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NOITE TENEBROSA
A Estrela de Rod�sia
� um dos mais famosos
tesouros do mundo.
O primeiro a toca-la foi
um humilde garimpeiro.
Teria sido melhor
que nunca tivesse sido encontrada.
Todos aqueles que a possu�am.
Morriam de forma repentina e violenta.
Nossa hist�ria come�a em Londres.
Ao som dos sinos.
Abaixo da Tower Bridge
h� uma loja chamada Mock e Filho.
S�o fabricantes de caix�es.
Fiz um �timo trabalho se me permite.
Voc� est� seguro de que
estar� na funer�ria em tempo?
Claro.
O Expresso para a Esc�cia parte da esta��o Uston
hoje a noite, �s 7:30.
Isso deixa muito pouco tempo
para preparar o corpo.
Sua m�e n�o �?
Sim.
Vai lev�-la para a Esc�cia?
Sim, Edimburgo,
sua casa.
Obrigado.
� muito incomodo
viajar de trem...
n�o �?
Cai fora.
V� terminar o seu servi�o.
Sinto muito.
Sr. Holmes.
Ol�.
Estava com medo de que o Sr. N�o chegasse a tempo.
Eu estava estudando os rostos dos nossos companheiros de viagem.
� um passatempo fascinante
e as vezes muito esclarecedor.
Presumo que a Sra. Margaret j� esteja a bordo.
Oh, sim, a mam�e o espera.
Reservei cabines
para o senhor e para o seu amigo Dr. Watson.
Fica neste vag�o.
Em frente ao vag�o de bagagens.
No vag�o de assentos?
Sim, os vag�es leitos est�o todos ocupados.
Mam�e n�o estava interessada no leito
mas sim em chegar em Edimburgo.
N�o deve ter sido dif�cil
convenc�-la a viajar neste vag�o.
Isso mesmo.
Eles aceitam passageiros adicionais.
Entendi.
Permita-me dizer que foi muita gentileza sua ter vindo
considerando-se que
mantive tudo em segredo.
Caro Sr. Carstairs.
N�o precisava ter mantido segredo.
Eu j� sabia.
Sabia que a minha m�e insistiu em trazer.
A Estrela de Rod�sia para Londres?
Sim, e da tentativa...
de roubo ocorrida aqui.
A Scotland Yard lhe contou isto?
Oh, meu querido Sr. Carstairs.
O fato da sua m�e possuir o famoso diamante.
� de conhecimento de todos.
Ela foi a Londres...
a uma recep��o no Pal�cio de Buckingham com o diamante.
Voc� quer que eu os acompanhe at� Edimburgo...
pois j� devem ter planejado outra tentativa de roubo
enquanto estavam aqui em Londres.
Parece simples da maneira em que colocou, Sr Homes.
Obrigado Se n�o se importar...
ficarei esperando meu amigo Dr. Watson.
N�o sei porque est� demorando.
Mam�e e eu esperaremos pelo senhor.
- Posso levar? - Sim, � muito gentil, obrigado.
- Estamos na cabine E. - Est� bem.
A passagem por favor.
� neste vag�o.
Veja quem est� aqui, o inspetor Lestrade!
Oh, ol� Sr. Homes!
- Vai viajar? Pescar? - Estou de folga.
Isso � muito bom.
- Truta? - O que? Ah, sim sim.
Varas grandes para trutas, voc� n�o acha?
Talvez sejam para salm�o?
Na verdade estou indo para descansar.
Na verdade est� indo para trabalhar para a Scotland Yard, n�o �?
Acho que este � o vag�o certo.
Neste caso cuidaremos do excesso de bagagem, senhor.
- Entendo. - Ele vai levar a sua bagagem.
Eu mesmo carrego esta, se n�o se importar.
Pronto para embarcar, Sr.?
- S�o 19:30? - Sempre partimos no hor�rio.
Cuidado com a cabe�a, senhor
Watson!
Estou chegando, Holmes!
Watson!
Espere, estou chegando!
- Desculpe. - Acho bom!
Obrigado.
Obrigado pela ajuda.
Watson, n�o est� um pouco fora de forma para esse tipo de coisa?
