All language subtitles for NO CORAÇÃO DO OESTE-Destacamento Oeste-Coloreada (Sidney Lanfield, 1948)DVDRip. DUAL-Pedro522&navarrete

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Original subtitles

NO CORA��O DO OESTE

O tempo � cruel e frio

na pradaria poeirenta.

E um homem pode envelhecer

onde h� mulheres e ouro.

eu digo

na pradaria poeirenta,

que um homem pode envelhecer

onde h� mulheres e ouro.

MINA DE OURO ARGUS

Um estranho em um lugar

onde os estranhos n�o s�o bem-vindos

deveria nos fazer o favor

de dar a volta.

O estranho deveria partir

voltar para o lugar de onde veio

e viver toda a vida

longe deste lugar.

Viver� toda a vida

longe deste lugar.

-Boa noite, estranho. -Deve conhecer todo mundo.

A todos menos a um, a voc� n�o o conhe�o.

Agora sim. Tem um quarto?

-Por dia, semana ou m�s? -N�o sei.

E segundo voc�, a gente n�o pode estar muito seguro aqui.

Eu estou aqui a seis anos e ainda n�o morri.

Alugo por uma semana. Oito d�lares adiantado.

-Do Kansas, hein? -N�o.

Sempre ponho aonde vou depois para n�o me esquecer.

Quarto 10, no fundo. Fa�a sua cama e use sua pr�pria toalha.

J� levar�o suas coisas.

Obrigado pela chave.

Sete, perde.

Fa�am suas apostas, senhores.

N�mero sete, vencedor.

Deixem o dinheiro, o cavalheiro est� de sorte.

Onze, ganha. Fa�am suas apostas.

Fa�am suas apostas.

-Aposta no oito. -Bem jogado.

Vamos, aposte. Oito, dobro quatro.

N�o, obrigado. Para mim, chega.

Agora vai voc�.

Algum dia me lembre que te diga

o quanto significa para mim.

Algum dia me lembra que te diga

como poder�amos ser felizes.

Algum dia me lembra que te sussurre

cada sonho, cada plano, cada promessa.

Mas por que esperar para algum dia.

Se poderia dizer isso agora.

Um u�sque. Como se fosse para voc�.

N�o sabe que n�o � divertido beber sozinho?

At� que beba a primeira.

� estranho por aqui?

-Que u�sque era? -O da garrafa ora essa.

Mas por que j� bebeu, que diferen�a faz.

-Me sirva outro. -N�o me respondeu.

-Sou estranho em todas partes. -Tem trabalho?

Olhe, j� conhe�o esse papo. "Tem trabalho, estranho?

N�o? Se aliste no ex�rcito. Tr�s refei��es e alojamento.

-Um uniforme limpo... " -Tem algo mais que isso.

Sim, tem algo que n�o suporto: segundos tenentes.

-Quer fazer algo pessoal? -Eu n�o quero nada.

Tentou me vender algo e n�o comprei.

Aceite.

Se n�o usasse uniforme lhe ensinaria um par de coisas.

Se pudesse me ensinar algo, n�o usaria uniforme.

Poderia arranjar problemas.

-Poderia, mas n�o quero. -Me alegro.

Est� no melhor lugar ao oeste do Atl�ntico onde encontr�-los.

-Isso eu j� percebi. -O tenente � boa gente.

N�o duvido, mas tem a boca muito grande.

Como suas orelhas.

-Est� mais bonita na mesa. -E voc� n�o gosta de brigas.

S� com segundos tenentes.

Pois aqui n�s gostamos.

Aqui todos brigam menos o ex�rcito.

N�o sabia.

E a quem n�o goste do ex�rcito...

Entendo a, mas temo que terei que voltar.

Eu gosto como canta.

Capit�o Iles, comandante do posto.

O Sr. Haven, senhor.

Tenente, finalmente chegou.

-No final, chego a todas partes. -Sra. Caslon, o Sr. Haven.

-Como voc� esta? -Bem, e voc�?

J� conheceu o Sr. Stellman.

saiu estupendamente. Sabe come�ar uma briga.

De fato, ainda estou um pouco irritado com ele.

-Sente-se, Sr. Haven. -Obrigado, Capit�o.

Opera sob ordens secretas.

Estes vil�es s�o t�picos do Departamento de Informa��o Militar.

Nos tentamos evit�-lo.

Estou aqui a v�rios anos.

Ver� que aqui � mais duro que os sub�rbios de Washington.

-� poss�vel. -E ent�o, por que lhe enviaram?

Assassinaram dois soldados.

Mataram eles enquanto vigiavam uma mina de ouro.

Era essa uma das fun��es de seu comando?

As fun��es de meu comando ficam muito bonitas na teoria,

mas n�o s�o pr�ticas em um territ�rio como este.

