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Vaughn Leland.
Todos n�s queremos a opini�o de Vaughn sobre o empr�stimo, J.R.
Isso, ent�o, o coloca numa posi��o privilegiada, n�o?
- Em vim aqui comprar o que? - Informa��es sobre o filho da Kristin.
O que quer dizer?
O pai dele est� aqui em Dallas. E voc� o conhece.
- Talvez se eu tivesse meu pr�prio filho... - E se isso n�o for poss�vel?
De que adianta a minha vida?
Se um homem estivesse de posse, talvez, de 5 milh�es de barris de petr�leo...
Pode se considerar a meio caminho do lar dos pobres.
S05E06 - O Grande Neg�cio
Legenda por Susanawho
- Bom dia, Bob. - Como vai Pam ?
Eu n�o sei. Eu ia visit�-la agora.
- Bobby, se houver algo que possamos fazer? - Agrade�o, Ray,
mas agora tudo est� nas m�os da Dra. Conrad.
- D� lembran�as nossas a ela. - Est� bem, obrigado.
Ray, quer um caf�?
A Pam � a �ltima pessoa neste mundo que eu imaginava que teria um colapso nervoso.
�, eu tamb�m.
Todos n�s subestimamos a forte necessidade dela de ter um filho.
Sabe, querida,
n�s nunca conversamos sobre ter filhos.
Eu n�o me importaria em ter um lindo vaqueirinho parecido com voc�.
Mas n�o agora.
Pra mim, est� tudo bem.
S� espero que n�o demore muito.
- Bom dia. - Bom dia, Dona Ellie.
- Bom dia, Dona Ellie. - Bobby j� foi?
Acabou de sair pra visitar Pam.
Recebi um telefonema de Jock. Vai chegar no primeiro avi�o de Washington.
- Estar� no aeroporto daqui a duas horas. - Oh, isso � �timo!
- N�s vamos at� l�, para traz�-lo pra casa. - Ele n�o est� vindo pra casa.
� s� uma escala curta. Est� a caminho da Am�rica do Sul mais cedo do que esperava.
Como assim?
Bem, ele n�o pode falar muito por causa da hora do voo.
Eu sei que gostaria de ver todos.
Onde ser� que est� J.R.?
Bem, os senhores compreenderam bem os termos?
Compreendemos bem os termos, J.R, mas eles n�o parecem fazer muito sentido.
Voc� quer 200 milh�es de d�lares durante 30 dias a juros de 12%.
Deve estar brincando, J.R. Sabe como est�o as taxas de juros hoje em dia.
Nosso neg�cio � emprestar dinheiro para ganhar dinheiro, J.R.
N�s n�o vemos como ganhar alguma coisa num neg�cio desses.
Mas tem o nome dos Ewing e 5 milh�es de barris de petr�leo para garantir o empr�stimo.
E mais a boa vontade da Petr�leo Ewing em futuras transa��es.
- E isso, senhores, vale algum dinheiro. - Voc� vai estocar o petr�leo,
- � isso? - Sim, por algum tempo.
Depois carrego em 10 dias, quando receber�o o dinheiro de volta.
Lamento, J.R, mas esse empr�stimo � grande demais para n�s.
Voc� sabe como valorizamos o seu neg�cio,
mas o m�ximo que podemos liberar s�o 100 milh�es de d�lares.
Isso s� n�o basta.
J� usei todas as reservas financeiras dos Ewing para manter o neg�cio em andamento.
V�o ter que fazer as coisas melhor do que isto.
Afinal, s�o os tr�s maiores Bancos de Dallas.
Eu n�o quis deix�-lo na m�o, J.R.
Eu dei alguns telefonemas e consegui falar com algu�m
que poderia ficar interessado em conceder os outros 100 milh�es.
Eu o conhe�o?
Vaughn Leland. Eu n�o sabia que ainda estava em Dallas.
Ent�o, j� resolveu todos aqueles problemas legais que tinha?
Sim, estou com o Banco do Golfo do Estado em Houston.
- Meus parab�ns. - Gra�as ao neg�cio asi�tico de petr�leo,
consegui restituir tudo ao Banco dos Pecuaristas.
E as acusa��es foram retiradas.
E voc� tem um Banco para dirigir em Houston? Ora vejam s�.
J.R, tenho um punhado de bons amigos.
Todos n�s queremos a opini�o de Vaughn sobre o empr�stimo, J.R.
E concordamos mutuamente que, se ele estiver a favor, tamb�m estaremos.
Mas isso, ent�o, o coloca numa posi��o privilegiada, n�o �?
