professor.

Abandonei a sociedade, n�o obede�o �s suas leis.

Sou t�o culpado como eles!

Comprometemo-nos a dar ca�a a um monstro.

N�o somos mais culpados do que o resto do mundo.

Para mim, a culpabilidade esta provada.

Tem muito que aprender, Professor...

O seu livro � brilhante, mas pouco profundo.

O Sr. Apenas se baseou na ci�ncia terrestre.

A historia do mar come�a onde o Sr. A termina.

Maravilhas que sou incapaz de descrever.

Segredos que so eu possuo...

...mas que poderei compartilhar consigo.

A custa da vida dos meus companheiros?

Escolha: Ou eles ou eu!

N�o aceito...

Lamento a sua decis�o.

Levem-no para cima!

Vamos mergulhar.

Aos seus postos! Preparar para mergulhar!

Que vai ele fazer?

N�o sei.

Regular o lastro fronteiro.

Tr�s graus para baixo.

Parem as maquinas � superf�cie.

Tirem esses homens da agua.

E o outro?

Levem-nos para baixo e prendam-nos no camarote.

Ja sei o que pretendia saber.

Da ca um beijo.

Entrem, cavalheiros!

Queiram sentar-se.

Pode servir.

Mandei secar-lhes as roupas. N�o demoram.

Aproveitem a minha humilde hospitalidade.

Humilde? Com todo o luxo!

Trate-me por capit�o Nemo.

Agradecemos-lhe ter-nos poupado a vida.

Dispenso agradecimentos... N�o tentem escapar.

Compreendem a vossa situa��o?

Um prisioneiro tem o direito de tentar fugir.

� verdade...

Mas os convidados, n�o...

Somos seus convidados e seus prisioneiros...

O que � pAra si, muita sorte.

N�o gosto de convidados, e os prisioneiros elimino-os.

A comida � deliciosa, n�o acha, Prof.?

Nunca comi nada melhor.

Tem um garfo � sua esquerda, Sr. Land.

Prefiro a faca...

Como consegue arranjar comida t�o boa?

Tudo vem do mar. Nada aqui vem da terra.

Isto sabe a vitela.

S�o filetes de serpente marinha.

Ent�o isto n�o � carneiro?

� peixe luminoso com recheio de lapas.

� delicioso!

� mais saboroso do que carneiro.

O cozinheiro � especialista em produtos marinhos.

Ja acabou?

Sim, mas so o primeiro prato...

Passe-me o leite.

O leite � de baleia...

E esses frutos s�o conservas de pepino marinho.

N�o supunha, s�o excelentes.

Coma o pudim, Sr. Land.

N�o parece pudim.

O que � isto?

Uma receita minha: "saut�" de feto de polvo.

Isto n�o � comida de gente: Feto de polvo!

Na Ilha de Crespo podera escolher � sua vontade.

Vamos sair deste navio?

Faremos uma pequena ca�ada.

Isso ja me agrada.

A mim tamb�m...

Quando sa�mos?

Falta pouco.

Estes dois, acompanham-nos... Prepare-os.

Fume um charuto, Professor.

Obrigado.

Que belo tabaco!

Tem um sabor diferente! � Havano?

Alga marinha...

Tem-nos rodeado de todo o conforto...

...mas parece a �Itima ceia de um condenado.

Gostaria de saber porque nos poupou a vida.

Quis ver se era leal para com os seus companheiros.

Talvez consiga encaminhar melhor a sua dedica��o.

N�o se importa de arriscar a vida por um amigo.

N�o o percebo...

� natural... Talvez me possa vir a ser �til.

At� la n�o lhe faltara distrac��o por aqui.

Bons livros, tesouros de arte, colec��es raras...

...e at� boa m�sica, se o desejar.

Estamos a chegar � ilha de Crespo.

Aqui, era uma ilha que submergiu. Ainda � f�rtil.

� o nosso campo de abastecimentos.

Debaixo de agua?

O mar da-me tudo o que preciso.

Linda ca�ada! Ja era de esperar...

N�o se pode sair daqui sem nos molharmos.

Acabo por me transformar em peixe.

Uma expedi��o do Nautilus?

Os que v�o atras, s�o os seus amigos.

� uma experi�ncia nova para eles. H�o-de adaptar-se.

Quer ir com eles?

Gostava de ver de perto essas maravilhas.

Esta bem, vou mostrar-lhas...

Um mundo estranho surgiu na minha frente.

