All language subtitles for Puerto Africa - Port Afrique (Rudolph Maté) Pier Angeli DUAL Spa-Eng

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Original subtitles

PECADORAS DE PORTO ÁFRICA

Ah, Coronel! Entre, entre!

O lugar é seu.

Não, Nino. O lugar é seu.

Por isso vim aqui.

Não vá me dizer que estou com problemas com o senhor.

Tento sempre estar ao lado da polícia.

Artista maravilhosa, Coronel.

Sim.

Mas não tem passaporte.

Não gostaria de perdê-la, não é?

Não.

Juro que não sabia.

Mas esta pode passar, é uma grande artista.

Mas e as outras?

As que diz que são convidadas?

Não pode ficar fazendo contrabando de talentos...

aqui já temos bastante.

Além do mais, tenho o dever de proteger os cidadãos.

Os seus delitos se multiplicam.

Meu Coronel, o navio está no porto.

Volte quando quiser, Coronel.

Para mim sempre será um prazer.

Nino, me interessam alguns de seus clientes.

Por isso venho tantas vêzes.

Ynez, pensou no que te perguntei outro dia?

Vamos falar sobre isso outra hora.

Está bem, te darei mais tempo.

Obrigada, Nino.

Sou um homem rico.

Posso te dar muitas coisas...

um grande automóvel americano...

diamantes que cobrirão tua pele...

como pequenas estrelas.

Não estou aqui há muito tempo.

Não é tão fácil como você acredita.

Por que não?

Estou sendo sincero. Desejo me casar com você.

Faremos um grande casamento em uma igreja...

com direito a tudo que quiser.

É a primeira vez que faço uma promessa...

assim à uma mulher.

Você é um homem estranho.

Eu abri meu coração...

pode acreditar no que eu digo.

Tudo o que tenho será seu.

Por favor, as pessoas estão olhando!

Me arrisquei muito te trazendo para cá...

sem passaporte, sem nada.

Mas eu digo pra mim mesmo: Seja paciente...

ela vai mostrar gratidão...

Deixe-me ir, tenho que pensar um pouco.

Tudo bem.

Posso ser paciente.

No final, tudo vem ao Nino.

Hey, senhor, coloque as proteções nas cordas. Você sabe como é aqui em Porto África.

Sim, eu sei.

Espero que tenha feito uma boa viagem, Sr. Reardon.

Obrigado por ter me recebido à bordo.

Fico feliz em poder ajudar.

Jacques! - Oi, Rip!

Seja bem-vindo!

O mesmo velho Rip!

Um pouco pálido talvez, depois de meses no hospital.

Mas vai sentir melhor agora que está aqui outra vez.

Major-Coronel, parabéns.

Não sou coronel de verdade. É um cargo honorário.

Em Porto África um chefe de polícia não pode ser coronel.

Avisou para alguém que ia chegar?

Não, não avisei ninguém.

Bem, isso é um verdadeiro mistério.

Por que nem ao menos Georgette?

Eu te conto depois.

Como está ela?

Muito bem. Eu a vi outro dia...

e ela está mais bonita que nunca.

Podemos telefonar para ela e eu te levo para casa.

Não, não.

Estive fora muito tempo, Jacques.

Me sinto como um estranho.

Você, um estranho?

Jacques...

gostaria da falar com você antes de ir para casa.

Claro, Rip.

No meu escritório? - Ótimo.

Porto África não mudou muito.

Não na superfície.

Mas a cidade já não é a mesma.

O povo também muda.

Você mudou? - Talvez um pouco.

Lá está o Robert!

Não o chame.

Não quero arriscar nenhum negócio...

na minha primeira noite aqui.

Espero que Robert tenha cuidado bem do negócio...

enquanto estive fora.

O negócio é de vocês dois.

Não me diga que continua jogando...

à longa distância com o tal... como se chama?

Confesso que é meio solitário.

Isso é mais velho que eu e você juntos.

Foi um presente de um cidadão faz uns três anos.

Eu sabia que irias gostar.

Ficava pensando que enquanto a garrafa...

ficasse intocada em meu armário...

Rip voltará.

À sua saúde, Rip. - Saúde.

Ei, amigo! Devagar, é um conhaque velho.

Isso alegra o espírito, como a primavera em Paris.

Em sua carta não falou muito sobre seu ferimento.

Perguntei à Georgette, mas disse que só sabia

que você estava em um hospital em washington.

Foi na perna, não?

Ainda te dá problemas? - Agora não mais.

E como aconteceu?

Cai em uma emboscada.

Tentei fugir, mas tive azar.

Fui atingido por uma metralhadora...

que me destroçou os ossos.

- Sinto muito. - Não é tão ruim.

Conservo o joelho. Podemos sair de casa como antes.

Já sou muito velho para jogar tênis.

Não estou preocupado por mim, mas por Georgette.

Como ela aceitará?

O que quer dizer?

A perna, a que me destroçaram.

Eu tive tempo para me acostumar com ela.

Se preocupa com a reação dela?

Eu não sei.

Estive com ela apenas um ano desde que nos casamos.

Com o tempo me meu casamento parecia

menos real, como se fosse um sonho.

Com o tempo no hospital tive tempo...

para me lembrar de coisas.

De que coisas? - De Georgette.

Não é culpa dela, eu sei. Mas...

mas Georgette sempre foi muito sensível sobre doenças...

e pessoas feridas.

Ela não gostava nem de tocá-las...

se achava... suja.

E agora...

Isso é tolice!

Ela é sua esposa! Nada disso vai fazer diferença.

- Acredita nisso mesmo? - Mas é claro.

Tenho certeza.

Se é com isso que está preocupado, está louco.

Talvez.

Passou muito tempo no hospital.

Você quer? É o melhor. - Não, obrigado.

Procure Georgette, e verá que...

o que eu disse é verdade.

