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Laetitia!
E agora? Jogamos todos os jogos.
Eu e Liv estamos nos dando muito bem.
Temos um v�nculo.
Jeane � uma chorona.
Eu sei como falar com elas.
- Estou farta. - Venha aqui!
Viu a cebola?
N�s nos damos muito bem.
Voc� est� bem...
Pare de gritar.
Olha a lingui�a!
Me d� um beijo, Laetitia.
Voc� est� me ignorando.
Eu n�o aguento mais!
Troque-se em outro lugar.
N�o basta enfiar a mamadeira nela.
Est� sob controle. Vista-se.
Olharemos pela janela.
V� o c�u?
N�o est� muito legal hoje.
Certo, sil�ncio...
Estou saindo meninas. Sejam educadas.
Laetitia, faremos um grande sil�ncio.
Faremos um grande sil�ncio.
Vamos voltar para l�.
Mam�e vai trabalhar.
Voc� est� transmitindo seu estresse para elas.
Foda-se!
Nunca beija as crian�as. Deveriam nos beijar.
J� chega. Acalme-se, Jeane!
Tenho medo que ela se machuque.
Calma por favor. Isso n�o est� funcionando.
Boa menina. Um pouco bajuladora, mas legal.
Cigarro?
Merda, acabou.
Vou me aprontar.
Jeane fa�a um esfor�o!
N�o consigo.
Por favor, acalmem-se quando eu sair, garotas.
Sem esc�ndalo como da �ltima vez.
Me d� um beijo.
Um beijinho.
Outro.
Bem melhor!
Muito melhor. Outro.
Outro.
Adoro suas crian�as, s�o �timas!
Acho que...
formamos uma grande fam�lia.
Posso ajudar?
Sim, gostaria de algumas flores.
Rosas ou algo assim.
Rosas? Para o amor?
Brancas s�o para amizade.
Rosas alaranjadas...
s�o para o calor. Amor e calor.
Certo, rosas alaranjadas s�o para...
amor caloroso. Passado ou futuro?
Futuro.
Pegarei as rosas laranja.
Tr�s euros cada.
- Vou levar... - Quantas?
- Tenho dez euros. - D� para tr�s.
Meio pat�tico, n�o?
Sem muito volume.
- Quanto custa isso? - Dez euros.
Posso ver?
As plantas s�o legais.
- Elas duram. - Duram mais.
Posso ver?
- Voc� gosta? - Claro.
� o Marc?
Marc, venha aqui.
Deixe-me apresent�-los.
Essas s�o as garotas.
Jeane e Liv.
Venha aqui.
Est� ouvindo?
Preste aten��o. As mamadeiras t�m os nomes.
Ent�o use a f�rmula certa.
Meu telefone, se houver algum problema. Olhe!
E n�meros de emerg�ncia.
- Entendeu? - Sim.
Segure-a assim. N�o � assim que se faz.
Virgil!
Precisa segur�-la melhor.
Vai ficar tudo bem.
Voc� est� a estressando.
Cuide bem dela.
N�o se preocupe.
Ela se assusta, � sens�vel.
Deixe-me terminar, voc� est� me incomodando.
Certo? Confio em voc� com ela, seja cuidadoso.
Segure-a bem, observe-a.
Ela precisa de ajuda. Est� cansada, entendeu?
Vamos, voc� vai se atrasar.
Eu lhe mostro.
N�o chore.
Ol�.
Eu sou o Marc.
Cuidarei de voc� hoje. Voc� e sua irm�.
Voc� vai ficar bem com Marc.
Ficar� bem. Marc � legal.
Laetitia?
Voc� me irrita!
Por acaso voc� tem drag�es de papel?
Ou tigres de papel?
O que � isso a�?
Uma m�scara de drag�o.
Posso ver?
Obrigado.
- Quanto? - 15 euros.
O que voc� faz de verdade?
Estudo culin�ria em Caen.
Estudo para ser um confeiteiro.
- Mesmo? - Sim.
O que voc� faz?
Muitas coisas.
Pudim, bolo de chocolate...
- N�o est� bom. - Com o casaco?
Veremos.
Tente outra coisa.
Confeitaria � um sonho de inf�ncia...
- Linda! - � mesmo?
Biscoito!
Me faz querer...
Espera, espera! Aqui, querida.
Deixe-me fechar.
Despojada!
Sim?
Est� ouvindo? Estou aqui embaixo.
Voc� pode descer?
Est� louco?
O que est� fazendo aqui?
Eu vim como planejado.
Comprei presentes.
At� comprei flores para voc�.
N�s poder�amos nos ver primeiro.
Estou feliz de estar aqui.
� rid�culo, estou aqui embaixo.
Voc� est� for�ando a barra.
Est� bem, Laetitia?
For�ando muito.
Laetitia, eu...
Deixe-me fechar.
Est� bem?
- Esque�a, vou trocar. - Espere.
Vatsana, desculpe incomod�-lo.
Estou bem! Voc�?
Sim. Entre.
Eu sinto muito por isso.
Mas preciso de outro favor.
Vincent est� l� embaixo.
Preciso ir trabalhar.
As crian�as est�o sozinhas com a bab�.
Ele � inexperiente.
Seria bom dar seu n�mero a ele, caso Vincent apare�a.
N�o quero isso.
- Sem problemas. - Mesmo?
- N�o tem problema nenhum. - Legal.
Como tem passado?
- Bem. - Certeza?
Tenho que correr. Desculpe o abuso!
- Apare�a quando puder. - Prometo.
Ei Arthur, Vincent de novo.
O que h� com o seu correio de voz?
Estou com problemas aqui.
Eu vim ver minhas filhas. Laetitia est� me impedindo de novo.
H� algo que podemos fazer?
Realmente preciso da sua ajuda.
Estou perdido aqui, Arthur...
Porra!
Esta � uma mensagem de Vincent.
Estou na merda aqui.
Acabei de sair de Laetitia.
Ela est� me fodendo de novo.
N�o sei o que fazer.
Preciso da sua ajuda.
Estou na rua aqui.
� o Vincent de novo.
Desculpe, continua me impedindo.
Marc, voc� precisa saber...
H� um pequeno problema.
Vincent, o pai das meninas, n�o pode subir.
Ele quer, mas ele n�o pode, a menos que eu esteja aqui.
- Compreende? - Sim.
� importante. Ele � perigoso, violento.
Ele n�o pode subir.
Eu avisei meu vizinho Vatsana. Ligue para ele se precisar.
Eu darei o seu n�mero. Ele fica logo abaixo.
Meu celular...
Merda!
Merda, estou t�o atrasada!
Meu transporte est� l� embaixo.
Estou escrevendo o n�mero de Vatsana neste post-it rosa.
- Est� bem? - Sim, sim.
N�o saia, n�o deixe ningu�m entrar.
Entendeu, certo?
Sim, sim.
Te vejo � noite?
- O qu�? - Vejo voc� � noite?