E sobre o ouro?

permiti que o guardem no quartel.

Capit�o, voc� esta errado. Wells Fargo n�o transportar� o ouro.

Voc� tentou, n�o se saiu bem e morreram dois homens.

O ouro do quartel, n�o pode mov�-lo e est� pouco vigiado.

Quer que o oficial encarregado troque 70 uniformes.

-Enviados ao West Rim... -O escrit�rio de transportes se queimou.

Eu n�o sou respons�vel pelo departamento de bombeiros.

E se assim fosse, West Rim est� a 25 km.

-E tamb�m me preocupa. -O que?

O assassinato de dois soldados.

Eram meus homens. Fa�o o poss�vel para saber quem os matou.

-Eu tamb�m o farei. -� mais dif�cil do que pensa.

N�o sei como voc� trabalha, mas � perigoso e pode morrer.

Voc� faz parecer dif�cil.

por que n�o pega sua bandeira e vai para o leste?

-Olhe, Tenente... -Sim?

-Como saberei o que voc� faz? -Informarei lhe de vez em quando.

-Assim espero. -Uma coisa, n�o quero ir ao quartel.

me informe atrav�s da Sra. Caslon. Ser� um amigo de seu marido.

A mina era dela e Argus morreu o ano passado.

Se me der sua aprova��o.

-Se ela me der a sua. -Estarei encantada de poder ajudar.

-� tudo? -Eu acho.

Na verdade n�o � t�o brusco, �...

-Boa noite, Mary. -Boa noite, George.

-V�? -J� vi.

-voc� gosta dele secretamente. -Isso sim, sabe guardar segredos.

-Quer um xerez? -S� se voc� tamb�m quer um.

Desculpe.

De onde � o ouro que transportavam os soldados?

Da mina Argus. � minha.

Isso me leva a uma pergunta que prefiro n�o fazer.

A responderei. O capit�o lhe pediu em casamento.

-Entendo. -Mas n�o entende por que

o Capit�o se interessa pelo neg�cio do ouro.

Agora sim.

H� muito ouro de todo o territ�rio armazenado no quartel.

-Quanto diria voc�? -talvez meio milh�o.

De fato, eu tenho 50.000 em minha caixa forte.

Verdade? me diga, quem levou esse ouro?

N�o sei. Isso � o pior, o n�o saber.

Posso averiguar.

-N�o se meta em problemas. -Por isso estou aqui.

-Sei, mas n�o se meta... -N�o se preocupe.

Os problemas e eu somos velhos inimigos. Nos entendemos.

-Boa noite, Sra. Caslon. -Boa sorte.

Como poder�amos ser felizes...

Cada vez que entro deixa de cantar. por que?

-N�o tem por que entrar. -N�o vim brigar.

-Nem a arruinar os bancos. -por que entrou?

Se me convidasse a me sentar, poderia saber.

Seria melhor que sentasse em outra mesa e procurar outra garota.

N�o posso. J� dei uma olhada.

-Esse � Charlie? -N�o.

Te segue com os olhos como se fossem moscas.

Para se assegurar de que os estranhos n�o me incomodem.

-S� os estranhos? -Ningu�m mais seria t�o est�pido.

Gar�om, uma garrafa de vinho.

voc� � linda, eu gosto de como canta e � misteriosa.

N�o quero ser um estranho, assim terei que ser um est�pido.

-Gosta de se arriscar, n�o? -De fato gosto.

Recomendo que tente com o jogo de dados.

Prefiro tentar a sorte aqui.

Todo mundo tem direito a um funeral.

Eu poderia ser seu primo de Waxaharchie.

Seu primo John, um mission�rio que vai para a China.

Ent�o Charlie manda na cidade?

E a voc� o que importa?

Vou ficar um tempo e devo saber quem leva as r�deas.

Foi uma conversa muito agrad�vel, pena que acabou.

Quem � este?

-Mick, este � meu primo John. -De Waxahatchie.

� um mission�rio e est� a caminho da China.

E o que lhe ret�m aqui?

Deve pensar que aqui pode fazer melhores obras.

-N�o � muito amig�vel, n�o? -Eu gosto de escolher meus amigos.

N�o os escolha t�o rapidamente como faz com suas primas.

-Pergunte a ela. -N�o jamais o vi.

� muito pequeno para cometer erros t�o grande.

Vai me corrigir ou s� vai sangrar?

Levem para fora.

-O que aconteceu? -Queria ser meu primo.

E ela n�o tem nem tios nem tias.

Bem feito, Mick.

-Mick vai matar ele. -Dez a um.

Aposta sempre no vencedor assim s� perde uma vez.

Dez a um? Aceito.

Perder�. dez por um.

Assim que se faz!

Vamos, Mick!

Isso, Mick!

Pegue ele, Mick!

