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Original subtitles

DERROCADA DO CRIME

Argumento

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Realiza��o

Produ��o

Faculdade de Direito

Assim sendo, caros amigos,

a dist�ncia mais curta entre dois pontos � uma linha recta.

Portanto, vou directo ao ponto em quest�o.

Alguns de v�s acabar�o por s� defender v�timas de acidentes.

Outros poder�o chegar ao Supremo Tribunal dos EUA.

Mas fa�am o que fizerem, advirto para o seguinte:

Nunca v�o para professor de Direito.

Porque se forem,

acontecer-vos-� a mesma coisa horr�vel que me aconteceu.

No final de cada per�odo de seis anos

quando come�am a entrar no ritmo e a gostar do trabalho,

recebem uma recompensa.

Umas f�rias pagas durante um ano inteiro.

Chamam-lhe ano sab�tico.

Ao deixar-vos,

n�o deixo apenas os meus alunos, mas tamb�m os meus amigos.

Sentirei a vossa falta.

Mas sentirei muito mais a vossa falta.

� medida que se foram formando, eu mantive o contacto.

Foi uma alegria para mim visitar os vossos escrit�rios,

ajudar nos primeiros processos

e, por vezes, sentar-me ao vosso lado no tribunal.

Agora, durante um ano inteiro, acaba-se isso.

Suponho que voc�s sobreviver�o.

Mas eu n�o sei se sobrevivo.

Adeus, meus amigos.

Adeus a todos.

Um homem s� devia ter licen�a sab�tica depois de morrer.

Depois de embarcar, n�o se importar�.

Essa � a parte que mais temo.

Paul, volta para casa comigo. Ajuda-me a convencer a minha mulher

que podemos passar umas boas f�rias aqui na cidade.

- Gostava, mas tenho audi�ncia �s 11. - Vou contigo, talvez possa ajudar.

N�o, obrigado. A sua mulher n�o me perdoaria por roub�-lo no �Itimo dia.

Vou despedir-me de si ao barco. Adeus, Professor.

Adeus.

Habeas, tenho uma tarefa para ti.

Obrigado, Habeas.

Porque � que as pessoas est�o sempre a andar de um lado para o outro?

Porque � que a outra parte do mundo � melhor do que aquela em que estamos?

H� sete anos que n�o tens um dia de folga.

Tens de repor energias.

Jerry, n�o posso repor energias sem ir para fora?

N�s os dois podemos passar belos momentos aqui na cidade.

Se fic�ssemos, passavas o dia na faculdade a trabalhar com o reitor.

- N�o passava nada. - Passavas sim.

Ou ias para os escrit�rios dos alunos para os ajudar.

N�o ia nada. Ficava em casa contigo a repor energias at� ficar azul!

- Palavra! - John...

V�, larga-me para eu ir acabar de fazer as malas.

S� te largo se me deixares ajudar-te.

John, por favor, vai-te embora e deixa-me fazer as malas.

- Mas para onde hei-de ir? - Vai ao cinema.

- Est� em cena "A Branca de Neve". - Vi esse na segunda-feira.

- V�-o outra vez. - O cinema s� abre ao meio-dia.

- At� l� o que fa�o? - Vai ver as montras.

- O teu bolso! - O que foi?

Oh, John...

J� queimaste os bolsos de quase todos os casacos que tens.

Agora vai-te l� embora, antes que pegues fogo � casa.

Est� bem, querida.

H� fogo!

O que se passa, Mr. Roberts?

� da Pol�cia? Algu�m lan�ou uma bomba de mau cheiro no meu cinema.

Mandem muitos pol�cias j�!

Diga ao Austin para conseguir fotos e uma hist�ria e n�o quero �libis.

Este � o meu cunhado, Mr. Tom Ross. � o editor, vai ajud�-lo.

- Este � Mr. Roberts. - Como est�? Ent�o o que se passa?

Mr. Roberts � o gerente do cinema da universidade.

� v�tima de uma conspira��o perversa e chocante!

- O que aconteceu, Mr. Roberts? - Errou ao assinar contrato

com a Associa��o Protectora dos Propriet�rios de Cinema.

Tom, assim que assinou, os outros armaram sarilhos.

Mas que outros?

A Associa��o de Ajuda M�tua aos Propriet�rios.

Lan�aram bombas de mau cheiro. Mas a primeira associa��o protestou.

- Amea�ado pela segunda associa��o... - Espera a�, John.

- Deixa Mr. Roberts contar. - Mas eu n�o quero falar.

- Ent�o porque veio c�? - Porque ele insistiu.

N�o tenho nada a declarar.

Antes bombas de mau cheiro no cinema, do que dinamite em minha casa.

Se Mr. Roberts n�o apresenta os factos, apresento eu.

- Quero isto resolvido! - Por amor de Deus, John.

At� parece que foi a primeira bomba de mau cheiro que lan�aram.

Como podes dizer isso? As pessoas entraram em p�nico.

- Pode haver feridos, at� mortos! - E o que queres que eu fa�a?

Publica a hist�ria na primeira p�gina, age!

S� sensato, John, n�o podemos fazer nada.

Esta cidade est� infestada de trastes. J� ningu�m cumpre a lei.

Que diferen�a uma manchete far� para essa gente?

Mas algu�m deve tomar uma atitude. Este pobre homem...

Foi-se embora...

�ptimo. P�e-te tamb�m a andar, para ver se eu trabalho.

Vai contar essa hist�ria � Comiss�o C�vica do Governador.

Comparada com as hist�rias deles, a tua bomba de mau cheiro � um mimo.

- Onde � que eles se re�nem? - Na c�mara.

- Espera. Mas n�o vais l�, pois n�o? - Podes crer que vou.

Estava a brincar. � uma reuni�o privada.

Comiss�o C�vica do Governador Proibida a Entrada

Devido � intimida��o das testemunhas,

o Grande J�ri n�o consegue levar ningu�m a depor.

A corrup��o e o suborno sabotaram a investiga��o desde o in�cio.

O Governador j� amea�ou recorrer a uma mil�cia.

Para al�m disso,

o Governo Federal pretende intervir caso n�o mostremos resultados.

Est� na sua m�o, Sr. Procurador.

Est� sempre na m�o do Procurador...

O que fez? O Governador autorizou a nomea��o de um Procurador especial.

- Porque n�o nomeou ningu�m? - N�o encontro quem o aceite.

E acha que � de censurar?

Que homem no seu ju�zo perfeito aceitaria esse cargo,

quando o pr�prio Procurador diz n�o saber lidar com o problema?

Cavalheiros...

A dist�ncia mais curta entre dois pontos � uma linha recta.

J� estou a ouvi-los h� mais de uma hora.

N�o estar�o a fazer uma tempestade de um copo de �gua?

- Como entrou aqui? - Simplesmente entrei.

- Quem � o senhor? - Lindsay, professor de Direito.

Acho que tenho uma solu��o para o problema.

N�o precisam de mil�cia nem do FBI, nem de ajuda exterior.

Concordo, mas esta � uma reuni�o privada...

Eu n�o me importo.

Nova lorque tem um problema destes e resolveu-o.

Decerto tamb�m vamos conseguir.

Afinal, quem s�o esses bandidos de quem t�m falado?

Tanto quanto sei, � um grupo de gentalha.

Cavalheiros, os senhores t�m tudo a vosso favor.

A for�a da Lei, o dinheiro e a opini�o p�blica.

Se analisarem o problema de forma cient�fica, podem...

Sargento, informe este senhor que esta reuni�o � privada.

Ora bem...

Receio que cometi um erro, n�o devia ter entrado.

Afinal, n�o passo de um contribuinte

e todos sabem que os contribuintes n�o t�m direitos.

Professor?

Gostava de lhe dar uma palavrinha. O meu nome � Eugene Ferguson.

O meu filho foi seu aluno. Formou-se h� dois anos.

N�o me diga que � o Paul Ferguson?

� um prazer conhec�-lo. Ele falou-me muito de si.

Mas decerto n�o tantas como ele me falou de si.

Ele considera-o o maior perito em Direito do pa�s.

E ele foi o melhor aluno que eu tive.

Prevejo um belo futuro para ele no ramo do Direito.

- Isso d� direito a uma bebida. - Raramente bebo � tarde.

- J� � quase noite. - Mas a sua reuni�o...

Eles passam bem sem mim. Se eles n�o o querem ouvir, quero eu.

O homem certo conseguia dar cabo do ninho deles em 30 dias.