Voc� n�o larga.
Espere um segundo, vou descer com voc�.
- Meu transporte chegou. - Um segundo!
Me d� um beijo.
Porra!
Marc, preciso ir.
Fique � vontade. H� presunto, legumes,
queijo, p�o...
Pode fazer sandu�ches para as crian�as.
Certo.
Tchau, Marc! Tchau, crian�as!
Tchau.
Estamos a caminho, Carole.
Eu sei, eu sei.
Sim, esteja bem a�.
A BATALHA DE SOLFERINO
Pode tirar isso de mim?
R�pido!
Sr. Jack Lang, voc� est� confiante?
Confiante, sereno e combativo.
Obrigada.
Solferino est� se transformando um verdadeiro ramo de atividade...
- Preciso trabalhar. - Apenas uma imagem.
�timo, obrigado!
Centenas de pessoas j� est�o atr�s de mim.
Quase mil.
Gritando, "Fran�ois para presidente!"
"N�s ganharemos!"
Ativistas socialistas est�o dando tudo de si
at� os �ltimos momentos desta batalha.
Em poucas horas, teremos os resultados.
Pare de chorar, � in�til.
Mam�e!
Pare de chorar, � est�pido.
Pronto!
Tudo fresco e limpo agora.
Aqui vamos n�s.
Macaco bonito.
Macaco legal.
Dane-se isso!
Tranquilo.
Cuidado. Balance.
Tudo bem.
Al�?
Droga!
Acalme-se.
Venha aqui.
Al�?
Acalme-se.
Vou chamar mam�e.
Al�? � o Marc.
Estou ligando para te dizer...
Est� tudo bem.
Eu s� queria que soubesse...
Algu�m continua ligando.
Est�o ligando h� um tempo.
Quando eu atendo, eles desligam.
Eu n�o posso fazer muito daqui.
Desconecte o telefone fixo
e n�o saia. Fique dentro, certo?
Meu fone de ouvido!
Emilie, � o Marc.
Marc.
Ser sua bab� � estranho.
N�o est� dando certo.
O pai das crian�as, Vincent, est� l� fora.
Parado fora do pr�dio.
Ele continua ligando e desligando.
Quieta, Jeane.
Acalme-se.
Acalme-se, Jeane.
Tudo vai ficar bem.
Vou colocar um filme. Tudo ficar� bem.
O que te traz aqui?
O que me traz aqui? Meu amigo Remi.
Estas s�o minhas primeiras elei��es.
Eu n�o votei. Eu n�o sou franc�s.
Eu sou sueca, em Paris h� tr�s anos.
O que voc� espera mudar?
Muitas coisas.
Renegocia��o do tratado de Sarkozy-Merkel.
Certo. E voc�?
Mais direitos sociais. Menos discrimina��o.
Um projeto de lei para o casamento gay.
Justi�a fiscal.
O que seu amigo quer?
O que voc� quer?
Um novo acordo.
Fran�ois Hollande vai ganhar?
Acredito que sim.
Por seus valores. Os valores que ele representa.
Est� confiante?
Estou preocupada.
- Voc� � um ativista? - O qu�?
Voc� � a esc�ria!
Sim, certo!
Voc� � quem devemos deportar!
Nunca fui violento com voc�, senhor.
Suma com suas merdas de direita.
Voc� � t�o arrogante como seu idiota Sarkozy.
N�o damos uma volta em iates emprestados!
Mas senhor, n�s ganhamos o nosso dinheiro!
O que est� acontecendo?
Esse cara est� totalmente perdido.
O qu�?
Merda! O que aconteceu?
Fique bem a�.
Merda!
Tenho que ir � sede da UMP. Noemie foi atacada.
De quem � a bandeja de comida?
Venha pegar.
Sim!
Tudo certo?
Est� tudo bem, se acalmaram.
Pegamos a tenda.
�timo.
Tenho que ir, Marc. Eu te ligo mais tarde.
�timo. Tchau.
Nicolas! Nicolas!
Seja gentil com sua irm�.
N�o bata nela. Vamos.
O que foi? Por que n�o posso brincar?
Cuidado.
Sim?
� o Vincent.
Sim?
Vim ver as crian�as. Deixe-me entrar, por favor.
S� um segundo.
S� um minuto.
Abra a porta!
Eu n�o deveria deixar ningu�m entrar.
Eu n�o sou ningu�m.
Sou o pai de Liv e Jeane.
Jee-Jee?
Voc� pode me ouvir?
Diga ao homem para abrir a porta.
Eu tenho uma carta do juiz.
Eu comprei presentes.
- Tudo bem. - Desculpa.
Desculpe...
Me reconhece?
Ol�!
Como ela cresceu!
Sim, bem...
Pode me dar um beijo?
Jeane, me d� um beijo!
Olha, eu te comprei alguns presentes.
Venha me dar um beijo.
Vamos. Venha aqui.
Olhe s� todos esses presentes.
Veja...
Veja.
Viu s�? � para voc�!
Me d� um beijo.
Como � que isso funciona?
Veja.
Veja!
Olhe, olhe!
Olha o que eu te trouxe.
Jeane, olhe.
Veja.
Abra.
Est� vendo?
Veja isso.
Viu?
Ei, Vincent.
Como vai?
Bem. Voc�?
O que faz aqui?
Eu vim ver minhas filhas.
Pode me dar um caf�?
Que tal tomarmos um caf� em uma cafeteria?
- Certo, Vincent? - Viu tudo isso?
N�o, eu quero ficar um pouco.
Por favor, Vincent.
Vou colocar isso aqui.
Eu comprei presentes.
- Isso � para Laetitia. - Vincent, por favor...
Estou falando com voc�.
Voc� deixa as crian�as correrem descal�as?
Foi assim que eu as encontrei.
- O qu�? - Foi assim que as encontrei.
Elas n�o deveriam estar descal�as. Cuidado.
Obrigado.
Vincent, me escute...
Quer dar a ele um brinquedo?
Ela est� te dando um brinquedo.
Voc� n�o tem o direito de estar aqui.
D� a ele o brinquedo. D�-lhe um beijo.
- Escute-me. - Ele est� te assustando?
Voc� n�o tem o direito de estar aqui.
- Se voc�s precisam conversar... - Vamos conversar como adultos.
V�o conversar. Voc� pode voltar depois.
- Voc� n�o entende. - Voc� est� assustando ela.
Eu n�o estou assustando ela.
Eu n�o vou embora. Eu vou ficar aqui.
Vincent... Voc� n�o entende.
Venha comigo.
Voc� n�o entende. Eu n�o vou embora.
- Desculpa - N�o me fa�a...
insistir na frente das meninas.
Seja razo�vel. Vamos l� fora.
Ponha ela no ch�o. Vamos conversar.
- N�o. N�o fa�a isso. - Voc� n�o deveria estar aqui.
N�o me toque quando estou segurando minha garotinha.
