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RAVEN'S CROFT Cl�nica M�dica
Visitas somente com hora marcada
- Tchau, Tina! - Tchau!
- Tome! Um presentinho para voc�.
- Fique com ele, e tome cuidado! - Certo.
- Escrevo para voc� quando chegar, ok? - Tchau.
SEPULTADO VIVO de Edgar Allan Poe
Aqui costumava ser um lugar calmo. Calmo at� demais.
Espero que aqui eu possa voltar a ter uma vida normal.
Como o Doutor falou: come�ar tudo de novo.
� isso que vou fazer!
Fico imaginando em como tive sorte.
� �timo poder ouvir Gary discursando durante horas.
Suas palavras ficam gravadas na minha mente.
Deve ser o destino ou algo parecido. Algo irresist�vel!
As autoridades devem ser pessoas ou institui��es que dizem:
voc� tem que fazer isso, voc� n�o tem permiss�o para fazer aquilo.
Este tipo de autoridade, que � externa, pode aparecer
como, ou ser substitu�do por uma autoridade interna.
Com o nome de consci�ncia suja ou super-ego.
An�lises revelam que a consci�ncia domina com bastante rigor
as nossas autoridades externas.
E em todos eles, frequentemente,
o conte�do das ordens emitidos pela consci�ncia humana
n�o � regido pela exig�ncia do pr�prio indiv�duo, mas por uma exig�ncia social.
A reg�ncia da consci�ncia,
pelo seu grau de dificuldade, coordena as autoridades externas.
V�rios campos individuais s�o comandados por ela.
E como ela pode rebelar-se contra si pr�pria?
O que � isso?
RAVENSCROFT 10KM
Me desculpe, madame, eu n�o queria assusta-la.
Onde eu estou? Eu... Eu...
Voc� adormeceu no volante, madame!
- Voc� est� bem? - Sim. Eu...
Eu estava procurando por... por Ravenscroftall
- Raven's Croft? - Eu vou dar aulas l�.
Bem... Voc� vai ter que voltar uns 20 km.
Acho que consigo encontrar. Muito obrigada.
Diga-me... Voc� n�o viu na noite pas- sada uma jovem de uns 16, 17 anos?
- N�o. Por qu�? - � uma fugitiva.
- Fugitiva? - Sim. Do Raven's Croft, por sinal.
Bem... Caso veja algu�m com essa descri��o, eis o meu n�mero.
- �timo, Ken! Muito obrigada.
- Tome cuidado, madame.
Ei. O que est� fazendo, imbecil.
Eu n�o sei por que as garotas sempre lavam o cabelo na cozinha?
Eu tenho que manter o penteado sempre lindo!
- Aquela vaca da Tina! - Por que ela saiu nessa noite!
- �. Nos deixou com mais trabalho agora. - Que bom pra voc�, Susan!
- V� se ferrar! - Por que a tina tinha que se mandar?
Meu deus! Como essa carne � dura! - Talvez voc� � que seja fraquinha!
- Ah, �. Voc� quer brigar com a fraquinha, ent�o?
- Eu te arrebento quando voc� quiser! - � melhor estar preparada, piranha!
- Calem essa boca!
Por que n�s todas n�o continuamos sendo amiguinhas!
- O que voc� acha disso? - Eu n�o acho coisa nenhuma!
- Talvez voc� queira flertar com uma de n�s, ent�o!
Eu n�o estou a fim de ningu�m daqui!
- Ou�a aqui, sua vagabunda: pegue esse dinheiro,
essas chaves e traga de volta aquela maldita safada!
- Voc� n�o manda em mim!
- Sabe, eu te pedi com jeito e voc� me desapontou, ent�o vai virar picadinho!
- Me soltem! - Sua piranha!
- Com licen�a! - Com licen�a, por favor.
Estou procurando pelo... pelo Sr. Dewey, por favor.
- Ele j� est� vindo! - Obrigada.
- Algu�m mais sabe sobre isso? - N�o.
- N�o quero que ningu�m fique imaginando coisas!
- Bem, vamos falar sobre isso mais tarde!
Eu vou estar aguardando. - Tudo bem.
- Srta. Pendleton...
- Bem-vinda a Raven's Croft, Srta. Pendleton. - Obrigada.
- Pode me chamar de Janet. - Sinto por deix�-la esperando.
- Sem problemas. - Venha. Pode me chamar de Gary.
- Sente-se, por favor. - Obrigada.
- Fez uma boa viagem? - Ah... sim.
- Eu me perdi um pouco, mas tudo bem. - Estou feliz por achar o local.
- J� fazem alguns meses que n�o nos v�amos.
