All language subtitles for Ma.And.Pa.Kettle.Back.On.The.Farm.1951.1080p.BluRay.x264.AAC-[YTS.GG - YTS.BZ]-br

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Original subtitles

Dois Caipiras 3: Chega de Encrencas (1951)

Tradução: Rosita McCartney Ajustes: Walter Santos

Cabo Flattery Estado de Washington, EUA

-Bom dia, Sra. Tuttle. -Bom dia, Sr. Kettle.

-Olá, Lem. -Rau.

-Rau. -Oi, George.

-Bela manhã, Sr. Kettle. -Como vai?

Rau.

SE ALGO ESTÁ A PROCURAR ENTRE E BILLY REED VAI ENCONTRAR

Bom dia, Pa.

-Como vai? -Como estão, rapazes?

-Rau! -No que posso ajudar hoje?

Gostaria de um pouco... de tabaco a granel.

Qual marca?

A última que comprei meio que queimou minha língua.

-Oh. -Se importa se eu provar?

Acho que tudo bem. Mas sem encher o cachimbo!

Parece que esqueci meu cachimbo.

Importa-se de me emprestar um?

Tem um fósforo?

Empacotei tudo que você queria.

-Está se sentindo bem? -Oh! Sim. Obrigada, Ma.

Pelo amor de Deus, filho, por que não senta e relaxa?

Quem te vê, pensa que você é quem vai ter o bebê!

Pa fez assim nos primeiros 6 ou 7, depois, se acostumou.

Ma, ele tem medo que o bebê chegue antes do médico.

E daí se vier? Não seria problema pra mim.

Não vejo porque precisa ir para o hospital.

Tive os 15 em casa,

e não há nada de errado com nenhum deles.

-Ele é uma prova disso. -Oh, Ma!

Olá, Doutor!

Deve ser o Dr. Bagley.

Nossa, doutor! Achei que nunca chegaria aqui.

Olá, Ma.

Está preocupado com o quê? O pulso dela está ótimo.

-Está tudo certo? Vamos indo. -Sim.

-Conseguiu leito no hospital? -Está tudo certo lhe aguardando.

Melhor conseguir um para o Tom também.

Acho que não aguentará um dia.

Talvez seja melhor eu tentar achar o Pa e ir depois.

-Ele nem tem ideia de que será avô. -Sabe onde ele está?

Imagino que em algum lugar do Centro.

No hospital, ligo e peço pra minha enfermeira localizá-lo.

Certo, então.

Não gosto deste, tem gosto de marisco.

Experimente esse.

Um pouco melhor, não é?

Cheira como alguém ferrando um cavalo.

Vieram aqui pra comprar tabaco ou só fumar de graça?

Quando vai comprar um cavalo, não dá uma volta nele antes?

Sim, mas...

Aqui é Billy Reed. Quem?

Hein, Pa Kettle? Sim, está aqui.

Pa Kettle o quê?

Oh, certo. Certo, direi a ele.

Pa, tem que ir ao hospital agora.

-Quem está doente? -Ninguém. A Sra Kettle terá um bebê.

-A Ma o quê? -A enfermeira do Dr. Bagley me disse.

Quem diria?

Eu, pai de novo!

-Nossa! Toda aquela função! -Vá lá! Precisa chegar logo!

-Sim, preciso ir agora mesmo! -Não, Pa! Por aqui!

É o 16º! Por que a Ma não me avisou?

HOSPITAL PINEWOOD FUNDADO EM 1927

-Senhorita, senhorita, onde... -Sim, senhor?

Srta, onde encontro a Sra. Kettle?

Só um minuto.

Achará a Sra. Kettle no quarto 115, por esse corredor.

-Não, por aqui -Oh, sim. Obrigado.

Desculpe-me. Estou procurando minha esposa.

-Quer dizer a Sra. Kettle? -Isso mesmo.

-Você é o Sr. Kettle? -Isso mesmo.

-Nada errado, espero! -Oh, não, nada mesmo.

É que a Sra. Kettle foi levada para a sala de parto.

Ah! Bem, tenho que ir lá, eu acho.

Só... só um minuto, Sr. Kettle.

Acho que ficará melhor se aguardar na sala de espera.

Não é permitida a entrada na sala de parto.

Agora, vá por aqui até o final deste corredor,

e depois, vire à direita.

Bem, obrigado mesmo.

Sala de espera?

É seu primeiro?

Sei bem como se sente, filho.

Fiquei assim nos primeiros.

Mas... é tranquilo.

Este será meu 16º.

Você já passou por isso 16 vezes?

É como descascar ervilhas.

-Sr. Chadwick? -Sim, senhora.

-É pai de uma menina de 3 quilos. -Viva!

Só um momento, enfermeira.

-Cheguei antes dele. -Sim, eu sei.

E isso é um hospital!

Nunca ganhamos um em hospital antes.

Todos os outros nasceram bem lá em casa.

Fazia um bom tempo que não ganhávamos mais nenhum.

Estava começando a achar que a Ma tinha enjoado de crianças.

-Sr... Sr. Kettle? -Eu sou o Sr. Kettle.

Sua esposa o presenteou com um menino de 3,600 kg.

Avisarei quando puder vê-la.

Viu o que quis dizer? Como descascar ervilhas.

Doutor, como está a Ma?

Bem! E feliz!

Precisava ter visto ela dançando pela sala.

-Ma estava dançando? -Não se comemora isso todos os dias.

Não, acho que não. Não demorou muito, né, doutor?

Não mesmo. A Ma deu uma saída para beber água,

e quando voltou, lá estava ele.

Ela foi...

Aconteceu quando a Ma estava no corredor?

Bem junto ao bebedouro. Vejo você depois, Pa.

Pobre Ma.

Sabia que ela conseguiria. Sempre consegue.

O problema agora é achar um nome. Já usamos tantos.

Shadrach. Esse nome foi ideia da Ma.

Bem, Pa, já passou tudo.

Foi o que a enfermeira disse. Estou feliz que é um menino, Ma.

Oh, Ma! Você não devia estar aqui.

Onde eu deveria estar?

Sei que é forte, mas devia ficar na cama por algumas horas, pelo menos.

Ficar na cama? Por quê? Foi a Kim que ganhou o bebê.

Quer dizer que foi a Kim que ganhou bebê?

Quem pensou que fosse? Eu?

Oh, Pa, seu bobo!

Aconteceu algo?

Tom, você é pai de um menino de 3,600 kg.

3,600 kg...

Venham crianças.

Modos! Modos!

Obrigado pela comida diante de nós,

e obrigado pela nova adição à família.

Amém. Vamos comer.

