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Sim, estou chegando. Não, não...
Mas como?
Estou chegando. Só duas quadras.
Chego já. É a primeira vez. Está bem.
Certo.
Desculpe.
Tchau.
- Trago mais girassol? - Não precisa.
- Os queijos não tem preço? - Perguntarei.
- Olá. - Olá! Que surpresa!
- Tudo bem? - Sim.
- Como anda? - Tudo bem.
- Entre. - Estão loucos.
- Olá. - Entre.
Como vai? Tranquilo?
- Olá. - Tudo bem?
Exame de sangue, urina.
Olá.
Está chorando tanto.
- Olá, como vai? - Bem, e você?
Bom vê-lo.
É o que mais importa, controlar-se, sempre.
Comeu esses? Estavam bons?
- Mas é assim. - Posso comer um pouco?
Um pouco de cerveja.
- Deixarei aqui. - Obrigado.
Só um pouco.
48 ou 72 horas, chequei na internet.
- Não funciona? - Não.
Fui demitido.
Outra vez?
Sim.
Acho que terei que voltar à Rutamar, o que seria horrível.
Sabe o que sonhei?
Que você usava a mesma roupa por oito dias.
Wi-Fi também não funciona?
- Não. - Não carrega.
Olha quem é!
Como está? Você desapareceu!
- Te vi um tempo atrás na rua. - Sério? Não percebi.
Como vai? Tudo certo?
- Quanto tempo. - Estou bem, e você?
- E aí? - E aí gata?
- Tudo bem. - Tranquilo.
- Ah, pisei em você. - Tranquilo.
- Aí está, valeu. - Por que nos abandonou?
- Trabalho. - Você desapareceu!
- Trabalhando onde? - Depósito de supermercado.
- A quanto tempo? - Recente, pelo menos é algo.
- Faz uma semana. - Seu mentiroso, nunca aparece.
- Aqueles dois estão encarando. - Que nada.
- Acho que estão. - Pare de procurar encrenca, Brian!
Está vendo coisas, ninguém está encarando.
- Sou maluco. - Dormi apenas três horas.
- Dani me empresta seu celular? - Não trouxe, entrou água.
- Sério? - Sim, uma droga.
Vamos no corredor de touros, já que ele chegou.
Como vai amiga?
- Vamos ficar aqui. - Corredor 1 e 2.
Não, vamos ficar loucos no parque, tem wi-fi no quiosque.
- Sim, vamos. - Não, acabei de chegar!
- A namorada vetou seu bigode. - Verdade?
Empresta o celular?
Sim, mas não serve, caiu na água.
Acabei de chegar. Estou cansado.
- É rápido. - Caiu na água.
- Tem visto Kacha? - Não.
- Vamos ou não? - Ficamos.
- Vamos lá. - Foda-se!
Ele nunca vem.
Venha um pouco conosco, faz tanto tempo.
- Quem é? - Casa de Nacho?
- Oi. - Olá.
Nacho está no trabalho, mas pode esperar aqui.
Por exemplo, para entender fácil, tudo violeta.
Certo? Desintoxica o corpo.
Tem que formar uma barreira contra o câncer.
Porque você não percebe, mas está absorvendo câncer sem parar.
Do frango, do ar, computador.
Vive se contaminando. O corpo precisa de um detox natural.
Posso usar seu computador?
- Só como violeta. - Olá.
Repolho, beterraba.
- Nacho mora aqui? - Tudo violeta, cebola colorida...
- De quem é a vez? - Minha.
Uma moto caiu no seu telhado.
Terrível. Sorte que o bebê não estava.
- Diga-me o que acha? - Ela é ótima.
- Olá. - Oi.
- Devíamos pensar nisso. - Ela falou demais.
Exe! Vá buscar uma cerveja.
- Acabou a cerveja. - Vai lá.
Espero que paguem novamente, e mais.
Mije na cara dele.
Avise se vai mijar para eu sair.
Botaremos nossos pênis na sua boca, Exe.
Os quatros pênis, todos na sua boca. Aguenta?
- Não. - Vamos lá, ganhará uns trocados.
Assim todos ganhamos.
O que aconteceu ali?
- Nada, 3 dólares, idiota! - Não, 30 dólares! Aumentou!
- Bunda de novo. - Bunda paga.
Tem que se mover. Quando mostrou seu pênis, apareceu 20 dólares.