Como voc� est�? - Muito bem, obrigada.
- E voc� est� bem? - Estou.
- Sim. - Ah... sim.
Sua descri��o: Ela tem 1,65m e cabelos escuros;
descobrimos que ela fugiu nessa manh�.
- Ela deve ter fugido ontem � noite.
- Sim. Tudo bem.
Eu tenho algo aqui para que voc� leia antes de come�ar o servi�o.
Aqui est�o as suas tarefas!
Eu a vejo no almo�o e a oriento como voc� deve proceder.
� tarde eu quero mostrar-lhe as depend�ncia da institui��o.
Ver como as coisas funcionam.
Fico muito agradecida.
Bom, ent�o foi o seu pai quem criou a Institui��o Raven's Croft.
Sim, e muito mais al�m do que est�s a ver.
Que Deus o tenha!
Precisou que ele se fosse para que eu colocasse as minhas teorias em pr�tica.
Certamente ele adoraria ter visto o extraordin�rio sucesso da Institui��o.
Bem, ainda temos um longo caminho a percorrer.
Eu soube que houve uma fuga ontem.
Quem disse isso a voc�?
O policial que me orientou o caminho at� aqui.
Acho que ele se chamava Ken.
Ken... sim, ele patrulha essa regi�o.
Eu n�o quero se sinta isolada.
N�o se preocupe, era mais ou menos assim que eu imaginava este local.
Desde que ouvi falar de voc�, eu tive vontade de trabalhar por aqui.
Bem, fico feliz por realizar seu desejo.
Tamb�m fico feliz.
Ajuuude-me!
Aj...uuude-me!
Aj...uuu...de-meee!
Est� precisando de algo, minha jovem?
N�o. Eu...
Tem alguma coisa atr�s da parede! - Atr�s? - Sim!
Que tipo de barulho voc� ouviu?
Algo que vinha detr�s da parede!
Est�o passando um filme no gin�sio esta noite. O ru�do deve ter vindo de l�.
Sim, deve ser...
- Eu n�o queria incomod�-lo. - Voc� n�o me incomodou.
- Essa � a minha m�o... - Essa � a minha cabe�a...
- N�o h� nada com que se preocupar... - N�o h� o que temer...
Olhem s�! Vamos acabar com o "olho gordo".
Eu gostaria de falar hoje sobre as formigas.
- Eu pensei que n�s f�ssemos aprender sobre "animais".
Bem, hoje v�o aprender sobre formigas.
As formigas podem carregar cerca de cem vezes o peso de seu corpo...
isso quer dizer que, se elas tivessem um peso de aproximadamente 50 quilos
elas seriam capazes de levantar o equivalente a 4,5 toneladas.
Al�m disso, as formigas t�m a capacidade de deslocar numa velocidade espantosa,
algo equivalente a um porsche a toda velocidade numa freeway.
Eu gostaria de abrir isso s� para ver suas tripas!
N�o, Yvonne. Quem sabe vamos com�-lo, ent�o.
Parece que algu�m quer ficar na deten��o at� o Outono!
Eles s�o criados para serem mortos!
Bom, eu quero que amanh� todas voc�s tragam uma lista com 5 exemplos
de cada um desses mam�feros: Roedores, Xenartros, Carn�voros...
- Mas que diabos � um mam�fero? - � alguma coisa com tetas?
- Ei, fiquem quietas, acalmem-se! - Obrigado.
- Na verdade, Debbie tem raz�o!
Os mam�feros s�o os �nicos animais que amamentam
os seus filhotes, portanto, eles apresentam mamas.
Isto que � um mam�fero!
- Debbie, a sua burrice est� diminuindo mesmo, hein?
- V� se ferrar! - V� voc�!
- Ei, garotas, por favor... - Acalmem-se! Garotas!
- Ele est� vivo! - Ele se mexeu!
- Se mexeu!
N�o queria quebr�-lo, mas ele se mexeu! - N�o houve nada, apenas relaxe!
- Fiquem calmas! - Sil�ncio!
- Foi apenas um acidente, certo?
- Com certeza ele se mexeu, Yvonne. - Talvez ele quisesse um beijinho seu...
- Yvonne! - Yvonne, pare!
- Ele se mexeu! - Tudo bem, ele se mexeu, ent�o!
Foi apenas um acidente, certo. Agora solte esse vidro e ningu�m se machuca.
- Janet teve um dia agitado hoje! - Ah, �?
- Sim. Yvonne.
- Oh, Yvonne!
Yvonne v� a realidade como uma autoproje��o do seu pr�prio superego.
- Bem, eu compreendo... - Eu s� n�o esperava por...
- Eu tenho certeza de que elas apenas estavam testando voc�.