E eu conhe�o o homem certo, mas est� em licen�a sab�tica.

- Refere-se a mim? - Porque n�o?

Mas se j� fez planos para partir...

Mr. Ferguson, vou fazer-lhe uma confiss�o.

Para mim n�o � inconveniente nenhum adiar a minha viagem umas semanas.

Umas semanas? Pode levar mais tempo do que isso.

Olhe que n�o.

Mas deve estar ansioso por f�rias h� muito tempo.

Mr. Ferguson, tenho um medo terr�vel de fazer uma viagem no oceano.

Mais dois, Emmeal.

Mas eu n�o sei qual � o vencimento.

Isso n�o importa, a universidade continua a pagar-me o sal�rio.

Sabe, s� de pensar num navio a vapor at� fico doente.

Eu consigo convencer a comiss�o. Eles t�m de arranjar algu�m em breve.

Fico com enjoos s� de pensar num navio.

N�o lhe cheira a queimado?

N�o temos de nos preocupar com a mil�cia, nem com FBI.

Acabo de arranjar o patinho perfeito.

Ainda bem, porque nem n�s sabemos lidar com os agentes federais.

Arranjei um Procurador especial que vai assentar que nem uma luva.

Liga aos outros a dizer que n�o temos com que nos preocupar.

N�o fiques ansiosa, ainda t�m muito tempo.

Muito tempo... Dez minutos?!

Se calhar ele est� � espera em casa.

N�o, ele ligou-me �s sete a dizer que nos encontr�vamos no cais.

Disse que estava a jantar com o pai do Paul Ferguson.

- Paul, viste o teu pai? - N�o est� em casa nem no escrit�rio.

Todos a bordo!

- Jerry, n�o te rales. - Estou muito ralada para me ralar.

Se ele n�o est� morto, eu mato-o quando o vir!

Ol� a todos!

- Querida, tenho muito para te dizer. - E eu para te dizer a ti.

Esta manh� vivi uma cadeia de eventos curiosa. La ver "A Branca de Neve"...

Sim, e a bruxa malvada. Anda antes que puxem a prancha. Conta depois.

Espera, era sobre isso que queria falar. N�o vamos embarcar.

- Vamos adiar a viagem. - O qu�?!

Fui requisitado.

LINDSAY TOMA POSSE HOJE

Mr. Ferguson, o seu pai est� no seu gabinete e quer falar-lhe.

Obrigado.

- Ol�! Disseram-me que estava aqui. - Ol�, Paul.

Paul, gostava que tivesses falado comigo antes de aceitares este cargo.

Queria fazer-lhe uma surpresa. Pensei que ficaria radiante.

N�o me agrada que enveredes pela pol�tica.

Isto n�o � pol�tica, Pai, � um belo emprego!

� um emprego perigoso e, se falhares, ficas marcado.

E se fores bem sucedido, �s alvo de sarilhos.

Se pensa assim, porque recomendou o Lindsay?

O Lindsay n�o � meu filho. Tu �s tudo o que me resta, Paul.

�s um bom advogado e eu posso ajudar-te muito.

E acho que conven�o o Lindsay a deixar-te sair.

N�o, Pai!

Pai, eu abracei a causa at� ao fim da guerra.

Vamos acabar com todos os bandidos, desde o maior ao mais pequeno.

Sil�ncio, estamos no ar.

Vamos.

� com prazer que apresento o novo Procurador,

o excelent�ssimo John Lindsay.

Esta ser� a primeira e espero que �Itima vez que vos falo.

O lema do pa�s j� foi:

"Milh�es para a defesa e nem um c�ntimo para imposto."

Mas algo estranho e n�o americano surgiu e tentou mudar o lema para:

"Milh�es para o imposto e nem um c�ntimo para a defesa."

Dirijo-me n�o s� �s v�timas e potenciais v�timas de bandidos,

mas tamb�m � m�fia de criminosos organizados...

Espero que alguns me estejam a ouvir,

pois � importante que nos entendamos.

Come�am com pequenos roubos.

Se faz favor?

- Chamo-me Girard. - Como est�?

Porque se recusa a instalar as nossas slot mashines?

J� disse ao seu empregado.

O liceu fica mesmo aqui em frente, isto n�o � o local certo para o jogo.

N�o enrole. Eu quero instalar umas m�quinas hoje.

Mas n�o vai instalar nada. Fora daqui!

Cidad�os Exigem Ac��o Os Bandidos V�o � Cidade

Fornecimento de Leite Amea�ado na Cidade

Criadores Das Aves Apelam ao Procurador

Companhias de Seguros Exigem Investiga��o

Lindsay Convoca Testemunhas

Recusam-se a testemunhar, porque foram amea�ados e intimidados.

Se os senhores, que s�o as v�timas de banditismo,

n�o colaboram com depoimentos francos e completos,

como � que eu consigo obter resultados?

Decerto querem ajudar.

Se calhar n�o estamos a pensar em nos pr�prios.

Alguns de n�s pensamos nas nossas fam�lias.

Tenho mulher e dois filhos.

Na semana passada, tentei fazer um seguro de vida.

Perguntaram-me se pretendia testemunhar.

Se o fizesse, n�o podia fazer o seguro.

- Qual � o nome da seguradora? - Seguradora Acme.

Seguradora Acme... Vamos tratar disso, Mr...

- Butler. - Obrigado.

Brophy, Mallet.

Cavalheiros, estes homens s�o os meus guarda-costas.

Estou disposto a prescindir deles em favor do primeiro que testemunhar.

Ser�o vossos guarda-costas, dia e noite.

E nomearei outros dois a mais algu�m que queira testemunhar.

Com certeza isto acaba com os vossos receios.

� tudo, rapazes.

V�o render-se a estes bandidos, ou v�o ajudar-nos a combat�-los?

Cavalheiros, podem sair.

Simpson, tem o nome dos homens que estiveram aqui?

- Tenho, sim. - Foi um sarilho para os obter, n�o?

Constam da listagem do grande j�ri.

Quero que me traga os livros de contabilidade deles.

Como consigo isso?

Mr. Simpson, h� quanto tempo trabalha no Minist�rio P�blico?

- Seis anos? - E ainda n�o aprendeu nada?

Sempre que lhe pe�o para fazer uma coisa, pergunta-me como faz�-la.

O senhor � o assistente. Sabe o que � isso? � aquele que assiste.

- Assistir quer dizer ajudar. - Bem sei, mas segundo a Lei...

Quer ensinar o que � a Lei ao Professor Lindsay?

- Mas para obter os livros... - Eu mostro-lhe como se faz.

Daqui a 24 horas j� os terei aqui.

- Mr. Simpson ao telefone. - Pode passar.

Ol�, Simpson.

Mr. Kitchell, eles v�o confiscar os livros das testemunhas.

Certo, eu j� lhe telefono.

Est�?

Obrigada.

- Quem era? - O Simpson.

Diz que andam uns homens do Lindsay � minha procura. O que se passa?

Foi eu que tratei disso.

Fiz chegar uma dica ao Lindsay para entrar em contacto contigo.

Arranj�mos-lhe o cargo. Chegou a hora de o usarmos para acabar com a ral�.

Tipos como o Con Cronin e os do bando dele, toda a gentalha.

Quando tivermos isto organizado, ser� reconhecido por toda a ind�stria.

As pessoas v�o acabar por se habituar

e o dinheiro que pagam ser� encarado uma despesa geral, como um seguro.

Ouve o que te digo,

um dia ainda vamos estar cotados na Bolsa.

- Onde est� Miss Ballou? - Desapareceu.

- Deve ter sa�do da cidade. - Deve ter sa�do?

N�o compreendo isto.

Sempre que mando chamar pessoas, elas abandonam a cidade.

Como explicam isto? Ser� que sabem quando eu os mando chamar?

N�o sei, Mr. Lindsay, mas corremos tudo � procura dela.

Corremos a cidade de fio a pavio.

- Miss Frankie Ballou. - Mande-a entrar.

Ol�, rapazes. Andaram � minha procura?

Sente-se, Miss Ballou.

Podem tirar o resto da semana de folga.

Para a pr�xima,

olhem para tr�s, talvez a pessoa em quest�o vos esteja a seguir.

A pr�xima vez que quiser falar comigo, ligue-me que eu venho logo.

Obrigada pela informa��o!

- Ainda sou verde nestas andan�as. - N�o faz mal. N�o se far� velho.

- Como disse? - Disse que n�o se far� aqui velho.

A n�o ser que comece a ficar ocupado e prenda alguns bandidos.

