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ALFRED HITCHCOCK APRESENTA
Legendas traduzidas e sincronizadas por:
Tonius Lusitanus luso.legendas@gmail.com
Boa noite, estagi�rios, pacientes e curiosos.
Uma das maravilhas da televis�o � o seu valor educacional.
H� alguns anos atr�s, apenas um punhado de pessoas
poderia ter testemunhado esta opera��o rara e delicada.
Agora, devido � televis�o, milh�es de pessoas podem testemunhar este evento,
incluindo a pr�pria paciente,
a quem vamos presentear, com um filme dos procedimentos desta noite,
conjuntamente com um projetor,
para al�m de uma linda pulseira.
Cada pingente representa uma fase da opera��o,
com r�plicas de cada um dos �rg�os removidos.
Incidentalmente, chamamos ao nosso programa
"Este � o seu..." uma frase que n�o terminamos
at� vermos como a opera��o acaba.
E agora, meus senhores, podem fazer a incis�o.
Parem. Isto � uma encena��o.
S� um momento. S� um momento. Esquecemo-nos da anestesia.
No entanto, tenho aqui uma coisa que vai p�r qualquer um a dormir,
em apenas 60 segundos.
Robert H. Harris e Joanne Linville, em: O LUGAR SEGURO
CONS�RCIO NOVA AMESTERD�O (BANCO) FILIAL DE STURGES
Esta � uma conta nova, Piper.
Quero que lhe seja dada toda a aten��o.
Com certeza, senhor.
Est� tudo bem?
Tudo bem, senhor?
Oh, refere-se ao escrit�rio. Oh, sim, senhor, na perfei��o.
O neg�cio de balc�o est� um pouco em baixo, mas isso � normal para a �poca.
Bem, isso n�o precisa afetar a nossa moral, pois n�o?
Oh, certamente que n�o, senhor.
Acho que toda a gente trabalha no andamento.
Se n�o "allegro", certamente "sostenuto", musicalmente falando.
(Allegro = r�pido Sostenuto = constante)
Sim.
Estou surpreendido consigo, Menina Manners.
Vai fazer com que me demitam.
Isso � a �ltima coisa que eu quero.
N�o se esque�a do nosso encontro do almo�o. Ao meio dia em ponto.
Oh, mas...
S.r Piper?
Bom dia, S.r Manett.
Bom dia.
- Os 50 do costume? - Exatamente.
D�-me notas usadas desta vez, pode ser?
A �ltima vez que me deu das novas, colavam-se umas �s outras.
E dava por mim a colocar no pote, mais do que queria.
- Pote? - Sim.
Voc� sabe, p�quer.
Oh, ent�o voc� � jogador, S.r Manett?
Bem, s� tecnicamente.
Os jogadores s�o tipos que pensam que o dinheiro fala.
Os jogadores de p�quer ouvem as cartas.
Eu ganho a vida a jogar �s cartas contra os jogadores.
Ora, n�o me diga que � contra o jogo, S.r Piper.
Oh, de maneira nenhuma.
Enquanto estiver dentro das nossas possibilidades.
Isso tem a ver com a maneira de ser de cada um.
Com algumas pessoas � desporto, sabe, como o golfe ou qualquer outra coisa.
Eu, preciso de exercitar o velho c�rebro.
Um exerc�cio muito extenuante, tamb�m.
Voc� tem que treinar para isso, como qualquer outro exerc�cio.
Veja, um dos segredos do meu sucesso � o treino, S.r Piper.
Ah, sim!?
A maioria dos tipos com quem jogo, bebe.
Eu n�o.
Antes de entrar num jogo, vou para casa e durmo.
Quando os outros j� n�o diferenciam um terno de um �s,
eu continuo desperto e a depen�-los.
S.r Manett, desculpe-me.
N�o sei se sabe, mas temos um novo gerente na filial.
E, bem, voc� conhece o velho ditado acerca das novas vassouras?
Oh, claro, j� estou a entender.
Sugiro que, se quiser manter a sua conta neste banco,
� melhor n�o falar da sua profiss�o, t�o alto.
Oh, esqueci-me.
Posso dar mau nome a este lugar, n�o �?
Obrigado, S.r Piper.
Menina Manners.
Oh, sim, S.r Farnsworth.
Pode registar estes t�tulos, por favor, e p�-los no cofre?
Sim, obrigada.
