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Original subtitles

Eddie!

Eddie! Pare! Pare a� mesmo! Eddie, n�o, n�o!

N�o, n�o! Eddie! Eddie!

Eddie!

Peguei voc�, amigo. Estou bem aqui.

O que diabos deu em voc�, amigo?

The Marines apresenta:

10� temporada | Epis�dio 14 "Houve Uma Pausa, e Ent�o o Vento Come�ou a Soprar"

Agentes 5-0: Khronnus | LineSta | bebelzinha Lewis | MBrasil | KahX | ThomasT

Comandante: John

Quer legendar conosco? the.marinesbr@gmail.com

facebook.com/the.marines @themarinesbr

BAR CHART HOUSE 10:07

Eu tenho uma pergunta.

Por que um cara viria a um bar e pediria �gua com g�s?

N�o sei, s�o 10 horas?

Isso n�o impede as pessoas nos aeroportos.

- Ent�o estava me observando? - N�o.

Voc� est� sentado embaixo da TV, e eu estava assistindo isso.

Mas me perguntei, porque h� muitos lugares para um cara ir

para tomar um copo de �gua gaseificada.

Mas voc� vem a um bar e quer ficar bebendo,

mas ao inv�s disso, est� tomando �gua com g�s.

- Voc� � a pol�cia de bebidas? - Sim, sou.

E estou multando voc�.

Voc�...

Eu bebo �lcool tamb�m, �s vezes.

- Gostaria de sentar? - Quero. Aceito.

Se voc� insiste. Vamos beber �lcool?

Bom, n�o � o aeroporto, mas posso tentar, se quiser.

- Oi. - Oi.

- Como posso ajudar voc�s? - Ele vai querer um Irish Mule,

- e eu... - Espere. O que � um Irish Mule?

- Voc� gostar�. � bom. - Talvez eu queira um u�sque.

Talvez n�o seja o que voc� quer, mas o que precisa.

Eu escutaria a mo�a.

Parece que ela sabe do que est� falando.

Ela sabe, mas eu nem sei o que tem em um Irish Mule.

- Ele � sempre assim. - Tenho certeza que �.

O gengibre na cerveja vai ajudar a melhorar sua fun��o cerebral.

O que talvez te traga de volta � terra dos vivos.

E o u�sque, bem, nada mais �

que uma tradi��o consagrada para elevar o humor.

- Dois Irish Mule, ent�o. - � muito doce para mim.

- Irei querer um u�sque escoc�s. - Pode deixar.

Voc� � muito divertida. Qual o seu nome?

Meu Deus, isso � muito clich�.

Quando conhece algu�m no bar, usa isso como in�cio?

Acho que voc� � o tipo de cara que chega com algo menos comum.

Eu geralmente seria esse tipo de cara.

Talvez eu beba algo primeiro para me ajudar.

- Eu deixo. - Voc� deixa?

- Deixo. Legal. - Legal.

Ser� uma via de m�o dupla. N�o pergunto seu nome,

nem o que faz. E s� pensaremos em coisas interessantes

- e originais para conversar. - Certo. Faremos isso...

Logo depois que voc� atender isso.

� coisa do trabalho. Prometo que volto logo.

Se tocar no meu Irish Mule, farei algo terr�vel, certo?

D�-me um segundo.

Oi. Pergunta r�pida,

como eu posso ter dias de folga se voc� fica me ligando direto?

Relaxa. N�o � trabalho. S� quero saber como est� a�.

Est� tudo certo. Liguei para o Adam de novo,

e foi direto para o correio de voz.

Normalmente toca algumas vezes e agora cai direto no correio.

Ent�o quando na vida algu�m desliga o telefone?

N�o sei. Quando estou no avi�o, eu acho.

Correto. Ent�o, talvez esteja voltando de onde ele estava.

�, � poss�vel.

Calma. Tranquilo, tranquilo. Est� tudo bem.

Como o Eddie est�? Parecia irritado quando eu sa�.

N�o, ele estava pior que "irritado".

Ele fugiu de casa, correu pelo tr�fego da Kalanianaole.

