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ESPIANDO MARINA
Mam�e, mam�e!
N�o!
N�o!
- N�o! - Senhor, senhor!
Est� se sentindo bem?
- Sim, estou melhor. - Tem certza? - Sim.
Precisa colocar o cinto, por gentileza, j� iremos aterrissar.
- Senhor, coloque o cinto. - Sim, claro.
Seu visto vale por tr�s meses.
- Boa estadia, senhor! - Obrigado!
- Sr. Lecom? - Sim.
- Bem vindo a Buenos Aires! - Achei que seria dito por um amigo.
Seu amigo est� a sua espera, venha comigo.
Pelo visto, colocaram algu�m para me escoltar durante a viagem?
Obrigado.
Miguel.
J� pegamos seu passporte.
- N�o confiamos em voc�. - O que ele disse?
- Miguel n�o fala sua l�ngua. - E diga que eu n�o falo a dele.
Ele s� disse que n�o confiamos no senhor, mas n�o se preocupe.
Voc� ter� seu passporte de volta em breve, Sr. Steiner.
Por mim tudo bem, mas diga a este cavalheiro...
que fique com as m�os longe dos meus bolsos.
Voc� � um filho da puta, policialzinho de merda!
N�o fala minha l�ngua, mas isso eu entendi bem.
Viu s�, babaca?
Por aqui.
Lecom. Monsieur Lecom.
Isso agora n�o tem utilidade. Seja bem vindo, Mark.
Posso usar seu verdadeiro nome. Fique tranquilo, estamos entre amigos.
At� agora, de amizade, eu vi muito pouco.
- Quer beber alguma coisa? - N�o.
Melhor assim. Ouvi dizer que ultimamente tem exagerado nas doses.
Est� bem informado.
- Simples precau��o. - Nada mais justo.
Mas posso assegurar que n�o sofro mais desse mal, se te preocupa.
Que bom para voc�, porque eu n�o tolero falhas.
E eu muito menos. Posso saber quem � o alvo?
- Ainda n�o. - N�o confia em mim?
Uma quest�o de prud�ncia. Para mim e para voc� tamb�m.
- Por que me escolheu? - Por tr�s raz�es.
Primeiro, porque � um excelente atirador, talvez um dos melhores.
Segunda: eu n�o queria um assassino profissional...
e voc� est� fora do circuito.
E a �ltima, � que ter� um �timo motivo: Vingan�a!
Pode explicar melhor?
Digamos que se tratam de pessoas muito cuidadosas e organizadas.
Que fazem parte da c�pula.
Mas sei que com voc� ainda t�m uma grande d�vida...
desde quando era tira na Fl�rida.
E esta ser� a oportunidade perfeita para acertar as contas.
Porque seu alvo � o filho de um dos pilares daquela organiza��o.
N�o esperamos com isso demolir o pr�dio inteiro...
mas com sua ajuda, esperamos come�ar a estremecer a base.
Devemos agir s� hora certa, pois s�o pessoas muito astutas.
E vou te avisando que precisar� ter muita paci�ncia a intelig�ncia.
Por que voc� descobrir� quando for a hora, do que se trata.
Por mim, tudo bem.
E a recompensa, voc� j� sabe: 100 mil d�lares.
20 mil de adiantamento, e o resto...
Em Montevideo, quando tiver cumprido a miss�o.
Ir� morar num apartamento comum, de forma an�nima.
Encontrar� todas as informa��es que precisa dentro do envelope.
Tente se comportar naturalmente. Ningu�m ir� incomod�-lo.
As pessoas daqui se interessam somente em suas pr�prias vidas.
Entraremos em contato com voc� quando acharmos necess�rio.
Este � seu novo passporte...
Sr. Harold Martinez, de S�o Francisco.
Visto de perman�ncia, dois anos.
Mas n�o se preocupe, no m�ximo daqui h� um m�s estar� fora daqui.
Ent�o, boa sorte, Sr. Martinez!
Agora isso n�o tem mais utilidade, pertencia ao Sr. Lecom.
Claro.
Muito obrigado, senhor.
Eles pensaram em tudo.
"Os brinquedos est�o no arm�rio no quarto ao lado. Use a terceira chave."
Certo.
Isso machuca!
Mam�e!
N�o!
Mam�e!
Meu Deus, j� s�o 7:30! Tenho levar Danny para a escola!
E a�, gostos�o?
