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TRADU��O: CiCiNHA
Sincronia: Aufranc, Slevin, NaNNa, Play e CiCiNHA
- Isso � um duelo com bebidas? - Um jogo sujo.
Est� mais para "Verdade ou Consequ�ncia". Com pouca verdade.
E um grande blefe.
- Aos novos amigos! - �s novas experi�ncias!
�s mentiras e aos mentirosos!
A pessoa que come�ar contar� duas hist�rias verdadeiras e uma falsa.
E outra pessoa deve adivinhar, qual delas � mentira.
O que podemos ganhar?
Acho que...
O que gostaria de ganhar?
Sexo. Chad quer sexo.
E se perdemos? O que acontece?
Morte!
� algo trai�oeiro, pois meu ingl�s n�o � t�o bom.
N�o � uma brincadeira trai�oeira. N�o � trai�oeira de jeito nenhum.
Observe.
Agora a roleta rodando.
Voc� � meu, senhor corretor.
Duas verdades e uma mentira?
Verdade, verdade e mentira.
- Qualquer coisa que eu queira? - Qualquer coisa.
Quando estava na faculdade quase morri num acidente de carro.
Quase morri.
Certo! E...
- Ser� uma de suas verdades. - Devo come�ar?
- N�o, acho que Chad pegou a manha. - Tudo bem, entendi bem.
No Ensino M�dio paguei a uma garota pegar nos seios,
Segundo: ent�o pedi minha grana de volta.
- Que encantador! - A �ltima...
meu pau � grande como o de Ron Jeremy.
Essa � obviamente a mentira.
Sim, e sabem por qu�? Sabem por qu�?
Porque ele � maior, meu pau � maior que o do Ron Jeremy!
- Maior! - Incr�vel!
Quem � Ron Jeremy?
- Amigo, n�o saia do c�rculo! - Ningu�m sai do c�rculo, n�o � justo.
- Tudo certo? - Claro.
- Posso oferecer algo a voc�? - O banheiro?
No final do corredor, � esquerda.
Dana, estamos tentando jogar!
Acho que � a sua vez.
Mentiras e verdades... Verdades e mentiras.
Esses dois s�o 100% naturais.
N�o estou usando calcinha.
�ltima.
Matamos um garoto nessa casa quando t�nhamos 12 anos de idade.
Sem chance!
Ele est� enterrado aqui embaixo das t�buas no ch�o.
Qual delas � mentira, Chad?
O garoto!
Obviamente o garoto.
Meus seios s�o reais.
N�o estou usando calcinha.
Talvez devesse verificar, Chad.
N�o quer verificar?
Apenas tenha certeza.
O que foi isso?
Tem algu�m sob o ch�o?
O que aconteceu, Chad?
Qual delas � mentira?
Qual delas � mentira? Chad?
Dana! � sua vez, Dana!
Dana, � sua vez!
Dana, � sua vez!
Dana � sua vez de ser o homem.
Desculpe-me.
- Desculpe. - Est� estranha nos �ltimos dias.
Esse � o problema.
Dana, disse: "esse � o problema".
- Pode manter um segredo? - N�o.
Sabe que n�o consigo. Tudo bem, n�o me conte.
- Est�o mudando meus rem�dios. - Sim, est�o mudando.
- N�o sei. - Est� se sentindo diferente?
Minha mente, minha mente est� diferente. Est� clareando.
Dana! Dana! Dana!
Sven.
Sven, vamos.
Ou�a, o que quer que seja que ele queira conversar.
Ele quer falar conosco. E isso � uma coisa boa, certo?
- Paige? - E se ela teve algum tipo de...
N�o sei. Deteriora��o?
Talvez possamos ajudar. Oferecer algum tipo de conforto.
Traz�-la para vida e transar!
Senhoritas...
Doutor Calvin!
Lucy, pode me emprestar sua parceira? Existe algo que quero conversar com ela.
- N�o posso fazer isso. - O qu�?
Isso. N�o posso mais fazer.
Somos as amigas mais antigas dela, Paige.
Fora desse lugar somos as �nicas amigas dela.
Vamos!
Senhorita, desculpe mas n�o pode fumar nas instala��es.
Dane-se, ditador de merda.
Pronto. Satisfeito?
- Camiseta engra�ada. - Obrigada.
- Uma amiga me deu. - Tem uma amiga?
Ela vem na sua BMW toda quarta-feira � tarde.
Acho que tem uma queda por mim.
- � nova aqui? - N�o acho, estou aqui h� 6 meses.
Nunca a tinha visto antes. Sempre me lembro das mulheres bonitas.
Por que est� me espionando? � tudo que tem feito, entende?
Est� com aquele olhar que parece estar olhando atrav�s do seu rosto.
E tamb�m batendo papo furado.