Bom, voc� soube lidar bem com a situa��o, pelo que eu soube!
N�o se preocupe com isso! Yvonne est� bem agora.
Isto provavelmente foi um dos aconte- cimentos mais tensos dos �ltimos anos.
As garotas parecem n�o gostar de Yvonne.
Bem, aqui � um lugar bastante pac�fico.
- O que aconteceu? Est� tudo bem? - Yvonne...
- O que houve? - Ela se foi.
- Sim, ela sumiu no meio da noite. - Oh, n�o.
Quando elas v�o entender que isto n�o � uma pris�o!
- Tem algo a dizer? - Sim, eu falo com voc� depois.
- Me ligue. - Gary, Gary, espere por mim!
- Ou�a, voc� n�o deve ficar se culpando.
Como n�o vou se as garotas s�o minha responsabilidade?
- Oh, meu Deus!
- Algum problema?
Acho que eu desmaiei.
Espero que j� esteja melhor.
- Srta. Milla? - Essa � pra mim.
- Debbie?
- Yvonne? - Oh, ela n�o est� por aqui.
Outra para a Debbie.
Boze?
Ei! O que temos aqui? - Entrega especial?
- Nancy Shiro, transferida para c�.
J� que ela � t�o "boazinha", acho que ser� a nossa nova escrava.
- Muito obrigada, piranha.
Debbie, n�s n�o queremos nenhum mal-entendido.
- Voc� tem certeza de que n�o h� nenhuma carta para mim? - N�o tem nada pra voc�.
- Kennet? � seu nome do meio? - N�o. John Kennet Pendleton.
Era a fivela do cinto de meu pai. Foi dada a mim ap�s a sua morte.
- E quando foi isso? - Quando eu tinha 14 anos.
Foi muito triste, algo inesperado.
- Voc� era apegada a ele? - Muito.
� algo que tenho dificuldade de aceitar. - � algo que fica no subconsciente.
Depois que se v�o... � dif�cil...
Acho que voc� poderia me dizer porque ficou t�o chateado hoje a tarde.
� dif�cil esquec�-lo, pois meu pai teve uma forte influ�ncia em minha vida.
Talvez eu queira relembrar alguns fatos...
Quando eu era pequena...
...chovia no telhado de casa, e eu ficava nervosa
com os pingos da goteira que ca�am no s�t�o.
A imagina��o � um dom do qual voc� n�o deve sentir medo.
Ela a tornar� mais forte...
Mas eu devo ter cuidado...
Eu juro que estava despencando...
Eu n�o sei... talvez tenha sido um del�rio profundo ou coisa parecida.
Seja forte... este � outro motivo pelo qual voc� est� aqui.
As garotas precisam sentir essa for�a... essa firmeza, que temos.
Sim, � claro. Voc� est� certo.
Sabe... talvez juntos n�s possamos ajud�-las.
Podemos tornar a vida delas diferente... Bem diferente.
Eu... sinto muito, acho que j� est� tarde demais.
Certo.
- Boa noite. - Boa noite.
- Est� tudo bem com voc�, querida?
- Sim, Dr. Schaeffer, est� tudo bem, obrigada.
- Ent�o, boa noite. - Boa noite.
- Eu estou assustada... - Com o qu�? - Talvez fantasmas.
O que quer dizer com "fantasmas"?
Voc� sabe... fantasmas, s�o como gente morta.
Amy, como s�o esses fantasmas? Com o que se parecem? Como a assustaram?
- Eu os ouvi... eu estou com medo.
Amy, apenas tente nos mostrar, honestamente, o seu mais profundo medo.
- O que � isso? - Que palha�ada � essa?
Tudo o que vi at� agora foram pessoas falando sobre coisas absurdas.
Est� � apenas mais uma pris�o, cara... ou algo pior ainda.
Na cadeia, apenas te deixam trancado. Voc� quer � bagun�ar a minha mente.
Isto � um tremendo pesadelo!
Esses ot�rios est�o esculhambando os seus miolos e voc�s nem ligam!
- Voc� n�o vai ferrar comigo! - De jeito nenhum!
Obrigado, Shiro. Adorei saber como voc� est� se sentindo.
- Vou dizer como eu me sinto... Sinto-me como se fosse uma aberra��o.
- Tudo bem, precisamos respeitar o sentimento de cada um.
- Ningu�m est� aqui para ficar julgando-as.
- Agora, quem mais quer uma consulta?
Que merda! Estou de saco cheio dessa baboseira in�til!
Como querem que eu me limpe com essas porcarias aqui!
- Cale essa boca de uma vez! - Por que eu deveria? - Apenas cale a boca!