Vamos nessa, muchacho!
Que gato!
Assim, ficamos mais tranquilos.
Sou limpa, eu gosto de limpeza.
Naquela caixa tem camisinhas, amigo.
Escolha a que preferir, tem de v�rios tipos e gostos.
Ent�o, por que n�o fala nada?
Voc� deve ser daqueles que falam pouco, n�o �?
- E da�? - Tem raz�o. Que me importa?
O importante � que pague.
N�o, primeiro a grana.
N�o � isso. Eu disse que era 100 d�lares.
S�o de verdade.
- O que est� fazendo? - � para marcarmos o tempo.
Sabe, porque com um gostos�o como voc�...
posso passar do tempo, mas n�o posso, entendeu?
- E tempo � dinheiro, n�o �? - Isso.
N�o se preocupe, ver� que seu dinheiro foi bem gasto.
Serei boazinha com voc�. Depois me dar� um presentinho a mais.
Vamos l�, est� esperando o qu�?
N�o vai se arrepender de ter me escolhido.
Vamos l�, tempo � dinheiro!
Deixa eu colocar isso.
O que foi, n�o est� afim?
Qual o seu problema? Ficou doido?
O que quer de mim? Socorro! Socorro!
Tirem-no daqui, ele est� maluco!
Ele � maluco!
Matem ele! Filho da puta! Desgra�ado!
Sabemos que est� a� dentro! � melhor se render!
Eu prometo que se for razo�vel, podemos reduzir sua pena!
- N�o h� como escapar! - Quero 100 mil d�lares e um avi�o!
Ningu�m atira, s�o atiradores de elite de MIami.
...se n�o quiserem que eu exploda a cabe�a desse moleque!
- Poderia ser meu filho. - Ou o meu.
Repito, quero 100 mil d�lares e um jatinho � minha disopisi��o!
Se n�o quiserem que eu exploda a cabe�a desse moleque!
N�o estou brincando! Eu mato ele!
Tragam o que eu pedi! Darei uma hora para voc�s, ou eu mato...
- M�os ao alto! - Est�o todos presos!
N�o! Isso n�o estava no acordo!
Depressa!
Vamos dar o fora!
Est� se comportando como um idiota.
- J� chegou? Mas que bela surpresa! - Oi, Irene!
- Como est�? - Oi! - Oi!
Meu bem, ali em cima tem um presentinho pra voc�.
Veja se gosta.
Sabe de uma coisa, Danny? Talvez no seu quarto tamb�m tenha um pra voc�.
Oh, amor! � lindo! Maravilhoso!
Deve ter custado uma fortuna.
- Onde conseguiu dinheiro, Mark? - Eu roubei um banco, n�o sabia?
Por favor, sem brincadeira!
Obrigada!
Pai, este � um carrinho de controle remoto!
Me desculpe, meu bem, mas agora vamos brincar.
Deixe-me ver.
Agora, vamos tir�-lo da caixa.
Deixa eu te mostrar. � assim.
Pra frente e pra tr�s.
Pra cima e pra baixo.
Eu te quero!
- Por favor! - J� chega!
Isso, assim! Est� me deixando louca!
Feche a janela, n�o quero que ningu�m nos veja.
Tango! Para onde est� indo?
Isso n�o se faz, volte para dentro! A� n�o � a sua casa!
Volte aqui, venha! Com licen�a, posso entrar?
Que bagun�a! Copos, jornais...
Ei, com licen�a! Posso entrar?
Tango, volte aqui! Por favor, venha c�!
Onde diabos voc� est�? Que droga!
Tem algu�m em casa?
Merda!
Tango, cad� voc�? Achei voc�!
Voc� foi se esconder logo aqui?
Da pr�xima vez, voc� vai levar uma li��o!
Droga! Me desculpe!
- N�o fiz por querer! - O qu�?
Quer dizer que n�o entrou por querer no meu apartmento?
Eu chamei, mas ningu�m respondeu, ent�o achei que n�o tinha ningu�m.
- � �bvio! - Mas eu tinha um motivo.
- E qual era o motivo? - Olha, vai achar estranho, eu sei...
Aposto que n�o vai acreditar, eu...
- Estava procurando uma cobra. - Uma cobra?
� verdade, e estava aqui dentro h� quinze minutos atr�s.
Estava atr�s do seu sof�, mas n�o se preocupe.