- Desculpe-me. - Tudo bem.
Isso significa que s� falo de coisas importantes quando quero ser eu mesmo?
Mais ou menos.
Deixe-me fazer uma pergunta importante. Como tem se sentido?
- N�o teve mais sonhos? - Nenhuma palpita��o?
Lamento. Sei que est� apenas fazendo seu trabalho.
O que foi? O que quer me dizer?
L� est�o eles.
Droga! Oh, meu Deus!
Doutor Calvin?
Por favor traga uma cadeira de rodas.
Dana, tudo vai ficar bem.
- Doutor Calvin? - Uma cadeira de rodas, por favor!
- Ela est� bem? - O que est� acontecendo com ela?
Desculpe. N�o percebi que n�o eram daqui. Ela ficar� bem.
N�o costumo conversar sobre isso. Voc�s s�o o mais pr�ximo de fam�lia.
Acredito que Dana est� pronta pra ter alta.
- Ir embora? - Ela est� indo embora?
Naturalmente, � um grande passo, sempre � um grande avan�o, mas no caso de Dana.
Ela foi internada aqui t�o jovem,
que basicamente cresceu aqui. Ela precisar� de muito apoio l� fora.
O que o faz pensar que ela est� pronta?
Dana foi originalmente diagnosticada por sofrer de alucina��es bizarras.
Alucina��es bizarras?
Sempre soubemos que eram bem estranhas.
Dana, a princ�pio, acreditava verdadeiramente
que voc�s juntas haviam matado um garoto. Mas em termos leigos, bizarro.
Entretanto, na linguagem da psicologia,
n�o � considerado estranho por haver uma possibilidade de ter acontecido.
Quero dizer, de verdade.
N�o tenho certeza se entendi.
Existem pessoas aqui que acreditam que n�o tem os �rg�os internos.
Porque tiveram contato com extra-terrestres. Dana n�o � uma delas.
Entretanto, alucina��es s�o alucina��es e podem ser muito destrutivas.
O frequente remorso auto-infligido.
Particularmente quando era mais jovem, aquilo foi muito real.
Por sorte, com o passar do tempo, Dana encontrou um meio de...
voltar do que a maioria das pessoas n�o voltaria.
Para a normalidade.
- S�rio? - Sim.
Nos 4 anos que foi minha paciente, a vi fazer progressos surpreendentes.
E as alucina��es dela?
Ela reconhece o que eram. S�o apenas isso: alucina��es.
Na minha opini�o posso dizer com seguran�a, ela est� bem agora.
Uma pessoa completa.
- Completa? - Sim.
N�o existe mais fixa��o nas alucina��es. E nenhum tipo de alucina��o.
Mas sem os rem�dios, ela...
Nathalie!
Dana, toma com certeza, menos medica��o do que muitas pessoas l� fora.
N�o est� preocupado, que... quero dizer, ela est� aqui h� tanto tempo.
Como saber que ela vai conseguir sobreviver l� fora?
Com apoio constante de voc�s.
Algu�m se importa se eu fumar?
Est� �tima, Dana. Amei a camiseta.
Mudou seu cabelo?
Rem�dios ou algo assim?
Estou brincando. Deus, n�o notaram que era brincadeira?
Puxa vida, est�o t�o s�rias. Parecem duas crian�as.
- N�o somos crian�as. - Pois parecem.
Feliz anivers�rio, Dana!
V� em frente, abra.
N�o sabia o que comprar, mas disseram que est� tendo li��es de tango esse ano.
- Dan�ando com o Dr. Calvin, sem d�vida. - Nathalie!
O que foi? N�o dan�aria com ele? Eu dan�aria.
Dan�aria sendo m�dico ou n�o.
Tamb�m transaria com ele. Deixaria ele enlouquecido.
Nathalie!
E Dana tamb�m. Certo?
Se ele desse uma oportunidade. Oh, meu Deus!
- J� transou com ele. - Nath, pare com isso!
N�o pode apenas...
Voc� est� bem, Dana?
N�o a trate como um beb�. Ela n�o � uma porcaria de retardada.
Dana n�o se importa. Se importa, Dana?
Sabe que sou assim.
Est� recebendo alta.
- Acha que vai viver bem sozinha? - N�o sei sobre o que conversaram.
Doutor Calvin, parece achar que voc� est� pronta...
- Ele acha que estou pronta. - Mas se sente pronta?
Pra onde iria? N�o de volta pra casa.
Lembra-se como costum�vamos brincar l�?
E aquele garoto com o olho assustador...
Qual era o nome dele?
Mickey? Nicky? Falei pra voc� que o vi na cidade?
Acredita nisso?
Isso deve ter sido h� 6 meses.
N�o o teria reconhecido, exceto pelo olho.
