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Aonde pensas que vais?
Volta aqui!
Levaste o meu dinheiro!
Aonde � que ele pensa que vai?
Porque vais t�o depressa?
Aonde vais?
Amigo, tens medo?
Merda...
V� l�!
- Vais grip�-lo, despacha-te! - N�o vou nada!
Vamos!
O que est�s a fazer?
FRONTEIRA EUA - CANAD� - 10 KM
Maya, com a visita do teu noivo amanh�
e os planos para o casamento
deves estar... a enlouquecer.
Sim, mas nunca o vi.
Nem uma fotografia.
Sim, tens escondido.
N�o tenho nenhuma foto.
Av�, o que est�s a fazer?
Ainda serve.
O qu�?
Est� linda, Mna. Rose.
Guardei-o para ti, querida.
Depois mandamos ajustar.
Continuem.
Adoro! Querida, est� tudo bem.
J� n�o precisamos de procurar vestido.
P�R DO SOL MOTEL - RESTAURANTE
Querido, procurei-te em todo o lado!
Sim, tenho estado a jogar.
- J� recebeste? - Sim.
Lembra-te que me prometeste que arranj�vamos coisas para o beb�
quando chegasses do trabalho. - Sim, s� um minuto, querida.
- Tudo bem? - Sim.
Joga, vamos l�.
Bom jogo.
Querida...
Querida!
� um jogo para adultos.
Bom dia, noivas do Sul da Calif�rnia.
Falamos com a melhor organizadora de casamentos de South Bay
sobre dicas para ultrapassar o stress de noiva...
BEM-VINDO A SOUTH BAY
RESTAURANTE
FERRAGENS JOHNSON
- O que deseja? - S� um caf�.
Ol�. Um caf� tamb�m, por favor. Obrigado.
Podes dizer-me as horas?
Gostava de ficar sozinha, se n�o te importas.
Estava a falar com o empregado.
S�o 10h30.
Obrigado, mano.
Desculpa.
Agora falaste para mim?
- Exagerei e lamento. - Sim, n�o fales nisso, est� tudo bem.
Queres ficar sozinha, entendo.
Os homens veem uma mi�da sozinha e acham que � um convite...
... para se fazerem, mas acredita, n�o sou assim, est� bem?
Obrigada por compreenderes.
Sim, nem fales nisso.
Podes ir para ali, sozinha
e eu fico aqui sozinho, est� bem?
E depois curtimos como se n�o tivesse acontecido.
Est�s a ver?
A sorrir assim,
d�s-me a impress�o errada
e sabes ao que isso leva, certo?
Estou a ter um dia p�ssimo.
Sou todo ouvidos, se quiseres falar. Est� bem?
Cheguei alguns minutos atrasada
e o meu pai come�ou a disparar
como se me pudesse dizer o que posso fazer!
Parece-me que tu e o teu pai t�m um conflito s�rio
que t�m de resolver. - De que lado est�s?
Estou contigo, mi�da. Continua.
S� disse que � um bom tipo...
Tudo come�ou h� cerca de um m�s
quando falei ao meu pai duma viagem.
J� agora,
decidi fazer uma viagem a �frica.
"J� agora"?
S� isso?
Preciso de inspira��o.
Para qu�?
Sem ofensa, mas n�o tirei artes para trabalhar na tua loja de ferragens.
Um dia, a Loja de Ferragens Johnson ser� toda tua.
Pensa nisso.
Quero ser artista.
Ningu�m diz que n�o podes fazer arte.
Mas n�o vejo a arte a p�r-te comida na mesa.
Querida, achas que ir para �frica vai dar-te inspira��o?
Sim, acho, av�.
Ent�o, acho uma �tima ideia.
Ent�o, vais por quanto tempo?
Ela n�o vai.
Tr�s semanas.
Ouviste o que eu disse?
Tarde demais, j� comprei o bilhete.
Parto na pr�xima sexta.
N�o vais.
- Porqu�? - Uma jovem a viajar sozinha,
tudo pode acontecer. - Est�s chateado porque n�o te pedi.
Pois �, devias ter-me pedido.
Porqu� pedir se j� sei a resposta?
N�o se tomam decis�es dessas sem falar!
Tens de te acalmar um pouco, est� bem?
Relaxa.
Tens de falar a s�rio com o teu pai.
Com o meu pai, n�o se fala.
Ele manda e tu ouves.
Bem, continua. O que aconteceu a seguir?
Bem, eu vou e pronto.
E eu digo que n�o vais.
Observa.
Acreditas nisto?
CIDADE DO CABO
Devo-te dinheiro?
- Desculpa? - Devo-te dinheiro?
N�o entendo.
Est� a fitar-me.
� muito desagrad�vel.
N�o, estava...
... a olhar para o mural atr�s de ti.
Desculpa.
Eu entendo.
Uma mulher bonita como tu
deve ser muito observada.
Desculpa, talvez fosse melhor mudar-me para outra mesa.
N�o.
N�o faz mal.
Yebo.
Sim, � lindo.
Mtumbie Bamburi.
Maya Johnson.
Foram tr�s das semanas mais rom�nticas da minha vida.
Ele arrebatou-me.
As coisas nunca foram t�o r�pidas para mim.
N�o sabia para onde ia.
Esta sala � incr�vel.
Via-te a fazer quadros muito bonitos aqui.
Pod�amos tirar toda a mob�lia e p�r o cavalete ali
� janela.
Sim, seria perfeito.
Consigo ver...
O meu cavalete?
Queres casar comigo, Maya Johnson?
Mas mal nos conhecemos!
Sei que � repentino,
mas o amor n�o conhece o tempo, s� conhece o cora��o.
E o meu cora��o diz-me
que �s a tal por quem esperei a vida toda.
Aqueles africanos agem depressa. R�pido.
Desculpa, for�a.
Ent�o, ligo � minha fam�lia para dar a boa not�cia.
Pronta para voltar?
Tia Clara, lembra-se do rapaz, o Mtumbie,
que conheci quando cheguei? - Lembro.
Bem...