Ela � boazinha, n�o � perigosa. E eu j� a levei para minha casa.
E n�o est� esperando que eu acredite em voc�?
N�o me importa se n�o acredita! N�o estou nem a�!
Existe um nome para o que fez. Sabe qual �?
- N�o, qual �? - Viola��o de domic�lio!
Eu posso denunci�-la e mandar prend�-la!
� mesmo? Ent�o v� em frente, est� esperando o qu�?
Inferno!
Mas serei bonzinho desta vez. N�o quero arruinar a sua reputa��o.
Agrade�o pela sua benevol�ncia, mas deixe eu ir embora!
- Mas espere um pouco! - Por qu�? O que quer que eu fa�a?
- Que me responda algumas perguntas. - Sim, por exemplo?
Quem � voc� e o que estava fazendo no meu apartamento?
- Prefiro ser interrogada pela pol�cia. - Eu respondo por voc�.
Voc� nasceu no sul da It�lia. Quando era pequena...
seus pais se mudaram pra c� porque l� n�o conseguiam trabalho.
Voc� cresceu aqui, mas mant�m vivas as lembra�as da sua terra...
com ajuda daquela m�sica que sua m�e costumava cantar.
- E que voc� canta at� hoje. - Voc� n�o acertou nenhuma.
Eu nasci em Mendoza, e minha m�e masceu na Hungria.
E quando ela morreu, eu me mudei para uma grande fazenda...
onde cresci junto com uma menina italiana.
E foi ela que me ensinou as m�sicas que ouviu.
- Ouvi outras coisas tamb�m. - N�o acha que est� sendo indiscreto?
N�o estou falando daquilo. Eu a ouvi chorar.
N�o se parece com a garota que canta aquelas m�sicas.
N�o sabia que as mulheres podem ser imprevis�veis?
Para mim n�o!
- Tem ceretza? - Eu aposto!
- Ou�a um conselho de amiga... - Como amiga, se nem nos conhecemos?
Ent�o para mim � melhor assim, porque n�o fa�o quest�o! Fui!
Al�?
Sim, � claro! Como vai?
Estou bem, obrigada. Estou com saudades.
Voc� sabe que eu te amo!
Claro, como quiser!
Claro!
Acabei de sair do banho. Claro que n�o.
Sim, vou te esperar mais tarde.
Ei, Tango! Me rodeando, n�o �? Para onde acha que vai?
Venha c�!
O que est� fazendo?
Agora tenho que ir. Seja bonzinho.
At� mais tarde!
Marina Valdez.
Ol�, gracinha! Maldita!
Olha s�!
Que diabos est� fazendo no meu apartmento?
- S� estava dando uma olhada. - E quem lhe deu permiss�o?
Achei que n�o precisava, e aproveitei para devolver a visita.
Eu n�o entrei no seu apartamento para bisbilhot�-lo!
Entrei l� porque precisei!
S� vim dar uma olhadinha.
Mas foi o suficiente para saber que seu nome � Marina Valdez.
Sr. Martinez, seu nome est� escrito na porta, na entrada.
Assim como o meu. Podia ter descoberto da forma correta.
N�o acho que esteja preocupada com sua privacidade.
H� poucos minutos, voc� estava aqui deitada, nua...
brincando com a sua cobra com a janela aberta.
E n�o diga que n�o esperava que eu n�o a visse?
Eu nem pensei nisso!
O que est� dizendo? N�o se iluda!
Eu sei que voc� me espiona e que � um pervertido!
Agora pode dar o fora!
Pela porta!
Obrigado!
"Uma carro vir� te buscar �s 11. E leve o brinquedinho!"
Nada mal, muito bom!
Ele disse para n�o mirar tanto nas cabe�as.
Nos brancos.
Santiago, pegue tr�s alvos brancos.
Agora fica um pouco mais dif�cil.
Vamos ver como ficam com um tiro de longa dist�ncia.
Est� pronto?
S�o todos seus.
N�o parece muito simp�tico.
N�o me convenceu em nada! Um tira � s� um tira.
Agente especial Mark Derrick.
Esta comiss�o examinou todos os documentos...
que incriminam voc�, elaborados pelo comit� de inqu�rito.
E sustenta sua participa��o em atos de corrup��o...
com base em provas e fatos.
E portanto estabelece que voc� seja expulso da pol�cia...
e ir� preparar seu relat�rio.