Era o que venho me dizendo. Mas precisava...

que outra pessoa me disesse.

Então... o que estou esperando?

Obrigado pela bebida, Jacques.

Gostei muito.

Vai para casa? - Mas você não disse?

Claro.

Mas não acha que deveria ligar antes?

Avisar para Georgette que está aqui.

Farei isso.

Senhorita, com o 64, por favor.

Bem, lhe farei uma surpresa.

- Não atende? - Vou esperar mais um pouco.

Deve ter saido.

Bem, é que mereço por não ter avisado...

que estava chegando.

Rip!

Por que não espera aqui um pouco...

e liga mais tarde?

Não, vou esperá-la em casa.

- Pode pegar meu carro. - Obrigado.

Me tirou um peso de cima.

Ei, senhor!

Afaste-se, eu preciso passar!

Você é que tem que afastar-se.

É uma rua de mão única!

Para trás!

Pedro Aranda, nunca se afasta.

O que está fazendo?

Eu disse para sair de ré!

Este carro é de Pedro Aranda!

Ei, Vocês!

Vamos resolver isso pacificamente.

Você também que brigar?

Não precisamente, mas não tem outro caminho.

- Sr. Reardon? - Sim.

Não se lembra de mim?

Pedro Aranda? - Sim.

Não vai me dizer que é aquele menino...

magrinho que vivia lá no aeroporto...

fazendo mil perguntas sobre aviões?

Mas agora não sou mais margrinho.

Não iria mesmo te reconhcer com este quepe...

e esse casaco pra frentex.

Sim, sou um piloto. - Imagino.

Que maravilha, Sr. Reardon está de volta!

Eu te convido para tomar uns drinques.

Não posso, estou voltando para casa.

Vamos, temos tanto para lhe contar.

Agora piloto meu próprio avião.

Por dinheiro vou para onde quiser.

Continua gostando de dinheiro, não é Pedro?

Não senhor, eu odeio. Mas as garotas, adoram.

Agora vamos tomar aqueles drinks.

Sinceramente, eu não posso

Vai ser apenas um golinho, por favor!

Nós somos amigos!

Tudo bem. Apenas um.

Espere por mim.

Motorista, vigie meu carro também.

Dois uísque! Duplo!

Os negócios vão bem, Pedro?

Muito bem, sempre tem alguém...

querendo cruzar a fronteira para algum lugar.

Que tipo de cargas você transporta?

De todos os tipos, coisas pequenas, grandes...

algumas pessoas, dançarinas.

Parece que Marcel fez algumas mudanças importantes.

Marcel está morto. Agora Nino é o chefe.

Nino, o vagabundo.

Agora ele não é mais aquele vagabundo...

...está muito rico. É um bom cliente meu.

Isso é que faz o pessoal vir aqui, senhor.

Ynez.

Alguns dizem que é namorada do Nino.

Mas eu não acredito nisso.

Ela tem muita classe.

Saia de meu caminho, preciso falar...

com o Sr. Nino. - Sinto, ele está ocupado.

Eu não arrumei seus documentos?

Não consegui seu passaporte com a polícia?

E agora não quer entreter meu clientes.

Você é muito mal agradecida, isso é o que você é.

Agora vá lá para fora entretê-los.

Se não ficarem felizes, não gastam.

Agora, vá!

- O que ele quer? - O Sr. Reardon está de volta.

- Reardon? Onde? - Ele está aqui.

Cale-se! Lá embaixo.

É o sujeito que quero ver.

Ora, ora, ora, Rip Reardon...

nosso guerreiro está de volta!

O que é isto?

Garçon! Tire isso daqui e me dê um destilado.

Nino, não posso crer. Na última vez que te vi...

Agora ele está muito próspero!

Bem, consegui ganhar um pouco

de dinheiro durante esses úItimos anos.

Já sabe o que acontece em tempos de guerra...

e tive bastante sorte, e um pouco de astúcia...

Claro que sei que devo minha fortuna aos valentes soldados...

como você que lutaram pela liberdade.

Adeus, Nino. Estou indo, Pedro.

Estou feliz em vê-lo no meu clube, Sr. Reardon.

Estou contente que tenha voltado...

na realidade, estava te esperando.

Eu gosto muito de sua plantação.

Gostaria de comprá-la.

Não está à venda.

Eu pago muito bem.

Em dólares americanos, à vista.

Eu quero aquelas terras.

Gosto muito delas. Quero construir uma...

pista de pouso para meu negócio...

de exportação e importação.

Esqueça, minha plantação não está à venda.

O que é? Meu dinheiro não é bom pra você?

Limpo não é.

Os tempos mudaram, meu rapaz.

Sou tão rico que poderia comprar... Cale-se, Pedro.

Em Porto Àfrica, todos cooperam com Nino ou então...

Sai da minha frente!

Alô!

Roberts, seu sócio voltou.

O quê? Impossível!

Ele acabou de sair daqui.

Mas o trato continua de pé. Não pode voltar atrás.

Para onde ele foi?

Eu não sei.

Mas ele está de mau humor e muito agressivo.

Obrigado por me trazer em casa.

Agradeça ao coronel Moussac por mim.

Sim, senhor.

Georgette!

Não estou gostando.

Por que Rip não me avisou.

Por que tive de saber pelo Nino?

Roberts, por favor, acalme-se.

Pensei que já tinha aprendido a se defender.

Mas age como um menino, se tremendo todo...

apenas pela menção do nome dele. - Deixe-me em paz.

O que é isso?

Algo aconteceu na casa de Reardon.

Chegaram muitos carros.

O que importa?

Será melhor que ir ver.

Não seja absurdo.

Está muito tarde e não está vestido.

Pelo menos vou telefonar.

Venha pra cama. Não vai vê-lo pela manhã?

Cama. Acha que poderei dormir?