Vamos!

-� a primeira vez que Mick perde. -Muito bom, estranho.

N�o posso acreditar. Mick perde uma briga e eu ganho mil.

De � ele, Prince.

Em fichas.

-Quer caf�? -Sim. Obrigado.

Eu ouvi sobre a briga. J� ia alugar seu quarto.

-A��car ou leite? -Leite.

Eu preferia enfrentar um inc�ndio.

E eu.

Quando um homem enfrenta a outro

por uma mulher,

significa que a mulher

deixa um homem louco.

Mas brigar n�o est� certo

porque s� cria problemas

e um homem pode envelhecer

onde h� mulheres e ouro.

N�o, um homem pode envelhecer

onde h� mulheres e ouro.

Entre.

Como se sente?

-Como se eu tivesse acabado de ganhar um milh�o

Para mim, isso me custou mil d�lares.

Trouxe o chap�u e a jaqueta.

Sempre � t�o atenciosa com os que brigam por voc�?

S� com os ganhadores.

-Me diga uma coisa. -O que?

Poderia ter me matado.

Onde enterram os perdedores?

Fala muito.

O que quer? A pr�xima dan�a?

Ser� melhor que deixemos para outro dia.

-Quer caf�? -Sim, obrigado.

Voc� � muito agrad�vel, por isso tem se dado t�o bem.

Uns me chamam o poeta do lugar, outros o bobo da cidade.

Quem sou eu para question�-lo? Como se sente?

Como um infeliz do Kansas.

Parece que est� ficando famoso.

Muita gente veio perguntar por voc�

-Quem? -A propriet�ria da mina, a Sra. Caslon.

-Que agrad�vel. -Melhor imposs�vel.

E Charlie.

-Charlie? -Nem mais nem menos.

-Parece impressionado. -Claro, quase tudo � dele.

Incluindo o agente funer�rio e ao xerife.

-Inclusive o transporte? -Menos a catequese da quarta-feira.

At� uma parte de mim.

Te cobra enquanto est� aqui e te faz pagar por ir.

Bom, quando tiver outro verso da can��o eu gostaria de ouvi-lo.

N�o encontro uma palavra que rime com "Mick Marion".

-Que tal "azedo"? -Azedo, sim. Claro.

-N�o para nunca de tocar? -Sam? N�o se incomoda, � surdo.

-Onde encontro o chefe? -A primeira porta subindo.

-Mick veio por aqui? -Est� indisposto.

Entre.

-Procurou por mim? -Fui eu.

-Me disseram que era Charlie? -Sim.

Voc� � Charlie?

Isso.

Este � Prince. Nunca jogue com ele.

-Quer dizer com seus dados? -Quer dizer nunca.

At� mais tarde, Charlie.

Vejo que se rodeia de personagens am�veis.

-Me faz sentir como em casa. -Voc� n�o � t�o sinistra.

Parecia uma doce enfermeira com meias de seda.

Ai!

Me diga, por que come�ou a briga?

-Pensei que tinha sido voc�. -Ah, sim?

Podia ter insistido que eu era seu primo.

Talvez n�o te considerasse um primo.

-por que lhe chamam Charlie? -Era o nome de meu pai.

-Eu me chamo Charlene. -Charlene? Eu gosto mais.

Ser� a primeira vez que trabalho para uma mulher.

-Acha que trabalhar� para mim? -Voc� me fez vir.

Sim, fiz que voc� viesse.

Eu tinha um neg�cio tranq�ilo. Todo mundo tinha medo do Mick.

Quando um homem bebe bastante, tenta fazer o que voc� fez.

-Eu n�o faria. -Pois eles sim.

N�o � o trabalho que eu quero. N�o quero come�ar de baixo.

J� fiz mas h� muita gente.

-Onde quer come�ar? -Onde haja dinheiro.

O que faria para consegui-lo?

O que fosse preciso menos acabar enforcado.

-Que tal est�? -Muito bem.

-Como conseguiu tudo isto? -Por meu pai.

Me ensinou uma coisa: Enquanto os homens acham

que podem ganhar um jogo, s� ter� que lhes dar o jogo.

�s vezes ficam sem dinheiro e me aparecem novas responsabilidades.

-Por exemplo. -Um par de lojas.

N�o me vejo atr�s de um balc�o.

Uma serraria e um campo de explora��o de madeira

que est� longe da cidade.

N�o sei. N�o.

Sou propriet�ria do transporte at� West Rim, mas n�o vale nada.

-por que? -Bandidos.

Havia dinheiro no transporte de ouro. Agora as minas se negam.

-Aceito esse trabalho. -De vigilante?

De encarregado da linha.

-Que espera tirar disso? -Uma comiss�o do ouro que passar.

-Ter� para tomar uma cerveja. -Ser� bem-vindo.

