All language subtitles for The Sergeant (1968)

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Original subtitles

FRAN�A 1944

NA SOLID�O DO DESEJO

Tomou o desjejum, Sargento?

Vai esfriar logo, logo.

61� COMPANHIA DE ABASTECIMENTO DE PETR�LEO

CAMPO BERNOD

N�o espere muita coisa.

FRAN�A 1952

Bom dia.

- Voc� � o escrevente? - Com certeza.

Como se chama?

Posso lhe ajudar?

Posso lhe ser �til, Sargento?

Sim, pode.

Estou me apresentando. Sou o Sargento Albert Callan.

Voc� � o novo Primeiro-Sargento.

Exato.

Capit�o Loring n�o est� aqui, mas chegar� a qualquer momento.

Todos est�o no refeit�rio. Eu s� estou tomando conta do lugar.

- Quer seu caf� da manh�, Sargento? - Por que a luz est� acesa?

Como se chama, soldado?

Cowley. Cabo Cowley, senhor.

Sou o Primeiro-Sargento do Ex�rcito, n�o me chame de senhor.

Sim, est� certo.

- Ser� que nos entenderemos? - Como assim?

Talvez o Capit�o demore um pouco.

Se quiser o desjejum, ficarei feliz em lhe arranjar algo.

Ou posso colocar seus pertences em ordem.

Ficarei bem, Cabo Cowley. Apenas... sente-se.

E relaxe.

Como vai, Sargento?

- Sargento Callan, certo? - Sim, senhor.

Estamos muito contentes em v�-lo, Callan.

� primeira vista, este lugar n�o parece muito acolhedor.

Diga-me... como foi a viagem aos Estados Unidos.

N�o foi t�o ruim.

Minhas ordens est�o sobre a mesa.

Bem... dever�amos dar uma olhada, n�o?

- Bom dia, Cowley. - Bom dia, senhor.

Sente-se, por favor. N�o precisamos ser t�o formais.

O antigo 41�!

Infantaria, n�o?

J� esteve na Fran�a antes.

Cruz de Servi�os Relevantes.

Impressionante.

Voc� esteve muito na Infantaria...

mas j� deve saber que aqui n�o � a Infantaria.

Sei disso, senhor.

Mas n�o faz diferen�a no que diz respeito a esta companhia.

Claro que n�o.

Tem raz�o. � o mesmo servi�o em todas as divis�es.

Voc� tem uma boa ficha. N�o h� nada novo para lhe dizer.

O importante � evitar que os soldados fiquem desleixados,

ou que se sintam como simples empregados.

Tudo aqui � lament�vel, senhor.

O que quer dizer?

As rotas est�o sujas, os barrac�es est�o bagun�ados,

a �rea da companhia est� infestada com lixo,

os homens andam uniformizados pela metade.

Voc� � muito observador, Sargento.

Exige forma��o t�tica, senhor?

Eles s�o a Equipe de Manuten��o. N�o acho necess�rio.

- Que bonzinho! - Um momento, Sargento!

Claro, senhor.

Olhe, Capit�o...

eu tenho administrado companhias por 15 anos.

N�o creio que teremos problemas com esta aqui.

Supondo que me deixe lidar com tudo,

eu cuidarei dos problemas para voc�, assim como de outras tarefas.

Apenas me deixe lidar com as coisas do meu jeito.

Claro que a �ltima palavra ser� sua.

Eu terei a �ltima palavra.

Claro que sim.

Tudo bem.

Tudo bem.

Voc� � o tipo de pessoa na qual eu tenho confian�a.

- Preciso assinar algo, Cowley? - N�o, senhor.

Certo. Ent�o eu estarei na se��o central.

Que l�stima, n�o?

Sabe o que voc� deveria fazer?

Escrever um memorando e afix�-lo,

informando que o pelot�o dever� se apresentar �s 18 horas.

Pode fazer isso, Cowley?

Companhia, sentido!

Trouxe-os aqui por uma raz�o.

Sou o novo Primeiro-Sargento.

Meu nome � Callan!

Primeiro-Sargento Callan!

Trouxe-os aqui para deixar tudo esclarecido desde o come�o.

Ficaram muito tempo sem um Primeiro-Sargento.

Acostumaram-se a fazer as coisas � sua maneira.

Mas isso vai mudar.

E ir� mudar agora mesmo!

Voc�s podem contar com tr�s forma��es ao dia.

Contem com inspe��es di�rias dos alojamentos.

E comecem a agir como soldados!

Descansar!

Capit�o Loring est� ocupado com outros deveres.

N�o pode devotar seu tempo com voc�s como ele gostaria.