- Tive que segur�-lo. - Quer ajuda?

N�o, estou bem. Tem um veterin�rio vindo aqui.

� aquela veterin�ria que voc� levou a um encontro

e voc� n�o a pediu para sair de novo por que voc� � louco?

Sim, � ela. Escute.

Depois que terminar aqui, vou comer algo. Quer vir junto?

N�o, n�o quero comer com voc�.

Estou no bar sentado agora com uma mo�a muito bonita.

E por que est� falando comigo? Est� maluco?

Escuta, Danny, n�o estrague essa oportunidade rara

de uma mulher querer conversar contigo.

Segura essa: foi ela que veio at� mim.

Espere, ela uma bargirl? Ela precisa falar com voc�.

Se for o caso, � o trabalho dela.

Diga ao Eddie que eu o amo. Falou.

- Mil desculpas. De verdade. - Tudo bem. Deu tudo certo?

- Deu tudo certo, sim. - Certo.

Certo. As bebidas chegaram.

- Sa�de. - Claro.

� muito... � bom.

Ent�o, est� gostando da ilha, at� agora?

- At� agora? - �.

- Por que eu n�o seria daqui? - A roupa, por exemplo.

O que eu gostei muito.

� muito elegante. Voc� est� fant�stica.

Mas � muito da Costa Leste.

E voc� parece ser uma empregada remunerada,

mas estamos em um bar e n�o no escrit�rio.

- Obrigada. - Ent�o, estou pensando,

ou voc� tem um trabalho novo, viajou para c�,

e ainda n�o come�ou ou trabalha meio per�odo,

enquanto voc� se estabelece.

Como estou indo? Morno? Quente? Frio?

- Acho que est� bem quente. - Obrigado.

Ent�o voc� � tipo um detetive ou algo assim?

Algo parecido.

Posso te contar uma coisa?

- Honestamente? - Claro.

N�o tenho muita certeza sobre esse lugar.

N�o, a ilha.

Entendo.

E senti a mesma coisa quando cheguei aqui,

mas, com o tempo, acaba gostando.

Certo, acreditarei nisso.

- Isso foi... - Sim, foi.

S� para registrar, n�o que voc� esteja,

mas nunca fiz isso antes.

- Eu tamb�m n�o. - Isso � bom.

Se voc� quiser, talvez... Gostaria de sair para jantar?

- Sair para jantar? - Sim, algo parecido.

Sim, gostaria muito disso.

- �timo. - �timo.

- Deixe s�... - O que est� fazendo?

- Estou chamando um Uber. - Chamando um Uber?

Acho que posso te dar uma carona.

- Pode? - Posso.

- N�o precisa fazer isso. - Eu sei, mas gostaria.

- S� tomei um gole da bebida. - Sim, eu sei, voc� n�o gostou.

Era boazinha.

Acho que entrarei no carro de um estranho.

Entrar� no carro alugado de um estranho.

- Alugado? - Sim, mas vem

com um belo purificador de ar tropical.

Pensando bem, melhor pegar um �nibus.

Pare com isso.

- O que foi? - Quer ser descoberto?

Deixe-me ver se n�o tem ningu�m.

- N�o vamos ser amadores. - Sinto muito.

N�o quero ser intrometido, mas por que Haleiwa?

N�o sei, mas minha amiga mora l� com o marido e as crian�as.

Vou ficar l� at� achar um lugar para mim em Honolulu.

- Como est� indo a procura? - Horr�vel, pior que isso.

Vi um lugar na outra semana,

muito legal, e � perto de onde Benny Agbayani estudou.

Certo, pode parar.

Est� citando o ex-jogador do Mets

do final dos anos 90, Benny Agbayani?

- Voc� entendeu. - Eu? O Hawaiian Punch!

- Eu estava no jogo. - N�o estava.

- Sim, estava. - Mentira.

Foi a coisa mais louca que j� vi ao vivo.

Estou te dizendo, foi loucura.

Que loucura. Pensei que ele tinha sido eliminado.

Sabia que voc� era da costa leste, n�o �?

Certo, acho que voc� � de Jersey.

