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* CAMPO DE BATALHA *
Esta hist�ria � sobre o esp�rito indom�vel do ser humano.
Acontece na Cor�ia.
- Capit�o, quem est� no comando hoje? - Webbe.
- Como est� hoje, soldado? - N�o muito mal, major.
Peito perfurado.
- D�i mais quando voc� respira? - Sim, senhor.
Prepare-o para a cirurgia.
Tem um caso especial, Jed.
Foi ferido faz 20 minutos.
Chegamos.
- Qual � o seu dever aqui, sargento? - Que todos trabalhem.
Mais alguma coisa?
Tentar permanecer vivo, tenente.
Fico feliz em v�-la, tenente.
- Obrigado. - Como est�, soldado?
Quem est� falando?
- Cigarro? - Sim.
Vamos, soldado.
- Vamos. - N�o, vai.
Abaixe.
Vamos, protejam-se todos.
Agache.
- Quer ganhar a guerra sozinha? - Poderiam ter morrido.
Sempre temos mais feridos que enfermeiras.
- Ser enfermeira significa. . . - Agora podemos sair.
Ser enfermeira significa. . .
Significa curar os feridos, n�o trazer mais para o hospital.
- Acaba de chegar? - Sim, senhor.
- Ruth McGara, senhor. - Bem-vinda a bordo.
O quartel � l�, quartos e banheiros nos dois lados.
O hospital � al�, mas n�o v�, � o geral.
- Sim, senhor. - Pare de fazer isso, por favor.
- Voc� trouxe? - N�o tinha u�sque.
- Est� perdendo o sentido. - Eu trouxe tr�s enfermeiras.
A arma secreta do nosso ex�rcito.
- Vou pegar uma garrafa. - Major.
Chamada urgente.
N�o precisa estar cheia.
O novo ponto � DS6742.
2740. Amanh�, �s 12:00 hs.
Saiam j�.
Quando?
Agora mesmo.
� noite?
Como quiser.
Como quiser. J� sabe a capacidade da sua unidade.
Sim, senhor.
Temos que ir.
Para cima.
- Iremos daqui para c�. - Est� bem.
A 2 km tem ferrovias para evacuar os pacientes.
- Aqui. - Sa�mos de madrugada.
- N�o, agora. - Est� escurecendo.
- Est� preocupado em n�o dormir? - N�o, senhor.
- O coronel n�o concorda. - � uma ordem.
Coloque-me com o coronel Walters.
Vou ver a nova posi��o.
Voc� fica no comando.
Evacuar todos os pacientes.
- Alguma sorte? - Ainda n�o, senhor.
Major. . .
Nada, senhor.
- Podem levantar as barracas? - Se chegam, sim.
N�o consigo localizar o coronel, senhor.
- Continue tentando. - Sim, senhor.
Ser� bem al�.
Ser� que vai afetar a aterrizagem?
Acho que n�o.
Bem, vamos voltar.
Unidade 66 chamando Windmill 13951, cambio.
Unidad 66.
Windmill 13951, prossiga, cambio.
Peguem um ferido e levem-no ao hospital.
Posi��o do ferido: G212.
Repito: 212.
�rea insegura, cuidado.
Zona de fogo inimigo.
Traga-o.
- H� mais feridos, major. - O qu�?
Nosso m�dico tamb�m est� ferido.
Disseram que havia apenas um.
Sim, faz 10 minutos.
Um m�dico n�o deve estar ferido.
� muito grave.
Coloque-o atr�s, ele vai na cabine.
Vamos cobri-los.
Adeus e obrigado.
Kirk, cubra o helic�ptero.
- E quanto ao banho? - � um frio dos diabos.
Barraca abaixo!
Preparados!
- Todo mundo fora! - Todo mundo fora!
- Barraca abaixo! - Barraca abaixo!
- J�! - J�!
Bem, � isso.
Desculpe, acho que a guerra acabou.
Tiraram as barracas.
Voltar para a estrada novamente.
Fazer malas, ir embora. . .
- Acabo de desfaz�-las. - Chegamos h� quatro dias.
- N�o nos avisam antes? - Vamos para a fronte.
Sete vezes em vinte e tr�s dias?
- Assim � o ex�rcito. - Como nos circos, n�o?
J� ouviram?
