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Original subtitles

"O SOM E A F�RIA"

Chippie! Chippie!

Levante! Vamos, depressa!

- Nem amanheceu ainda. - Ande! Tem algo acontecendo na casa.

Como sabe disso? Estamos aqui, e a casa fica l� em cima!

Pare de falar e se vista! Eu sei que tem algo acontecendo!

Fique aqui! N�o saia daqui!

V� procurar a menina, e s� volte quando a encontrar!

- Onde devo procurar? - Em todo lugar.

Se ela n�o voltar at� a hora do caf�, est� morta.

Agora corra! Corra!

Luster? Luster!

Acorde o Seu Ben, lave o rosto dele e o seu...

e n�o se atreva a fazer barulho!

Benjy? Benjy?

Levante e se vista.

Pelo amor de Deus, Seu Howard! Dormiu sentado de novo?

Por que n�o vai dormir na cama, como todo mundo?

Pesadelo, Dilsey.

N�o precisa ter pesadelos para que algo d� errado.

Seu Howard, a menina n�o est� em casa.

Fim da linha, mo�a.

N�o entendi.

Foi at� Memphis, voltou de Memphis...

e n�o saiu do �nibus.

Passagem de ida e volta por nada?

N�o esquente a cabe�a com isso. Sou exc�ntrica, s� isso.

Meu nome � Quentin Compson.

Esta � a cidadezinha de Jefferson, no Mississippi...

onde moro desde que minha m�e me abandonou, no dia em que nasci.

Ela me deixou para ser criada por meus dois tios, fosse como fosse.

Deve ser maravilhoso estar viva num dia como este.

Deve ser.

Passei a noite toda fora. E n�o foi a primeira vez

Fuja de uma casa onde n�o sou amada, querida. Nunca fui.

Fuja dele. O nome dele � Jason.

Ele � meu inimigo desde que me entendo por gente. Jason.

Jason e sua velha m�e.

Foi um dia azarento quando eles se mudaram para nossa casa...

e come�aram a acompanhar nossas vidas.

N�o s�o parentes. S�o forasteiros e sempre foram.

E nada que eles fa�am os tornar� parte da minha fam�lia.

Eu suporto muita coisa, se for preciso.

Talvez um dia, de alguma forma, algo aconte�a para me ajudar.

- Bom dia, tio Howard! - Quentin...

- Bom dia, Dielsy. - Passou a noite fora de casa!

Estou em casa agora. E quero meu caf�, pois estou faminta!

Quase morri de preocupa��o!

S� porque aproveitei a noite fora?

J� � de manh�!

Pode ir, Dilsey.

Quentin?

Quentin?

O que foi, tio Howard?

N�o fa�a joguinhos comigo.

Sabe que Jason mataria voc� por isso, n�o sabe?

Quer saber? N�o ligo.

Ele n�o � meu parente nem nada. N�o passa de um c�o de guarda!

Ele n�o tem olhos na nuca e precisa dormir � noite.

Nunca vai me pegar.

N�o quero estar perto, se pegar.

Tudo bem, tio Howard.

Proteja-se, e deixe que eu me viro com meu terr�vel destino.

Pare com essa conversa e diga o que andou fazendo.

Sa� para ca�ar.

E voc� acredita, n�o �?

� t�o bom ter parentes amorosos.

Olhe s� para voc�! Qualquer um pensaria isso!

Voc� n�o � qualquer um!

� meu tio de sangue e deveria me amar.

O que voc� ama, al�m de gim e �gua t�nica?

Desculpe.

Desculpe.

N�o seio que deu em mim. Deve ser alguma coisa org�nica.

Se algo n�o acontecer no ver�o, eu vou morrer!

Pobre Quentin.

Nesta vida, temos que nos arriscar. Do contr�rio, � melhor morrer.

Quer saber? As coisas v�o melhorar neste ver�o.

N�o vou passar o resto da vida sobrando no mundo.

- Existe outro tipo de gente? - Sim, eu sou esse outro tipo.

Obrigada.

Obrigada pela ajuda e consolo, tio Howard.

Est� mais com cara de fim de dia que de come�o!

Caf� e cigarro! Tem mais alguma coisa no est�mago?

Prepare algo melhor ent�o!

� o que estou fazendo, mas s� tenho duas m�os!

- Eu procurei, mas n�o a encontrei. - Lembra o que eu pedi ontem?

Mandei n�o sair daqui at� haver lenha at� em cima.

- Eu esqueci, vov�! - Esqueceu mesmo!

Estou sentindo cheiro de caf�?

Viu s�? Olha o que voc� me arrumou!

Estou indo! Estou indo o mais r�pido poss�vel!

N�o tenho asas, poxa!

Quero caf�! Agora!

Como ela quer que algu�m durma nesta casa?

Ela fica de p� no corredor, gritando, assim que amanhece.

- Tome, leve o caf� para ela. - S�o muitos degraus.

Desculpe. Melhor minhas pernas cansadas do que as suas.

A subida � longa at� este quarto.

Est� ficando velha demais para ser nossa empregada.

Posso morrer neste quarto, e ningu�m daria falta.

Quando o Sr. Compson era vivo, jamais permitia isso.

Sim, ele paparicava a senhora. Mas agora ele est� no c�u...

e eu preciso alimentar oito pessoas!

N�o preguei o olho a noite inteira. Meus p�s s�o dois blocos de gelo!

Trarei uma bolsa de �gua quente mais tarde.

Vou contar ao meu filho Jason sobre voc�.

Direi que sou a �ltima desta casa a ser servida.

Dona Caroline, por que n�o desce e toma caf� com a gente?

Faria muito bem!

Quando menina, em Bayou, eu trabalhei!

Lavava roupas no rio, cozinhava e limpava...

para pescadores franceses decentes!

Agora, sou velha! Quero meu caf� na cama!

Acho bom levantar, ou o Seu Jason entra aqui e a expulsa!

Dois p�ezinhos com manteiga! E mel!

- Vov�, estou com fome. - Calma, voc� vai comer.

Paci�ncia.

Oi, querido. Como ele passou a noite?

N�o o vigio durante a noite, vov�. Eu durmo.

Deus cuida dele ent�o.

O Senhor d� uma aten��o especial ao nosso Ben.

Por que ele fica me encarando assim? Faz cara de quem me odeia.

Ele n�o te odeia, querida. Mas amava muito a sua m�e.

Ele s� sabe que ela foi embora no dia em que voc� nasceu.

E ele est� me culpando de qu�?

N�o sei o que passa na cabe�a desse coitado.

Ningu�m sabe. Encoste nisso...

e fa�o voc� soltar com uma faca de a�ougueiro!

- Aposto que nem o Ben comeu. - Comeu sim, um peda��o.

- Pergunte para ele se n�o. - N�o interessa. Tente pegar de novo.

Vamos, Luster. De novo.

Isso n�o � roupa de escola, �? Ou ser� que hoje � feriado?

Pode me servir mais meia x�cara, Dilsey?

Deixe a x�cara a� e venha aqui.

Para qu�?

- Ponha na pia e venha aqui! - O que est� aprontando, Jason ?

Tem 10 segundos para largar a x�cara e vir aqui.

Dilsey, que horas s�o? Conte 10 segundos e assobie. Vou tomar...

- Me solte! Me solte! - Insolente!

Sabe que quem cuida dessa menina sou eu!

- Parab�ns pelo que conseguiu! - Voc� � um homem frio, Jason!