Sim, eu sou.

- Eu amo Jersey. - Eu tamb�m.

Sou de Massapequa.

- Ilha intensa. - Mas eu amo Passaic.

Minha tia favorita morava l�.

Foi �timo, ia visit�-la e assist�amos a filmes adultos,

ped�amos pizza de lingui�a do Romeo's.

Romeo's. Sua tia tem bom gosto.

- Ele est� nos vendo, n�o �? - Segure-se.

Minha nossa!

CASA DO MCGARRETT

Doutora, muito obrigado. Entre.

Sei que n�o costuma atender em casa.

N�o atendo, mas pareceu urgente.

- Onde ele est�? - Na cozinha.

Pequeno espa�o confinado,

- como voc� disse. - �timo.

Seria melhor se o examinasse sem voc� por perto.

Cachorros sentem nossa ansiedade.

Sim, estou um pouco ansioso hoje.

S� para voc� saber,

o que tem acontecido, ultimamente, � bizarro.

- Ele n�o � desse jeito. - Como assim?

Ele est� nervoso e agitado, alerta o tempo todo,

e voc� o conhece, ele � relaxado, n�o �?

N�o consigo fechar uma gaveta

do quarto sem que ele se assuste.

E nesta manh�, a porta estava aberta,

e ele fugiu. Nunca fez isso antes.

Ele foi parar no meio da Kalanianaole.

Quase morremos quando tentei tir�-lo do tr�nsito.

Que tal se der uma olhada nele?

Sim, claro.

Oi, Eddie, lembra de mim?

Suturei voc�, h� algum tempo.

Tudo bem, talvez n�o seja uma boa mem�ria.

Pensei que t�nhamos nos dado bem.

Vamos ver o que voc� tem, amigo.

Vamos ver.

Bom garoto.

Certo, vamos checar esses dentes.

Certo. Bom garoto.

- Olhe para mim, voc� est� bem? - Estou.

- Olhe aqui. - Est� doendo.

- Tudo bem. - Est� doendo.

- Estou bem. - Vou pegar meu celular, certo?

SEM SINAL

- Onde est� seu celular? - Est�...

Na minha bolsa.

Meu Deus, minhas pernas. D�i muito.

SEM SINAL

Certo.

Tudo bem.

N�o tem sinal. Eu vou...

Vou subir at� a estrada,

e tentar conseguir sinal, est� bem?

Tudo bem?

- Certo. - Prometo que vamos ficar bem.

Desculpe.

Sete, dois, quatro.

Os tr�s �ltimos d�gitos

- da placa eram 724. - N�o se preocupe.

Voc� tem que dizer para a pol�cia

para ele n�o machucar ningu�m.

Ele j� machucou algu�m.

Apenas...

Apenas respire.

Vai ficar tudo bem, eu prometo, est� bem?

J� volto. 724, n�o �?

- 724. - Entendi.

A porta est� emperrada.

Ele mostra sinais de estresse p�s-traum�tico.

TEPT? Sei que c�es de trabalho militar

podem ter TEPT, mas ele nunca deu sinal disso.

Talvez, mas o que ele apresenta agora,

hiper vigil�ncia, frequ�ncia card�aca elevada...

- � tudo ind�cio. - Isso n�o faz sentido.

Ele ficou com o DEA durante anos depois dos Marines.

Por que agora?

Steve, n�s dois sabemos que TEPT varia e � complexo.

Mal sabemos como afeta humanos,

ainda mais cachorros. N�o sei, na minha opini�o,

acho que Eddie tem algum trauma antigo enterrado

que por algum motivo voltou � tona.

Mas n�o sei. N�o sou especialista nisso.

Desculpe por n�o poder ajudar mais.

N�o, voc� j� ajudou muito, obrigado.

Eu s� estou...

Obrigado. Quer dizer...

- Tenho por onde come�ar agora. - Pois �.

Emma, antes de voc� ir, acho que eu deveria mencionar...

O fato de voc� n�o ter me ligado?

�, isso.

E em primeiro lugar, eu sinto muito.