O que � isso, J.R... Foi voc� que me arranjou aquele neg�cio asi�tico...
Agora vamos ver o que posso fazer por voc�.
Senhores, eu gostaria de rever esses detalhes mais uma vez.
Eu o desapontei, Bobby.
Esse pensamento perturba a minha cabe�a.
Tudo o que eu quero � que voc� fique boa logo.
Ningu�m pode consertar o que est� errado em mim.
Mas � claro que podem.
Se eu fosse embora, voc� acharia outra pessoa.
E com ela formaria outra fam�lia.
Pam, voc� � a fam�lia de que eu preciso.
Pam, eu te vejo amanh�.
Eu te amo.
- Boa tarde, J.R. - Algum recado?
Sua m�e ligou. Estava de sa�da para o aeroporto para ver seu pai.
- H� quanto tempo? Talvez eu possa alcan��-la. - N�o, j� � muito tarde.
Ela disse que seu pai ia ter uma espera de uma hora.
- Ela j� deve estar em casa. - Por que voc� n�o me telefonou?
Eu telefonei, mas a secret�ria do Sr. Horner disse que n�o estava atendendo telefonemas.
Eu sei que voc� � nova aqui, mas daqui para o futuro,
nada � mais importante do que o meu pai.
- O Sr. Williamson ligou. - Ent�o, ligue j� pra ele.
O Sr. Williamson na linha um.
Al�, Chuck, o que est� havendo?
Eu tenho mais de um milh�o de barris de petr�leo de Clayton Farlow
e posso despachar assim que tiver o dinheiro.
Est� certo. Vou mandar o seu cheque antes do fim da semana.
Tem certeza?
Porque se voc� n�o mandar, o petr�leo vai para o Farlow.
Chuck, sou um homem de palavra.
Como vai a Pam ?
Bem, � um pouco dif�cil de explicar, mas obrigado pelo interesse.
O Senador Harmon primeiro.
Gabinete do Senador Ewing.
Quem?
Sr. Farraday?
Eu atendo.
Com licen�a.
� Bobby Ewing.
Voc� tem os 2.000 d�lares?
Tenho. Agora me diga onde est� o beb�?
O beb� est� sendo bem tratado por uma amiga minha.
Eu s� tenho a sua palavra.
� isso que vai servir por enquanto.
Conhece o Esplanade no Fair Park ?
Conhe�o, mas o que recebo pelos 2.000 d�lares?
Encontre-me l� �s 10:00hs, amanh� de manh�.
- S� espero 5 minutos, nada mais. - Estarei l�.
Mais uma coisa. Se eu vir qualquer coisa suspeita, eu n�o apare�o.
Eu irei sozinho.
Sua irm� est� aqui.
Katherine?
Vou deix�-las sozinhas.
- Voc� � t�o bonita. - Voc� tamb�m.
Eu estou t�o embara�ada
de encontr�-la aqui.
Pois n�o devia. Somos irm�s.
Estou t�o feliz por conhec�-la.
Estou t�o feliz que veio!
�, eu tamb�m.
A doutora disse que eu n�o devia cans�-la demais,
mas eu queria muito v�-la, vou sair de Dallas amanh�.
N�o pode!
- Eu n�o entendo. - Queria conhec�-la melhor.
Todos esses anos, nunca soube que tinha uma irm�.
Teremos outras oportunidades.
Queria saber como foi ter crescido com mam�e por perto.
O Sr. Leland est� aqui.
Mande-o entrar.
Ora, Vaughn, bem na hora.
- Toma alguma coisa? - Nada mal, J.R.
Estou realmente ansioso pra fazer neg�cio com voc� de novo.
Eu n�o estou t�o certo que possamos fechar neg�cio, J.R.
N�o tive essa impress�o hoje de manh�.
Eu tive a chance de repensar as coisas.
N�o consigo ver a vantagem de lhe de um empr�stimo a 12% por 30 dias.
Eu lhe asseguro que v�o haver vantagens, Vaughn.
Al�m disso, por que eu devia ajud�-lo, J.R.?
Voc� me causou um bocado de embara�os.
Posso encontrar um jeito de fazer esses embara�os coisas do passado.
Eu tive que sair de Dallas.
Minha esposa me deixou, sabia?
�, eu sei. Lamento muito o fato, sinceramente.
Vaughn, estou disposto a fazer qualquer coisa
para convenc�-lo da minha amizade.
Agora que precisa de mim, voc� fala em amizade.
Mas onde estava quando a justi�a me perseguiu?
Espere um pouco, voc� se saiu muito bem dessa.
Por minha causa, teve um �timo lucro com aqueles po�os do sudeste asi�tico.