� muito perigoso. Inclusive os da Wells Fargo deixaram de tent�-lo.

Me d� uma autoriza��o.

N�o posso me negar duas vezes.

-Quem rouba o ouro? -Quem n�o o faz?

Quando est�o com uma m�scara todos s�o iguais.

-Me esqueci de perguntar uma coisa. -Agora trabalho para voc�, pergunta.

-Como sei que posso confiar em voc�? -N�o sabe.

Posso?

S� com dinheiro.

Certo, chefe?

-O que tem que ver comigo? -Sou o novo encarregado.

Um momento. N�o est� despedido.

Aqui n�o h� trabalho para um muito menos para dois.

Dois podem vagabundear igual a um sozinho.

Whitey!

Este � o novo chefe, acaba de come�ar.

Whitey leva o transporte at� a serraria.

Este � Jim Goddard, o condutor da linha.

-Ol�, rapazes. preciso das chaves. -Certo.

Ontem vi a briga. Foi fant�stica.

N�o falemos disso. Me d�i a m�o s� de ouvi-lo.

Tenho que ir � serraria antes do amanhecer. Tudo bem?

-Sim, acho que sim. -Obrigado, senhor.

-O que aconteceu? -Na �ltima viagem atiraram em mim.

-P�de v�-los? -Quem me dera.

Esta � a �nica que funciona.

perdi muito tempo aqui, posso te dar um conselho.

Acha que isto � f�cil, mas n�o � o que espera.

No Goddard deram no joelho, pode ser que voc� n�o tenha tanta sorte.

-Dependo de algo mais que da sorte. -Do que?

De que n�o tenham boa pontaria.

Eles n�o se importam muito. Pense nisso.

Precisarei de voc� e n�o s� com uma s� perna.

-Se cuide. -Sim, senhor.

-O que � isto? -Bonito, verdade?

-Sim. De quem �? -Da Srta. Charlie.

-Aonde a leva? -�s montanhas, ao rio.

-Todas as tardes. -Sim?

Acho que vou te dar a tarde livre.

N�o deveria deix�-lo fazer isso. Mas deixarei.

-Pode que n�o goste. -Mas eu sim.

-Vai me substituir esse Haven? -Prince, eu nunca me desfaria de voc�.

-Sempre saio perdendo. -N�o � verdade.

N�o.

-O que aconteceu, Prince? -Eu n�o gosto de Haven e nada dele.

Isso j� havia me dito.

-O que sabe dele? -O que quer?

Que procure no registro civil?

-Um homem que saiu do nada... -E que foi a sua mesa.

-Jogava como um perito? -Algo que sabia.

-Sim e se encarregou do Mick. -Sabe brigar, e dai?

Voc� gosta disso, n�o?

Vou te dizer uma coisa, Prince. O que eu n�o gosto � isto.

Sabe, Prince, sempre te vejo em boa companhia.

Fique a�.

Sempre que te vejo, parece diferente.

Mas sempre est� linda. por que?

Sempre h� algu�m mentindo para mim.

Pode me pegar pelo bra�o para n�o apertar isso.

O que fez com minha charrete?

Sou o encarregado do transporte. Voc� me contratou.

-Aonde vamos? -Vou ver um cavalheiro.

-A estas horas? -Chama-se Mark Bristow,

e seja a hora que seja, se trata de neg�cios.

Tal e como o diz, deve precisar de um advogado.

Ele � advogado, mas n�o lhe servir� de nada.

Do que serve um advogado se n�o ir alguma vez a um julgamento?

Como um m�dico em um cemit�rio.

-Onde est� esse pobre coitado? -Do outro lado da rua.

Ou, cavalos!

Vou ficar aqui cuidando os cavalos.

-Pode deixar n�o ir�o longe? -Eu tamb�m n�o.

Ser� melhor que entre comigo.

-Ol�, Sra. Caslon. -Como est� voc�?

-Poderia me fazer um favor? -� claro.

� um grande favor. Se negar, eu entenderei.

-Do que se trata? -Quero transportar ouro de sua mina.

Sim, � um grande favor.

Sei que parece imposs�vel,

mas por isso estou aqui, para saber o que faz isso imposs�vel.

-N�o � muito arriscado? -Por isso s� posso chegar a voc�

N�o dever�amos falar com o capit�o Iles antes?

J� sabe o que diria. Recomendaria n�o faz�-lo.

-Acho que sim. -Mas se funcionar, se esclareceria tudo.

Para todo mundo, inclusive para ele.

O ex�rcito n�o gosta que haja tanto ouro em um quartel.

-Bom, eu... -Estamos trabalhado �s cegas.

Esta poderia ser a �nica maneira de ver alguma coisa.

-Quem mais saber�? -S� n�s.

-Essa � a id�ia. -Eu concordo.