Tudo pronto? Vamos.
N�o posso, S.r Piper.
O S.r Farnsworth acabou de me dar estes t�tulos para registar e devolver ao cofre.
Mas vamos perder a nossa mesa. N�o pode faz�-lo depois do almo�o?
N�o me atrevo a deix�-los por aqui, abandonados.
Oh, � s� por isso?
Oh, S.r Piper.
Aqui est�. Seguros como em Fort Knox.
(Fort Knox - cidade dos EUA, sede do ex�rcito americano, muito protegida).
Ent�o?
Bom, tudo bem.
Mais n�o, S.r Piper, a s�rio.
Chamo-me George.
� muito am�vel da sua parte mas, se n�o se importa,
vou continuar a chamar-lhe S.r Piper.
Diga-me, minha querida, que � que se passa?
Que � que se passa?
Sim, o que � que tem contra mim?
Nada.
Isto �...
Nada.
Sou velho demais para si, � isso?
N�o sei quantos anos tem.
Bem, digamos que voc� gostaria mais de mim se eu fosse mais jovem.
N�o � uma quest�o de gostar ou n�o gostar.
Posso ser sincera?
N�o � isso que estou a pedir-lhe?
Bem, uma mo�a tem que cuidar de mesma, n�o �?
E n�o que eu ande a escutar bisbilhotices,
mas pelo que ouvi, n�o sou a primeira mo�a, do banco, com quem pediu para sair.
E se o que dizem � verdade, nunca chegou a lado nenhum.
N�o � que tenha de chegar, claro,
mas com homens mais jovens, � sempre poss�vel seguir em frente,
considerando que, como toda a gente diz...
Quem � essa "toda a gente" que voc� est� sempre a mencionar?
Bem, as meninas do banco.
Estou a ver.
Bem, n�o pode evitar que elas comentem, pois n�o?
Bem, como ia dizendo, com um homem mais jovem, h� sempre a hip�tese
de ele poder estar disposto a arriscar.
- Mas quando se � mais velho... - Minha querida,
Ningu�m me pode acusar de ter medo de arriscar.
- Por acaso... - Bem, olhem quem aqui est�.
George, n�o-sei-das-quantas, o que est�s aqui a fazer?
Este � o meu irm�o. A Menina Manners, uma colega do banco.
- Oh, muito bem. - Ol�.
Deve ser um prazer ter algu�m t�o encantador ao nosso lado, M.na Manners.
Fred.
Oh, George, andava � tua.
Tenho uma proposta que te pode interessar.
� assim, vou-te ligar at� ao final da noite.
- Prazer em conhec�-la, Menina Manners. - Obrigada.
Sim, podemos jantar e ver um filme.
Oh, n�o podes, n�o �?
Bem, talvez pud�ssemos tomar uma bebida, de qualquer maneira.
S� um segundo, Barbara.
Quem �?
Sou eu, o Fred.
Entra.
Vais ter que me desculpar, Barbara. Ligo-te mais tarde.
Adeus, minha querida.
Tu, certamente, gozas a vida.
Bem, espero que n�o de demores. Tenho um encontro esta noite.
Como em todas as outras noite, n�o �, "Jorginho"?
Tu certamente sabes escolh�-las.
Aquela com quem almo�avas era uma bonequinha.
Posso?
Por que queres falar comigo?
George, j� pensaste no que te vai acontecer daqui a alguns anos?
Vais ficar na prateleira,
reformado, com um pequeno rendimento.
E com qu�? Metade do ordenado?
As coisas n�o v�o ficar mais baratas.
E vais continuar a querer o que sempre tiveste.
E o que tu queres n�o vai ficar mais barato.
Comida, vinho, mi�das. Especialmente as mi�das.
Perdoa-me a vulgaridade, querido menino.
N�o. N�o, n�o vou perdoar. Tu �s vulgar. Repugnantemente vulgar!
Achas que n�o enfrentei o problema da reforma e da velhice?
Daria tudo para n�o enfrentar. N�o te preocupes, eu desenrasco-me.
� assim mesmo. Isso � que � falar, Georgie.
- Sempre disse que eras desenrascado. - Oh, cala a boca!
N�o, n�o, a s�rio. Podes nunca ter sido rico,
mas sempre viveste como se o fosses.
E o que tu gozaste, ningu�m to pode tirar.