Est� lembrado disso, n�o?
Est� bem, eu lhe agrade�o isso.
Mas...
eu n�o consigo ver o que tenho a ganhar por fazer neg�cios com voc� outra vez, J.R.
Apenas 24 horas.
Eu lhe mostro como posso ser um bom amigo.
24 horas.
� melhor que seja espetacular, J.R,
sen�o n�o h� empr�stimo.
A maior preocupa��o de Jock foi ter deixado Dona Ellie tanto tempo sozinha.
Eu disse a ele para n�o se preocupar comigo.
Vamos nos arranjar bem at� ele voltar.
- Ol�, Dave Culver, como vai? - Eu vim de avi�o com seu pai.
Eu sei. Mam�e, lamento, n�o pude ir.
- � que n�o deu tempo, desculpe. - Foi muito r�pido.
Ainda n�o entendi porque mam�e n�o foi pra l� com papai.
Jock nem quis ouvir falar nisso.
A situa��o pol�tica nos pa�ses circunvizinhos � muito inst�vel.
Jock estava preocupado por Dona Ellie ficar sozinha.
Ele vai demorar muitas semanas, cada vez que for.
- E quanto tempo ele vai ficar l�? - Eu n�o sei, Lucy.
O governo americano deu a Jock uma grande tarefa a cumprir.
E com o Oriente M�dio t�o inflam�vel,
o governo est� procurando tantas fontes novas de suprimento quanto poss�veis.
Jock est� ajudando a montar uma ind�stria.
Perfura��o de petr�leo � novidade para eles.
Papai deve estar se sentindo como na �poca do pioneirismo.
�, � um desafio para ele.
Toda a emo��o de um pioneirismo de uma nova fronteira.
Bem, J.R, eu s� voltei � Dallas
para recrutar outros petrolistas para ajudarem Jock.
Que tal voc�? Faria ao pa�s um grande favor.
Gostaria sinceramente, Dave, mas algu�m tem que cuidar das coisas.
Meu pai e eu j� entregamos o Rancho e a Petr�leo Ewing nas m�os de um amador antes
e quase perdemos todo o neg�cio.
- J.R. - Bobby, J.R, basta.
- Est� na hora de irmos jantar. - � uma boa ideia.
- Ol�. Pronta pra ir? - Num minuto.
Estou tentando encontrar uma novas receitas.
Quando Jock estava aqui, a fam�lia se sentava para jantar �s 18:00hs.
Agora com Pam no hospital e Sue Ellen ausente,
as pessoas simplesmente aparecem quando querem.
Eu n�o sei mais o que pensar.
- Quais s�o as not�cias de Pam ? - N�o me parecem boas, Donna.
Poder� ficar em terapia por muito tempo.
Dona Ellie, acha que fica bem
sairmos para comprar a mob�lia para o quarto de Pam ?
Isto �...
Acho que isso � prerrogativa da esposa
e n�o quero que ela pense que estamos tirando o direito dela.
Bobby me disse quais os m�veis que ela gostaria de ter.
Vai lhe dar mais alegria quando ela voltar.
Eu acho que a senhora s� quer sair um pouco de casa.
�, tem raz�o, quero sim.
Eu me sinto um tanto sozinha.
A n�o ser por aquela briga idiota,
Jock e eu nunca nos separamos durante estes 45 anos.
� claro que houve a guerra, mas aquilo parecia diferente.
Todos os homens estavam longe.
Nunca pensei que a senhora fosse t�o dependente.
N�o acho que isso seja ser dependente.
- Ent�o o que �? - � compartilhar a vida.
Esta � a raz�o do casamento.
Eu vejo isso como, estar t�o apaixonada,
que se quer estar perto do marido o m�ximo poss�vel.
E nunca se cansar da companhia dele.
Pode se sentar lado a lado durante horas, sem dizer uma palavra,
e se sentir feliz, somente por estar junto.
Ser� que agora podemos sair dessa maldita casa?
Donna, voc� e...
voc� e o Ray n�o est�o se dando bem, n�o �?
N�o � bem isso.
Donna Elli, ele se preocupa tanto em...
em estar ao meu n�vel e ao dos Ewings.
Ele est� mudando.
De algum modo, tenho um estranho pressentimento
de que nosso casamento n�o vai durar muito tempo.
Ningu�m permanece o mesmo num casamento.
S� se pode esperar que quando um muda, o outro possa aguentar essa mudan�a.
Obrigado.
Vaughn.
Lloyd, ainda bem que pode vir. Sente-se.