Acho que j� � o bastante, Sr. Martinez!
Me pega!
Me pega, isso!
- Me disseram que est� em boa forma. - Obrigado.
- � hora de agir? - Ainda n�o, n�o podemos falhar.
Devemos peg�-lo quando ele menos esperar, ou estamos acabados.
E enquanto isso, vou continuar trope�ando no escuro?
Por que ao menos n�o me diz quem �?
Vai continuar vivendo sua vida normalmente, at� chegar a hora.
Aproveitando, me disseram que quase n�o sai do seu apartamento.
Acho que sair um pouco faria bem � sua sa�de.
Da minha sa�de, eu mesmo cuido!
Pode chamar a pol�cia, se quiser!
Para invasores de domic�lio, sempre se pode fazer um acordo.
A que devo sua visita?
Voc� se apropriou de algo muito �ntimo...
- que me pertence. - E o que seria?
Entendi.
E h� algo que eu possa fazer para ressarc�-la desse furto?
- E o que sugere? - Nada de decente.
- � mesmo? - Vai ficar surpresa.
Eu duvido, mas pode tentar.
Continue, nada mal pra come�ar.
- Sabia que ia vir aqui! - Eu tamb�m!
Uma hist�ria t�o banal.
Que parece sa�da de uma novela.
Quando meu Pai foi embora, as coisas pioraram.
E pioravam cada dia.
Estava sozinha, sem estudo e era muito dif�cil encontrar um emprego.
E os poucos que conseguia, nunca me pagavam.
Ent�o eu conheci Hank, ele era muito rico.
Era forte, enquanto que eu era jovem, boazinha...
N�o tinha outra escolha. De certa forma, eu fui comprada.
Embora eu esperava que um dia pudesse me livrar dele.
Mas no final, acabei aprendendo a suport�-lo.
� engra�ado como as pessoas se acostumam com tudo.
E voc� gostava dele?
Sim, acho que sim.
Eu senti prazer v�rias vezes.
Mesmo quando ele me mordia, me batia...
Dizem que o nosso instinto animal � a base da nossa vida.
O le�o morde a leoa quando ele quer.
O gafanhoto mata o seu macho.
Quando ele me pega, faz de forma violenta e impiedosa.
Mas eu gosto. Mesmo se eu me sentir suja.
Mam�e!
N�o!
J� est� tarde, tenho que levar Jimmy para a escola.
N�o!
Voc� teve uma noite agitada. Voc� tamb�m tem seus fantasmas.
- Ou�a, Marina... - N�o!
N�o quero saber de nada.
Agora te pe�o que v� embora, � melhor.
Est� esperando por ele?
- O que est� fazendo aqui? - Eu te segui.
- Por qu�? - Porque te quero.
- Aqui? - Aqui!
- Eu te amo! - Eu tamb�m!
Por que est� me olhando assim?
Sabe, h� muito tempo que n�o desejo uma mulher, como desejo voc�.
- Est� dizendo a verdade? - Eu te quero s� para mim.
Eu tamb�m.
Mas eu perten�o a aquele homem, e ele nunca permitir�.
Ele sempre me obrigar� a fazer as piores coisas...
N�s podemos fugir. Por que n�o fugimos juntos?
O que est� fazendo?
Eu te adoro.
- Eu te amo! - Eu tamb�m!
- Vamos dan�ar, venha! - Eu n�o sei dan�ar isso!
Que import�ncia isso tem, venha!
- Eu te quero! - Voc� � maluco? Podem nos ver!
Tire suas roupas!
- N�o deveria estar fazendo isso. - Por que n�o?
Voc� n�o me deve nada, deixe-me ao menos agradecer.
No fundo, s� fa�o isso porque sou diferente das donas-de-casa.
O que deu em voc�? As donas-de-casa fazem isso com voc�?
N�o, desculpe, � minha culpa.
Voc� � maravilhosa. � mesmo magn�fica.
E da�?
- N�o me sinto honesto com voc�. - O que quer dizer?
N�o estou entendendo!
J� viu um bom filho da puta... Querendo ser um sonhador?
Ent�o olhe para ele, est� bem aqui na sua frente.
E sabe qual o resultado? Uma decep��o completa.
Voce n�o sabe nem meu nome verdadeiro!
N�o sei muita coisa sobre voc�, mas talvez seja melhor assim.