N�o vi motivo pra parar, apenas continuei dirigindo.
Falando nisso...
Trouxe algo pra voc�. N�o tive tempo de embrulhar.
� uma hist�ria �tima, sobre um cara que mata algu�m e enlouquece de remorso.
Aquilo era realmente necess�rio?
"Lembra-se como costum�vamos nos divertir"?'
Entre no carro, Paige.
E o garoto? O garoto com o olho assustador?
Entre no carro!
N�o quer que ela fique boa. N�o quer que ela saia desse lugar.
Aqui � onde ela est� em seguran�a, Paige.
Segura do qu�? Voc�?
Escutou o m�dico? Ela est� bem novamente, Nathalie.
Esperan�a!
Levaram 12 anos para as cicatrizes dela serem curadas.
Curadas? Nada est� curado.
Ela apenas ficou esperta.
Eu quero um beijo.
Lamento muito, Nicky! Lamento tanto!
Dana?
Venha me encontrar.
Feliz anivers�rio, Nathalie!
- Eu vi, vi o corpo! - Voc� sabe, onde estou.
Vi o corpo! Nicky est� morto! Voc� o matou!
Matamos um garoto nessa casa quando t�nhamos 12 anos de idade.
Dana?
Dana?
Dana?
Bati, voc� est� bem?
Sim.
Lucy disse, que passou o dia todo aqui.
Est� nevando.
Sim, estava nevando, mas j� parou agora.
- Nathalie disse algo pra mim. - O que ela disse?
- Que o viu. - Quem?
Nicky. O garoto.
- Claro que � um homem agora. - Isso � interessante.
Isso � bom. � uma coisa boa.
Acho que depois de tudo, n�o o escondemos embaixo das t�buas do ch�o.
Sentirei saudade desse lugar.
- Enquanto foi muito feliz. - Nem sempre.
- � por isso que est� acontecendo isso? - Isso?
Vivendo. Mudando sua vida?
Dana, se n�o achasse que est� pronta, n�o estaria pressionando.
- Pressionando pra que eu v� embora? - Sei que n�o acha isso.
Espero que n�o ache.
Estou orgulhoso de voc�, orgulhoso do que conseguiu fazer.
- Parece um professor falando. - Bem, eu sou, um tipo...
Achei que era meu amigo.
Aqui dentro sou sempre um m�dico.
E l� fora?
L� fora sou um f� do Red Sox.
E reciclo pl�stico, papel e vidro; tenho um cachorro. Dirijo um Volvo.
Tenho uma bateria no meu por�o que n�o toco acho que h� 10 anos,
O que possivelmente faz de mim um ex-baterista.
- Tantas coisas. - � como as coisas s�o l� fora.
Pode ser o que pensar, onde pode ser o que quiser.
- N�o se torne uma estranha. - N�o me tornarei.
Qualquer coisa que precise, mesmo que seja s� conversar. Me ligue, ok?
Tem todos os telefones de contato, da agenda sobre a qual falamos?
Muito bem protegida, a protegeremos at� a morte!
- Dana, est� feliz em sair de l�? - Sim.
Estamos muito felizes, n�o � Nathalie?
- Como est� a casa? - Est� boa, meio fora de moda.
Sairia muito caro. Mas se conseguimos vend�-la.
- Algu�m quer pegar um filme? - Cozinhar algo especial?
Os bolos de l� s�o maravilhosos.
Sinta-se a vontade.
Tem seu pr�prio quarto aqui, pelo tempo que quiser, ok?
Est�o t�o... nem sei dizer o quanto estou feliz por voc� estar aqui.
N�s duas, certo Nathalie?
Preparei algo para o jantar. Por que n�o vai se lavar?
Ela s� escolhe caras t�midos e quietos. E acaba se apaixonando...
- Silenciosamente. - Eles s� s�o quietos perto de voc�.
Isso � besteira, sabe disso! Se n�o podem falar comigo v�o falar com quem?
Geoffrey n�o era quieto.
- Geoffrey era gentil. - Geoffrey era gay.
Ele era, apenas n�o sabia ainda. Falava sobre tecidos o tempo todo.
- Ele era decorador de interiores. - E totalmente gay, Dana.
Palet�s de veludo, sempre cheio de hidratante e t�o sens�vel, querida.
- T�o preocupado... - Parece legal.
Legal?
O que sabe sobre isso?
- O que sabe sobre gentileza? - Nathalie!
Estou curiosa, quero dizer.
Como isso funcionava no hospital?
Existe alguma...
Voc� j�... fez aquilo?
Nathalie, pare com isso!
O que � isso? "Verdade, verdade, mentira"?
Se agrad�-la...
- Se quiser. - N�s n�o queremos.
N�s n�o queremos!
Preto fica muito bem em voc�.
E sem maquiagem.