Quanto ao que est� para vir, era sobre isso que te queria falar.
O que agora precisas � de um investimento que te proporcione
um pouco mais de dinheiro para te facilitar as coisas quando o...
Est� bem, est� bem, di-lo como quiseres,
mas o que precisas � de um rendimento adicional. N�o � verdade?
Bem, rapaz, tenho a coisa mesmo aqui.
A melhor proposta que alguma vez te fiz.
Ora, realmente, Fred.
N�o, n�o, isto � s�lido.
Olha, tenho aqui os n�meros para provar isso.
Tudo o que h� de errado � que ia indo para o charco por pura incompet�ncia.
Olha, repara. Basta dar uma olhadela nisto.
N�o posso acreditar.
Como � que algu�m pode ter deixado um neg�cio t�o bom, degradar-se assim.
O pai dele construiu este neg�cio. Ele s� pensa em esprem�-lo at� ao tutano.
E de que maneira, rapaz.
N�o � que n�o se possa p�-lo de p�. E � a� que n�s entramos.
Neste momento uma parceria de 50-50 custar-nos-ia apenas 10.000 d�lares.
- 10.000? - Em breve ele vai estourar.
E ent�o vamos poder assumir tudo.
Basta manobrar um pouco as coisas.
E quanto aos 10.000 d�lares? Est�s preparado para entrar?
Oh, anda l�, George. Sabes que estou liso.
Mas tu deves ter um bom p�-de-meia arrecadado.
Devo? Claro.
E se n�o tiveres, h� forma e meios de arranjar.
Quero dizer, um homem na tua posi��o, com todo aquele dinheiro � disposi��o.
Por acaso est�s a sugerir que desvie o dinheiro do banco?
N�o me digas que nunca pensaste nisso.
Claro, que j� pensei nisso.
Decerto muitos caixas pensaram nessa hip�tese.
Mas nenhum teve o bom senso de perceber que n�o tinham hip�teses.
Est� bem, est� bem.
Prefiro tentar um simples assalto
do que enganar o conselho fiscal do banco.
N�o h� truque que aqueles meninos n�o conhe�am.
Tudo bem, esquece.
Um desfalque.
N�o.
A s�rio, meu caro Freddy, por que n�o fazer chantagem?
Por acaso, a chantagem � de longe, a forma mais segura de crime que existe,
desde que, obviamente, se tomem precau��es razo�veis?
Tu darias um bom chantagista.
N�o sejas impertinente.
No entanto, gosto de pensar que tenho certas qualidades que poderiam ser �teis,
se tivesse escolhido embarcar numa vida de crime.
Mas chantagem... N�o, n�o me parece. N�o tenho paci�ncia.
Sabes, essa � a minha maior fraqueza, a impaci�ncia.
Algo mais r�pido, mais dram�tico.
Um assassinato, por exemplo.
Sim, por que n�o? Se se escolher bem a v�tima.
Aquele cliente de que falei, � perfeito.
Envolvido com gente question�vel.
Conhecido por andar na noite carregado de dinheiro.
Provavelmente, ningu�m se perturbaria com a sua morte.
Bem, em todos os sentidos a v�tima adequada. Por isso,
basta escolher o momento em que traga o valor necess�rio com ele,
e dispor do dinheiro, de maneira a que nunca possa ser localizado.
Engoli-lo, por exemplo.
Sabes o que faria, se fosse eu?
Alugava um cofre num banco dos arredores.
Sob um nome falso, claro.
Bem visto. Est�s a aprender.
Mas posso n�o poder p�r o dinheiro no cofre, por alguns dias.
Ent�o, at� essa l�...
irias p�-lo numa meia e escond�-lo no guarda-fatos?
N�o.
N�o, iria p�-lo onde eles nunca pensariam procurar,
onde se tornaria totalmente invis�vel.
E onde seria isso, Houdini?
Diz-me tu.
Bem, digo-te quando o tivermos.
Entretanto, n�o te importas se eu procurar o dinheiro noutro s�tio, pois n�o?
N�o �, "Jorginho"?
Ora pronto, senhor.
Boa tarde.
S.r Piper.
Temo que s� v� deixar uma ou duas centenas de d�lares na conta.
246 d�lares e 38 c�ntimos.
Muito bem!
Voc� faz as contas todas de cabe�a?
N�o, n�o.
Receio ter que ir ao cofre. � uma quantia bastante grande.