Bem.

N�o fique t�o s�ria. S� se trata de seu ouro e minha pele.

Sorria ao se afastar, como se tiv�ssemos falado

da seca que foi o ver�o.

-Obrigado. -Adeus.

Charlie, sabe que sempre colaboro mas n�o tenho o dinheiro.

Estas s�o suas notas promiss�rias.

Somam 6.000 d�lares. Quer cont�-las?

N�o.

J� n�o confio mais em voc�, Mark.

-Minha sorte pode mudar, n�o? -N�o em minhas mesas de jogo.

Vi outros ca�rem na armadilha, nunca pensei que eu cairia.

Ningu�m pensa.

Direi ao Prince que venha olhar suas contas.

-Mas... -Assim s�o as coisas, Mark.

Eu pago minhas d�vidas e espero que outros o fa�am.

O que te traz por aqui?

-Sonhei que voc� voltaria esta noite. -por que?

-Talvez porque levou as chaves. -N�o v�o com o trabalho?

J� sabe como s�o os sonhos. Pensei que ia tentar algo.

-Como o que? -Por exemplo, levar a mercadoria.

-E que mais sonhou? -Que eu queria ajudar.

Pois j� me ajudou.

-V� dormir, j� acabarei eu o sonho. -Eu vou com voc�

Protegerei suas costas.

-Feriram lhe mais que a perna, n�o? -Eu gosto de viajar com a lua,

-sempre n�o acontece nada. -E se acontecer?

Ent�o tenho o direito de estar a� com voc�.

Est� bem. Sobe, sairemos por atr�s.

Alto!

Parem os cavalos!

Tirem as m�os das armas.

Des�am da� e fiquem de um lado.

Vamos, des�a da�.

Traga os cavalos, r�pido.

V�o por ali.

Traga isso aqui.

-As m�os para cima. -Calma, lhe pendurar�o igual.

Est� bem, Goddard, andando.

Vamos!

Vamos.

Aqui est� bem.

Se vire.

"O portador, James Goddard,

opera como representante legal e detetive

da companhia de transportes Wells Fargo. "

Fora daqui!

Onde est� Joe?

-Algo saiu errado, Pete. -Sim.

Eu s� sei que nasceu em cima de um cavalo e n�o caiu sozinho.

V�o procurar.

-Ol�, Whitey. -Ol�, Sr. Haven.

-O que leva? -� comida para a serraria.

Poderia levar meu cavalo a cidade?

-E a carro�a? -Eu me encarrego dela.

Voc� manda.

Est� acontecendo alguma coisa interessante na cidade?

N�o sei, eu sa� antes do amanhecer.

V� devagar. Est� cansado.

Darei lhe uma boa esfrega.

Ei, voc�!

-Viu se vinha um cavaleiro? -N�o.

-Tem certeza? -Sim s� um lagarto.

-Onde coloco isto? -Onde colocava antes?

Nunca fiz isso, sou novo. Acho que � comida.

Leva para o barraco do cozinheiro.

Ou! Ei, � o cozinheiro?

N�o, s� uso este gorro para espantar as moscas.

N�o me importo, amigo. Trago a comida,

mas se n�o querem posso levar de volta.

Bom, pois deixa a� do lado.

-Teve sorte? -Nem rastro do Joe.

Mas h� rastros de outro cavalo perto da serraria.

Mau sinal. Vamos falar com o condutor novo outra vez.

Ei, condutor!

Voc�, venha aqui.

Esta certo que n�o viu nenhum cavaleiro?

Se quiser que diga que vi, lhe direi isso.

Ou que vi um fantasma, n�o me importo.

-Quando come�ou a trabalhar? -Ontem.

-Por que? -� assim. Sem trabalho n�o se come.

-N�o h� outra maneira. -Quem te contratou?

Ou�a, tenho trabalho e ningu�m me diz onde deixar isto.

Que onde estive e o que vi. N�o sei!

Que me pagam 30 centavos a hora, homem.

Deixe o. Tenho uma carga para voc� quando acabar aqui.

-Claro. -Quanto demorar�?

N�o comi mais que p� desde o amanhecer.

Est� bem. Depressa.

-O que acha? -Nos arriscaremos.

Venha, peguem isto.

Pode me dar alguma coisa?

Se sirva voc� mesmo.

-Parece bom. -Tem que ser.

Estava acostumado a cozinhar para 600 homens por dia.

-Onde? -Em Leavenworth.

-Quem manda aqui? -Eu.

Me refiro a tudo.

-Com o que falou quando entrou. -Esse com pinta de dur�o?

Todos s�o duros at� que enfrentam o Mick Marion.

-Mick vem muito por aqui? -Ontem veio.

-Algu�m deve ter enfrentado ele. -por que?