Ou talvez...
s� um pouco de brilho labial.
Voc� ser� ardente, pra cacete.
Dana?
Dana?
Tudo bem?
E uma das minhas prediletas foi quando Paige comeu muito algod�o doce,
no parque e vomitou da roda gigante, na cabe�a de todos.
- Isso � t�o injusto, Nathalie. - Eu lembro disso!
A galera foi se lavar no lago.
E o chamaram de Paige o ver�o todo.
Puxa vida!
- N�o acha que � um pouco... - curta?
- Suponho que tenha pernas... - Ela tem pernas lindas.
� como se vestir de "madame". Lembra-se quando brinc�vamos de "madames"?
Tudo que precisa agora s�o luvas brancas.
N�o sai! Tire isso daqui!
O que quer dizer com se foi?
Ela foi embora, Nathalie, todas as coisas dela sumiram!
Fui at� a loja, voltei aqui, n�o tem nada!
- Est� dizendo que ela foi embora? - N�o sei, pode ter tomado um t�xi.
Onde diabos ela iria num t�xi?
Obrigada.
- M�e, me contaria uma hist�ria? - Claro, minha princesa.
- M�e, penteia meu cabelo? - Em um minuto.
- Amo voc�, mam�e. - Tamb�m amo voc�.
- Onde ela est�? - Lamento muito, garota.
- Onde est� minha m�e? - N�o sei onde ela est�.
N�o minta. Pare de mentir pra mim!
Sei que ela quer falar com voc�. Mas ou�a, querida.
N�o sei quando ela volta, ok?
N�o v� embora, papai! Por favor n�o v�!
Querida, ou�a, j� falamos sobre isso. Estarei de volta em duas semanas.
Por que tem que ir?
Voc� � uma menina crescida. Vai ficar bem.
Algu�m da ag�ncia de bab�s estar� aqui hoje � noite.
- Ficar� bem. - N�o ficarei bem, tenho medo.
Por favor, n�o me deixe!
Por favor, n�o me deixe!
N�o chore.
N�o chore!
Tudo vai ficar bem! Voc� ver�.
- Dana? - Doutor Calvin?
- Onde voc� est�? - Aqui, em casa.
- Em casa? - Na minha casa.
- Achei que ia ficar na casa da Paige. - Ela ligou pra voc�?
Sim, ligou. Ela est� preocupada.
Quer ter certeza de que estou tomando meus rem�dios?
Desculpe, sei � seu trabalho. E pra sua informa��o estou tomando.
Bom! Isso � ser forte Dana, n�o fraca. N�o � seu inimigo, conduzindo-a pra dor.
- Ou ela. - Como disse?
Meu inimigo, talvez seja uma inimiga.
- A casa ainda � habit�vel? - Cuidaram dela de um jeito peculiar.
Estarei a base de cereais por uma dia ou dois, mas...
- Teria telefonado? - Como disse?
Teria telefonado se Paige n�o tivesse ligado pra voc�?
Claro!
- Claro! - Vir� dar uma passada aqui essa noite?
- Desculpe-me. - Talvez amanh�.
- Ok, amanh�. - Certo ent�o.
- Boa noite, Dana. - Boa noite, Dr. Calvin.
- Dana? - Sim?
Pode me chamar de Anthony, Dr. Calvin, pra mim � meu pai.
Claro.
Boa noite, Anthony.
Boa noite, Dana!
O cara se chama Nicky. Parece um ladr�ozinho.
- Por que ele est� aqui, ent�o? - Est� ajudando a podar as �rvores.
O que h� de errado com o olho dele?
� um olho de raio-X. Ele pode ver atrav�s de sua roupa.
Dana!
- Claudia a mataria se o deixasse entrar. - Claudia foi embora.
- Sua mentirosa. - � verdade!
Mentirosa!
E agora? Est� sozinha aqui em seu pr�prio anivers�rio?
N�o sabe que � rude ficar encarando?
Especialmente, quando se tem um olho que parece uma aberra��o.
O que aconteceu com voc�?
Tenho catarata.
- O que ele disse? - Que tem catarata.
O que faremos com voc�?
Dana! Venha me achar!
Vamos jogar!
- Que tipo de jogo? - O jogo da adivinha��o.
Cada uma fala uma vez, sobre si mesma.
Duas verdades e uma mentira.
E voc� ter� que adivinhar qual � qual.
Qual � o qu�?
Qual � a verdade, e qual � a mentira.
Qual � a mentira!
Dana!
Cada uma fala uma vez, sobre si mesma.
E voc� ter� que adivinhar qual � qual.
E se eu acertar sobre a mentira, o que ganho?
- O que voc� quer? - Quero um beijo.
Tudo bem.
Mas se voc� errar, ter� que pagar uma prenda.