Gostava de acusar alguns,

se encontrasse algum para acusar.

- Pretende ir atr�s de mim? - De todo, Miss Ballou.

Ent�o porque me queria falar?

Qual � a sua ocupa��o actualmente?

Actualmente estou a ouvir.

Certo, eu sei. Mas qual � o seu of�cio, o que � que faz?

- Um bocadinho de tudo. - � a mulher dos sete of�cios?

Mas sem saber muito de nada.

- Quer um bombom? - Um bombom?

N�o � assim que se tiram as impress�es digitais. Espere l�.

Pronto.

Quando quiser uma coisa, pe�a.

Obrigado, vou lembrar-me disso.

Acho que � uma jovem muito inteligente.

- Sei orientar-me. - Eu n�o, e o problema � esse.

N�o vai chegar a lado nenhum preso a uma secret�ria.

J� que vai prender pessoas, o m�nimo que pode fazer � conhec�-los.

Essa l�gica � invenc�vel.

Sei onde est�o enterrados alguns corpos.

Gostava de ter uma visita guiada?

Nada melhor! Se puder uma noite destas...

- Que tal hoje � noite? - Hoje? Est� a falar a s�rio?

Bom, eu... Pode esperar.

Ligue a Mrs. Lindsay, por favor.

Temos de nos vestir a rigor?

A maioria das espeluncas s�o informais.

Ol�, querida.

- Hoje vou ter de jantar por aqui. - Tens trabalhado todas as noites.

Isto vai levar uns dois minutos...

Desculpa, querida, mas ter� de ser esta noite.

Mas n�o te esque�as, que s� tenho 30 dias.

� muito importante. Ligo-te mais tarde.

� a melhor esposa do mundo, mas continua a ser uma esposa.

- Boa noite, Miss Ballou. - Dois, por favor, Jimmy.

Por aqui.

Ol�!

- Quem protege este estabelecimento? - O Con Cronin.

Hoje vamos dedicar-nos inteiramente �s Ind�strias Cronin.

Ele tem o neg�cio dos caf�s muito bem engendrado.

Queria falar comigo, Girard?

Posso pagar uma bebida ao propriet�rio?

- N�o bebo. - Mas sente-se, quero falar consigo.

- Querida, vai retocar a maquilhagem. - J� percebi.

� verdade, prometi que ligava � minha mulher.

- Com licen�a. - Fa�a favor.

Tem aqui um belo estabelecimento, Martin.

Ouvi dizer que tem um lucro de dois mil por semana.

N�o quero problemas consigo, Girard. N�o preciso de protec��o.

- Fiz um acordo com o Con Cronin. - � pena...

� pena, Marty.

Tem um belo estabelecimento.

Sabe que trabalho no ramo da destrui��o.

Volto j�, fofa.

Ol�, Frankie.

Qual � a ideia de vires a uma das casas do Con Cronin?

- Ent�o e tu? - Estou aqui em trabalho.

Tamb�m eu. Estive agora a falar com o Martin.

Acho que estamos a fazer isto mal.

Em vez de afastar os estabelecimentos do Cronin,

dev�amos afastar o Cronin dos estabelecimentos.

Acho que vou ficar aqui at� o Cronin aparecer, quero...

Nada disso. N�o quero confus�o aqui esta noite.

Viste o homem com quem estou?

� o excelent�ssimo John Lindsay, o homem que vai limpar a cidade.

- Com qu�? - Com a nossa ajuda.

- N�o precisamos de ajuda. - S�o ordens, Eddie.

A� vem ele.

N�o responde. Mrs. Lindsay foi para a cama.

- Ent�o n�o tem de ir para casa. - A madrugada � nossa!

- Um brinde a uma longa madrugada. - Que seja instrutiva como a noite.

Esta noite aprendi muito, gra�as a si.

Aprendeu tudo o que eu sei, excepto a dan�ar o Big Apple.

Sim, o Big Apple... Sempre foi uma das minhas secretas ambi��es.

- Mas n�o lhe hei-de apanhar o jeito. - Apanha! Saiu-se bem na �Itima.

Achou? Um dia, quando tiver tempo...

- N�o h� melhor altura do que agora. - Agora?

Claro, venha.

Este s�tio deve ser divertido.

Sinto-me culpado, o John est� no escrit�rio cheio de trabalho.

Eu n�o. Lamento que sejas tu o bode expiat�rio,

mas isto � o que vai acontecer sempre que ele n�o jantar em casa.

Menina, olhe!

- Vamos, Paul. - Ou�a, Jerry...

A trabalhar?!

Miss Ballou, esta � a minha esposa.

E este � o meu assistente, Mr. Paul Ferguson.

Como est�?

Desculpe, a sua mesa est� pronta.

- Podemos sentar na mesma mesa? - Claro, sentam-se connosco.

Vamos sentar-nos juntos e fazer uma festa.

N�o esperava ver-te aqui.

Paul, n�o sabia que o Professor dan�ava t�o bem.

Para mim tamb�m foi uma grande surpresa.

Dou-te a minha palavra de honra que nunca tinha dan�ado o Big Apple.

Ele aprende depressa, Mrs. Lindsay. Parecia um patinho na �gua.

- O seu marido tem sentido de ritmo. - Ent�o reparou?

- Natas? - Um bocadinho...

Ol�, Mr. Cronin.

- A Frankie Ballou j� c� esteve? - Chegou h� bocado.

- Veio acompanhada? - Com um tipo mal-encarado.

- Ol�, Frankie. - Ol�, Con.

Apresento-te o meu amigo Mr. Lindsay.

- Este � o Con Cronin. - Muito prazer, Sr. Procurador.

O prazer � m�tuo.

Ainda esta noite fal�mos de si.

Por isso tenho as orelhas quentes.

Esta � a minha mulher e este o meu assistente, Paul Ferguson.

- � parente do Eugene Ferguson? - � o meu pai.

E esta?

- Ainda bem que o encontro. - Digo o mesmo de si, Mr. Cronin.

- Quer sentar-se? - � um prazer.

- Muito bem. - Obrigado.

J� ando h� uns tempos a querer falar consigo.

Tenho um neg�cio legal, todos os meus clientes lhe dir�o isso.

Mas tenho tido problemas com uns rufias de fora,

que querem infiltrar-se, mas n�o v�o conseguir.

- Podes escrever isto, Frankie. - Com certeza, Con.

- Algu�m tem um papel? - Tenho eu.

Isso � muito interessante.

Vai ficar surpreendido com a organiza��o desta cidade.

E o senhor tamb�m, Mr. Ferguson.

Queria marcar uma reuni�o consigo amanh�, no seu escrit�rio.

O meu escrit�rio est� sempre aberto. Quem quiser, pode entrar.

- Con, vamos dan�ar. - Adorava, Miss Ballou.

Ent�o vemo-nos amanh� no seu escrit�rio, Sr. Procurador.

Ficarei � sua espera.

Queres uma dica, Cronin? Abandona a cidade esta noite.

Como, se amanh� tenho um encontro no tribunal criminal?

Ser� um erro falar com o Lindsay.

N�o vou falar com o Lindsay, mas sim com o assistente dele, Paul Ferguson.

Porqu� o Paul?

Talvez ele consiga perceber melhor a situa��o do que o Lindsay.

Percebes?

Percebo, sim.

Quero saber aonde foste desencantar Miss Ballou.

Parece uma deusa grega.

E � uma deusa e ainda trouxe presentes.

- Cuidado. - Tenho-me portado bem toda a noite.

O problema de algumas pessoas � julgarem que sabem tudo.

Eu tamb�m sei qualquer coisinha.

O conhecimento � uma coisa perigosa, Con.

N�o, se for bem usado.

N�o compreendo esta repentina ansiedade por cooperar.

Primeiro a jovem e agora Mr. Cronin.

Mas saberei mais sobre eles, muito em breve.

"Homic�dio no Bar Enquanto Procurador Dan�a o Big Apple."

Big Apple... Foi cometido um homic�dio mesmo � sua frente.

N�o admira que tenhamos queixas.

Asseguro-lhe que estava em servi�o.

Mostrava mais servi�o se detivesse algu�m a fizesse mais acusa��es.

As deten��es e as acusa��es vir�o quando eu estiver preparado.

- Quando estiver preparado? - N�o consegui testemunhas.

Confisquei-lhes os livros de contabilidade mas est�o rasurados.

Os que mais queriam ajudar, foram os que menos quiseram cooperar.