S� disponho de alguns minutos, mas estou contente por ter ligado.
- Como est�? - N�o podia estar melhor.
- Aceita alguma coisa? - Ainda bebe um u�sque puro?
Estou e tenho tempo para um r�pido.
E pode renovar o meu, tamb�m. J� acabei.
Voc� parece ter se recuperado dos seus problemas muito bem.
Oh, sim. Muito bem. Estou me fixando em Houston agora.
- Pareceu ao telefone que precisava de um favor. - Preciso, Lloyd.
Estou negociando um empr�stimo muito grande aqui e preciso das famosas
previs�es de Lloyd Bettinger sobre o pre�o do petr�leo.
Voc� sabe que eu n�o publico mais aquele informativo industrial
desde que fui trabalhar para a Cinco Estados de Petr�leo.
Sim, eu sei disso. � uma grande pena.
H� tantas previs�es quantas Companhias de petr�leo existem no Texas.
Sim, mas eu sempre tive muita f� nas suas.
Est� bem, conforme prevejo,
estamos num mercado muito inseguro, mas em longo prazo o pre�o tende a aumentar.
E a respeito do curto prazo? Digamos uns 30 dias.
Est�vel para os pr�ximos 10 a 15 dias. Depois disso, espero uma queda no pre�o
e talvez bem grande.
Se um homem estivesse de posse, talvez, de 5 milh�es de barris de petr�leo,
esperando descarregar tudo em mais ou menos um m�s,
pode ficar em s�rios apuros.
Vaughn, se eu estiver certo,
e algum cara estiver estocando 5 milh�es de barris de petr�leo, aos pre�os de hoje,
� bom que ele esteja preparado para ficar com tudo encalhado por um ano,
ou pra descarregar tudo em duas semanas.
Sen�o, pode se considerar a meio caminho do lar dos pobres.
N�o me diga!
Vaughn, j� estou atrasado. Telefone-me.
- Certo. - Jantaremos juntos.
Querida, pode me trazer um telefone, por favor?
- Aqui. - Obrigado.
Petr�leo Ewing.
Aqui fala Vaughn Leland. J.R. Ewing est�?
Um momento, Sr. Leland.
Al�, Vaughn?
J.R, podemos nos encontrar mais tarde?
Sim, claro.
Estive pensando muito seriamente na sua proposta,
e h� algumas pequenas d�vidas intrigantes,
que talvez voc� possa esclarecer.
- Eu lhe telefono. - Perfeito.
Sr. Ewing.
Quase que voc� n�o demorou pra chegar...
Eu estava aqui. Queria s� me certificar que n�o estava acompanhado.
Kristin me disse que o senhor era o irm�o que se podia confiar.
E eu queria ver pra crer.
E voc� foi o que para Kristin ?
Um amigo, um amante, depois que ela chegou � Calif�rnia.
Fui eu quem cuidou da gravidez dela.
O beb� estava comigo quando ela morreu.
O que significa tudo isso?
Trouxe o dinheiro?
Eu vim aqui comprar o que?
Informa��es sobre o filho da Kristin.
Eu j� estou cansado de pagar pelo sustento da crian�a e algu�m para cuidar dele.
E o senhor pode devolv�-lo � sua pr�pria fam�lia.
O que quer dizer?
O pai dele est� aqui em Dallas.
E o senhor o conhece.
Est� bem.
Espere a�.
Certid�o de Nascimento Christopher Shepard
E tem mais. H� c�pia dos cheques que ele mandou.
Eu tentei chegar at� ele, mas n�o quis me receber.
Acho que o senhor n�o ter� problemas.
- Espere um minuto. - Eu ligo.
Em uns 2 dias.
- Lamento sinceramente o atraso. - Eu j� ia te ligar, Punk.
� que eu acabei de sair de uma longa reuni�o com o Senador Dave Culver.
Do que se trata?
O Senador acabou me convencendo a ir at� a Am�rica do Sul
para trabalhar naquele grande projeto petrol�fero com o Jock.
Isso � �timo. Jock ficar� contente em v�-lo.
O problema maior � que eu n�o tenho tempo.
- Tenho que sair daqui amanh�. - Amanh�?
O governo quer esse projeto em andamento o mais r�pido poss�vel.
Precisamos ter cada fonte amistosa de suprimentos que conseguirmos.
Mas e o nosso neg�cio com Walter?
Walter, vou pedir que voc� me libere disso.
Sinto muito.
Eu tamb�m. Estava contando com voc�, Punk.
Mas eu compreendo.
Obrigado.
Ray, faremos mais neg�cios quando eu voltar.
Claro, Punk.