Talvez seja por isso que s�o t�o descuidados.

Pensam que por serem parte da Equipe de Manuten��o

voc�s n�o est�o sujeitos �s leis inerentes � disciplina militar?

Pois est�o equivocados.

Por exemplo...

Ningu�m ser� visto em forma��o com o uniforme neste aspecto.

N�o h� desculpa para tamanha imund�cie.

Este homem ficar� restrito � �rea da companhia por duas semanas.

Fui claro?

Qual � o seu nome?

Swanson, Thomas A.

- H� quanto tempo est� aqui? - 8 meses.

Onde trabalha?

No terreno.

Parece orgulhoso disso...

Vai dar uma espiada por l�, Tom?

Eu n�o. Sou muito puro para isso.

Sei...

Ei, qual � a daquele Sargento?

Aquele homem far� de nossas vidas um inferno.

Foi esquisito o jeito que ele te tratou l� fora.

- Ele tamb�m pegou o Clady. - Mas com voc� foi sem motivo.

N�o foi sem motivo.

Foi porque o veterano aqui n�o se assustou com todo aquele grasnar.

Tem raz�o, Howard fazia isso tamb�m.

- Como estou, Pop? - Est� bem, filho. Muito bem.

At�, meu chapa. D� minhas felicita��es ao mundo.

Vai sair, Swanson?

Vou at� a cidade.

Gostaria de conhecer algu�m?

N�o?

Mas uma pessoa quer lhe conhecer.

Eu sei tudo sobre voc�...

e desaprovo tudo.

� para isso que serve um cunhado nestas situa��es,

para desaprovar.

Agora, o que voc� quer beber?

Uma cerveja.

U�sque.

Gar�om, uma cerveja e uma coca-cola.

E um conhaque para mim.

Acabo de vir do cinema.

Um filme americano. Randolph Scott.

Ele me deixa muito contente. Gosta dele?

Sim, eu acho.

Solange me disse que voc� � muito inteligente...

e que deveria ir para a universidade.

Um jovem com um bom cora��o.

Ent�o foi aqui que voc�s se encontraram pela 1� vez.

N�o � muita coisa, nem mesmo rom�ntico.

Paul, por favor.

Viu como eu sei de tudo. Sou o confidente dela.

- Mas voc� n�o � meu confidente. - Eu sou o confidente dela.

Que coisa!

Acabei de dizer que nos conhecemos aqui.

Voc� � muito desbocada. Se os seus pais soubessem...

No meu tempo, n�o era permitido �s jovens esse comportamento liberal.

E voc�, caro Swanson...

o que pensa sobre conhecer uma garota em um caf�?

N�o acho nada demais.

- Verdade? - Sim.

Concordo plenamente.

Bem, vou deix�-los com a conta paga.

Deixe comigo. � minha vontade e porque sou muito am�vel.

N�o seja tolo, Paul. N�o precisa ir.

� uma grande trag�dia, eu sei.

Deixo-a em suas m�os. Ela � uma mo�a excepcional.

Que figura que � o meu cunhado.

Que bom que gostou dele.

Ol�.

Ol�.

- Bom dia. - Voc� � o encarregado aqui?

Sim.

- Quer inspecionar por a�, Sargento? - Sim.

Quem mandou organizar o lugar desta forma?

Assim evita-se que explodam.

Quem lhe disse isso? Os oficiais?

Tem um soldado chamado Swanson trabalhando para voc�?

Sim, Tom Swanson.

Onde ele est�?

Por a�. Ele trabalha com a equipe francesa.

- Ele � bom? - Sim.

N�o � um pregui�oso como a maioria desses caras.

Parece que est� exagerando.

N�o estou fazendo isso.

Ele � um dos melhores aqui, sabe como dialogar.

S�rio?

Acho melhor eu dar uma conferida, ent�o.

Se me deixar trancar o dep�sito, posso lhe acompanhar.

- Eu acho ele. - Tem muitos soldados por a�.

Eu disse que eu encontro ele.

Voc� tem uma boa equipe.

Fazem um bom trabalho tamb�m.

Parece que eles gostam de voc�.

Sim, n�s nos entendemos.

Por que n�o desce at� aqui?

Como se chama o Sargento respons�vel pelo dep�sito?

- Sargento Komski. - Komski, claro.

Komski me disse que voc� � muito esfor�ado.

Disse que voc� � o melhor subordinado que ele tem.

� gentil da parte dele.

Gentileza dele?

O que voc� fazia na sua vida civil?

Terminei a escola... e fiz uns bicos por um tempo.

Em um porto na Calif�rnia, certo?