Continue dando mole por a� e eu corto a sua garganta!
Voc� entendeu o que eu disse? Ou voc� n�o entende merda nenhuma?
Ei, fingers! Voc� deveria se juntar � nossa "equipe"!
- Para qu�? - Para curtir e farrear bastante!
Ei, debbie! Debbie, escuta s�. Eu convidei a Fingers para nossa equipe.
- Ah, �? Ela aceitou? - Vamos � inicia��o, ent�o!
- Inicia��o? - �. Todas de uma vez, garotas.
Merda.
Oh, meu Deus!
Me ajudem!
Garotas!
Socorro!
- O que foi? Voc� ficou presa?
- Tome. - Ok.
- Que barato!
Ei, Fingers! O que acha de brincarmos de exploradoras?
N�o sei. Que tipo de explora��o voc� est� querendo?
- Bem, h� algo escondido no por�o... e voc� ter� de encontrar.
Ok.
Vamos nessa!
Esperem eu colocar os cal�ados!
- O que est� acontecendo aqui? - Nada, sua idiota. Volte pra cama!
- H� alguma coisa bem interessante aqui.
- Voc� s� precisa abrir a porta, e n�o desista!
Vai l�!
Ei, esperem!
Ei, olhem quem chegou. � a Fingers.
Ela passou no teste.
- Fingers. Por que te deram esse nome?
Eu j� devia saber.
Bem, agora voc� j� sabe onde ocorre a "festinha"...
e como voc� � muito legal, n�s deixamos voc� fazer parte da equipe.
- Mais algu�m sabe disso aqui? - N�o. Ningu�m consegue ouvir o barulho.
- Debbie!!
- Me ajudem!
- Ajudem-me, por favor!
- N�o, n���o! - N�o, por favor, n�o fa�a isto!
- Debbie, Debbie!
- N���o!!!
- Dr. Schaeffer? - Eu tive outro sonho.
- Janet? - O que aconteceu?
- Parece que ouvi barulhos estranhos.
- Janet, eu j� disse para n�o se preocupar.
- Voc� apenas deve temer o que � real, e n�o a sua imagina��o.
- Mas h� algo mesmo l� e...
- O que voc� acha que h� l� embaixo?
- H� muitos n�veis diferentes de exist�ncia.
- Me pareceu t�o... real, t�o intenso.
- A atmosfera est� constantemente se alterando...
as vibra��es el�tricas que voc� tem a tornam mais sensitiva.
- Sensitiva... Ser� que h� ainda um est�gio mais grave?
A loucura.
- O que pode ser pior do que a loucura?
- O que foi? - � apenas uma cita��o de William Shakespeare.
"N�o tenham medo, a ilha est� cheia de ru�dos,
sons e suaves brisas, que d�o prazer e n�o machucam.
�s vezes, mil instrumentos vibram sobre meus ouvidos, e �s vezes vozes..."
... assim como os sonhos s�o feitos ...
- Sim, sim, sim. Isto � perfeitamente normal!
- Boa noite, querida. - Tenha bons sonhos.
Entre.
- Oi. - Oi.
- Eis uma notifica��o de irregularidades, endere�ada a voc�.
- Voc� tem um advogado?
- Talvez porque a minha grande ideia, n�o tem funcionado t�o bem.
- Gary, sempre h� uma maneira... - �. Me diga uma!
- N�o � t�o simples assim.
- Parece que essas garotas querem � fugir dessa sua metodologia.
- Meus m�todos funcionam poque sou rude.
- Talvez elas estejam fugindo de outra coisa.
- Como assim? - Algum tipo de amea�a.
- Como o que, por exemplo? - Debbie.
- Debbie? - Eu a vi fazendo amea�as a Shiro.
- Janet, elas s�o garotas dif�ceis. - O confronto j� faz parte delas.
- Gary, essas garotas est�o sob muita press�o.
- Olhe a pequena Amy naquele outro dia? - Exato, esse � um exemplo perfeito.
- Os fantasmas da Amy.
- Os �nicos fantasmas que ela v� s�o das suas duas irmazinhas,
que ela teve o prazer de matar!
- Oh, Gary, me desculpe. - N�o, eu concordo com voc�.
- H� algo de errado por aqui. - E eu sou o culpado, talvez.
- Gary! - N�o � a Debbie, n�o s�o fantasmas, n�o s�o essas desvairadas!
- Janet, me desculpe. - Me desculpe.
- Por que voc� acha que as garotas est�o fugindo?
- N�o sei, mas acho que elas est�o tendo problemas.
- At� porque nem sei se est�o vivas! - Como assim?
- J� ouviu falar da Tina?