Fa�a uma boa viagem. Lembran�as ao Jock.
Eu darei.
Boa viagem, Punk. Boa sorte.
Bem, ficamos assim.
Talvez numa outra oportunidade possamos negociar.
Espere um pouco.
Walter, acha que pode esperar sem fazer qualquer neg�cio com suas terras
com mais algu�m, digamos por 48 horas?
Est� pensando em entrar nisso sozinho, Ray ?
Sim, senhor, estou.
Afton, � muito importante para mim que ele goste de voc�.
Eu sei, mas eu n�o o conhe�o e talvez ele nem goste de mim.
Claro que vai gostar. � s� voc� usar o seu charme.
Voc� � uma artista.
- � diferente. N�o gosto de fazer isso. - N�o, n�o � diferente.
� exatamente o mesmo que fez com Cliff Barnes.
J.R, voc� deve estar em grandes apuros.
Voc� vem me falando em conseguir um outro emprego cantando como no Star Drift?
- Eu sei, mas... - E um contrato de grava��o?
Um contrato de grava��o?
Tem certeza?
J� lhe deixei na m�o? Alguma vez?
N�o.
Voc� cuida desse banqueiro
e eu cuido de voc�.
- Vaughn, como vai? - J.R.
Eu n�o entendo porque voc� quis me encontrar aqui.
Mas devo dizer que � uma espl�ndida ideia.
Vaughn Leland, esta � Afton Cooper, uma boa amiga minha.
Estou encantado em conhec�-la.
Obrigada, � um prazer conhec�-lo.
Por que n�o serve uma bebida ao Vaughn? Um u�sque puro?
- Sente-se. Falemos de neg�cios. - �, vamos fazer isso, J.R.
Muito bem. O mais importante...
o que vou levar nisso?
Uma bem polpuda gratifica��o por garantir o empr�stimo.
E?
Certos incentivos. Deliciosos incentivos.
Bem.
Neg�cio fechado.
�timo.
Voc� estava t�o pensativo que n�o sabia se devia interromper ou n�o.
Eu gosto de vir at� aqui de vez em quando.
A velha casa da fazenda era logo ali perto das �rvores.
Uma grande casa desajeitada.
Foi l� que Steven nasceu.
E o que houve com a casa?
Eu a demoli, tijolo por tijolo.
Eu at� destru� as funda��es, e mandei plantar em cima.
Por que?
Minha esposa, Amy, morreu l�.
Havia problemas numa Refinaria e eu n�o estava.
Amy era doente h� um tempo e eu sabia que ela n�o ia viver muito.
Eu jamais me perdoarei por estar ausente.
Quando eu voltei, soube que ela havia morrido na noite anterior.
Clayton, lamento muito.
Steven tamb�m vivia fora em rodeios.
Eu n�o podia suportar viver na casa depois daquilo.
E nem olhar pra ela.
Eu compreendo.
Acho que fui tolo e precipitado,
porque n�o apaguei coisa alguma. As lembran�as ainda est�o l� na terra.
Voc� deve ter sido apaixonado.
- Eu ainda sou. - Eu sei o que deve ter sentido.
Eu senti o mesmo quando pensei que havia perdido Dusty.
Ele voava pra me ver e eu me senti t�o respons�vel.
Voc� � a melhor coisa que j� aconteceu ao Steven.
Ele n�o conseguia se acomodar, n�o estava interessado nos neg�cios e nem no Rancho.
E agora que voc� est� aqui, eu o tenho.
Sou um homem que precisa da fam�lia, Sue Ellen. De algu�m pra cuidar.
Voc� me recebeu t�o bem.
E eu amo seu filho muito mesmo.
�s vezes, eu penso que minha presen�a torna mais dif�cil o problema pra ele.
Se eu soubesse que estava magoando Dusty de alguma forma,
eu n�o aguentaria.
Steven tem crises moment�neas, preocupando-se com seus problemas.
Com o tempo, ele vai superar isso.
Eu acho que voc� n�o deve se preocupar.
Agora, venha. Vamos voltar pra casa.
John Ross j� deve estar de p�, berrando por aten��o.
- Sim, Marie ? - Sua m�e e sua irm� est�o aqui.
Est� bem, mande-as entrar.
- Bom dia, querido. - Bom dia.
- Est�o a caminho do aeroporto? - �, tenho que voltar � Nova York,
sen�o minha carreira na televis�o vai acabar antes mesmo de come�ar.
Tentei convenc�-la a ficar.
N�o h� assim tantas oportunidades em Dallas para o que eu quero fazer.
- J� tentou? - Pra ser sincera, n�o.