Vamos, mostra o pau, gato. Você também, tire as calças, idiota.
Pare, pare. Quanto deu?
Quanto deu?
Não, 20 dólares! Chupe seu próprio pau, otário!
Certo, por 70 você faz. Quem chupa quem? Pedra, papel, tesoura.
Espere, preciso me preparar.
- Vamos, você me chupa. - Posso jogar também?
Vamos. Pedra, papel, tesoura. Quem chupa quem.
- Você chupa ele. - Sua vez, Exe, Exe!
- Pedra. - Não, pare.
Está pensando muito. Vamos lá.
- Pedra, papel... - Espere, uma mensagem.
- Pedra, papel, tesoura. - Não!
Venci, você chupa.
- São três vezes. - Não! Só uma. Ele perdeu.
- Já pagaram 60 dólares. - Ah, quer me chupar?
- Pedra, papel, tesoura. - Ganhei. Duas de três.
Chupe, chupe.
Se chupar, ficará duro.
- Não sei. - Por que não?
Já pagaram, o dinheiro está garantido!
Vão retirar o dinheiro, ou talvez não botem mais.
É isso.
- Só isso? - Isso é um boquete?
É isso? Nem está duro ainda.
Não endureceu. Continue. Está na metade.
Está subindo!
Olhe quantas visualizações!
Ei, pare!
Filho da puta, quanto temos?
- Quatro mil. - Ainda não endureceu.
Pare! O que tem aí, uma garrafa térmica?
- Já deu? - É isso.
- Só isso? - Sim.
O que mais querem?
Olá.
Tudo bem?
Eu não sei.
Talvez.
Sim.
Ok.
Vou checar.
Não aguento o Dani.
Foda-se, deixa ele ir para o trabalho.
Esse cara é insuportável.
- Você é muito preguiçoso. - Não sou.
Gente que não se importa com os outros.
Às vezes sinto como se pudesse cheirar com os dedos, sabe?
Você é louco!
O que ele está dizendo?
Que pode cheirar com os dedos.
Todo dia você aparece com uma novidade.
Segure.
E você, Exe? Está trabalhando?
Sim, trabalho nas calças chinesas.
- Estou suando por baixo. - Tem alguma vaga para mim?
- Talvez, eu perguntarei. - Também está suando?
Sim, às vezes, nos sábados.
Porra! Pisei em algo!
Olá, Pupi está aqui?
- Não. - Entre. Ficaremos aqui.
Olá!
Eles nos querem endividados, sempre.
Abra espaço, por favor.
Sou um papel que sobreviveu à lavagem de roupas. Talvez.
Sabia que o silêncio no futuro será como um refeitório tumultuado?
O quê?
Isso seria o som comum, ninguém escutaria. Logo, é um silêncio.
- Acha que vai ocorrer em todos os lugares? - Sim, eu acho.
Estou atrasado para o trabalho.
Está cheio de insetos.
- Está tão quente - Estou sem ar.
Sabe no que venho pensando?
Adoraria escutar um grito pré-histórico.
Como o de um cão.
Sim, talvez. Mas não sei se já existiam cães.
Mas sim, como latiam os cães?
Ah, insetos.
Os cães da vizinhança, quando passam os bombeiros,
latem e parecem que são as sirenes.
Alguém tem água?
Não toque, Barby! Não pode.
- Quanto? - 20 pesos
Certo. Obrigado.
Oi. Sim, como anda?
Sim, certo.
Sim, ótimo.
Até quando?
Sim, tudo bem.
Sim. Preciso guardar algumas coisas...
Então tá. Tchau.
Vamos, garota. Esperei mais de meia hora.
- Como vai? - Tudo bem?
- Tudo tranquilo. - Está tão quente.
Insuportável, preciso de uma piscina.
- Por que demorou tanto? - Não sabia o que comprar.
- Mas já foi. - Foi muito?
Não tanto. E você? Saiu ontem?
- Não, tinha trabalho. - Oh, que droga.
- Das 20h às 5h da manhã. Muita mercadoria. - Ah, não!
- É tão quente por causa dos fogões. - É o fim do ano.
Muita mercadoria demanda muito trabalho.
- Sim, mais trabalho. Claro - Tudo bem. Melhor para mim.
Está aqui!
Certo. Achei que fosse essa casa.
- Vou tomar banho. - Certo.