- Pagar uma prenda? - Um pre�o.
Como a sua cabe�a, por exemplo...
numa bandeja.
Primeiro: eu uso shampoo de ma��.
Segundo... tenho uma pinta,
num lugar muito interessante.
Sim, muito interessante.
E por �ltimo...
acabo de tirar minha calcinha!
- A �ltima. - N�o consigo ouvi-lo.
A �ltima � a mentira.
- Agora para pagar a prenda. - Amarrem-no! Amarrem-no!
Ele n�o conseguiu ver eu tirando a calcinha. Paige?
- Dana? - N�o gosto desse jogo!
Mentiras e verdades... Verdades e mentiras.
- O que � isso? - Escolha sua arma.
- N�o vou brincar com isso. - Quero o candelabro.
A Srta. Scarlett quer o candelabro. E voc� Srta. Peacock?
- Nathalie n�o atrapalhe. - Disse que n�o vamos...
Estou dizendo que n�o vamos jogar esse jogo!
- E voc� ser� o Zorro? - O que far�, cortar minha cabe�a fora?
N�o, sua l�ngua. Irei cortar fora sua l�ngua.
Qual o problema, Nicky? Est� com medo?
Voc� � maluca!
- Mostre-me sua l�ngua! - Nathalie, pare com isso.
Pegarei essa faca... E cortarei seu cabelo.
Mostre-me... sua l�ngua!
Dana!
Dana! Dana?
Meu Deus! Que diabos est� fazendo?
- Dana? - Tomando um banho!
Estava tomando um banho!
N�o atende ao telefone. N�o atende � porta.
- O que est� fazendo aqui? - Est�vamos preocupadas, Dana.
Disse que a princ�pio ficaria na casa de Paige.
Ent�o desapareceu, descobrimos que voltou pra essa casa. Sem saber em que estado.
Est�vamos preocupadas, Dana.
Achamos que poderia...
tentar novamente.
O qu�?
- Como conseguiu entrar? - Quebrei uma janela.
- Quebrou uma janela? - Como acha que conseguiria entrar?
Qual janela?
- Dana, voc� est� bem? - N�o sei, acabam de invadir minha casa.
Desculpe-me. Est�vamos, realmente, com medo.
Est� frio aqui. A calefa��o n�o est� funcionando?
N�o sei, n�o fui ao por�o ainda.
- Quer que eu d� uma olhada? - Sim, obrigada.
Para felizes regressos ao lar!
Se eu n�o voltar em 30 minutos, chamem a pol�cia.
Voc� desapareceu do nada.
- Dana? - Sinto muito.
- Apenas sabia... - Sabia o qu�?
Sabia que tinha que voltar pra c�.
� minha casa, Paige. � tudo que tenho.
Acho que precisa de n�s pra cuidar de voc�.
N�o preciso que cuidem de mim.
Somos suas �nicas amigas, Dana.
Puxa! Parece que ningu�m vai l� h� s�culos. Vi uma aranha desse tamanho!
- Que se dane isso, vamos. - O qu�?
N�o temos raz�o pra ficarmos congelando aqui. Vamos nos divertir.
O cara me seguiu pra pedir meu telefone.
Bem vinda a divers�o fora da ala psiqui�trica!
- O que vamos beber? - Cosmo!
- Tr�s Cosmos. - Aqui � �rea de n�o fumantes, ok?
Desculpe, n�o sabia.
- Nova regra, de cerca de 6 anos atr�s. - Por que algu�m n�o a obedeceu, ent�o?
- A n�s as tr�s garotas! - A n�s!
Vamos fazer um brinde � divers�o fora da ala psiqui�trica.
Se � obsessivo compulsivo, aperte o 1 e cancele,
aperte o 1 e cancele, aperte o 1 e cancele...
Se tem m�ltiplas personalidades, aperte, 3, 4, 5 e 6.
Se voc� � um paran�ico...
sabemos quem voc� �, h� um lugar no c�u.
S� mais uma!
Se � esquizofr�nico, ou�a com cuidado... uma voz dir� o que fazer.
- Obrigado pelas piadas! - De nada!
- Sou Shawn. - Sou Martin.
Sou Dana.
- Prazer em conhec�-la. - Venham aqui, rapazes.
Tenho que fazer pipi!
- Vai com ela? - O qu�? Ela est� bem.
Ol�!
Sou Anthony!
- Qual seu nome? - Dana!
Anthony?
� f� do Red Sox?
N�o!
Vi voc� dan�ando l� dentro! Mostrou como se deve mexer!
� bem assim!
Estou aprendendo a dan�ar tango!
� uma dan�a de Buenos Aires. Coloque suas m�os na minha cintura.
- Onde estamos indo? - Aqui fora, vamos!
Falei que tinha muito mais aqui fora.