Sim, eu verifiquei o teu formul�rio.

Quero que venha trabalhar para mim.

- Na administra��o? - Isso mesmo. Como escrevente.

N�o sei nada sobre esse tipo de trabalho.

N�o tenho certeza disso.

Segundo a sua ficha, voc� sabe datilografar.

� inteligente, ent�o deixe que eu decida.

Creio que se sair� bem.

Nunca fiz nada que n�o seja trabalho de campo.

- Estou lhe dando uma chance. - Eu agrade�o, mas...

se viu a minha ficha, sabe que n�o passei do 2� grau.

Alguns aqui s�o universit�rios. Seriam melhores para o servi�o, n�o?

Quando escolho algu�m � porque sei que dar� conta da tarefa.

Sinceramente, Sargento, eu gosto do trabalho que fa�o.

N�o entendo. Lhe ofere�o um trabalho melhor e voc� fica desdenhando.

- Eu� - Est� com brincadeira, Swanson.

- Eu n�o� - Cale-se!

E ent�o...

n�o vai aceitar minha oferta?

N�o acredito.

N�o acredito!

Escute...

� melhor pensar bem, porque eu posso exigir sua efetiva��o.

Mas n�o farei isso. Se n�o gostou da oferta, n�o aceite.

Porque nenhum mal-agradecido fica sob meu comando.

E mais uma coisa, rapaz, � melhor medir suas a��es.

T� bem...

eu vou pensar.

Venha trabalhar para mim.

O que ele pensa que est� fazendo?

Vigias rotativas, meio expediente aos s�bados.

Ele n�o pode mudar as coisas de um dia para o outro.

J� mudou.

Onde est� o Capit�o?

N�o apareceu aqui pela manh�.

N�o apareceu aqui? Que maravilha.

Posso lhe ajudar, Komski?

- � sobre a minha esposa, Sargento. - O que tem ela?

Ela j� embarcou. Est� vindo se juntar � mim.

Interessante.

Estamos muito ansiosos por isso.

E quem fez os preparativos?

A maioria delas foram feitas antes da sua chegada, Sargento.

- Tem a acomoda��o e todo o resto? - Sim, j� providenciei tudo.

Ela dever� chegar em uma semana.

Mas o que eu preciso mesmo � um passe de 3 dias.

Acha que merece um passe?

Tenho esperado h� muito tempo. Faz 6 meses que n�o solicito um.

N�o perguntei isso. Quero saber se acha que o merece.

�s vezes um homem pede um passe para que possa ver sua esposa...

e acaba indo atr�s de putas.

Ter� o seu passe, Komski. E quando sua esposa chegar...

faremos o que puder para que ela se sinta � vontade.

Boa tarde, senhor. Trouxe os pap�is para voc� assinar.

Claro...

Sim, claro.

Obrigado, Sargento.

Voc� est� fazendo um trabalho espl�ndido com a companhia.

Deveria ter lido o relat�rio que eu fiz.

Obrigado, senhor.

Tome.

Tem alguma coisa errada com ele.

Ele � cruel. Vai negar isso?

- N�o � bem isso que estou dizendo. - Filosofar n�o vai te ajudar.

O neg�cio � simples.

Ele tem todas aquelas patentes e pensa que � o Todo Poderoso.

Sabe... s� me restam 5 meses aqui.

Vou apenas fazer o meu servi�o,

e no s�bado � noite eu vou beber uns bons tragos.

N�o vou fazer nada extravagante. N�o mesmo.

Porque aquele homem...

� do tipo que observa pacientemente...

e quando ele tem a oportunidade... bum!

Voc� vai parar na cadeia pelo resto da tua vida.

- Ele � um soldado. - O que quer dizer?

Que ele � um soldado.

Esta unidade precisa de algu�m como ele.

Ele � da velha guarda.

Algo de que voc� n�o sabe nada.

Manda ver, Pop.

- Aquele filho da� - Eu entendo.

Ent�o voc� � um louco.

Entendo tua situa��o, Sargento.

Achou que eu n�o merecia o passe.

Vou te dizer uma coisa...

eu tenho um pressentimento sobre aquele sujeito.

Uma pulga atr�s da orelha.

Uma cerveja.

N�o � o bastante, Leroy?

Tom, comer � a �nica forma de encarar este tipo de vida.

Te assustei?

Estava apenas pensando.

Em qu�? No qu�o linha dura eu sou?

�s vezes eu venho aqui fora...

sento aqui sozinho...

e bebo um pouco.

Assim como voc�.

L� dentro � muito quente. Barulhento demais.