- Ela fugiu antes de voc� chegar, e prometeu que
me escreveria assim que voltasse ao seu trabalho;
j� faz 1 semana e eu n�o soube nada sobre ela, o que me deixa preocupada.
- Podem haver v�rios motivos para isso. Sim, mas, Janet, posso confiar em voc�?
- Claro que pode. - Eu encontrei algo.
- O que voc� encontrou? - Achei isso no por�o na noite passada
e eu a dei para Tina na noite em que ela fugiu.
Eu a observei quando ela saiu correndo pelo gramado.
O que eu n�o entendo � como isto foi parar l� embaixo?
- Tome. - Podemos conversar mais um pouco?
- Tome cuidado, Janet.
- Merda!
- Vou esperar por aqui!
- Eu tenho que ir!
- Lembre-se, Janet, n�o conte isso para ningu�m ou teremos s�rios problemas.
- Por causa da Debbie?
- Sim, e tamb�m n�o quero que o Gary saiba das festas que rolam aqui embaixo.
- Este lugar � restrito.
- Se descobrirem esse lugar, eu vou estar bem enrascada.
N�o se preocupe. Eu prometo que n�o conto.
- Mantenha segredo. - Estou indo embora.
- N�o grite! - Voc� n�o deveria vir at� aqui.
- Janet, Janet, pare!
Schaeffer? Dr. Schaeffer?
- Dr. Schaeffer? O que voc� quer? - Apare�a.
Dr. Schaeffer, por favor, diga-me o que voc� quer!
- Fale, Dr. Schaeffer!
Voc� pode me ajudar! Depressa!
- Eu apareci no ch�o! - Voc� n�o me viu?
- Diga-me, o que voc� quer?
N�o fique com medo... n�o se apavore...
N�o fique com medo... n�o se apavore...
Dr. Schaeffer! - Eu tentei imped�-la.
- Eu tentei avis�-la, mas voc� fugiu!
- N�o! - Voc� nunca mais deve ir l� embaixo.
- N�o, Dr. Schaeffer, por favor, n�o!
- � muito perigoso l�!
- Eu vi um homem velho! - Do que voc� est� falando?
- Voc� estava l�... eu pensei que fosse minha imagina��o...
- N�o h� ningu�m l�! - Dr. Schaeffer! - N�o h� nenhum homem!
- Tem sim! - N�o h� nada l� embaixo!
- N�o, ele era real! - N�o h� nenhum homem!
- N�o, Dr. Schaeffer! - Foi s� uma alucina��o.
- Calma. Eu sei que tudo parece confuso, mas n�o volte mais l�. � muito perigoso.
- Voc� est� perturbada. - Dr. Schaeffer.
- Voc� precisa descansar. - Eu o vi.
- Voc� precisa dormir. - Por favor, v� dormir.
- Eu n�o quero mais assistir as aulas dela.
- Eu n�o sou a �nica que n�o gosta dela. - Todas a odeiam.
- N�s vamos "matar as aulas dela".
- Hum, bem... parece que os seus esfor�os n�o s�o suficientes.
- Estou grato pela sua confian�a, ao me procurar.
- Verei o que posso fazer a respeito.
- Voc� pode estar certa, algo precisa ser feito.
- Eu prometo que cuidarei da situa��o.
- Por que voc� n�o est� em aula?
- Janet!
- Transfer�ncia? -Sim, para outro departamento.
- Voc� tinha toda a raz�o, eu n�o conseguia enxergar.
- Ela ter� mais progressos em um ambiente mais estruturado.
- N�o! - N�o?
- Oh, meu Deus!
- Janet, o que foi? - Quem � essa pessoa?
- � o meu pai. - Eu o vi.
- Voc� o viu? - Sim, eu o vi.
- Ele estava em meu sonho, e falou comigo.
- Voc� tem uma imagina��o f�rtil.
- O que h� de errado? - Foi s� um sonho!
- Mas... Gary, n�o foi um sonho. - Eu n�o estava dormindo!
- Gary, eu nem sabia como era o seu pai. - Mas � claro que sabia.
- N�o. - Ele sempre esteve pendurado ali.
- N�o. - Claro que estava.
- Voc� deve ter mentalizado isto, inconscientemente.
- Eu nunca o tinha visto! - Eu nunca o tinha visto!
- Voc� est� perturbada. - N�o existem essas coisas de fantasmas.
- O que voc� viu foi algum tipo de ilus�o paran�ica.
- Voc� acha que eu sou louca? - N�o, n�o, me desculpe.
- Eu n�o quis dizer isso.
- S�o apenas truques da sua mente.
- Janet! - Eu te amo!