Ótimo.
Ei, me empresta seu celular, ou computador?
Ei! Empresta seu computador?
Está dormindo.
Ben, perguntam se está com a faca.
Está aqui, passe a faca!
"Enquanto lê isso, há um concerto de vários violinos dentro de você."
"Suas proteínas, como as que transportam oxigênio em seu sangue"
"ou os anticorpos que te defendem dos maus micróbios,"
"vibram como as cordas de um violino, segundo cientistas..."
Conseguimos. Diga que queremos $50 agora.
Disseram o quê? A banana partiu.
- 172 assistem. - São muitas!
76 agora. 70, 71, 73...
Que carnaval.
Estão dizendo... "quero o grandão."
Vire-se.
Dance.
Temos outra mensagem.
Mensagem é mais divertido que grupo de chat.
Oh, ele é gay.
Está dizendo para chupar o pau.
Diga que NÃO.
Chegou o "cara"! Quer se despir?
Um pouquinho. Abaixe um pouco, mostre os pelos.
Só os pelos, garoto.
Eles já viram tudo.
Estou cansando disso.
Lembrem que temos que levar dinheiro para aquele cara.
Não, temos que ir no Nelson.
- Nelson? - Estou farto.
Ele disse que foi a um bom lugar ontem, podemos ir.
Sim, aquele cara.
Encontrei com ele ontem.
Quanto dinheiro temos?
Quanto diz aí?
- Feche, me cansei disso. - Estamos saindo?
Valeu pessoal, até a próxima.
Dê tchau a eles.
Para ti.
Não precisa se despedir, só fechar.
Voltaremos depois.
São fichas.
Ligarei para Nelson.
Ligue para ele.
- Para onde vamos? - Olá, Nelson.
- Vamos curtir até o amanhecer. - Isso, até às 6h.
Até o sol nascer.
Só nascerá amanhã.
Não vamos ficar esperando, fique pronto.
Está ótimo.
Sonhei que o céu estava coberto de propagandas.
Parecia uma inovação tecnológica.
E eu não gostava.
Sim, cheio de propagandas.
Que tipo de propagandas?
Não lembro, comerciais.
Mcel? Vodacom?
Não sei.
Propaganda tecnológica, algo em 3D.
Bom dia.
Bom dia.
Bom dia, senhora.
Oi.
Olá.
Bom dia. Bom dia.
Que horas vamos sair hoje?
Marcio.
Vem aqui, cara.
Quero te mostrar uma cena.
Que cena?
- Que cena, cara? - Você nem imagina.
Televisão não é apenas entretenimento,
ou transmissão de coisas legíveis.
Mas também coisas que podem ser recebidas em qualquer ponto da galáxia.
Até mesmo fora, sabia?
Mas tem certeza disso?
Não muita, mas acho que vi em algum lugar da internet.
Quero te mostrar uma cena fudida, cara.
Pode entrar.
Venha, quero te mostrar uma cena legal.
Desculpe, mas tenho que ir.
Venha aqui, quero te mostrar.
Preciso descansar. A gente se fala amanhã, ok?
Eu vejo amanhã.
Benny!
Ben!
Benny!
Benny está?
- Boa tarde, Ines. - Boa tarde.
Onde está o Bolacha?
Não sei, acho que foi trabalhar. O celular quebrou.
Sim, sim.
Numa boa.
Estou no trabalho.
Onde você está?
Mas então?
Ontem, antes de dormir, imaginei que nos cruzamos.
Que conversávamos.
E agora você me liga.
Onde está? Estou trabalhando, não posso sair agora.
E estou com dor de dente.
Não sei se consigo...
Sim, não sei.
Estou muito ocupado, está cheio.
Oi, tudo bem?
Desculpa, chefe. Não pude ir, estou com dor de barriga.
Amanhã prometo, voltar. Estou melhorando.
Sim, sim.
Certo.
Mas acha certo ele fugir do trabalho
ao invés de se demitir normalmente?
Mas tenho meus motivos.
Sim, os motivos estão lá, mas tem que se demitir, não fugir.
Não aceitariam.
Eles não aceitariam.
- Como? - Eles não aceitariam.
Mas por que não? És um trabalhador ótimo ou excelente?
Não posso definir isso, porque realmente não sei o que sou.
Mas quais os motivos para querer sair? Discutiu com o chefe, colegas?