� triste ver aquela cena l� fora.

Garotas vem de todo lugar,

algumas delas mal deixaram de ser crian�as.

Voc� tem uma garota?

Sim.

Que bom.

Eu acho... que eu sou um cara dur�o.

Escute.

Vou lhe dizer uma coisa.

Veja bem...

quando se coloca a si mesmo numa posi��o elevada...

quando se faz isso, acaba-se completamente sozinho.

Voc� vir� trabalhar para mim, Swanson?

Vir� trabalhar para mim, n�o �?

Est� bem.

Claro que sim. Eu sabia que aceitaria.

Sabe de uma coisa...

eu nunca o vejo como um soldado.

Sempre penso em voc�...

como um jovem do interior que veio me visitar.

� mesmo?

Que tipo de trabalho voc� faz no Campo?

Nada especial.

Nada importante.

Mas o qu�?

Sou apenas um soldado, Solange.

Meu pai morreu quando eu era crian�a.

Minha m�e, meu irm�o e eu fomos trabalhar.

Viv�amos em uma pequena rua...

com �lamos, cercas e essas coisas.

Eu entregava jornais.

Nossa pr�pria casa era a �ltima na qual eu entregava todo o dia.

Toda tarde eu disparava pela cidade distribuindo aqueles jornais.

Quando eu chegava na nossa rua, colocava o jornal na frente da porta,

passava que nem um raio pela rampa e ia direto para a garagem.

Era silenciosa. Sem vento algum.

Bem no meio do ch�o da garagem, tinha uma grande mancha de �leo

no lugar em que meu pai estacionava o carro.

Essa mancha de �leo...

era a coisa mais amig�vel que eu conhecia.

� uma boa hist�ria.

Vamos, mexam-se! R�pido!

Vamos l�! Mexam-se!

Terminem com esses fardos! Mexam-se!

Parece um dil�vio l� fora! Como est� indo?

Bem.

Vamos l�!

Mexam-se!

Deixe-me ver.

Est� se saindo bem, muito bem.

Pronto.

Sim, Capit�o. Em que posso lhe ser �til?

Entendo...

Que desastre...

O terreno est� muito escorregadio. Ele acha que n�o chegar� hoje.

Sim, Capit�o.

Sim, senhor, pode contar conosco.

Certo, senhor.

Queria saber se n�s conseguimos lidar com tudo sem a ajuda dele.

Pois eu acho que n�s dois podemos dirigir esta companhia sem ele.

Voc� est� um pouco atrasado com os registros, ent�o...

voltaremos �s 7.

Sargento, j� estou quase terminando.

Terminarei tudo �s 5.

Claro que sim, mas eu o quero aqui �s 7.

Mas eu vou at� a cidade hoje � noite.

T� me gozando?

- N�o, eu planejei� - Com sua garota?

Isso mesmo.

Vou lhe dizer uma coisa, Swanson...

voc� � um soldado, n�o um boa-vida.

Por isso, traga o seu bumbum at� aqui �s 7 em ponto.

N�o vai at� a cidade esta noite?

Tua garota n�o ficar� braba?

Meu chapa, n�o diria que voc� est� muito bem.

Talvez seja porque trabalha para aquele sujeito.

Sabe, eu queria lhe perguntar como � trabalhar no escrit�rio?

Voc� ficou mais irritadi�o, n�o?

Acho que voc� pensou que se encaixaria nesse servi�o. Mas n�o.

Quem sou eu pra dizer.

Bem, este � um mundo livre.

Um homem precisa aceitar o trabalho quando seu superior lhe oferece.

Aldous, o que acha dele?

Eu n�o sei ao certo.

Muitas vezes achamos ruim,

at� notarmos que ele s� t� fazendo o trabalho dele.

- Mas ent�o percebe-se algo. - O qu�?

Eu n�o sei... algo.

Animado para trabalhar?

O que � isso...

O que � isso...

Posso lev�-lo � Corte Marcial por causa disto.

N�o fa�a isso, Sargento.

Posso mandar encarcer�-lo.

Posso fazer melhor ainda. J� vi isto antes.

Posso expuls�-lo da companhia e declar�-lo incapaz.

Deixe ele, Sargento.

Fa�a isso por mim.

Por voc�?

Est� bem.

Est� bem.

Talvez eu deixe ele se safar desta vez.

Talvez.

Voc� est� bem, Solange?

Acho que sim. E voc�?

Me desculpe.

N�o se preocupe. Estamos bem, n�o?

Me comportei como um idiota. N�o deveria tentar ultrapass�-lo.

- Mas estamos bem. - Desculpe, Solange.