O que vou dizer ao Rip amanhã?

Bem-vindo, sócio. O Nosso negócio...

virou migalhas!

Mas você lhe fez um favor.

Ele lhe deu a metade do negócio...

no caso dele não voltar.

É fácil falar. Você nunca viu Rip furioso.

Eu é que vou enfrentá-Io, não é você.

Acalme-se.

Não consigo ficar calmo.

Estou muito preocupado.

Eu sei, querido.

Mas não deve se atormentar. Eu sempre estarei

...ao seu lado. Você sabe.

Sim, eu sei. Desculpe...

não queria gritar com você.

Você tem razão, como sempre.

Talvez as coisas pareçam diferente pela manhã.

Muito bem, agora vamos para a cama.

Já é tarde.

Agora vamos voltar às testemunhas.

Tente se lembrar. Tem certeza

que não ouviu nenhum barulho...

esta tarde?

Seria bom estabelecer a hora exata.

Nosso quarto fica longe. E deitamos cedo.

Entendo.

Pode voltar para sua cama.

Que pena. Logo agora que o patrão voltou.

Quando isso aconteceu?

Há umas quatro horas, segundo o médico.

Isso significa entre às 9 e 10 horas.

Coronel, a Srta. Ynez vive aqui há algum tempo.

Talvez pudesse nos dizer se a Sra. Reardon...

tinha algum problema.

Tenho que lhe fazer algumas perguntas.

Viu Georgette quando saiu?

Que horas foi isso, Ynez?

Perto das cinco horas. Sai cedo para o ensaio.

Sim, eu sei.

Não voltou para casa depois do ensaio?

Não, fiquei no camarim. Mas falei com...

Georgette pelo pelo telefone...

lá pelas sete. - Ela pareceu deprimida?

De maneira nenhuma. Disse que ficaria

em casa lendo. - Disse se esperava alguém?

Se esperava, não me disse.

A que horas saiu do clube?

Um pouco depois de uma hora.

Entrou pela porta principal?

Sim, eu tenho a chave.

Então vi a luz no living room...

e o Sr. Reardon estava sentado lá.

Falei com ele mas ele não me respondeu.

E o que mais?

Bem, à princípio pensei tivesse sido ele que...

Então liguei para o senhor.

Não posso acreditar que ela esteja morta...

quando há algumas horas atrás...

O Sr. Reardon está em total estado de esgotamento.

Acho que ele não deve ter dormido nesses últimos dias.

Está em estado de choque e com a perna inchada.

Terá que descansar uns dias.

Sabe como é Rip. Não será fácil.

E quanto Sra. Reardon, lhe darei o informe completo amanhã.

Obrigado. - Au revoir.

- Terminamos, Coronel. - Tudo bem, agora podem ir.

Eu vou ficar por aqui com Abdul.

Ynez!

Você foi enfermeira, Rip precisa de uma.

Importa-se em ficar aqui durante um tempo?

- Com muito gosto. - Agora pode ir descansar.

Obrigada.

Já leu alguma vez Aristóteles? - Não senhor.

Pois deveria. Todo policial deveria.

Diz entre outras coisas que o homem...

compete o crescimento com as plantas...

e a percepção com os animais.

Só o homem tem o espírito racional.

Uma alma.

Isso soa muito bem, Coronel.

O que aconteceu com a pessoa que abriu esta gaveta?

Foi medo, loucura temporária...

ou sentimento de culpa tão grande que...

só a morte poderia aliviar?

São perguntas que talvez nunca tenham respostas.

Posso ver a arma, Coronel?

Sim, é claro.

Não encaixa. O cano é mais longo.

Incrível. Um erro do carpinteiro.

Talvez não tenha calculado bem.

Sempre tem alguma coisa que falha...

inclusive um assassinato bem planejado.

Assassinato?

Por que diz que foi assassinato...

quando digo que foi suicídio, Abdul?

A arma. A arma da coleção desapareceu.

Armas não saem andando por aí.

O assassino chegou com esta arma...

que é igual ao da coleção.

Exceto que o cano é maior.

Muito bem, Abdul. Mas por que não usou o da coleção?

Porque estas armas não estão carregadas.

Precisa-se de tempo para carregá-la...

e corre-se o risco que alguém o veja.

Encontre o revólver que falta, e encontrará o assassino.

Exelente, Abdul!

Mas se divulgo que foi assassinato...

isso deixará as pessoas assustadas...

e ninguém falará nada.

Mas se em vez disso, digo que foi um suicídio...

então o assassino ficará relaxado...

e poderá fazer um movimento em falso.

Às vezes é melhor esperar que os outros...

se movimentem primeiro, Abdul.

Por enquanto não falará nada sobre a arma, entendeu?

Entendeu, Abdul?

Entendeu?

Sim, coronel.

Estranho.

Georgette?

Como um sonho. Um pesadelo.

Parece real... mas logo desaparece.

Por um instante que pensei que você...

Quem é você? Eu já ti vi em algum lugar.

Me viu no clube.

Ah, sim. O clube.

Estava cantando ontem à noite.

Não foi ontem à noite. Foi na noite anterior.

Dormiu por 24 horas.

Estava tão esgotado que o médico...

lhe deu uns sedativos.

O que faz aqui?

Georgette não lhe escreveu sobre mim?

Sobre você? Não.

O que deveria ter escrito?

Ela me pediu pra ficar aqui com ela.

Há quase um ano atrás.

Estranho nunca ter escrito sobre isso pra você.

Duas linhas eram demasiadas para ela.

Sim, ela não gostava de escrever.

Ficava muito feliz quando recebia uma sua.

Me deixava ler partes de algumas.

Vi suas fotografias da Alemanha, Inglaterra e América.

Como vê, já nos conhecemos há algum tempo.

Apenas você não sabia.

Foi assim que eu o reconheci no clube...

e fiquei contente que tinha voltado para casa.