N�o fa�a isso, certo?
- Acalme-se. - Estou totalmente calmo. N�o fa�a isso.
N�o me toque enquanto a seguro.
N�o estou. Estamos apenas conversando.
- Relaxe, estou tentando te ajudar. - Estou calmo. N�o fa�a isso.
- Marc, calce o sapato. - Sim.
Elas precisam.
- Coloque isso ali. - Escute-me.
Pegue o beb�, Marc.
N�o os subornem com guloseimas. Eles n�o s�o animais.
O que voc� est� fazendo, Marc?
Pegue o beb�.
Vincent, escute.
O que h� com voc�s?
Desculpe por isso.
Voc� sabe que n�o pode estar aqui.
Vamos l� fora, Vincent.
Pegue o beb�, Marc.
Vincent, escute.
- Espere. - Vincent, escute.
Eu tenho uma carta do juiz.
N�o importa. Saia.
Saia voc�! Eu tenho uma carta.
Por favor, Vincent.
- � s�rio, Vincent. - Desculpe, mas...
Vincent, vamos l�.
- Voc� est� me deixando ansioso. - Vamos.
Leia a porra da carta!
- N�o � da minha conta. - N�o na frente dos minhas filhas!
- Certo, acalme-se. - Tire as m�os!
- Vamos l�. - Quem voc� pensa que �?
Voc� precisa sair.
Acalme-se.
Foda-se essa merda!
Nicolas! Nicolas!
Foda-se a esquerda!
Esc�ria socialista!
�s armas, cidad�os!
Formem seus batalh�es!
Marchem!
Nenhum sangue impuro...
Sarkozy ainda tem chance?
Eu acho muito simples.
Crian�as brincam com Legos. Elas constroem arranha-c�us.
Brincam de comerciante. Vendem coisas.
Crian�as nunca brincam de funcion�rios p�blicos.
Nem de comiss�rio pol�tico.
Elas nunca...
Elas nunca brincam de professor.
As crian�as s�o a prova de que a natureza humana � fundamentalmente
de direita.
Eu concordo com as ideias de Sarkozy.
Ele fez tantas coisas legais para avan�armos.
E a esquerda � t�o fraca.
O Sr. Hollande acha que vai ditar a lei na c�pula G8
e fazer Obama e os outros mudarem de ideia.
Mas ele est� errado. Eles v�o com�-lo vivo.
A Uni�o Europeia vai com�-lo vivo tamb�m.
Mario Monti, Mariano Rajoy e David Cameron
n�o concordam com ele.
Ele seria comido vivo.
Ele acha que n�s vivemos em uma bolha, mas n�o.
Vivemos em um mundo globalizado. Temos que acompanhar os tempos.
Oi Laetitia?
� o Marc.
Eu s� queria avisar que Vincent veio.
O qu�? Eu te disse hoje de manh�!
N�o, n�o, eu...
Eu n�o o deixei entrar. Eu chamei o Vatsana como voc� disse.
Eu lhe expliquei! Onde ele est�?
Foi o Vatsana...
Eu chamei o Vatsana. Ele me disse para deixar Vincent entrar.
Vincent apareceu e o Vatsana tamb�m.
Vatsana enxotou o Vincent. Eles discutiram e Vincent foi embora.
Onde est� o Vatsana agora?
Ele est� com voc�?
N�o, ele foi embora. Tinha algo a fazer.
Voc�s tr�s est�o sozinhos agora?
Sim.
Mau sinal. Traga as crian�as aqui.
Venha agora.
Ele voltar�, eu o conhe�o.
Pegue a linha 6
para Montparnasse, depois a linha 12...
para Solferino, ok? Ouviu?
- � uma m� hora? - Vincent.
- Estou te incomodando? - N�o.
N�o checou seu celular?
- Eu desligo nos fins de semana. - Certo.
O trabalho est� pesado, estou acabado.
J� disse, trabalho em um escrit�rio de advocacia, mas n�o sou advogado.
Sim, mas voc� conhece o c�digo penal.
Pode me aconselhar sobre o que fazer.
Quando cheguei, liguei para Laetitia. Quis agir corretamente.
Eu quis conversar primeiro.
Tal qual voc� disse. Eu liguei para Laetitia.
Eu disse, vamos tomar um caf� e depois ver as meninas juntas.
Ela foi totalmente hostil. Me chamou de perverso, babaca...
� isso.
- � isso? - Sim, � isso.
Eu voltei poucas horas depois.
Levei alguns presentes, queria dar para as garotas.
Um cara, bab� ou algo assim...
me deixou entrar.
Ele era pac�fico.
Laetitia estava l�?
N�o. Aparentemente estava no trabalho.
Mesmo que minha visita tinha sido agendada.
- O que � isso? - Uma carta do juiz.
Me d� logo isso!
Desculpa.
Est� perdendo meu tempo.
Ainda d� tranquilizantes a ele?
N�o, e � uma garota.
Diz que estou autorizado a v�-los hoje.
"Ao pai � concedido direitos de visita��o no primeiro fim de semana a partir de maio,
desde que sua m�e esteja presente".
- Voc� deveria ver Liv! - Deixe-me ler.
Voc� deveria ver Liv. Iria ador�-la.
"S�bado e domingo, 5 e 6 de maio. "
Isso foi ontem.
Sua visita foi ontem.
S�bado e domingo, 5 e 6 de maio.
N�o consegui ontem.
� muito espec�fico.
Voc� n�o pode brincar...
Precisei ir a um lugar.
...com a decis�o do juiz.
Precisei ir a um lugar ontem.
Eu liguei para Laetitia e disse-lhe
que s� poderia hoje.
- Ela concordou? - Eu deixei uma mensagem.
A� est�.
- O qu�? - Voc� estragou, simples assim.
Aqui diz que os direitos de visita do pai come�am em 5 de maio ao meio-dia.
� um ponto legal espec�fico.
Se voc� n�o aparecer, mesmo que avise, est� errado.
Ela provavelmente ligou para o juiz.
Ou ir�, e ela tem o direito.
Estou apenas lhe explicando.
Compreendo. Obrigado, Arthur.
- E da�? - � complicado.
O vizinho apareceu?
- Ele te expulsou? - Na frente das minhas filhas!
Isso n�o � legal.
Arthur, d� pra imaginar?
Ele me enxotou na frente delas.
Como devo agir? O que eu posso fazer?
S� me resta aceitar.
Se eu me chateio sou chamado de louco.
Voc� fez certo.
Voc� tem que me ajudar, Arthur. Precisamos revidar.
N�o podemos deixar...
Preciso provar que n�o, n�o sou louco.
Ela est� tramando algo. � perverso.
Emilie, � Marc.
Vou com as crian�as � Rua Solferino para encontrar Laetitia.
Preciso que voc� me encontre l�. � meio complicado.
Evite a Rua Solferino, muito cheia.
Em vez disso, nos encontramos...
na Rua Villersexel.