Alguém na porta, Ma.

Eu ouvi.

Telegrama, Sra. Kettle.

De quem?

Devem ser amigos seus. Ninguém que eu conheça.

Vá em frente. Não são notícias ruins.

Quietas, quietas, crianças! Sosseguem! Sosseguem!

-Quem era, Ma? -O rapaz dos Correios.

-É dos pais da Kim. -Bem, e o que dizem?

"Chegaremos pela manhã. Elizabeth e Jonathan Parker."

Crianças, terminem logo o café, pois preciso limpar esse lugar.

Quando os pais da Kim chegarem, quero que se comportem.

Queremos que a estada deles seja a melhor possível, não é?

Sim!

Não acha que já seriam eles, não é?

Vou lá ver.

Bom, não é tão ruim quanto esperávamos.

São eles! Meninos, vão lá ajudar com as malas.

-Movam-se! Depressa! Depressa! -Posso ajudar, Ma?

Sim, fique fora de vista e coloque umas roupas.

Não, não, meninos.

Sou Ma Kettle. Você deve ser Elizabeth.

-Como está? -Você deve ser Jonathan.

Pena não estarem aqui quando o bebê chegou, mas, foi tão de repente!

Pessoal, vocês comeram algo?

-Tomamos café no trem. -Café? Isso é pouco.

Vamos entrar e vejo algo pra forrar o bucho.

-Oh! Minha bagagem nova! -Calma! Aqui, meninos!

Benjamin, solta isso!

-Não fique aí parado. Faça algo! -Sim, Elizabeth, querida.

Jonathan, olhe isso! Disse pra parar!

Olha o que fez! O que vão pensar de nós? Pra dentro!

Deixe-me ajudar. Ficarei feliz com o reinício da escola.

Não sabia que reformatórios fechavam.

Agora deixe tudo com a mamãe. Vou cuidar de tudo.

Que nome decidiram dar à criança?

Bem, nós estamos pensando em dar o nome do pai dele.

Thomas? Oh, mas minha querida,

Thomas é um nome tão comum. Um nome sem personalidade, sem cor.

Thomas Jefferson era Thomas!

Bem, claro que sempre há exceções.

Particularmente, adoraria que recebesse o nome do avô.

Tenho certeza que o Sr. Kettle aprovaria isso.

-Sim, madame, certamente. -Então, está combinado.

O nome dele deverá ser Jonathan.

Nunca reclamei de nada em toda minha vida.

Se essa mulher ficar mais um dia nesta casa, vou enlouquecer!

-Mais baixo, Ma. Ela vai ouvir. -Oh, não me importo se ouvir.

Se já não bastasse mudar os móveis de lugar...

Agora ela precisa de uma enfermeira particular para o bebê.

-Uma enfermeira particular? -Sim, uma enfermeira particular.

Esta tarde ela solicitou uma de Turnerville.

Eu tive uma enfermeira para você ou para os outros 14?

Se eu não sei cuidar de bebês, não sei quem saberia.

Bem, Ma, não será por muito tempo.

Não vai ser, hein? Aposto que ficará até o batizado

para ter certeza de que o bebê recebrá o nome que ela quer.

-Que nome ela quer? -Jonathan.

Mas Kim e eu estávamos pensando em Thomas.

Bem, ela decidiu diferente. Ela disse que

"Thomas é tão comum, sem personalidade, sem cor."

Não tenho nada contra "Jonathan". Mas ela insiste nele.

Sei como se sente, Ma. Mas pela Kim e por mim,

não ligue para o que a Sra. Parker fizer nos próximos dias.

Logo que ela se for, você poderá administrar tudo do jeito que gosta.

Eu não quero administrar nada, Tom.

Afinal, o bebê é seu e da Kim.

Mas se aquela velhota pensa que...

Oh, diga se pode ver através da luz do amanhecer

Sorria.

Sentem-se onde preferirem, pessoal.

Como vai, Ma?

Como vão, pessoal?

Crianças, crianças! Seu jantar está servido.

Crianças, eu disse que seu jantar está servido.

Venham comer!

Crianças, não esqueçam de comer todo o lanche.

E Ruthie, fique atenta para o que a professora disser.

-E aí aprenderá algo. Não é, docinho? -Sim, Ma.

-Agora apressem-se. -Obrigado, Ma. Até mais.

Até mais, Ma.

Que horas o Tom trará a Kim e o bebê pra casa, Ma?

Ele vai buscá-los lá pelo meio-dia.

Com a Kim e o bebê vindo pra casa e aquela enfermeira chegando hoje,

Não sei onde todos vamos dormir.

Nós daremos um jeito.

Olha, Ma, pra que fique mais confortável aqui,

que tal eu e as crianças irmos pra casa velha por uns dias?

Só até os pais da Kim irem embora.

Pa, você sabe que eu e você...

estamos juntos sob o mesmo teto desde que casamos.

Além disso, quem vai aprontar as refeições e cuidar de vocês?

Eu faria as refeições aqui, Ma.

Seria só pra dormir. É o que me preocupa.

Bem, vou pensar a respeito.

Bom dia. Bom dia, Sra. Kettle.

Bom dia. Como está o Sr. Kettle nesta manhã?

-O nome é Pa. -OK, Pa.

Teria algum problema eu levar o café da Sra. Parker no quarto?

Ela não está muito bem hoje. Pode comer só algumas coisas.

Seria pedir muito que preparase dois ovos escalfados?

-Dois ovos o quê? -Ovos escalfados.

Se tivesse pedido ovos escalfados há uns dias, eu poderia fazer.

Mas ontem mesmo, o meu escalfador quebrou.

Maravilhoso!

Deixe só eu terminar isso e eu vou cozer uns.

Pa, vá até a casa velha e traga mais ovos.

Já vou, Ma.

Só um momento. Quero ir junto. É mingau de cevada?

-Isso mesmo. -Não como isso desde criança.

-Importa-se que eu prove um pouco? -Fique à vontade.

Obrigado.

Obrigado.

Você é uma boa cozinheira, Ma.

-Melhor cozinhar os ovos pra sua esposa. -Deixe a velha urubu esperar.

Sabe, Jonathan,

acho que vou gostar de você.

Oh, olhe só pra mim!

- ALUGA-SE - CUIDADO COM AS CRIANÇAS

Acho que vou ter que consertar isso um dia desses.

-Você está bem? -Sim, sim. Estou bem.

Mas quebrei um ovo.

Você é uma figura, Pa.

-Eu sou? -Sim, você é.

Perdeu algo?

-Não, só lembrava meu velho ofício. -Oh, é mesmo.

-Estava em negócios de minas, não é? -Sim, engenharia de minas.