Mas o sil�ncio n�o apaga o passado. Muito menos as mem�rias.
Devia am�-la muito, n�o �?
Talvez eu n�o seja mais capaz de amar de verdade.
N�o me contentava com o que tinha e queria sempre mais.
Meu nome � Mark Derrick e sou de Miami.
- Voc� � um policial, n�o �? - E como sabe?
Imaginei quando vi uma arma.
E geralmente, quem anda armado, ou � um policial ou � um bandido.
E entre os dois, esperava que fosse um policial.
Eu n�o queria ser nunca mais.
Eu deixei inutilmente me convencer...
que me corrompendo, daria � minha mulher e meu filho uma vida melhor.
Mas a verdade � que isso s� dizia respeito a mim.
Na �poca, eu trabalhava na Brigada de Narc�ticos de Miami.
Me sentia importante e eu gostava daquele trabalho.
Mesmo se fosse um trabalho sujo e perigoso...
que me fizesse viver na merda...
e nem sempre terminasse do jeito que eu queria.
- Fiquem onde est�o! - Pol�cia, est�o todos presos!
M�os ao alto!
Cuide dele!
N�o se mexa! Venham aqui!
Prendam-no!
E um dia, algu�m me veio com uma proposta.
No come�o, n�o parecia nada de car�ter ilegal.
Apenas dar algumas informa��es sobre os movimentos na Narc�ticos...
em troca de alguns presentes.
Mas depois, os presentes come�aram a ser mais frequentes...
e mais tentadores.
Isso!
"Amanh� ter� uma surpresa", dizia o bilhete.
O dinheiro come�ou a aparecer como m�gica.
Mas era um dinheiro que vinha f�cil para minhas m�os.
Eu tentei sair, mas finalmente abacou f�cil, do jeito que come�ou.
- Bom dia. - Bom dia.
- Me desculpe, Mark! - Descobriram meu jogo duplo.
E fui convocado pela comiss�o de Inqu�rito.
N�o se preocupe.
Seja obediente, Danny.
Fiz coisas piores.
Mas fui declarado culpado apenas por corrup��o.
Fui condenado � 10 anos.
Mas a pena foi suspensa...
porque me deram uma op��o.
E eu disse o nome de todos os envolvidos...
e todo o grupo de traficantes foi preso.
� claro que virei foragido depois disso.
E um dia o telefone tocou.
Al�? Quem �? Al�, quem �?
Mark, sua mulher e seu filho est�o saindo de carro.
- Mas quem...? - Des�a, se n�o vai perder o espet�culo.
Minha Nossa, estamos atrasados!
N�o!
Irene, espere!
N�o! Saia j� desse carro! Saia da� logo, Irene!
Ou�a, Mark, n�o pode continuar se torturando assim.
N�o vai mudar nada.
N�o se pode modificar o passado. Deve tentar encontrar uma solu��o.
� meu telefone, tenho que ir!
Se ele n�o me achar, pode come�ar a suspeitar.
Volto assim que eu puder.
N�o pode me obrigar a fazer o que eu n�o quero!
Certo, eu vou! Est� bem, est� bem!
- Mark, voc� me assustou! - Por que n�o me disse que ia sair?
N�o tive tempo, ele quer me ver imediatamente.
- Por qu�? - Ele est� com problemas e quer que eu o ajude!
- Voc� n�o deve nada � aquele homem. - Sou eu que devo julgar isso!
Me desculpe. Por favor, Mark, tente me entender.
N�o posso dizer n�o � ele. Eu te amo, Mark!
Te amo muito. S� me d� um tempo para tir�-lo da minha vida.
Est� bem.
A ca�ada come�ou. O nome dele � Hank Matters.
Segue instru��es e fotos.
Alugamos este apatamento intencionalmente...
para deix�-lo perto daquele que ele frequenta.
Agora sabemos que ele n�o desconfia de voc�.
Dentro daquela casa, � o �nico lugar...
onde ele n�o � protegido por seus guarda-costas.
Trabalhe com calma, encontrar� uma via de fuga f�cil pelo telhado.
Controle a informa��o.
Hank, n�o acha que exagerou um pouco na dose?
Ela voltar� a si quando for preciso.
- N�o... Quero dormir! - Vamos l�, Marina!
A noite � longa, est� cedo para dormir.
Venha! Como est� se sentindo?
Acorde!
Vamos l�, menina, j� chegamos!