Como se chama?

Camila. Mas pode me chamar de Ynez, se preferir.

De qualquer maneira... - De qualquer maneira?

Ninguém me chama assim há muito tempo.

Você me lembra uma enfermeira da América.

Já fui enfermeira. Por isso o Coronel Moussac...

pediu para ficar aqui e cuidar de você.

Devia ser muito jovem.

Eu tinha 15 anos.

Mas não era muito jovem.

Oh, são quase doze horas...

Me diga uma coisa, por que ela fez aquilo?

Eu não sei.

Você viveu com ela durante meses...

Ela não me contava tudo.

Duas mulheres sozinhas?

Pode-se viver com uma pessoa durante anos...

e nunca saber o que ela está pensando.

Robert e Diana estiveram hoje de manhã...

para saber se estava melhor.

Conhece todo mundo, não?

E não sabe de nada.

Ora, o chefe de polícia em pessoa!

O que faz? - Trabalhando,

Preciso comer de vez em quando.

Muito linda.

Diga pra ela ir dar um passeio.

Preciso falar com você.

À sós.

Não se preocupe com ela. Fala apenas um dialeto.

Mesmo assim, prefiro que ela saia.

Como quiser. Maria.

Diga-me, Franz. Quero te perguntar uma coisa.

Quando viu Georgette?

Georgette?

Ouvi as notícias.

Uma tragédia, não?

Por que ela fez aquilo?

Não sabemos.

Quando foi a última vez que a viu?

Há uns 6 meses.

Seis meses? É estranho.

Eram bons amigos.

Ela posou para mim uma ou duas vezes, sim.

Eu a esculpi em madeira.

Deve ter visto na casa dela.

Eu vi.

Coronel!

É o modelo.

Sim, mas olhe.

É diferente. É, sim.

A que está na casa não está acabada.

Por que não a acabou?

Georgette estava cansada. - De quê? De posar?

Não. Se cansou de mim se quer saber a verdade.

Como assim?

Sabe melhor que eu como era Georgette.

Como era?

Qualquer coisa nova, ou estranha a atraia.

No início estavas no tôpo do mundo...

até que te conhecia. Então perdia o interesse.

Então passava ao seguinte.

Está muito nervoso, Franz.

Então te deixou por outro, não?

Quem era, você sabe?

Não, não sei.

Era muito discreta quando assim queria.

Acho que é tudo por agora.

Falo com você depois.

Diga-me, Abdul. Acha que ele falou a verdade?

Sim, acredito, coronel.

Sabia alguma coisa desta estória?

Sim, ouvi algumas coisas.

Talvez também tenha ouvido sobre o homem...

que sucedeu o Franz.

Não ouvi. Mas não será difícil descobrir.

Encontraremos, na hora certa.

Mas por enquanto, seremos pacientes.

Ainda não concorda comigo, não é Abdul?

Eu tenho esposa e filho...

e mais um à caminho.

Tudo isso foi um choque para o Sr. Reardon, entende, não?

Se ele ficar sabendo sobre estas coisas de sua mulher...

em seu estado atual... - Mas, coronel...

ele irá saber, cedo ou tarde.

Prefiro que seja depois.

- Você entendeu? - Sim, coronel.

Por que tem esposa e filho?

E outro à caminho?

Sob nenhuma circunstãncias desobedecerá minhas ordens?

Entendeu? - Sim, coronel.

Entende o que eu quero dizer? - Sim.

Vamos sentar aqui, corre mais ar.

As condições mudaram muito desde que você partiu...

...para o negócios.

E a senhora?

Aí vem ela.

Naturalmente fiz todo o possível...

para salvar o que desse.

Sentem-se. Tem café e brandy se quiserem.

- Um brandy, por favor. - Para mim um café.

Como te dizia, fiz o que pude...

tentei reduzir gastos... - Não creio que

...Rip esteja interessado na plantação.

Viemos aqui apenas para dizer...

que sentimos muito.

Obrigado. Eu sei.

Por que não lhe interessaria?

Sua vida e seu futuro depende desta plantação.

- Esqueça a plantação, Jacques. - Se fosse você não esqueceria.

Não por muito tempo.

- O que há? - Pergunta ao teu sócio.

Não quero dizer que Roberts seja igual a você, Rip.

Ele fez o que você pediu.

Ele tocou o negócio praticamente sozinho.

E esteve doente. - Mas agora já não estou.

Roberts, por favor, baixe esse braço.

Georgette não te ensinou...

Oh, me desculpe, Rip.

Por favor, me perdoe.

Ouçam, estão todos loucos?

Não me importam os negócios agora, nada!

Esquecem que Georgette estava morta...

naquela sala há apenas algumas horas atrás?

- Calma, Rip. - Calma?

Georgette não se suicidou coisa nenhuma.

Alguém está mentindo, eu posso sentir!

Rip, sente-se. Tenho as provas...

em meu escritório.

E você principalmente. Por que mente para mim?

Só Deus sabe a verdade.

Eu sei a verdade.

Esta é uma casa onde uma mulher se suicidaria?

Olhe-a bem!

Faz sentido?

Música, flores, cores vivas em todas as salas.

O que é isso? Uma conspiração de silêncio?

O que pretendo descobrir, é quem a matou!

Boa tarde, Sr. Reordan. - Onde está o coronel Moussac?

Fora, tratando de negócios.

Obrigado.

Pode ficar com o resto.

Não, por favor... - Eu tenho mais em casa.

Obrigado.

Quanto me custaria ver o relatório...

de Moussac sobre a morte de minha esposa?

Não acredita que foi um suicídio, não é?

Vê como é fácil se queimar?

Eu assumo toda a responsabilidade.

Isso é muito dinheiro, senhor.

Guarde por favor, tenho uma grande habilidade pelo dinheiro.