... vamos casar.
Como assim, "casar"?
O Mtumbie pediu-me em casamento.
Quem diabos � o Mtumbie?
Falo dele desde que cheguei.
� o homem simp�tico que a acompanhou,
mostrou os s�tios, lembras-te?
Pai, quando o conheceres, vais ador�-lo.
Olha, Maya, j� fui jovem.
Eu sei como �.
Vais para um pa�s ex�tico
e tudo parece novo e excitante.
Mas, acredita, n�o vai durar.
Ed!
Bem, antes de mais, isto n�o � um caso de f�rias
e, depois,
vamos casar, gostes ou n�o.
Est�s a gozar, certo?
Vou entender isso como "parab�ns".
Deixe-me ver se entendi.
Este tipo � africano, certo?
Tens algum problema com isso?
N�o, s� estou a tentar perceber.
Pensei que querias que eu assentasse
e me casasse. - O que se passa aqui?
Este tipo precisa de um visto?
Para tua informa��o, ele � muito rico
e n�o precisa de visto nenhum!
N�o vais casar e pronto.
A decis�o � minha
e vamos casar, gostes ou n�o!
Vais apanhar o pr�ximo avi�o
e vens para casa, e n�o quero ouvir mais nada!
Voltarei quando estiver pronta!
Maya, ouve, o teu pai tem boas inten��es.
Est� surpreendido, s� isso, e...
E mais, enquanto estiveres debaixo do meu teto,
fazes o que digo, quando digo e...
O qu�?
- O que disse a tua m�e sobre isso? - Ela morreu quando eu tinha 12 anos.
Lamento ouvir isso.
Mas tenho uma tia que � como uma m�e e ela � a favor.
Ent�o, fui chorar no ombro do Mtumbie...
Mtumbie?
Mtumbie?
Quem � ela?
Raios!
Quero dizer, lamento.
Maya, espera!
Deixa-me explicar, ela n�o fala ingl�s. Houve um mal-entendido!
Ela n�o entende a palavra "n�o"! Por favor!
MTUMBIE ATENDER
Apanhei o pr�ximo avi�o para casa.
Olha, �s uma rapariga muito bonita.
Qualquer tipo com olhos v� isso.
A s�rio.
Ele � que perde,
n�o tu.
Pois, mas n�o acaba por a�.
Maya!
O voo 442 est� a chegar ao Port�o 33.
Bem-vinda a casa! Tive saudades tuas.
Ent�o...
... onde est� ele?
O Mtumbie n�o vem.
Gra�as a Deus que tomaste ju�zo.
N�o que te tivesse deixado seguir em frente.
Ed, para.
O que foi? Ouve...
N�o �s a primeira mulher de quem se aproveitam.
Quem disse que se aproveitaram?
Ele n�o veio, pois n�o?
Olha, eu disse-te que n�o ia resultar.
Para tua informa��o, ele vem...
... para a semana.
Vem?
Tinha um neg�cio muito importante para terminar
e chegar� no s�bado.
A s�rio?
Sim, a s�rio!
Est� bem, espera.
N�o lhes disseste que cancelaste?
E dar ao meu pai a satisfa��o de me ver derrubada?
Ele vai descobrir, de uma forma ou outra.
Pois. Obrigado pela aten��o.
N�o h� problema.
E eu tamb�m pago a conta.
- Algu�m nos enganou! - O qu�?
Algu�m entrou no quarto de hotel
e me roubou as botas.
Espera, levaste por um par de botas?
Foi onde escondi o dinheiro!
Pensei que estavas l� o tempo todo.
Estava a dormir.
- Estavas a dormir? - Sim.
- Como um beb�? - Onde raio estavas?
Tens cinco anos ou qu�?
- O que... - Olha!
Obrigada pelo que fizeste.
Quando o meu marido me disse, n�o acreditei.
�s um santo.
N�o sei do que est�s a falar, mulher.
Tem um bom dia, est� bem? Obrigado.
Do sal�o de bilhar, ontem.
Olha l�...
Est�s maluca, est� bem?
Mete-te na tua vida sen�o chamo a Pol�cia.
- Est� bem. - Sim, obrigado.
O que fizeste que ela n�o vai esquecer?
Meu...
V� l�, Ty, sabes como ela �, louca.
Toma um caf�, relaxa.
Est�s doido?
O dinheiro era meu!
- Meu! - Ouve...
Tinha mais de 3000 d�lares naquela bota!
Vamos recuper�-lo, est� bem? N�o � nada de mais.
- Ty. - N�o � nada de mais...
Ty, onde vais, meu? Ty, v� l�, onde...
�s um homem morto.
�s um homem morto, Malcolm.
Meu Deus...
N�o!
Merda.
V� l�!
Para onde foi? A porta de tr�s?
N�o quero problemas nem chamar a Pol�cia.
- A porta de tr�s? - Pela cozinha.
RESTAURANTE
G�S DIESEL
Aqui tem.
Meu Deus!
- Sou eu, do restaurante. - O que fazes na minha carrinha?
N�o pares, eu explico depois,
continua a conduzir. - Podes ficar com ela
e h� dinheiro na carteira, n�o me magoes!
N�o quero o dinheiro nem a carrinha!
Mas n�o abrandes, est� bem?
Se ele nos apanhar, sou um homem morto.
Se quem nos apanhar?
O tipo do carro laranja atr�s de n�s.
- Est� armado, vem atr�s de mim! - Porque vem atr�s de ti?
Acha que lhe roubei dinheiro.
- O qu�? E roubaste? - N�o.
Credo!
- Mais ou menos. - Como assim?
- Continua a falar! - Olha,
conheci-o num sal�o de bilhar em Montreal, e fomos para o Oeste, s� isso.
�s canadiano? N�o pareces nada!
Nasci em Montreal, cresci em Jersey,
ele tamb�m � canadiano, est� bem? - Ent�o, um canadiano armado?
N�o soa bem.
Somos um bando de vigaristas do bilhar!
- �s um vigarista do bilhar? - � uma longa hist�ria,
mas, por favor, tens de me ajudar!