Pelo menos, tenho mais ju�zo do que todos! Muito bem...

o diretor da escola me ligou.

Mais uma falta, e ser� expulsa.

Posso saber aonde vai quando cabula aula?

Vai para o bosque com aqueles desmiolados da cidade, � isso?

Voc� adoraria saber, n�o? Vou contar o que fa�o:

fa�o tudo e qualquer coisa!

� o que parece!

O rosto de uma palha�a, esse cabelo, esse vestido. Olhe para voc�!

Est� dizendo que meu jeito de vestir est� errado?

Est� querendo que todos os vendedores do munic�pio saiam falando de voc�?

Melhor do que morar aqui com voc�!

Bata em mim. Se bater em algu�m � o que quer, bata em mim.

Vou lev�-la � escola. Para garantir que voc� vai.

Suba e troque esse vestido.

Dilsey, quero minha m�e!

Meu amor, n�o chame sua m�e. Ela est� longe. Confie na Dilsey.

Ora, Jason, n�o tem vergonha?

Na verdade, n�o.

Jason! Ningu�m me respeita nesta casa!

Bom dia, mam�e. Vejo que levantou com o bom humor de sempre.

Eu sou a dona da casa.

A cozinheira deve me consultar sobre o que servir.

Eu devia levar as chaves da casa na bolsa.

E eu deveria ser a primeira a quem servem caf� pela manh�!

- Estou com pressa. - Esses aristocratas imundos.

Desde o dia em que me casei com o pai deles e trouxe voc� para c�...

eles est�o contra n�s!

N�o gostaram quando o pai voltou de Bayou com uma cajun e seu filho.

Naquela �poca, nenhum de n�s era digno de uma fam�lia do Delta.

Ainda n�o somos.

Eu sei o que �. Somos bons demais para eles.

Dev�amos ir para Nova Orleans.

Logo, voc� arruma uma mo�a rica com uma bela mans�o!

Eu teria um andar inteiro para mim e meu pr�prio criado.

E voc�, meu filho, teria seis camisas feitas � m�o...

e um belo escrit�rio de advocacia na cidade.

Mande que eles me chamem de "madame"...

que fiquem de p� quando eu entrar no recinto.

Mande Quentin n�o bater a porta quando estou dormindo!

Obrigue-os a obedecer! Onde estariam sem voc�?

Cuidado, Howard.

Ou vai trope�ar da varanda e se matar bem na frente dos vizinhos.

Uma garrafa por vez.

Vejo que n�o est� levando nenhum livro.

- Livro de escola? - N�o � do que estou falando?

Quero saber o que fez com eles, n�o que seja da minha conta.

N�o �.

Pode fazer com que seja da minha conta?

Como voc� j� ficou todo irritadinho hoje de manh�, vou lhe dizer.

Est�o no brech� do Sr. Selby, no centro de Jefferson.

- Voc� os penhorou? - Se quiser chamar assim.

Eu queria fazer um permanente, mas n�o consegui a cr�dito...

porque todo mundo sabe que n�o tenho um centavo!

N�o tenho direito de perguntar, j� que paguei US$ 14,65 pelos livros.

Minha m�e manda dinheiro para os livros. Voc� n�o paga nada!

Eu preferiria morrer de fome!

Sabe o que eu faria se soubesse que pagou por isto?

O que faria?

Arrancaria do corpo e jogaria na rua!

Voc� n�o acredita. Quer Ver?

N�o pagaria ingresso para isso.

Quer se apressar? Vou me atrasar para esse tal curso de f�rias.

N�o � sempre que temos o prazer de conversar. S� estou aproveitando.

Jason, "conversar" � quando duas pessoas t�m algo a dizer.

Se n�o se importa, prefiro pensar.

Sabe de uma coisa? N�o presto e irei para o inferno...

mas prefiro o inferno a qualquer lugar onde voc� esteja.

Conhecimento � poder. Saia e se comporte.

- Bom dia, Joe. - Bom dia, Seu Jason.

Ele est� l� em cima, esperando o senhor.

Bom dia.

Por que n�o compra um rel�gio?

Finalmente, voc� chegou .

Come�ou o dia de hoje como sempre?

Saiu de uma cama quente e macia...

cozinheira de cor esperando com um guardanapo e suco geladinho...

um moleque esperando para empurrar sua cadeira, todo sorridente?

Ou tomou caf� na varanda, para admirar toda sua propriedade?

Ou melhor, o que resta dela.

- Vim trabalhar, n�o vim? - Claro, claro.

Os Compson s�o decentes.

Decentes e falidos.

Seu padrasto bebeu at� morrer, e o meu ficou esperando.

Por isso, sou dono da loja, e voc� trabalha para mim.

Espero n�o estar atrapalhando.

Mas se n�o gosta, sabe o que fazer.

N�o farei nada.

O nome Compson � bom para os neg�cios.

� isso mesmo, AI.

- Tente chegar na hora, por favor. - Claro.

Mas, se n�o gosta, sabe o que pode fazer.

Quer ouvir uma coisa?

"Querido papai, gostaria que estivesse aqui.

As festas n�o s�o boas quando o papai est� viajando.

Que saudades do meu papaizinho!" Aposto que sim.

Da �ltima vez, dei US$15 a ela. Dei.

Nunca prometo nada, nem aviso o que vou dar.

� o �nico jeito de lidar com mulher, deixando-a na d�vida.

Se n�o consegue pensar em outra surpresa, � s� dar uma joia!

Nunca vi voc� indo a Memphis para relaxar...

e voc� nunca sai aqui. Eu me pergunto onde voc� relaxa?

Continue se perguntando, AI.

- Ol�, Sr. Selby. - Boa tarde, Quentin.

Chap�u novo!

- De quem era esse? - Esse?

Era o broche da tia da Srta. Emily Merridew.

- E esse amarelo? - Sra. Benbow.

Logo ap�s a morte do marido, ela passou por momentos dif�ceis.

Adoro este.

� um n� do amor.

Horace Franklin. � da �poca da 1�. Guerra.

O par dele quebrou.

O seu ramo � muito valioso, Sr. Selby.

Esses itens valiosos dispensados em momentos de necessidade.

Pode-se dizer que o senhor negocia cora��es partidos.

Prefiro ser conhecido como financista.

Pode-se dizer que todas as fam�lias de elite da cidade...

est�o representadas aqui, de um jeito ou de outro.

Geralmente, nossos clientes n�o s�o t�o jovens.

Ali�s, onde esteve ontem?

Quando penhorou seus livros...

nosso acordo foi que viria us�-los todo dia.

- Estava com dor nos ossos ontem. - Seu av� sabia ler latim. Estude!

O que devo aprender n�o est� nos livros.

E vou usar Bot�nica para qu�?

Entender as belezas da natureza n�o faz mal a ningu�m.

E pode ajudar a ganhar a vida.

Neste momento, j� tenho problemas demais com a natureza.

N�o! Receio que terei que voltar amanh�.

Se seus ossos n�o estiverem doendo.

JOGOS, EMO��ES ABERRA��ES

Jason!

Merece cr�dito pela cara de pau.

Cabula aula de novo e vem at� aqui?

Tenho uma hora de almo�o e n�o quero pass�-la com voc�.

- Recebi alguma carta hoje? - Seu namorado sabe escrever?

Jason, recebi carta da minha m�e?

Ela prometeu mandar dinheiro da �ltima vez.

Se est� com voc�, pode me entregar?