Em notas de 50 como costume. Por que n�o as esfrega, para dar sorte?
Talvez lhe traga sorte, tamb�m a si.
Espero que sim, S.r Manett. Certamente que espero que sim.
Fred, onde � que estiveste? Sou eu, George.
Fred, lembras-te daquela proposta de neg�cio de que me falaste?
Sim, bem, ainda est� de p�?
Estou para receber uns ganhos imprevistos, e eu...
Jogo? Sim, de certa maneira.
S� queria saber se ainda estava de p�.
�timo. �timo, eu depois aviso-te.
Boa noite, S.r Manett.
Que prazer em v�-lo, S.r Piper.
N�o t�o alto, por favor.
Voc� sabe como � o banco. N�o devia ter c� vindo.
Oh, claro, S.r New Broom. Entre.
Ent�o, o que � que se passa?
Acho que me enganei ao dar-lhe o dinheiro, esta tarde.
A minha caixa n�o bate certo
e os fiscais do banco v�o conferi-la segunda, de manh�.
Bom, vamos cont�-lo e ver, est� bem?
Sirva-se de uma bebida.
Obrigado.
Voc� parece muito animado, para uma manh� de segunda-feira, S.r P.
Herdou alguma fortuna ou qualquer coisa assim?
Qualquer coisa assim.
Bom dia, S.r Martinson.
Bom dia.
Bom dia, minha querida.
Bom dia, S.r Piper.
- Que tal almo�armos hoje? - Oh, n�o, desculpe.
Ora, ora, n�o vou aceitar um n�o por resposta.
Millie, h� uma coisa muito importante que eu tenho que lhe perguntar.
Muito importante.
Olhe, S.r...
O chefe quer falar contigo. Parece importante.
Qual � o problema, S.r Piper? Nada de grave, espero.
A s�rio?
Bem, voc� parece t�o estranho.
Ah, �... � por causa do que lhe quero perguntar. At� ao almo�o, ent�o.
Ou, como dizem na It�lia, "arrivederci".
Simplesmente n�o posso acreditar que ele seja um dos nossos clientes.
Oh, entre, Piper.
Piper, este � o Sargento Henderson, da pol�cia.
Como vai?
Parece que um dos nossos depositantes foi assassinado.
Sim, li no jornal.
Reparei no nome porque o S.r Manett vem sempre ao meu balc�o.
Estava para vir falar consigo quando me mandou chamar.
Bem, continue, Sargento.
O que encontr�mos foi um tal�o de cheques sobre este banco.
O �ltimo canhoto mostra que ele levantou um cheque de 15.000 d�lares.
O dinheiro n�o estava no apartamento.
Sim, senhor. Ele levantou um cheque desse valor, na Sexta-feira.
Paguei-lho em notas de 50. Ficaram mais ou menos 100 d�lares na conta.
Bom. Tem os n�meros de s�rie?
N�o, n�o temos. Normalmente n�o as anotamos.
Pelo menos ficou claro que ele saiu daqui, na sexta-feira,
com 15.000 d�lares, em dinheiro.
Por isso, voc� � o �nico que sabia que ele o tinha.
Bem, era dif�cil eu n�o saber, n�o era?
Tamb�m sei de v�rios outros depositantes
que deixaram o banco com grandes somas de dinheiro.
Bom, s� para constar, onde estava na sexta � noite,
digamos, entre as 17 e as 22?
No meu apartamento, a ler.
O Piper est� no banco h� mais de 30 anos.
Tem um hist�rico impec�vel.
� claro que ele sabia que este homem tinha o dinheiro.
Mas, por acaso,
est� a sugerir que o Piper possa t�-lo feito,
e deixado o tal�o de cheques para que o trouxesse at� aqui, sargento?
N�o se enerve, S.r Farnsworth.
No apartamento de Manett, ningu�m viu nada, ningu�m ouviu nada,
ningu�m deixou impress�es digitais que n�o devessem l� estar.
A bal�stica, n�o vai conseguir localizar a arma.
Por isso, o S.r Piper poderia ter feito isso t�o bem como qualquer outra pessoa.
S� que ele n�o o fez.
Nenhum caixa de banco com 30 anos de servi�o
deixaria um rasto desses.
Por isso, vamos investigar da maneira habitual.
Passar a palavra por a� e esperar at� que algu�m comece a gastar notas de 50.