S� quero que saiba que n�o � porque eu n�o gostava de voc�,

porque eu gostava, gosto.

Sempre tive dificuldade em equilibrar

meu trabalho e minha vida.

E, historicamente,

minha vida pessoal sempre leva a pior,

e acho que eu s� queria que voc� soubesse

que voc� n�o era o problema.

Eu sou o problema.

Normalmente quando homens falam isso para mim,

eu penso em qual canela devo chutar.

Mas por algum motivo, quando voc� diz, eu acredito.

- E deveria, porque � a verdade. - Pois �.

Sem ressentimentos. Porque estou saindo com algu�m.

- Que �timo. - At� que tem caras legais

- naqueles malditos aplicativos. - Estou feliz por voc�.

- Voc� merece. - Obrigada.

Enfim, n�o quero te segurar muito.

- Obrigado. - Tchau, Steve.

E me atualize sobre Eddie.

Prometo que vou atualizar. Obrigado de novo, Emma.

Grand�o, como est� o fim de semana dos pais?

Caro. Renee est� me fazendo correr por todo lado,

enquanto ela ajuda Will a decorar o apartamento novo.

Essas crian�as hoje em dia. Quando eu fui para a faculdade,

sabe o que meus pais me deram?

Um cobertor velho e umas moedas

para o orelh�o e a lavanderia.

Agora, o pai do ano, esse que vos fala,

est� indo comprar para o Will

uma TV tela plana e um ar-condicionado port�til.

Voc� sabe que ama mimar esse garoto.

Eu sei, mas isso � segredo nosso.

Estou te ligando

porque recebi uma mensagem da Tani

e ela disse que o Eddie est� mal.

Ele n�o est� muito bem. A veterin�ria acabou de sair.

Ela acha que � TEPT, mas ela n�o � especialista.

N�o se preocupe, meu amigo, porque acontece que conhe�o um.

Will jogou beisebol com o filho de um veterin�rio do ex�rcito.

E a especializa��o dele � em c�es de trabalho militar.

- Est� de brincadeira? - Sobre o Eddie?

Vire essa boca, cara. Eu amo aquele c�o,

ent�o falei com o veterin�rio.

Ele acha que pode ajudar. O nome dele � dr. Art Currin.

Pode encontr�-lo na Instala��o de Tratamento Veterin�rio

em Forte Shafter. Ele tamb�m est� te esperando.

Muito obrigado, Lou. Agrade�o muito.

Sem problemas, cara. Tudo por aquele cachorro.

Tenho que ir. Estou atrasado para uma discuss�o.

Voc� est� bem.

FORTE SHAFTER HONOLULU

Fez bem em traz�-lo. Eddie est� mesmo com sinais

de TEPT canino.

Ele sofreu algum tipo de trauma em campo?

N�o, quero dizer, � isso.

Ele est� comigo h�, j� faz alguns anos,

ele foi exposto a tiros, explos�es,

mas n�o teve uma rea��o adversa.

Antes de vir para mim ele era do DEA.

E antes, esteve em uma unidade da Marinha

no Afeganist�o.

Penso no que eu posso t�-lo exposto.

Tenho muitas coisas acontecendo em minha vida.

Eu acho... Isso me mata, doutor.

Pensar que talvez eu o tenha exposto a algo

e ele teve essa rea��o.

Posso ver que est� magoado. N�o deveria se atormentar assim.

N�o � incomum que TEPT canina

permane�a inativa por semanas, meses, at� anos,

inativa at� que algo a ative.

Isso pode ser um som, uma imagem, um cheiro.

Qualquer coisa pode trazer um velho trauma � tona.

Penso que n�o aconteceu por algo ao qual voc� o exp�s.

Voc� teria notado os sinais imediatamente se fosse.

� prov�vel que Eddie estava s� quando o evento deu in�cio

em sua casa ou talvez fora dela.

N�o foi sua culpa, comandante. Vamos falar sobre o tratamento.

Primeiro, darei um ansiol�tico para ajudar com a ansiedade.

Honestamente, os medicamentos ser�o s� paliativos.