Alguma vez já achou uma dessas coisas atômicas que ouço tanto?

-Ah, gostaria de ter achado. -Eu também.

Vi na televisão sobre um homem ao norte daqui

que encontrou uma fornada disso crescendo no quintal dos fundos.

-Agora está com a vida feita. -Bem, não duvido disso.

O urânio é muito valioso.

Ah, tudo bem. Fica mais fácil para eu entrar lá.

Mas o que é esse tal urânio mesmo?

Urânio?

Urânio é um elemento branco, lustroso, radioativo, metálico...

que tem compostos que se usa em fotografias e vidros coloridos.

O isótopo U-235 tem capacidade de fissão contínua e é usado

-em bombas atômicas. -Bem, agora que entendo o que é,

-posso ver porque é tão valioso. -Ah, sim!

Aquela tal de enfermeira está aqui,

e quer te ensinar sobre higiene, ou algo assim.

-Antes que o bebê chegue. -Que higiene?

Não sei, mas tem algo a ver com uma dessas coisas.

-Aposto que é ideia da Elizabeth. -De quem mais?

Máscaras para baixo...

-Jonathan, por que demorou tanto? -Veja, eu...

Vá se limpar. O bebê chegará a qualquer momento.

Sim, Elizabeth, querida.

-É ela. -Qual delas?

Srta. Quimby, este é o Pa, meu marido.

-Prazer em conhecê-lo. -Da mesma forma, com certeza.

Eu cuido deles, Pa. A Srta. Quimby aqui quer lhe

dar algumas dicas sobre como criar bebês.

Parece que fizemos tudo errado com esse bando. Muitas novidades!

Sra. Kettle, tudo que a Srta. Quimby e eu estamos fazendo,

é para o melhor da criança, higienicamente.

Poderia, pelo menos, cooperar?

-Oh, eu poderia, hein? -E ser menos rebelde.

Acho que se a criação do bebê ficasse com os pais,

todos estariam melhores.

Ela está certa. Sabe, quando eu...

Vá em frente, Srta. Quimby, passe as instruções a ele.

Agora, a regra nº 1, sob nenhuma condição

permitirei que se aproxime do bebê sem estar usando uma dessas.

Muito educada, ela. E não... Ei!

Eles chegaram!

Máscaras para cima.

Depressa! Depressa, crianças. Máscaras para cima.

Sra. Kettle! Não me escutou? Máscaras para cima.

-Olá, Ma. -Olá, Kim.

Voltem aqui. Façam uma fila.

Por que todas essas precauções?

-O que disse? -Ideia da sua mãe!

Bem vinda ao lar, querida.

Oh, Pa, venha ver o bebê!

Ele é a sua cara.

É mesmo. Se estivesse com um chapéu, juraria que era eu.

Se não consegue ficar de máscara, fique longe da criança.

-Meu primeiro neto! -Oh, afaste-se!

Olhe aqui, não me importo com o que faça comigo,

mas mantenha suas mãos longe do Pa!

Oh, lamento que isso tenha acontecido, Srta. Quimby.

Espero que não reporte isso à Associação das Enfermeiras.

Bem, vou deixar passar desta vez, Sra. Parker.

Mas se acontecer de novo, partirei imediatamente.

-Espero que realmente faça isso, eu... -Ma...

Vamos, kim, vamos ao quarto do bebê,

onde podemos nos comportar como pessoas civilizadas.

Isso, isso vá lá, querida. Vá lá.

-Humph! -Sem "humph" pra mim!

-Ma, por favor! -Ma, não fique agitada.

Lembre-se que prometeu deixar passar o que a Sra. parker fizesse até...

Sei que prometi, filho. Mas se aquela bruxa tocar no Pa de novo,

eu vou...

Por que ela não pega a vassoura e voa de volta pra Boston?

-Rau! -Rau!

-Por que essa dança de guerra? -Não ser dança de guerra.

Dança de guerra brega. Ele fazer dança boas-vindas.

Boas-vindas para pequeno chefe branco.

Pequeno chefe branco?

Refere-se ao bebê, Pa. Muito gentil de vocês, Geoduck.

Nós trazer presentes para pequeno chefe. Veja!

Devemos dar presentes ao pequeno chefe pessoalmente.

Não vejo porque não podem ver o bebê, se eles querem.

Afinal, são nossos amigos, não?

Claro! Venham todos para dentro. Vou buscá-lo.

O que é todo esse barulho? Eu...

Índios! Vão nos escalpelar!

Não há nada a temer, Sra. Parker. São amigos da família.

Tire esses selvagens daqui!

Só querem dar uma olhada no bebê. Certamente isso não causará nada.

-Tom tem razão, Mãe. Vou buscá-lo. -Fique aí mesmo!

Não permitirei que um bebê

seja exposto a esses transportadores de germes.

Voltem para suas tendas, que são seu lugar! Todos vocês!

Só um momento. Aqui ainda é a minha casa,

e eu recebo quem eu quiser.

Esses índios são meus amigos.

E, se não gosta deles, você sabe para onde ir.

Não se preocupe. Logo que a Kim estiver forte para viajar,

iremos todos embora.

O que quer dizer com "todos"?

Não imaginou que eu deixaria

essa criança aqui, neste ambiente, não é?

Oh, não, essa criança terá cultura.

-Kim, você concorda com isso? -Claro que não. Estou tão surpresa...

Kim, fará exatamente como eu achar melhor!

-Não acha que está indo longe demais? -Quieto, Jonathan!

Sim, Elizabeth, querida.

Escute, Sra. Parker, acho que tive muita paciência sobre isso tudo.

Mas, ao insultar meus pais, foi longe demais!

Eu cresci neste ambiente.

E, se foi bom o suficiente pra mim, será para o meu filho também.

Não casei com sua família, Sra. Parker. Casei com a Kim.

E acho que cabe a Kim e a mim decidir como criar nosso filho.

Não fique chateado, Tom.

Acho que ficará melhor para todos se eu e o Pa

formos pra casa velha com as crianças.

-Isso mesmo, Ma. Isso mesmo. -Oh não, vocês não irão.

Não permitirei que alguém os tire de sua própria casa.

Ninguém está nos tirando. É o melhor. Tenho certeza.

Bem, se alguém deve sair, acho que deve ser a Sra. Parker.

Francamente, ficarei bem feliz de vê-la partir.

Escute aqui, Tom Kettle! Não pode falar assim com a minha mãe!

E não se importa de como ela fala com a minha mãe?

Oh, Tom, não comece a brigar com a Kim.

Além disso, o Pa gosta da casa velha.

Não é, Pa?