Julguei-me num outro planeta.

Um intruso num jardim misterioso e profundo.

O Capit�o e eu n�o estavamos sos.

Os ca�adores faziam a sua colheita no fundo do mar.

Fiquei maravilhado com a faculdade inventiva deste homem.

Havia aqui abund�ncia de g�neros aliment�cios.

Um imenso armaz�m, propriedade de Nemo.

Abandonamos aquele tesouro de ouro e diamantes?

Fomos buscar comida. O ouro n�o se come.

Eu ca gosto dessa comida...

S�o opini�es. A bordo usamos as joias como lastro.

Se quiser, posso aliviar a carga.

O maior tesouro � uma mente s� e a barriga cheia.

Quando for buscar comida, n�o procure moedas.

O Sr. Tamb�m apanhou! Foi para lastro?

Tenha calma, Ned!

Vou resolver o problema mais facilmente.

Que desperd�cio!

O Professor quer falar-lhe...

Feche a porta, por favor.

N�o julgue que ele n�o cumpriria o que disse.

Se continua a contraria-Io, seremos todos mortos.

Porque lhe desobedeceu?

Pergunte-lhe a ele... Fomos juntos.

O meu interesse � cient�fico, ele quer tesouros.

Voc� at� me ajudou a abrir a caixa, seu mentiroso!

So unidos nos poderemos salvar!

Salvar? Como?

Esta bacia de ferro deu-lhe volta ao miolo!

Vai descobrir os segredos de Nemo?

Para bem da Ci�ncia. Qual � o seu plano?

Quero sair daqui...

E, se puder, com as algibeiras bem cheias!

N�o seja tolo...

Ele tem um tesouro a bordo.

E ladr�o que rouba a ladr�o...

Compro um navio e o Sr. N�o precisa de trabalhar.

N�o me olhe assim! Bem vi como mirava as joias!

Esque�a essa ideia. Prometa-me que nada fara sozinho.

Nada prometo, Professor...

Ao menos ou�a-me.

Para ganhar a sua confian�a, preciso da sua ajuda.

Posso contar consigo?

Esta bem. "Jogo" consigo...

Por agora, nada tentarei...

� a melhor maneira.

N�o esque�a uma coisa, Professor.

Nemo � doido. Como pensa ganhar a confian�a dele?

O Sr. D�-lhe a��car que eu pensarei em amarra-Io.

N�o compreende o significado de tudo isto.

� a maior descoberta de todos os tempos.

So pensa em ouro e em fugas! Loucuras!

� uma quest�o de opini�o...

Que quer dizer?

Para ele a vida tem mais valor do que a ci�ncia.

Comparado com o que aqui existe, nos nada valemos.

N�o podemos deixa-Io atrai�oar o Nemo.

Hoje fomos isolados por uma tempestade.

Um navio vulgar teria sofrido graves danos.

Sereno, o Nautilus passou por baixo da tempestade.

Como estava ocupado, Ned ficou a cargo do meu assistente.

Embora mais calmo, precisava de ser vigiado constantemente.

Engra�adinha, n�o �?

Qual seria a for�a que fazia o Nautilus mover-se?

A convite do Cap. Nemo examinei o navio.

Parecia resolvido a mostrar-me algo.

Fomos ao cora��o do navio, � sala de compress�o.

Nemo tinha descoberto o sonho...

...da humanidade: A pot�ncia din�mica do universo.

Tal segredo fizera-o senhor dos mares.

� dif�cil de acreditar!

Como p�de conceber a constru��o deste navio?

Como obteve esta for�a que esta para al�m da ci�ncia?

O seu segredo revolucionaria o mundo...

...ou destru�-Io-ia!

Veja como tudo aqui � calmo.

O mar tudo me da.

� um reservatorio imenso da natureza... so meu.

O Capit�o Nemo tinha a chave do futuro do mundo.

Percebi que for�as poderosas agiam dentro dele.

A superf�cie ha fome e medo...

Os homens t�m leis injustas...

Lutam entre si e destroem-se...

Debaixo das ondas n�o ha injusti�as.

Aqui, no fundo o oceano, ha independ�ncia.

Aqui, sou um homem livre!

O que seria se eles controlassem uma maquina...

...como este submarino?

� melhor que continuem a pensar que � apenas um monstro.

Viajei 10.000 l�guas sem desvendar o mist�rio de Nemo.

Um dia fui a terra.

La finalmente saber a verdade.