E o conselho de supervisores n�o est� a ajudar nada.

Precisamos de fundos para trabalhar. Porque n�o nos concedem?

Eles est�o a conter-se, porque o Lindsay n�o est� a obter resultados.

Resultados?

� um insulto colocar algu�m nesta posi��o e esperar milagres.

Temos de confiar e apoiar Mr. Lindsay.

- Eu dou-lhe todo o meu apoio. - Obrigado, Mr. Ferguson.

Se n�o se importam, tenho muito que fazer.

Diga a Mr. Lindsay que est� aqui Miss Ballou.

Pode entrar, ele aguarda-a.

Obrigada.

- Ol�. - Ol�, Frankie.

S� o senhor para me fazer levantar a esta hora da manh�.

Desculpe a minha apar�ncia, passei a noite a trabalhar.

- Isso � que � trabalhar a s�rio. - E assim n�o me meto em sarilhos.

Sente-se, Frankie.

Reparou nos tr�s homens que acabaram de sair daqui?

- Conhece algum deles? - N�o.

Muito bem.

- Conhece o Eddie Girard? - O Eddie Girard?

Pense bem, tenho a certeza que se lembra dele.

Ele estava na pista de dan�a ontem quando o Cronin foi assassinado.

- Estava? - Com certeza o viu.

Disse � Pol�cia que estava a dan�ar na altura.

E dan�o sempre de olhos fechados.

O Girard foi � nossa mesa quando eu fui telefonar. O que queria?

Pensou que eu era uma estrela de cinema e queria o meu aut�grafo.

Foi por isso que pediu o bloco ao Paul Ferguson?

- Para lhe dar um aut�grafo? - Foi... Pois foi.

Foi o Eddie Girard que matou o Cronin, n�o foi?

- Foi? - Sabe muito bem que sim.

E eu tamb�m sei.

- Se sabe, porque n�o o prende? - Porque n�o posso provar.

E eu tamb�m n�o tenho nada que o ajude a provar.

Na verdade, n�o estou interessada em saber quem matou o Cronin,

mas gostava de saber porque foi morto e palpita-me que a Frankie sabe.

Eu acho que o Cronin morreu por enfraquecimento das art�rias.

Como a bala o atingiu, isso � que j� n�o sei.

- Eu estava a dan�ar com... - Pois eu sei.

Dan�ava com os olhos fechados.

Diga-me uma coisa. Quem est� a tomar conta dos neg�cios de Mr. Cronin?

Mas que neg�cios?

Estou a ver que andou a ler a necrologia do "Daily Press".

Sim...

Depois de a deixar ontem, passei horas a ler recortes de jornal.

E descobri que a Frankie surge em v�rios deles.

Remontam ao tempo em que eu era jornalista.

Sim, at� escrevia.

"Por Frances Ballou, uma entrevista."

Sabe com quem foi?

Pode ser qualquer um, desde Einstein a Babe Ruth.

Tamb�m pode ser o Eugene Ferguson.

Queria saber se eu te conhecia e descobriu.

Andou a vasculhar os jornais e viu aquela velha entrevista.

- O que prova isso? - Que ele tem um palpite.

E eu tamb�m tenho um. Ele � mais esperto do que tu imaginas.

� t�o espero que n�o consegue que o conselho lhe d� mais um c�ntimo.

Est� prestes a ser despedido.

Mrs. Butler?

Sou Mrs. John Lindsay, mulher do Procurador especial.

Pode dispensar-me uns minutos?

- Fa�a o favor de entrar. - Obrigada.

- Sente-se. - Obrigada.

Vim falar-lhe sobre os nossos maridos.

Primeiro falo sobre o meu.

N�o concordei que aceitasse o cargo como Procurador especial.

Para al�m de ter coincidido com umas f�rias h� muito planeadas,

achei que era um cargo dif�cil e muito ingrato.

J� para n�o dizer que � um cargo perigoso.

Mas claro que depois de aceitar o cargo, eu torci muito por ele.

Claro...

O John n�o tem quaisquer ambi��es pol�ticas.

Recusou ser pago pela c�mara,

porque a universidade paga-lhe o sal�rio durante a sua licen�a.

Mas assim que o trabalho terminar, ele vai voltar a dar aulas.

Foi por isso que vim falar consigo.

- O que tenho eu a ver com isso? - Muito.

Ele n�o pode terminar o trabalho sem sequer o ter come�ado.

E n�o pode come�ar,

se as pessoas que ele tenta ajudar n�o o ajudam.

Como o seu marido.

- O meu marido foi amea�ado de morte. - Tamb�m o John.

Mas n�o d� import�ncia a isso. Porque � que o seu marido liga a isso?

Tem duas boas raz�es para isso.

Eu mostro-lhe.

Tom, tenho a escrita da Seguradora Acme � minha frente.

Acho que eles andam a partir janelas para venderem seguros.

Garante-me que vais saber quem est� � frente dessa seguradora.

Tem l� calma, eu sei quem � e n�o vais gostar de saber.

O Eugene Ferguson � dono de 90% das ac��es da Acme, mas sob outro nome.

O Eugene...

O pai do Paul? Tens a certeza?

Ligo-te mais tarde.

Ligue ao meu pai e diga que n�o posso jantar com ele esta noite.

Obrigado.

- John, o que tem a�? - A escrita da Seguradora Acme.

N�o � a empresa que recusou fazer um seguro ao Butler?

Disseram que ele era um risco ou coisa parecida.

- Vou analisar os livros da Acme. - Deixa, que eu pr�prio trato disto.

Passou a noite a trabalhar, John.

- V� para casa dormir. - Sai e deixa-me trabalhar.

Quando precisar de um conselho, pe�o-te.

- Ol�, Paul. - Ol�.

O que fizeste ao teu assistente?

Parece que algu�m lhe disse que n�o existe Pai Natal.

O que aconteceu, John?

Acabo de ver a escrita da Seguradora Acme.

T�m feito muito dinheiro com os seguros de quebra de vidros.

Os clientes fizeram as ap�lices logo depois de lhes partir as montras.

- E o que tem isso a ver com o Paul? - Nada...

Mas o Eugene Ferguson � o principal accionista da Acme.

- N�o! - E ainda h� muito mais!

Ele conhece a Frankie Ballou. Acho que ela trabalha para ele.

Esta � a pista que eu procurava, mas como posso segui-la?

Se calhar devia pedir ao Paul para se demitir.

Se calhar eu devia demitir-me. Fui um tolo em aceitar o cargo!

N�o foste nada.

Mas desde o in�cio que andas a chatear-me para largar isto!

- Para largar n�o, para acabar. - Como posso acabar?

As cartas est�o na mesa. Se for atr�s do Ferguson, o Paul fica desolado.

N�o posso fazer isso, Jerry.

Ele para mim � como um filho.

Est�? Quem fala?

Pode passar.

- John, � Mr. Butler. - Diz-lhe que n�o estou.

Vi-me e desejei-me para levar essas pessoas a falar,

e ningu�m se ofereceu para ajudar. - N�o achas que devias...

- � uma perda de tempo! - N�o sei se ser�...

- O que se passa? - Acabei de falar com a minha mulher.

Se me assegurar protec��o, eu vou testemunhar ao seu gabinete.

Assegurar? Mr. Butler, eu garanto-lhe protec��o.

Espere um momento.

Chame j� o Paul Ferguson.

Mr. Lindsay, o que lhe vou contar, vai abrir-lhe os olhos.

�ptimo, Mr. Butler. N�o se vai arrepender.

Vou mandar-lhe o meu melhor homem.

Ele vai busc�-lo e tr�-lo em seguran�a at� ao meu gabinete.

Paul, o Butler ligou e est� disposto a testemunhar.

Vai l� busc�-lo a casa e tr�-lo antes que ele mude de ideias.

- Claro! - V�, despacha-te!

Jerry, consegui!

Mr. Butler?

Sou do gabinete de Mr. Lindsay.

Ele avisou que vinha. Volto j�.

Volto assim que terminar e conto-te tudo.

� a atitude correcta a tomar. Fico � tua espera.

Agora que j� me decidi, at� sinto um grande al�vio.

Tenho muito que dizer a Mr. Lindsay.

Compreendo-o muito bem.

Mrs. Butler?

Sou do gabinete de Mr. Lindsay. Vim buscar Mr. Butler.

Mas ele acaba de sair com algu�m do seu gabinete.

- Tem a certeza? - Tenho, foi mesmo agora.