-Certamente. -Claro. Crianças, arrumando as malas.

Amanhã voltaremos pra casa velha.

Melhor você ir agora, Geoduck.

Poderá entregar os presentes ao pequeno chefe branco noutra hora.

Vamos dar o pé daqui amanhã de manhã.

Não é tão bonito lá na casa velha, mas é mais confortável.

Sempre digo que somos nós que fazemos o lar.

-Pa, está com sapatos na cama. -Mas são os meus melhores.

Pode tirá-los.

Oh, nem adianta eu tentar dormir.

É só lembrar daquela mulher nos expulsando de casa, meu sangue ferve.

Não farei isso! Pa, vá lá e diga pra ela se mudar.

Mas, Ma...

Levanta e vai lá dizer a ela!

Ela não vai me fazer de idiota. Vista uma roupa.

Vou ensinar uma ou duas coisas a ela.

Põe umas calças!

Eu vou...

Só um minuto. Espera aí! Por que você deve dizer a ela?

Volta pra cama.

Vai pensar que sou covarde e que tenho medo de falar com ela.

Vai pensar que não tenho brio para encará-la. Espera aí.

Você é o chefe da casa. Você deve dizer a ela.

Levanta da cama.

Se eu perder minha paciência, não sei o que pode acontecer.

Ainda assim...

Não, eu acho...

Por outro lado...

Ma, decida-se.

Já me decidi.

Vamos juntos dizer a ela.

Bem, não precisamos ir longe!

Não! E ouvi cada palavra que disse.

Então, vai me pôr pra fora?

Isso mesmo, sua xereta! Vai de uma forma ou de outra.

Isto é, pela porta ou pela janela.

E, se não for por sua conta, ajudarei com um empurrão.

Isso não lhe ajudará com a Kim e o bebê, sabia?

-Ora, cale a boca! -Gostaria de ver você me calar.

Gostaria, né?

Isso fará ela se calar.

Acalmem-se, crianças.

Ruthie, ajude o Jimmy e comecem a descarregar agora.

-É bom estar de volta à velha casa, Ma. -Certamente, Pa.

Às vezes, desejaria não ter ganhado aquela casa nova.

Eu também, melhor entrar e começar a limpar.

Melhor consertar essa porta de tela, Pa.

Sim, vou consertá-la um dia desses.

Ei! Saiam daqui!

Saiam daqui!

Ah, que paz!

Vamos lá! Vamos! Saiam daqui!

Vamos lá! Mexa-se e ajude!

Pa, não é saudável que essa porca fique na casa.

Como pode dizer isso, Ma?

Essa porca nunca ficou doente desde que a temos.

Quis dizer que não é saudável para nós.

E conserte essa porta de tela antes que as moscas invadam a casa!

Sim, senhor. Vou pedir uns pregos emprestados

e consertarei um dia desses.

Vou ter que emprestar outro prego pra consertar isso um dia desses.

Pa, vai ter que abrir um novo poço. Este aqui está seco.

-Farei isso um dia desses. -Diz isso há seis meses.

É mesmo? Prova de que não me esqueci disso.

Você é mais preguiçoso que aquela cadela que tivemos.

Qual delas?

Aquela que se escorava na parede enquanto latia.

-Ah, aquela. -Ora, saia do meu caminho!

Vai brincar com seu rádio ou algo enquanto faço a janta.

-Bom dia, Ma. -Bom dia, Pa.

Nossa! Como é bom não precisar me vestir.

O que houve, Pa? Saiu da cama antes de eu ter que gritar.

Virei a página, Ma. Sou um novo homem.

Logo depois de tomar o café da manhã,

Vou pegar uns bastões de dinamite emprestados,

vou chamar o Geoduck e o Crowbar...

e começaremos a cavar um novo poço pra você.

-Está se sentindo bem, Pa? -Certamente que sim.

Agora, apure com esse café, mulher. Há muito trabalho a ser feito.

Ele falou "trabalho"?

-Trouxe a dinamite, Geoduck? -Está aqui.

Sabe, sinto muito pelo modo como a Sra. Parker tratou vocês ontem.

Gralha do leste muito atrevida.

É da sociedade. Não entende pessoas como nós.

Alega que os ancestrais dela vieram no Mayflower.

Ah, isso não ser nada, os meus os receberam.

Nunca me passou pela cabeça.

Bem, onde vamos cavar o novo poço?

Por que não perto do velho poço?

Parece um bom lugar, eu acho. Sai daqui.

-Ei, Steve! -Hein?

Venha aqui! Olhe só essa agulha!

Nossa! Parece que achamos.

Julius, me dá isso. Ah, visitantes.

Olá, sabe quem é o dono daqui, velhinho?

Admito que sei e o nome é Pa.

Ok, Pa, já pensou em vender esse lugar?

Eu e meu sócio pensamos em fundar um clube de caça,

e aqui seria perfeito.

Ah, não seria bom para isso.

Não tem nada aqui, só alguns esquilos.

Isso não importa. Fazemos estoque. Quanto quer por ela?

Bem, agora não sei dizer, teria que falar com a Ma.

Se der uma passada em alguns dias, posso lhe dizer.

Ok. Vejo você depois de amanhã. Até mais, Pa.

-Até mais, Pa. -Até mais.

Rapaz educado.

Bem, vamos lá com o poço.

Saia daí.

Rapazes, rapazes. Vamos descansar um pouco.

Não faz sentido nos esgotarmos.

Descansem e aproveitem para fumar.

Saia daqui.

Fumamos depois de colocar a dinamite, Pa.

-Vai ser um grande poço, Pa. -Faremos um colosso, logo que fumarem.

Geoduck, esse tabaco que está fumando tem um cheiro horrível.

Deve ter comprado a pior marca que o Billy Reed tinha.

Aqui, pegue um pouco do meu.

Geoduck!

Bem, parece que o Pa conseguiu sua dinamite.

- Não vai tirar isso, Ma? - Não.

Se é pra trabalhar como um cavalo, posso parecer como um também.

Puxe! Puxe!

Pa! Você está bem, Pa?

Sim, mas deu mais trabalho do que imaginei.

-Bom dia, Pa. -Como vai?

-Que diabos estava fazendo? -Cavando um novo poço pra Ma.

Trabalho duro para este clima, não?

Trabalho duro pra qualquer clima.

Pena não ter eletricidade na casa velha.

Consegui uma ótima promoção de ventiladores.

Bem, mas nós vamos colocar luz aqui.

E aí, então...

Comprei vários desses de um homem que está largando o ramo.

Dá pra acreditar que estou vendendo a $3,50 cada?

Parece uma pechincha mesmo.