A pris�o de Roropandi, a sepultura do homem branco.

Julguei que ja n�o existisse.

Os pa�ses n�o acabam com o que lhes da lucro.

Com isto podera observar melhor.

Que sacos s�o aqueles?

Nitratos para muni��es, sementes de guerra.

Transportam a carga da morte.

Quando aquele navio voltar, o mundo sofrera mais.

Eu ja fui um daqueles escravos...

Veja bem, Professor. Nunca esque�a isto.

Ja vi o suficiente.

Nunca conseguirei esquecer este quadro.

Fugi dali, com o que � hoje a minha tripula��o.

A tripula��o do Nautilus?

S�o homens leais a quem a morte n�o assusta.

Fugimos num dos navios dos nossos verdugos...

...para um lugar a que chamei "Vulc�nia".

"Vulc�nia" � um nome primitivo.

Primitivo e �til. Foi la que constru�mos o Nautilus.

� o primeiro homem a quem mostro isto.

Realizada a nossa miss�o, voltaremos para casa.

V�o levantar ferro...

Aquele navio vai levantar ferro...

...mas nunca chegara ao seu destino.

Va para baixo, Professor.

Vai afundar o navio?

Va para baixo e n�o saia do seu camarote.

Maquinas a postos!

Colis�o a toda a velocidade.

Esta bem, Professor?

Aqueles homens n�o tiveram qualquer hipotese...

Eram marinheiros como eu!

Foram assassinados pelo monstro de quem quer ser amigo!

Parece que esfaqueei um amigo pelas costas.

V�o para os seus camarotes!

Estou farto disto!

Os aparelhos de imers�o est�o avariados.

Vamos tentar repara-Ios.

Pedi-lhe que se retirasse...

E que testemunhasse a desumanidade de certos homens.

Foi para justificar o que fez?

O Sr. � um hipocrita e um assassino!

A prova esta � vista!

Chama �quilo assassinato?

Ja vi assassinar milhares de homens!

Afoguei esses verdugos... Vinguei-me!

So esses malvados ter�o o direito de matar?

Tiraram-me tudo, menos o meu segredo!

Nunca roubar�o o segredo do meu submarino!

Prenderam-me e, como nada conseguiram...

...torturaram a minha mulher e o meu filho, at� � morte.

Sabe o que � o amor, Professor?

Creio que sim.

Mas creio que n�o conhece o poder do odio.

O odio pode, como o amor, dominar-nos o cora��o.

Tenho pena de si.

Nada se compara ao amor.

Estamos a caminho da base de Nemo, a "Vulc�nia".

As explos�es derrubaram tudo. Estou a arrumar as coisas.

Preciso de falar consigo...

Sobre o qu�?

Isto ja foi longe demais.

Matar deve ser para ele um prazer.

Tem a certeza do que afirma?

Julgo-o pelo que tenho observado.

O Sr. N�o pode julga-Io, n�o o conhece bem.

Os seus conhecimentos ser-me-�o �teis...

...e ao mundo inteiro.

Nessa altura, ele proprio sera juiz dos seus actos.

Compreendeu?

Como queira, Capit�o.

E agora, deixe-me so.

Porque me chamou Capit�o?

Porque ha certa semelhan�a entre o senhor e ele.

Ja viu tudo?

Preciso falar-lhe.

Voc� veio espiar-me?

Foi o professor que o mandou?

Voc� tinha raz�o. O Nemo conquistou o Professor.

Tamb�m tenho raz�o quando digo que me veio espiar.

Sei que roubou joias e v�veres mas n�o o denunciei.

Havemos de precisar deles!

Nos? N�o preciso de si para nada.

Precisamos um do outro. Quero que sejamos amigos.

"Quero que sejamos amigos"!

Quero fugir daqui...

Mesmo contra a vontade dele, devemos levar o Professor.

Tem algum plano?

Tenho sim...

...mas n�o deve dar resultado.

N�o sei pilotar isto. N�o ha mapas, nem instru��es.

Se soub�ssemos para onde vamos...

Isso � facil.

Li no diario do Prof. Quais os planos de Nemo.

Dirigimo-nos a um lugar chamado "Vulc�nia".

� a base do Nemo!

Porque n�o mo disse antes?

Era disto que eu estava � espera!

"Vulc�nia"...Vou dar uma olhadela nos mapas do Nemo.

� preciso que todos trabalhem. Fique de vigia.

N�o perca o contramestre de vista.