- Porqu�? - Porqu�?
Ele s� tem uma arma, certo?
Claro, nada de especial.
- E se eu te ajudasse? - A mim? O que dizes?
Os teus pais esperam o teu noivo.
Ambos sabemos que isso n�o acontecer�.
Est� a dizer o que penso?
Sim! Sou o teu homem!
O meu noivo � africano.
Sim, mas de onde achas que vem o "afro" em "afro-americano"?
Agora fiz-te pensar.
Certo, segura-te.
Querida, n�o fiques t�o nervosa.
Est�s linda.
Meu Deus, sou t�o idiota.
Porque n�o aprendo?
Querida, acho que n�o h� mais ningu�m.
Se calhar perdeu o voo.
Se calhar tomou ju�zo.
Ed, a s�rio.
Ele n�o est� aqui, pois n�o?
Talvez tenhas raz�o.
� a primeira coisa sensata que dizes desde a puberdade.
Tia Clara, h� uma coisa que devia... contar-vos.
- Eu... - Uhmbowa tomobmba!
Sou eu...
Mtumbie,
o vosso futuro genro.
- Para si. - Para mim?
- Abra, por favor. - Est� bem.
- Uma colher! - Sim.
N�o h� problema. Meu Deus! Est�s t�o linda.
Fazes o meu cora��o bater como um tambor africano.
- Obrigada. - Vejo que a beleza � de fam�lia, Maya.
Meu Deus!
Este �... Sim!
- Rei Le�o, venha c�. � um prazer. - Pronto. Sim.
- � uma honra conhec�-lo, senhor. - De certeza que �.
De que est�s � espera? Vai l�!
- Ol�, querida. - Ol�!
Morangos.
Olha para ela, est� sem palavras!
- � a primeira vez. - Ed, vem...
Anda.
- Arranjem um quarto. - Anda!
J� vou.
Ed!
Ol�!
Bem-vindo.
Obrigado.
Esta � a minha av� Rose.
Muito gosto em conhec�-la.
Muito gosto em conhecer-te tamb�m.
Mtumbie, sei que deves estar exausto dessa longa viagem
e temos um quarto livre para ti l� em cima.
Sim, � uma boa ideia. Vamos instalar-te l� em cima.
Espera...
Se n�o estiveres exausto, h� uma maratona de Tarzan
na TV esta noite.
Pai!
O que foi? Se vais ter saudades de casa,
n�o tens de ver.
Adoro o Tarzan.
� um her�i nacional em �frica.
- A s�rio? - A s�rio?
Sim.
Desculpem, � uma piada.
Sim!
LOL!
- Apanhaste-me. - Sim.
O teu homem tem sentido de humor.
Talvez te contagie.
Cabia uma aldeia inteira na vossa cozinha.
� uma madeira com padr�o de zebra. Preta e branca.
Sim, pois �.
J� � alguma coisa.
Aqui tens.
Ent�o...
... que sotaque � esse?
� africano.
N�o � africano. N�o sei o que �, mas n�o � sul-africano.
E disse para comprares um fato! Porqu�... as vestes?
N�o viste Um Pr�ncipe em Nova Iorque?
V� l�.
Meu Deus, �s t�o mau como o meu pai.
Fica � vontade.
Tia Clara, como me deixaste dormir?
Tenho de abrir a loja Rocky Point!
Querida, n�o te preocupes
com a loja, esqueceste-te...
... de que casas daqui a uma semana?
N�o...
N�o me esqueci.
O Mike est� a substituir-te,
est� tudo bem. N�o te preocupes.
Parece que algu�m teve uma noite louca ontem.
Desculpa!
Ensinei-te a falar assim?
S� estou a dizer.
Talvez, se tivesses maneiras,
tamb�m arranjasses homem. - Hilary!
- M�e! - S� estou a dizer.
Est� bem, talvez devesse ir ver o Mtumbie.
Est� acordado h� horas.
Est� l� fora com o teu pai.
Ele est� com o pai?
E...
... o teu tio Rufus vem a caminho.
Disse que ias casar com um africano e ficou radiante.
Sabes que ele se considera um perito em �frica.
Ele nem esteve perto de �frica, querida.
Nem deve saber soletrar �frica.
De certeza que aparece com um dashiki!
Que comprou no Walmart.
Isso � errado, muito errado.
Tio Rufus!
- Ol�! - Ol�!
- Ol�. Sim. - Ainda bem que vieste.
Vejo que j� conheceste o meu noivo, o Mtumbie.
Sim.
� um prazer conhec�-lo,
tio Rufus.
O meu tio � uma esp�cie de afr�filo.
Acho que tenho de atualizar o meu zulu,
porque acho que o Mtumbie n�o me entendeu.
Bem, isso � porque n�o falo zulu.
Pensei que os Ndebele falavam zulu.
Isso � porque n�o sou da �frica do Sul.
Mudei-me para a �frica do Sul recentemente, sou da Nig�ria!
Pronto, j� percebi o sotaque.
Sim.
Ioruba, certo?
- Sim, est� certo. - Sim.
Muito impressionante! Se n�o soubesse que n�o,
diria que era da minha aldeia.
- Obrigado. - N�o h� problema, tio Rufus.
Se eu n�o arranjar o barbecue, n�o vamos almo�ar.
Ed, devias ter comprado o barbecue com selador a v�cuo
como o meu.
Demora metade do tempo
e d� o dobro do sabor.
H� algo em que n�o sejas especialista?
- Bem me parecia. - � s� a minha opini�o.
Sabes que mais?
Devo dizer que mal posso esperar pelo casamento.
V�o fazer a cerim�nia tradicional ioruba?
N�o, vai ser uma cerim�nia simples.
Mas e o Asun?
Porque fariam um casamento sem receber as b�n��os dos vossos antepassados,
com o Asun?
- Tio, tem raz�o. - Sim!
Teremos um Asun, n�o desiludiremos os antepassados.
Pronto, vamos ter um Asun.
- Isso mesmo! - O que...
O que � um Asun?