Tinha a cara machucada. Como sua m�o.

Tive azar com uma caixa cheia de couve-flor.

Isso � o que ele tinha. A cara como uma couve-flor.

-Brigou com ele? -Com o Mick?

-Tenho pinta de poder fazer isso? -Pelas m�os.

Condutor, depressa.

J� estou indo.

-N�o h� muitos trabalhadores, n�o? -Est�o todos no campo madeireiro.

Bom, j� vou.

Obrigado. Isto sim que � um guisado.

Seria melhor com couve-flor.

Sim claro que est� bom, sim.

N�o sei se isto � uma boa id�ia.

Voc�, venha aqui.

-V� esta caixa? -Sim.

� para o Prince. Sabe quem �?

-N�o. -Trabalha para a Charlie.

-Sabe quem � Charlie? -Claro.

Bem, suba.

Ah, uma coisa.

O que leva � uma engrenagem que t�m que consertar.

Diga ao Charlie que se n�o consertar teremos que fechar.

-Entendido? -Entendido.

Muito bem. Pode ir.

Fecha as cortinas, Bristow.

Acenda.

-Poderia abaixar a arma? -Poderia, mas me ajuda a me relaxar.

-Uma bebida? -N�o.

Ach�vamos que estava morto.

-Quem? -Quem?

Pois... Todo mundo.

Encontraram o corpo do Goddard. N�o sabia?

-O que aconteceu? -Sente-se.

Se acha que me assustou entrando aqui, est� certo.

N�o sou nem um her�i nem um bobo.

Mataram o Goddard. por que n�o a voc�?

-Algu�m me queria com vida. -Para que?

-N�o sei. -O que quer de mim?

Vou ditar uma declara��o que voc� escrevera.

-Isso � tudo? -Sim.

Colocara em algum lugar onde n�o possa ser roubada.

-Tenho uma caixa forte. -J� vi.

N�o confia em mim?

Sim confio, mas voc� n�o confia em voc� mesmo.

-Onde quer que a guarde? -A Sra. Caslon tem uma blindada.

-Me encarregarei disso. -Muito bem.

Esta � a declara��o.

Juro solenemente,

que quinta-feira passada, por volta das 11 da noite,

a carruagem que eu conduzia

foi assaltada por cinco bandidos armados.

O ouro que transportava foi roubado,

e Jim Goddard, o guarda,

foi assassinado a sangue frio.

-Est� certo de que era Haven? -Como se n�o conhecesse meu chefe.

V� tomar uma cerveja.

A carro�a esta a�, deve ter voltado.

E o que ganho eu com isto?

Deve a Charlie 6.000 d�lares. N�o tem sa�da.

Assim ficar�o quites.

E agora se pergunta voc� por que n�o pegamos esse ouro

e vamos pelo mundo. Monte Carlo, o Taj Mahal...

Tenho uma id�ia melhor.

Encontre o ouro, elimina a declara��o e que me enforquem.

Assim ser� rico e n�o ter� nem que viajar.

-Isso requer muito trabalho. -E valor.

-Onde assino? -Aqui.

-N�o fique t�o nervoso. -Estou muito calmo.

Como deixou que esse canalha transportasse seu ouro sabendo...?

-Esse canalha pode ser que esteja morto. -Ou na cidade, de fato, ele est�.

-Por que n�o me disse nada? -Fiz por voc�.

-Por mim? -Ele representa ao governo.

-E a quem represento eu? -Eu sozinho...

E que fazia Mark Bristow aqui?

-� meu advogado voc� sabe. -Me perdoe.

�s vezes est� muito certo de muitas coisas.

Algo bom de n�s � que sempre nos equivocamos.

Mark me deu isto. Por isso estava aqui.

-N�o ir� abrir? -"A quem esta endere�ada. "

Pode ser para mim.

Realmente.

Seu amigo, o Sr. Haven, tem seu ouro.

Esses est�pidos de Washington... Enviaram-me um tenente rebaixado

para se meter em meus assuntos.

Est� parecendo um osso duro de roer.

Porque vou tratar com homens duros.

Eu j� me encarrego disto.

-Parece uma reuni�o de neg�cios. -O que faz ele contigo?

-Pensei que precisaria de um advogado. -Duvido.

Sei que n�o lhe incomodam os detalhes legais,

-mas tenho um que talvez sim. -O que �?

Uma hist�ria. Sobre um homem assassinado,

um ladr�o ao que atiraram e uma engrenagem que n�o entreguei.

Ningu�m acreditaria a n�o ser que tivessem me matado.

-A quem contou? -S� ao Mark.

� advogado, not�rio. Fez o registro.

-No final chega ao tribunal. -Eu sozinho escrevi a declara��o.

-Cale a boca. -J� que trouxeste seu advogado,

lhe pergunte se isto n�o � chantagem.