Só quero ver esse dossiê. - Por que não esquece de uma vez?

Só vai sentir-se pior.

Não tanto como me sinto agora.

Como se sentiria no meu lugar?

Provavelmente o mesmo que você.

Mas, por favor. Tire isso daqui.

Em outra época eu aceitaria, mas não agora.

Não é necessário.

Desculpe. - Sr. Reardon...

Na ignição também está a chave do arquivo.

E a chave do escritório, no mesmo chaveiro.

Realmente, não era necessário.

Se quisesse que eu mostrasse o dossiê...

dinheiro algum faria que eu mostrasse.

Eu sei.

Não se mova!

As circunstãncias da morte e as investigações realizadas...

confirmam a teoria de que o caso trata-se de um suicídio.

Suicídio.

William Benson, conhecido no lugar como Senhor Nino...

visitou a morta várias vezes durante as últimas semanas.

Nino.

Nino!

Procura alguém? - Nino, onde está ele?

O Sr. Nino está muito ocupado.

Abra esta porta, Nino!

Como entrou aqui? O Lugar está fechado.

Pela porta de trás.

Da mesma maneira que você entrava no hotel.

Eu não tenho quartos para alugar.

Vá embora daqui.

Eu tenho negócios pra tratar com você, Nino.

Está bem.

Fique aqui, talvez precise de você.

Bem, se veio me dizer algo, diga logo.

Soube que andou visitando minha esposa...

muitas vezes, Nino.

Qual era o assunto?

Negócios. Eu queria comprar sua plantação.

Eu tenho um sócio. Por que não tratou com ele?

Eu quero tudo, ou nada.

Também quero sua parte.

Está me dizendo que Roberts ia vender a dele?

Eu não disse isso. Não ponha palavras...

em minha boca.

Nino, quando foi a última vez que viu minha esposa?

Foi na noite em que a encontrei morta?

Quem pensa que é? O chefe de polícia?

Ele já esteve aqui fazendo perguntas...

e achou minhas respostas satisfatórias...

não me importo de dizer que ele é um amigo meu...

se você veio aqui...

Dê uma olhada nisto, Nino. Já a viu antes?

Não me aponte isso.

Isso foi o que matou Georgette. Não tema, não está carregada.

Mas esta sim.

Deveria ter mais cuidado, sabe?

Estou farto, na última vez me atirou ao solo...

me machucou.

Agora ninguém mais machuca Nino.

Eu machuco os outros agora.

Isso poderia ser legítima defesa!

Não seria a primeira vez que tenta me insultar.

E não será a última se continuar mentindo.

Olá. - Olá.

Por favor, sente-se.

Rip está em casa? - Não.

O que pensa sobre ontem à noite, Ynez?

Ideia maluca aquela que alguém matou Georgette.

Eu não sei o que pensar.

Mas foi um suicídio.

Todos sabem. Moussac disse que foi.

Ele disse? Pensei que tivesse dito...

só Deus saberia a resposta.

O que ele espera encontrar quando...

a polícia já investigou tudo?

Pobre Rip.

Não era este tipo de recepção...

que esperávamos que ele tivesse.

Ynez...

conheço Rip melhor que você.

Quando ele mete uma idéia na cabeça, ele é terrível.

O que ele está tentando fazer não lhe adiantará de nada.

E como ele está agora, poderia destroçar-se por completo.

Talvez tenha razão. Mas não sei o que poderemos fazer.

Você pode sim.

Não deve deixar que ele fique muito tempo sozinho...

não deixe que fique triste. Tente distraí-lo.

Mas por que eu?

Porque para você será mais fácil.

Por que?

Por que vivem na mesma casa.

Sim, é isso mesmo.

Você é uma mulher que pode fazer...

com que ele esqueça muitas coisas.

Obrigada.

Então eu tenho suas bênçãos?

Acha que pode me enganar?

Está errada, querida.

Não pensei que fosse pensar desta maneira.

Qualquer um diria que é uma grande oportunidade...

para uma garota como você.

O que sabe sobre garotas como eu?

Eu não sou o que você pensa.

Parece que tem muita gente interessada...

em silenciar o que aconteceu...

Georgette eu éramos mais amigas do que você pensa.

Ela me disse que estava deixando...

de gostar de você e estava pensando...

em botar você para fora daqui.

O que está tendo dizer?

Se Georgette foi assassinada, foi por alguém...

em que ela confiava.

A posição do seu corpo, a expressão tranquila...

de seu rosto, sem aparência de surpresa.

Você viveu nesta casa durante meses.

Acho que se tiver que ter uma investigação...

sobre assassinato, acho que devem começar por você.

Isso serve também para você e Roberts.

Não. Estávamos juntos naquela noite...

e Moussac sabe disso.

Ele sabe também das misteriosas...

visitas que Roberts fazia ao Nino?

Seus negócios com Nino? Sim, ele sabe.

Negócios com Nino. Não me faça rir.

Como se atreve?

Saia daqui!

Saia daqui!

Volte para seu marido. É com ele que deve se preocupar.

Não com Rip.

O que houve? Ouvi tiros.

Em que estava atirando?

Por que está me olhando assim?

Você não estava aqui há alguns minutos atrás, estava?

Não. Eu estava no meu quarto...

preparando-me para ir trabalhar.

Me diga uma coisa.

Sabe atirar com um rifle?

Sim, sou boa atiradora.

Por que pergunta?

Atiraram do jardim justamente para onde eu estava.

Eu também atirei e devo tê-lo ferido.

Vi sangue no chão.

Pensa que eu tentei...

Oh, Rip, como pôde?

Já não sei o que pensar.

Pois eu não atirei. Eu não teria errado.

Ynez!

Não pense que vou continuar nesta casa.

Não penso que sim.

Só fiquei aqui porque Moussac me pediu para cuidar de você.

Agora estou livre desta missão.