Funciona em qualquer corrente. Lâminas de borracha, está vendo?

Assim não há risco das crianças machucarem os dedos.

E outra coisa...

Funciona bem com certeza, não é?

Que pena que não temos luz na casa velha.

Como... Como fez isso?

-Como fiz o quê? -Fez o ventilador funcionar.

Mas não era pra ele funcionar?

Certamente, mas não sem eletricidade.

-Ele funcionou, não é? -Com certeza.

-Bem, o que você fez? -Não lembro direito.

Acho que foi porque segurei isso assim?

Está fazendo de novo!

-Pa, deve ter uma bateria com você. -Não, eu não tenho.

Ah, o que tem aí no seu bolso?

Nada, só terra.

Oh, você... Você deve...

Deve estar carregado de eletricidade de alguma forma.

A não ser que seja o ventilador. Vamos tentar com outro.

Pa, você é um dínamo humano. Vou levá-lo ao hospital

antes que estoure um fuzível ou algo assim.

Você tocou a buzina?

Não.

Olá!

Pa, a Ma me disse que o encontraria por aqui.

Nossa! Como estou feliz em vê-lo!

Billy, Jonathan Parker. Jonathan Parker, Billy Reed.

-Como está? -Prazer em conhecê-lo.

-Eu ia levar o Pa ao hospital -Hospital? Por quê?

É que ele virou uma bateria humana. Está carregado de eletricidade.

-Não é, Pa? -Suponho que sim.

-Oh! Está brincando? -Bem, se acha, venha aqui.

Aqui, Pa.

E... E... Olhe isso!

Nossa! É inacreditável!

Isso não é nada. Espere para ver o que ele faz com o ventilador.

Não acreditaria nisso se não visse com seus próprios olhos.

Mostre a ele, Pa. Segure aqui.

Uau! Eu... Eu... Não posso acreditar!

Aqui, mostre o que acontece quando segura isso.

-Meu... Meu Deus! Ela acende! -Agora acredita em mim?

Mas desde quando ele faz isso?

Não tinha notado, até alguns minutos atrás.

Teve bastante contato com o solo enquanto trabalhava no poço?

-E como! Fiquei enterrado ali. -Aí está!

-Está o quê? -Você está radioativo.

O que é isso?

Pa está emitindo radiação de um núcleo atômico.

Isto é, a propriedade do pa está cheia de urânio,

e ele está com um pouco no corpo.

-Isso é bom ou ruim? -O que diria se descobrisse

que está prestes a se tornar um homem muito rico?

Quer dizer que isso tornará o Pa rico?

Se houver urânio, e aposto minha reputação que há,

o governo lhe pagará um bônus de $10.000

e comprará todo minério de urânio encontrado na propriedade dele.

Nossa! Ouviu isso, Pa?

Com certeza.

Segura o meu mais firme, Pa.

Se eu tivese trazido os ingredientes,

poderíamos fazer sorvete e bolo pra comemorar.

É assim que se escreve, Pa?

- "Felis Oranio" -

É...

Pa, isso é maravilhoso!

Receio que isso vai me manter dentro de casa demais.

Por que não tira esse macacão? Vai se sentir melhor.

Boa ideia, Ma. Me dê uma mão, Geoduck.

Sabe, Billy, esse lugar sempre nos deu sorte.

Sorte? Tenho uma grande proposta de negócios pra fazer a vocês.

-Você tem? -Pode apostar.

Obrigado, Geoduck.

Pa, pegue-os e leve daqui.

Se não isso aqui vai parecer uma bagunça. E ligue o rádio!

Não dá, a bateria morreu há uma hora.

-Não morreu completamente. -Pa!

Sim, Ma?

O Billy tem uma proposta que quer discutir conosco.

Terão uma boa renda com o urânio, e minha ideia fará economizarem.

Cada centavo salvo, é um centavo ganho.

Acho que você e a Ma deveriam ser incorporados.

Pa e eu devíamos ser incorporados?

Está insinuando que não somos casados?

Oh, não, Ma. Digo formarem uma corporação de urânio.

Assim, terão direito a ganho de capital no imposto de renda.

Imposto de renda? O que é isso?

Imposto de renda é o que sustenta o governo.

Quer dizer que temos de sustentar nossos filhos e o governo?

-Todos que trabalham pagam. -Bem, assim...

se trabalharmos para obter urânio, isso já fica com outra perspectiva.

Talvez seja melhor deixar o urânio ficar

no solo até se tornar mais valioso.

Pa, vamos pôr alguém pra cavar pra nós,

vamos comprar um carro e viajar por aí.

Chamaremos de Corporação Pa e Ma Kettle.

Billy, foi seu ventilador que nos mostrou o urânio.

E foram Geoduck e Crowbar que cavaram aquele buraco.

Assim, acho que todos nós devemos estar na corporação.

Bem, Pa, se você acha isso,

vamos elaborar um acordo.

Coincidência! Por acaso eu tenho um acordo

esboçado para caso vocês quisesem um.

Olha se isso não é uma grande coincidência!

Bem, vou ler pra vocês.

Começa com "Em testemunho". É assim que deve começar.

"Este acordo assinado no dia 20 de julho do ano de 1950,"

"entre Pa Kettle, parte da 1ª parte,"

"Ma Kettle, parte da 2ª parte,"

"e Billy Reed, Geoduck e Crowbar, partes da 3ª, 4ª e 5ªs partes."

"As partes acima da 1ª parte e da 2ª parte,"

"concordam em repartir a parte deles com as partes..."

"da 3ª parte, 4ª parte e 5ª parte."

"Fica acordado que todas as partes devem fazer sua parte..."

"para assegurar o acordo entre as partes da 1ª parte,"

"2ª parte, 3ª parte, 4ª parte e 5ª parte."

Isso é apenas parte do contrato.

Tem partes aí para montar um carro e ainda sobra.

"Caso a 1ª e 2ª parte tornem-se parte de algo não acordável..."

"para a 3ª, 4ª e 5ª parte,"

"a 1ª parte e a 2ª parte terão responsabilidade com..."

"a 3ª, 4ª e 5ª parte."

Segura aí, Billy. Já chega.

-Foram partes demais! -Isso é só um esboço.

Quando estiver com ele pronto, não entenderemos também.

E sobre a porcentagem.

Pensei em 75% para vocês, Pa e Ma.

E 25% divididos entre nós cinco:

Geoduck, Crowbar, eu, Tom e o bebê.

Isso dará 5% pra cada um de nós.

Billy, você está trapaceando a si mesmo.

Se há 25% para dividir entre vocês 5,

fica 14% para cada um.