Ponha os mapas no lugar! Ele vem a�!

Despache-se! Ele vem a�!

Escapamos por pouco...

� o camarote do Nemo.

N�o vive nada mal.

Vamos... Se ele nos encontra aqui...

Papel e lapis, depressa!

Todas as dist�ncias s�o medidas deste ponto.

D�-me esse compasso. Vou tentar resolver isto.

Sil�ncio!

Pega la um charuto.

Olha, gostou!

Da-me um beijo.

Os animais gostam de si.

E as mulheres ainda mais, mesmo sem charuto.

Eu tamb�m gosto de ti. Vou buscar mais charutos.

Acabe com a brincadeira!

Cale-se e coma devagar!

Terminaremos as repara��es na base.

Preciso de esp�cimes para as minhas pesquisas.

Que esp�cimes?

Os das garrafas. Va busca-las e n�o se deixe agarrar.

ARONNAX PRISIONEIRO DO SUBMARINO - LAT 169. 28 W.

Esta aqui tudo o que pediu. At� ostras...

Deite tudo fora, so quero as garrafas.

Estes esp�cimes s�o rar�ssimos e de valor.

Vai p�r mensagens dentro das garrafas?

Isso � do tempo do Robinson Cruso�. Vivemos no s�culo XIX.

Esqueci-me doutra coisa.

Que eu n�o torne a encontra-Io a espiar-me!

Voc� obrigou-me a bater-lhe.

Pensava que f�ssemos amigos!

E somos... Va, d�-me um soco.

Vamos, d�-me um soco.

Agora, somos amigos...

Vou dizer-lhe o que farei...

Atirar garrafas ao mar � coisa velha, mas da resultado.

�Icool puro.

Deitemos os bichos fora e fiquemos com o l�quido.

Mas isso tem valor, Ned!

Um dia, um casal ficou sozinho numa ilha deserta.

N�o tinham que fazer e atiraram garrafas ao mar.

Uma delas foi encontrada e salvaram-se.

Engoli-a!

Engoliu uma "Flabelina Oculina"!

Coitadinha!

O leme esta preso...

A r�, a toda a for�a!

Parece que encalhamos.

Um acidente, capit�o?

Encalhamos, mas a mar� nos libertara.

Gostaria de visitar a Nova Guin�?

N�o. Obrigado. Seria outro prel�dio de morte.

Examine o casco.

Perdemos esta oportunidade!

O Prof. N�o sabe o que faz.

Que cheirinho! Parece o beijo de um anjo!

Terra! Cocos, mangas...

...e nativas � nossa espera!

Estou morto por voltar a tocar numa arvore.

Tamb�m eu... e o Professor tamb�m...

Ele gostava de ir a terra, mas n�o quer pedir ao Nemo.

Porque n�o vai voc�?

Nem pensar... E voc�?

Eu? So colecciono borboletas!

Pedir n�o ofende...

Posso ir a terra em vez do Professor?

Para recolher alguns esp�cimes e tomar umas notas.

Acha que � capaz?

Ha anos que trabalho com o Professor!

Eu posso ir a remar. Sou dos fortes...

Espera escapar-se?

N�o sou desertor e gosto de estar a bordo.

Est�o autorizados.

N�o saiam da praia. Os nativos s�o canibais.

Tanto comem gente honesta... como mentirosos.

Soltem o bote...

N�o vejo nativas � sua espera.

Tenha calma.

N�o podemos sair da praia.

Quem � que vai sair...?

Um caminho na selva.

A ideia da fuga n�o lhe sai da cabe�a.

Vai ser aqui.

N�o creio. N�o esque�a os canibais.

Ele so quis assustar-nos.

Al�m disso, n�o devo abandonar o Professor.

Ja esperava isso...

Eu n�o seria capaz de atravessar a selva. Va sozinho.

Felicidades, Ned...

Hei-de vencer e a Marinha ha-de ca�ar o Nemo.

Espero-o em S. Francisco para bebermos "um copo".

Boa sorte, Ned.

Lembran�as ao Professor...

Espere por mim!

Centenas de canibais!

Capit�o, capit�o!

Est�o a atacar-nos, capit�o!

Voc�s atacaram-nos, eles t�m o mesmo direito.

V�m para bordo. D�-me um arp�o, depressa!

Fechem a entrada!

Quem da ordens aqui sou eu!

Quero ver isto!

Assombroso!

Boa maneira de despedir as visitas!