Villersexel com um V.
� esquina da Rua Villersexel...
Vivemos em Paris, felizmente.
Todos v�o a Solferino.
Eu n�o me importo. Eu n�o vou.
- Por qu�? - Eu odeio socialistas, odeio pessoas.
N�o pode odiar as pessoas. Hoje � hist�rico!
Arthur, � hist�rico. Relaxe.
Quanto custa um advogado?
Eu te pago, preciso de um advogado. Quanto?
Voc� precisa de um advogado para aconselh�-lo.
Para me aconselhar e me apoiar.
N�o pode comprar algu�m para fazer o seu papel.
N�o, para falar por mim.
Percebe que eu tenho mais experi�ncia do que voc� nessa �rea?
Obviamente!
Sou mais objetivo sobre isso.
- Por que est� discutindo? - Eu n�o estou.
� um lindo dia.
Voc� est� p�lido de branco.
Ir� pegar um sol, ver garotas bonitas.
As pessoas estar�o felizes e am�veis.
Leve sua cadela. Talvez ela encontre um cara legal.
- Qual � a pressa? - Minhas filhas!
Acha que podemos resolver isso?
De jeito nenhum! Voc� vai piorar as coisas.
- Ou�o... - Imagine as multid�es infernais!
Se voc� n�o pudesse ver seu cachorro?
Deixe-a fora disso. Ela � velha, ela est� cansada!
Voc� se sentiria solit�rio tamb�m.
Pare com isso! Estou do seu lado, entendi!
Voc� se sentiria vazio tamb�m.
- Deixa a em paz! - N�o vou.
Gostaria que eu fizesse isso com voc�?
Voc� � um idiota.
- Viu como voc� se irritou? - Pode apostar.
Entende como me sinto?
Pare de encher.
- Ent�o entendeu? - Pare.
- E se eu mov�-la? - Pare com isso!
Pare com isso, ela n�o � um travesseiro!
Voc� saber� como me sinto quando...
Pare com isso, eu simpatizo!
Eu entendi o que disse.
Voc� est� me irritando.
Est� me enlouquecendo. Pare com isso.
Viu como isso te deixa louco?
Voc� � o �nico que me deixa louco!
Desculpa...
� dif�cil administrar com dois filhos.
Voc� est� aqui, Emilie?
Ele n�o consegue, sozinho com as duas aqui fora.
Desculpe, liguei para Emilie.
N�o foi planejado.
N�o sei se foi uma boa ideia trazer as crian�as aqui.
N�o se preocupe.
Leve-os para a Rua Solferino.
H� um bar chamado Le Solferino.
Se estiver cheio, espere l� fora.
Fran�ois para presidente!
N�s ganharemos!
Em 30 segundos come�arei.
- Ver� quando eu come�ar a falar. - Est� bem!
- N�o te ou�o. - Nada?
Aumente.
Mais alto.
Vai estourar meu t�mpano.
S� ou�o est�tica...
A atmosfera aqui � incr�vel.
Poder�amos fazer um relat�rio de tr�nsito!
Multid�es transbordam o Boulevard Saint Germain.
A multid�o est� em �xtase.
Quando entramos no tel�o todos aplaudem!
As bandeiras est�o acenando, como podem ver.
A multid�o � muito jovem.
Cuidado, muitas pessoas est�o passando.
N�o se mexa.
Cuidado.
Est� muito cheio.
N�s somos a Fran�a.
N�o estou concorrendo a qualquer cargo.
Estou correndo a Presidente da Rep�blica!
Merda!
Preciso enviar uma mensagem. Fique bem aqui.
Legal! Boa m�sica ambiente.
N�o sei...
- Ent�o, por que chamou Vatsana? - Laetitia pediu.
Voc� � retardado? Segue cegamente as ordens?
Se eu disser "Fique nu e saia correndo", voc� faria?
- N�o. - Ent�o, por que ligou para ele?
N�o tem vontade pr�pria? Sua pr�pria mente?
O que est� fazendo aqui?
- N�o se mudou para o sul? - Sim.
Fui para dois meses. J� estou l� h� um ano.
Voc� n�o ia a Quebec de f�rias?
Nenhum plano para isso ainda.
Pare de dizer que n�o sabe! Parece um disco quebrado!
� s�rio, porra!
Pare de me chamar de idiota.
� est�pido levar beb�s a uma porra de multid�o!
- Ela me pediu. N�o � minha culpa! - � perigoso!
S�o suas filhas, n�o minhas.
S�o suas filhas! N�o me culpe!
Quando precisar de dinheiro, pare de cuidar de crian�as!
Encontre outro emprego!
Fique longe dos beb�s!
Esta � uma grande multid�o!
- � s�rio, porra! - N�o � minha culpa.
Poderia olh�-la um pouco? Volto logo.
Desculpe, � que...
Fique bem aqui, est� muito cheio.
Eu volto logo.
A multid�o ao meu redor est� ficando impaciente.
Todos ansiosos para saber.
O suspense est� aumentando.
Todos os olhos voltados ao tel�o atr�s de mim.
Os socialistas vaiam quando veem Nicolas Sarkozy,
e torcem para si mesmos.
Fran�ois para presidente!
- Deixe-me segur�-la. - Est� muito cheio.
- Ela n�o deveria estar aqui. - Ele ir� lev�-la.
Hollande, comece a trabalhar!
Isso � loucura.
- Jeane est� ali. - Cuidado com minha filha!
V� at� ali.
Acalme-se!
� dif�cil, eu sei. � duro, mas acalme-se.
Acalme-se. Voc� ficar� bem.
Voc� est� bem?
Eu estou em uma espiral. Eu me sinto muito ansioso.
Tudo bem, vou levar Jeane agora.
Voc� est� bem, Jeane? Olha quem est� aqui.
- Pode dar conta mesmo? - Sim.
- Voc� ficar� bem? - Sim, obrigado.
Como vai, Jeane? Vamos sentar.
Como vai?
N�o consigo respirar.
- V� para casa e descanse. - Estou em p�nico.
V� a algum lugar e relaxe.
Preciso ir.
Carole, tenho um grande problema Preciso de um minuto.
Quanto tempo at� a pr�xima transmiss�o?
Certo.
N�o, desculpe, tchau.
29, 28, 27...
O rosto do nosso novo presidente est� prestes a aparecer na tela...
13, 12, 11, 10, 9...
8, 7, 6... 3, 2, 1...
Laetitia, podemos conversar r�pido? Por favor?
- S� por um segundo. - Eu n�o posso.
Me d� s� um segundo. Tenha miseric�rdia.
Se houver algum problema, fale comigo. N�o ligue para o vizinho.
Algum problema aqui?
Estou trabalhando.
Ela � minha esposa.
Solte, ela � minha esposa. De verdade, sim.
Onde est�o as garotas?
� assustador. Olhe s� esta multid�o! � aterrorizante!