Só porque uma garota canta em um clube noturno...

as pessoas ficam achando que você é diferente.

Pois eu não sou. Sou igual a qualquer um.

Só que procuro é um pouco de felicidade.

Pensei que aqui eu encontraria.

Estou correndo atrás 10 anos e não queria correr mais.

Quero que fique, Ynez.

Me desculpe, fui um estúpido.

Aconteceram muitas coisas, me sinto perdido.

Não consigo entender nada. Por favor.

Vamos sentar?

Não há nada como um bom drinque...

quando se está zangado ou alvejado.

Eu não bebo. - Não?

Tente.

Primeiro te queima, mas depois ajuda...

a esquecer o ódio e a dor.

Por que não tenta esquecer tudo...

e deixar que os mortos descansem?

Esquecer Georgette?

Não. Mas lembre-se dela como um ser humano...

com o bom e o mau.

Como qualquer um.

Bom e mau? - Sim.

Ela era muito boa e muito amável.

Quando eu tive problemas, ela me pediu

para ficar aqui com ela.

E quanto ao mau? O que há sobre isso?

Há algumas semanas atrás ela mudou.

Repentinamente se transformou em uma pessoa diferente.

Quando foi isso?

Quando soube que você estava voltando do hospital.

Eu não estou entendendo...

mudou repentinamente quando soube...

que eu estava voltando para casa?

Sim. Começou a ficar rude e irritada.

Brigou comigo sem motivo algum...

e mandou que eu procurasse outro lugar para ficar.

Ynez, me diga a verdade.

Foi um suicídio?

Sim, acredito que sim.

O que faz com esta arma?

Foi a arma que Georgette usou.

Eu sei.

- Como sabe? - Estava naquele armário.

Guarde isso. Pertence ao passado.

Isso leva tempo, Ynez.

Vai ao clube? - Preciso trabalhar.

Você é uma garota maravilhosa, Ynez.

Não está mais chovendo.

Logo vai sair o sol. Será um dia maravilhoso.

Já é um dia maravilhoso.

Andei pensando no que me disse ontem.

Sobre esquecer o passado e fechar no armário.

Moussac tinha razão. Preciso voltar ao trabalho.

Nesses bosques tem milhares de madeira boa...

só esperando pelo corte.

Eu a localizei há alguns anos atrás.

É maravilhoso.

Primeiro irei ao banco, depois comprarei...

roupas e irei à luta.

- Gostaria de ir à um safari? - Eu?

É minha enfermeira e eu poderia ter uma recaída.

- Está falndo sério? - Claro que sim.

Precisa de um traje.

É magrinha. Será um traje pequeno.

Nunca tinha reparado em mim, não é?

Talve não. Vamos.

O lenhador pode esperar que eu ponha o casaco?

Claro.

Não demore muito.

Vou começar um futuro maravilhoso.

O que houve? - Nada. Vamos ao banco.

Você já tinha visto este colar de Georgette?

- Um de diamantes? - Sim, o de diamantes.

O que houve? - Não adivinha?

Espere. Não diga que sumiu.

Como é possível?

Quando o viu?

Ela usou no dia de seu aniversário.

Mas o trouxe de volta. Eu estava com ela.

Então, o que houve com ele?

Como vou saber?

Você sabe muito mais do que me disse, Ynez.

Pense o que quiser.

Que eu o roubei, que atirei e matei Georgette.

Estou farta de tudo isso!

Eu te disse que iria embora e você me impediu.

Não pode me impedir desta vez.

A Srta. Camille, senhor.

Mande-a entrar.

Alô, Ynez.

Coronel Moussac, por favor me ajude!

Quero sair de Porto África o quanto antes.

Preciso de um passaporte.

Deixar Porto Àfrica?

Por que tanta pressa, Ynez?

O que houve?

Ontem à noite tive uma discurssão com Diana...

e esta manhã com Rip.

O colar de Georgette desapareceu.

Por isso quer ir embora?

Ele pensa que eu o roubei.

Eu já tive o bastante. Não posso suportar mais!

Rip nos destruirá à todos.

Por favor, eu preciso ir.

Você me decepcionou Ynez.

Não esperava que se rendesse tão facilmente.

Facilmente?

Acha que é fácil para mim fazer isso?

Até esta manhã eu queria ajudá-lo...

pois pela primeira vez achei que ele me notava...

mas só tem suspeitas de mim.

Ele está empenhado em matar a si mesmo sem se dar conta.

E você quer fugir?

Se eu ficar ele poderá me matar também.

Se ele suspeita de você, acha que é hora de partir?

Volte para ele, Ynez.

Não, não posso voltar para ele agora.

Não posso.

E seu eu não te der os papéis?

Mas você me prometeu. Não pode recusar agora.

Me disse que se eu... - E se eu não te der os papéis?

Nino tem um quarto para mim.

Nino tem um quarto para você.

Um quarto com duas chaves, Ynez?

Como?

Eu nunca mais lhe pedirei um favor.

Nunca!

Rip está vindo. Não quero vê-lo.

Saia pela outra porta.

Olá, Rip. Prazer em vê-lo.

Esta arma não é de minha coleção!

- Sim, eu já sabia. - Já sabia?

Então foi um assassinato!

- Talvez. - Talvez?

Você é um péssimo policial, meu amigo.

Jogando xadrez com alguém que não vê...

lendo filosofia...

tem um caso de assassinato nas mãos e nem sabe.

E se eu lhe disser que fui alvejado ontem à noite?

Ontem? - À que hora?

Às 10, quando entrava em casa.

Vai encontrar as marcas de balas na parede lateral.

Eu também disparei mas ele sumiu no mato.

Você o atingiu? - Sei que sim.

Você estava só?

Ynez estava dentro de casa.

Quer saber o resto?

Antes disso dois árabes me atacaram na rua.

Venha comigo, Rip.