Voc� est� fazendo uma tempestade num copo d'�gua.

Esse acidente e tudo o mais...

Me falta bom senso.

O que realmente lhe incomoda?

Me conte.

� alguma coisa no Campo?

Outro conhaque, por favor.

Est� bebendo como um Americano.

Tom...

eu me preocupo com voc�.

- Como vai? - Bem.

N�o me agrada toda esta papelada.

- Precisa ser feito. - Nesta noite?

Escute...

venha comigo, quero lhe mostrar algo.

Vamos.

Bem, aqui est�.

Que calhambeque, hein?

- Onde o conseguiu? - De um cara da mec�nica.

Mas desconfio que ele me passou a perna.

- Quanto pagou por ele? - 500.

- Muito caro? - N�o.

T� bom.

- Terminou com os registros? - Quase.

Por que n�o vamos at� a cidade para tomar uma bebida?

Tenho um encontro esta noite.

- Com a tua garota? - Sim.

Entendo.

Posso te dar uma carona.

- N�o precisa. - Vamos nessa.

- Corre bem. - Sim, tem raz�o.

De qualquer forma, sou uma nega��o para carros.

Mas se faz necess�rio para transitar do Campo para outros lugares.

Fa�a um favor a si mesmo.

Sabe de onde eu peguei isto?

- N�o. - De dentro do carro do Capit�o.

Simplesmente passou a m�o?

Sim, e ele sabe que eu peguei mas n�o ir� fazer nada.

Sabe por qu�?

Ele tem medo de mim.

Pensei que ficar�amos sozinhos esta noite.

Ele me ofereceu uma carona.

Ele parece estranho ali parado.

Por qu�?

Eu n�o sei.

Tudo isto � t�o antigo, t�o bonito.

Ele n�o � um ignorante, Solange.

N�o, n�o me referia a isso.

- Comprou os seus charutos? -Sim, est�o comigo.

Lute, Swanson!

- Est� animado, hein? - Muito.

Vamos fazer o seguinte: passaremos em alguns bares.

- Mas Solange e eu vamos ao cinema. - Espere a�.

N�o pode me deixar sozinho... cuidado com os lobos...

N�o seria cort�s, n�o �, mocinha?

N�o.

Damas primeiro.

Sem ressentimentos...

mas voc�s n�o sabem nada de comida, at� provarem um aut�ntico hot-dog.

Comprido, arredondado. Com mostarda fica delicioso.

Como se diz em franc�s?

Acho que ele est� embriagado.

N�o, ele est� bem. S� est� se divertindo.

Ele � da sua Companhia?

Sim.

Ele � o Sargento. O maioral.

Eu trabalho para ele.

Trabalha para ele?

- Como est� indo? - N�o sei.

Estou tentando esclarecer umas coisas...

com meus amigos.

Este � o soldado Swanson. Eu o chamo de Swanee. � meu amigo.

- Cumprimente ele. - Prazer.

Quer dois dedos de u�sque?

N�o, eu vou tomar uma cerveja.

- E voc�? - N�o quero nada.

E voc�?

Que se danem, eu bebo sozinho.

Est� cuidando do meu garoto?

Sim.

Creio que sim.

Sempre anda armado, Sargento?

Nem sempre.

Apenas quando estou com estranhos.

- Tudo bem? - Sim.

Sabia que o Sr. Callan carrega uma arma?

- Para que precisa dela? - Eu n�o preciso.

- Quer? - Mas � claro que n�o!

E voc�, mocinha?

N�o. Eu gostaria de ir embora.

Acho melhor a gente se mandar.

Est� bem... voc� deve conhecer aquele bar de soldados.

Podemos levar a mocinha at� l� e mostrar como vive o povo do interior.

Peguem os casacos. Eu me encarrego da conta.

Vem aqui, chuchu.

- Essa mulher � minha. - Sua e de outros 40 caras.

Escute, desgra�ado, a gente tava indo l� pra cima.

Te digo uma coisa, amig�o, eu estive contando.

Se subir com ela, voc� ser� o oitavo.

- O oitavo s� desta noite! - N�o ligo nem se eu for o d�cimo.

Voc� � legal.

- A causa da sua briga � justa. - Pode apostar.

Valeu para todos, n�o?

Que tal irmos embora?

Vou pegar o seu casaco.

Eu vou te pagar uma bebida.

Vamos, traga a garota!

Vamos, vamos!

Pare!

Ei, Sargento, os guardas!

A pol�cia que se dane!

Voc� est� louco! Pare!

Preste aten��o, mocinha...

se eu quisesse, poderia matar todos.