Por que n�o me mostra aquele movimento de novo?
Mesmo? Aquele assim?
- Por que est� vindo t�o perto? - N�o!
N�o vai errar?
Tem certeza de que n�o vai errar?
Dan�a maravilhosa.
- Est� gostando. - Sim.
Algo est� errado. Vou dar uma olhada na Dana.
N�o! Pare! por favor, n�o!
Me largue!
Pare, saia de cima de mim!
Saia de cima de mim! N�o! Fique longe de mim!
- Saia de cima dela! - Essa maluca!
Saia de cima dela, cara!
O que est� acontecendo? Vai com calma!
L�sbica filha da m�e!
Est�o bem?
Vamos voltar pra dentro.
- Isso � pra voc� melhorar. - Voc� est� bem querida?
� claro que ela est� bem. N�o deveria ter bebido.
Talvez seja melhor voltarmos pra casa.
- Quer ir pra casa, Dana? - N�o.
� isso a� garota!
- N�o quero voltar. - Ent�o n�o voltaremos.
- Ningu�m vai a lugar nenhum. - N�o posso voltar.
N�o posso voltar para aquele lugar.
N�o vai voltar, Dana. Est� melhor agora.
N�o sei, ainda penso sobre aquilo.
- Aquele dia? - Aquele dia, perdemos algo aqui?
Shawn, poderia trazer cigarros pra mim, por favor?
- Pra voc�, quase tudo. - Obrigada.
Tchau, Shawn! E n�o esque�a os cigarros!
Voc� tamb�m vai.
No come�o, pensava nisso o tempo todo.
Nada al�m do garoto.
Mas com o passar do tempo e com a terapia. Era mais do jogo que lembrava.
O jogo que jogamos?
E tenho esses sonhos.
- Voc�s est�o neles. - E jogamos o jogo?
E o que acontece?
O que acontece, Dana?
Dana n�o quer falar sobre isso.
Mas talvez dev�ssemos?
Encarar os dem�nios. Um tipo de terapia.
- Podemos jogar agora! - Ficou louca?
Com esses idiotas.
- Vamos. Ser� divertido. - Sim.
Esqueceu meu nome?
- J� lembrei. - Sou Shawn!
Ele � Shawn.
Que lugar legal!
Lugar irado! Irado!
Marty, olhe isso. Olhe o brilho disso.
Quadros de garotas nuas. Com vaginas!
- Seus copos. - Obrigado.
- De onde se conhecem? - H� muito tempo.
Quer um pouco.
- Bom. - Esse veneno!
Pelos velhos tempos!
- Como � bom estar de volta. - Onde esteve?
- Por t�-la de volta. - Ao mundo!
Podemos come�ar a jogar.
O qu�?
Sente-se.
- Qual � o jogo? - Voc� ver�.
- Que tipo de jogo � esse? - � como "Verdade ou consequ�ncia".
Costum�vamos jogar quando �ramos crian�as. � �timo ter novos jogadores.
- O nome do jogo �: - "verdade, verdade, mentira".
Apenas observe.
E a faca escolheu, Paige!
- Pobrezinha da Paige! - Sim, est�o acabando as roupas.
- Tem que ser sobre sexo? - Deve ser sobre sexo.
- Estamos na rodada sobre sexo do jogo. - Rodada sobre sexo do jogo.
Nunca tive um orgasmo com um homem.
- Querida, isso n�o pode ser verdade! - Algo que voc�s precisam aprender.
Segundo...
segundo...
Nunca fiz sexo com uma mulher.
E minha �ltima verdade... ou mentira, depende se for verdade ou n�o.
Eu gosto de verdade...
de homens...
- Sabem o qu�... - P�nis.
Fa�a-a parar, algu�m a fa�a parar! Estou pegando fogo!
Sempre gostei, desde que era uma adolescente.
Colocava minha m�os nas cal�as deles e esfregava nele.
Era sempre uma maneira de me deixar excitada.
- Eu te amo. - Martin, sua vez.
- N�o sei. - N�o saber n�o � uma op��o.
A segunda, aquilo sobre beijar garotas?
- Errado. - N�o.
- D�-me sua m�o. - N�o.
Primeiro, colei meu traseiro com super bonder h� 3 anos.
Segundo.
Meu pai tem os dedos mais grossos que voc�s jamais viram.
E terceiro...
tive minha primeira experi�ncia sexual quando tinha 14 anos.
Que idade tinha o c�o?
Podem ir tirando, garotas!
Que incr�vel voc� �.
N�o tem jeito de voc� ter sido sexualmente precoce.
Tudo bem, tinha 16 anos.
Estava na cara que ele ia perder.
O que acha de um daqueles sucos de ma��?
E mandarei ele tomar.
