Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Bille August Fala sobre o Filme
O que o fascinou no argumento
e o levou a querer realizá-lo?
O que me fascina imenso nesta história
é o facto de, de uma forma muito dramática e concreta,
falar de todas as ideias de Mandela acerca de reconciliação.
Temos uma personagem principal, James Gregory,
que chega à Ilha de Robben
no final da década de 60.
Ele é um guarda de prisão e é um homem simples,
sem instrução.
A única ambição dele é ser... o guarda perfeito.
Ele é treinado
pelas forças mais brutais do sistema de Apartheid.
Mas a nossa história começa com a chegada dele à Ilha de Robben,
com a família.
Logo depois vai trabalhar no Gabinete de Censura
e graças a esse cargo, contacta diariamente com Mandela.
Mas o que a história tem de mais bonito é que...
Ao longo dos encontros com Mandela, ele vai mudando lentamente
e torna-se uma pessoa completamente diferente do que era.
Podemos dizer que ele se torna a prova viva das ideias de Mandela
acerca da capacidade de mudança do ser humano.
Acho que essa é a premissa da história
e é nela que reside a sua beleza.
Mas de que trata esta história? Qual é a mensagem que passa?
A história trata...
... da ideia de reconciliação de Mandela.
Esta história é importante não apenas para a Africa do Sul,
porque actualmente acho que o país está a sarar,
apesar de ainda haver muitas feridas abertas.
Mas também...
... É algo que tem de ser contado ao resto do mundo,
porque fala da importância da reconciliação.
Especialmente hoje em dia, em que olhamos para o mundo
e vemos que nunca houve tantos conflitos.
A reconciliação é a única forma de sobrevivermos.
O que acha das personagens principais e do seu desenvolvimento na história,
o James, a Gloria, o Mandela?
O James é um homem simples, um chefe de família.
A única coisa que lhe interessa é a família:
os filhos e a esposa.
Mas também é muito ambicioso
e quer ser um bom guarda de prisão.
Mas depois tem uma moral interior, um instinto.
Ao longo dos encontros com Mandela ele começa a duvidar...
... das suas ideias acerca do sistema de Apartheid.
Aos poucos ele vai mudando por completo e...
Isso cria um grande conflito na família
porque afecta a situação da família,
dado que ele podia ser despedido.
A meio da história, ele vê-se numa situação muito esquizofrénica.
Não sabe se deve ser fiel às ideias de Mandela
acerca de uma África do Sul livre e democrática
ou se deve manter-se fiel às ideias antigas,
partilhadas pela sua família.
Está dividido entre estes dois mundos.
Os que eram seus inimigos tornam-se seus amigos
e vice-versa.
Ele vê-se apanhado nesse impasse.
- E a Gloria? A Gloria. - Perdão?
A Gloria é ainda mais ambiciosa do que o James.
Ela também é muito chegada à família, aos filhos.
Quando ela percebe que o James começa a simpatizar com Mandela,
que ele começa a "apaixonar-se" pelas ideias de Mandela,
ela ficou sob uma enorme pressão.
Não sabia se devia ser fiel ao marido
ou fiel às suas ideias acerca de uma Africa do Sul segregada,
do sistema de Apartheid.
Mas como a maioria das mulheres na Africa do Sul,
ela é fiel às ideias do marido
e também sofre uma enorme transformação.
- E Mandela? - Mandela é Mandela.
O que se pode dizer acerca dele? Mandela para mim representa...
Todas as suas ideias são tão bonitas e fortes...
Diria que o maior desafio na concretização deste filme
foi retratar correctamente Mandela.
Todas as pessoas têm uma imagem de Mandela.
Todos sabem algo sobre ele, todos já viram uma imagem dele,
sabem como fala, conhecem a sua linguagem corporal
e as suas ideias.
Conseguir transmitir isso bem foi um grande desafio.
Já sabia muita coisa sobre a Africa do Sul
ou teve de pesquisar?