Não, apenas não gosto.
Só por isso?
Só faço por dinheiro.
Só faz por dinheiro, o pobrezinho.
- Oh, coitadinho! - Tão complicado!
- Mas... - Eu vou chorar!
Calma, querida.
Está ficando para trás.
- Precisamos ganhar tempo. - Olhe essas garotas.
Gosta de fotografia?
Não muito, e você?
Não tenho tempo.
- Não tem tempo? - Não.
Quanto tiver, me procure.
Se gosta, tudo bem.
O que seria de você sem uma lembrança?
O que seria da lembrança sem mim?
Só vive o presente e o futuro?
Foda-se o passado.
Passado é bobagem.
Tu gosta do futuro, passado e presente?
Passado, presente, futuro.
Só uso os tempos verbais.
Vamos voar, não gosta?
- Não, é paraquedas, não voo. - Ah, certo.
Tem paraquedas?
Dizem que se voa com uma roupa.
Com uma roupa? Empreste-me a sua então.
Darei um lado, então você voa com uma metade e eu com a outra.
Se der toda eu não voo.
Se cair aqui...
Segunda vez que me roubam o celular.
É verdade. Liguei várias vezes e nada.
Está sem sinal. O que houve?
- Roubaram. - Onde?
Eu estava na Estrela. Foi coisa de magia negra.
Ah, aqueles dos rituais...
Sim, esqueci que estava com o celular.
Não sei como conseguem fazer isso,
apenas esfregam e conseguem pegar.
Já é a segunda vez, estou estressado.
Magia negra, será que brancos não fazem?
Não sei. Eu não acredito.
Não posso ficar sem telefone.
Acho que os brancos só usam armas.
São estressados.
Siga-me e te mostrarei o caminho para pegar um suco.
Eu conheço o caminho.
Mas vou mostrar um louco.
- O quê? - Um sinistro.
Estamos no caminho errado, sua culpa.
Eu disse, vou mostrar um caminho.
Obrigado pela ajuda que queres me dar.
Mas não fique na frente.
Não, eu comando. Direi o caminho.
Sabe que alguns controlam à distância?
Não sabia.
Jovem, caia, atire-se!
É melhor que vá na frente, quando eu cair você me para.
Não se preocupe.
Pode dar uma cambalhota aqui.
Vamos atravessar.
Milyx!
Milyx!
Oh, Milyx!
- O preço que vimos na internet. - Sim.
É apenas para estrangeiros, para nativos é mais caro.
Quanto tem?
Eu que pergunto.
Só tenho $350, e você?
Um pouco mais.
O que faremos? Dar tudo ou entrar?
- Tudo? - Sim.
Não posso ficar sem comer nada.
- Então vamos invadir. - Por onde?
Por esse canto.
Vamos por lá.
Lembra-se aquele policial que vimos na entrada azul?
Também te chamaram de preguiçoso?
Sim, diziam.
Ajude-me.
Certo.
Onde encontrou isso?
Não sei.
Não sei se consegue ouvir...
Sinto que estamos sendo vigiados desde que chegamos.
Coisa da sua cabeça. Devem ser os animais.
- Queres? - Não, obrigado.
Devemos nos apressar.
Esqueci o que ia dizer.
Queria dizer algo.
Então não diga.
Comecei a pensar mas esqueci.
Às vezes permito me levar por algumas palavras,
e acabo no mesmo lugar que me perdi.
Quantas vezes fui morto e quase nunca desapareci?
Se a lua fosse tua prima.
Vamos dormir, acordaremos cedo para o trabalho.
Ah, sim.
É o que os milionários fazem, né? Temos que acordar cedo.
Suas fortunas nunca diminuem!
Triste?
Ou cansado?
O que vai fazer? Não devia estar aqui.
Nada.
Fica vagando por aqui.
Vi umas pessoas no rio.
E eles viram um árvore grande e escura.
Foram para a sombra.
Tem visto Rixel?
Quem é Rixel?
Um amigo meu.
E o que aconteceu depois?
Não sei. Caíram no sono.
Oi.
Como vai?
Bem, e você?
Tudo bem.
Onde está indo?
Para casa.
Onde você trabalha?
Em um lugar onde não se pode cheirar.
O que aconteceu depois?
Caí num buraco negro.
Onde exatamente?
Não. Era brincadeira.