Basta uma suave descarga el�ctrica...

N�o � agradavel, mas � inofensiva.

Abusou da minha hospitalidade pela �Itima vez!

Continua a desobedecer-me!

Disse-lhe qual era a sorte dos prisioneiros.

Obriga-me a trata-Io como merece.

A sua ideia era fugir. Voltou...

...porque foi perseguido. Ha-de arrepender-se.

Navio � vista!

Quando sairmos daqui, n�o me ma�ara mais.

Antes tivesse enfrentado os canibais!

Um navio de guerra!

Prendam-no!

Maquinas a postos. Precisamos de sair do recife.

Soltem os lastros.

Des�a! V�o bombardear-nos!

A r�, a toda a for�a!

� um navio de guerra!

Estamos a sair...

Fechem as portas-estanques!

Fecharam a porta!

Espere!

Deixem-nos sair!

Estamos aqui!

Toma conta do leme.

Qual � a altura da agua na casa das maquinas?

Um metro... e continua a subir.

Preparem o eixo de emerg�ncia.

Ponham-no atravessado!

Coloquem � frente, debaixo da barra.

Levantar o elevador.

Agora, afrouxem...

Puxem!

Os indicadores est�o parados.

Tudo a postos!

Preparar os suportes!

Todos a postos! Liguem os motores!

O ar tornou-se mais respiravel. Est�o bem?

Muito melhor, obrigado.

Paramos de descer?

Al�m de certos limites, o homem n�o resiste.

Fomos os primeiros a exceder esses limites.

Nunca o homem desceu a esta profundidade!

Um polvo gigante � r�!

Velocidade de emerg�ncia.

Esta sobre nos... Carga de percuss�o!

Preparar outra carga.

Os elementos est�o queimados.

Temos de subir. Reuna os homens na sala de mapas.

Soltem o lastro. Vamos subir.

Vamos lutar com o mais perigoso monstro marinho.

Ser preso pelos seus tentaculos significa a morte.

O ponto vital � entre os olhos.

Estamos a 10 metros da superf�cie.

Preparem-se...

Para tras!

Os seus homens v�o por estibordo.

Voc�s v�m comigo.

D�em-me um arp�o...

Vou ataca-Io por tras.

Fiquem aqui!

Atirem-me outro arp�o!

Cuidado!

Esta muito ferido?

O que se passa? O que aconteceu?

Salvou-me a vida... Porqu�?

Boa pergunta!

So ha uma coisa a fazer depois de tamanha asneira.

Embriagar-me...

Tamb�m gostas de m�sica? Temos muita coisa em comum.

Vai uma pinga?

Queres provar uma "Flabelina Oculina"? Bem bom!

�s a �nica que me compreende... Da ca um beijo.

O teu bigode faz cocegas.

Se n�o fazes a barba, ficas como o Nemo.

Vamos experimentar outra vez.

Era uma vez um tal Nemo.

Comia peixe ao almo�o E minhoca ao jantar.

Tudo o que tinha, vinha do mar.

Comiam daquilo Mas n�o sabia a bife.

Comiam minhocas e polvos E cheiravam a peixe.

Mais baixo, Ned!

Como ele gosta das "Flabelinas Oculinas"!

Ainda bem que o soltaram.

E fui promovido. O Nemo � t�o bonzinho!

Pela primeira vez, o Cap. Nemo mostrou-se grato.

N�o precisamos da gratid�o dele!

Pode ir dizer-lho da nossa parte.

Concordas, Esmeralda?

Agora vais dormir... Deita-te.

Cobre-te bem, n�o quero que te constipes.

Tirou-me o meu diario... porqu�?

Quis ver o que escreveu sobre o polvo gigante,

e como fui salvo.

Descreve o Land como um heroi de novela barata.

Se considera a sua vida como uma coisa barata...

Ja esperava essa resposta.

A esta hora, ja esta arrependido de me ter salvo.

Eu n�o o teria salvo.

O que da ao Ned uma dignidade que o Sr. N�o tem.

Posso dizer-lhe uma coisa?

Parece estar determinado... Diga.

O Sr. Protesta demasiado.

O gesto do Ned comoveu-o, mas n�o quer admiti-Io.

N�o tem f� na humanidade...

Se a tivesse, a sua exist�ncia...

...desmoronaria, revelando a mentira da sua vida.

� um homem que luta contra os seus proprios sentimentos.

� muito ing�nuo, Professor...