Obrigado pela informa��o.
N�o tem de qu�.
Sargento, seria poss�vel evitar a publicidade para o banco?
Estou certo de que haver� alguma forma de podermos mostrar a nossa aprecia��o.
N�o haver� maneira nenhuma de poder fazer isso, S.r Farnsworth.
Isto � mau, Piper. Isto � muito mau.
V�o chamar-nos a aten��o por termos aceitado a conta deste tipo.
Mas era uma boa conta.
N�o era assim t�o boa, Piper, n�o era assim t�o boa.
E se o detetive comunica que tentei suborn�-lo.
N�o vai nada. Al�m disso, talvez nunca apanhem ningu�m.
Nesse caso, s� temos de manter a calma e ningu�m precisa saber nada disto.
N�o seja tolo, Piper.
Voc� sabe perfeitamente que tenho que comunicar isto � sede.
E por isso tenho que tentar explicar
exatamente, por que abrimos esta conta.
Voc� pode n�o saber disso, Piper,
mas o meu nome est� a ser considerado para a vice-presid�ncia do banco.
Ent�o, que acha que vai acontecer?
Ora, S.r Farnsworth. De certeza est� a fazer uma tempestade num copo de �gua.
Ah, sim? Acha que eles escolhem o vice-presidente
entre os gerentes de ag�ncias cujos depositantes s�o assassinado?
At� mesmo a maneira como trat�mos disto, vai piorar a situa��o.
Um vigarista de trazer por casa.
Sim, mas o senhor n�o podia adivinhar
o tipo de pessoa que ele era, S.r Farnsworth.
Olhe, eles v�o entender.
N�o entendem nada.
O que eles v�o entender � que eu n�o sei com quem ando a fazer neg�cios.
Voc� disse que ele vinha sempre ao seu balc�o.
Voc� quer-me dizer que n�o havia nada
que pudesse dar-lhe uma ideia acerca do Manett?
Fiz-lhe uma pergunta, espero que me responda!
Talvez o S.r Manett tenha dito alguma coisa,
de vez em quando, que me levou a suspeitar.
Mas era uma boa conta. Ajudava na posi��o da ag�ncia.
E isso foi bom para si, S.r Farnsworth.
Se fiz mal em calar as minhas suspeitas, fi-lo com a melhor das inten��es.
Voc� sabe que, de boas inten��es, est� o inferno cheio, n�o sabe?
S.r Farnsworth, estou h� mais de 30 anos ao servi�o desta empresa.
Voc� mesmo afirmou que tenho um hist�rico impec�vel.
Eu nunca fui repreendido.
Se tiver que ser repreendido,
estarei pronto a aceit�-lo de quem me conhece muito melhor do que o senhor.
Tudo se reduz a isto:
que voc� n�o comunicou as suspeitas que tinha.
E agora est� agarrado ao seu curr�culo
a reivindicar o direito de cometer um erro, n�o �?
Bem, tenho not�cias para si.
N�o tenho absolutamente nada a perder e talvez muito a ganhar
tomando medidas dr�sticas.
Pode mandar entrar o Martinson, por favor?
Voc�, Piper, est� despedido.
Voc� n�o pode fazer isso. O meu curr�culo.
N�o posso fazer isso, pois n�o? J� vamos ver isso. Chegue aqui.
Sim, senhor?
Martinson, a partir deste momento, passas a ser o chefe da caixa.
Muito bem, Vou s� contar...
N�o!
Confira a caixa do Piper.
Ouviu o que eu disse.
D�-lhe a chave, Piper.
A chave, Piper, a chave!
Posso agora comunicar, que a opera��o foi um enorme sucesso.
A nossa paciente tem agora o que queria:
medidas perfeitas, 36, 0, 36.
Este � o resultado da opera��o "Opera��o".
Agora uma palavra de, voc�s sabem quem,
ap�s a qual estarei de regresso.
Lamento dizer que ap�s uma an�lise mais aprofundada,
a menina que oper�mos ficou infeliz com os resultados.
Ela aprendeu que dois n�o vivem de forma t�o econ�mica como um s�.
Por alguma raz�o, teve que comprar um "sidecar" para sua motocicleta.
E coisas assim.
Ent�o, enquanto ela se junta a si pr�pria,
Gostaria de dizer que voltarei na pr�xima semana com outra pe�a.
At� l� e boa noite.
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