Precisar� achar que coisa desencadeou isso

e retir�-la do ambiente do Eddie,

ou, francamente, a condi��o dele vai piorar.

Quer dizer, n�o saber� o que precisa remover

at� definir a raiz desse trauma.

Certo.

Lou disse que voc� � um investigador experiente.

Algo assim, sim!

- � hora de investigar isso. - Entendido.

O primeiro treinador do Eddie

foi morto em uma batalha no Afeganist�o.

- Sabe algum detalhe de como? - N�o.

Eu come�aria por a�.

Steve, fala com Quinn e eu. Como est� o homenzinho?

Est� bem, um pouco quieto. Acho que s�o os rem�dios.

O veterin�rio do ex�rcito ajudou?

Sim, ele ajudou bastante.

Mas Eddie n�o est� fora de risco.

Precisamos descobrir o que iniciou isso.

Por onde come�amos, chefe?

Come�amos voltando no tempo.

O primeiro treinador do Eddie morreu em a��o no Afeganist�o.

Quero saber tudo o que houve no dia.

O doutor acha que o trauma teve in�cio l�,

vamos especular e ver se achamos algo que possa ser.

Se n�o acharmos, olharemos no Denarc.

Mas por meus instintos, o doutor tem raz�o

o trauma est� ligado � morte do antigo treinador dele.

Esse foi um v�nculo �nico, e foi quebrado.

Enquanto isso, n�o quero deix�-lo s�,

se puderem fazer um favor.

Quero que falem com o Coronel O'Donnel.

Ele pode nos conectar a antiga unidade do Eddie.

A caminho. Mando atualiza��es quando puder,

desde fa�a c�cegas no Eddie por n�s.

Eu farei.

Aguente a�, amig�o.

Tudo bem, apenas relaxe.

Eis o que faremos, preciso que fique est�vel.

Eu vou para a estrada e sinalizar para um carro.

Vamos dar uma olhada. Tudo bem?

- Tudo bem. - Deixe-me ver.

N�o, n�o sinto minha perna, n�o a sinto, desculpe.

D�i tudo. H� algo errado com minhas costas.

Certo, apenas respire, foque em mim.

Olhe para mim, tudo vai ficar bem.

Vou s� olhar e ver onde mais est� machucada.

Sim, fa�a isso. Precisa fazer isso.

Incline-se para frente um pouco, s� um pouco.

Um pouco, um pouco.

Eu estou vendo.

Tudo bem, fique assim.

- O que �? - Apenas um corte.

O que foi isso? Est� muito ruim?

- Est� ruim? - N�o, s� um corte.

Olhe, preciso limpar isso, e da� ficaremos bem.

Apenas diga.

N�o minta para mim, por favor. N�o minta agora.

N�o � nada bom. Est� um pouco ruim,

darei um jeito. Deixarei voc� bem,

tudo vai dar certo. Voc� vai sair dessa. Certo?

Sim.

DIVIS�O MAR�TIMA DO HAVA� PEN�NSULA MOKAPU

Procuram informa��es da unidade antiga do c�o?

- Sim, senhor. - Eddie, n�o �?

Correto, ficar�amos gratas em falar com algum fuzileiro

presente no dia da morte do treinador do Eddie.

Entendo.

Cabo Bollinger foi morto na prov�ncia de Farahe

em 9 de julho de 2013.

Da unidade, dois homens morreram naquele dia.

Outros dois est�o em miss�es

por locais sigilosos, inacess�veis.

Mas parece que dois fuzileiros podem fazer contato.

Isso � �timo. Um deixou o servi�o.

Agora � um bombeiro em Portland.

Em Maine, n�o Oregon.

E o outro,

era operador de r�dio da unidade.

Ele atualmente est� alocado na Marine Wing Liaison Kadena,

na Base A�rea de Kadena, em Okinawa.

�timo. Muito obrigada, Coronel.

- Fico feliz em ajudar. - Obrigada.

Espero que o guerreiro melhore logo.

- Obrigada, senhor. - De nada.

Alguma coisa?

Estou procurando.

Voc� disse eu acabaria gostando deste lugar.

E vai, mas me fa�a o favor de n�o falar.