Vou entregar, se me der tempo.

N�o diz quanto.

Ela diz aqui que acha que voc� anda roubando de mim.

"Sei que est� ficando com o dinheiro que mando para ela.

Sei disso como se estivesse olhando pra voc�.

Seu cheque. Assine aqui.

- Acha que sou boba? Quero ver. - N�o se incomode. 10 d�lares.

Seu mentiroso! Rouba de mim h� anos...

e coloca tudo na latinha que fica dentro do seu arm�rio!

Precisa de dinheiro pra qu�?

Estou devendo dinheiro. E preciso pagar hoje.

Deve para quem? E n�o tor�a as m�os quando estou falando com voc�.

Comprei um monte de coisas a cr�dito na loja de departamentos.

Nenhuma loja deveria lhe vender qualquer coisa a cr�dito...

depois do aviso que lhes dei...

Jason, por favor.

Por favor! Por favor!

Preciso de dinheiro.

Fa�o o que voc� quiser, mas me d� o dinheiro.

N�o venha prometer que far� qualquer coisa.

Sua m�e fez a mesma promessa, e veja no que deu.

N�o ter� uma vida igual � dela. N�o enquanto eu estiver por perto.

Assine!

Assim, voc� n�o vai longe.

Vai se arrepender!

Eu me rendo!

Gostei dessa m�sica de circo. Bem que eu gostaria de ver.

Mas n�o posso ir, n�o tenho 25 centavos. E quem cuidaria de voc�?

Sou sempre eu que cuido de voc�. Ande, cavalinho!

Podemos dar uma volta no campo de Golfe, encontrar uma bola e vender.

Mas quem compraria?

Talvez algu�m tenha perdido uns trocados. S� precisamos encontrar.

Ben, tem um homem nesse circo que toca m�sica.

- � ele? - �.

- Ele � grande. - Covarde! N�o vai passar do port�o.

Vamos!

Jogue! Jogue, covarde!

Ben, eu te levo para passear! Passear! Passear!

Eu te levo para passear!

Passear! Passear!

Eu te levo para passear!

Escute essas trombetas, Benjy.

FEIRA PANAMERICANA

O MATADOR DE LE�ES

Olhe s� para ele.

H� mais doidinhos na cidade do que na nossa feira.

J� chega. Pararam de trabalhar por qu�?

Seu amigo � grande, garoto.

Este � o Sr. Benjamin Compson.

- Compson? Nome importante? - O mais importante nesta cidade.

Quer ganhar um d�lar?

- Eu? Um d�lar? - Um d�lar.

S� precisa dar algumas voltas pela pra�a.

S� isso?

Bom, vamos deixar seu amigo te ajudar.

FEIRA PANAMERICANA ABERRA��ES, JOGOS E EMO��ES

Fique nas ruas centrais.

- Eu te pago assim que voltar. - Obrigado, senhor.

FEIRA PANAMERICANA ABERRA��ES, JOGOS E EMO��ES

Parem!

Se passar do port�o com ele de novo, eu te mato.

V� para casa!

O prazer � todo seu.

- Eu n�o estava te seguindo. - N�o, mo�a?

Tenho coisa melhor pra fazer. S� estava andando na mesma dire��o.

Se est� andando, vamos andar.

- E se pararmos de andar? - Como assim?

Voc� vai fugir?

Depende do motivo para pararmos.

Por que n�o vamos para o meu trailer, relaxar e tomar um refrigerante?

N�o estou com sede, obrigada.

N�o precisa beber. Pode conversar comigo, n�o pode?

N�o comece tendo a ideia errada, achando que sou f�cil.

N�o sou uma qualquer que vai virar hist�ria depois que sair da cidade.

Escute, eu n�o estava pensando nada disso.

Ent�o, acho que n�o tem problema.

Muito bem. Pode entrar.

Est� maluco se acha que tenho medo.

Por que est� sorrindo assim?

Porque estou feliz. A gente s� sorri se est� feliz.

Do contr�rio, � tudo engana��o.

Eu sou muito emotiva.

J� me causou v�rios problemas e aposto que causar� muitos mais.

Est� criando problemas demais.

Se tenho fome, como. Se tenho sono, durmo...

se estou sujo, tomo banho. E quando vejo uma mo�a...

pergunto o nome dela.

N�o estou a fim de dizer.

Olhe, n�o sou atiradinho. S� gosto de gente.

Chegamos a uma cidade pequena com a feira...

e gosto de passear e conversar.

Estou aqui h� dois dias e n�o conheci ningu�m. Nem uma velhinha.

Nossa, n�o perdeu nada!

S� sabem contar que o av� participou da Guerra Civil...

e falar de problemas �ntimos.

E do jantar de domingo.

Elas odeiam forasteiros.

Como todo mundo � parente, os outros s�o vistos como gregos.

- Como nas trag�dias, sabe? - Claro.

Meu nome � Quentin Compson.

- Quentin? - Quentin.

- Parece nome de menino. - E �.

O parente que inspirou meu nome se matou por amor.

Ele estourou os miolos no quarto da m�e.

Meu nome veio de um bombeiro em Nova York. Charlie Busch.

Est� quente l� fora, e suas m�os est�o frias.

Pe�o desculpas. � que estou muito nervosa.

Por qu�?

Por causa do meu hist�rico familiar, que n�o seria muito interessante.

Qual � seu hist�rico familiar?

Quer come�ar com minha av� louca, meu tutor...

ou minha m�e, que fugiu quando eu nasci?

Quero saber sobre voc�.

Pergunte por a�. A cidade toda me conhece.

N�o preciso. Escolhi voc�, em meio � multid�o.

S� porque sou esquisita?

N�o. Bonita.

Que bom que lhe disse meu nome.

E vou dizer como eu e voc� vamos acabar.

Vou saber mais do que apenas o seu nome.

Garoto?

- Est� vendo esta moeda? - Sim, senhora.

- Pode entregar um bilhete para mim? - Sim, senhora.

Para o Sr. Compson, daquela loja ali.

Voltei.

Vou desmaiar se ficar me olhando assim, Jason.

Quero ouvir as boas-vindas.

Quero uma cara feliz. Eu vim de longe.

Ent�o, Caddy voltou...

Andei de trem, de �nibus, a p�.

Um quil�metro e meio.

Voc� parece t�o alto e...

cr�tico, a� parado.

Bem, assim � melhor.

Aqui estamos, lado a lado.

Queria adivinhar o que pensou, ao me ver aparecendo assim, de novo.

Nunca conseguiu esconder nada. Seu rosto diz tudo.

Nada, nada mudou.

A Caddy mudou, admito.

O tempo n�o foi um bom amigo.

Est� mais velha.

Envelheci com gra�a. � o que uma mulher pode fazer.

N�o me cuido h� anos. Eu perambulei por todos os cantos.

Acho que voc� choraria se ouvisse minha longa e triste hist�ria.

N�o se preocupe, n�o vou contar.

Homens n�o gostam dessas hist�rias de velhas.

- Est� falando demais e depressa. - Eu sei.

Est� t�o quente e abafado. O sol est� t�o forte.

Eu queria ir a algum lugar para me refrescar. N�o tem um por aqui?

Por que est� aqui?

Uma hora, ter� que me contar.

Parece que perdeu o jeito de conversar, Jason.

Temos muita coisa a dizer depois de tanto tempo.

Estou esperando voc� come�ar.

Eu vim v�-la.