Ainda se lembra de mim?
Talvez.
Não, eles nos verão.
- Só um abraço. - Quem nos verá?
Eles. Bem ali.
Certo.
Não gosta de beijar?
Eu gosto, mas eles verão.
Já foi a Makapiko?
Sim, uma vez. Mas não gostei.
Acharam que eu era um ladrão.
O que fazem aqui?
Eu ajudo com isso.
- Não. Tudo bem - Tem certeza?
Olá.
Sério, eu aguento.
Tudo bem?
E depois a raiz quadrada.
Então some.
E divida por dois.
É fácil, você consegue.
Certo.
Onde está agora?
Como você está?
Tudo bem.
Não.
É cansativo.
Sinto sua falta.
Depende...
Talvez eu te visite na próxima semana.
Mas não prometo.
Veremos.
Certo.
Obrigado.
- Rixel! - O quê?
Vamos lá.
Posso brincar aqui? Por favor.
Vamos para casa.
Deixe eu ficar.
Vamos para casa. Já nos chamaram.
Certo, estou indo.
Precisa ir para casa!
Certo, tchau!
- Vou continuar. - Volte mais tarde.
Não vai me deixar.
- Nos vemos amanhã de novo. - Rápido!
- Na mesma hora, às 7h? - Sim.
Kuya, onde está indo?
Dar uma volta.
Carregue-me, por favor.
Estou cansado.
Tenha cuidado.
Que pesado.
Porra, você me assustou! Achei que fosse um macaco!
Louco.
Estou cansado de segui-los.
Como ele voa e fica parado ao mesmo tempo?
Ninguém sabe.
Deixe-me descer.
Onde está indo?
Subindo.
O que vai fazer lá?
Nada, só indo.
Tive um sonho noite passada.
Sonhou comigo?
Não, bobo. Com números.
Não vá lá, cobram caro.
Eles têm dinheiro.
O quê?
Chai!
- Chai. - O quê?
Não tem uma reunião amanhã? Já deveria ter voltado.
Estou cansado agora.
Não vai mergulhar?
Ainda não.
Como foi por lá?
Tudo bem.
Entediante com nossos amigos puxa-saco.
Não vai voltar?
Por que pergunta?
Não, é cansativo.
Eu também, estou desistindo deles. Não quero voltar.
Sabe o que me disseram hoje?
Tem uma lagosta cujo genoma pesa uns 6,5 giga bytes.
O de um ser humano é apenas 3,2.
Como vai, tudo bem?
Tudo bem. Apenas brincando na água.
Acho que não está.
Sério, estou bem!
Não quer dar um mergulho?
Olhe, uma aranha boiando.
Pare, tenho medo de aranhas.
Por que tem medo delas?
Por causa da mordida!
Elas não mordem, sabe?
Certo, e como sabe?
Porque já segurei uma.
Então era uma boazinha.
Sim, eu não a provoquei.
Eu não amolo as aranhas que pego, mas ainda mordem.
Devia ser uma aranha agressiva.
- Vou matá-la. - Não faça isso.
Pobre aranha.
Pobre aranha, por ter me mordido?
Ela só morde se provocar.
Vou espantá-la mesmo assim.
E como fará isso?
Direi a ela: "Será comida por um lagarto."
Lagartos comem aranhas?
Não, mas direi ao lagarto para comê-la.
Então vai falar com o lagarto...
Se eu tivesse um, sim.
Apenas se tivesse um para conversar.
Sabe onde fica o cyber café?
Cyber café. Bem por ali.
- Onde? - Acho que me confundi.
Sabe onde está Rixel?
Não, mas quando se está perdido deve seguir as pessoas mais bonitas na rua,
é o que minha avó dizia.
Está inventando isso.
Não estou. Minha avó talvez,
mas eu não invento coisas.
- E você acredita nela? - Sim, claro.
Se ela inventa coisas por que dá ouvidos?
Porque os professores te dizem
para seguir os mais velhos.
E não se importa que ela invente essas coisas?
Vai acreditar só por isso?
Já tentou seguir uma garota bonita quando se perdeu?
Ainda não, porque nunca me perdi.
Bom para você. Eu estou sempre perdida.
Acho que farei isso quando me perder. Seguir uma garota bonita.
Essa sou eu.
Sim, se for na minha frente.
Não me digam que vão seguir a si mesmos.