Voc� precisa economizar energia.

- H� tanto sangue. - Eu sei.

Cuidarei disso agora, est� bem?

Incline-se para frente. Respire.

Tudo bem.

Incline-se para tr�s.

Fa�a bastante press�o.

Cuidaremos disso agora.

Deve doer, mas preciso parar o sangramento.

Certo, consegui.

Vamos l�, voc� � forte.

Voc� � forte. Olhe para mim. Fique comigo, est� bem?

- Estou com medo. - Eu sei, mas n�o fique.

Voc� ficar� bem. Estou aqui.

Eu n�o rezo.

- N�o precisa rezar. - Eu deveria.

N�o precisa rezar, porque estou aqui.

S� tem que aguentar firme. Olhe para mim, vamos sair daqui.

Vou l� em cima sinalizar para um carro e vamos para casa.

Tudo bem? Eu prometo. N�o fique chateada.

J� que estamos sendo honestos, eu...

H� algo que n�o te contei, mas acho que deveria.

Voc� disse que sua tia levava voc� ao Romeo's.

Conhe�o bem o lugar. Na verdade, eu entrei...

em uma briga em frente ao Romeo's quando...

quando ainda estava na escola.

- Est� falando s�rio? - Estou. Foi na 7� s�rie.

S�tima s�rie. Havia dois grandes imbecis

que zoavam meu amigo, chamando de gordo.

- Chamando de balofo. - Ele era gordo?

Era muito gordo. Era um garoto grande.

Ele engolia bolinhos como se fossem pastilhas.

- N�o justifica a zoa��o. - Concordo com isso.

O que aconteceu?

Bem, eu... Eles eram do ensino m�dio.

Eram grandes jogadores de basquete.

Eles me bateram muito. Levei a maior surra.

- Voc� � um cara legal. - Obrigado.

Recebi uma mensagem do operador.

Logo colocar� McGarrett no Skype.

Legal.

- Eddie est� bem? - Est� inquieto.

McGarrett est� tentando faz�-lo tirar uma soneca.

Ele bebeu um pouco da �gua da vasilha que eu trouxe.

Que estranho. Voc� avisou que a �gua era para Eddie?

- Quer falar sobre isso? - N�o sei. Tudo bem.

Fui l� em cima e,

pensei no Eddie, estou preocupada com ele,

pensei nas coisas terr�veis que ele sofreu,

pensei no trauma que quase o matou hoje.

E a� passei pelo quarto do Junior...

Junior tamb�m n�o � invenc�vel.

Agora ele est� em uma miss�o secreta,

e n�o tenho not�cias desde a manh� que ele partiu.

Mas estou tentando n�o pensar nisso.

� que estar nesta casa...

n�o torna as coisas mais f�ceis.

Voc� est� certa. Junior n�o � invenc�vel,

mas ele � muito forte.

E sei que ele far� tudo para voltar a salvo para casa,

para as pessoas que ama.

- Oi. Voc� est� bem? - Oi. Estou.

Acho que ele finalmente conseguiu dormir, ent�o...

� ele. O nome dele � Sargento Victor Michaels.

- J� est� a par de tudo. - Entendido.

Sargento Michaels, est� me ouvindo?

- Alto e claro, comandante. - Agrade�o por falar comigo.

Sempre tenho tempo para Eddie.

- Triste ele passar por isso. - Eu agrade�o.

Falamos com o veterin�rio

e ele disse que se descobrirmos o que desencadeou,

talvez possamos impedir que aconte�a no futuro.

Com certeza tem a ver com a morte do treinador dele.

Ent�o...

Sinto por perguntar isso, porque sei como � dif�cil,

mas qualquer coisa que possa dizer-nos sobre aquele dia,

seria muito �til.

� claro.

N�o � um dia que se consiga esquecer.

Assim que sa�mos dos blindados,

eu tive uma sensa��o estranha.

Voc� sabe...

Como se houvesse morte no ar.

A �rea estava cheia de bombas.

Parecia que tudo explodiria a qualquer momento.

Eddie tinha o melhor faro da Corpora��o.