- Voc� precisa ter pulso! - � s� isso!
- Sue-Sue!
- Linda!
- Anna!
- Yvonne! - Eu entrego para ela.
HOJE � NOITE
- Al�, docinho! - Palha�o!
- Obrigado! - N�o t�o r�pido, o que voc� tem para mim.
- Ol�, Debbie! Ol�, Debbie! - Ora, vamos!
Agora � a minha vez. O que voc� tem para mim?
- � seu.
Hum, eu adoro fazer neg�cios com voc�. - Tim, pare com isso.
- Voc� � legal!
- Sim.
- Gary, quando entrei em aula, a Debbie n�o estava e nem as garotas a viram.
- Lembra-se de que falei que ela seria transferida?
- Sim. - Dr. Schaeffer achou melhor n�o fazermos muito alarde.
- Mandaram busc�-la hoje bem cedo.
- Eu sei que n�o parece muito apropriado,
mas Debbie estava nos causando muitos problemas.
- Acho que j� tivemos o bastante!
- Gary, preciso falar com voc� imediatamente.
- Janet, nos d� licen�a, por favor.
A prop�sito, eu vou estar ocupado hoje � tarde. Tenho um encontro na cidade.
Avise as garotas, por favor. - Certo.
- Ken. - Oi.
- O Gary est� por a�? - N�o. Ele saiu h� pouco. Foi � cidade.
- Eu tenho que falar com ele. - O que aconteceu? - S� um minuto... Sra. Ketter, espere.
- Com licen�a. - Sra. Ketter, por favor.
Esta � a Srta. Pendleton, ela � professora aqui.
- Meu filho! - Talvez voc� o tenha visto!
- Ele est� desaparecido desde a �ltima noite. Ele n�o tinha motivos para fugir.
Seus amigos disseram que �s vezes vinham para c� fazer festa com as garotas.
- Oh, talvez, mas, Sra. Ketter, tenho certeza de
que ningu�m esteve por aqui nesses �ltimos dias.
- Posso confirmar com as garotas? - Claro.
- Vamos, Sra. Ketter.
- Ningu�m na cidade sabe o que se passa com essas garotas.
- Elas s�o malucas!
- S� querem se assanhar para eles!
- Dr. Schaeffer! - Ele n�o � um m�dico, �?
H� 10 anos ele se envolveu em um esc�ndalo.
- Como assim? - Ele deveria estar enclausurado.
- Ele era um paciente?
- Ele � que devia estar trancafiado. Assim as pessoas estariam a salvo.
- Ela est� meio perturbada. Fique de olhos abertos, certo?
- Vamos, madame.
- Janet, veja isso. - Bom trabalho, Fingers, est� �timo.
- Ei, esse � o Tim. - Voc� o conhece? - Sim, � o namorado da Debbie.
- Aguarde um momento, certo? - Ken, Ken.
- Ol�.
- Gary, o Dr. Schaeffer foi um paciente deste local?
- O Dr. Schaeffer foi um paciente deste local?
- Ele contou isso a voc�? - Foi?
- Ele foi? - Sim, ele foi. H� alguns anos atr�s.
Um dos primeiros a serem bem sucedidos.
Uma pessoa dif�cil, com a qual meu pai n�o soube lidar.
- Voc� o curou? - Completamente.
- Tem certeza? - Claro.
- Por que? - Eu n�o sei, mas ele age de uma forma estranha.
- Um garoto da cidade est� desaparecido e acham que ele sumiu por aqui.
- E o que Dr. Schaeffer tem a ver com isso?
Como ele veio parar aqui? Fingers me disse que ele era o namorado da Debbie.
Talvez a Debbie saiba onde ele est�. E o Ken quer falar com voc�.
- Gary, onde voc� estava? - Tenha calma, eu estava na cidade.
- Eu tenho algo aqui. - Algo para voc�.
- Para mim? - Voc� gostou?
- Sim, � claro.
Janet...
...eu quero que se case comigo.
- Gary, eu... n�o sei.
- Por favor...
- Oh, meu Deus. - Ou�a, eu fa�o o que voc� quiser.
- Voc� � realmente pirado!
- Vamos... Voc� era o �nico com quem eu sempre achei que tivesse liberdade.
- A liberdade tem limites para mim! - Eu s� n�o sabia quais eram os limites.
- Agora voc� sabe!
- Pense comigo: o que eu mais queria era endireitar as garotas.
- Eu estava mesmo errada. Eu realmente sa� da linha, me desculpe.
- Tudo o que eu queria era que voc� respeitasse o meu trabalho.
- Que reconhecesse o meu trabalho. - Mas acho que n�o posso ajud�-la.