Elas est�o seguras, n�o se preocupe.
N�o posso falar agora.
Ela trouxe minhas filhas aqui. Est�o no meio da multid�o.
Estou enlouquecendo com isso. Minhas filhas.
Estou enlouquecendo. Por que trouxe minhas filhas aqui?
N�o pode fazer isso! Estou enlouquecendo!
Estou tendo um ataque de ansiedade!
Elas est�o seguras, eu disse!
� ao vivo?
Sim, estamos ao vivo.
Vamos l�. Estou pronta.
Ao meu redor a multid�o delirou de alegria.
Da Rua Solferino ao Boulevard Saint Germain.
Incerto da vit�ria at� o fim,
todos est�o muito felizes agora.
Como podem ver.
Fran�ois � presidente! Fran�ois � presidente!
N�o mais Sarkozy!
N�o mais Sarkozy!
Esta � a emo��o de uma vida!
Estamos sobre a lua! Bravo, Fran�ois Hollande!
Bravo e bravo de novo!
Vou perguntar como se sentem com a vit�ria,
quais mudan�as esperam, etc.
Foi uma campanha dura.
Desculpe...
Vincent!
Solte-a.
Voc� est� machucando ela.
Tudo bem aqui?
Foda-se!
Fique fora disso!
Pol�cia!
Voc� e o beb� est�o bem?
Eu n�o fiz nada!
Algeme-o.
N�o se mexa.
Esse cara � louco.
� um animal, pulou em mim.
Falaremos com o casal em seguida, preste queixa na delegacia.
Voc� se acha um justiceiro?
Evite contato visual.
Estou falando com voc�. Olhe para mim
Seu ex-marido � violento?
Ele j� bateu em voc� ou nos filhos?
Uma vez ele bateu no meu irm�o na frente das meninas.
Ele passou um tempo internado por isso.
Quer prestar queixa?
N�o, eu s� quero ele nos deixe em paz hoje.
N�o podem sentar aqui. Precisam sair.
Essa mesa est� reservada. Preciso dela em 5 minutos.
S�o da TV?
- H� uma mesa para TV. - Estou com minhas filhas.
Nos d� 5 minutos.
- Precisam sair em 5 minutos. - N�s vamos.
- H� uma mesa para jornalistas. - N�s iremos.
Terminar�o suas bebidas em 5 minutos?
Fa�a seu pedido.
- Quero um Perrier. - Coca pra mim.
Comi uma salada grande.
E um bife.
H� um bom a�ougueiro por perto.
Elas bebem Coca-Cola agora?
Coca-Cola n�o � para crian�as.
Eu preciso da mesa.
Como havia dito.
Agora mesmo. Eu preciso da mesa.
Como dito. V�o para a mesa da TV.
Sua puta!
- Desculpa... - Pague e saia.
Eu vou limpar, me desculpe.
Pague no balc�o e saia.
- Tem um trapo ou algo assim? - Pague.
Um soco ou um chute...
- Seu cr�nio parece bem. - Preciso sangrar?
N�o, mas voc� consegue pensar direito? Tem certeza do que aconteceu?
Acho que n�o. Ou�a, senhor.
Eu n�o costumo ser atacado.
- Exatamente. - � dif�cil pensar direito.
Ent�o n�o tem certeza?
- Claro que n�o. - N�o consegue lembrar exatamente?
Ele bateu em voc� mas talvez n�o fosse de prop�sito?
Eu n�o entendo o que o Marc, a bab�,
fazia no trabalho da sua ex.
Foi o que eu disse. Uma loucura.
- Totalmente louco. - Sim.
E eu sou um tolo.
- O qu�? - Eu sou um idiota.
N�o, voc� n�o �. � verdade.
A bab� vai trabalhar com ela? Ela paga para ele fazer isso?
� idiota, eu sei.
- E voc� est� me fazendo de tolo. - N�o...
Pense nisso, senhor.
N�o contratamos bab�s para ir trabalhar conosco.
V� uma bab� e minhas filhas sentados ao meu lado?
N�o, isso seria estranho.
� hora da festa. Uma grande festa.
- Eu sei, � estranho. - Sim.
� loucura. Eu fiquei desorientado.
Estavam tendo um churrasco ou o qu�?
Eu n�o fa�o ideia!
Voc� n�o tem ideia? Ent�o largue esse papo da bab�.
Me diga o que estava fazendo com sua ex e as crian�as,
e porque voc� bateu no Sr. Guilhem Amesland!
Eu tenho uma carta.
Diz que tenho permiss�o para ver minhas filhas hoje.
Esta manh�... Olha, est� escrito.
Eu sei ler, senhor.
S� estou apontando.
Direitos de visita��o em 5 e 6 de maio, com a m�e presente.
Ela n�o estava l�.
Ela n�o estava l�, mas corria atr�s de voc�?
N�o esta manh�...
- Esque�a esta manh�. - Mas � importante.
Vamos recapitular a situa��o...
- Eu posso explicar. - Sou eu quem explica aqui.
Voc� foi preso na Rua Solferino por agredir algu�m.
Com um beb� em seus bra�os,
uma mulher gritando por ajuda, e um homem tentando ajudar.
� normal. Voc� faria o mesmo se algu�m roubasse suas filhas.
Eu n�o roubei minhas filhas.
- Eu deveria v�-las. - Na presen�a dela!
- Na presen�a dela! - Ela n�o estava l�.
Certo! Ela est� l�, ela se foi...
Ela corria atr�s de voc�, como m�gica! Ela � David Copperfield?
- Eu n�o sequestrei minhas filhas. - Basta, senhor!
Voc� est� perdendo o ponto.
Entre.
Ele n�o prestar� queixa.
Ok, obrigado.
Vamos encerrar isso.
- Eu tenho muito a fazer. - Eu tamb�m.
N�o bata nas pessoas!
Vamos encerrar isso para voc� dar o fora.
Sente-se, senhor! Eu ainda n�o terminei com voc�!
Eu j� tive muita humilha��o por hoje.
Sra. Royal, como sente a vit�ria?
A mudan�a...
� agora
A mudan�a...
� agora
O Partido Socialista est� comemorando...
N�s vamos, mas voc� tem que se controlar l�.
� muito importante.
Depois do que aconteceu hoje,
n�o podemos estragar.
Est� preparado para confiar em mim nisso?
- Voc� confia em mim? - Sim.
Merda!
Eu senti voc� roubando!
Eu senti. Voc� roubou meu celular.
Calma, calma! Voc� est� b�bada.
Como podem, esta noite?
Justo essa noite!
Meu celular foi roubado hoje � noite!
Que direito voc� tem de me empurrar?
Que direito?
D� o fora!
N�o me diga o que fazer, cara!
N�o me diga o que fazer!
Est�o prendendo aleatoriamente? Ele n�o fez nada!
Deixe-o ir!
Des�a!
Fique a� em cima!
- Des�a! - Fique a�!
