All language subtitles for Little House on the Prairie 2026 - 1x04 - Episode 4.WEB.ETHEL.pt

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Original subtitles

Temos de ter fé e acreditar.

Não sei quanto mais tempo consigo acreditar.

- Ficámos porque não podíamos voltar. - Talvez tu não possas voltar.

Caroline, o que queres dizer?

- Mary! - Mary?

- Mary? - Caroline.

Caroline.

Caroline.

Eliza?

Meu Deus.

Toca a levantar.

Nada que bolo e chá não resolvam. Não era o que a mãe dizia sempre?

O açúcar de ácer está a acabar.

Acreditas?

O Peter não passa sem algo doce.

- Agora, terá de ser de loja. - O que estou a fazer aqui?

Ganhaste juízo.

Como assim?

Sabes que estás melhor sem ele.

Tu, as meninas

e o bebé.

Eu não…

Quando é que eu…

Caroline.

Caroline.

Caroline.

Estavas a falar a dormir.

Estou bem.

Ainda estás zangada?

Duvidas?

Tens de beber.

Sabes sempre tudo, não é?

Tu é que o disseste.

- Onde está a Mary? - A febre baixou.

A Laura está com ela.

Ótimo.

Tenho tanto frio.

- E estou a tremer. - Isso é bom.

O pai diz que a febre está a baixar.

Mas ainda me doem os ossos e tenho a boca áspera.

Toma.

Descansa, fofinha.

Estarás melhor de manhã.

UMA CASA NA PRADARIA

- Parece que não dorme há dias. - Exato.

O que se passa?

Febre intermitente. De repente, está por todo o lado.

Há muita gente doente e já não tenho quinina.

- Já chegou a remessa? - Lamento.

Pedi há duas semanas, mas não chegou.

Devo ter dezenas de doentes por ver.

Preciso de quinina.

Caleb, vais buscar a minha sanduíche?

Nunca vi nada assim.

Têm calafrios, depois a febre sobe, mas torna a baixar,

e acham que acabou, mas depois volta ainda pior.

- Sei onde pode haver. - Onde?

A Jemma James encomendou imenso há uns meses.

- Duvido é que o dispense. - Deixe-me tentar.

Posso?

Que elegante.

Está pronto para a batalha.

Coma isto.

Cuide-se.

Esta cidade não pode perdê-lo.

Farei o meu melhor.

Para mim?

A sério?

Dizem que o café previne a febre. Mal não fará, certo?

Sabe a terra queimada.

Desculpa não termos açúcar. Finge que é a limonada de ácer do avô.

Não precisamos mesmo do Dr. Tann?

Não te preocupes. As febres passam sempre.

Quando tu e a Mary eram pequenas, estavam sempre com febre.

Até escaldavam.

Dizia à tua mãe: "Não precisamos de lenha hoje.

Metemo-las na lareira e elas aquecem a casa toda."

A mãe não deixava.

Tinham de ficar quentinhas na cama. E a avó aconchegava-vos.

A Grande Floresta parece tão distante.

Prometo que, se a febre subir e elas deixarem de beber água,

vou buscar o Dr. Tann.

Vai buscar água ao riacho. Dou de comer e de beber à Pet e à Patty.

Fizeste um bom trabalho, Charlie.

Mesmo muito bom.

George.

Esta cornija está perfeita. Até parece que somos pedreiros de gema.

E pensar que não querias que viesse contigo.

Afinal,

o Kansas era o que eu precisava.

Pai?

O que se passa?

Ajuda-me a deitar.

Só preciso de fechar os olhos e descansar um pouco. Fico bem.

Não te preocupes, Jack. Ele só precisa de descansar.

Vou fazer as tarefas.

Sra. James. Ainda bem que está em casa.

Como está?

Bem, obrigada. Em que posso ajudá-lo, Dr. Tann?

Estou a ver como estão todos. A sua família está bem, presumo?

- Todos de boa saúde, obrigada. - Ainda bem.

Lamento informar que o mesmo não se aplica a outras famílias da zona.

A febre intermitente alastrou de forma preocupante.

Que doença terrível.

Soube que tem uma boa reserva de quinina.

Planeio com antecedência.

Talvez me possa emprestar o que puder dispensar?