Que sinistro. Seguir a si próprio.
Separando de sua sombra?
Algo do tipo.
Porque sua sombra é bonita.
Não sei mais do que estão falando. Garotas falam muito.
- Vou indo na frente. - Certo, cuide-se.
Tchau Rixel.
Nos encontramos no cyber café, certo?
Sim.
- Não vai nadar, Xel? - Não.
Ate, lembra quando estávamos no útero da mãe,
tínhamos apenas 512 células. A primeira coisa a se formar é o coração,
a próxima é a língua, e então a ponta da língua.
Está ouvindo?
Sim, mas não sabia disso. Mamãe nunca me disse.
Vá pesquisar.
- Vamos com Chai até o cyber café. - Sim, vamos.
Espere. Vou nadar antes.
- Dê um mergulho! - Eu não quero.
Vai ser divertido. Olhe fizeram um tronco de canoa.
Eu disse que não.
Não afundará! Pode segurar no tronco.
Não.
Certo, não.
Vou depois, certo?
Certo, vá mesmo.
Quer ir de que horas?
Depois de nadar?
Espere, vamos acabar mais tarde hoje!
Não aceito isso.
- É brincadeira - Ainda está no almoço.
- Por que não nada até aqui? - Disse que não quero.
Rixel, não tem inveja de nos ver nadando?
Por que teria? Já nadei muito na praia.
Aqui não é a praia.
Posso nadar sempre que quiser,
porque moro perto da água.
E onde é?
Bem ali em cima.
Eu quero ir até lá.
Comer umas bananas.
Mas não temos bananas lá.
- O que cresce, então? - Nada.
- Quais frutas? - Eu disse nenhuma.
Uau, nenhuma fruta!
Nada. A única coisa que cresce lá é cacau.
Pode pegar?
Leve para lá.
Vamos, suba!
- Já disse que não quero. - Imagine um barco.
Eu disse não!
Vamos lá!
Já chega!
Pare de fazer inveja, certo?
Então entre na água conosco.
Mas não quero nadar!
Não forçaremos então.
Mamãe vai brigar comigo. Vai me forçar?
E por que a minha não briga comigo?
Então por que fica me fazendo inveja?
Por nada. Só é divertido.
Está bem frio.
Não parece com frio.
É, não estou.
- Não estou tremendo. - É verdade.
Está arrepiado.
Parecemos búfalos d'água.
Está gelado.
Rixel.
Não vou nadar!
Não há sanguessugas aqui.
Eu não vou nadar!
Não interessa se não tem sanguessugas. Estou cansado!
Tem uns peixinhos, vê?
Quantas vezes preciso dizer que não?
Olhe, uma aranha atrás de você.
Olá!
Senhora?
Há algum cyber café por aqui?
Sim, mas é lá embaixo. Vire à direita, então e siga.
Certo. Ainda está aberto?
Não sei, já é de noite.
Não sei a que horas fecham.
Mas vá e veja se estão abertos.
Tem água?
Sim, 10 pesos.
Certo, deixa pra lá.
Em que mais posso ajudar?
Vive sozinha aqui, senhora?
Moro com minha família, mas estão no trabalho.
De onde é, minha jovem?
Aqui perto.
Certo, eu vou indo. Obrigado, senhora.
Tudo bem.
Senhor, há algum cyber café por aqui?
Acho que descendo a rua.
Devia dar uma olhada aqui.
Tenho internet em casa, talvez queira dar uma olhada.
Aqui dentro.
Certo, gostaria de usar.
Vamos ver se funciona, porque não é ligado há tempos.
O cyber café daqui fecha cedo?
Sim, umas 17h.
Está quebrado, senhora.
Então não tem internet?
Há um cyber café descendo a rua, e está aberto.
Certo, então vou lá, obrigado.
Senhor, há algum cyber café por aqui?
Tem um ali em frente.
Eu te mostrarei o caminho.
Deste lado tem um.
Também há um em Chap mas já fechou.
- Fechado? Mesmo? - Já fechou.
Logo à frente, senhora.
Certo, obrigado!
Fica logo ali.
Ainda está aberto?
Sim, eles fecham tarde.
- Quem é o dono? - Asan.
Ficam jogando cartas, ao lado da loja dela.
Supostamente isso é um cyber café?
Você voltou!
Não. Eu não acredito em você.
Tradução PT-BR: gooz
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