Para mim, era crucial que este filme
fosse uma obra autêntica, verdadeira...
... que fosse fiel à realidade.
Passei quase meio ano na Africa do Sul
só para estudar o povo sul-africano e para tentar compreender...
... Como eram as coisas na época do Apartheid.
Entrevistei muitas pessoas, fiz muita investigação.
Mas também falei com antigos presos e guardas de prisões.
Fui muitas vezes à Ilha de Robben.
Li imensos livros acerca da África do Sul.
Senti que estava bastante bem preparado.
E como tem sido filmar nos próprios locais
em que ocorreram estes acontecimentos dramáticos
e trabalhar com figurantes sul-africanos que viveram o Apartheid?
Teve alguma reacção de pessoas que presenciaram esses eventos?
Para nós era muito importante filmar nos próprios locais
unicamente por uma questão de autenticidade.
E tem sido uma experiência fantástica estar na África do Sul
e trabalhar com uma equipa sul-africana.
E também trabalhar com os actores sul-africanos,
porque eles também me ensinaram muito acerca deste país.
Se eu estivesse errado em relação a algo,
eles chamavam-me à atenção e corrigiam-me.
Tem sido uma experiência fantástica trabalhar aqui.
O que acha da África do Sul actual e de como a sociedade evoluiu?
Ou está a evoluir.
Se não fosse Nelson Mandela,
acho que este país seria muito diferente.
Acho que é um milagre este homem estar vivo
neste momento.
Graças a Mandela...
... este país evitou uma guerra civil.
Eu acho que a África do Sul é um lugar pacífico.
É um lugar que sofreu muitas alterações,
que ainda tem muitas feridas abertas da época do Apartheid.
Mas parece-me que todos querem que este projecto seja um êxito.
Todos querem que este seja...
... um país feliz e pacífico.
Mas, obviamente, ainda há muita pobreza.
O fosso entre ricos e pobres é ainda muito grande
e há muitos problemas graves.
Mas todos parecem empenhados no sucesso deste projecto.
Porque escolheu o Joseph Fiennes, a Diane e o Dennis para os papéis?
E como foi trabalhar com eles?
O James é um homem simples, um chefe de família,
mas na nossa história ele é também uma pessoa
que sofre uma enorme transformação, que dá uma volta de 180 graus.
Para além disso, há a questão do envelhecimento.
No início da história ele tem 32 anos
e no final ele tem 50 e tantos.
Eu sabia que precisava de um actor muito forte...
... muito talentoso e profissional para fazer este papel.
Durante muitos anos quis trabalhar com o Joseph Fiennes,
conheço-o há algum tempo.
Quando soubemos que o Joseph queria fazer de James Gregory,
pulámos de alegria.
Acho que ele é perfeito para o papel.
Parece que sim. E a Diane?
Não sabia muito sobre a Diane Kruger,
mas todos me diziam que ela era uma actriz fabulosa
e que eu devia considerá-la para o papel.
Vi os filmes que ela fez
e também filmes que ainda não foram estreados.
Fiz uma espécie de festival de cinema da Diane em minha casa.
Quando vi o trabalho dela
e constatei que é uma actriz muito sensível e forte,
fiquei convencido de que seria...
... a actriz perfeita para desempenhar o papel de Gloria.
E quanto ao Dennis?
Representar uma pessoa famosa, para a maioria dos actores,
é muito difícil.
- Especialmente alguém como Mandela. - E retratar...
... Nelson Mandela, a maior celebridade viva,
deve ser o maior desafio de qualquer actor.
Entregámos o argumento ao Dennis Haysbert
e acho que um dia depois recebemos uma mensagem dele
a dizer que tinha ficado muito comovido com a história
e que queria desempenhar o papel de Mandela.
O que me agrada no Dennis é que ele tem a mesma dignidade,
a mesma autoridade... E também é alto, como Mandela.
Isso torna-o muito credível.