Tio, porque n�o explica � fam�lia
o que � um Asun? - Est� bem.
O Asun � uma cerim�nia tradicional...
... em que o noivo pega numa faca
e corta o pesco�o � cabra. - N�o!
E depois derrama o sangue como oferenda aos antepassados,
para aben�oar o casamento. - Sim. Est�o a ver?
� simples,
cortamos o pesco�o e depois...
Est� a falar de uma cabra viva?
- M�eee! Viva? - Sim.
De que outra forma apresentariam sangue quente aos antepassados?
Bem, n�o vai haver sangue nenhum no meu casamento.
- Est� bem? - Obrigada.
Claro que n�o, princesa.
N�o vamos matar a cabra.
Ainda bem que resolvemos sem chamar as Na��es Unidas.
Venham tirar uma foto comigo com esta luz boa.
Muito bem, aproximem-se.
Muito bem, perfeito.
Mtumbie, mal podemos esperar para conhecer a tua fam�lia.
- Sim. - Ele n�o tem fam�lia.
Como?
Bem, � �rf�o.
Bem, sabes que mais? Agora tens fam�lia.
Certo.
- Obrigado, Sra. Johnson. - Chama-me m�e.
Obrigado, m�e.
- Chama-me vov�. - Obrigado, vov�.
- Chama-me Ed. - Est� bem...
Sorriam.
Perdi a cabe�a.
N�o me vou safar disto.
Olha, se queres acabar com isto,
por mim, tudo bem. - O qu�? N�o!
N�o podes ir embora agora. Como explicaria isso?
N�o sei, digamos que discutimos e que...
- Vou cancelar o casamento. - N�o ouviste nada
do que te disse? � mesmo isso que o meu pai quer.
N�o.
Vai haver casamento.
Pensei que s� querias que fosse teu noivo.
J� sei!
Depois do casamento,
tu...
... morres!
Sabes, isto est� a come�ar
a parecer-me muito maluco. - N�o.
N�o. Isto � bom.
Muito bem, eis o que vai acontecer: depois do casamento,
vamos dizer � minha fam�lia que vamos de lua de mel
� tua casa em �frica.
Depois volto a casa e anuncio
que te afogaste num acidente de barco.
Afoguei-me...
E depois acabou, sou uma vi�va respeit�vel.
N�o disseste nada sobre afogamentos...
N�o te vais afogar mesmo, vamos fingir.
Ouve, conheci a tua fam�lia, mi�da,
e eles parecem uns negros porreiros.
Mas o que raio te aconteceu a ti?
Vi o tipo que andava atr�s de ti.
Se te tivesse deixado l�, estarias morto a s�rio.
Deves-me isso.
�s uma bela pe�a, sabias?
Vou para a cama.
Vemo-nos de manh�.
E eu sei nadar, j� agora.
Ol�.
Temos de nos despachar, temos uma reuni�o �s nove.
E... bolas!
Vamos buscar comida mais tarde.
Morangos.
- Bom dia, querida. - Bom dia.
Bom dia, Mtumbie.
- Bom dia, senhoras. - Ouve.
Eu e a Maya temos de sair, mas o Ed est� l� fora
e disse-lhe para te mostrar os arredores.
N�o, ele pode vir connosco.
N�o, querida, n�o sejas tola.
D� azar o noivo ver o vestido de noiva.
Est� bem?
E ele tem de passar tempo com o teu pai.
Est� bem?
- Est� bem. - Est� bem.
- Adeus. - Adeus, senhoras.
- Bom dia. - Igualmente.
- Vamos. - N�o demoras, certo?
Vamos ver as flores e vais ajudar-me a escolher um vestido!
Bom dia, Ed.
Bom dia.
Est� um belo dia, hoje.
Ent�o,
o que est�s a construir?
Uma oficina.
Eu trato disso.
V� l�. Est� bem.
Vou beber uma cerveja. Queres uma?
Sim, Ed.
Obrigado.
Est� bem.
Aquele rapaz � bom com as m�os.
Sim.
Quem diria?
Cuidado com a caixa.
- Eu levo isto. - Est� bem.
- �timo. - Boa.
- J� est�? - Pronto.
Temos muitas coisas.
Bem, precisamos de tudo.
- Olha o que eu vejo! - Ol�, meninas.
- Como est�s? - �timo.
Ol�, Maya.
Ol�.
Ol�!
Ol�.
Naomi.
Menina, deixa-me levar isso.
Para onde est�s a olhar?
Gosto dele.
Lembra-me um jovem Denzel Washington.
Tem os mesmos olhos maravilhosos.
E Karo!
- O qu�? - Como era?
E Karo.
E Karo!
� "bom dia" em ioruba.
Ela n�o � madrugadora.
Como se diz "desmancha-prazeres"?
Noutra altura.
Acabe.
Tenho de ir.
Tenho de ir ver bolos de casamento.
N�o, tia Clara, quero manter as coisas simples.
Querida, tens de ter bolo.
Sei que t�m bolos de casamento em �frica.
N�o t�m?
Para de lhe falar em casamentos.
Ela n�o sabe nada sobre casamentos.
Nunca foi casada.
Faz o que deves fazer.
- Sim, senhora. - A av� ama-te, querida.
Mas cala a boca, est� bem?
Sim, estas s�o as dimens�es e vamos coloc�-las aqui e aqui.
Est� bem.
Os pain�is solares chegar�o daqui a duas semanas.
De certeza de que os podes instalar?
- N�o h� problema. - Que conversa � essa
de pain�is solares daqui a duas semanas?
Bem, aqui o meu futuro genro
vai p�r pain�is solares quando voltarem da lua de mel.
Podemos falar c� fora?
Agora?
Est� bem.
- O que est�s a fazer? - O qu�?
O meu pai vai encomendar pain�is solares que acha que vais instalar
quando voltarmos da lua de mel. - Sim, j� o fiz antes.
N�o vais voltar da nossa lua de mel, lembras-te?
Sim, eu sabia. Certo. S� queria ser convincente.
N�o � essa a ideia?