Por que não me falou sobre isso?

Porque não confio em você.

Você não me contou a verdade, Jacques.

Eu sei o que faço.

Mas sobre você não tenho certeza.

Ahmed!

Por que não?

Se continuar agindo por sua conta...

pode ferir alguém, ou a si mesmo.

Assim não poderei te proteger.

É a mim que tenta proteger?

É um dos homens que te atacaram?

Sim.

- Tem certeza? - Totalmente.

Como o encontrou? - Inconsciente.

Meus homens o trouxeram.

Algumas testemunhas viram-no atacando um europeu.

Não sabia que era você.

Então o prendi.

Quem é ele?

Abdul o reconheceu com um assassino de aluguel...

das ruas de Casbah.

É só o que sabemos.

Ele não quer falar.

Se não quer, ficará aqui até falar.

Quem o contratou é o que eu quero saber.

Alguém interessado em se livrar de você.

É evidente.

E eu acho que sei quem é.

Quem é?

Ynez? Por que?

Por que o colar desapareceu?

Yambém sabe disso?

Quanto ao colar não é nada.

Com certeza aparecerá.

Desapareceu.

Fui do banco direto para casa.

Revirei tudo e nem sombra.

Entre!

Uma mensagem de Ettiene, Coronel.

Avance o bisbo sobre quatro vezes.

Para você é como uma partida de xadrez.

O quê?

Tudo!

Robert, Diana, Ynez, Nino, eu, o escultor que...

que esculpiu uma estátua de Georgette.

Vejo que leu meu relatório com muita atenção.

Todos somos peças de xadrez que moves...

como bem entende.

De agora em diante eu mesmo...

farei meus próprios movimentos!

Antes era um bom homem. Agora me preocupa.

Te preocupo?

Tinhas um sentido de proporção, um equilíbrio.

Mas agora apenas grita, golpeia, insulta!

Quero chegar ao fundo disso!

Acha que vai chegar pela força...

agressividade com teus amigos?

Já chega!

Eu sou a autoridade aqui, não você!

Rip...

quero que vá para casa e fique longe daqui.

E por favor, não faça nada sem me consultar.

Mas antes quero que vá ver Ynez.

Ynez? - Sim.

Sabe onde ela está?

Está com Nino. Como convidada.

Por sua culpa.

Está orgulhoso disso?

Por minha culpa?

Sim. Ynez não tem culpa da morte de Georgette.

Eu te dou minha palavra.

Então por que é tão evasiva?

Quando eu faço perguntas...

Quem faz as perguntas sou eu, Rip.

Nino não é lugar para uma garota como aquela.

Por favor, vá vê-la.

Peça que vá com você.

Não acredito que aceite, mas de qualquer maneira...

...peça.

Sei que um dia me agradecerá.

Tudo bem.

Deixe a arma, Rip.

De quem é a vez? Dele ou nossa?

Dele.

Depois será a nossa.

Xeque-mate?

Ainda não. Mas logo.

Ouça o que acabo de verificar, Abdul.

O colar de Georgette desapareceu.

Rip foi atacado por dois árabes.

Uma hora depois, alguém atirou contra ele.

E Rip disse que o feriu.

Talvez seja esse o movimento em falso que você esperava.

Me dê o relatório, Abdul.

Está atualizado?

Sim, eu mesmo o revisei.

Os movimentos dos suspeitos estão...

anotados até às 10 da manhã.

Primeiro os tiros. Rip diz que foi às 1O.

Vamos ver o que fazia Franz, o escultor.

Saiu do estúdio às 8 horas...

foi até a casa de madame Simone...

e ficou por lá.

Creio que ele ainda está por lá esta manhã.

Se souber que estamos vigiando-o.

Agora o Nino.

Nino esteve em seu clube a noite toda.

E Robert?

Não sabemos.

Ele saiu de casa antes das 10...

e voltou depois da meia-noite.

E Diana?

Também não sabemos.

Ela também saiu antes das 10.

Com o Roberts? - Não. Depois dele.

Então só sobram Robert e Diana.

Um dos dois poderia ter disparado aqueles tiros.

A não ser que... - Espere um momento!

- E quanto Ynez? - Rip disse que ela estava dentro de casa.

E os tiros vieram de fora.

Temos que estar em contato permanentemente

com essas pessoas, para saber...

o que está acontecendo.

Qualquer incidente, mesmo que pareça trivial...

pode ser de grande importância.

Esse relatório de Casbah, por exemplo.

Leia, Abdul.

Leia em voz alta.

Acidente em Casbah entre um caminhão...

e um carro cinza.

O caminhão foi o culpado.

Parou para identificação.

Mas o carro cinza não se identificou.

Pode ser que o motorista do carro...

seja ele quem seja...

não queria que ninguém soubesse que esteve em Casbah.

O condutor do carro, como quem atirou em Rip...

Vivem em Casbah.

Pode achar que seja uma coincidência.

Por isso esse relatório me interessou.

Ainda não checamos, Abdul. Mas é o nosso movimento.

Vamos checar os Blackton.

E quanto ao colar desaparecido?

Onde está?

Ainda não sei, Abdul.

Quem sabe não tenha nada à ver com o caso?

Ou que se encaixe mais tarde.

Vamos.

O colar de Georgette!

De onde tirou?

É para você. E isto não é tudo.

Eu comprei a parte de Blackton.

Agora eu e o Sr. Rip somos sócios.

Estou pegando isto de volta, sócio.

Me dê isto, eu comprei.

Grilla! Grilla!

Grilla não vai poder te ajudar. Está no quarto lado dormindo.

Agora me diga onde conseguiu isto? Fala!

Comprei de Blackton! Tenho o recibo!

Robert!

Tenho que acertar umas coisas.

Quero que esqueça tudo o que eu disse e me perdoe.