- A guerra acabou. - Partimos esta noite.
- Deixa para mim? - J� cheira bem.
- Por que de noite? - Ordens do Jed.
Desde quando o chama de Jed?
Algum dia vou conseguir.
Com sua apar�ncia?
Rodo?
� perfume.
Ei, o major Webbe. . .
- que tipo de pessoa �? - Por qu�?
Eu o conheci.
Fiz o que fiz, estava errada.
O que fez?
Nada em absoluto.
Ajudar um soldado e me atacou de repente.
Foi de dia?
N�o fa�a isso, n�o fa�a aquilo. . .
Me devolve o pente? Obrigada.
- N�o gosta das enfermeiras? - Ele gosta.
- Mas no seu lugar. - Lembre-se, querida.
E voc�, querida.
- Not�cias do coronel? - N�o.
- Tudo evacuado? - Vai estar pela manh�.
- Pronto? - Sim.
- Bem, vamos. - Sim, senhor.
Em marcha!
Em marcha!
Em marcha!
Vamos embora!
Vamos embora!
Vamos embora!
Dez minutos de descanso.
Tenente, o lugar de fumar � fora.
Major.
Major.
Major. . .
- Est�o juntos? - N�o, ela gostaria.
Est�vamos preocupadas com voc�, Jed.
Ficou preso e arriscou sua vida.
Sim, quando v�-lo lhe direi.
Todos para baixo!
Abaixem-se.
- Major! - Sim.
Vamos embora!
Est� bem?
Sim, acho que sim.
Toda vez que nos vemos, me joga no ch�o.
N�o queria que lhe concedessem o Cora��o P�rpura t�o cedo.
N�o, senhor.
No momento s� tenho escoria��es.
N�o quis me intrometer esta manh�.
- Esque�a. - Sim, senhor.
O que faz uma garota como voc� na Cor�ia?
Ir � guerra como todos.
Como todos?
O que as pessoas sabem da guerra ou de n�s?
Ou da vida aqui?
- N�o muito. - N�o sabem nada.
Nos arrastando na lama, debaixo de chuva, cercados de inimigos..
Congelamos no inverno e os mosquitos nos picam no ver�o.
Sem poder dormir e sem paz.
Sem comida quente.
Sem mulheres.
- Sem mulheres. - Um momento.
- O que foi? - Acha que n�o sei o que � isso.
Talvez ainda n�o saiba como me virar por aqui,
mas sei que quer um beijo.
Na Pensilv�nia sou a melhor na ca�a de tais tentativas.
- Sim? - Sim.
- Nunca aconteceu com voc�? - N�o.
J� ouvi todos os tipos de hist�rias.
Desde maridos incompreendidos
at� caras que me v�em como uma irm�zinha.
Mas voc�. . .
- A guerra � t�o dura. . . - Foi t�o �bvio?
N�o, senhor, foi indescrit�vel.
Muito bem, rapazes, r�pido.
Vamos, alinhe bem.
- Levantar barracas! - Levantar barracas!
Levantar barracas!
Levantar barracas!
Bem, em marcha.
Verifique bem essa �rea.
O coronel Walters est�?
L� atr�s!
Bom dia, coronel.
Um dia dif�cil?
Ningu�m se complica tanto quanto voc� em t�o pouco tempo.
Est� nos meus genes.
- N�o � engra�ado. - N�o, senhor.
Pegam eles numa emboscada,
voc� vai com o helic�ptero
e poderiam t�-lo matado.
Isso acontece na guerra.
Coronel, est�o chegando muitos feridos.
- Dobbs, meu jaleco. - Sim, senhor.
Fez bem em sair ontem � noite.
- Poderia dirigir isso sozinho. - N�o quero dirigir nada nem ningu�m.
Temos companhia.
Obrigado.
Primeiro vai procurar lugar.
Quando chegar fingir� surpresa.
- Fique. - De jeito nenhum.
N�o v�, por favor.
- Bom dia. - Bom dia, major.
- Nossa, que surpresa. - O mundo � pequeno.
- Bem. . . - Sim.
Um momento.
- Est� com os refugiados coreanos? - Sim, senhor.
- N�o se atrase. - N�o, senhor.
Voc� vem?
Termine seu caf�, tenente.
Nenhuma, heim?
Que pena.