Mas n�o quero machuc�-los.

Eu apenas gosto de ouvir o barulho.

Sargento, v� com calma, t� legal?

Sim, acho que tem raz�o.

Tudo bem, vamos embora daqui!

- Suponho que tenha se divertido. - Solange...

N�o.

Eu n�o aceito as atitudes dele.

Aceitar? Ele � o meu Sargento.

Ent�o...

boa noite, Tom.

Solange�

Ela ficou brava?

Sim, voc� conseguiu.

Eu n�o sei o que dizer, Swanee....

Estou na ativa por 26 anos.

Tudo o que sei �...

Ex�rcito.

Entrei no servi�o militar com 16 anos.

Eu n�o era como voc�.

Talvez voc� ache que tem o mundo ao seus p�s...

porque � alto...

e atraente.

Pode ser que voc� pense assim.

N�o diria que sim, talvez n�o.

Eu n�o gostaria.

Dezesseis anos.

Nunca me vieram com palha�ada, nem mesmo naqueles dias.

Eu fazia o meu trabalho...

eles faziam os deles.

Me destaquei.

Me tornei o mais jovem Sargento do regimento.

Depois...

durante a guerra...

me tornei um her�i.

Recebi a Cruz de Servi�os Relevantes.

Aqui na Fran�a, perto de Tours.

Quando eu era jovem...

os oficiais pareciam gostar de mim.

Me viam passar pela sede do batalh�o...

e um deles se prontificou para me apresentar aos outros...

e disse...

"Este � o soldado Callan."

"� um bom soldado."

"Um bom soldado."

Ficamos ali conversando...

talvez um deles tenha colocado a m�o sobre o meu ombro...

Maldi��o.

- Como? - Nada, nada.

Me dei conta de que estou s�brio e pensando alto.

Eu gosto de voc�, Swanson.

Meu papo n�o � bom o suficiente para voc�?

Sim, claro que �.

Claro que �...

Vamos embora.

Swanson.

Fui sincero quando disse que gosto de voc�.

Te vejo pela manh�.

Coloque os calcanhares deste jeito.

Levante isto at� a bochecha, sem medo. Corrija o polegar.

Agora, relaxe. Respire fundo.

E pressione o gatilho lentamente.

V� em frente!

Veja isto.

Que tal, hein?

Vai, acerta ele!

V� recolher.

S� os mais fortes sobrevivem. Se voc� est� entrosado e sabe disso...

Se est� entrosado e sabe disso, deve permanecer com os seus.

N�o fique junto dos d�beis, Swanee.

Precisa ter jogo de cintura o tempo todo.

Dois conhaques, por favor.

Te digo mais...

se voc� tem um amigo, ele precisa se mexer tamb�m,

tem que te apoiar e seguir na dire��o correta.

Certo?

Certo.

Tem fogo?

Eu entendo por que ele te escolheu como companheiro de garrafa.

- S� tem isso pra me falar? - Sim.

Eu n�o suporto fraqueza. Veja o Loring, por exemplo.

Compare voc� e ele.

Voc� o supera em dobro...

at� mesmo na sua idade.

Voc� � corajoso e esperto. Essa � uma combina��o vencedora.

O que ele tem?

Debilidade.

Tudo o que ele tem � debilidade.

- Voc� precisa estudar. - Como assim?

Se voc� tem algum bom senso, voc� deve ir para a universidade.

Mas voc� sempre chama os graduados da companhia de vagabundos.

Sim, bem...

Talvez eu esteja com inveja.

Vamos.

Tom.

Fala, Pop.

Saiu com ele?

Quer um gole?

N�o, obrigado.

Voc� tem uma ideia ruim de mim, n�o �?

Pensa que sou um velho b�bado.

N�o, Pop. N�s somos amigos.

Sabe, Tom...

eu estou aqui h� 19 anos.

19 longos anos.

Sempre imaginei estar aposentado quando eu cumprisse 20 anos.

Ganhando 100 a 125 por m�s, em um lugar descente e tranquilo.

Fazendo o que eu quisesse.

Sempre achei que cumpriria 20 anos mas agora tudo terminou.

Est� tudo acabado.

Claro que far� 20. O que est� tentando dizer?

Ele vir� atr�s de mim.

Est� falando asneiras, Pop. Ningu�m vai te incomodar.

Sei... veremos...

Ele est� de olho em mim.

Escute, Pop...

eu conhe�o ele.

Ele � linha dura, � verdade...

mas ele � honesto tamb�m.

E justo.

Ele n�o vai prejudicar ningu�m.

Por que n�o vai at� l�?