Quero ver minha filha. Minha Quentin.

- Sua Quentin? - Quero muito ouvir tudo!

- Tem sido gentil com ela, Jason? Tem? - Tarde demais.

- Tem sido? - Mais do que voc�!

N�o pari uma crian�a no ch�o de um chal� de ver�o!

E n�o sumi logo depois.

N�o fale mais do que fiz! Eu a quero de volta!

Eu lhe dou mil d�lares se a entregar a mim!

Eu arranjo.

E eu sei como. Do mesmo jeito que arranjou a menina.

Obrigada.

Muito obrigada.

N�o � segredo o que sentimos um pelo outro.

Eu sou louca. Sou maluca.

N�o posso lev�-la. N�o tenho como sustent�-la.

N�o sei onde estou com a cabe�a.

Mas deixe-me v�-la. S� por um instante.

N�o vou implorar, nem dizer nada, nem fazer nada.

Irei embora logo depois.

Mas deixe-me v�-la. Por um instante.

Voc� leva o nome do meu pai. Ele n�o me faria pedir duas vezes.

- Nem uma vez. - Est� pedindo para mim!

Deixa?

Ningu�m sabe seu nome naquela casa. Sabia disso?

Sabia que nem falamos de voc�?

Posso ver minha filha, Jason?

Est� bem. Pode v�-la.

N�o est� brincando, est�?

Esteja aqui �s 21 horas.

- Voc� ir� traz�-la? Promete? - N�o confia em mim?

Eu te conhe�o. Cresci com voc�. Desculpe. Foi uma tolice dizer isso.

Prometa que sim. N�o pediria a voc�, se h ou vesse outro jeito.

Exatamente, Caddy. N�o tem outro jeito.

Veja aquela bola de fogo, Ben. Ela est� descendo.

Para onde ser� que ela vai quando some?

Olhe s� para voc�s. Um urso e um macaco!

Saiam do balan�o e se arrumem para o jantar!

Venha.

- Onde est� todo mundo? - Sua m�e est� l� em cima.

- E Howard? - Ele jantou mais cedo.

- Ou bebeu mais cedo? - E foi dormir.

Eu queria poder ir � feira. Se eu tivesse 25 centavos...

Se tivesse 25 centavos, podia sair voando.

N�o quero ouvir mais um pio sobre essa feira.

O jantar est� pronto.

Luster, eu ganhei alguns ingressos.

Para a feira? Vai us�-los?

- Vou queim�-los. - O qu�?

- Est� vendo os ingressos, Luster? - Estou sim.

Poderiam ter sido seu s.

Por que faz isso?

Para voc� aprender.

Nunca mais passe do port�o com Ben.

Pelo tempo que viver.

- Voc� viu, vov�? - Bem feito.

A gente fala e fala para n�o sair exibindo Ben para a cidade inteira.

Talvez agora voc� aprenda.

- Por que n�o vem comer? - Esperando o jantar.

Falei que j� est� pronto.

Desculpe, mas n�o ouvi ningu�m descer.

E nem vai ouvir. Eles querem comer nos quartos.

Venha comer, para eu poder servi-los.

Est�o doentes? Precisam de um m�dico?

Ou de uma bela sopa?

Quer vir logo, para eu terminar meu servi�o?

Por que voc� � assim, sabendo de todo o trabalho que tenho?

Enquanto eu comprar comida, eles ter�o que descer para comer.

Estou esperando o jantar.

Esse jantar vai apodrecer.

Pegou um peda�o bom de assado?

Posso arranjar um melhor.

- Est� bom. - O qu�?

Est� bom!

- Aceita mais arroz? - N�o.

- Mam�e? - N�o, obrigada.

Que bom que se sentem bem para jantarem aqui embaixo.

Sentar-me � mesa � o m�nimo que posso fazer por voc�...

por pior que eu me sinta.

Vou adivinhar como se sente.

Ofendida, rejeitada, esnobada...

uma m�rtir... Estou chegando perto?

Hoje � o qu�?

Tento fazer o melhor por sua causa. Sofro em sil�ncio.

Esse � o problema desta fam�lia.

Ningu�m sofre em sil�ncio.

Ningu�m sofreria, se n�o fosse voc�.

Como se atreve a falar com ele assim?

Se dependesse de mim, nem falaria. S� penso em como fugir dele.

Voc� iria mais longe, se n�o descesse na pr�xima esta��o.

Que tipo de mo�a � voc�? Vive brigando!

� ele que n�o me deixa em paz!

Ele � a coisa mais pr�xima de um pai para voc�!

� gra�as a ele que voc� come! Ele tem direito de lhe dar ordens!

Vou lhe dizer uma coisa: tudo que fa�o � culpa dele...

mesmo quando n�o me comporto!

Jason, se pelo menos uma vez, apenas uma vez...

Diga!

Se tentasse ser humano.

N�o sou humano o suficiente para este alojamento de animais?

Viu s�? Eles nos chama de animais!

Isto � um lar, Jason. Pessoas moram aqui!

Eu queria estar morta! Queria que todos morressem!

Nunca mais quero ouvi-la dizer isso!

Pois eu estou falando s�rio!

Voc� precisa tomar jeito, entendeu?

Precisa criar coragem e enfrentar o que a vida traz!

Posso ir agora?

Ainda n�o.

Venha comigo.

Aonde vai?

Aonde ir� com ela?

Sair.

Aonde v�o?

Ningu�m nunca me conta nada.

Aonde vamos?

Pare, Jason! Jason!

Pare!

Jason! Jason!

Pare!

Pare!

Jason, o que foi isso?

Quem era ela?

Meu Deus!

Jason, � a minha m�e!

Pare o carro! � minha m�e!

Jason, pare! � minha m�e!

Mentiroso!

Mentiroso! Mentiroso!

Pediu para v�-la por um instante. S� por um instante.

E foi o que voc� fez. Foi o que voc� fez.

Corri atr�s do carro!

Pessoas sa�ram na rua, achando que era um acidente!

Que eu tinha sido atropelada!

Estranhos tiveram pena de mim.

Que coisa horr�vel! Como fui cega!

Eu prometi um instante.

Foi mais do que voc� deu a ela a vida inteira.

Sei que falhei.

Foi embora, sem olhar para tr�s. Mais de uma vez.

Eu sei.

N�o me atrevi a olhar para tr�s.

Eu lhe digo o que teria visto.

Dor, sofrimento...

febre, l�grimas... E onde voc� estava?

Aquela esquina de ontem foi o mais perto que voc� chegou.

Deus sabe que eu mesma j� pensei isso!

- Acho que n�o servia para isso. - Acha?

Voc� e seu grande cora��o de m�e...

com estranhos sentindo pena de voc�.

Tem gente que me deu valor.

Como acha que me virei todos esses anos?

Acha que n�o fui querida, amada?

- E cuidaram de voc�, n�o foi? - Sim!

Recebi muitos cuidados...

e sempre retribu� da melhor forma.

At� n�o aguentar mais.

Nem imagino do que est� falando.

Foi um passeio longo e dif�cil, n�o, Caddy? E agora voc� quer descer.

Voc� est� invertendo tudo. Eu nunca falei isso.

Eles n�o te tratam mais t�o bem. J� faz muito tempo.

Porque eu parei de fingir gostar deles. Esse � o problema.

Eu parei de fingir.

- N�o tenho mais for�as. - Sabia que isso aconteceria.

Sua vinda n�o tem nada a ver com a sua filha.