Coronel, o jardineiro foi único criado que ficou.

Os outros foram dispensados.

Então os Blackton fugiram.

Sabe para onde? - Não disseram nada.

Quando se foram? - Faz umas duas horas.

Creio que sei para onde foram.

Vamos, não podem estar longe.

Ei, Rip. Para onde vai?

Vou ver Roberts.

Ele fugiu. - Para onde?

Suponho que vai cruzar a fonteira.

Rip!

Rip!

Para onde vai?

Espera, não seja estúpido!

Espere aqui!

Diabo louco!

Estão com uma dianteira, Pedro.

Não se preocupe. Vamos encontrá-los.

Somos mais rápidos que um automóvel!

Temos que encontrá-los antes do anoitecer.

Não se preocupe, senhor.

Se chegarem naquelas montanhas...

não encontraremos lugar para aterrisar.

Jogue uma moeda ao chão e Pedro...

e Pedro aterrisará sobre ela.

Sou um grande piloto.

Senhor!

É o carro de Moussac.

Quer que aterrisemos?

Não. Quero os Blackton.

É o avião de Pedro,

E se conheço o Rip, está com ele.

Temos que alcançar Roberts antes dele.

Uma fogueira!

Um acampamento lá embaixo.

Devemos olhar mais de perto, senhor?

Não. Não quero que nos vejam.

Circule, mais mantenha a altura.

Sim, Pedro. São os Blackton. Com certeza.

Vamos tentar aterrisar.

Na colina ali em baixo.

É um campo muito pequeno, senhor.

Não podia aterrisar em uma moeda?

Não é um bom piloto?

É muito arriscado, senhor!

Então volte a subir. Eu assumo.

Não, não. Eu vou tentar.

Só estou pensando neste lindo avião.

Melhor pensar na linda conta que vai me enviar.

Tente novamente!

Não se preocupe, vou lhe mandar a fatura...

se conseguirmos voltar.

Nunca vai morrer na cama, Pedro.

Não diga isso, é meu desejo morrer na cama...

alvejado por um esposo ciumento.

Essa foi bem perto, veja isto.

Acha que consegue consertar?

Claro, mas leva tempo.

Você fica aqui no avião até eu voltar.

Certo, senhor.

Por favor, querido. Preciso de outro drinque.

Não se zangue comigo.

Neste país tem algo malígno que nos envenena a todos.

Mas em casa será diferente, eu te prometo.

Mal posso esperar para chegar lá.

Um apartamento aconchegante, com uma lareira.

O que foi isso?

Relaxe, querido...

Rip!

Afaste a arma.

Recolham tudo, virão comigo.

Não pode nos obrigar. Eu não vou.

Não é crime vender parte do seu negócio.

Não é Diana, mas assassinato sim.

Assassinato? Do que está falando?

O que fez com o colar de Georgette?

Não sei do que está falando...

deve estar no banco, era onde ela o guardava.

Não está no banco, você sabe.

Você o vendeu para o Nino, não foi?

Não, não foi. Se o Nino disse isso, mentiu.

Não tenho nada a ver com esse colar.

Nino não mentiu desta vez.

Você roubou o colar de Georgette, e quando

foi descoberto, a matou.

Não deixarei que o leve.

Não se meta nisso, Diana.

Quero saber a verdade.

Podemos ir à cidade ou nos enfrentarmos aqui. Escolhe!

De todos os modos, terá que enfrentar um julgamento...

juri e uma execução.

Rip!

Largue isso!

Deixe. Por acaso pode matar e escapar?

Não foi Roberts. Foi Diana.

Me dê isso aqui.

Todo assassino comete um erro, Diana.

Seu erro foi deixar um revólver que não...

se encaixava no lugar, por isso descartei o suicídio.

E depois deu o passo em falso que eu esperava.

Você era uma das poucas pessoas que por causa...

de Rip, o caso poderia ser reaberto.

Por isso tentou matá-lo.

Contratou os árabes e como falharam...

você disparou contra ele à noite.

Não poderia ter sido Robert. Sua pontaria é muito ruim.

Mas você tem muito bôa Pontaria.

Olhem os troféus em sua casa.

E Rip não é tão ruim, não é verdade?

Você a matou!

A arma da minha coleção.

Era uma armadilha da sua esposa.

Me dê a arma!

Envolver-se com Robert não era suficiente.

Tinha que levá-lo embora.

Ela lhê deu o colar.

Robert o vendeu porque necessitava de dinheiro.

Iría me abandonar.

E ela iria deixá-lo e esvaziar a sua casa antes do seu retorno.

Diana.

Seu grande tolo!

Ela não é uma santa, a pequena sua Georgette.

Não sei quem foi o primeiro, o segundo, ou o terceiro...

mas quando se envolveu com Robert...

Me dê a arma.

Não quero mais mortes.

Eles riram de mim.

O que eu poderia fazer?

Eu implorei, e eles riram de mim.

Eles arruinaram minha vida!

Eu me recusei à aceitar. Eles riram de mim!

Eles arruinaram nossa vida.

Você sabia de tudo isto?

O que posso dizer? Queria te livrar de problemas.

Está certo.

E de digo uma coisa.

Georgette e Robert queriam da sua maneira.

Georgette não queria viver só.

- Ynez, sabia? - Sim.

Sabia.

Rip, o que aconteceu? Encontrou o Robert?

Sim, não foi o Robert.

- Foi Diana. - Diana.

Ela matou Georgette.

Diana descobriu que Robert iría abandoná-la.

- Todos esses anos? - Sim, todos.

- Por isso não me disse nada? - Não queria lhe causar mais danos.

O passado ficará nesse armário, fechado.

Isso significa que a guerra terminou?

Viu, agora é tarde demais. Agora teremos um relatório...

ao Governador Geral. E diremos a verdade.

Que foi um assassinato. Não um suicídio.

FIM

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