- Quer dizer... dan�ar? - Por que n�o?

Diabos, eu nunca dancei em toda a minha vida.

N�o?

Nunca. Eu pare�o um pato quando dan�o.

Mais duas cervejas.

J� foi casado, Sargento?

Sim...

Sim, j� fui casado.

Ainda sou casado, a menos que ela tenha se divorciado no trajeto.

Ela se chamava Betty.

E eu a conheci em Providence, Rhode Island.

Foi durante os primeiros dias seguintes � guerra.

Eu estava em um barzinho...

bebendo por 3 ou 4 dias seguidos sem dormir.

Quando me virei, l� estava ela ao meu lado.

Talvez eu tenha pago alguns drinques para ela.

Se chamava Betty.

Nunca estive t�o b�bado em toda a minha vida.

Ficamos sentados ali bebendo, bebendo.

E numa tarde, levantamos, sa�mos dali...

e nos casamos.

Quem imaginaria, hein?

Apenas nos levantamos, sa�mos e nos casamos.

Depois n�s voltamos ao bar...

e perambulamos por ali por 3 dias, completamente...

livres.

Ela tinha uma cabana que era da sua m�e.

Ficamos ali por 30 dias, e n�o sa�mos de l� por 30 dias.

Foram tempos �timos.

O que ela faz hoje em dia?

O qu�?

Onde ela est� hoje?

At� onde eu sei, ela continua l� na cabana!

Sendo um homem viajado, uma coisa que aprendi...

Uma coisa que aprendi...

� nunca se envolver.

Preste aten��o.

Quer brigar, campe�o?!

Fiz isso... para lhe ensinar uma li��o.

Jamais confie em algu�m.

Est� bem...

N�o fique bravo, n�o quis te acertar t�o forte.

Vamos esquecer isso, est� bem?

Vamos tomar um trago.

Que me diz, vamos brindar?

Por n�s?

Dois lutadores estropiados.

Caf�?

Vai falar comigo?

Fiz mal em vir?

N�o.

Tom, por onde voc� andou?

Eu n�o sei... andei b�bado, louco.

Eu n�o sei.

H� homens trabalhando l� fora, Swanson. Aqui � uma base militar.

- Vou te ver esta noite. - N�o.

Como assim?

Significa que voc� est� de prontid�o.

Prontid�o?

As regras permitem folga durante a noite.

Eu fa�o as regras.

Faz mesmo, n�o �?

Acalme-se.

Tenho que ir. Pode me acompanhar?

Boa id�ia, tire a garota daqui.

Pera�!

Isto � uma base militar. Eu disse para tirar a garota daqui.

Vamos, Tom.

Se quer trepar, por que n�o pega uma daquelas putas l� fora?

O que vai fazer?

Vai me bater?

Voc� pediu por isto, Swanson.

- Sargento, por favor. - Cala a boca!

Eu posso te colocar na cadeia.

� tudo culpa minha. Eu n�o deveria ter vindo aqui.

Achei que voc� e Tom eram amigos.

Voc� n�o sabe nada sobre isso.

Talvez eu saiba.

N�o acha que � melhor retornar?

Por qu�?

Escute...

eu n�o quero que ele te prejudique.

Solange, eu quero ficar com voc�, entendeu?

Est� bem.

- Tem comida na sua casa? - Claro que sim.

Sou a Sra. Gerard.

Como vai?

E ele � o meu esposo, o Dr. Gerard.

Sentem-se.

Me deixam ansiosa ficando em p� deste jeito.

- Gosta de vinho, jovem? - Sim.

Este � um vinho formid�vel.

Um excelente Burdeaux, de 47.

Vamos comer.

� qualquer segundo, poder�o me ligar devido alguma emerg�ncia.

Uma unha descolando, um nariz sangrando.

A vida � dura.

E voc�, jovem... Como � a vida de soldado?

Dura.

Coma.

Beba.

Eu amo voc�.

Que foi?

Nada.

Swanson.

Quer tomar uma bebida comigo?

N�o.

Eu te vi na cidade ontem � noite.

Vi o seu carro do lado de fora da casa de Solange.

- � mesmo? - Sim, eu vi.

� melhor me deixar em paz, Sargento.

Deix�-lo em paz?

Pare.

Parar o qu�?

De me encarar.

Me olhe.

Precisa mesmo voltar?

Em breve.

Eu tenho uma amiga muito pr�xima em Montauban.

Eu poderia dizer que eu morava com ela.

Ol�.

Ol�.

Callan?

Sim. Ele o pegou b�bado enquanto estava de guarda.

Ele disse que Pop tamb�m tem outras acusa��es.