Bem, trouxeram vodka e
atum e ovos e talvez possamos comemorar.
Teremos um relacionamento maravilhoso.
- Por que eu? - Por que n�o?
N�o estou aqui para isso.
S� me interessa ganhar a guerra.
Pensei que enquanto ganhamos a guerra. . .
- N�o me conhece. - O que voc� aposta?
Quero ser uma boa enfermeira.
Quer apostar?
Tem molho no rosto.
Est�o h� dois dias assim.
Descansar�o quando terminarem o trabalho.
- Franklin. - Sim.
Ajude-me.
Est� ferido.
Como foi?
Como est�?
Mal.
Foi atingido por uma bomba.
N�o sair� desta.
Deixa o major Webbe decidir.
Sargento.
- Fa�a uma radiografia. - Sim, senhora.
- Bebida? - N�o, obrigada.
- O material est� atrasado. - Eu sei.
J� n�o temos mais.
Tem uma crian�a com um grave ferimento no peito.
O Webbe cuidar�. Vou pedir mais sangue.
Est�o fazendo a radiografia.
Os refugiados est�o se tornando um problema.
Quando se preocupar� com o meu problema?
Da crian�a coreana.
- Foi id�ia sua. - Eu tive algo a ver.
- Dobbs, cirurgia tor�xica. - Sim, senhor.
- Pronto. - Sim, senhor.
- Voc�, para dentro. - Eu?
- Eu? - Sim, ganharemos a guerra juntos.
Bisturi.
Ainda est� aqui?
Sente-se.
- O menino coreano. . . - Continua na sala de cirurgia?
Sim, senhor.
Radiografia.
- N�o havia nenhuma chance. - Agora sim.
Tesoura.
Voc� vai costurar?
N�o tem pulso.
Retrator.
Retrator.
Para que?
Segure aqui, Dobbs.
100% de oxig�nio.
Maior.
Melhor assim.
Um, dois, um, dois. . .
Est� quente, heim?
Voc� j� fez antes?
N�o.
Adrenalina.
Tem pulso.
Bem.
Precisa de sangue.
Eu vi, mas n�o acredito.
- Como est�? - Vai ficar bem.
Mas eu n�o estou.
O dia todo dirigindo. . .
- Mais uma bebida? - Boa id�ia.
- Boa noite, major. - Boa noite.
- N�o quer entrar? - Estou muito cansada.
O que est� pensando?
- Nada. - Bom.
Isso � bom.
Pelo menos n�o perde seu tempo.
- Fez um bom trabalho. - Voc� � muito bonita.
Seria maravilhoso poder fazer tamb�m.
S�rio?
Quem inventou as armas ficou milion�rio,
mas aposto que n�o sabe quem inventou a novoca�na.
Einhorn, em 1905.
- Por qu�? - Por nada.
Major, tem que parar de me agarrar.
- Conto alguma coisa de mim? - Agora, n�o.
Trabalhava numa f�brica de bolachas seis dias por semana.
Sabia que a Pensilv�nia � famosa por. . . ?
Pelas bolachas?
- O que foi? - Fique longe.
Voc� n�o gosta?
- Esse � o problema. - Relaxa e aproveita.
- Eu n�o posso. - N�o quer nem tentar.
N�o se zangue.
Se estou com algu�m, tem que ser at� o fim.
S�rio?
Ou seja, para sempre.
Casar e. . .
N�o se zangue.
N�o estou zangado, mas estou muito nervoso.
Voc� viu o que fez?
N�o, n�o, n�o quero falar com a equipe m�dica.
O carregamento vai chegar amanh�.
Al�, al�?
Al�?
Sou o coronel Walters. Quando vai chegar?
Entendo.
Bem, obrigado.
- Direi para o Rusty ir. - N�o h� pressa.
- N�o sabem quando chegar�. - Vou ver os pacientes que saem.
- Se machucou? - N�o sei.
- Acabou a luz. - Deve ter sido o gerador.
- D�i muito? - Acho que torci o tornozelo.
- Desculpe te assustar. - N�o importa, quando quiser.
A barraca.
A barraca!
A barraca!
A barraca. . .
Quem tenta proteger da chuva?
- Do que ri? - � a primeira vez que me beijam assim.
E esta � a segunda.
Fa�a outra vez.
Foi interessante.