Mas sabe, Nova York � que mesmo um lugar pra se fazer carreira.
Eu bem que gostaria de ficar.
Com a Pam t�o doente, ela precisa saber que a fam�lia gosta dela.
N�o precisa se preocupar com Pam. Mam�e e eu a visitaremos.
Embora deva admitir que n�o me agrada esbarrar com um Ewing todas as vezes que vamos l�.
Cliff, os �nicos Ewing que v�o l� s�o Bobby e Ellie.
Eu posso entender porque a Pam se apaixonou pelo Bobby.
Eu sei que pode.
Eu devo dizer que n�o foi o melhor dia da minha vida.
Cliff, n�o quero uma repeti��o dos seus problemas com os Ewing.
Al�m do mais, se n�o nos apressarmos, vamos perder o avi�o.
Voc� sabe como � o tr�nsito na via expressa de manh�.
Tudo nesse escrit�rio parece t�o diferente...
Vai ver que � porque eu era pequeninha da �ltima vez que vim.
N�o, acho que n�o. Deve ser porque mandei redecorar todo o escrit�rio.
Agora me lembro. Papai tinha um arquivo antiqu�ssimo bem ali.
Era de madeira entalhada, acho que de carvalho.
� isso mesmo, tem raz�o.
Eu mandei remover porque gosto de muito espa�o.
Mas ele era t�o bonito, Cliff.
Est� l� no dep�sito. Se voc� o quer, � seu.
N�o, eu s� estranhei a falta dele.
Ele ficava t�o bonito ali.
Vamos embora, mam�e.
Boa viagem.
At� mais tarde.
- Bom dia, J.R. - Franklin.
Est� querendo me enrolar?
Voc� disse que se Vaughn Leland pegasse a metade, voc� pegava a outra metade.
- Eu e ele fechamos. O que est� havendo? - O que eu lhe disse ainda vale, J.R.
Mas n�o podemos nos mexer at� receber a confirma��o de Vaughn.
N�o gosto do jeito que est� levando isso. Tenho uma grande remessa de petr�leo a pagar.
Logo que Vaughn ligar, transferiremos 100 milh�es de d�lares para a conta Ewing.
N�o, eu quero esse dinheiro numa conta especial, separado da reserva financeira dos Ewing.
Mas j� n�o resta muita coisa dessa tal reserva, J.R.
- Isto � tempor�rio. - Pode ser, mas...
Franklin...
Voc� se preocupa demais.
Dra. Conrad, posso cham�-la de Dagmara ?
Mas claro que pode.
- Dagmara, � um nome bonito. - Obrigada.
Mas, Pam, estamos aqui para falar de voc�.
Eu sei e esse � o problema. Sinto que estou tomando seu tempo.
Por que tem essa impress�o?
Porque estou me sentindo bem. Acho que cometi um engano vindo para o hospital.
Quando seu marido a visitava, voc� ficava muito deprimida.
Sabe porqu�?
Estava de mau humor. Todos n�s ficamos.
E tem ideia do que causou esse mau humor?
N�o sei.
Talvez fosse John Ross.
Quem � John Ross?
John Ross � meu sobrinho. O filho de Sue Ellen.
Quando Sue Ellen chegou � Southfork,
ela nem queria saber que o filho existia.
Por isso eu cuidava dele.
Trocava as fraldas,
e o segurava.
E o que houve?
Ele foi embora agora.
Sue Ellen saiu de Southfork.
J.R, n�o quis que ela ficasse com a crian�a,
ent�o eu o levei pra ela. Achava que uma crian�a tinha que ficar com a m�e.
Eu acertei, porque Sue Ellen est� feliz.
Ningu�m me ajudou assim.
Como assim?
Durante minha inf�ncia,
eu pensava que minha m�e estava morta.
Eu s� descobri h� um ano que minha m�e estava viva.
Entendo.
Diga-me como se sente neste momento.
Sempre achei que se encontrasse minha m�e, isso ajudaria.
Ajudaria na solid�o que eu sempre senti.
E?
Amo minha m�e, mas ainda me sinto vazia.
Por que acha que se sente assim?
Talvez se eu tivesse meu pr�prio filho, n�o me sentiria assim.
E se isso n�o for poss�vel?
Ent�o de que adianta?
Como assim?
Viver.
- Sim, Camille ? - Ele ainda n�o chegou.
Eu falo com a secret�ria.
- Al�? - Al�, Senador Ewing.
- Em que posso ajud�-lo? - Me deixando falar com ele.
Lamento, mas ele ainda n�o chegou.
- Ele recebeu meus recados? - Sim.