Bobagem, � o peso ideal para algu�m da minha idade.
Encontrei um antigo amigo, Duncan Bleek.
Major do 4� regimento Indiano.
Major Duncan Bleek, esse � Sherlock Holmes.
- Como vai? - � um prazer.
Ouvi muito falar do Senhor.
- �ndia? - Sou aposentado h� 15 anos.
Est�vamos falando da �ndia.
N�o percebemos que j� estava tarde.
O dia demora a escurecer hoje em dia e...
- quase perdemos o trem. - Sim, eu percebi.
- Aqui, senhor. - Obrigado.
Doutor, aceita um copo de whisky com soda...
- antes do Jantar? - � uma boa id�ia.
O que est� acontecendo, Holmes?
J� ouviu falar do famoso diamante.
Da Sra. Margaret Carstairs, a estrela de Rod�sia?
Li algo a respeito na semana passada...
sobre uma senhora em Londres usando uma bugiganga...
- Foi isso Holmes? - Sim, isso mesmo.
Ela est� neste trem, por isso estamos aqui.
Para que essa " bugiganga", como voc� disse...
volte em seguran�a para o seu cofre em Edimburgo.
Me parece... Desculpe.
Me parece um trabalho para a pol�cia.
� a� que se engana, meu caro.
A primeira tentativa de roubo em Londres...
n�o foi bem sucedida.
� bem prov�vel que uma segunda tentativa ocorra neste trem.
Por que acha isso?
Quem planejou a primeira, n�o aceitou a derrota
e n�o medir� esfor�os para obter sucesso na segunda.
Parece coisa de Lestrade.
- Lestrade est� neste trem. - Est�?
Fazendo uma �tima imita��o de Isaac Walton.
Com licen�a, senhores.
Entre, Sr. Homes.
- Meu amigo, Dr. Watson. - Como vai?
Achei melhor contratar o Sr. Holmes.
Depois do que aconteceu em Londres.
Sei que o senhor � muito eficiente.
Mas n�o julgo necess�ria a presen�a de um policial.
Policial?
H� quanto tempo possui a estrela de Rod�sia, Sra. Margaret?
H� 25 anos.
Sei que pode parecer estranho, mas nunca vi o diamante.
Acho que n�o haver� problemas.
J� que estamos pagando para proteg�-lo.
- Mam�e!- - Sim?
- Posso? - Por favor.
Obrigado.
- Nossa! - Que pedra incr�vel!
Meu marido me deu em nosso anivers�rio de 50 anos.
423 quilates, certo?
O diamante original tinha mais de 700 quilates.
� mesmo?
Seu pai mandou cortar. � menos pomposo.
Pomposo? � do tamanho de uma cabe�a de pato.
Por favor, Watson.
Obrigado, Sra. Margaret, seremos os mais discretos poss�veis.
Isso seria uma novidade em um policial.
Pode nos dizer onde fica o nosso vag�o?
Desculpe, Sr. Holmes.
Obrigado. Sra. Margaret.
- Boa noite. - Boa noite.
Boa noite.
Impertinente, ela nos chamou de policiais!
- Qual � o problema em ser policial? - Oh, ol� Lestrade.
Onde est� indo?
O inspetor est� indo para a Esc�cia para pescar salm�o.
S�rio? A temporada de pesca s� come�a em um m�s.
Mas voc� n�o saberia disso, saberia?
- Quem disse que vou pescar salm�o? - Quem? Ele.
Com licen�a, por favor.
- Pol�cia. - Pol�cia?
Aqui?
- No trem? - Scotland Yard, eu ouvi.
Eu lhe avisei.
- Sr. Holmes? - Sim.
Por aqui por favor.
Ol�, Holmes.
Experimente este molho curry, est� delicioso.
Uma torta de carne e rum por favor.
SUGIRO QUE PARE AGORA SR. HOLMES
� claro que o curry de Bengala n�o se compara ao de Madras.
� a qualidade do carneiro que faz a diferen�a, n�o acham?
A carne n�o � importante, � o tempero que faz a diferen�a.
N�o concorda comigo, Holmes?
O qu�?