- Por favor, eu sempre gostei do seu trabalho. Voc� me ajudou muito.
- Eu sou agradecida. Eu... eu apenas fico um pouco aborrecida com a Janet...
... e talvez eu esteja errada sobre isso tamb�m.
- Mas... eu acho que mere�o outra chance, pois voc� sempre diz
que a finalidade da cl�nica � dar as pessoas uma nova chance.
- Voc� ainda acredita nisso, n�o? - Acredita, n�o?
- Voc� n�o me parece que possa apresentar melhoras.
- E se voc� n�o conseguiu... parece que meus m�todos s�o insuficientes...
... e eu sou um fracassado.
- Eu n�o falho, meu bem. - N�o falho.
- Socorro!
Seu maluco assassino!
- Voc� vai me matar, n�o vai?
Foi o que voc� fez com todas... com todas as garotas que sumiram.
- N�o seja tola, Debbie. - Eu n�o mato pessoas.
- J� que voc� est� sozinha agora, pense, pense no que voc� fez.
- Oh, meu Deus, n�o! - Gary, eu j� pensei!
- Fique quieta, Debbie. Quieta!
- Pense... pense no que voc� fez.
- Em cada coisa... em tudo! - N�o. Me deixe sair daqui.
- Me deixe sair daqui!
- Voc� tem que ficar quieta, Debbie. - Em sil�ncio, em completo sil�ncio.
- N�o. Eu n�o vou contar para onde eu a transferi. - Isto � muito importante.
Ela agora est� em um local com uma rigorosa disciplina.
Ela saiu com uma experi�ncia diferenciada aqui da Raven's croft.
- Mas talvez ela saiba de algo sobre o garoto.
Gary, a m�e dele est� desesperada. E passar� a vida toda tentando ach�-lo.
- Ele dever� aparecer em breve. - Janet, voc� estava certa.
- Transfer�-la foi a melhor solu��o.
- Foi melhor para as garotas e melhor para voc�. N�o foi?
- Gary, eu... - N�o foi?
- � que... - N�o foi?
- Com licen�a.
- Al�? - Ah, Ken, sim.
- Tivemos nossa conversa interrompida anteriormente.
- Sim, eu falei com todas as garotas, e nenhuma delas sabia sobre isto.
- Eu tamb�m n�o sei nada sobre o rapaz.
- Sim, a Janet me contou.
Eu fico desapontado em n�o poder ajudar.
Se ao menos fosse algo solucion�vel com as minhas bem-sucedidas teorias!
Bem, quando lidamos com uma mente desconhecida, ou muito severa...
...� dif�cil domin�-la.
Tenho certeza que ir� encontr�-lo.
TRANSFER�NCIAS FUGAS
Paciente: Tina Darcaux Diagn�stico: paran�ia delirante
Paciente: Deborah Wekter Diagn�stico: paran�ia delirante Desaparecida em 28 de Maio de 1989
- Procurando algo?
- Eu quero saber o que aconteceu com Debbie. Aqui diz que ela fugiu.
Aqui diz que todas as garotas tinham o mesmo problema. O que h� por aqui?
Elas n�o t�m o mesmo problema.
- Eu n�o transferi a Debbie. - Ela fugiu.
- Eu fracassei com ela. - E com as outras.
- Gary, algo est� acontecendo aqui.
Algo que voc� n�o quer admitir e eu quero saber o que �.
� uma alucina��o, Janet. Que deixa algumas pessoas paran�icas por aqui.
- Gary, onde elas est�o? - Onde elas est�o?
Eu precisava pensar umas coisas...
... e a �nica maneira de ficar bem...
... de ficar sozinho... de pensar...
... o m�todo funciona.
- Eu sei que h�... efeitos colaterais.
- O meu pai sempre se sentia melhor.
- Esses m�todos... seus m�todos s�o insanos!
Insanos! Perversos! Malucos! Doentios! Man�acos!
- N�o, minha querida, n�o existe isto!
- Somente fantasias e devaneios, que podem ser curados com o passar do tempo.
- Pouco tempo... para pensar.
- Sim, claro, voc� est� certo. Eu preciso de um tempo para pensar!
- Oh, meu Deus, Gary, est� tudo acontecendo t�o r�pido e t�o confuso.
- Preciso descansar. Para poder pensar. - Claro, querida, pense.
- Ken? Sim!
- Eu descobri algo.
Nada diretamente relacionado ao Tim, mas s�o coisas muito estranhas.
- Ou�a, eu estou com medo! - Oh, n�o, n�o, aqui n�o!
- Voc� pode... voc� pode me encontrar na cafeteria?
- Que tal hoje � noite?