N�o pensa com clareza quando v� armas.

-Mas n�o se importa. -N�o.

V� para baixo e vigia a escada.

-O que quer � uma parte. -Correto.

Fa�amos o seguinte:

faremos um trato e todos felizes.

-Como seria? -Quando te entregar o ouro.

-Quer dizer a engrenagem? -Posso esquecer que a abri.

Roubei uma engrenagem, ainda sou um ladr�o.

-Ele o que ganha? -Sua d�vida fica saldada.

-Voc� perdeu a cabe�a? -Mas voc� perdeu seu dinheiro tudo bem.

Tudo bem.

Prince lhe dar� os notas promiss�rias quando entregar a caixa.

Isso � tudo.

Haven, voc� fique.

Me desculpe, Prince?

Sabe jogar dados e tamb�m sabe apostar,

mas um dia falhar� e eu estarei l� para ver.

N�o tenho nenhuma d�vida.

Deveria ir com mais cuidado.

por que diz?

N�o teria gostado de ordenar que lhe matassem.

-Nem a mim. -Teria sentido falta de...

-Muito. -E por muito tempo.

Alguma vez j� disse a uma mulher que a quer?

-A todas. -E como escapei?

Sempre que ia dizer estava na porta.

N�o me disse ainda.

Vamos para a porta.

N�o se mova. De a volta.

Ponha o ouro na carro�a.

-� um assalto? -Quer coloc�-lo na carro�a?

-Quer dizer alguma coisa? -Sim.

Segui um bandido quando ele o escondeu.

N�o pude carreg�-lo no cavalo, por isso retornei.

Sei que � mentira.

-Uma parte � verdade. -Mas n�o o suficiente.

Est� bem, tentarei de novo.

Escondi eu mesmo. E ia entregar a eles.

Queria entrar em seu bando. Era a cota de ingresso.

50.000 d�lares?

Me parecia bem.

Pois a mim n�o.

O que est� fazendo poderia me trazer problemas.

Se continuar aqui em 24 horas, prometo que ter� problemas.

Saia caminhando.

Vamos.

-N�o estava na cadeia? -Me deixaram sair.

Tem muita l�bia. Convence a qualquer um.

-At� certo ponto. -Que ponto?

Uma arma. Champanha, por favor.

Estamos celebrando algo?

A primeira vez que falei contigo bebemos champanha.

Me trouxe alguma coisa?

-N�o. -Mas o far�?

-N�o. -"N�o. " Sem mais.

Fui buscar o ouro. Estava l�. E algu�m mais, tamb�m.

-Quem? -A Sra. Caslon.

-Sozinha? -N�o, tinha uma arma.

-Voc� n�o tinha uma tamb�m? -Ela estava com ela na m�o.

Esta poderia ser a falha do que me falou.

Ent�o essa senhora te atacou e levou o ouro. � isso?

� como dizer que me roubaram na catequese.

-Nada bom, certo? -N�o.

Ao Mick voc� enfrentou.

Ontem, a arma do Pete n�o te dava medo.

E ante essa senhora t�o am�vel sai correndo.

-Fazem que pare�a uma tolice. -Ser� que �.

Uma mentira.

Minha palavra parece que n�o vale muito por aqui.

S� tem uma coisa que vale muito: ouro.

-S� tenho isso? -N�o exatamente.

Tem tempo. Te dou duas horas para traz�-lo.

Quer que eu engorde antes de me matar, n�o?

J� disse: Duas horas.

Que doce voc� �.

-Ent�o? -Tudo pronto.

-Tem muitos homens? -Sim, muitos.

V� ate ali e pegue os uniformes. Chegaremos ao posto ao amanhecer.

-A que esperamos? -Dei-lhe tempo.

-Est� no hotel sem fazer nada. -Dei-lhe tempo!

Que fa�a o que quiser com ele.

-Quer suas notas promiss�rias? -Quer dizer...

-� que Haven...? -N�o, n�o o fez.

-N�o entendo. -N�o servir�o para nada.

Eu n�o tenho nada que ver.

-Ainda posso fazer que valham... -O que?

Ainda posso fazer neg�cios. Olhe.

De uma olhada. � a �nica c�pia da declara��o.

-O que quer? -Nada.

S� sair disto. Eu n�o participei, isso prova.

Isto?

� um truque.

Eu cuidarei disto. Haven n�o pode me fazer isto.

-Vou cuidar disto. -Sim, cuide.

Toma, leve isto.

Temos que esperar algo mais?

N�o.

-Quem �? -Bristow. me deixe entrar.

-Vai me matar, Mark? -Me enganou.

-Ah, sim? -fui procurar a declara��o.

A levei. N�o estava l�. Era um papel em branco.

N�o ria de mim ou mato voc�.