A �rea era uma armadilha de morte.

S� era preciso algu�m pisar fora da forma��o e...

De repente, eu estava no ch�o.

Lembro que a 1� coisa que vi foram flores roxas...

cobertas de sangue que achei que fosse meu.

E foi ent�o que vi Eddie.

Parecia ferido, mas se levantou.

Ele tinha que encontrar o treinador.

Os dois tinham uma liga��o especial.

Bollinger era um homem bom.

Tenho certeza que ele era. Sinto muito.

Obrigado, Comandante. N�o sei se isso ajuda.

Acho que ajuda, sim.

Lembra como se chamavam as flores roxas que mencionou?

Elas crescem por todo lado em Farah.

- Aquela resta-boi. - Resta-boi.

- Obrigado novamente, Sargento. - Claro.

Cuide bem daquele cachorro, senhor.

Deus sabe que ele cuidou de n�s.

Cuidarei.

- V� o que estou vendo? - Um homem

prestes a decifrar o c�digo? Ent�o, afirmativo.

Certo.

Preciso que se incline para frente.

Vou mudar esses curativos, tudo bem?

- Posso te perguntar uma coisa? - Claro.

Por que estava naquele bar?

Quer mesmo falar disso agora?

N�o posso ser resgatada, preciso ser entretida.

Voc� ser� resgatada, est� bem?

Eu estava no bar

porque estava de mau-humor por causa da minha ex-mulher.

Isso serve.

H� quanto tempo est�o separados?

Se eu for te contar a hist�ria toda,

estaremos mortos antes que eu termine.

Est�vamos tentando fazer dar certo no �ltimo ano.

- N�o deu? - N�o.

Funcionamos melhor como amigos.

- J� passei por isso. - �? Tem hist�rias suas?

- S�rio? - Uma garota nunca conta.

- Um carro. - N�o pode me deixar.

- Olhe para mim. - N�o pode me deixar.

Paro o carro, chamo socorro e vamos para casa, certo?

- S� isso. - Por favor, n�o v�.

Pare!

Acorde.

A� est�.

- Perdi o carro, tudo bem? - Tudo bem. N�o foi sua culpa.

- Obrigado. - Voc� � sempre azarado assim?

Estava naquele bar, n�o estava?

Deixe-me ver aqui.

Deixe-me ver. Est� tudo certo.

Deixe-me ver suas costas.

Tem que ficar acordada, tudo bem?

Fique acordada.

- N�o tem mais toalhas. - Tudo bem.

Vai ficar tudo bem.

N�o se n�o pararmos o sangramento.

Resolverei isso.

Volte para tr�s.

Pressione. Mantenha press�o nas suas costas

e voc� ficar� bem. Vamos sair daqui, est� bem?

Tudo bem?

Respire calmamente. Calmamente, tudo bem?

- Com licen�a. Oi. - Ol�.

- Posso ajudar voc�s? - Esperamos que sim.

Sou Tani Rey. Essa � Quinn Liu.

Trabalhamos com seu vizinho, Steve.

- Estamos atrapalhando? - De forma alguma.

� professora de bot�nica?

Sou. Viemos de Connecticut, ent�o isso � o para�so.

A biodiversidade da flora aqui � incr�vel.

90% da flora do Hava�

n�o pode ser encontrada em qualquer parte do mundo.

Desculpem. Obviamente n�o vieram aqui

- para me ouvir falar de planta. - Na verdade...

O clima de Oahu propicia o crescimento de quase tudo,

ent�o plantei esp�cies raras do mundo todo.

Para meus alunos estudarem e apreciarem.

Alguns dias, para meu filho tamb�m.

Voc�s perguntaram sobre essa. Resta-boi espinhosa.

Conhecida por latinos como ononis espinhosa.

- � ador�vel, n�o �? - � sim.

Eddie veio pela sebe que conecta os jardins

- ou pelo port�o. - Seja qual for,

ele ficou cheirando e isso foi o gatilho.

N�o entendo. Est� falando de Eddie,

o cachorro do Steve? Ele est� bem?

N�o seria problema se a comesse. N�o � venenosa.