- Certo, at� mais ent�o. Obrigada.
Merda!
- N�o haver�o fugas hoje!
- Gary, o que voc� est� fazendo?
- Tudo o que estou tentando fazer � ajudar voc�, Janet.
- Por que voc� est� fazendo isso? - Voc� est� paran�ica, Janet.
- N�o. - Eu quero que volte l� para dentro.
- N�o, eu n�o vou!
- Janet, n�o fuja! - Vai ficar tudo bem.
- Janet, Janet! - N�o!
- Janet! - N�o!
- N�o!
- Janet.
- Janet, eu s� quero ajeitar as coisas. - Acredite em mim.
- Acredite em mim. - Gary, por favor.
- Eu s� quero ir embora! - Por favor, apenas me deixe ir!
- Ne deixe ir! - Claro.
- Voc� quer ir embora? - Corra!
- Corra! Assim como todas as outras!
- Janet! Janet!
- Algu�m me ajude!
- Gary, me deixe ir! - Algu�m me ajude!
- Fingers! - Boze!
- Est� perdendo o seu tempo! - Est�o todas no gin�sio vendo um filme.
- Fingers! - Algu�m ajude!
- Me ajudem!
- Gary, Gary me deixe sair daqui! - Algu�m me ajude!
- Est� me ouvindo? - Gary, me tire daqui!
- Esta � a minha cabe�a.
N�o fique com medo... n�o se apavore. - Esta � a minha m�o.
- Fingers!
- Janet! Janet!
- Janet! N�o fuja de mim! - Eu amo voc�!
- Janet, eu quero que seja minha esposa.
- Vamos construir uma nova vida!
- O que voc� acha que est� fazendo com essa mo�a?
- J� chega! - Janet arruinou tudo!
- Ela est� querendo fugir! - N�o se intrometa nisso!
- O que voc� pretende fazer? - N�o! N�o!
- Voc� foi longe demais! - Voc� foi longe demais!
- Por favor, controle essa loucura! - N�o, n�o!
- Janet! Eu vou encontrar voc�!
- Janet, n�o se esconda! - Ser� em v�o, desista!
- N�o fuja de mim! - Eu posso cur�-la!
- Janet, desista! Esque�a isso tudo e vamos ficar juntos!
- Janet! Janet!
- Finalmente!
- Onde... onde eu estou?
- No meu quarto... ...onde passei a minha juventude!
- E eu gostava!
- Gary, eu n�o entendo o que voc� est� fazendo. O que est� fazendo?
Ningu�m ligava quando eu estava aqui...
...quando eu estava desenvolvendo minhas teorias... e meus m�todos.
...estava aqui... todos eles.
- N�o, pare com isso, pare!
Pensavam que eu estava louco, mas eu consegui me curar.
Aqui estava eu... no meu cantinho... ...achavam que podiam me encontrar...
...sozinho nesse lugar sombrio...
...sem me importar com nada... ...nem ningu�m.
E eu consegui... - Gary!
- Eu quero que voc� n�o me entenda, Janet. Eu quero que voc� n�o me entenda!
...completamente...
- O que voc� vai fazer comigo?
- Eu amo muito voc�, Janet! - Eu amo voc� demais!
- Eu s� quero lhe dar um tempo para pensar sobre isso.
- Pensar sobre n�s.
- Gary, eu... estou apavorada... - Estou muito assustada.
Eu... eu...
- Eu n�o amo voc�!
- N�o, Gary, n�o!
- Gary, chega de torturas!
- Eu voltei, voltei para voc�, Junior! - N�o, voc� � apenas uma ilus�o!
- � ele, � o seu pai!
- O que aconteceu? - Tem mais algu�m l�?
- Certo, vamos, afastem-se todos.
- Voc� n�o viu... - N�o, n�o.
Os corpos do Dr. Schaeffer, de tr�s garotas e do Tim foram encontrados.
- Vamos continuar procurando. - Talvez eles ainda estejam vivos.
- Eles? - Me desculpe, eu quis dizer "ele".
- Com licen�a! - Certo, o que est� acontecendo?
- Est�o querendo falar com voc�. - Foram por ali.
- Como est� a sua filha!
- Jim, onde est� voc�?
- Por aqui. - De jeito nenhum!
- Sabe, Janet, eu estava pensando: voc� poderia trabalhar na escola da cidade.
Tenho certeza de que adorariam o servi�o de uma boa professora.
- Voc� pode at� n�o achar, mas esta � uma localidade muito pacata.
- Bem... agrade�o pelos seus esfor�os. - Muito obrigada, Ken.
- Mas acho que preciso encontrar um local mais calmo e pac�fico... bem mais.
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