Ei, n�o h� nada que possa fazer.

V� com calma, filho. Lei � lei.

Haver� uma Corte Marcial...

ent�o...

ficar� comprovado que ele � incapaz para o ex�rcito.

- Faltando-lhe apenas 6 meses? - Exato.

Amanh� voc� pode come�ar a datilografar os pap�is da Corte Marcial,

mas ter� que ser cuidadoso, pois erros n�o s�o tolerados.

Tinha que fazer isso, n�o �?

Venho pensando em voc�.

Creio que o servi�o de escrevente lhe permitiu muitas liberdades.

A partir de agora, tomar� parte na forma��o e na guarda noturna.

N�o gostou disso, n�?

Que pena.

� uma pena que n�o � voc� quem manda.

Eu estou no comando.

Entendeu?

Est� dispensado.

S� mais uma coisa: n�o se aproxime mais de mim.

O que acontecer� com o coroa?

� dif�cil imaginar que ele n�o ser� exonerado.

�bvio que ser� declarado incapaz de manter qualquer v�nculo com o ex�rcito.

Ol�, Swanee, como vai?

Komski, me deixe experimentar um dos seus.

Tire os olhos dela, Swanee. Ela � minha.

Murphy... pergunte o que ela quer beber.

Quer uma cerveja?

Ele � t�o bobo. N�o sabe que ela � polaca e n�o entende franc�s.

Ela n�o entende franc�s, s� polon�s.

Mas ela consegue me entender. N�o � mesmo, meu bem?

Sim, � verdade. Me sirva uma cerveja.

Termine a sua bebida, filho.

N�o... voc� termina.

Espere.

O que est� tentando fazer comigo?

Rapaz...

por favor.

Swanson!

Fui claro?

N�o vou tolerar vagabundagem!

Ir�o trabalhar pesado...

ou os mandarei para o c�rcere!

Ouviram?

Quero este recinto limpo!

Quero ficar orgulhoso dele!

Quero que trabalhem como homens.

Do contr�rio, juro que n�o botar�o os p�s na cidade!

Agora...

eu quero um carro da pol�cia aqui.

E se for preciso coloc�-los de quatro aqui, eu farei isso!

Quero est� �rea limpa!

Limpa! Limpa!

Agora...

aten��o!

Pelot�o, esquerda!

Vamos l�, comecem!

Recolham!

N�o quero ver nenhum peda�o de papel!

Me escutaram?

Nenhuma bituca!

Nenhum chiclete!

Vamos, juntem!

Mexam-se!

Mexam-se!

- Por que parou? - Pego uma carona daqui.

- Quer um sandu�che? - N�o.

Voc� est� sempre faminto.

- Nos vemos amanh�, t�? - Sim.

Adeus.

Voc� vem me seguindo.

Sim...

estou te seguindo.

Em outro...

Em outro dia...

eu tamb�m te segui.

Me entende?

Por Deus, Swanee, eu preciso de voc�.

Preciso de voc�.

Voc� � a �nica coisa que importa.

- Voc� � meu. - N�o, voc� est� enganado.

N�o estou.

Tenho passado por um inferno e n�o passarei por isso novamente.

- Voc� � meu. - Voc� est� enganado.

Agora, preste aten��o...

eu estou indo embora. E eu lhe pe�o, por favor...

me deixe em paz.

N�o me siga. E n�o se aproxime de mim.

Swanson!

- Afaste-se! - Por favor.

Saia!

Me largue!

Eu n�o... Eu n�o fiz isso, Swanee.

N�o fiz...

Voc�s se consideram soldados?

Um bom soldado nem cuspiria no melhor homem deste regimento.

N�o chamaria de soldado...

nenhum de voc�s.

Entenderam?

Est�o me ouvindo?

Sargento Callan.

Dispense os homens e apresente-se na administra��o.

Eu n�o reportei nada disto ainda.

Ainda posso ignorar tudo isto.

Como � que �?

Sargento Callan...

eu o estou afastando de seus deveres como Primeiro-Sargento.

N�o.

Meu nome �...

Primeiro-Sargento...

Albert Callan!

E ningu�m...

jamais me afastou...

dos meus deveres...

em toda minha vida.

E se algu�m tiver que faz�-lo...

certamente n�o ser� algu�m como voc�!

Olhe para voc�!

Tem a coragem de me reprimir na frente dos meus soldados?

E por Deus, senhor...

tenha a dec�ncia de se dirigir a mim como um oficial e um soldado.

Aprume os ombros!

Caminhe como um homem!

Responda!

Companhia, dispersar.

Legendas - J�berson

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