Só até chegar a próxima remessa.

Receio que não tenha para dispensar. Guardei a quinina para emergências.

Claro. Eu…

Isto é uma emergência,

especialmente para os novos colonos que nunca passaram por esta doença.

Emergências familiares.

Posso comprar-lha.

- Pelo menos, um sinal. - Não se trata de dinheiro.

Claro que não.

Agradeço tudo o que está a fazer, mas receio não poder ajudar.

Sem quinina,

as pessoas vão morrer.

E não seria certo permitir que nós estivéssemos entre elas.

Laura?

Mary? Onde estão?

Laura?

Mary?

Aí estás tu. Todos estão ansiosos por te ver esta noite.

Pensei em arranjar-te algo para vestir.

Onde estão as meninas?

Na escola, claro.

Estes vestidos estão em farrapos.

O que te obrigou ele a fazer lá?

Conheci o Charles nesse vestido.

Lembras-te deste?

Usaste-o no casamento dos Walton.

O Robert Benton não te resistiu com este vestido.

Era rico, bondoso e fiável.

Não te teria arrastado grávida para o fim do mundo.

Sabes que é melhor assim.

- Sei. - Toma.

Tens de beber.

Está só a descansar um pouco.

Está a ferver.

O pai diz que tens de beber.

- E tu? Como te sentes? - Estou bem.

Tenho feito as tarefas.

Não te canses.

Não me canso, prometo.

Deve dar.

Entre!

- A Emily disse que não tem quinina. - Procuro outra coisa que possa usar.

- Erva-de-cobra, ruibarbo, rícino… - Deixe-me ajudar.

Tenho uma reserva em casa. Pode ficar com ela.

De quinina? Como?

O mal de uns é o bem de outros. Quer vir comigo?

Vamos.

Pai, hora de beber.

Mãe, acorda. Está na hora de beberes.

Porque estão tão quentes novamente?

Mary.

- O Jack e eu vamos buscar ajuda. - O quê?

A mãe e o pai estão a ferver e não bebem água.

- Tenho de ir buscar o Dr. Tann. - Mas não podes.

- Nunca andaste sozinha. - Não faz mal. A Pet sabe o caminho.

Volto já.

Prometo.

Pet?

Patty?

Pet! Patty!

Estás à espera de um convite formal?

- Quando planeias partir para o Oeste? - No início da primavera.

Antes do lago descongelar.

O teu irmão não se cala com isso.

Gastou tudo em romances baratos e num gorro de guaxinim.

Pensa que vai ser o Davy Crockett.

Pois.

Sobre isso…

Desembucha.

Não posso levar o George.

Ele vai ficar desiludido.

- Ele pode ficar connosco. - Também não pode ficar aqui.

Não pode?

Ele não anda bem da cabeça, pai. Sabe que não anda, não desde a guerra.

Não sejas ridículo.

Usa uma farda esfarrapada dois tamanhos abaixo,

vê soldados onde não há, acorda todas as noites a gritar.

Ele só precisa de estar ocupado

e tu ias dar-lhe isso.

Soube que há um lugar na Pensilvânia que trata soldados como ele.

Falaste com pessoas sobre o George?

- Quero levá-lo lá antes de ir. - Ele não está doente!

É um herói.

Todos os heróis têm marcas, mas não sabes nada sobre isso, pois não?

Ele precisa de ajuda de quem sabe.

O George não está bem e alguém tem de…

George!

George, espera!

George, volta! Desculpa!

George!

Senta. Fica.

Está alguém em casa?

Sra. Mitchell?

Sr. Mitchell?

És tu, Julia?

Julia…

Não.

Sou eu, a Laura Ingalls.

Quem está contigo?

Ninguém.

Só o meu cão, o Jack.

A minha família tem a febre e os cavalos fugiram.

Esperava que o Sr. Mitchell me levasse ao Dr. Tann.

O William saiu da cidade em trabalho.

Só volta daqui a dias.

Mãe? Preciso de mais água.

Eu dou-lhe.

Posso continuar até à cidade.

Não, sozinha, não.

Não vou sozinha. Tenho o Jack.

Corro depressa. Não se preocupe.

- Sabes ir até à estrada principal? - Acho que sim.