Oh, não! Escute, Pa, eu não o enganaria. Não mesmo.

Olhe aqui. Vou mostrar.

Deixe-me apagar isso. Então... Aqui.

25...

dividido por 5 é igual a 5.

Está vendo, o 5 por 2 não dá, não é?

Mas, 5 vezes 5 dá 25, viu?

Não, está errado, Billy. Olhe, olhe.

Eu sou um ótimo matemático.

Agora, 5 para 25...

-5 por 2 não dá, certo? -Não.

Mas o 5 em 5, dá uma vez.

E não usamos o 2 antes,

então, trazemos ele pra baixo.

E em 20, tem 5 vezes o 4.

Aí está. 25 por 5... 14.

Não. Olhe, Pa, deixe-me provar através de multiplicação.

5 vezes 5...

5 vezes 5 dá 25.

Billy, estou surpresa com o seu conhecimento.

Estou surpresa com seu conhecimento! Agora eu vou mostrar.

5 vezes 14 é 25.

5 vezes 4 é 20. 5 vezes 1 é 5.

25. É isso!

Não, não. Olha, Ma. Olhe aqui.

Isso está errado, porque... Eu... Eu vou provar.

Vou colocar aqui 5 14s. 14, 14... Aí!

Agora vou provar por adição...

que... que 5 14s não dão 25.

4, 8, 12, 16, 20...

21, 22, 23, 24, 25.

Aí está! Melhor apagar isso, Billy.

Não quero ver vocês trapaceados.

-Tom. -Olá, Ma.

-Olá. -Olá, Tom.

-Algo errado, filho? -Tudo.

Bem, entre e sente-se.

-Como está o bebê? -Está no hospital.

-O que houve, filho? -Um simples resfriado, só isso.

-Então, por que levar ao hospital? -Kim e aquela mãe dela...

Elas o levaram enquanto eu estava na fábrica.

E aquela enfermeira cheia de ideias pomposas?

-Não podia cuidar do bebê? -Ela está no hospital também.

-Trabalhando? -Esgotada.

Ótimo. Mas quem vai cuidar dele quando for pra casa?

Ele não voltará pra casa.

Como assim "Ele não voltará para casa"?

Logo que melhorar, vão levá-lo pra Boston.

-Quem o levará, filho? -Kim e a mãe dela.

Quer dizer que a Kim... Tom!

Não pode deixá-la fazer isso. Vai estragar toda sua vida.

-O que eu posso fazer? -O que pode fazer?

Pra começar, pode ir ao hospital e tirá-lo de lá.

-Isso mesmo, Tom. -Você tem direitos.

Mas o que deu na Kim?

Se ela decide uma coisa, é assim que deve ser.

Bem, mas não é como eu decidi. E não é assim que vai ser.

Escute aqui, Tom, temos que pegar esse bebê.

Mas como? Os médicos não darão alta até passar o resfriado.

-São as regras. -Ah, não importam as regras.

Você é o pai dele, não é? Aqui é a América, não é.

E há algo em algumas daquelas emendas que diz...

que ninguém pode tomar algo que é seu por direito.

Você busca o bebê e aposto que a kim mudará de ideia sobre Boston.

-Não é, Pa? -Certo como a chuva, Ma.

Bem, acho que nós vamos indo. Vejo você amanhã, Pa.

-Boa noite. -Vamos lá, rapazes.

E não se preocupe demais com o garoto, Ma.

-Tenho certeza que dará tudo certo. -Claro. Certamente.

-Boa noite! -Boa noite!

Ufa!

-Bem, Pa... -Tudo bem, Ma,

se eu passar algumas noites aqui com vocês?

A coisa está tão ruim assim entre vocês, Tom?

Sim.

Nós arrumamos lugar para... Você jantou?

-Não, mas não tenho vontade... -Ah, venha aqui.

Sente-se e converse com o Pa enquanto preparo algo pra você.

Sabe, sua mãe tem razão sobre as emendas.

Ela diz...

Ela tem razão.

Sabe, Ma, se eu emprestasse a escada do Jim Tullett,

poderíamos entrar pela janela do hospital e pegar o bebê.

Você quebrou a escada do Jim há um ano e ele nunca consertou.

Ele nunca?

Rapaz preguiçoso, não é?

A mãe da Kim adoraria lhe pegar sequestrando o bebê.

Pa e eu vamos ao hospital de manhã

dar uma olhada no bebê assim mesmo.

Quem será a essa hora da noite?

Sempe que precisar de algo, pode contar com Billy Reed.

-Oh, quer dizer que... -Seu neto.

Oh, Billy!

Como poderei agradecer? Aqui, deixe-me pegá-lo.

-Billy, como conseguiu? -Não foi fácil.

Os médicos não se opuseram a você levá-lo de lá?

Ah, ninguém soube de nada. Entrei pelos fundos e o peguei.

Qual é o problema com o homenzinho da vovó?

Já sei qual é o problema do homenzinho da vovó.

-Billy, não devia ter feito isso. -Por que não?

Acha que eu ficaria parado vendo a sua mãe com o coração partido?

Admiro sua boa intenção, mas você pode ser preso.

-Preso? -Sim, isso é um seqüestro.

Como um seqüestro? Não roubei o bebê dos pais, devolvi a eles.

Ei!

-Esse não é nosso bebê? -Não é?

-É uma menina! -Uma menina?

-Pelo amor de Deus. -Tem certeza, Ma?

Não sou cega, né? Leve-a de volta antes que deem falta.

Não posso fazer isso agora, pois...

Pode ser a polícia.

Esconda ela, Ma. Esconda!

Não, não, não, não! Lá não, lá não.

Não! Não, Ma, não.

Dois bebês?

Nós dar sorte!

-Mas como há dois deles? -Não se diferenciar.

Você pega o que quiser. Levamos outro de volta.

Tom, você o viu mais vezes. Qual é o seu?

Bom, é difícil diferenciá-los mas eu... eu...

acho... eu... acho que esse é o meu.

Já sei.

Deixe-me pegá-los.

Vamos lá de novo.

Eu... agradeço muito pelo que estão fazendo por nós.

Nós seus amigos, Pa.

Além disso, não gostar de gralha do leste.

-Isso ensinar ela. -Certamente.

Rapazes, o que acham de tabaco grátis por um ano?

-Quem devemos escalpelar? -Ninguém.

Vocês vão levar um desses bebês de volta, não?

Certo. Só precisam levar um de volta pra mim também.

Outro?

É que também peguei um bebê no hospital, mas era o bebê errado.

É uma menina.

Pegou indiazinha em vez de um bravo.

Quando terminar de rir, tenho notícias pra vocês.