Como vou trabalhar no escrit�rio do Correio amarrado depois de 14 anos?
Ou algu�m pode me soltar? Isso seria �timo.
- Claro. - N�o!
- Tem que fazer por merecer, sua sa�da. - Merecer?
- Conte mentiras melhores, bund�o. - Conte mentiras melhores.
Voc�s a ouviram?
Homens, s�o t�o transparentes.
- S�rio? - N�o preciso nem olhar nos seus olhos.
Talvez n�o gostemos de mentir? Pensou nisso?
Somos mais honestos que voc�. Mais fortes.
- Pronto para pagar o pre�o? - Claro que sim.
- D�-me a faca. - O qu�?
Voc� me ouviu.
A menos que esteja com medo, senhor honesto e forte.
Pessoa melhor. Talvez tenha deixado suas bolas na mesa de sinuca?
Vai me pagar por isso.
L�mina afiada.
- Faca. - O que far�, cortar minha cabe�a fora?
- N�o fa�a isso, cara. - N�o, quero que ela fa�a.
Quero mostrar a ela o que significa, ter bolas.
Mostre-me.
Que saco! Me solte e vamos dar o fora daqui.
L�mina afiada.
L�mina.
Mostre sua l�ngua!
N�o!
Imposs�vel dizer n�o.
- N�o! - Voc� est� bem?
Nos �ltimos 12 anos estive num hospital psiqui�trico.
N�o � da sua conta.
Por muito tempo a �nica maneira que me fazia sentir viva, era me cortando.
Dana, por favor...
- Tinha, talvez, 14 anos. - Vamos dar o fora.
A �nica coisa que parecia real era a dor.
- Shawn, vamos dar o fora. - Cale a boca!
Quando descobriram, me trataram com terapia de choque.
Eles sabiam que era um tipo diferente de dor, � claro.
- Cale a boca. - N�o quero ouvir isso, cara!
Essas s�o duas de tr�s coisas. Existe mais uma coisa.
N�s matamos um garoto. Eu, Nathalie e Paige.
Batemos nele at� mat�-lo!
- Dana! - Deixe-a ir!
- Gostou?. - O qu�?
Saia de cima de mim!
- Vamos fazer de novo? - Saia de perto de mim!
Saia daqui, de o fora da minha casa! Fora!
V� embora, caramba!
Nicky, est� furioso com voc�.
N�s o vimos. Ele disse que vai contar pra pol�cia.
O que fez com ele? Onde ele est�?
- Eu disse a voc�, ele foi embora. - O que fez com ele?
Onde ele est�?
- O que fez? Onde ele est�? - Quer mesmo saber?
Quer mesmo saber? O que voc� acha, Dana?
Colocamos o corpo dele embaixo das t�buas do assoalho.
O escondemos embaixo das t�buas do assoalho.
Por que n�o acredita em mim?
N�o h� nada l�!
N�o h� nada l�!
N�o h� nada l�! Deus! N�o h� nada l�!
Dana!
Dana!
Sou eu, Dr. Calvin!
Dana!
Dana?
Dana?
Dana!
Oh, meu Deus!
Dana! Dana! Acorde. Acorde, sou eu!
- Voc� veio? Anthony? - Que diabos aconteceu aqui, hein?
Que horas s�o?
Talvez eu estivesse errado.
- N�o. - Talvez tenhamos agido r�pido demais.
Estou bem. Tudo isso est� certo.
Como pode dizer isso, Dana? Olhe pra esse lugar!
Achei que tinha dito que ia ficar com suas amigas.
O que foi?
Voc� � meu amigo.
� essa casa, voc� tem que seguir sua vida, tem que deixar isso pra tr�s.
Isso seria estar fugindo.
Tinha que confrontar essa coisa eu mesma.
Que coisa? N�o entendo. A coisa embaixo das t�buas do assoalho?
Sim. N�o existe nada sob as t�buas do assoalho!
N�o h� nada l�! Nenhum corpo. Nenhum Nicky. Nada.
Nada.
N�o sou louca.
Sabe disso, n�o sabe?
- Ok, sou um pouco... - O qu�? Obsessiva?
Claro, extremamente. Apaixonada e viva.
Isso vai parecer loucura, mas
tudo que aconteceu ontem � noite, tudo foi realmente bom pra mim.
Sinto como se tivesse rompido com algo.
N�o duvido!
Certo.
Sabe...
Realmente fui sincera no que disse. Sobre ser meu �nico amigo Anthony.
Voc� �.
� claro que sou seu amigo.
- Mas tamb�m sou... - N�o, � o �nico que acredita em mim.
Na pessoa que posso me tornar.
- N�o! N�o! Desculpe-me! - N�o pe�a desculpas!
N�o sou mais sua paciente!
- Sei que quer, sei que me deseja! - N�o! N�o � voc�...