Eu n�o tinha mais para onde ir. Lugar nenhum.

O que achou que encontraria aqui?

- Piedade. - Vinda de mim?

Deus!

Quero voltar para casa! Por favor, me deixe voltar!

Ela chorou ontem.

Quer ter a m�e.

Acha que precisa de uma.

� a sua chance.

Est� falando s�rio?

A casa estar� cheia. N�o tenho o que perder.

Por quanto tempo? Como assim? Tenho uma semana, duas?

- Um m�s? - N�o negocie comigo, Caddy.

Volte para casa.

Aqui? Nesta casa? Sob o mesmo teto? N�o!

Por causa dela e daquele esc�ndalo...

nenhuma fam�lia desta cidade nos respeita h� 17 anos!

� a minha irm�! Voltando pra casa.

- Esta casa � minha! - Era dela, muito antes de ser sua.

Quem � voc� para falar comigo assim? Quem � voc�, Howard Compson?

Um b�bado e um ladr�o! Isso mesmo!

Ladr�o!

Quantas vezes meu filho teve que pagar o que voc� roubou?

Quantas vezes foi pego roubando dinheiro para comprar u�sque?

Ningu�m nesta cidade o contrataria para varrer o ch�o!

Ent�o, segure sua l�ngua!

Que ela venha, ent�o.

Mas jamais vou encar�-la.

Enquanto ela estiver aqui, vou ficar no meu quarto!

- Mesmo que ele se torne meu t�mulo. - Ela chegou!

Ela chegou...

Howard!

Benjy...

Meu Benjy...

Sim, sim, � meu...

Meu sapato de dan�a. Voc� guardou todo esse tempo...

Voc� se lembra de mim, Benjy.

Voc� se lembra.

Voltei ao meu porto seguro.

Entre.

N�o vai me dar um beijo?

Quero Ver voc�.

Acho que fui muito afobada.

Mas era o que eu estava esperando.

Foi para isso que eu vim.

Quase quebrei suas costelas.

Quando sinto algo, � para valer.

Que bom que sente isso por mim.

Oh, Quentin...

que maravilha � isso!

Quando vejo seu rosto, � como...

olhar no espelho, com as marcas do tempo apagadas.

Voc� sou eu!

� mesmo.

A parte mais querida de mim mesma.

Todo esse tempo, n�o pude lhe dizer. C�us!

Vou abrir meu cora��o todinho! Voc� vai se afogar!

N�o consigo me controlar. Somos estranhas uma para a outra.

Precisa de tempo para se acostumar comigo.

N�o preciso de tempo.

Meu docinho!

Eu poderia engolir voc�!

Eu n�o me importaria!

Ent�o, vou come�ar dizendo que voc� � a coisa mais linda que eu j� vi.

� sim!

Aposto que deixa os rapazes loucos.

Fale com a sua m�e. Seus segredos est�o seguros comigo.

- N�o tenho segredos. - Mas ter�! Est� apenas come�ando.

O ver�o est� chegando, e haver� festas maravilhosas...

e voc� precisa comparecer e se exibir!

Esta casa est� precisando de um pouco de alegria.

Temos que dar um jeito nos seus p�s. E vamos come�ar com suas roupas.

N�o ligo para isso.

Roupas e festas servem como isca. Nunca � cedo demais para come�ar.

Sou PhD nesse assunto, confie em mim.

Voc� precisa ir atr�s de seguran�a.

Algu�m mais velho, que lhe ofere�a uma alian�a...

len��is elegantes e prataria antiga.

- Mam�e? - O que foi, querida?

Quero falar com voc�.

� o que estamos fazendo. Estamos nos conhecendo.

N�o � isso.

Precisa me ajudar.

Est� com algum problema?

Tenho problemas desde que voc� partiu.

Diga, minha preciosa. Diga.

� o Jason! Ele � um dem�nio!

- Filha... - � s�rio!

Conviver com ele me d� medo, sabia?

Eu o odeio tanto que �s vezes acho que poderia mat�-lo.

- Quentin... - Sim, mat�-lo!

Eu voltei para isso?

Para me falar sobre discuss�es, briguinhas e picuinhas?

J� n�o basta esta bela casa estar caindo aos peda�os?

N�o basta aquela mulher horr�vel ficar contra mim e se enfurnar no quarto?

Ningu�m aguenta tudo isso!

Mam�e...

se eu estivesse machucada, me ajudaria.

Se eu estivesse morrendo, voc� viria correndo.

Eu estou morrendo, e voc� precisa fazer algo!

O que eu posso fazer?

Pode falar com ele.

Fale com ele e pe�a que me deixe em paz.

Fa�a isso, e me dou por satisfeita!

Quero ser uma boa m�e. Sempre foi meu sonho.

Mas n�o consigo pensar com tudo isso acontecendo.

Mam�e, todos esses anos, eu nunca odiei voc�.

Eu simplesmente aguentei firme...

esperando o dia que voc� voltaria para compensar o que n�o fez.

Pensei: "N�o vou guardar ressentimento.

N�o importa se ela n�o me ama.

N�o precisa nem gostar de mim. S� precisa me defender!"

Isso � o mais dif�cil.

N�o terei nada de voc�?

Escute aqui...

Estou cansada. Esgotada.

- Estou sozinha. - Voc� � jovem.

- Sozinha! - Ser jovem � tudo.

J� aproveitei todas as minhas chances. E n�o haver� outras.

Conven�a-se disso! N�o haver� outras.

Est� deixando passar neste momento...

a oportunidade de ser algu�m para mim.

Vou tentar. N�o quero te perder duas vezes.

Vou tentar de verdade. Agora, escute...

teremos que bolar um plano.

Falarei com ele.

E serei bem firme. Direi...

que isso precisa parar. Afinal, sou sua m�e e tenho meus direitos.

Mas preciso ter cuidado.

Sabe como Jason �. Est� s� esperando que eu cometa algum erro.

N�o queremos que ele me expulse de casa.

Preciso ter muito cuidado.

- Esque�a - N�o, eu quero! Vou falar.

N�o precisa. Nem pense mais nisso.

Puxa vida... Eu estou horr�vel.

Meus olhos est�o inchados.

Estou p�lida! Melhorou?

Est� �tima.

Boa noite, mam�e.

- Deixe-me levantar. - N�o.

- Por favor. - N�o.

- Minha fam�lia est� l� dentro. - Est�o dormindo.

- Mas v�o acordar. - Surpresa em me ver?

- N�o. - N�o?

Nem um pouco.

- Sabia que eu viria, �? - Ah, por favor!

Vou levantar. Se n�o deixar, eu te empurro.

Empurre ent�o!

Deixe-me levantar, o sol est� no meu rosto.

Feche os olhos.

- N�o quero. - O que acha que aconteceria?

- Sei l�. Alguma coisa. - Coisa boa, talvez?

"Chuvas de Abril".

Obrigada. Mas n�o devia gastar seu dinheiro comigo.

- Gosto de mulher cheirosa. - Gosta de mulher e ponto.

Seus p�s s�o lindos. � raro ter p�s bonitos.

N�o gosta que falem de voc�. Fica toda agitada.

Para mim, � puro zumbido...

como se voc� fosse um mosquito.

- Quer me beijar, � isso? - �.

Ent�o, pare de fazer elogios e coment�rios e beije logo.

Quem te ensinou a beijar?

Ningu�m! Por qu�? Algum problema?

Nenhum.