Estamos falando de curry. Curry? Sim, � horr�vel.
� mesmo?
A carne de um homem pode ser o veneno de outro.
S�o dois lugares, gar�om. Meu filho estar� aqui em breve.
Ainda insisto que o arroz silvestre n�o polido...
faz muita diferen�a para um bom curry.
Eu ainda n�o concordo.
- Cuide disso para mim, Watson. - Pode deixar, caro amigo.
Esse � um deles.
O jovem Cartairs est� no vag�o-restaurante?
N�o, a Sra. Margaret chegou sozinha.
Eu estava comendo na minha cabine...
quando ouvi um barulho.
- Um barulho? - Est� trancada.
Eu bati e ningu�m respondeu.
Ent�o estava aqui perdendo tempo?
Brilhante! Por favor abra esta porta.
Sinto muito senhor...
Este � o inspetor Lestrade da Scotland Yard.
- Est� tudo bem, pode abrir. - Muito bem senhor.
Nossa!
Est� morto.
Foi assassinado.
Isto � um pouco precipitado, n�o �? Mesmo para voc�.
- Essa � a...? - Sim.
A estrela de Rod�sia estava nesta caixa...
h� menos de 45 minutos atr�s.
- Como voc� sabe? - Eu a vi.
- Deve estar por aqui. - N�o se preocupe em procurar.
Est� com o assassino.
Ai est� voc�, Holmes.
- Que tal nos acompanhar...? - Veja este corpo, Watson.
Corpo?
Minha nossa!
- Como sabe que foi assassinato? - Assassinato?
- Que infort�nio. - Quem � voc�?
Major Duncan Bleek, amigo do Sr. Watson.
Como tem tanta certeza de que foi um assassinato?
A porta estava trancada.
Todos os funcion�rios t�m a chave?
Voc� abriu esta porta para mais algu�m...
- Na �ltima meia hora? - N�o senhor.
- A chave saiu de suas m�os? - Nunca sai, senhor.
Fica em uma corrente.
Me parece uma parada card�aca.
- Alguma marca de agress�o? - N�o que eu consiga ver.
Parece que errou desta vez, Sr. Holmes.
� uma possibilidade, mas se for uma morte natural...
ocorreu em um momento muito conveniente, n�o?
O que isto significa?
A estrela de Rod�sia...
sumiu!
O senhor deveria proteg�-la! Meu filho o contratou!
Por isso a deixei com ele. Onde ele est�?
Sinto muito, Sra. Margaret.
Foi uma imprud�ncia deix�-la entrar aqui desta forma.
- Voc� tem uma cabine vazia? - Sim, Senhor.
Ent�o � melhor lev�-la, se nos permitir, Sra. Margaret.
- � a m�e do pobre rapaz? - Sim.
Bem, vamos estudar o caso.
Com Licen�a doutor.
Pobre rapaz, era t�o jovem. Que pena.
J� falei com o maquinista � melhor voc� falar tamb�m.
Eu lhe pedi para que proibisse todos de sa�rem do vag�o.
Obrigado, Sr. Holmes.
- Podemos usar a minha cabine? - Obrigado.
Tranque aquela porta e n�o deixe...
ningu�m entrar sem a minha permiss�o, voc� entendeu?
Sim senhor.
Desculpe meu caro, trabalho oficial da pol�cia.
Tudo bem, nos falamos mais tarde.
Est� procurando pelo inspetor da Scotland Yard?
Sim, estou.
- Ele est� ali senhor. - Obrigado.
Entre.
Desculpe senhor, Ningu�m pode sair do vag�o.
N�o posso sair do vag�o? Quem teve essa id�ia rid�cula?
- A Scotland Yard. - A Scotland...
Disse que n�o podemos parar at� chegarmos em Rugby?
Isso mesmo, senhor.
�timo, faremos uma busca no trem antes disso.
Encontre o assassino e encontrar� o diamante, inspetor.
Mas n�o sabemos se foi um assassinato.
Considere os fatos, Lestrade.
O jovem Carstairs estava morto quando o diamante foi roubado
sen�o, haveria uma briga e n�o havia sinais de agress�o no corpo
contudo, se a sua morte foi natural...
temos de assumir que o ladr�o estava no local...
naquele momento, o que foge �s probabilidades reais.