Mas por outro lado, ele é americano.
E conseguir imitar o sotaque de Mandela,
a linguagem corporal, a essência deste personagem,
que passou 27 anos da vida na cadeia
e saiu um homem tremendamente sereno e inteligente,
foi um desafio enorme.
Mas acho que o Dennis fez um trabalho fantástico.
Quer comentar como foi trabalhar com o argumentista?
Quando recebi este argumento,
depois de ler 20 páginas, já sabia que a história era fantástica.
Não apenas pelo enredo e pelo tema,
mas também pela subtileza do argumento.
Era muito humano.
Não falava apenas da questão racial,
não tinha a ver com o Bem e o Mal, tinha a ver com humanidade.
Como disse, ao fim de ler 20 páginas, telefonei ao meu agente e disse:
"Isto é muito importante, quero realizar este filme."
É muito raro encontrar argumentos...
... com a qualidade especial que...
... este argumento tem.
É óbvio que fiz algumas sugestões.
Encontrei-me com o Greg Latter e colaborámos durante algum tempo.
Ele tem-se mostrado receptivo a todas as ideias
e é um argumentista muito inteligente.
Se eu tiver alguma ideia, ele é fantástico...
Nunca escreveu uma cena má. Ele cria sempre boas cenas
que depois discutimos se são adequadas ou não.
Mas são sempre cenas de qualidade.
E o Hervé Schneid?
O Hervé tem sido outra...
... Experiência extremamente positiva.
Porque uma coisa é o enredo da história.
Conseguimos montar um filme se seguirmos o enredo, é simples.
Mas o mais importante é entender o texto subliminar,
especialmente numa história como esta...
... que é muito subtil. O texto subliminar é o verdadeiro drama.
Todas as coisas que nunca foram ditas
são o verdadeiro drama desta obra.
É preciso um responsável pela montagem que entenda isso.
Se a pessoa não entender, não consegue.
Mas o Hervé é muito sensível e muito bom editor.
Ele compreende realmente...
... O verdadeiro drama de "Mandela: Meu Prisioneiro, Meu Amigo".
E o director de fotografia, Robert Fraisse?
O Robert é um director de fotografia muito experiente.
Já fez imensos filmes. Conheço o trabalho dele há muitos anos.
Também tivemos...
... um prazo muito apertado.
Por isso precisávamos de alguém que fosse rápido
e que trabalhasse nas condições...
... que temos aqui na África do Sul.
Mas ele é extremamente experiente...
Nunca se engana e o filme tem um aspecto fabuloso.
Acho que tem uma fotografia de excelente qualidade.
Quer falar-nos do produtor Jean-Luc e da equipa sul-africana?
Após ler o argumento, conheci o Jean-Luc.
O mais importante aqui foi o facto de o realizador e os produtores
terem concordado em fazer o mesmo filme.
Quando não existe essa sintonia, há um acumular de problemas.
Mas quando conheci o Jean-Luc dei-me logo bem com ele...
Tínhamos a mesma ideia para o filme e queriamos contar a mesma história.
Concordámos quanto às premissas da história.
A partir daí,
tem sido uma grande alegria realizar o filme.
Tem havido muitos problemas, especialmente a nível financeiro.
Parece-me a mim que os projectos bons
são sempre os mais difíceis de financiar.
Mas o Jean-Luc tem estado sempre presente
e tem sido muito fiel.
Ele nunca desistiu e é por isso que estamos aqui hoje.
Como se sente, agora que a rodagem está praticamente terminada?
Sinto-me muito aliviado e muito feliz.
Foi uma experiência maravilhosa.
Quando se tem uma boa história, tudo o resto faz sentido.
Com um bom argumento...
... 0 trabalho dos actores é mais fácil
e dos outros departamentos também.
Hoje sinto-me muito feliz e satisfeito
por termos finalmente feito o filme.
É um projecto extraordinário.
É um filme muito importante e uma história que deve ser contada.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.