- Voc� n�o gostou. - N�o tem muita pr�tica, tem?

- Como sabe? - N�o beija direito.

Tem jeito certo e errado?

Quando me beija, quero que me abrace.

- Esque�a seus modos. - N�o! E acho bom voc� n�o esquecer.

Tenho minhas teorias, sobre a vida, o amor e tudo o mais.

- Tenha d�! - Levo o amor muito a s�rio.

N�o estou entendendo, boneca.

Charlie, minha vis�o de amor � que ele acontece com o tempo...

depois que voc� conhece a pessoa, gosta dela, confia nela e...

Meus princ�pios s�o esses. Pode rir, mas n�o acho gra�a, ent�o pare.

N�o d� para desligar e ligar.

�gua, �?

Bom, eu...

Sua vez.

N�o, obrigada. Detesto �lcool. Prefiro tom ar gasolina.

Estou bebendo para sermos amigos. Amigos.

Muito bem...

A sensa��o � de que eu poderia acender o fogo.

O meu!

- Vai me carregar? - Isso mesmo.

- Vou te carregar para longe. - Acho bom eu me segurar.

- � disso que gosta, n�o �?

Ai!

- Para onde olho, vejo seu rosto. - Est� fazendo efeito, n�o �?

Porque nunca tomei �lcool na vida.

E nunca tive um dia como este.

Ser� que ele vai se repetir?

Charlie...

-sabe que eu te respeito? -Pode apostar...

Venha c�...

- � o Ben. - Mande-o embora.

Vou mandar, mas preciso entrar.

Venha c�! Venha...

- Charlie, pare. - Ele n�o fala. N�o vai contar.

Ficou louco? Ele vai ver!

Ei, amig�o...

quer experimentar uma coisa?

O que foi? Tome...

- Sua vez. Abra a boca. - Pare! Quer machuc�-lo?

Ele est� me atrapalhando.

Voc� n�o pode ficar. Jason logo chega do trabalho.

Quem � Jason ?

O homem que vai matar voc� se o encontrar aqui.

Se eu for, voc� vai me ver? Quando?

Hoje � noite, bem tarde.

Tudo bem.

Quer cheirar, Ben ?

A coisa mais dif�cil de acreditar � que estou mesmo em casa.

Que tolice.

Estou esperando algu�m bater � porta e me entregar uma conta.

Hot�is sempre tem dessas coisas horr�veis.

Mesmo quando deixa algo, quando est� longe, voc� � esquecido.

Gosto de coisas s�lidas, gosto desta casa...

e de todos os Compson.

Dos fortes e dos fracos.

Eles pertencem a mim. S�o a minha hist�ria.

Hist�ria antiga.

Ela falou finalmente! O que, filha?

Mas isso � maravilhoso.

V� olhar a B�blia do seu av�.

Encontrar� o nome dos Compson. Nosso sobrenome remonta...

aos prim�rdios dos tempos.

Acho que paramos no Ad�o.

Eles est�o zombando. Jason...

diga a eles.

Eu cheguei depois.

Devo lembrar a todos o que j� fomos?

Esta era a maior mans�o do condado.

Na �poca do meu pai, o rel�gio parava para um h�spede.

E permanecia parado at� ele ir embora.

O tempo parava nos dias felizes em que ele nos visitava.

Quando vai parar o tempo para mim, Jason?

Minha fun��o � manter as coisas funcionando.

"Pelas costas, ou�o as rodas da biga do tempo atr�s de mim", n�o �?

O que � isso?

� para a Dona Caroline. Ela pediu algo leve no jantar.

Eu sei que ela n�o quer me ver, e por isso n�o vai descer.

Ela n�o gostava de mim. Achava que era saidinha.

Voc� tamb�m achava, n�o �? Eu n�o me esqueci.

Voc� era um garoto engra�ado.

Seu sotaque brit�nico, sua timidez...

aqueles olhos grandes e pretos, me seguindo e vigiando.

S� queria ver que o que iria aprontar.

N�o vou me abalar com esse tipo de coment�rio.

Sei quando meninos se encantam.

Ele era apaixonado por voc�?

Sim.

Para dizer a verdade, era.

Mas a vida � cheia de reviravoltas.

O menino que chegou todo t�mido agora � dono da casa.

O menino que respeitava a todos agora p�e comida na mesa.

Papai deve estar se revirando no t�mulo.

Se beber demais, ficar� desagrad�vel.

Estamos dizendo a verdade, � isso?

- Bem, as coisas est�o diferentes. - Est�o mesmo.

Tem gente que agora trabalha.

Tem gente que sua dez horas por dia para manter sua casa.

Talvez voc� ache que Deus a livrar� disso por ser uma Compson.

Observe nossos vizinhos. H� feno saindo pelas janelas.

O Sr. Boudreau mandou trazer madeira da Inglaterra em 1833.

Isso n�o impede que as galinhas choquem na sala onde ele dava festas.

Ora...

n�o h� galinhas chocando nesta casa.

� uma pena n�o termos mais 20 h�spedes na Ala Oeste.

Mas o encanamento funciona.

Talvez isso n�o bastasse para o papai Compson...

mas para mim, basta.

Voc� n�o respeita o nome do meu pai.

Como n�o?

Est� bem conservado numas dez mil garrafas de u�sque.

Voc� n�o tem respeito algum!

Claro que tenho.

- Meu respeito paga as contas. - E o orgulho e a honra!

Quando entrei aqui, havia advogados prontos para confiscar a mob�lia.

Seu pai orgulhoso e honrado ficou em seu quarto...

com os p�s descal�os sobre a cama...

enquanto um empregado enchia seu copo...

pois suas m�os tremiam tanto que ele n�o conseguia se servir.

Isso � que � orgulho e honra.

Ele n�o foi feito para este mundo.

A vida � assim. Se n�o sabe cavalgar, desmonte e saia andando.

Vou esclarecer uma coisa:

ele me deu seu nome, e eu aceitei.

E aceitei tudo que ele acarretava.

Portanto, vou reerguer esta fam�lia.

Quando eu fizer isso, podem at� trazer galinhas pra c�.

Eles podem usar minha cama e o meu lugar � mesa!

At� l�...

ter�o que me engolir. Voc�s n�o t�m mais ningu�m!

- Esses abutres... - Sorria.

J� chega.

� o maior hip�crita que j� vi.

N�o gosta deles, e eles n�o gostam de voc�.

Isso se chama "sociedade".

Eu chamo de "frescura".

N�o � f�cil fazer esse povo esquecer. Eles t�m boa mem�ria.

Esquecer meu nasc�mento vergonhoso?

Alexander Hamilton era filho ileg�timo, e ningu�m o escorra�ou.

Ele n�o morava em Jefferson, Mississipi.

Est� t�o quente que minha roupa �ntima est� grudando.

Podemos parar na loja do Wally e tomar sorvete?

Vamos tomar ch� na casa da Sra. Maud Mansfield.

A casa cheira a cachorro, o bolo tem gosto de bicarbonato...

e cansei de passar todo domingo assim.

Para morar aqui, deve ser aceita.

Farei isso por voc�, gostando ou n�o.

Muito obrigada por nada.

N�o se esque�a de perguntar � ela sobre a asma.

Asma?

Aquele chiado passaria se ela n�o tomasse u�sque no frasco de xarope.

Nada de se espregui�ar ou fumar.

Moro nesta cidade h� 70 anos.

Cheguei antes do asfalto, dos impostos, do prefeito e dos carros.