- John, o Butler n�o estava em casa! - O qu�?

J� tinha sa�do com algu�m daqui do gabinete.

Daqui?

Mas s� n�s sab�amos...

John, mataram uma das testemunhas que se recusou a falar.

Chama-se Butler. Foi abatido a tiro e atirado dum carro.

Encontraram-no agora.

Paul, mataram o Butler.

Mas como � que eles souberam?

S� eu, tu e a Jerry sab�amos que ele vinha c�.

Ningu�m mais sabia, a n�o ser que...

A n�o ser...

Pois, a n�o ser que...

A minha equipa!

Quero falar com todos. Vamos para aqui.

Entrem todos. Despachem-se!

Ou�am todos.

Mandei o Paul Ferguson ir buscar o Butler.

Algu�m chegou a casa do Butler antes do Paul.

E agora o Butler est� morto.

Ele vinha c� para depor.

S� eu, a minha mulher e o Paul sab�amos disto,

at� um bufo deste gabinete passar a informa��o.

O mal come�ou aqui!

Um membro da minha pr�pria equipa matou o Butler!

Equipa! Antes de me ter metido nesta investiga��o,

devia chamar o departamento de limpeza para vos limpar a todos!

Voc�!

Tem olhos falsos. N�o gosto da sua cara e nunca gostei.

E voc�s os dois, seus paspalhos!

At� com um par de c�es-de-�gua me safava melhor!

N�o passam duma corja incompetente e trai�oeira com parasitas!

N�o sei qual de voc�s passou a mensagem para matar o Butler.

Mas vou descobrir!

Entretanto, voc�s todos est�o despedidos. Vamos, Paul.

Ele n�o pode despedir-nos, somos da fun��o p�blica.

O Professor j� vem. Vamos passar para esta sala.

- Ol�, Bert. Era mesmo consigo. - Quem s�o aqueles homens?

Eles n�o sabem, mas s�o a minha nova equipa.

Jovens sem compromissos, nem liga��es pol�ticas.

Gente em quem posso confiar. Limpei a casa.

Despedi o bando que se fazia passar por funcion�rios p�blicos.

- A partir de agora ser� diferente. - Espere, John.

N�o vai haver "a partir de agora".

Como assim?

Venho do Conselho de Supervisores. Culpam-no pela morte do Butler.

Fecharam-lhe a porta, n�o d�o mais dinheiro.

Querem que me despe�a?

John, um homem � tolo por bater com a cabe�a na parede.

Sabe que quero ajudar, mas estou de m�os atadas.

Pronto, Bert, vou parar de bater.

- Aceite a minha demiss�o. - Lamento, John. Sei como se sente.

N�o sabe nada, nem faz a mais pequena ideia!

Ol�, rapazes!

Como est�, Professor?

Sonhava marcar um encontro com os meus ex-alunos,

mas nunca pensei que fosse nestes moldes. Obrigado por terem vindo.

Podem sentar-se.

Cavalheiros,

a dist�ncia mais curta entre dois pontos

� por vezes um caminho tortuoso.

Sabem o que tive de enfrentar desde que aceitei este cargo.

N�o consegui ultrapassar.

Falhei.

J� devem ter visto esta manchete.

O Butler morreu baleado.

Porqu�? O que fez ele? Qual foi o seu crime?

Nenhum.

Quem era ele? Era um homem como qualquer um de n�s.

Tinha um pequeno estabelecimento, votava e pagava os impostos.

Tinha mulher e dois filhos e tomava bem conta deles.

Foi assassinado

porque decidiu contar a verdade

e eu prometi-lhe protec��o.

Mas n�o consegui manter a promessa,

porque o meu gabinete estava infestado de bufos!

Ent�o despedi-os e mandei chamar-vos.

Voc�s foram os meus melhores alunos, formaram-se com distin��o.

Mandei chamar-vos para vos dar emprego.

Bom, isto foi h� umas horas.

Mas, desde ent�o, eu fui despedido.

- Despedido?! - Foi despedido, Professor?

Mas n�o desisto! Vou continuar o trabalho como independente.

Jurei junto ao corpo do Butler

que iria destruir o sistema que o matou e todos por detr�s do sistema.

Vou lutar contra eles com todas armas que puder, at� com as deles!

De forma justa ou injusta, com golpes limpos ou sujos.

Vou acabar com eles, sen�o acabo debaixo duma laje como o Butler.

Mas para isso preciso de ajuda.

Preciso de voc�s.

Quero-vos nesta luta.

O dinheiro ser� pouco e em certas alturas nem receber�o nada.

E ter�o de trabalhar 24 horas por dia.

N�o estou a contratar uma equipa, mas sim a recrutar um regimento.

E se resolverem alistar-se, ficam at� ao fim da guerra.

Espere, Professor. Alguns de n�s n�o podemos, j� trabalhamos.

- Trabalham em qu�? - Como assim?

- Devia saber, em advocacia. - Exercemos advocacia.

Mas como, se a lei morreu?

Eu ensinei-vos, mas foi uma perda de tempo.

N�o voltam a exercer enquanto a lei n�o for restabelecida na cidade.

- O Professor n�o consegue venc�-los. - S�o poderosos e fortes.

E est�o a ficar mais fortes. Porqu�?

Porque as pessoas decentes dizem o mesmo que voc�s est�o a dizer.

Ficam de bra�os cruzados

a ver o crime organizado a destruir as bases do seu governo.

Eles e n�s � que somos os culpados.

Quando � que acordamos?

Quando vamos fazer frente e dizer basta?

N�o vivemos numa comunidade?

Alguns de v�s casaram e constitu�ram fam�lia.

Decerto querem um lugar bom para viver.

Eu prefiro morrer

do que receber ordens dos elementos mais nojentos da nossa classe social.

Eu vou lutar!

- Quantos de v�s combatem comigo? - Eu!

- Conte comigo, Professor. - �ptimo.

Sentem-se, vamos organizar-nos.

- Paul, tens a lista dos agiotas? - Est� aqui.

Meus senhores,

vamos precisar de dinheiro para avan�ar com a investiga��o.

Calma, Tubby, isto n�o � uma achega.

Vou angariar dinheiro, pedindo emprestado aos agiotas.

- O qu�? - V�o financiar a pr�pria destrui��o.

No ano passado tiveram um lucro de 20 milh�es, dinheiro n�o lhes falta.

Quero que consigam o m�ximo que puderem deles.

- Inventem as vossas refer�ncias. - E como lhes pagamos depois?

N�o se rale com isso. Quando chegar a altura, que venham ter comigo.

Cavalheiros, a dist�ncia mais curta entre dois pontos,

e p�r-vos a ajudar-me a pegar nos processos e registos

e lev�-los para fora desta espelunca. Vamos!

� isto tudo?

Calma, rapazes! A mesa pertence � c�mara.

A pescaria foi boa?

�ptima! N�o param de morder o isco. Tenho 100.

- Eu, 200. - E 10.

Benditos sejam! Nem sei o que seria de n�s sem os agiotas.

- Ol�, Bert. Obrigado por ter vindo. - Fui ao servi�o logo que me ligou.

Disse que podia contar comigo para tudo, menos para entrar com dinheiro.

- Obrigado. � o meu homem? - �. Inspector Gleason, Mr. Lindsay.

Como est�?

- Fale-me sobre o inspector. - N�o se aliou a certas pessoas

e foi transferido para os p�ntanos com as cabras.

�ptimo, � c� dos meus.

Entre, Mrs. Butler.

- Como est�? - Vim dizer que vou mudar de terra.

- Vai mudar-se? E o estabelecimento? - N�o h� estabelecimento nenhum!

N�o me d�o um minuto de paz, desde que o meu marido foi assassinado.

Quero novatos, agentes que estejam a come�ar.

Escolha-os, investigue-os e prepare-os at� eu precisar deles.

John, por favor.

Bom dia, Mrs. Butler.

Foi seguida por tr�s a homens num carro, eles est�o l� fora.

Liga ao Tom e diz-lhe para mandar um jornalista e um operador de c�mara.

- Para qu�? - Faz o que te digo.

Inspector, chame os tr�s homens c� dentro. Paul, acompanha o inspector.

- Passe-me ao Tom Ross, depressa. - Diz-lhe que � um furo.

Ol�, Tom. � um furo. N�o sei o que isso �, mas � um furo.

- Manda um jornalista e um fot�grafo. - Dois!

- Dois fot�grafos. - Espera. Vem c� tu!

Qual � a pressa?