A festa termina com uma nota amarga, os confrontos irrompem
entre certos indiv�duos e a pol�cia,
que tentam manter a ordem com firmeza, mas sem incidentes.
Ei, Laetitia!
- Ei, como vai? - �timo, e voc�?
- Estou morta. - Sim?
Esta � a Chloe. Chloe, Laetitia.
Beba, beba, baby!
Nenhuma bebida para mim.
Foda-se!
Voc� fala franc�s?
Por favor, jovem, deixe minha namorada em paz.
- Ok, sem problema. - Obrigado.
Agora acho que a ra�a humana � bem violenta...
Sua imagina��o deve servir como um ve�culo
para afast�-la de espa�os violentos.
Lavar as feridas.
- Como no banheiro? - N�o, como um limpador de espa�o violento.
As pessoas reclamam que a vida di�ria � mon�tona.
Mas o que � a vida, se n�o o cotidiano?
O qu�? P�s-rotina? Pr�-rotina?
O que est� dizendo � bem confuso.
N�o � claro.
Talvez n�o...
Mas acho que sua fala
mostra falta de imagina��o.
Voc� est� esmagada pelas expectativas da sociedade.
N�o tem imagina��o quando se trata da vida.
Precisamos de imagina��o o tempo todo.
- Sucesso n�o importa. - N�o faz sentido.
Eu estou muito cansada.
S�rio! Estou exausta.
- N�o quero ser cruel. - Estou cansada.
Estou cansado tamb�m. Fique conosco.
- Vamos, Laetitia! - Boa noite.
� legal, estou exausta.
Ol�.
Voc� estava dormindo?
N�o, estava assistindo algo.
Ficou bem selvagem. Me desculpe por isso.
De qualquer forma, voc� ajudou muito.
Sem problema, est� tudo bem.
As meninas conseguiram dormir?
Sim. Liv apagou assim que deitou.
Jeane demorou um pouco mais.
Certo.
Bem, obrigada.
Voc� foi uma grande ajuda.
Espero v�-lo novamente, em melhores condi��es.
Sim, com certeza.
Voc� mora por perto?
Na verdade n�o. Estou no Nationale.
Certo, isso �...
uma bela caminhada.
Sim.
Muito obrigada.
Sem problemas.
E...
Eu te acompanho.
Eu estava me perguntando sobre o dinheiro...
Merda, desculpe!
S�o seis euros por hora, certo?
Sim.
A que horas voc� chegou?
Acho que por volta das 13:00.
Certo.
Aqui.
O que � isso?
Um presente que Vincent trouxe para as crian�as.
Ele trouxe flores para voc� tamb�m.
Aqui.
Veremos... Quarenta...
Aqui. Mais sete.
� s� o que tenho. Eu te devo o resto.
Eu te ligo amanh�.
Sem problemas.
- Muito obrigada. - N�o se preocupe.
- Tchau. - Boa noite.
Obrigado. Voc� tamb�m.
Quem �?
Vincent.
- Oi. - Ol�.
Sou Arthur, um amigo dele.
Eu vim para garantir que ele veja as crian�as na sua presen�a.
Conforme acordado para hoje.
Quer ver as crian�as agora?
N�o fale comigo. Fale com o Arthur, meu advogado.
E seu vizinho imbecil pode falar com o cachorro!
� uma cadela. Ela n�o morde.
Quer ver as crian�as agora?
- N�o fale comigo, Laetitia! - N�o estou.
- Acalme-se. - Desculpa.
Estou aqui para garantir que respeite o acordo.
N�o foi respeitado ontem ou hoje.
- S�o 2 da manh�! - Ainda � fim de semana.
Devemos tentar respeitar o acordo.
Eu s� quero ver minhas filhas, mesmo que dormindo.
N�o irei acord�-las agora.
A decis�o do juiz n�o foi respeitada.
Estou representando o Vincent aqui.
Voc�s dois t�m um problema de comunica��o. Estou aqui para mediar.
Vincent, por favor.
Perante o juiz, voc�s dois concordaram
sobre esta decis�o.
N�o foi respeitada.
A carta especificou as datas.
Ontem e hoje.
Ontem, Vincent n�o conseguiu.
Hoje, isso n�o aconteceu porque voc� n�o estava em casa.
- Certo. - Voc� est� em falta hoje.
� por isso que estamos aqui.
Eu sou culpada hoje, e eu vou te dizer o porqu�.
Ontem, Vincent n�o honrou nosso acordo.
Por qu�? Porque ele � irrespons�vel. Ele nem me ligou.
Por que voc� n�o honrou hoje?
- Ent�o n�o tenho culpa. - Espere.
N�o se irrite. Arthur � um advogado. Ele conhece a lei.
Acalme-se, escute-o.
- � rid�culo se n�o pudermos... - Podemos entrar?
Deite.
Posso entrar?
Eu s� acho que � importante tentar recuperar
o esp�rito do dia em que viram o juiz.
Encontrar uma maneira das crian�as verem o pai.
Eu sei que voc� concordou com isso.
- Sim. - Apesar do seu passado...
Rimmel!
Ele cometeu um erro
por n�o aparecer ontem. Voc� tamb�m est� em falta.
Ainda era fim de semana ainda � agora.
Voc� n�o estava de folga?
Sim, mas eu fui chamada!
Eu ia contar a ele mas ele n�o veio.
N�s esperamos o dia todo por ele.
Deixe-me falar com ele.
Ele n�o veio ontem, ent�o eu n�o pude.
Hoje � o problema, n�o ontem!
Hoje voc� envolveu a pol�cia!
- Voc� me perseguiu o dia todo. - Pare!
- Voc� me perseguiu no trabalho. - Corte essa.
- N�o vai escapar dessa. - Processe-me!
N�o ir� roubar minhas filhas!
Certo, maravilhoso!
Ouviu? N�o deixarei que sequestre minhas filhas.
Estamos tentando estabelecer regras...
- N�o permitirei. - Voc� � uma idiota.
Voc� � uma idiota.
- N�o deixarei que roube minhas filhas. - Pare com isso.
- Ouviu? - Qu�o est�pida voc� pode ser?
Vincent...
Isso n�o vai funcionar. Preciso ir.
Se insistirem em gritar com o outro, tudo bem.
Mas nunca vai resolver nada.
- Voc� n�o ir� perd�-las... - Inacredit�vel.
Est� dizendo que vou roubar suas filhas?
Est� dizendo vou sequestrar suas filhas?
� isso que voc� est� dizendo?
- � isso? - Sim.
Ent�o voc� � uma cadela est�pida.
Isso n�o vai funcionar...
Eu sou o pai delas!
Ent�o n�o � sequestro!
Tenho permiss�o para ver minhas filhas!
Sequestradores v�m de fora da fam�lia!
Mas eu estou com medo!
Voc� est� assustada? Eu tamb�m! Porque voc� est� doente!
- Tire as m�os! - Teme por suas filhas?