- O que far� agora? - Esperar por voc�.
Bem.
Lebrowski, Leneer, Loberman, McCoy.
Tasman e Zimmer.
Alguns ir�o amanh�.
- Voltar�o para casa? - Alguns, sim.
- Meia unidade de sangue. - S� tem plasma.
- Est� bem. - N�o h� sangue.
- Chegar� amanh�. - Use o meu.
- N�o � do mesmo tipo. - Conseguirei gente.
- E se n�o quiserem? - Lhes darei uma ordem.
- O plasma � como o sangue. - Desde quando?
- Fa�a o que disse. - Sim, senhor.
Vem ao clube?
Continua esperando?
Te vejo l�.
- Empresta os seus discos? - Sim, pegue.
- Voc� vem, Dobbs? - Vou mais tarde.
Certo.
N�o se decepcione muito se n�o vier.
N�o seria a primeira vez.
- O que voc� sabe. - Ningu�m sabe nada dele.
Como saber se um homem vale a pena.
Pode at� ser casado.
Um motorista experiente garante a seguran�a.
- S� tento ajudar. - Ent�o guarde as garras.
Se um homem n�o fala do seu passado, n�o garante um futuro.
N�o d� ouvidos. Nada do que diz vale a pena.
Especialmente se forem conselhos.
Suponha que. . .
- Suponha que �. . . - Casado?
E ent�o?
N�o � nada s�rio, s� um bom passa tempo.
Querida. . .
Est� muito ligada?
Chegou o seu encontro.
Obrigada.
- Onde vamos? - N�o h� muito para escolher.
Bem, vamos ficar juntos.
- O ex�rcito n�o d� muita privacidade. - Como enxerga pouco.
- Jed. - Sim?
- Como � a sua fam�lia? - Por qu�?
- N�o sei muito sobre voc�. - Sabe o suficiente.
Nem sei se gosto de voc�.
Vai cometer o maior erro das mulheres: Falar muito.
- Te aconteceu outras vezes? - Se n�o mudar o assunto n�o tem presente.
- N�o gosta da sua fam�lia? - Eles s�o bons.
- Custou metade do meu pagamento. - Obrigada.
- Voc� tem. . . ? - O qu�?
Irm�os?
- J� esteve numa ambul�ncia? - Jed.
- E � noite? - Uma esposa, talvez?
Voc� tem?
Vai estragar algo maravilhoso.
- N�o deveria saber? - N�o.
Isso significa que sim.
Vou pegar uma bebida.
- Por que n�o quer falar? - Quero uma bebida.
- Voc� acabou de beber. - N�o era muito forte.
- N�o podemos falar de n�s? - Falar nos prejudicar�.
Voc� vem?
Est� zangado e � culpa minha.
Quero que isso d� certo.
Sou boa para voc�.
E vai durar para sempre.
Nada � para sempre.
Inclusive � dif�cil que uma noite saia bem.
Vem ou n�o?
- Chegou as unidades de sangue? - N�o, senhor.
Pronto para a transfus�o, senhor.
- Enfermeira. - Sim, senhor.
- Tem not�cia do capit�o Rusty? - N�o, senhor.
- Mais esponjas, enfermeira. - Sim, senhor.
� a base a�rea?
� a base a�rea?
- Al�? - O Rusty est� a caminho.
- Mas n�o chegar�. . . - E o que eu fa�o?
Al�, base a�rea?
As barracas n�o aguentam.
- N�o aguentam? - N�o.
Bloqueia o vento com os caminh�es.
- Anoitecer� em uma hora. - A base a�rea, major.
Jed, n�o o deixe decolar.
Al�? Base A�rea?
Sou o major Webbe, unidade 66.
Unidade 66.
Um dos nossos pilotos foi buscar o sangue.
O capit�o Rusty.
Deixe-me falar com ele.
Ele saiu?
Quando?
Saiu h� 20 minutos.
Contate-o pelo r�dio.
Para ele voltar.
Arrisca a sua vida por umas unidades de sangue.
E a vida deles?
Vamos, r�pido, volte!
D� a volta!
- Em fila todos. - Me d� uma m�o.
- Contate-o pelo r�dio. - Para dizer para rezar?
Diga que quando ouvi-lo, farei sinais com as luzes.
Para me seguir at� a pista.