� errado.
- � errado! - Por qu�?
Deus!
Os pais dela desistiram quando perceberam que ela precisava de aten��o.
Ela � fraca. Ela � louca.
� por isso que ela � do jeito que �.
N�o pelo que sabe, ou n�o sabe.
Seria mais forte, se soubesse a verdade.
Se explicarmos...
Querida Paige...
Voc� � minha �nica amiga de verdade, sabia disso?
Vamos contar a ela, Nathalie.
N�s a abra�amos, a olhamos nos olhos e contamos a ela.
Vamos passar por isso juntas, ok?
- Clube da Luluzinha? - Clube da Luluzinha.
Tem certeza de que quer fazer isso?
Oh, meu Deus!
Dana? dana, somos n�s!
Dana?
Dana?
Nathalie, olhe.
- Acha que ela est� bem? - N�o sei.
Oi!
Desculpem, assustei voc�s?
- Dana, o que aconteceu aqui? - Est� fazendo uma reforma?
Posso dizer que sim.
Querem beber algo?
� engra�ado, no meu sonho...
Nos sonhos que tive naquele lugar.
Sempre havia fogo na lareira.
Acho que pode ter certeza de que isso n�o � um sonho.
N�o, sei que estou acordada.
Al�m do que, em meus sonhos, sempre havia homens.
- Seu m�dico sexy? - Anthony, n�o � mais meu m�dico.
- O que ele fez? - N�o sei.
Meu amigo, espero.
Dana!
Tem algo que queremos contar pra voc�.
N�s n�o...
Paige?
N�o vou pra pris�o por causa dela.
Ou por voc�.
Pegue o candelabro.
Disse pra pegar o candelabro!
Limpe-o.
Limpe na sua camiseta!
N�o o sangue. Apenas deixe suas digitais.
Agora segure com for�a nele.
Largue-o.
Largue-o.
N�o a toque! Falei pra n�o toc�-la, que droga!
Se interessa pra voc�, ela est� morta.
Mexa-se. Ir� tomar um banho agora.
� quando vai se matar.
Que droga!
O que est� fazendo? Procurando o corpo?
Corpo?
Abaixe a arma, Dana!
- Onde ele est�? - Abaixe a arma!
Onde est� Nicky?
Ele fala com voc� tamb�m?
Pode ouvi-lo?
Pode ouvir o cora��o dele?
Est� tudo bem, Dana.
Est� tudo bem. Tudo vai ficar bem, vou cuidar de voc�.
Tudo vai ficar bem.
Apenas me d� a arma.
Apenas me d� a arma.
Onde ele est�?
Onde est� Nicky?
Ele est� no por�o.
Mostre-me!
Mostre-me!
Foi voc�! Foi voc� que bateu nele primeiro, Dana!
Ele foi pra cima de voc� e voc� o bateu. Bateu na cabe�a dele
Bateu na cabe�a dele!
- Abra. - N�o...
Abra!
Acenda.
Agora, me mostre!
Ele est�...
Ele est� l�.
Queimamos o corpo.
� mentira. N�o funciona.
N�o estava ao menos ligada.
O corpo, as coisas, queimamos tudo.
Me encontre!
Abra a porta!
Mostre-me.
- N�o tem nada, � tudo poeira! - Mostre pra mim!
Mostre pra mim!
Nunca ter�amos tocado nele se n�o fosse por voc�, Dana!
Voc� � uma mentirosa.
Bateu nele e perdeu o controle! Est�vamos tentando salv�-la!
- Mentirosa! - Culpe a mim, era uma crian�a.
Entre a�! Entre!
Entre a�!
Cave!
Est�vamos tentando salv�-la, Dana!
Defendemos voc�, e Paige enfiou a tesoura no pesco�o dele.
Ele estava sangrando, n�o parava de sangrar.
- Est�vamos tentando salv�-la! - Cave!
Eu sabia.
Eu sabia. Eu sempre soube!
Fizemos isso por voc�.
12 anos?
Por 12 anos eu tive que pensar que era louca!
Sabia que n�o tinha nada de errado comigo! E realmente n�o tinha!
- N�o v� a pol�cia? - N�o tem nada a ver a pol�cia.
Mas eles descobrir�o sobre Paige.
- N�o. - Paige...
Voc� est� maluca, nunca aconteceu nada.
Nunca aconteceu nada!
N�o! N�o!
Dana!
Dana?
Dana?
Dana, por favor, volte! Dana!
Esse ser� nosso segredo! Prometo nunca contar nada pra ningu�m!
Dana?
Dana!
Dana!
Dana!
Dana, por favor!
Dana, volte!
Tradu��o: CiCiNHA
Sincronia: Aufranc, Slevin, NaNNa, Play e CiCiNHA
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