Chega.
J� estou farto!
Cale-se. Voc� me persegue no trabalho.
Voc� nunca est� aqui!
Acha que suas filhas s�o brinquedos.
- Pare com isso. - Suas filhas s�o brinquedos para voc�.
- Pare com isso. - "Pare com isso!"
Pare com isso agora, ok?
Tenho o direito de ver minhas filhas!
- Voc� ir� pagar por isso... - Pare com isso!
N�o tem o direito de bater nele.
Sem bater. Isso est� ficando feio.
Voc� � uma puta est�pida!
Eu sou o pai delas! Elas s�o minhas filhas! Ouviu?
N�o se leva beb�s a enormes multid�es!
- Em uma rua local. - Bobagem!
Cale-se! Voc� n�o tem desculpa! Sem desculpa!
Calem a boca, voc�s dois!
- Desculpe, Arthur. - Pare de gritar. Escute-me.
Isso � loucura!
N�o me olhe assim. Como se atreve a acus�-lo?
Hoje, e por meses.
Voc� est� jogando com ambiguidade.
Por que conseguiu a cust�dia? Ele � violento? N�o tenho essa certeza!
A lei favorece as mulheres. Voc� est� aproveitando.
Escute isso.
- Bem aqui. - Cale-se.
"Negado o pedido para impedir visita do pai".
Sabe o que isso significa?
Ele tem o direito de v�-los.
Ele tem direitos de visita��o.
- Eu sei disso. - Quieta.
� um direito heredit�rio b�sico.
Ponha isso na cabe�a. N�o pode impedi-lo de ver suas filhas.
Voc� n�o pode par�-lo.
Desculpe Arthur, viu como ela � louca?
Ela est� sempre me obrigando a estourar.
Levou meus beb�s para uma enorme multid�o.
- Pare de atuar. - Temo pelas minhas filhas.
D� um tempo, Laetitia. Deixe-me falar com o Arthur.
- N�o mande em mim aqui. - N�o estou.
Amadure�am.
Deixe-me falar com voc� por um segundo.
Sua filha tem 2 anos!
Honestamente! Voc� acha que ela quer isso?
- � constrangedor. - Por que estou aqui?
N�o h� sentido.
Voc� � t�o desagrad�vel. Hostil.
- Sou hostil? - Totalmente hostil.
Deixe-me dizer-lhe...
Sabe por que sou hostil?
Porque voc� me persegue o dia todo!
Voc� levou as crian�as � multid�o N�o percebe?
- N�o foi planejado. - S�o beb�s!
E se morressem? Seria planejado?
N�o fale comigo sobre planos!
- N�o leve beb�s � multid�o! - Eu tive medo de voc�!
Est�s doente! Eu trouxe presentes. Largue essa paranoia!
Voc� n�o se preocupa
que eu tenha mais medo de voc� do que minhas filhas na multid�o?
- Estou t�o preocupado. - Voc� me enlouquece!
Tenha medo, tenha muito medo!
- Eu tenho! - Tenha medo de si mesmo!
- Viu como �? - Sim, estou aqui para acharmos uma solu��o.
Uma solu��o pac�fica, n�o assim.
- Eu sei, desculpe. - Voc� est� ajudando!
Esse sil�ncio � favor�vel � boa comunica��o.
- Voc� sabe se ele est� comprometido? - Pode ouvi-lo?
Voc� vai ouvi-lo?
- Ele � violento. - Consegue fazer isso?
N�o tem jeito? De jeito nenhum?
- Meu irm�o foi hospitalizado. - Cale a sua boca!
- Vincent, por favor. - Voc� finge ser legal.
Est�vamos chegando a algum lugar.
Pare com isso, pelo amor de Deus!
- N�o, isso n�o. - N�o me bata.
N�o me bata.
Sem viol�ncia.
Onde voc� estava ontem?
Ontem? Eu n�o consegui, ok?
N�o poderia ter ligado?
N�o poderia enviar uma mensagem? � muito dif�cil?
Eu vim com Arthur agora!
N�o poderia me ligar?
Est�s doente! Voc� � a maluca!
Eu sou louca?
- Voc� me perseguiu no trabalho! - Acalme-se.
Sim, porque n�o h� como falar com voc�!
Certo?
Parem, porra!
Isso � rid�culo!
- O qu�? - Que loucura.
- Querem acabar com o outro? - Sim.
Isso � uma loucura.
Assim que se acalmarem, est�o se digladiando.
Desculpe, Arthur.
V�o em frente, ponham pra fora.
N�o, espere...
N�o preciso que um artista perdedor me diga o que fazer.
Sempre na sua pequena bolha!
Desenhando seus pequenos desenhos animados!
Eu fa�o algo �til ao pa�s. As pessoas me assistem.
Elas decidem o que pensar, em quem votar.
Eu os ajudo a entender.
Ent�o n�o me critique. N�o me menospreze.
Que triste, pessoas decidindo em quem votar
com base na sua conversa.
Venha aqui...
Da-da...
N�o coma isso. Venha aqui.
Em m�sicas assim, h� sempre uma parte feliz que � uma droga.
- Esta parte. - A m�sica?
Eu gosto.
Mas esta parte � uma merda.
N�o � para ser apenas triste.
Ou apenas feliz. Alterna.
� uma arte complexa, como um todo.
S�rio. Pense nisso.
Como um todo?
Almeja a totalidade.
Na minha opini�o.
As garotas est�o ficando mimadas.
Olhe s�.
Brinquedos em todo lugar.
Quem os compra? Voc� compra tudo isso?
Voc� est� bem?
Desculpe.
Voc� � mesmo um advogado?
- Quase. - Certamente n�o parece um advogado!
Terei meu diploma em breve.
O que voc� acha que se parece Laetitia?
Quem �?
Virgil.
Quem � Virgil?
Esse � Virgil.
Vincent, o pai das meninas...
E Arthur, seu advogado.
Amigo dele.
Boa noite, senhores.
Boa noite.
Eu estive nas ruas.
Estamos atrapalhando, Laetitia?
N�o, tudo bem.
Eu que atrapalho.
Aqui.
- Cerveja, Arthur? - Obrigado.
Vincent, estou muito contente em conhec�-lo.
Gosto muito de suas filhas, Liv e Jeane.
- Sei que � tolo. - Sim, elas s�o meigas.
Elas s�o meigas.
Se um dia voc� morrer em um acidente de avi�o...
deixar� para tr�s duas belas filhas.
Deve ser bom saber que tem duas filhas em sua vida.
Sei que � tolo, mas eu queria dizer isso. Estou feliz em te conhecer.
O que...?
Podem rir, eu entendo.
�s vezes esquecemos as coisas simples.
Est� apaixonado pelas minhas filhas ou o qu�?
- Sim, estou apaixonado por... - Olhe s�.
Eu ainda n�o aceitei a ideia de um cara toc�-las.
Eu n�o as toco muito.