- Para aterrizar quando der. - Sim, senhor.
Vamos.
Unidade 66 contatando com Windmill 13951.
Unidade 66 contatando com Windmill 13951.
- Est� ouvindo? - N�o.
Vamos, coloque aqui.
Coloque em linha reta.
Muito bem, vamos.
Acho que. . .
- � ele. - Acenda.
Acenda r�pido, rapazes.
Vamos!
Depressa.
Pensei que n�o conseguiria.
O sangue chegou, doutor.
J� n�o precisam mais dos doadores. Obrigado, soldado.
Tamb�m precisa de uma transfus�o.
- U�sque. - Obrigado.
- Viu as luzes? - Sim, muito obrigado.
- Mais esponjas. - Acabaram.
- Acabaram? - Sim.
Bem, algu�m precisa lavar e esterilizar as usadas.
Sim, senhora.
- Ainda tem muitos pacientes? - Bastante, senhor.
- Onde est� o Webber? - Ele se foi.
Traga-o.
- O que foi? - N�o parou o dia todo.
- Como o resto. - Sim, senhor.
Um momento. Onde est�?
- Acho que. . . - Sim?
N�o tenho certeza.
- Eu mesmo vou procurar. - Sim, senhor.
Quer beber comigo?
N�o, obrigada.
N�o se importa que eu fa�a?
Sabe?
Fez mal em me deixar a noite passada.
- Voc� que me deixou. - N�o devia fazer isso.
- Vamos sair daqui. - Vamos dan�ar?
Trago um pouco de caf�?
E estragar isso que demorei tanto para conseguir?
- O coronel Walters precisa de voc�. - E eu preciso de voc�.
- Voc� n�o entende. - Sim, eu entendo.
Quer salvar o mundo.
N�s dois salvaremos, sem ajuda de ningu�m.
- Tem que curar a bebedeira. - Senhora. . .
Est� no lugar errado. Precisa de um "tamborim".
Um tamborim.
O coronel Walters precisa de voc� no hospital.
- O que voc� disse? - Precisa de voc� no hospital.
- Agora? - Agora mesmo.
Eu n�o posso ir assim.
Estar� pronto num minuto, senhor.
- Espere l� fora, por favor. - Mas. . .
Sim, senhor.
- Voc� est� b�bado? - Sim, senhor.
- Apresente-se no quartel. - Sim, senhor.
Apresente-se no quartel, amigo.
- Sinto sobre a noite passada. - Pode fazer duas coisas.
Pode pedir transfer�ncia.
Ou voc� fica e n�o bebe mais nenhuma gota de �lcool.
Se ver voc� beber, ir� para a corte marcial.
Cada baixa merece o melhor de n�s.
De voc�, de mim e de todos.
O melhor e quando necess�rio.
8 ou 24 horas por dia. Inclusive 7 dias, se necess�rio.
Assim deve ser.
- �s suas ordens. - Eu vou decidir.
Deixar� o ex�rcito e a medicina se voc� beber uma s� vez.
- Est� bem. - Voc� estava b�bado.
Sim, eu estava. - Nunca tinha te visto assim.
- Por que a noite passada? - Talvez seja a guerra.
- Estupidez, fealdade, inutilidade. . . - � um trabalho.
Existem outros trabalhos.
Nunca terminamos o trabalho.
Mesmo que s� uma vez super�ssemos o n�mero de feridos.
Esta � uma gera��o estranha.
Tr�s grandes guerras numa vida.
N�o sei. . .
O que mais h� em nossas vidas al�m de guerras?
- Sim? - Coronel Walters?
- Sim. - Tenho um pedido.
Bem, eu me encarregarei.
Diga.
- Coronel, tenho um pedido. - Sente-se.
Obrigada, prefiro ficar de p�.
Quero uma transfer�ncia.
Tem pouco tempo para que a mude.
- Eu n�o quero voltar. - N�o?
N�o, mas para outro hospital.
- H� alguma raz�o? - Sim, senhor.
� pessoal.
- Um caf�, cabo? - N�o, senhor.
Sim, senhor.
- Pessoal? - Sim.
- Refere-se ao major Webbe. - Sim, senhor.
O que fez?
Nada, senhor.
N�o � ele, sou eu.
Estou causando problemas para ele.
Fiz-lhe muito infeliz.