Pois diga a ele que � bom responder as minhas chamadas.
Porque se eu tiver que ir a�, garanto que vai ser muito embara�oso.
Eu digo a ele, Senador Ewing.
Obrigado.
Pago � ordem de Kristin Shepard 2.000 d�lares - Jordan Lee.
Lucy, estou aqui.
- Oi, Beth. - Oi, Scott.
- Oi. - Esta n�o � uma festa fabulosa?
- Parece. - Voc�s querem beber alguma coisa?
- Obrigada, um refrigerante. - N�o quero nada, obrigada.
� uma ocasi�o especial? Deveria ter trazido presente?
N�o. Os pais de Sandy est�o com amigos que vieram do Leste.
e a colega de quarto de Sandy est� aqui, por isso est�o dando uma festa.
�timo! Onde est� Sandy? Tenho que falar com ela.
Eu a vi l� perto da quadra de t�nis. Eu vou com voc�.
Aquele n�o � o Mitch, conversando com o pai da Sandy ?
Foi voc� que o convidou?
N�o, nem mesmo sabia que eles se conheciam.
E o que Mitch est� fazendo numa festa de gente rica?
Ele detesta esse neg�cio.
Sinceramente, doutor, sempre pensava na cirurgia pl�stica como uma desculpa pra fazer dinheiro.
Bem, j� pensa diferente agora?
Tenho que admitir que o que me disse me impressionou.
�timo.
- Lucy! - Ol�, Lucy.
Os dois j� se conhecem?
Um pouco. Somos casados.
Voc� � aquele Cooper.
Eu nunca teria imaginado.
Imagino que os dois tenham muito a conversar.
- Aproveitem a festa. - Obrigada.
Obrigado.
Mitch, o que faz aqui?
Fui convidado.
Eu sei. Como � que conhece o Dr. Waring ?
Voc� sempre detestou esse tipo de festa. N�o entendi nada.
- Onde est� Lucy ? - Est� com o marido dela.
Marido? Se ele est� aqui, fiquei sem companhia.
Pode ficar comigo. Cad� meu refrigerante?
- Eu bebi. - Voc� pode me arranjar outro?
Desta vez, voc� vem comigo.
Eu disse ao Dr. Waring que ia pensar no caso.
Se voc� fizer resid�ncia no hospital dele, quer dizer que vai ficar aqui em Dallas?
- �. - Isso � maravilhoso!
Por que mudou de ideia sobre fazer pesquisas?
O Dr. Waring conseguiu me convencer e a ideia de viver em Dallas
- � irresist�vel. - Mitch,
est� fazendo isso por que realmente quer
ou por que acha que vai dar uma chance ao nosso casamento?
Os dois.
Querido, eu te conhe�o. A sua carreira significa tudo.
N�o, n�o, ela n�o significa tudo.
Eu percebo isso agora.
Mas, Lucy, n�o vamos nos precipitar.
Porque mesmo que eu escolha a cirurgia pl�stica como especialidade,
eu jamais serei um Ewing.
Mas eu n�o quero isso.
Eu s� queria que a gente estivesse juntos.
Eu sei.
Posso entrar?
Eu s� estou tentando imaginar como posso cuidar desse neg�cio com Sherr.
Talvez eu possa ajudar. Quer falar sobre ele?
Voc� tem aquele manuscrito do livro do Sam para terminar.
N�o, s� tenho que arrumar uma v�rgula aqui, outra ali e estar� tudo terminado.
Donna, eu...
sei que est� chateada por eu ter entrado no neg�cio de desenvolvimento.
Isso n�o � verdade.
S� estou preocupada com as raz�es pelas quais entrou nele.
Se estava tentando provar ao Jock e a voc� mesmo que voc� � um Ewing.
Por ego�smo, n�o quero perder esse vaqueiro pelo qual me apaixonei.
Voc� entendeu tudo errado.
Eu gosto de todo esse movimento.
Eu gosto de ver uma coisa se concretizar.
E gosto da ideia de poder fazer muito dinheiro com isso.
Faz com que eu me sinta bem.
Bem...
eu te amei como um vaqueiro, posso am�-lo como um empres�rio.
Acho que � s� aquela parte de mim que quer ser sua m�e
que n�o quer v�-lo correr t�o depressa para n�o cair e esfolar o nariz.
Nunca vai acontecer.
Aprendi um bocado com Jock e Punk.
E quanto � proposta do Sr. Sherr ?
Bom...
eu ainda n�o decidi nada.
Ganhei meio milh�o nesse �ltimo neg�cio que entrei.