Esses dois são meninas também.

Indiazinhas os dois?

Eu disse pra ver bem.

Agora temos que levar os dois de volta.

Onde estar outro?

Ali, na cesta de roupas.

Ainda ganhamos tabaco?

-Certamente. -Promete?

Eu... prome...

É o xerife!

Boa noite, Ma. Como vai, Pa? Olá, rapazes.

-Olá, xerife. -Olá, xerife.

O que lhe traz aqui a essa hora?

Parece que 3 bebês foram roubados do hospital.

-Não diga! -Viu algum estranho por aqui?

Não, não vi. Tem alguma ideia de quem fez isso?

-Sim. -Oh!

Mas, eles não vão escapar. Todas as estradas do condado estão bloqueadas.

Muito bem. Espero que os pegue.

Pegaremos.

Imagino que esses bebês não estão muito longe.

Boa noite! Desculpe o incômodo.

Boa noite, Xerife.

Perece que há um bebê por aí.

-Deve ser um dos meus. Vou olhar. -Se importa se eu for junto?

Oh, não, não.

-Xerife. -Sim.

Está vindo de fora.

Vamos verificar.

Venha aqui, Xerife.

-Desde quando acha que estão aqui? -Quem sabe?

Espero que não mencionem isso a ninguém, pessoal.

Com as eleições se aproximando, podem achar no condado que eu...

Eu poderia parecer um tanto tolo e... Vocês entendem, não?

Claro! Claro! Todos nós cometemos enganos às vezes.

-Bem, obrigado. Boa noite! -Boa noite!

Calado.

Que bom que fomos ao hospital ver o bebê, Pa!

Também acho, Ma. Não parece haver nada sério com ele.

Ah! Nada que um pouco de cuidado e amor não resolvam.

Se nos deixassem trazê-lo pra casa, tenho certeza...

Bem, parece que temos novidades.

-O que está acontecendo? -Não sabe ler?

Sim, sei ler. E não não gostei.

Você não mora mais aqui.

Não... Nós moramos aqui há 25 anos.

E há 25 anos não pagam seus impostos.

Nós pagamos. E agora, a propriedade é nossa.

E essa agora? Quando não é uma coisa, é outra.

Um momento. Quanto em impostos atrasados esta propriedade devia?

$275

Adquiriram todas essa propriedade por $275?

E o que pretendem fazer com ela?

O que isso lhe interessa?

Me disseram que iriam fundar um clube de caça.

Clube de caça?

-Já os encontrou antes? -Logo ali, há uns dias atrás.

Oh! Cavalheiros. Cavalheiros...

Sei que querem ser justos em relação à toda essa questão,

e não gostariam de ver essa gente perder sua propriedade, seus bens

por conta de um pequeno mal-entendido.

Então, vendam de volta pra mim, compensando esse transtorno.

E que valor vai "compensar nosso transtorno"?

$500.

$750.

Oh, Jonathan.

Bem, Stu, parece que fiz você vir aqui por nada.

Pa não é mais dono daqui.

Eles pagaram os impostos atrasados e são os donos.

Então, vá em frente e conte gentilmente sobre seus achados.

Não há nada aqui.

Não há nada mesmo na propriedade toda?

-Nem uma grama de nada. -Por que não pára com isso?

Trouxe ele aqui só pra acreditarmos nessa história e vendermos barato.

Sabemos que é o contrário, não?

Esse lugar está carregado de urânio e ele é um impostor.

Cavalheiros, só um momento, só um momento.

Quando chamam Stuart Ludlow de impostor, estão fazendo um papelão.

-Este... é Stuart Ludlow? -Sim.

-Que fazia parte do Comitê Atômico? -Isso mesmo.

Mas nós examinamos a propriedade há alguns dias.

-O contador Geiger reagiu como... -Aposto minha reputação.

Não há uma grama de urânio num raio de 20 milhas daqui.

Ainda quer por $750?

$500? $250?

Não, cavalheiros. Se lhes dermos 1 centavo por ela,

seria admitir que são os donos legais, o que não é verdade.

-Não entendi. -Então, explicarei.

Para ter posse legal de propriedade com impostos atrasados,

o dono deve ser notificado por carta com 3 dias de antecedência.

Vocês receberam o aviso final pelo correio?

Tenho recebido avisos há 15 anos, mas nunca um final.

Então, a propriedade não é legal. Também são culpados de má conduta,

apropriação indevida de recursos públicos e perjúrio.

E, acima de tudo, descumpriram a lei também.

Bem, se não é legal, não queremos fazer parte disso.

Aqui está a escritura. Podem ficar com ela de graça.

-Obrigado. -Não vão se escapar fácil assim.

Não sabem que existe algo chamado difamação?

Podem processá-los por fraude.

Já ganhou os impostos devidos. O que mais ele vai querer?

Ele tem direito a um acordo financeiro adicional.

-Quanto? -4 dólares seria pedir demais?

-4 dólares? -Bem, aqui está.

10 dólares e sua escritura.

Vamos embora daqui antes que mudem de ideia.

Poderia ter esperado mais, Pa. Eu teria conseguido muito mais.

Oh, se me perguntar, eu me dei bem.

-Mas não sabia que era advogado. -Não sou.

Mas funcionou, não? Obrigado, Stu, pela sua encenação.

Não fosse isso, não teríamos a propriedade de volta.

-Que encenação? -Sobre a ausência de urânio.

Não há.

-Está brincando! -Bem que gostaria.

Mas como disse, não há uma grama de urânio num raio de 20 milhas.

Lá vamos nós de novo. De volta ao começo.

Só um momento, Ma. Como pode dizer isso?

Retomamos nossa propriedade, os impostos pagos e mais $10!

Acho que isso pede uma pequena celebração.

Tenho uma cidra escondida na casa.

Vamos entrar e comemorar. Provar um pouco.

-Boa ideia. -Melhor voltar à cidade e me limpar.

Vejo você antes de partir esta noite.

-Desculpe fazê-lo vir à toa, Stu. -Tudo bem.

Lamento não dar um laudo favorável.

Oh, aqui. Você pode brincar com isso.

Talvez, tenha mais sorte com isso do que eu. Te vejo depois.

Sim. Até mais, Stu.

Não entendo, Pa. Você está radioativo há uns dias com certeza.

Que isso sirva de lição. Se fizesse o que sabe, como arrumar o poço

ou consertar o galinheiro, se daria melhor.

Nunca dei bola mesmo pra esses "átomos".

Escutem! Escutem isso!

Veja! Veja! Veja! Olhem o ponteiro!

-O que isso significa? -Há urânio em algum lugar aqui.