Segue-a para leste até à cidade.

Manda parar quem vires.

Mas não saias da estrada por nada.

Prometes?

Prometo.

Deus.

Ajuda a Laura na sua viagem.

Que nenhum inimigo ou criatura

lhe faça mal.

Caleb?

PAGO DEPOIS

Onde vais com raiz de gengibre e casca de salgueiro?

Aos Ingalls.

Não vieram buscar a encomenda. Devem ter a febre.

Se têm, não podes fazer nada.

Precisam de quinina. Temos de esperar pelo Dr. Tann.

- Só quero ir ver. - Não quero que adoeças.

O Dr. Tann disse que não se apanha pelas pessoas.

Ninguém sabe como se apanha, nem mesmo o Dr. Tann,

e não quero que arrisques.

O Dr. Tann e a Lacey vão visitar as famílias.

Os Ingalls serão os primeiros da lista.

Tens de ter fé, Caleb.

Sim, senhora.

Acaba de varrer. Vou fazer-te algo para comer.

Jack!

Jack.

Olha.

Olá!

Por favor! Precisamos de ajuda!

Avó?

- O que faz no Kansas? - Tinha saudades das minhas meninas.

E eu suas.

Estão todos com febre. Tenho de ir buscar o médico.

Estou bem. Só tenho calor.

Vá, vamos. Vamos à cidade. Contas-me tudo pelo caminho.

- Gostas de viver na pradaria? - Gosto.

Fiz um serviço de chá para ti e para a Mary.

Ou já são muito crescidas para isso?

- Não somos. - Ótimo.

Estou ansiosa por vos mostrar.

Devemos estar a chegar.

Calado, Jack.

Pai?

Pai?

Pai!

George!

Não tens de ir.

Não tens de fazer nada que não queiras.

Porque não deixaste as coisas como estavam?

Queria ajudar.

Achas sempre que sabes tudo.

Lamento.

Nunca te perdoarei por isto.

Lamento!

Por favor!

Pai!

Pai, volta!

Lamento!

Pai?

Pai, acorda. Pai?

Mary.

Andaste durante o sono?

Desculpa.

Com quem falavas?

Com ninguém.

Não interessa.

Dr. Tann!

Ele tem febre.

- Temos todos. - Calma.

Pronto. Está tudo bem.

Bebe isto. Bebe tudo.

- Aqui tem. - Isso.

- Que menina corajosa. - Vamos lá levar-vos para casa.

A Laura está consigo?

A Laura? Porque estaria comigo?

Ela foi buscar o Dr. Tann

há horas.

Onde foi a avó?

Lindo menino, Jack. Lindo menino. Vamos lá.

Toma.

Toma.

Está tudo bem. Bebe.

Consegues levantar-te?

Achas que sim? Está bem.

Vamos lá.

Não te preocupes. Levo-te para segurança.

Não concordámos com o amarelo?

Não queria o amarelo.

Não sejas ridícula.

O Robert espera-te ao jantar.

Ainda podes ter essa vida, Caroline.

Eu não queria essa vida.

O Robert era aborrecido e previsível.

Era seguro.

Queria algo diferente.

O Charles mentiu-te.

É demasiado otimista e ingénuo.

Mas também é brilhante,

criativo

e movido pelo amor, pela esperança e pelo sentido de aventura.

E eu sempre quis isso na vida.

Sempre pensei ser esse tipo de pessoa.

Ele faz-me sentir completa, Eliza.

Faz-me sentir eu própria.

Nunca entendeste isso.

É isto que queres?

Uma vida incerta?

Uma vida incerta está repleta de possibilidades.

Quero uma vida repleta de possibilidades.

Estão sozinhos ali.

Não concordo.

- Deixa-me ir para casa, Eliza. - Não te estou a prender aqui.

Bem-vinda de volta.

O Charles está lá fora a apanhar ar.

A Mary está a descansar e a Laura está em casa dos Mitchell.

Porquê? O que está ela a fazer lá?

Foi procurar ajuda e adoeceu perto da herdade.

Mas o Caleb encontrou-a e levou-a.

Ela está bem.

O Dr. Tann nunca viu duas raparigas convalescentes a divertirem-se tanto.

Caldo. Vai tirar-lhe o sabor da quinina da boca

e dar-lhe alguma sustância.