Nunca pedi que o meu pai gostasse de ti. Preferia quando ele n�o gostava.
S� tento ser eu mesmo.
N�o devias ser tu mesmo, devias ser o Mtumbie!
Aonde vais?
S� preciso de estar sozinha um pouco.
N�o entendes o significado da palavra sozinha
ou tenho de a dizer em ioruba?
Tem piada.
Posso perguntar algo?
Como se tivesse escolha.
Que tipo de pinturas fazes?
- Bem, n�o pinto h� algum tempo. - E porqu�?
Tenho de resolver umas coisas.
Que tipo de coisas?
N�o sei.
Mas quando sair de South Bay, resolvo.
Porqu�? O que tem South Bay de mal?
Porque n�o pintas aqui? � lindo.
N�o estou inspirada aqui.
Bloqueei.
Mas � de onde �s.
De onde s�o os teus pais, tia, vov�...
Quero dizer, olha para isto.
Isto n�o conta para nada?
Talvez seja s� eu.
Foi por isso que fui a �frica, para viver algo diferente.
Sim, fizeste-o mesmo, sem d�vida.
Onde guardas os materiais?
Na marquise, nas traseiras da casa. Porqu�?
Estou s� a perguntar.
O que est�s a fazer?
A pintar.
Disseste que n�o conseguias pintar em South Bay, queria ver como era dif�cil.
N�o est�s a tentar provar algo?
Eu? N�o.
Certo.
Vou mostrar-te quando acabar.
Ent�o, ainda planeias ir para S�o Francisco quando...
... terminarmos?
N�o sei.
Posso voltar para leste.
Como vives assim?
Sem dire��o.
Vamo-nos habituando.
Onde est� a tua fam�lia?
N�o tenho nenhuma.
- Deves ter alguma. - N�o.
Sou �rf�o.
Lamento, n�o fazia ideia.
Inventei isso quando o disse � minha fam�lia,
n�o queria que fizessem perguntas.
N�o faz mal, relaxa.
Como podias saber?
H� quanto tempo �s �rf�o? Que pergunta est�pida.
Desde os quatro anos.
Os meus pais morreram num acidente de carro.
N�o tinha parentes pr�ximos que me quisessem,
por isso, fui colocado para ado��o.
Mas, sinceramente, acho que era um pouco caseiro, o que n�o ajudou.
Quer dizer, vais para um s�tio, com montes de estranhos
e todos dizemos: "podes escolher-me? Escolhe-me!"
E sorriem e seguem em frente.
S�o sempre os mais fofos que t�m de ir primeiro.
Eles � que perdem.
Porque n�o podias ser mais bonito agora.
O que foi?
N�o � abstrato que chegue para ti?
� isso mesmo, sou eu e �s tu.
- Espera. - N�o.
Bom...
Sim.
Lamento muito.
Agora pareces uma verdadeira artista.
Tens uma coisa na camisa.
Pronto, sabes...
- O que est�s a fazer? - Estou s� a pintar!
- Estou a tentar pintar. - Sim?
Muito bem.
Estou a tentar...
- Sou uma artista. - Espera.
N�o est� assim t�o mau.
Sim, nada mal. Espera, s� um toque, espera.
O verde fica-te bem.
N�o ficas mal de roxo.
Acho que...
... temos de tomar banho.
Sim.
- � todo teu. - Sim, obrigado.
Aonde vais?
Usar o chuveiro de casa.
Bem, h� espa�o suficiente para n�s os dois.
Nos teus sonhos.
Eu ajudo.
� melhor secares-te antes que apanhes uma constipa��o.
Eu estou bem, obrigado.
Estou a ver que sim.
Sabes do que precisas?
- Sim, das minhas roupas. - Uma mulher que te aprecie.
A Maya, ela gosta muito de mim.
Se tivesse um homem como tu,
s� haveria uma coisa...
... na minha cabe�a.
O que achas que est�s a fazer?
A forma como olhaste para mim no outro dia.
Senti as fa�scas e tu tamb�m.
N�o, �s primo dela!
- Em segundo grau. - Sim, mas vamos casar
daqui a dois dias.
Podes fazer muito em dois dias.
N�o quero isso, n�o sou esse tipo de homem. Meu Deus! N�o!
� �bvio que n�o h� nada entre ti e a Maya,
ou n�o terias olhado para mim assim.
Olhado para ti?
N�o, foi um engano.
Est� bem? Estava calor e lamento.
Eu sei, estava calor, mas o calor n�o vinha do sol,
se � que me entendes.
N�o. Eu e a Maya temos...
... bumboya.
- Bumboya? - Sim, bumboya.
� quando os deuses p�em amor nos cora��es
do homem e da mulher,
e se algu�m se meter entre os bumboya...
... ser�o amaldi�oados para sempre!
- Est� bem. - Sim.
Est� bem, n�o me julgues por tentar.
N�o sabia que tinham bumboya.
Sem ressentimentos?
- Vemo-nos no casamento. - Sim. Est� bem.
Bumboya!
- Quantos dos grandes tens? - Tenho quatro.
- Est� bem. - Mas podes pendurar esse.
Sim, e se precisarmos de mais, podemos sempre ter mais.
Ent�o, temos o suficiente. Olha, eu n�o quero...
- Ol�, senhoras. - Ol�.
- Adeus, senhoras. - Adeus.
Bem...
... que surpresa.
Est� bem...
Fiz alguma coisa?
Estava...
Mas que...
Acho que a Maya atirou as flores pela janela.
O qu�?
Foi o que ela fez.
Talvez seja um costume africano.
- Porque fizeste isso? - Acabei de te ver com a Naomi.
A Naomi? O qu�?
Avisei-te para n�o lhe dares corda!
De que est�s a falar?
Acabei de vos ver atr�s do barrac�o.
Acabaste de me ver...
N�o foi nada disso, a s�rio.
Foi um mal-entendido, est� bem?
Esperas que acredite nisso?
Meu Deus!
O que foi?
Est�s com ci�mes.
- De qu�? - V� l�.