Vi seu �pice e seu decl�nio.

Os Compson est�o na pior!

E voc� n�o ir� reergu�-los dando duro naquela loja!

Tire seu meio-irm�o da varanda e mande-o trabalhar!

E case-se com uma mo�a de boa proced�ncia!

Mam�e gosta muito de voc�. Todos n�s gostamos.

Mas vou repreend�-lo, Jason. N�o vem aqui com frequ�ncia.

N�o seria uma boa companhia.

Sou do tipo solit�rio, Srta. Effie.

Mas isso � errado.

Est� ofuscando sua luz.

Precisa se casar, Jason!

Estou lhe dizendo!

Sra. Mansfield, meu pai dizia: "Um homem � a soma de suas desgra�as".

Vou continuar acumulando desgra�as.

Mam�e d� conselhos a todos.

N�o existe problema que ela n�o tenha resolvido.

E seu chiado, Sra. Mansfield?

Voc� sentado comigo numa Sorveteria.

Que dia estranho!

Eu tenho v�rios lados.

� o que Effie Mansfield acha.

Est� caidinha por voc�. Toda certinha e apaixonada.

Se ela � toda certinha, poderia se espelhar nela.

N�o, obrigada. Vou continuar sendo eu mesma, se n�o se importa.

Est� fazendo uma meleca com o sorvete.

Gosto dele derretido.

Tamb�m ouviu serm�o da Sra. Mansfield hoje.

Aqueles conselhos todos...

ao pobre e solteiro Jason.

Por que n�o se casou, Jason?

- N�o seja intrometida. - Quero saber!

J� tenho mulheres suficientes para tomar conta!

Fico pensando em voc�.

Tenho pensado muito ultimamente.

Esse tipo de aten��o � novo.

Quero dizer...

o jeito que vive fumegando.

Pode ser porque vive bravo comigo.

Pode?

Eu gostaria de saber que outros sentimentos voc� tem.

Curiosidade infantil.

N�o sou crian�a.

Ent�o, devia saber sem perguntar.

Mas n�o sei.

Homens s�o iguais �s mulheres.

Mesmas esperan�as, mesmos desejos, mesmas din�micas.

Digo o mesmo.

Quer saber?

Acho que tem medo dos seus sentimentos.

Voc� tamb�m teria medo deles.

� a primeira vez que conversamos.

A primeira vez que n�o � o terr�vel Jason me mandando ir para a escola.

Acho que me esque�o que ainda � jovem.

Depende.

E o engra�ado � que...

uma criatura humana poderia at� se apaixonar por voc�.

Ainda h� esperan�a para mim?

Mas n�o imagino voc� apaixonado.

N�o?

Vamos caminhar na �gua, Howard.

Howard?

Sabe o que eu quero fazer?

Est� me ou vindo?

Quero ir caminhar na �gua.

Refrescar os p�s.

Sente falta dos velhos tempos? Lembra?

Minha roupa �ntima ficava toda lamacenta...

fresquinha, pesada...

Adoro este lugar.

Eu detesto.

Por que diria isso?

Crescemos � margem deste rio.

Isto aqui era o meu para�so.

Eu sei.

Eu te observava.

Me observava?

Sim.

O primeiro foi Dalton Ames.

Dalton Ames.

Eu disse: "Caddy � minha irm�. J� teve uma irm�?" E ele deu risada!

"Calma, garoto.

Est� levando muito a s�rio."

Ele disse isso, porque eu estava chorando.

"N�o � sua culpa", ele disse.

"Se n�o fosse eu, teria sido outro.

Desta vez, fui eu." E bati nele! Bati!

Mas eu n�o consegui encontrar todos eles.

Por que fazia aquilo? Por que se rebaixava tanto?

Tinha... Tinha algo horr�vel dentro de mim.

N�o t�nhamos nada.

Vimos a terra indo embora, o dinheiro.

Ficam os miser�veis. S� nos restava nosso nome!

N�o precis�vamos de mais nada! Tendo nosso nome, �ramos ricos.

Mas voc� destruiu isso. Voc� come�ou essa queda. Foi nossa desgra�a!

Pare com isso.

J� falou o suficiente.

Quantos mais, Caddy?

Voc� os amava? Amava? Voc� os amava?

- Cale a boca! Cale a boca! - Voc� os amava?

Cale a boca!

Desculpe, Caddy.

Desculpe.

Vim para Jason me levar pra casa.

Ele j� foi.

Fazer compras � cansativo.

Estou quase desmaiando.

Pode descansar aqui. Sente-se.

N�o vou atrapalhar?

Eu sou o patr�o.

A senhora ficou longe muito tempo.

O mundo � uma gangorra, Sr. Snopes.

O senhor costumava ser funcion�rio daqui, n�o?

N�o estava t�o bem de vida quanto agora.

Alguns sobem, outros seguem o caminho contr�rio. A vida � assim.

�leo de banho.

Espero n�o pedir demais...

mas queria �gua. Est� t�o quente que n�o consigo aguentar.

N�o sei o que farei com tantos pacotes.

Como sou boba.

Um rapazinho gentil se ofereceu para me levar para casa.

Ficou me encarando.

Foi estranho.

Est� quente aqui dentro.

- Quer alguma coisa, Earl? - J� consegui o que queria.

- Como assim? - S� estou dizendo.

Mesmo sendo uma Compson, fora do hor�rio comercial, todas s�o iguais.

Charlie, fuja!

Eu o mato! Mato se ele acha que pode se meter com voc�!

- Voc� n�o � meu dono! - Como ele se chama?

- Charlie Busch. - Repita.

- Charlie Busch . - De novo.

Charlie Busch!

Sua pulsa��o acelera ao dizer o nome dele.

- O que vai fazer quanto a isso? - Desaceler�-la.

Isso n�o vai conseguir, independente do que fa�a comigo.

N�o sabe o que posso fazer.

N�o importa. N�o tenho mais medo de voc�.

Ele fez de mim uma mulher!

Qualquer um faria de voc� uma mulher.

Viu s�?

Qualquer um.

De agora em diante, ficar� trancada at� o amanhecer.

De agora em diante, irei vigi�-la.

Ele mandou trazer para voc�.

Vai ficar sentada a�?

N�o vai dizer nada?

Sua tola!

Sua tola...

Acha que vai se casar com ele, � isso?

Acha que esse rapaz ir� carreg�-la at� a Terra do Nunca...

e defend�-la do mundo todo.

Voc� � uma crian�a.

Bem, Jason fez o certo...

trancando voc� aqui.

Quem me dera algu�m tivesse me trancado.

O Sr. Snopes falou muito de voc�.

O que ele disse?

Que mentiras ele contou?

Acho que...

n�o adianta eu dizer que eram mentiras.

N�o... Claro que n�o.

Voc� jamais acreditaria.

Para que me dar ao trabalho?

Sei que voc� era o senhor e o mestre deste bando!

Todos com medo at� da sua sombra!

Mas voc� � sozinho, Jason.

Sozinho.

Entra no seu quarto, fecha a porta...

e, se morresse l� dentro, ningu�m ligaria!

Ningu�m saberia que voc� existiu!

Eu me aproxime� das pessoas.

Algumas vezes, vezes maravilhosas...

elas se aproximaram de mim.

Isso eu tive. Sofri por isso e sofreria de novo...

para n�o ter que ser como voc�.

� muita coragem, Caddy.