E eu fui a causa da bebida.
- E solucionar� transferindo-se. - Sim, senhor.
Suponhamos que tenha raz�o, o que eu duvido.
Que foi culpa sua.
Embora n�o seja.
Se sentiria melhor se voc� fosse embora?
Quer ajudar ele e eu?
Eu n�o quero perd�-lo, coronel.
Usa uma t�tica errada.
Em vez de se retirar, talvez deva avan�ar.
� para voc�.
Sabe a teoria das t�ticas?
N�o muito.
- Est� bem. - Por qu�?
Boa noite.
- Suba. - Onde vamos?
- Saimos. - Tem algo para mim?
- Problemas? - Nada que n�o possa resolver.
Quer entrar?
E ver como bebem? N�o, obrigado.
O que saber�o eles da guerra?
Est�o mortos de frio ou est�o sem calefa��o?
Est�o sem comer ou est�o sem homens?
- Sem homem? - Para de me agarrar.
Relaxa e aproveite.
- Que hist�ria � essa? - Para sair do inferno.
Bem. . .
- E agora? - Bem. . .
- Preciso de um conselho. - Diga.
- Primeiro pe�o desculpas. - Voc� n�o fez nada errado.
� pela outra noite.
- N�o queria fazer tantas perguntas. - Queria saber se tenho esposa.
- Agora n�o � mais importante. - Nesse caso eu vou dizer.
Sim, tive uma esposa. E tinha duas cabe�as.
Uma delas e eu n�o nos d�vamos bem.
Fui casado e ela me deixou.
N�o tentou o suficiente.
Fui para a guerra e se cansou de esperar.
Foi embora com outro.
- Eu entendo. - N�o entende.
N�o acredita mais em casamento.
N�o acredito no meu.
Acho que terei que voltar caminhando.
N�o te pedi em casamento.
Para voc� n�o funcionaria de outro modo. N�o saberia parar.
No que sinto por voc�?
- O que eu fa�o? - Encontrar� algu�m.
- Talvez se esperassemos um pouco. . . - N�o, querida.
N�o temos futuro.
Tenente, tem que voltar para o hospital.
- Tchau. - Vamos, rapazes.
Precisam de n�s no hospital.
Precisam de voc�s no hospital.
Depressa.
Coronel, lhe esperam.
- Chegaram muitos? - Sim, senhor.
Tenha cuidado.
Leve-o para dentro.
J� podem ir.
Major.
Enfermeira, a m�scara.
Chegamos.
Todos para baixo.
Trouxemos mais prisioneiros.
Tire suas roupas.
Coloque-o aqui.
Calma, n�o se assuste.
Levante.
Abaixe.
Ajude-me com um ferido.
Ei, espere.
O que est� fazendo? Vem aqui.
N�o chegue perto. Est� assustado.
N�o deixa ele passar.
Soldado.
N�o se assuste.
N�o vamos te machucar.
Ningu�m vai te machucar.
Calma.
N�o tenha medo.
Virgem Maria. . .
Maria tinha um cordeirinho.
Maria tinha um cordeirinho.
Maria tinha um cordeirinho.
Por favor, n�o jogue a granada.
N�o saberia o que fazer.
Solte-a, por favor.
N�o tenha medo.
Ningu�m vai te ferir. . .
Calma, n�o se assuste.
Calma, s�. . .
N�o tenha medo.
Por favor, n�o tenha medo.
Ningu�m vai te machucar.
- Est� bem? - Sim, se importa de pegar?
Por favor.
- Tem certeza que est� bem? - Sim, eu estou.
Por aqui.
Traga-os aqui.
N�o respira.
- Press�o arterial? - N�o.
- Pulso? - N�o.
Est� morto.
Jed.
Jed, espere, por favor.
Sim?
N�o se culpe pela morte desse soldado.
N�o s� por esse rapaz.
Mas por muitos outros.
N�o consigo parar de chorar.
Deixe-me ver.
Fique aqui e chore.
Tire os sapatos.
Por que eu tenho que tirar?
� uma ordem do m�dico.
Certo.
Tem u�sque?
A Ruth est� esgotada.
Coloque os p�s.
- Sente-se melhor? - Obrigada.
- Ei. . . - Toma.
Jed.
- Para relaxar. - Obrigado.