Acredita na superioridade do bem sobre o mal.

� um idealista...

O mundo � mais complexo. O bem n�o pode ser medido...

...por ac��es heroicas, como a do Sr. Land.

O que ele faz num dia, ja n�o o faz no outro.

A bondade deve ser forte e constante.

Se procura a perfei��o, nunca a encontrara!

Ja a encontrei!

Aqui!

So no mundo exterior existe a imperfei��o!

Se os homens e as na��es possu�ssem esta bondade...

...de que falo, devidiria tudo com eles.

As minhas inven��es... tudo!

Alguma vez pensou nisso?

� a �nica raz�o pela qual o Sr. Ainda vive.

Esperava realizar um plano que tinha em mente.

Pensava utiliza-Io como emissario.

Mas agora... ja n�o sei.

Quer dizer que n�o confia em mim?

O Sr. � um grande optimista.

Seriam capazes de abolir a escravatura?

Talvez pudesse persuadi-Ios...

Deixe-me tentar.

Estamos a chegar � "Vulc�nia". Quero que veja...

...os segredos pelos quais fui perseguido.

Eles custaram a vida aos entes que me eram queridos.

Mas o seu poder continua a ser meu!

Energia suficiente para salvar a humanidade.

Ou destruir o mundo!

Quando vir o que aqui existe, talvez desista...

Discutiremos isso mais tarde.

Chegamos � ilha...

Ha navios de guerra � nossa frente.

Que bandeira usam? - Nenhuma.

Eis a sua resposta, Professor.

Atacados por aqueles com quem queria negociar!

As tropas invasoras ja desembarcaram.

� uma hora negra para a Historia, Professor.

Chegar�o ao cimo dentro de meia hora.

Temos de destruir tudo, antes de chegarem � lagoa.

Prontos para mergulhar.

Para a frente a toda velocidade!

Quatro graus para baixo.

Parem as maquinas!

Soltem o barco.

Que se passa, Capit�o?

A ilha esta cercada por navios de guerra.

Preparem tudo a bordo.

A� v�m eles!

Vou chamar-lhes a aten��o!

N�o fa�a isso, Ned!

Somos amigos!

N�o atirem, somos amigos!

Fomos nos que atiramos as garrafas!

Enviamos-lhes as mensagens!

Que falta de gratid�o depois do que fizemos.

Foram ent�o voc�s que chamaram os navios!

Era preciso que algu�m nos libertasse.

Fizemos o que nos pareceu justo.

Loucos! O mundo vai perder a maior descoberta de sempre!

Nemo vai destruir tudo!

Vai lan�ar alguma bomba?

Aos seus postos!

Vamos mergulhar!

Posso tomar conta do leme?

Quatro graus para baixo!

A toda a for�a!

Parem as maquinas...

Todos os comandos a oito graus.

Imobilizar o leme.

O Nautilus vai descer pela �Itima vez!

Nos iremos consigo, Capit�o.

Que tem isso a ver connosco?

Vou morrer, e o Nautilus morrera comigo.

Em poucos minutos uma explos�o nunca vista...

...destruira para sempre a minha ilha.

Por isso trouxe o Nautilus para ca.

Aqui, repousara para sempre.

Morreremos em paz...

V�o para os seus camarotes e fiquem la!

Porque nos leva para o fundo consigo?

Prendam-nos nos camarotes!

Capit�o, n�o se trata apenas das nossas vidas.

O seu sonho pode realizar-se. Reconsidere.

Um poder maior inibe-me de o concretizar.

Tenhamos esperan�a no futuro...

Quando o mundo estiver preparado para uma vida melhor...

...tudo isto lhe sera revelado.

Sera o que Deus quiser.

Lamento, Ned...

N�o tomemos parte neste suic�dio colectivo.

Levem-no para o camarote.

Tomei conta do navio. Vamos sair daqui!

Chegamos � superf�cie. Preparem-se.

Vamos sair de barco.

Onde vai, Professor?

A ilha vai explodir a todo o momento.

Vou buscar o meu diario.

Falta a Esmeralda?

La se vai a ilha!

Desculpe, mas n�o havia tempo para lembran�as.

Talvez tivesse prestado um bom servi�o � humanidade.

Tenhamos esperan�a no futuro.

Quando o mundo estiver preparado para uma vida melhor...

...tudo isto lhe sera revelado.

Quando Deus quiser.

FIM

Adapta��o de Filou ;-)

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