Acha que te dizendo a verdade...

perdi meu privil�gio de viver aqui? Perdi mesmo!

Mas Deus me ajudar� a me reerguer novamente.

N�o ser� a primeira vez.

N�o ir� embora, Caddy. Esta � sua casa.

E vamos mant�-la de p�.

Porque voc�s s�o a �nica fam�lia que eu tenho!

Charlie?

Preste aten��o, porque n�o sairei daqui.

- V� embora. - N�o vou.

Fiquei com medo, sabe disso. Corri o mais r�pido que pude.

- Nem me importe� com voc�. - Charlie, preste aten��o.

Preste aten��o.

N�o sou uma boneca de papel.

N�o precisa brigar por mim, s� precisa me defender!

- Belo her�i o seu. - Deixe que eu decida isso.

Precisa saber de umas coisas.

O que viu hoje � meu eu verdadeiro, sem cortes.

Quando a coisa complica, eu fujo!

Voc� me ama?

Charlie, voc� me ama?

Se disser que sim, eu acredito.

Sim.

Charlie, vou fugir com voc�. Esta noite.

Tenho apenas seis d�lares. Nosso passeio ser� longo!

N�o tem problema. Sei onde arranjar dinheiro.

Tem um ma�o numa latinha escondida no arm�rio dele.

Charlie, espere por mim.

N�o fuja desta vez.

Benjy?

Benjy! Benjy! Pare com isso!

Benjy!

Benjy!

Aposto que ela nunca mais vai subir por aqui.

Jason...

� verdade que vai levar Benjy para o Sanat�rio em Jackson?

Ele ser� mais feliz assim, com gente igual a ele.

Jason, quero lev�-lo � igreja primeiro.

Quero que seja aben�oado por Deus antes de ir.

N�o quero saber disso.

Leve-o.

Vov�, por que n�o para de chorar?

Vi o primeiro e vi o �ltimo. Deixe isso para l�.

- O primeiro e �ltimo o qu�? - Deixe pra l�.

Vi o come�o. Agora, estou vendo o fim.

- Ele est� pronto? - Mais um minuto.

Ele sabe que vai?

Ele sabe bem mais do que imaginam.

Ele sabia que este dia chegaria, e lhe diria isso, se falasse.

N�o foi a primeira vez, e n�o seria a �ltima.

Sabe que ele vai acabar matando algu�m.

Tamb�m sei...

que, quando ele nasceu, a m�e dele o colocou nos meus bra�os.

Eu o criei, eu cuidei dele.

J� chorei. Acabou.

Leve-o, Jason.

Vamos, amig�o. Vamos descer.

Benjamin, o �ltimo a nascer.

Vendido para o Egito.

N�o h� sorte nesta casa.

- O que far� quando a encontrar? - Vou encontr�-la primeiro.

Resolva o que vai fazer antes de sair daqui.

Sua vida est� ligada � daquela menina, e eu sei disso!

- O que voc� sabe, mulher? - Conhe�o voc�, Jason.

E o homem sem cora��o que perambula pela casa n�o me engana.

Lembro-me de um garotinho que se escondia na minha cozinha...

embaixo da minha saia.

Para mim, n�o est� muito diferente daquela �poca.

- Acabei de ser roubado! - Jason...

Cuidado...

ou perder� muito mais do que dinheiro.

- Aonde o seu Jason vai, vov�? - Isso � da sua conta?

- O que houve com a Srta. Quentin? - Nada!

Aposto que ela fugiu, e que ele foi atr�s dela.

Sabe o que mais? Aposto que ele ir� mat�-la. Sem titubear.

Fiquei calado, Luster! Calado!

Tem algum Charlie Busch aqui?

Naquele trailer!

Ora, voc�s finalmente foram apanhados juntos.

- Quer dizer que � voc�? - Sim, sou eu.

- N�o vou fugir desta vez. - Jason, nos deixe em paz!

Se nos deixar em paz, pela primeira vez na vida poderei ser feliz.

Muito bem, vou ajudar.

Rapaz, tem US$ 3 mil nessa maleta.

- E da�? - Para dizer a verdade...

- N�o tive tempo de contar. - Jason, esse dinheiro � meu!

Minha m�e mandou para me sustentar, voc� roubou de mim...

e agora vou aproveitar!

Leve a mo�a, entre no carro, e ningu�m o impedir�.

Ou pode levar a maleta.

Mas os dois, n�o.

� a maleta, ou ela.

Responda, Charlie. O que vai fazer?

N�o respondeu o que ir� fazer, Charlie.

Sabe muito bem que vou levar o dinheiro.

Vamos para casa.

Quero ficar a s�s com ele um minuto.

Sabe reconhecer uma causa perdida?

L� na frente, lembre que n�o demorei para tomar a decis�o.

Eu disse que n�o prestava. Falei para n�o vir atr�s, n�o falei?

Ningu�m pode negar o que �, Charlie.

Ele foi embora. Ainda temos a grana. Entre no carro, e vamos embora.

Vamos para um hotel chique, compramos uma alian�a de ouro...

e nos casamos. Ser� a melhor �poca da sua vida, Quentin.

V� sozinho, Charlie.

Eu n�o gosto mais de voc�.

O dinheiro teria acabado, mas eu duraria para sempre.

E teria sido demais para voc�.

Quase perdeu seu dinheiro...

Cada centavo que roubou.

Roubei, �?

O que faria com o dinheiro, Jason?

N�o tem prazeres, n�o se diverte...

Vai gastar com o qu�?

- Com voc�? - N�o...

N�o quero outra Compson carente solta pelo mundo.

Resolvi que isso n�o aconteceria duas vezes na fam�lia.

Ent�o, voc� me sustenta?

De forma econ�mica.

Muito bem.

Jason, tinha raz�o quanto ao Charlie.

Poderia ter sido outro qualquer.

Eu estava pronta para um Charlie Busch.

Cresci rapidinho por causa dele.

Mas o que importa � que preciso de algu�m.

Preciso achar um amor em algum lugar.

N�o vou fugir para o bosque no meio da noite...

e n�o vou nem mentir, pois decidi que isso n�o � digno.

Mas continuare� procurando.

Pode ter certeza, Jason.

Jamais deixarei de procurar, porque minha vida depende disso.

Sou uma mulher e preciso do que toda mulher precisa...

de respeito e carinho, caso voc� n�o saiba.

Quer dizer que j� � uma mulher?

Sou sim.

Quando nasceu, voc� foi para o quarto dos fundos, e fecharam as persianas.

Sempre que abria a boca, temiam que os vizinhos ouvissem.

Voc� era o erro da Caddy, e n�o queriam saber de voc�.

Mas tirei voc� de l�, trouxe para a varanda...

caminhei com voc� pelas ruas...

te coloquei na escola p�blica.

Eles tiveram que engolir, e voc� tamb�m.

Eu criei voc�, alimente� voc�...

dei livros, tentei ensinar o que pude.

Eu Ihe transformei na fortaleza que �.

� a primeira Compson em 50 anos que n�o est� de joelhos.

Agora, pode enfrentar qualquer um. At� a mim.

Meninas...

Elas n�o s�o nada.

At� que, de repente, s�o tudo.

Sim, Jason, voc� me criou, me alimentou, me deu livros...

e tudo o mais pelo que est� se vangloriando.

Mas n�o acabamos aqui, meu amigo.

N�o chegamos nem perto, Jason.

Legendas: Pedotriba 28/08/2015

FIM

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