Eu n�o estou falando de um pai. Eu quero dizer um namorado.
Sim, eu sei.
� uma galinha.
Eu comprei para Jeane.
Deve ser muito cuidadoso. Ele p�e ovos.
Exatamente o mesmo tamanho que... v�?
Um tomate.
Certo. Por isso tenha cuidado.
Essa � a primeira vez que eu vi voc�s dois juntos. � lindo.
Voc�s se amavam. Eu sei que � tolo.
Qual � a sua?
S�rio, eu...
Eu amo Laetitia.
Pensar em voc�s dois juntos me faz feliz. Voc� � um cara legal.
Eu realmente me sinto intimidado vindo depois de voc�.
� sempre estranho quando dois homens que tiveram a mesma mulher se encontram.
Vou passear com o cachorro.
Podem rir.
Prazer em conhec�-lo tamb�m, cara.
- Ela precisa sair para urinar. - Certo.
- N�o se importa? - N�o.
Voc� � muito gentil.
Aonde voc� vai?
O cachorro precisa tomar um ar.
Voc� ser� mais gentil.
Voc� diz isso porque me acha inofensivo?
Acha que eu n�o machucaria uma mosca?
N�o.
Quer que Laetitia esteja com um cara legal?
Eu n�o sei.
Concentre-se, voc� parece distra�do.
Voc� sente que...
Laetitia precisa que um cara legal e pac�fico
cuide dela?
Se voc� beber tudo...
Com licen�a, voc� sabe que �.
Essa � a maior dose de vodca que eu j� bebi.
Preciso de mais cerveja.
Ir� vomitar se continuar assim.
Querem fumar?
Tenho maconha. Querem fumar?
Fume se voc� quiser.
N�o, obrigado.
Sabe como � com uma garota.
Virgil, desculpe-me.
� estranho o jeito que voc� fala comigo.
Todos esses segredos.
� estranho, eu n�o sei o que devo dizer.
Eu n�o sei se voc� mora aqui.
Prefiro que Laetitia fale sobre isso.
Ela n�o vai me dizer.
Eu n�o tenho nenhum problema com isso.
Eu n�o estava com ela quando voc� estavam junto.
Foi bem depois.
Ele adormeceu.
Ei, n�o h� problema.
N�o, mas eu queria te dizer. Nos conhecemos depois.
Muitos meses depois.
Eu n�o tenho nenhum problema com isso, s�rio.
Nenhum problema mesmo.
N�o � isso.
Voc� deveria ouvir como Laetitia fala de voc�.
� como se ela ainda te amasse.
Quero que voc� saiba disso.
Eu n�o sinto ci�me.
Nenhum mesmo.
Se alguma vez eu trocar as fraldas ou algo assim,
n�o � como se eu fosse voc�.
Isso � outro assunto. Fique fora disso. Essa � a �nica coisa...
A �nica coisa...
que voc� n�o pode tocar.
A coisa do pai.
Isso �...
Liv e Jeane...
Eu sou o pai delas. Sempre serei o pai delas.
At� o dia que eu morrer. O dia em que elas morrerem.
Eu n�o estou tomando o seu lugar.
Eu sei. Por isso estou dizendo que gosto de voc�.
E � por isso que estou dizendo, eu n�o quero que isso aconte�a.
Eu n�o quero cair em um cinismo pequenez.
Comigo aqui e tudo.
Desculpe... estou aqui e � estranho.
V� essa parede? Fui eu quem pintou de cinza.
Sua presen�a est� em toda parte, Vincent.
Sem problemas.
Eu n�o posso relaxar. Estou sempre pensando,
"Isto pertence a ele, ele colocou isso a�... "
Ou�a, Virgil. Voc� pode ter tudo isso.
N�o me preocupa. Tudo que eu quero...
s�o minhas filhas.
Eu sei disso. Eu sei.
� tudo o que eu quero.
� isso.
Eu sei.
Vamos.
Tudo bem, Laetitia?
Sim.
Boa caminhada?
Estou muito cansada.
Gostaria que fossem embora.
Sim, certo.
Ou�a, foi um prazer, Virgil.
Um prazer.
J� vou. Tchau.
Tchau, Laetitia.
Tchau, Arthur.
- Deixou alguma coisa? - Ligo amanh� para as crian�as.
Cuide-se.
Virgil...
Tchau, Vincent.
Que bom.
Eu esperei o dia todo.
Como?
Eu esperei o dia todo para te abra�ar assim.
Sentir seus pequenos seios em mim.
Seu cheiro me excita.
Voc� faz a seiva escorrer da �rvore.
Eu sou o escravo que colhe a seiva
e pulveriza a un��o diab�lica sobre todo o meu corpo.
Voc� � bobo.
Voc� � mais animal que humano.
Voc� � um daqueles animais raros...
sem bando.
A maioria dos animais anda em grupos mas voc� est� sozinha.
Quando eu te vejo, um inc�ndio acende em mim.
Mesmo. � como se voc� acendesse todos os meus aquecedores.
- N�o diga. - Ainda � maio e estou queimando aqui.
Espere.
Espere!
Assim � melhor!
Me d� um cigarro. Me d� trago.
Passa pra mim.
Como � bom!
Eu estou t�o excitado. Nunca fiquei t�o excitado.
Eu nem sei como agir! Eu n�o sei o que fazer!
V� em frente!
Como � que essa coisa funciona?
Merda, merda, merda!
Como isso funciona?
� f�cil...
E essa perna?
N�o � assim...
Por que eles usam tantos z�peres agora? Isso � imposs�vel!
Seus p�s cheiram t�o bem!
Quero me masturbar com o cheiro!
Voc� passou o dia todo suando mas voc� cheira...
maravilhosamente!
Ela � bonita, mas sem piquenique.
Ela ir� construir um muro entre voc�s.
- Ela j� fez isso. - Est�o fartas de n�s.
Somos muito desagrad�veis.
Totalmente.
� verdade. Voc� realmente n�o parece um advogado.
Sabe, Laetitia...
Ela estava certa. Voc� realmente n�o parece um advogado.
Senhorita?
Esse cara parece um advogado?
Um barista?
Eu pare�o t�o jovem?
Estava me perguntando se ele se passaria por um advogado.
Ele se passaria por um advogado?
Um corrim�o? Como em uma escada?
N�o, a profiss�o!
A profiss�o de advogado.
Advogado � um trabalho?
Claro que �! Voc� sabe, eles defendem as pessoas.
Eles tentam defender as pessoas.
Como um advogado?
Certo, um advogado!
Ele parece um advogado?
Eu n�o sei.
Voc� n�o se parece em nada com um advogado.
Eu te disse. N�o tem express�o. Quem iria contrat�-lo?
Al�m de mim!
Idiota!
S�rio...
S�rio.
Hoje eu aprendi o qu�o dif�cil � defend�-lo.
Legendas e tradu��o PT-BR: gooz makingoff.org
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