Entrem, meus senhores. Vieram mesmo a tempo para um ch�.

Vamos l�.

- Acho que est� tudo, inspector. - �ptimo.

Quero uma fotografia dos tr�s.

� um desperd�cio, podemos arranjar fotografias deles em cadastro.

Mas eu quero uma fotografia de grupo. Fa�am favor, rapazes.

- Fa�am um grande plano. - Aproximem-se.

Obrigado. Vamos chamar a esta a fotografia "antes".

Depois tiramos outra � qual chamaremos "depois".

Meus senhores, os jornais e revistas publicam muitos disparates,

o que criou uma falsa impress�o da psicologia do rufia.

Foram descritos como homens de coragem desesperada,

e extremamente destemidos.

Eu sempre tive um ponto de vista oposto.

Constatem que andam sempre em grupos e nunca sozinhos.

Constatem que andam sempre com rev�Iveres e outro tipo de armas.

Notem que foram precisos tr�s destes alegados gorilas

para aterrorizar e intimidar uma mulher pequena e desarmada.

Desarmados e sozinhos,

a coragem estar� a par da sua intelig�ncia, ou seja, nula!

Com a autoriza��o do Procurador, vou provar isto com uma experi�ncia.

- Por mim, for�a. - Obrigado.

Queria que fotografassem esta experi�ncia, se n�o se importam.

Voc�!

A minha inten��o � dar cabo de si.

Talvez aconte�a o contr�rio. Isso � o que vamos descobrir.

Ningu�m pode interferir.

Fa�am o favor de afastar esta mob�lia, para termos mais espa�o.

Esperem! A culpa foi minha.

N�o devia ter-lhe virado as costas.

Vamos l�!

Fala o Ross.

Tenho um furo para ti e quero-o publicado dentro de uma hora!

O Professor e um dos rufias est�o � bulha neste momento.

Depois do Professor dar uma li��o sobre a psicologia do rufia,

escolhe um dos rufias. O rufia consegue dar um soco

enquanto o Professor tira o casaco e o atira para o sof�.

O Professor leva com uma esquerda e cai sobre a secret�ria.

Ele levanta o Professor e com um soco direito, atira-o para o canto.

- N�o � melhor separ�-los? - Ele est� lan�ado.

- O Professor falha o rufia! - John, p�ra com isso.

...d�-lhe um soco e atira-o para a multid�o.

O Professor d�-lhe com uma direita e atira-o para as portadas.

Apanha-o do ch�o e d�-lhe uns bons socos sobre a secret�ria.

Chegue-lhe, John!

O Professor parece um selvagem!

Caem da secret�ria para o ch�o.

Acaba com ele, John!

Alto!

O rufia est� em cima dele.

O Professor agarra-o e levanta-se.

O Professor teve mais olhos do que barriga...

Mas d�-lhe um soco certeiro e o rufia cai desmaiado no ch�o!

Q.E.D. Quod erat demonstrandum.

Foi demonstrado.

- Professor, posso dar cabo deste? - N�o, esta confer�ncia � minha.

- O Professor escolhe o pr�ximo. - Para tr�s!

Professor Lindsay D� Li��o Sobre Psicologia do Rufia

ANTES

DEPOIS

Nesta o Professor esteve bem.

Vou perguntar-lhe se ele n�o quer fazer parte da organiza��o.

Seria muito melhor tirar o seu filho da organiza��o do Lindsay,

ou ent�o abra-lhe os olhos e fa�a-o sair.

- Prefiro perder tudo a fazer isso! - Claro...

N�o � voc� que est� � pega. � atr�s de mim que o Lindsay anda.

E est� a usar o seu filho como atirador especial.

Porque hei-de ser eu alvo de chacota?

Ele deu a volta e convenceu Mrs. Butler a falar.

- Se fosse eu a mandar... - Mas n�o manda!

N�o me interprete mal, s� estou a pensar no seu bem-estar.

N�o se preocupe comigo.

Acha que me vou ralar com um tolo sem organiza��o nem dinheiro?

Ele tem uma organiza��o e conseguiu que lhe emprestassem dinheiro.

E voc� sabe muito bem onde.

E os livros de contabilidade da Acme ainda n�o voltaram?

O que anda o Eddie Girard a fazer actualmente?

Memorando para o Paul Ferguson. P�r um an�ncio nos jornais.

Quem pediu dinheiro emprestado a agiotas fale comigo.

Memorando para o Crane. Analisar a lista de criadores de aves

para saber quem instalou o sistema de carro do Kitchell.

Memorando para o John Lindsay.

Lembr�-lo de que a dist�ncia mais curta entre dois pontos

� uma linha recta.

Ando a tentar decidir que trafulhice devo fazer.

- O qu�? - Para eu receber alguma aten��o.

N�o te tenho dado aten��o, n�o �?

Isso ainda v�, mas tu nem sequer me tens visto.

Que disparate!

N�o tiro os olhos de ti desde que te chumbei no curso de Direito.

E eu jamais te perdoarei por isso.

Querido, quem me dera n�o te ter mandado ver "A Branca de Neve"...

Tens ci�mes dela?

John, hoje comprei-te um presente.

- O que compraste? - Vai buscar �quela gaveta.

Onde, ali?

- Porque n�o o puseste nesta gaveta? - Vai l� ver o que �!

- Agora? - Sim, agora.

Deve ser isto.

� pesado.

O que � isto?

Para a pr�xima, talvez n�o consigas desarmar um homem.

N�o receias que me magoe?

Nunca tinha visto uma coisa destas de t�o perto.

Como � que isto funciona?

V�s isto aqui? � a patilha de seguran�a.

Est� na posi��o segura, n�o consegues premir o gatilho.

Pois n�o...

- Mas se a puxares para baixo... - Assim?

Cuidado!

Ele fugiu!

Jerry, liga ao Gleason. Preciso de uns recrutas dele.

Habeas, est�s despedido.

Voc�s sabem que n�o podem entrar em casa duma pessoa sem mandado.

Desculpe os rapazes, mas s�o agentes h� muito pouco tempo.

- Ainda n�o sabem as formalidades. - E o senhor tamb�m n�o?

Est� a perder tempo, 40 testemunhas podem provar que eu n�o estive l�.

- Onde? - Onde quer que seja! Porque veio?

Estacionou junto a uma boca-de-inc�ndio.

Essa � boa. Ou�a, o meu carro est� na garagem.

Qual � a acusa��o que tem contra mim?

- Acho que ele est� armado. - Ent�o revista-o.

- Tem uma arma e n�o tem licen�a. - Mas eu tenho licen�a.

Onde est�?

- Aqui tem. - O que tem na m�o?

- Alvejou-se quando limpava a arma? - Pois, foi isso.

- Quem foi o m�dico que o tratou? - N�o houve m�dico nenhum.

- Quem o tratou ent�o? - Fui eu!

A exercer Medicina sem licen�a? Levem-nos rapazes.

Vamos l�!

Prometeste-me um exclusivo. O que tens sobre o Girard?

O homic�dio do Cronin, do Butler e tentativa de homic�dio do teu amigo.

Mas n�o podes publicar, porque eu ainda n�o posso provar.

Prometeste-me toneladas de c�pias. E o que tenho eu? Quando publicamos?

Quando tivermos provas. A minha nova equipa est� a fazer um bom trabalho.

Est�o a reunir muitas provas. Mas ainda queremos mais.

John, tens de dar um pouco aos jornais. N�o param de exigir!

Pois que exijam!

A popula��o convocou reuni�es, emitiu uma peti��o ao Governador

e criticam o Berry por trabalhar contigo. N�o tarda, tiram-te.

N�o tiram nada. Vem c�, tenho trabalho para ti.

Mas j� tens quase os meus jornalistas todos a trabalhar para ti.

- Ent�o contrata mais. - Para qu�?

O Paul Ferguson anda a investigar o Moss Kitchell.

O escrit�rio dele � fachada. Encontra-se com os homens em casa.

Eles re�nem-se v�rias vezes por semana.

- O que � isso? - Uma planta de um apartamento.

- Do Kitchell? - Sim, e o do lado.

Isto � um roupeiro.

A parede deste roupeiro � a parede da sala do Kitchell.

Ser� que � poss�vel colocar uma c�mara no roupeiro desta casa vazia?

J� sei! Vou chamar um dos meus melhores ladr�es para coloc�-la l�.

Uma c�mara e um ditafone, para os vermos e os ouvirmos!

�ptimo!

Manda c� o Austin, depressa!

V� se consegues p�-lo agora.