- Boa noite. - Boa noite.
Termine-o.
Quanto ao que fez antes,
n�o foi se arriscar demais?
- Quer saber de uma coisa? - Sim.
N�o pensei em nada.
Parab�ns, voc� � uma veterana.
Antes costumava pensar que sabia tudo sobre a guerra.
E agora?
J� n�o tenho tanta certeza.
- Parece tudo uma perda de tempo. - Sim.
A �nica coisa que n�o temos � tempo.
N�o se pode voltar e recuper�-lo.
Est� bem?
N�o posso abrir os olhos.
- Como estou pela manh�? - Voc� parece bem.
Acredita em sonhos?
S� quando aparecem mulheres exuberantes com meias pretas.
- Eu sonhei sobre n�s. - O que sonhou?
Estava doente em casa e eu estava cuidando de voc�.
Eu sei como pode me curar.
- Cozinhei para voc�. - Isso � o que me deixou doente.
- E quando voltar do trabalho. . . - Costumo trabalhar at� tarde.
Ent�o eu vou te ver.
Finjo ser uma paciente e fazemos amor no consult�rio.
Assim perderei mais pacientes.
Voc� � um cara engra�ado.
- N�o pode dizer que me ama? - Prefiro fazer amor.
N�o me ama.
Por que sempre tem que encontrar palavras para tudo?
A verdade � que. . .
A verdade nunca deve ser dita por amantes.
Se disser, pode se acabar.
Eu vou dizer.
Eu nunca amei ningu�m assim.
- Leve-me ao coronel Walters. - Sim, senhor.
- Agora mesmo. - Sim, senhor.
Vista-se, t�m que ir.
- Tome um caf�, tenente. - N�o, obrigado.
A frente vai avan�ar.
- T�m que ir logo. - Como vamos mudar tudo?
Mudar�o sua unidade para este ponto.
- Podemos levar os feridos? - Sim, senhor.
- E como evacu�-los? - Com o trem.
O Walters est� ferido.
Devagar.
� grave?
N�o o perder�.
- Evacue o hospital. - Sim, senhor.
Com o trem.
A frente se aproxima.
Rasgue isso.
Com cuidado.
- J� podem ir. - Sim, senhor.
- Statt. - Sim?
Leve os feridos.
Pegue uma tesoura.
Franklin.
250 gramas de morfina e 300 mil unidades de penicilina.
Os feridos graves v�o no trem.
Diga para o Dobbs selecionar os mais cr�ticos.
Sim, senhor.
Capit�o.
O local est� no mapa.
Levem-no para fora.
Des�a-me.
Des�a-me.
- Voc� tem que ir. - Des�a-me.
N�o pode se mover.
Levem-no.
- N�o parece haver nenhum trem? - Eu sei.
- Onde est� o trem? - Como est� o p�?
- N�o h� trem? - N�o, senhor.
Major.
N�o aguardar�o.
- Esperaremos o trem? - E se n�o vier?
Major!
Ponha o caminh�o a� na frente.
Venha aqui.
Poder�amos usar essas rodas.
- J� usou alguma vez? - Uma vez usei algo parecido.
- V� em frente. - Sim, senhor.
Me d� uma m�o!
Dois de cada lado!
- Vamos. - Cuidado.
Cuidado.
D� a volta.
Agora, solte.
- Nome? - Edwards.
- Nome? - Sommers.
H� algo de errado, tenente?
N�o se preocupe.
- Logo voltar� para casa. - Obrigado.
Nunca vou esquecer o que fizeram por todos n�s.
Deus te aben�oe.
Obrigado.
- Peguem o jipe. - � o �ltimo paciente.
- E o plasma? - No caminh�o.
- Comida e �gua? - Toda que podemos levar.
- Unidade? - 66.
Quando poder�o ir?
- Nuns 10 minutos, senhor. - V�o passar 2000 homens por aqui.
- E as barracas? - N�o temos lugar.
- Queime-as. - Sim, senhor.
Vamos.
Cabo.
- Verifique o soro desse caminh�o. - Sim, senhor.
- Jogue gasolina nas barracas. - Sim, senhor.
- Pronto. - O resto tamb�m.
Chega, des�a da�.
Protejam-se!
Em marcha.
Vai ficar bem, foi s� um choque.