No fundo de garantia que Jock arranjou pra mim n�o posso tocar.
E os Bancos n�o v�o me emprestar o suficiente para entrar nesse neg�cio.
Ent�o...
o que acha de conseguir um outro s�cio?
Quem?
Jock e Punk est�o na Am�rica do Sul.
Pat j� est� envolvido em outros dois neg�cios.
N�o consigo pensar em mais ningu�m de confian�a.
Voc� confia em mim, n�o?
- N�o posso fazer isso, Donna. - Ora? Por que n�o?
Por que ir at� o Banco quando voc� tem
um s�cio que voc� pode ficar de olho dia e noite?
Eu n�o sei.
Geralmente neg�cios e casamento n�o se misturam.
Mas claro que sim!
- O que me diz de Nick e Nora Charles ? - Quem?
O Sr. e Sra. North ? George Burns e Gracie Allen.
- Donna... - Ray, escute.
Eu serei uma s�cia silenciosa.
Querido, temos muito dinheiro na fam�lia. Por que n�o us�-lo?
- O dinheiro � seu. - O dinheiro � nosso.
Fechado?
Fechado.
- Ol�. - Como vai?
- � a vov�. - Como vai, queridinho?
- Sra. Ewing. - Sr. Farlow.
Vamos entrar, tomar uma bebida.
Tem uma coisa no helic�ptero para o John Ross.
Tragam o pacote do helic�ptero.
- Dona Ellie, n�o precisava se incomodar. - � do Jock.
Ele comprou em Washington.
- Como est� o Jock ? - Ele est� na Am�rica do Sul.
Na Am�rica do Sul? E o que est� fazendo l�?
Ele est� numa miss�o para o governo.
Descobriram petr�leo l� e diversos petrolistas foram mandados para ajudar
- a fazer uma nova ind�stria. - Isso parece emocionante.
- Como os velhos tempos no Texas. - Jock adorava aqueles dias de pioneirismo.
Aqueles foram dias memor�veis, Sra. Ewing.
N�o h� mais novas fronteiras por aqui pra se desafiar.
Talvez quando precisarem de algumas Refinarias, eles me telefonem.
- Ol�, Sra. Ewing. - Ol�, Dusty.
Desculpe-nos um instante.
- Papai, preciso falar com voc� a s�s. - Claro.
John Ross.
- Oi! - � a vov�.
O que houve?
Ligaram da Refinaria de Galveston dizendo que n�o receberam o �ltimo carregamento.
Estranho. Williamson � t�o pontual.
Acabo de ligar pra ele pra saber porqu� n�o mandaram o carregamento
e ele est� de f�rias. N�o pode ser encontrado.
N�o acho ningu�m que me diga o que est� acontecendo.
Bom, se n�o recebermos em poucos dias, ficaremos sem petr�leo.
Isso n�o acontece desde o embargo do petr�leo.
Venha. Vamos descobrir o que est� acontecendo.
- Sim? - O Sr. Leland est� aqui.
Traga-o.
- Obrigado, meu bem. Vaughn. - J.R.
- Ent�o, vamos aos neg�cios? - Mas � claro que sim.
Sabe, J.R, este � o maior neg�cio que j� fizemos
desde que voc� comprou aqueles campos do sudeste asi�tico.
Estou t�o contente por voc� ter feito um dinheir�o com aquilo.
Foi muito dif�cil pra mim por uns tempos.
- Talvez eu dissesse algumas coisas que n�o devia. - Tudo isso � passado.
O que me diz de Afton? Tem estado com ela?
Meu caro, ela � uma coisinha maravilhosa!
- �, sim. - Um pouquinho fria, no entanto.
Fria? Afton?
Acho dif�cil de acreditar.
N�o se preocupe com isso. Continue insistindo, que ela esquenta.
- Onde devo assinar? - Bem a� onde est�o essas marquinhas em "x".
Vamos l�.
Tenho que lhe dizer, J.R,
que a qualquer momento, ap�s 30 dias, este empr�stimo dever� ser pago.
Sei disso.
Espero para o seu bem que o pre�o do petr�leo suba
pra que voc� possa descarregar tudo o que tenha estocado.
N�o h� nenhum jeito que eu tenha que ficar entalado com 5 milh�es de barris.
E se meu Banco tiver que executar, isto pode ser o fim da Petr�leo Ewing.
N�o, seu Banco n�o vai executar.
Deixe-me explicar.
Se eu deixar de pagar este empr�stimo, o que n�o vou fazer,
quer dizer que o seu Banco ser� o dono da Petr�leo Ewing,
e eu vou trabalhar pra voc�.
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