�ptimo!

- Que tal, Austin? - Uma maravilha.

- Podem andar pela sala, vemos tudo. - �ptimo.

Quero que esteja sempre aqui algu�m, 24 horas por dia.

- Ent�o e comida? - Descansa que eu mando buscar.

E tudo o que filmarem entreguem pessoalmente a Mr. Lindsay.

Queremos Protec��o para as Nossas Casas e Estabelecimentos

Meus senhores a situa��o est� a piorar.

Se as pessoas n�o s�o protegidas pela Lei,

fazem a Lei com as pr�prias m�os. Tenho de pedir que se demita.

Lamento, Governador, recuso demitir-me.

- Nesse caso, sou obrigado... - Preciso dele mais do que nunca.

Tentou resolver a situa��o, mas viu que � demais para si.

- Falhou. - N�o falh�mos, estamos quase l�.

J� sabemos quem s�o e como operam.

Estamos prontos a dar cabo deles se nos der um pouco mais de tempo.

- Quanto? - Vinte e quatro horas.

- Muito bem, Lindsay. - Obrigado, Governador.

- John, soube fazer bluff. - Mas sei quem s�o e como operam.

- Mas n�o temos provas. - N�o quero saber, vamos prend�-los.

Quero-os todos em minha casa.

N�o quero que os prendam e os levem para a Pol�cia.

Mas n�o podemos lev�-los sem acusa��es nem provas.

Ajuda-me a reuni-los ou n�o?

John, sempre o apoiei, mas isto � um suic�dio.

Se os prender aos magotes e depois n�o tiver provas,

n�o s� seremos corridos, como nos habilitamos a ser acusados.

N�o quero saber, vou arriscar.

Ser� um prazer ir preso se puder levar uns trastes comigo.

Para tr�s!

Para tr�s!

Vamos fazer umas perguntas e queremos que digam a verdade,

porque n�s sabemos as respostas.

Mr. Lindsay � contra a brutalidade. N�o s�o prisioneiros, s�o convidados.

Temos provas de que voc�s pertencem ao gang das montras partidas.

Se falarem, Mr. Lindsay facilita-vos a vida.

- Tirem os chap�us. - Nomes?

Joseph Miller e Alfred Harris, agiotas.

Agiotas, � para a cozinha.

- Paul Ferguson? - Paul, � para ti.

Joe Smith e Jake Blackman, extors�o de aves.

Fala Moss Kitchell. Sei que t�m um mandado para me prender.

Mas se me prenderem, � voc� quem mais vai sofrer.

Se quer saber porqu�, venha at� ao meu apartamento, eu digo-lhe.

Apartamento 317? Estou a� dentro de dez minutos.

Moss?

N�o te preocupes com o Lindsay.

N�o importa o que ele tenha contra ti, n�o o poder� usar.

Vou tratar do assunto hoje.

Depois de me livrar do Lindsay, vou dizer ao Paul que saia da cidade.

Fizeram para parecer um suic�dio, mas n�o foi.

O Kitchell foi morto porque sabiam que eu ia l� falar com ele.

Foi morto porque ia falar. E foi por isso que o Cronin foi morto!

Por isso, o meu pai n�o queria que eu trabalhasse para si.

E o John n�o me deixou ver a escrita da Acme para me proteger!

Disse que era uma guerra e numa guerra toda a gente fica lesionada.

- Aonde vais? - Est� l� o Tom Ross.

Vou contar ao mundo que o meu pai est� metido nisto.

Finge que � um cidad�o �ntegro,

mas enganou-me a mim e � cidade o tempo todo.

O meu pr�prio pai � o chefe do bando rufias!

Vou dar a hist�ria ao Ross, um cap�tulo inteiro!

- � um cap�tulo fechado. - N�o � nada!

Eu ainda estou � frente da investiga��o.

Se trabalhas para mim, tens de me obedecer. Confia em mim, Paul.

N�o vais falar disto ao teu pai nem a ningu�m.

- Est� errado, tenho de revelar! - Sim, mas n�o agora.

Ainda n�o estamos preparados.

Se conseguirmos provas com as deten��es de hoje, sim.

Mas caso contr�rio, n�s � que vamos presos!

Vai l� interrog�-los.

V�, f�-los confessar.

Mr. Lindsay?

Conseguimos! Temos aquilo que quer�amos.

As filmagens de hoje v�o acabar com os trafulhas todos da cidade!

�ptimo, vamos visionar.

- Mr. Lindsay... - Agora n�o, depois.

� a �ltima oportunidade.

- Mas que rica hist�ria a de hoje! - Pois, que hist�ria...

- Quero o meu advogado. - Eu arranjo um, h� aqui muitos.

Leve-o para ali. Continue, Crane. Vou p�r os agiotas a falar.

- Queres um caf�, Paul? - N�o, obrigado, Jerry.

Helen, est� aqui caf� e sandes para toda a equipa.

Tens aqui caf�.

O que se passa, John?

Senta-te e escreve o que vou dizer.

O testamento de Eugene Ferguson.

V�.

"Eu, Eugene Ferguson,

"gozando de boa sa�de f�sica e mental,

"e n�o estando sob press�o, ou amea�a por parte de ningu�m,

declaro que este � o meu testamento e a minha vontade � a seguinte..."

- � tudo, John? - John, preciso de falar consigo.

Um momento, Paul.

� tudo, Jerry.

- Trata disso o mais r�pido poss�vel. - Sim, querido.

� in�til, John. N�o conseguimos faz�-los falar.

As testemunhas t�m de identific�-los.

Est�o no p�tio?

Sim. Todos os homens se recusam a testemunhar perante o Grande J�ri.

Todos, menos o Butler.

Vou falar com eles a s�s.

Cavalheiros, � um prazer voltar a v�-los.

A �Itima vez que falei convosco sofriam de trismo.

Recusaram-se identificar os bandidos que vos roubavam e geriam as casas.

Dou-vos outra oportunidade para defenderem os vossos direitos.

O John Butler defendeu os direitos dele.

Pois foi. E eu preferia estar no lugar dele do que no vosso.

Voc�s viraram as costas e deixaram-no sozinho.

Pelo menos estamos c�.

E a fazer o qu�? � espera de ficarem caqu�cticos.

Falar � f�cil, mas tenho de pensar na minha fam�lia.

N�o h� que ter medo.

Temos o cabecilha e o assistente dele foi morto esta noite.

De que serve isso? Outras pessoas h�o-de ir para os lugares deles.

- Eles organizam um novo bando. - Se os apanharmos a todos, n�o.

� por isso que nenhum nos pode escapar.

Eles est�o todos ali! S� quero que os identifiquem.

Pass�mos quase um ano a reunir provas contra eles,

eu sei que eles s�o culpados, mas preciso da vossa ajuda para provar.

Ajudam-me?

Ser� que arrisquei a vida de 2 advogados para nada?

Eles abdicaram das suas carreiras para vos ajudar!

N�o posso falhar e n�o vou falhar, s� porque voc�s s�o uns fracos!

Mr. Lindsay, fomos espancados e as nossas casas foram atacadas.

Acha que vamos vergar por causa de umas palavras severas?

Como vos fa�o perceber a gravidade da situa��o?

- N�o vou arriscar o meu futuro. - A pagar aos bandidos n�o h� futuro.

N�o me envergonho de dizer que tenho medo.

Sou um homem pac�fico, a viol�ncia aterroriza-me.

Prefiro pagar a ser espancado.

Mesmo enfrentando-os, temos de proteger as nossas fam�lias.

Como? N�o percebem que ao pagar por protec��o,

n�o s� est�o a enterrar-se a voc�s, como aos vossos filhos?

E aos filhos deles tamb�m!

N�o concordo com Mr. Lindsay quando diz que n�o temos nada a temer.

Mas, na verdade, vivemos aqui e trabalhamos aqui.

Se n�o fizermos nada para acabar com isto e fazer deste um melhor local,

somos piores do que os homens que ele quer que identifiquemos.

- Claro que sou. - Estou pronto. Vamos, George.

Tamb�m estou pronto. J� dev�amos ter feito isto h� muito.

Eu alinho, Professor.

- Gleason, alinhe-os de um lado. - Todos para este lado!

V�, depressa, para este lado.

� medida que forem identificados, leve-os para a sala de jantar.

Transformei a minha casa numa ratoeira para vossa conveni�ncia.

- Algum roedor destes vos � familiar? - Eu conhe�o este vigarista.