Admite.
Tens sentimentos por mim.
- Sentimentos? - Sim.
Sim, claro, tenho sentimentos.
Vamos come�ar pelas n�useas, repulsa,
para n�o falar de pena.
Est�s mesmo mal.
Deus! Sabes, �s um indiv�duo retorcido!
N�o me interessa se est�s interessado na Naomi.
De certeza que ela � o teu tipo.
Depois da lua de mel, sais da minha vida para sempre,
gra�as a Deus, e podes ir encontrar outra Naomi noutra cidade.
S�o f�ceis de encontrar.
Maya...
Maya, o que...
O que se passa?
Ouves-me, por favor?
- �timo, aonde vais? - Vou dar uma volta.
- Sai! - N�o.
Sai do meu carro!
N�o, n�o saio at� me ouvires.
Mais dois dias e acabou.
Achas que o podes manter nas cal�as at� l�?
Ol�, pai.
A tia Clara quer saber o que queres para o jantar.
Ela convidou a tua tia Hillary e a prima Naomi.
� pena, porque �amos jantar fora.
Est� bem.
Boa.
Ol�, como est�o esta noite?
�timos. Uma mesa para dois, por favor.
T�m sorte, tenho uma mesa com uma bela vista.
N�o, obrigada.
Pode ser uma nas traseiras.
Claro.
- Obrigada. - Uma boa noite.
Obrigado.
O frango condimentado deles � bom aqui.
Bem picante.
N�o pensei que gostasses.
Ouve, deixa-me explicar, est� bem?
O que aconteceu n�o foi...
Chega aqui, por favor. Agora.
O tipo de quem me ajudaste a fugir
est� ali sentado. Porque est�s a olhar? N�o olhes, por favor!
Podes relaxar, por favor?
Calma, est� bem? Para de olhar!
Podes prestar aten��o?
Tem calma, est� bem? Tem calma!
Ele viu-me? Ele n�o me viu.
N�o me viu, certo? Ele viu-me?
N�o, para! Porque continuas a olhar para ali?
Podes parar de te mexer, por favor?
Est� bem?
O que fa�o?
Age normalmente.
Fui � casa de banho, sa�, alguma coisa.
Ol�.
Acho que vou comer sozinha.
Est� bem.
Est� bem.
Ele entrou ali!
- Foi embora? - N�o, ainda est� l�.
N�o parece estar com pressa. Devia pedir sobremesa e...
... fazer tempo at� ele sair.
Podes fazer-me um favor?
Podes mandar-me comida?
Agrade�o.
S� isso?
N�o tens mais nada?
Algum arroz e feij�o?
PIRATAS
Meu!
Sinceramente, senti que estive l� debaixo durante horas.
Sim, ele come devagar.
O que quero saber �:
o que acontece se ele te encontrar?
Ele est� a passar pela cidade, deve estar fora amanh�.
Um vigarista do bilhar.
O que se passa comigo?
As minhas costas!
Mtumbie.
� muito tarde para sair, n�o �?
Boa noite, vov�. Ia dar um passeio.
Com a mala?
Sim, � costume africano que o noivo
passeie pela casa da mulher
com todos os seus pertences para trazer boa sorte.
Na Am�rica, chamamos-lhe "acaga�ar-se".
- Boa noite. - Boa noite, querido.
NOIVAS POPPY
Muito bem! As bebidas ficam por minha conta.
N�o, tenho mesmo de voltar.
V� l�, h� tipos muito giros no Hal's,
podes ver algum que gostas e mudar de ideias, enquanto ainda podes.
Duvido disso, divirtam-se.
- Est� bem. - Est� bem.
- Est� bem. Estou de olho no barman. - N�o, eu vi-o primeiro.
Fazes sempre isso.
Bem,
vai correr tudo bem.
Est� bem, estou bem.
Est� bem.
Est� bem.
- De certeza que est�s bem? - Estou bem, obrigado.
Vejam s�.
Come�o a parecer americano.
Caramba!
A Maya deve estar a chegar. Vou verificar.
- Est� bem. - Fica aqui.
Devias estar aqui h� uma hora para te preparares.
Bem, sim, mas sabes,
eu n�o demoro uma hora, por isso...
Bem, onde estavas?
Estava na igreja a garantir que o meu acompanhante est� bem.
Tens um acompanhante?
- Sim. Porqu�? - � que...
... quando fal�mos ontem, n�o tinhas.
Bem, agora tenho.
Est� bem, quem � ele?
N�o o conheces, ele n�o � daqui.
Espera! O tipo do bar ontem � noite?
Sim.
N�o achas que engatar um tipo num bar
e lev�-lo a um casamento � exagerado?
Bem, antes de mais, n�o o engatei, ele � que me engatou.
Segundo, talvez n�o devesses falar, s� porque, bem, sabes,
vais casar com um tipo que mal conheces e engataste na selva.
Est� bem...
Meu Deus...
Ent�o, Malcolm?
Ou ser� Mtumbie?
Tyrell.
H� quanto tempo, meu.
V� l�, porque tens de ser assim?
Andas a treinar?
Quero o meu dinheiro.
- N�o tenho o teu dinheiro. - Acho que tens.
Eu dei-lhes, n�o fiquei com nada.
O problema � teu.
Claro, certo.
Que arma grande.
Como vamos fazer isto?
Quero entrar no esquema.
Que esquema?
Investiguei os Johnsons.
Sim...
Sim, s�o trabalhadores, uma fam�lia muito pr�spera.
N�o sei qual � o teu �ngulo,
mas tenho a certeza de que tens tudo planeado.
O que te faz pensar que isto � um esquema?
Olha...
A rapariga � bonita, sem d�vida.
Mas se estivesses a planear ficar por c�,
terias usado o teu nome verdadeiro... Mtumbie.
Soa a rico.
Nem sequer � assim.
S� quero a minha parte.
Tudo bem.
Est� bem.
Ent�o � assim.
Quando voltarmos da lua de mel,
o pai vai dar-nos uma loja de ferragens.