� o que querem. E poderia ser sua �nica sa�da.

Mas duvido. Sabe por que?

Porque embora levasse minha cabe�a n�o te salvaria a vida.

Est� endividado, arruinado e assustado.

E sabe muito.

N�o lhes serve para nada com vida.

Tem alguma id�ia?

V�o fazer eu, sei. V�o me matar.

-por que t�m que me matar? -Nos matar, Mark.

-Deve ser dela. -Sim.

Que doce ela �.

-Pode sair da cidade. -N�o h� nenhuma possibilidade.

Se tiver uma entre um milh�o, � a �nica que tem.

Sim, talvez me salve desta. Poderia tentar.

V� direto para seu cavalo. E n�o pare.

Tenho pap�is importantes no escrit�rio.

N�o tem nada importante exceto sua vida e por pouco tempo.

Suba no seu cavalo e cavalga at� que morra.

Ent�o corre at� se arrastar e talvez tenha sorte.

Sim.

Sim.

J� viu, sou muito sentimental.

-Como sou poeta... -Claro.

Tenho algumas coisas. Uma velha arma do xerife,

uma bala de um bandido morto e um ros�rio

-de um que enforcaram. -Que bom. � um hobby?

Sim. Mais ou menos.

Me diga se por acaso tem algo que queira me deixar.

S� tenho isto.

Um bot�o do ex�rcito. E o uniforme que vai com ele?

Acho que sei. Vou descobrir.

E sua arma?

Deixei l�.

Vamos, andando.

-Est� carregada? -Se tentar algo saber�.

N�o tentarei nada, xerife. Nada.

Hein, voltem. Mick quer ver voc�s.

-O que aconteceu? -Haven me atacou.

-� Haven. -Que n�o saia daqui.

-Capit�o Iles... -N�o se desculpe. Entre.

-vou lhe dizer algo. -De jeito nenhum.

Voc� perdeu alguns uniformes e pensava que se queimaram.

-Sim se queimaram. -N�o. Mas agora sim.

-Eu mesmo os incendiei. -O que?

Est�o derretendo no armaz�m da serraria.

-Havia 70 homens para us�-los. -Para que?

Que raz�o ia ser se n�o chegar at� aqui e levar o ouro?

Vai enviar um destacamento para assustar os �ndios?

-Sim. -N�o h� tais �ndios.

� um truque. Agora j� sabe para onde envi�-los.

Acho que eu devo um pedido de desculpa.

Ser� melhor que v� � serraria. talvez tentem tamb�m.

Eu...

Acho que eu tamb�m devo-lhe algo.

S� 50.000 d�lares.

Eu gostaria de poder dizer ou fazer

alguma coisa.

H�. Pode me devolver minha arma.

Poderia devolver esta ao xerife.

Diga que tome cuidado, agora sim est� carregada.

Sempre lembrarei o rid�culo que eu fiz.

Eu tentarei esquecer.

-Voc� tamb�m vai? -Com eles n�o.

-Me causa muitos problemas. -Sim, mas te trouxe algo.

N�o acreditava que Mark ia usar, certo?

Talvez s� queria te fazer chegar uma arma.

Talvez. Tenho que prender voc�.

-por que? -Por assassinato.

Poderia ter atirado agora e n�o o fiz.

N�o matei esses homens, nem o Goddard.

-Quem matou? -Talvez foi Mick.

-Ou Prince. Quem sabe? -Voc� sabe.

Se ainda tiver o ouro, e acredito que sim, ainda podemos negociar.

-Todo homem tem um pre�o. -Nem todo mundo iria dizer o mesmo.

-Uma mulher sabe. -N�o haveria mulheres em meu j�ri.

E por isso n�o se saiu t�o mal como pensa.

Poderia encontrar homens que acreditariam que � capaz de quase tudo,

mas n�o falhariam em seu contr�rio depois de te ver em um tribunal.

Mick est� morto, que enforquem o Prince.

-J� n�o � um pouco tarde? -Talvez n�o.

Onde est� Prince?

-Isto n�o est� bem. -irei procurar algu�m.

Fique.

Me diga uma coisa,

sinceramente:

me queria?

Desde a primeira noite, desde a primeira can��o.

Tentei esquec�-la, mas n�o pude.

Cada vez que tentava tirar de minha cabe�a

se metia mais profundamente em meu cora��o.

Me diga.

Eu te amo.

Eu te amo.

Nos vemos... na China.

O sol brilha e esquenta

na pradaria poeirenta.

O sol brilha e esquenta

mas o tempo � cruel e frio.

O tempo � cruel e frio

na pradaria poeirenta.

E um homem pode envelhecer

onde h� mulheres e ouro.

Um homem pode envelhecer

onde h� mulheres e ouro.

FIM

Tradu��o: Elton Janeiro 2010

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