Pago-lhe protec��o todas as semanas, porque ele me amea�ou de morte.

Este foi o homem que me partiu a montra.

E este apareceu no dia seguinte para vender um seguro de quebra de vidros.

Ele gere um grande grupo para a extors�o de aves.

Este destruiu as camionetas do leite at� eu come�ar a pagar protec��o.

Este e mais dois espancaram-me porque eu n�o quis pagar.

Esperem at� lev�-lo a tribunal.

Este segurou-me e bateu-me assim.

Calma, Mr. Higgins.

Aquele destruiu-me a montra.

- Ol�! Quer dizer algo � imprensa? - Hoje n�o.

- Ol�, Professor. - Ol�, Frankie.

- Isto � uma revolu��o? - Algo parecido.

Da maneira como chegam, vamos precisar de um campo de futebol.

Vamos para aqui, Frankie.

Pe�o desculpa por lhe pedir para vir c� a esta hora tardia.

- N�o faz mal, estou habituada. - Sente-se, Frankie.

Queria que eu conhecesse uma pessoa?

Fa�a favor.

Miss Ballou, apresento-lhe Mr. Eugene Ferguson.

Como est�?

Sente-se, Gene.

Desculpe, Gene, quando a apresentei, n�o disse quem � Miss Ballou.

Entre outras coisas,

ela � a senhora que matou Moss Kitchell.

N�o � de bom-tom contradizer,

mas segundo os jornais, o Moss Kitchell suicidou-se.

Pois, claro. Mas n�s � que sabemos, n�o �?

- Porque queria falar comigo? - Sim, vamos directo ao assunto.

A dist�ncia mais curta entre dois pontos � uma linha recta.

Tenho um filme interessante para vos mostrar.

Acho que est� tudo a postos.

Pare de andar de um lado para o outro, est� a p�r-me nervosa.

Porqu� tanta pressa, Moss?

- Sabes que n�o gosto de vir aqui. - Soubeste que reuniram os homens?

- Soube, e depois? - A mim n�o me v�o levar.

Eu vou contar tudo e n�o vou proteger ningu�m.

Nem precisas. N�o importa o que o Lindsay tenha contra o Girard,

n�o o poder� usar. - J� disseste isso e ele continua a�.

Mesmo que te livres do Lindsay, ent�o e o teu filho?

Deve saber tanto como o Lindsay!

Porque n�o o tiraste de l� quando te disse? Tamb�m vais mat�-lo?

Mas que escumalha � ele?

N�o devias ter dito nada sobre o Paul, isso � como dinamite!

Talvez esteja na hora de usar um pouco de dinamite.

- O que vais fazer? - Vou ligar ao Paul Ferguson.

O Cronin teve a mesma ideia. Sabes o que lhe aconteceu.

� o Paul Ferguson? Fala o Moss Kitchell.

Sei que t�m um mandado para me prender.

Mas se me prenderem, � voc� quem mais vai sofrer.

Se quer saber porqu�, venha at� ao meu apartamento, eu digo-lhe.

Certo, estarei aqui � espera.

Vai ficar em maus len��is, a n�o ser que eu consiga aquilo que quero.

O que quer?

Escreva um artigo, tal como se ainda trabalhasse para a imprensa.

- A hist�ria da minha vida? - Sim, a come�ar h� seis anos,

quando deixou o jornal e se envolveu com estes bandidos.

Se eu gostar da sua hist�ria, ter� um b�nus.

- Qual � o b�nus? - A sua vida.

Claro que ter� de responder pelo homic�dio de Moss Kitchell.

Mas farei tudo para que o Procurador seja brando.

Garanto salv�-la da cadeira el�ctrica,

se escrever e assinar um testemunho que me ajude a obter condena��es.

E ele? N�o escrevo nada se ele for parar � cadeira el�ctrica.

- Prometo que ele n�o vai. - Tamb�m lhe d� uma oportunidade?

Dou, mas n�o por sua causa.

Estou a pensar noutra pessoa.

Eu sei.

Tem aqui uma m�quina de escrever e muito papel.

N�o faz mal, mi�da, vai l�.

A hist�ria que ela vai escrever � para o jornal de amanh�?

Depende. Algumas das melhores pe�as nunca chegam a ser publicadas.

Sente-se.

Quero falar-lhe sobre o Paul.

� um belo rapaz, Gene. Pode chegar muito longe.

A minha licen�a termina em breve. Vou voltar �s aulas, tenho saudades.

Gostava que algu�m como o Paul ficasse com o meu lugar.

Vou falar com o Berry, para o Paul tratar de todas as acusa��es.

Ele poder� ser o pr�ximo Procurador.

A partir de ent�o ter� apenas um empecilho.

- Eu? - Sim.

E o seu dinheiro.

O Gene tem muito dinheiro.

� de mais para o Paul herdar. J� fez um testamento?

N�o, nunca fiz.

Eu fiz-lhe um.

Leia-o.

Ver� que deixei apenas uma frac��o dos seus bens para o Paul.

O que � isto?

Uma conta poupan�a em nome da fam�lia Butler.

N�o sei se se lembra dele, era uma das minhas testemunhas.

Foi assassinado antes de poder testemunhar.

Ele � que foi o respons�vel pelo sucesso desta investiga��o.

Deixou mulher e dois filhos.

Tenho mandado dinheiro,

mas uma conta poupan�a � mais apropriado, n�o acha?

O resto ir� para uma conta para ajudar a continuar esta investiga��o.

N�o me lembro de melhor destino para o seu dinheiro.

Este testamento tem a data de h� um m�s.

Fi-lo esta noite, mas pus uma data passada.

Assim parece melhor.

Vejo que o nomeei meu testamenteiro.

Prefere outra pessoa?

Acho que n�o.

Depois trato de arranjar as testemunhas.

Acho melhor assin�-lo agora.

Fala como se eu estivesse para morrer em breve.

Todos morremos muito cedo.

Pois �...

Quero tratar de umas coisas antes de come�ar o espect�culo.

O qu�?

Eu apare�o quando quiserem e como quiserem.

Confio que tomar� a atitude certa.

Bom, est� a fazer-se tarde.

Mandei o meu motorista embora.

Haver� algum t�xi a esta hora da madrugada?

Empresta-me o seu carro?

Sim, claro.

Aqui tem a chave.

Obrigado.

Espero que a hist�ria da Frankie venha a ser �til.

- Boa noite. - Boa noite.

Tenho de falar com o Lindsay.

Eles t�m o Lindsay na mira e n�o h� Pol�cia que o valha.

Venha c�.

Este homem diz que h� um plano para o matar antes da noite acabar.

� verdade, mas eu n�o participei. Eles armadilharam o seu carro!

A bomba explode assim que ligar a igni��o.

Uma bomba no meu carro?! Paul...

J� est�! � o seu carro! Algu�m morreu!

Cale-se!

V�o culpar-me! N�o quero ser enforcado.

Cale-se, j� disse!

Detenha este homem, quero falar com ele mais tarde.

O que foi isto?

Puseram uma bomba no carro do Professor.

Paul?

Era o teu pai.

Ele pediu-me o carro emprestado.

Voc� deu-lhe a chave. Montou isto para o matar!

- N�o sabia de nada do carro. - Matou o Eugene Ferguson!

J� disse que n�o sabia de nada, mas ele sabia.

E teve a coragem de morrer assim.

Ele tinha de ir de uma maneira ou de outra, dei-lhe a escolher.

Queria que o mandasse para a cadeira el�ctrica

ou o prendesse para o resto da vida e deixar o Paul...

Mas ele teve coragem, Paul.

Apenas seguiu o caminho errado.

Continua como �s e chegar�s longe.

Tenho trabalho para fazer, Professor.

Obrigado.

John, que coisa horr�vel!

Est� tudo bem, querida...

J� acabou tudo.

- Professor, tivemos saudades. - Como se sente por voltar?

- �ptimo. - Volt�mos aos velhos tempos.

- Vai fazer de mim um advogado? - Vou fazer por isso.

A velha universidade...

� bom estar de volta, Jerry.

Depois de umas longas e repousantes f�rias. N�o h� nada melhor.

Calma, vamos ter lua-de-mel. Mant�m as malas prontas, havemos de ir.

- Quando? - Na pr�xima licen�a sab�tica.

- Mas faltam seis anos! - Falta assim t�o pouco?

S�o estas lam�rias que acabam com os casamentos mais fortes.

- O que se passa? - Olha!

S�o coisas destas que tornam os casamentos fortes mais fortes.

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