Quando estiver em meu nome, pe�o um empr�stimo
de 100 mil d�lares com a loja.
Desapare�o com o dinheiro, a fam�lia procura pelo Mtumbie
e pimba!
N�o se importam tanto com o dinheiro,
al�m do facto de eu ter partido o cora��o da menina deles.
Tenho tudo controlado.
Como?
H� algum problema?
N�o, tudo bem.
- S� quero despachar isto. - Claro.
Mtumbie...
... aceita a Maya como sua leg�tima esposa,
am�-la, honr�-la e valoriz�-la
at� que a morte vos separe?
Est�s fixe?
Aceito.
E Maya,
aceita o Mtumbie como seu leg�timo esposo,
am�-lo, honr�-lo e respeit�-lo at� que a morte vos separe?
Sim!
Aceito.
Ent�o, pelo poder investido em mim,
eu vos declaro marido e mulher.
- Pode beijar a noiva. - Agora?
Bem-vindo � fam�lia, filho.
- Obrigado, pap�. - O nosso novo filho!
Bem-vindo.
- � fam�lia! - � fam�lia.
Vamos buscar um cocktail.
Ent�o, o que se passa com o Tyrell?
- Pensei que andava atr�s de ti. - E andava, mas est� tudo controlado.
Relaxa, aproveita o casamento, est� bem? Eu trato disso.
Est�s muito bonita.
- Obrigada. - De nada.
- J� voltamos! - Sem problema.
Irm�o.
Tio Rufus.
Sabes que eu sei que o casamento � um esquema, certo?
- Desculpe? - A quest�o �:
vais fazer a coisa certa?
S� estava a tentar ajudar a Maya. S� isso.
Ser� o nosso segredinho, est� bem?
N�o vai contar a ningu�m?
Ambos sabemos
que se n�o fizeres o Asun,
n�o receber�s as b�n��os dos antepassados.
Tu sabes isso!
- O Asun. - Sim, o Asun.
O sangue da cabra.
Sangue de cabra.
Sim.
E quando chegarem a �frica,
podem fazer a cerim�nia e a fam�lia da Maya nem saber�.
N�o h� problema.
Come�as a parecer um pouco americano.
Chicago? Detroit?
Nig�ria, ioruba.
Sim. Dayton, Ohio.
Tio Rufus.
Bem-vindos � suite de lua de mel, como podem ver...
N�o precisa de nos mostrar.
Aqui tem.
Boa estadia.
- Malcolm? - Sim?
Obrigada.
Por qu�?
Por fazeres isto.
Sim...
Tive uma aberta na agenda.
Bem, acho que chegou a hora.
Sim.
Espero que resulte.
Ent�o...
Boa sorte.
Sim, para ti tamb�m.
- E, Maya... - Sim?
Podes n�o saber agora, mas tens uma fam�lia fant�stica.
Obrigada.
Desfruta.
Malcolm!
Eu s�...
Lamento imenso.
- Ol�, tia. - Ol�, querida.
Como est� a Maya?
Est� a aguentar-se.
- Quem procuras? - O Tyrell, o meu acompanhante.
Um acompanhante num vel�rio?
Porque n�o trazer um acompanhante a um vel�rio?
Em �frica,
um vel�rio � uma celebra��o!
M�sica ao vivo e liba��es.
Mas n�o estamos em �frica,
por isso, v�o perdoar-nos se n�o quisermos festejar.
Quero dizer, o Mtumbie quereria assim.
- S� estou a dizer. - D�-nos descanso.
- Onde est� a Maya? - Est� no quarto dela, querida.
Est� bem.
O Mtumbie era um tipo fant�stico.
� por isso que n�o se largavam.
N�o me olhes assim.
Vi-vos na praia.
N�o sei do que est� a falar!
Pronto, sim, atirei-me a ele.
Sabes como sou, n�o consigo evitar!
Ele era o meu noivo.
Como pudeste fazer isso?
Eu � que devia ficar chateada.
Tu?
Nunca tive bumboya com ningu�m.
O que � bumboya?
N�o sei, uma coisa de amor dos deuses.
Seja como for, o Mtumbie disse que voc�s tinham.
Ele disse isso?
TRANSPORTE
- � t�o dif�cil. - Eu sei.
Eu atendo.
Ol�, sou o Mtumbie.
Ol�, Malcolm.
Bem-vindo de volta � vida.
Entra.
Que merda � esta?
Sei o que est�s a pensar.
Como sabes o que estou a pensar quando nem eu sei?
- Menti-te sobre o esquema. - Estou a ver.
N�o est�s na loja de ferragens, ent�o,
qual � o problema?
Sinceramente, se te dissesse, nem acreditavas.
Maya, est� aqui um homem para te ver.
Acho que � de �frica.
Maya.
- Ol�, sou a Clara. - Ol�.
A tia da Maya.
E este � o pai dela, o Ed.
Que grande prazer � conhecer a fam�lia da Maya.
Ela falou-me muito de voc�s.
O qu�?
Meu Deus!
Queres casar comigo, Maya Johnson?
Pediste � minha filha para casar contigo?
Merda.
Perdoe-me, senhor, que falta de considera��o.
Permite-me casar com a sua filha?
Algu�m me pode dizer o que raio est� a acontecer aqui?
Ed, � normal.
� um costume africano que quando o marido...
N�o h� desculpa para o que eu fiz.
E lamento muito.
Esta rapariga, Maya, est� metida nisto?
Porque ela enganou-me com as l�grimas
que derramou por ti. - A s�rio?
Estava a chorar por mim?
Muito bem, isso diz-me que n�o estava envolvida.
A �nica pessoa a ser enganada aqui sou eu.
- Certo. - Estava a faz�-lo como um favor a ela.
Ela precisava de um marido africano e...
- Um africano? - Sim, e fiz o meu papel.
Certo.
Sim...
Depois de sa�res, persegui-te no meu carro.
Conduzi muito mal por uma estrada sinuosa e o carro capotou.
Capotou muitas vezes
e fiquei muito magoado.
Depois s� me lembro de estar no hospital.