Vamos, coloque l� embaixo.
Isso mesmo.
Tem que levantar as rodas.
Pega o macaco.
- Traga outro homem. - Sim, sargento.
Muito bem.
Abaixa com cuidado.
Devagar.
Agora.
Tira o macaco.
- Amarre firme. - Entendido, sargento.
- Ficar� bem? - Sim.
Suba a roda.
- Vai funcionar? - N�o sei, senhor.
- Experimenta. - Saia com o caminh�o.
Vai bem devagar.
Bem, pare.
- Funciona. - Sim.
- Jack. - Sim, senhor.
Mande as enfermeiras nesse caminh�o com o coronel.
- Subam todas. - Sim, senhor.
Ol�, Danny.
Ol�.
- As enfermeiras v�o tamb�m. - O local est� marcado a�.
Devem chegar esta noite.
Os feridos n�o aguentar�o se formos r�pido.
Nem se formos devagar.
N�o sobreviver�o nem uma noite.
N�o parem. T�m que salvar os pacientes.
E para isso tem que chegar ao hospital esta noite.
- Est� bem. - Boa sorte.
Vemo-nos na nova localiza��o.
Fala a minha l�ngua?
Diga a ele para n�o ter medo.
Vai para a Cruz Vermelha.
Guerra n�o mais.
Que ter� comida e ir� para a escola.
Diga para n�o ter medo.
Est� tudo pronto?
� a nossa despedida?
Ningu�m sabe se vai sair de uma guerra.
- E se apenas um sair? - Vamos sair os dois.
Tudo pronto, major.
- Tem que ir. - Est� bem.
Temos que nos despedir.
- Oxal� tivessemos mais tempo. - Passamos algum tempo juntos.
Eu sei.
N�o quero que acabe.
Desculpe.
- Sempre digo o que n�o devia. - Bem, diga o que quiser.
- Eu te amo. - Isso � o que eu queria ouvir.
Vou te procurar.
Vou porque quero voltar para voc�, entende?
Vamos.
Certo?
Certo?
Em marcha!
- Ol�. - Ol�, Sargento.
- Como vai tudo? - Est� dif�cil.
Algum problema?
- N�o pode passar, major. - Tenho muitos pacientes.
H� grupos de guerrilheiros. Est�o a 2 km daqui.
Podem ir para l�.
- Tem certeza que est� aberta? - N�o tenho certeza de nada.
N�o fiquem aqui.
Logo estar�o no ponto de disparo.
- Para l�? - Isso mesmo.
Est� tudo bem a�?
Ao solo!
Ao solo!
Que saiam de l�, r�pido.
- Qual � a sua unidade, major? - A 66.
Me d� o mapa.
Vamos para esta �rea.
O caminho est� cortado.
- Mais guerrilheiros? - Sim, senhor.
- Quanto vai durar? - O terreno lhes favorece.
- Quanto? - Podem ser duas horas ou dois dias.
Tem uma estrada l� embaixo.
A uns 2 km.
- A reserva avan�a por ela. - Obrigado.
N�o podemos nos mover nem permanecer, o que fazemos?
Desceremos os pacientes.
- E ent�o? - Desceremos os ve�culos por a�.
Vamos tentar.
- Vamos fazer. - Sim, senhor.
E sem perder um �nico ve�culo.
N�o quero imprudencias, apostas nem alardes.
Quero todos os caminh�es e ambul�ncias.
Devemos chegar esta noite.
- E os pacientes? - Ir�o sobre os ombros.
Com ordem e delicadeza, descer�o nos ombros.
- Em marcha. - Sim, senhor.
Em marcha, soldado.
Vai devagar.
O pr�ximo.
Est� bem?
Bem.
Tenha cuidado.
Devagar.
Quando voltar a ouvir algu�m se queixar do ex�rcito. . .
D� uma olhada.
Ainda n�o inventaram uma medalha para essa gente.
Unidade m�dica, aqui unidade 66.
Unidade m�dica, aqui unidade 66.
Respondam, por favor.
Cambio.
- Ol�, tenente. - Ol�, major.
LEGENDAS : Laercio Tradu��o da legenda em Espanhol
Agradecimentos � coopera��o do Departamento de Defesa,
do Ex�rcito Americano,
e em especial �s Autoridades da Sa�de.
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