- Vamos l�, acorde, j� chegamos! - Vamos nos divertir, meu bem!
Eu n�o quero!
� com voc�s, meninas!
Vai ver s� como a trataremos bem.
Amarre as m�os dela!
- Eu n�o quero... - Vamos, vamos!
Chegue perto da janela, miser�vel!
Eu n�o quero!
� perigoso demais. Merda!
Foi maravilhoso!
Fale mais baixo, cretina!
- Primeiro, dispense as garotas. - N�o, n�o posso fazer isso!
Vou te tirar dessa. Entendeu?
- Eu odeio ele, entendeu? - A fam�lia dele...
� a chefia da M�fia internacional.
E faz parte da mesma organiza��o que matou minha mulher e meu filho.
- Por que n�o me disse? - Por que diria?
Voc� sabe que ele faz o que quer de mim. Eu poderia avis�-lo.
- E far� isso? - E o que acha?
N�o importa o que eu acho. Far� isso?
Por mim, eu n�o corro riscos, talvez...
J� decidi que n�o matarei mais nigu�m.
E nesta manh�, eu tive a certeza.
Agindo assim, eles � que v�o matar voc�!
Eu sei o que podemos fazer, mas teremos que ir embora juntos.
N�o! Nunca serei livre enquanto ele estiver vivo.
N�o sabe h� quanto tempo desejo a morte dele.
Sonhava isso todas as vezes que era obrigada a fazer amor com ele.
Principalmente quando ele controla minha pr�pria vontade...
para poder possuir meu corpo!
Al�m disso, mat�-lo � uma forma de salvar sua vida.
Aqueles que fizeram aquilo com voc� s�o exatamente como ele.
Pessoas que n�o perdoam ningu�m. Vou lhe dizer como mat�-lo...
no lugar exato, de uma forma f�cil.
S�bados e Domingos, esta obra fica abandonada.
Como v�, o campo fica bem pr�ximo, e ele est� usando blusa azul e cinza.
N�o ser� f�cil indentific�-lo com aquela viseira.
N�o pode confundi-lo, ele � o n�mero 2. N�o esque�a, n�mero 2.
E amanh�, ele jogar� com o mesmo uniforme.
Pelo jeito, j� est� feito.
Como eu j� disse, este � o lugar mais seguro...
onde ele n�o � protegido por seus guarda-costas.
Ser� a �ltima vez que ele ser� visto.
Ele partir� para um torneio pela Europa e quer me levar com ele.
- Bom jogo! - Obrigado!
Nos encontraremos amanh� �s 5 da manh�.
E eu estarei te esperando aqui.
� um lugar fora de Buenos Aires, um pouco longe do rio.
J� preparei as bagagens.
Dormiremos l� e partiremos para Montevideo pela manh�.
Vamos de barco, assim n�o podem nos seguir.
- Esta � a esta��o de trem? - Sim.
E daqui poder� chegar � Esta��o Central.
Ser� f�cil, h� trens de 5 em 5 minutos.
- E ent�o, o que me diz? - Digo que te amo.
Eu tamb�m.
- Passa, passa! - Vai, vai!
Passa!
O que aconteceu?
Para tr�s, para tr�s!
Meu Deus, ele est� ferido!
Voc� est� livre, acabou.
Agora posso ser sua. S� sua, Mark!
Marina, a barca parte em 40 minutos.
J� est� pronta?
Voltamos a falar do fato ocorrido neste Domingo.
Como o assassino fez para subir no pr�dio...
que fica todo fechado, n�o � um dia de trabalho?
O disparo foi feito do terceiro andar daquele pr�dio em constru��o.
E a v�tima caiu bem aqui, exatamente neste lugar.
Se chamava Carl Steinberg. Um conhecido personagem...
ligado � m�fia norte-americana...
com rela��es com o cart�l de drogas sul-americano.
Temos imagens feitas por um cinegrafista amador presente no local.
E a seguir, mostraremos mais imagens.
� isso mesmo, Mark!
�timo! Bom trabalho!
Obrigada.
Esse idiota achou mesmo que ia interferir nos nossos planos.
Que cretino.
Mas no fundo, deveria agradec�-lo. Ele matou o homem que queria mat�-lo.
Pegue suas coisas, v� para o carro, eu j� estou indo.
Hank!
N�o fa�a isso! N�o, por favor, Mark!
FIM
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