E a m�quina junto � minha cama
que faz...
Bem, a m�quina j� n�o estava a apitar.
- E um anjo vem ter comigo. - Um anjo?
Grandes asas grandes.
E suspira ao meu ouvido,
"Vai ter com a Maya."
Assim mesmo. Grito em catarse,
tenho de encontrar a minha Maya. Tenho de lhe dizer, proclamar o meu amor.
E depois
a m�quina come�a a apitar outra vez.
Achas que sou parvo?
Ouve.
Quero 50 %...
... ou levas um tiro nos cornos.
- F�-lo. - N�o estou a brincar.
Eu tamb�m n�o.
Se vais matar-me, f�-lo j� e acaba com isto,
porque n�o tenho nada a perder.
J� estou morto.
Onde pensas que vais? Senta-te. Malcolm! Raios partam!
Ouve, meu.
Qual � o teu problema, meu?
Ouve, s� estou a pedir a minha parte do esquema!
N�o entendes? N�o h� dinheiro, est� bem?
Se me vais matar, f�-lo agora, despacha-te, est� bem?
F�-lo.
- Est�s a fazer bluff. - � bluff. Est� bem.
Se � bluff, f�-lo.
F�-lo.
Ou pira-te daqui.
Sim.
Um tipo dur�o, de repente.
� a mi�da, n�o �?
Apaixonaste-te por ela. Deus!
� sempre uma mi�da.
Por favor... queres casar comigo?
Por favor, Maya.
E a �frica do Sul? E n�s?
- A tua arte? Maya! - Eu...
Nem sequer vale a pena desperdi�ar, porque, como disseste,
j� �s um homem morto.
Tem um bom dia, princesa.
Por favor, Maya.
Muito bem, pessoal, tenho de vos dizer uma coisa.
Quem �?
�s mesmo tu?
Sou eu, vov�.
- O que se passa? - Olhem, pessoal!
Johnsons.
Estou vivo.
Consegui sair da �gua.
Nadei at� uma ilha e um pescador apanhou-me.
Perdi toda a minha mem�ria e...
... de repente...
... voltou.
� quase a mesma hist�ria!
Malcolm, acabou.
Acabou o qu�?
- E quem � esse Malcolm? - N�o, a s�rio.
J� n�o tens de fazer isto.
Est� na hora de dizer a verdade.
Do que est�s a falar?
Sim, do que est�s a falar?
Depois de te dizer que estava noiva...
... apanhei o Mtumbie a trair-me.
- Eu... - N�o, n�o � o Malcolm!
O verdadeiro Mtumbie.
Depois de o apanhar, cancelei o noivado e vim para casa.
Mas quando te vi no aeroporto,
n�o te podia dizer a verdade, por isso menti e disse que ele vinha.
Mas... ele veio...
... n�o foi?
Nem por isso.
Conheci o Malcolm num restaurante...
... na cidade...
... e convenci-o a fazer-se passar pelo Mtumbie.
S� estava a fazer-me um favor.
Isto...
E n�o fomos mesmo a �frica na nossa lua de mel.
N�s...
... fic�mos em Los Angeles.
E quando voltei, inventei a hist�ria toda
sobre ele se afogar. - Meu Deus...
Est�s louca?
Quero dizer...
N�o acredito que fizeste isto.
- Lamento. - Lamento?
Lamentas?
A tua tia Clara e a tua av� t�m visto fotos do teu casamento,
a chorar pelo suposto Mtumbie.
Quero dizer, n�o sei o que � pior,
pensar que ele estava morto ou saber que isto � tudo mentira!
N�o te queria magoar.
N�o queria magoar ningu�m.
Porque o fizeste?
Mas n�o conseguia encarar-te.
Fizeste isto tudo porque n�o me conseguias encarar-me?
- � a coisa mais est�pida que j� ouvi! - Ed!
� exatamente disto que estou a falar!
Sou um pai t�o horr�vel que n�o me pudesses dizer a verdade?
Queria contar-te.
Mas sempre que tentava, vinha a conversa
sobre ele ser de �frica e n�o queres que casasse com um africano,
achares que estou a cometer um grande erro, por isso, calei-me!
Querida, n�o queria que casasses com um africano,
n�o quero saber de onde ele veio.
S� n�o queria que fosses embora.
Foi por isso que constru� o est�dio de arte l� atr�s.
Espera, a oficina � para mim?
Queria que tivesses um s�tio para fazer a tua arte.
Ia ser uma surpresa.
Lamento muito, pai.
Eu tamb�m.
Mas a verdade �...
... que me apaixonei pelo Malcolm.
Qual � o Malcolm?
Sim, e tamb�m me apaixonei pela Maya.
N�o nos digas, vai dizer-lhe a ela!
Vov�.
Ela j� sabe.
Anda c�, mi�da.
Olhem para eles!
Ol�. Acho que ainda n�o nos conhecemos.
Sou a Naomi.
Mtumbie.
N�o acredito nisto.
- O Mtumbie est� de volta! - N�o!
Ainda bem que viemos c� para a nossa lua de mel.
Eu tamb�m.
Mas t�nhamos de trazer a minha fam�lia inteira?
- Boa! - Vamos ouvir o rugido do le�o.
Sim, adoro le�es!
- Vamos estar seguros? - V�s os elefantes?
O qu�? Estou a ver!
- Nakutakia siku njema! - O que significa isso, tio Rufus?
Ele n�o sabe!
Meu, deixa-me ver! Adoro! Sim!
Meu, olha para aquilo!
Isto � t�o divertido!
Sim! Olha!
Adoro!
�frica!
�frica!
Maya...
Corta.
M�sica ao vivo e...
Liba��o!
E um barco de pesca tinha-me apanhado.
Isto n�o tem piada.
Tens o novo selador a v�cuo selado.
Muito bem, um barbecue duplo a v�cuo...
Duplo barbecue a v�cuo.
H� algo em que n�o sejas especialista?
Sim, estas falas.
Fui...
Boa! Mas que...
N�o!
Legendas: Alexandra Pedro
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