Nunca deu bola, não é, Ma?

Dentro da casa!

É aqui.

Deve ser no quarto.

Nossa! Deve ser no macacão!

Oh, sim, sim. Nele mesmo.

-Onde conseguiu esse macacão, Pa? -O sobrinho deu pra ele.

-Onde ele conseguiu? -A Marinha deu pra ele.

Lá na Marinha, participou do teste da bomba atômica no Pacífico?

-Sim. Estava lá. Viu tudo. -Disse que foi uma explosão daquelas!

Bem, isso explica tudo. Este macacão está radioativo.

Quer dizer que esse é todo urânio que tenho?

Receio que sim.

-Ma! Ma, escute só isso. -Sim?

Kim e a mãe partem pra Boston às 12:15. Já saíram do hospital.

-Mas e o bebê? -Vão levar junto!

Temos que impedi-las! Pa, organize seu time.

Não dá tempo. Até reunir todos, elas já terão partido pra Boston.

Melhor nos apressarmos. Já são 11:30.

Já sei. Vou emprestar o carro do Jim Tullett.

Vamos nos mexer.

Ela não vai aprontar pra mim. Vou dar um jeito nela.

Larga isso, Ma. Não pode usar. Pode atingir o bebê.

Além disso, a licença expirou.

Pa, eu não sabia que dirigia.

Nem eu até há pouco.

Vamos lá.

Mãe, tem certeza que estou agindo certo?

Kim, já me perguntou isso umas 12 vezes.

Claro que está fazendo a coisa certa. Vamos lá.

Cuidado, Pa!

-Perdeu eles, Pa. -Alcanço em Sweet Water.

-Acha que consegue? -Claro que sim.

Bem, apresse-se.

Este não é o caminho para Sweet Water!

-Qual o problema? -Conheço um atalho.

Cuidado!

Ah não! Cuidado! Cuidado, Pa!

Cuidado com o varal, Pa!

Vamos lá, Pa! Não seja doido!

Ei! Tire isso daí!

Com certeza seu carro escolheu um ótimo lugar pra enguiçar.

Não enguiçou, foi de propósito. Vai lá, Ma e pega a criança.

-Ok, Pa. -Agora precisa tirar isso daqui.

Eu disse que precisa tirar isso daqui!

Não ponha a mão na propriedade alheia. Não!

-O que está havendo? -Olha, tire as mãos do meu carro.

Vamos dar um empurrão. Solte o freio, velhote.

Não até a Ma voltar com o que foi buscar! Não mesmo.

-Escute, não pode segurar o trem -Não posso? Sei, mas estou segurando.

-Temos um itinerário a cumprir. -É mesmo?

-Que horas são? -Passam 30 minutos...

As duas senhoras que embarcaram em Cape Flattery estão aqui.

-Olhe aqui, Kim. Eu não... -Que petulância!

Foi pra você que pararam o trem? Sabe bem...

Ah, pode parar!

Jonathan! Nunca falou assim comigo. Como ousa falar assim...

-Pegue o bebê, Tom. -Largue essa criança!

Sente-se! Cuide da sua vida.

-É o meu bebê e o exijo de volta. -Você também.

Ah, vá para Boston com sua mãe!

Jonathan! Vai permitir que isso aconteça ao seu neto?

Não só vou permitir, como sou a favor disso.

Volte pra Boston. E leve essa sua filha mimada junto.

-Eu vou ficar aqui. -Nunca falou assim comigo antes.

Então devo avaliar minha sanidade. Eu gosto desse tipo de gente.

E mais ainda: Não volto pra casa até ajeitar tudo. Vamos, Ma.

Tom! Tom, por favor, não vá.

Não quero ir pra Boston com a mamãe. Quero ficar com você e o bebê.

Por favor, me perdoe, Tom.

Se eu perdoar, vai se comportar no futuro?

Certo. Eu perdoo.

Nossa! Dê um beijo nela e acabem logo com isso!

Apressem-se, Ok? O Pa não pode ficar segurando este trem pra sempre.

Adeus.

-Olhe, Vovô... -Vamos deixar claro: O nome é Pa.

Ok, mas lhe dou 15 segundos pra tirar essa coisa dos trilhos.

Se continuar aqui, vamos empurrá-lo. Vá pra sua cabine, Jerry.

Dois, três,

quatro, cinco,

seis, sete,

oito, nove...

Não precisa contar mais. Eles estão vindo.

Cadê a Ma?

Estava logo atrás de nós. Já deve estar vindo.

Eu fui tão horrível, tentando controlar tudo.

Será que poderá me perdoar?

Pare de chorar, querida. Ou eu vou começar também.

Sra. Kettle, você é tão compreensiva.

-O nome é Ma. -E você pode me chamar de Lizzie.

Ok, Liz, vamos lá!

Ma! Ma!

-O que houve? -Pa, a bateria morreu.

Aquele Jim Tullett! Nunca conserta as coisas.

Vamos, Jonathan. Vamos dar um empurrão.

Pare! Pare com isso! Há uma lei contra isso.

Há uma lei contra seqüestros também.

-Seqüestro? -Sim, seqüestro.

Sem passagem e me leva contra vontade

Espere aí, senhora...

Ouvi dizer que há uma lei sobre cruzar estados levando uma mulher.

Então, é melhor nos deixar descer aqui e agora.

Sim, senhora.

Obrigada. Vamos, Liz.

Acha que conseguimos um táxi, Ma?

Bem, Liz, aquele é o único táxi que encontraremos por aqui.

Venha.

Sabe como isso funciona, Ma?

Claro. É como lavar roupas. Suba a bordo.

Sabe, Ma, é a 1ª vez que estamos nos virando juntas.

Bem, vamos nos mexer juntas. Comece a bombear.

Isso vai ajudar a melhorar nossa silhueta.

Sabe, Ma, aposto que um dia você teve um corpo de violão.

Sim, mas com certeza, as cordas estouraram.

Ma, veja! Veja!

Por que não olha por onde anda?

Bem, vamos lá de novo, Liz.

Comece a bombear.

Ei! Pode nos dar um empurrão?

Estamos chegando perto de casa, Liz.

O Túnel 28 está logo na nossa frente.

Espero que o telegrama que mandou, faça o trem parar.

Vão parar, sim.

À essa altura, Ma e Elizabeth já fizeram um rebuliço no trem.

É uma pena que as duas não consigam se dar bem.

-Ma! -Elizabeth!

Já era hora de chegarem aqui.

Sentem-se. A Liz está preparando uns ovos escalfados pra nós.

Venham pegar!

Tradução: Rosita McCartney Ajustes: Walter Santos

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