Obrigada por cuidar de nós.

Espero que me deixe retribuir.

Não é preciso. É um prazer.

E o Sr. Edwards? Está bem?

Teve uma febre ligeira.

Foi o John que foi buscar a quinina há umas semanas.

Gastou tudo o que tinha.

Ele pressentiu que as pessoas iam precisar

e não aguenta ver as pessoas a sofrer.

Agradeça-lhe por mim.

Vou ver como está a Mary. Beba tudo até à última gota.

Sonhei com o pai e o George,

com o que aconteceu antes de virmos.

E o lago.

Acreditei que fiz a coisa certa.

- Estavas a tentar ajudar. - Mas não ajudei.

Agora estamos num limbo.

Estamos sozinhos.

Quase morremos de febre.

Receio que também nunca me perdoes.

O que querias dizer ao dizer que tinhas uma saída?

O que dizia a carta?

Nada.

Não importa.

Preciso que passes a confiar em mim.

Que acredites em mim como eu acredito em ti.

Preciso que acredites que sou forte e capaz.

Consigo lidar com tudo, seja bom ou mau.

Preciso que entendas que estou nisto contigo.

Acabaram-se os segredos.

Nunca ouvi uma canção assim.

É uma oração matinal, a agradecer a Wah'Kon-Tah, Deus,

pelo passado, pelo presente e pelo futuro.

Já não o fazia há muito tempo.

Porquê?

Perdi a minha filha

há um ano.

Lamento.

Chamava-se Julia?

Sim.

Quando entrei no outro dia, chamou-me Julia.

Chamei?

A Águia Boa deve ter saudades dela.

Ela não fala dela.

A culpa é minha.

Durante muito tempo, ficava triste ao lembrar-me dela.

Até ao ouvir o nome dela.

Mas,

nas últimas semanas,

sobretudo nos últimos dias,

tenho sentido o espírito dela comigo,

quando vejo e seguro as coisas dela,

quando ouço a Águia Boa rir e brincar contigo

como fazia com a Julia.

Mãe.

O pai ainda está fraco. Vim buscar-te eu.

Não aguentava esperar mais.

Vamos para casa?

Vai lá dentro vestir-te.

Obrigada por cuidar dela.

Tem uma casa linda.

POEMAS DE TENNYSON

Tive sorte

de ter professores na missão

que incentivaram o meu interesse por línguas e literatura.

- A Laura diz que é professora. - Sim, era antes de me casar.

Agora ensino as meninas em casa até haver uma escola.

Não sou uma professora muito paciente.

Acho que seria bom a Águia Boa aprender com outras raparigas,

se ainda estiver disposta.

A educação não se limita aos livros.

Ia gostar disso.

Deve descansar bastante.

A febre pode ser muito dura para si e para o bebé.

Como te sentes?

Muito melhor.

Obrigada.

Soube que salvaste o teu pai.

E tu a minha irmã.

Foi o Jack.

Bem, obrigada na mesma.

Os amigos cuidam-se.

Caleb!

Caleb!

Estamos muito orgulhosos de ti.

Muitos adultos não teriam sido tão corajosos.

Mas não encontrei ajuda.

E os cavalos fugiram.

Devo ter deixado o estábulo aberto.

Não te preocupes. Voltarão quando se fartarem de vaguear.

Vi a avó na pradaria.

Abraçou-me e contou-me sobre a raposa,

as galinhas e as abelhas.

Ela cheirava a violetas.

Sei que estava a sonhar.

Tenho saudades dela.

Eu também.

Vieram todos ajudar-nos,

como na Grande Floresta.

Isso é verdade.

Que tal uma música?

Este é o cântico preferido do avô.

- Lembras-te da letra? - Lembro-me.

Vamos aproveitar a vida

Enquanto a chama ainda arde

E a flor está fresca

Colhamo-la antes que murche

Porque nos prendemos tanto Ao trabalho e às preocupações?

Porque escolhemos o espinho que nos fere

E passamos distraídos pela açucena

Que floresce no nosso caminho?

Vamos aproveitar a vida

Enquanto a chama ainda arde

E a flor está fresca

Colhamo-la antes que murche

Legendas: Susana Bénard

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