N�o � isso. N�o sei se Steve te contou,

mas Eddie era um cachorro militar.

Ele serviu com os Marines no Afeganist�o.

Essas plantas s�o abundantes l�.

E ele sofreu um trauma em um campo cheio delas.

H� alguns dias, algo desencadeou o trauma.

E foram minhas plantas que desencadearam.

- Sinto-me p�ssima. - Por favor,

como saberia? Nenhum de n�s sabia.

Independentemente, vou remov�-las imediatamente.

Ligarei para alguns alunos e as levaremos

- para a estufa do campus. - Obrigada.

Agradecemos sua compreens�o. Steve tamb�m agradecer�.

Vamos l�.

Vamos l�. Acorde.

Acorde. Voc� est� bem.

Tudo bem? Respire.

Respire. Isso. Assim est� bom.

Voc� est� est�vel e � forte.

- N�o me sinto forte. - Voc� � forte.

Temos que descansar. Est� bem?

S� temos que fazer, est� bem?

- Est� bem? - Estou bem.

- Voc� vai ficar bem. - Estou cansada e com frio.

Eu sei, eu sei.

Eu sei, eu sei. Eu sei, aguente.

- Est� bem. - Certo.

- N�o consigo ficar acordada. - Tudo bem

- N�o consigo. - N�o...

Est� bem. Aguente, aguente.

Aguente.

Aguente!

Socorro!

Vamos! Vamos!

Acorde! Vamos!

Vamos!

- Voc� ouviu? - N�o perca essa chance.

Sou policial. Preciso do r�dio

- para chamar a ambul�ncia. - Claro.

Frequ�ncia 9.

- Est� bom? - Sim.

Aqui � o detetive Danny Williams da for�a tarefa 5-0.

Preciso de uma ambul�ncia, na rua Waianae Valley,

cerca de 1,6 km da rua Haleahi.

Estou com uma mulher com ferimentos graves.

Ela perdeu muito sangue. Mande uma ambul�ncia agora.

Entendido, detetive. Estamos enviando uma ambul�ncia.

Imediatamente, por favor. Obrigado.

Olhe voc�s dois. O amor existe.

As com�dias rom�nticas querem que acreditemos

que ir at� o aeroporto � a melhor de prova de amor.

Mas acho que correr no tr�nsito � a melhor.

Sempre achei que seguir algu�m at� o aeroporto.

era um pouco psicopata.

Foi estranho l� fora essa manh�, no meio daquele tr�nsito,

onde Eddie olhou nos meus olhos, e percebi o p�nico

e o medo dele, sem saber o que fazer.

Juro por Deus que pude entender.

E depois de tudo que aconteceu este ano...

� como eu estaria se n�o tivesse este cachorro

para me guiar todo dia. E se n�o tivesse voc�s.

- N�o vamos embora, Steve. - N�o mesmo.

Acho que o jovem Edward n�o ir� vai se mexer nas pr�ximas 18 h.

Espero que esteja � vontade.

A prop�sito, como Danny est�?

Soube que ele se afastou por alguns dias.

Falei com ele esta manh�. Ele est� bem.

- Talvez seja ele. - S� se esqueceu as chaves.

- Adam. - Oi.

Quanto tempo.

Sim, eu...

Desculpe por ficar tanto tempo longe.

Eu...

Eu tive que ir.

Esfriar a cabe�a.

Est� bem.

Bem-vindo de volta, amigo.

Boas not�cias. A ambul�ncia est� a caminho.

Est� bem? Fique acordada. Est� bem?

Tudo bem, voc� consegue.

- O que � t�o engra�ado? - O qu�?

Tive sorte, como voc� disse. Conheci a mulher dos sonhos,

e depois sofro um acidente de carro.

Voc� est� bem.

As coisas ficar�o bem para voc�.

V�o.

Fique acordada.

Voc� n�o me disse seu nome.

Meu nome? Meu nome � Danny.

Vai me falar o seu nome agora?

Vai?

Vai?

N�o, n�o.

Acorde. Acorde.

The Marines: Semper Fi a voc�s!

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