N�o Lestrade, neste caso nada foi ao acaso.
Por isso digo, encontre o assassino...
e encontrar� o diamante.
Como saberemos se o ladr�o n�o saiu do vag�o..
Antes de acharmos o corpo?
O fiscal estava no corredor o tempo todo...
e ele disse que ningu�m passou para o vag�o restaurante.
A porta do outro lado leva ao vag�o bagageiro.
E est� sempre trancada.
N�o encontrou nenhum tipo de marca no corpo, Watson?
Nada significativo.
Nenhum arranh�o?
Havia uma pequena mancha de sangue no pesco�o...
apenas um respingo.
Era a isso que eu estava me referindo.
Quer dizer que aquele arranh�o o matou?
� poss�vel que o veneno tenha entrado por aquele ferimento.
Veneno?
N�o podemos afirmar sem uma aut�psia.
Voc� tem em uma lista dos passageiros deste vag�o?
Sim, senhor.
- Aqui est�, senhor. - Obrigado.
Major Duncan Bleek. � o seu amigo, doutor.
A pr�xima cabine est� vazia.
Foi para onde levamos a Sra. Margaret ap�s o assassinato.
Voc� se lembra, Lestrade.
Continue.
Vivian Vedder, inspetor Les... eu conhe�o esse.
Sra. Margaret Carstais e o honrado Roland Cartairs.
Prof. Willian Kibane, Sr. E Sra. Alfred Shawcross.
Sr. Holmes e Dr. Watson, Esses s�o voc�s.
� melhor fazermos um interrogat�rio.
Vivian Vedder. Come�arei com ela onde quer que esteja.
Vedder, cabine C.
Aqui estamos.
Est� vazia.
Diga, Holmes...
vai deixar Lestrade fazer todo o trabalho?
Ele representa a pol�cia oficial.
Com ele fazendo os interrogat�rios...
e procurando o diamante embaixo dos assentos das cabines...
o que mais poder�amos fazer?
- At� eu fa�o melhor. - Porque n�o faz, meu caro?
Vou fazer isso mesmo.
Provavelmente vou encontrar o mesmo que Lestrade.
E vou come�ar agora mesmo.
Oh, acabei de sair daqui!
Trancada?
Sem d�vida est�.
Vou come�ar por esta.
- Sim? - Meu nome � Watson.
Doutor Watson.
E qual � o motivo dessa invas�o?
Tenho de fazer algumas perguntas.
O que est� fazendo no trem?
Para onde est� indo?
- Por que? - Costumamos fazer isto.
Houve um assassinato.
A Scotland Yard, Sherlock Holmes...
Sherlock Holmes e eu...
O que tem o Sherlock Holmes?
Estamos examinado suspeitos.
Suspeitos?
- Do que sou suspeito? - Um rapaz morreu.
Foi assassinado, sabe?
Vamos esclarecer isso.
Voc� disse que cometeram um assassinato neste trem?
Sim, na cabine ao lado.
E pelo assassinato de um estranho...
voc� vem me interrogar?
Preciso interrogar todo mundo.
Voc� � policial?
N�o.
Ent�o com que direito invade a minha cabine?
O que voc� est� fazendo neste trem?
- Para onde est� indo? - N�o estou indo a lugar algum?
Holmes e eu estamos no trem protegendo...
J� sei, � um diamante ou uma pedra preciosa...
Ou algo muito valioso.
Esse tal Holmes sempre est� atr�s de j�ias perdidas...
Ou mulheres misteriosas.
O que isso significa?
Sinto muito Sra. Vedder, mas precisamos revistar a sua cabine.
Percebi.
Posso perguntar o que esperavam encontrar?
- Uma j�ia valiosa foi roubada. - Um homem foi assassinado.
Estamos fazendo uma inspe��o de rotina em todo os vag�es.
E fazendo algumas perguntas.
V� em frente.
Sei que o motivo da sua viagem � triste.
Sua m�e...
Sim.
Talvez seja melhor n�o interrogarmos...
a Sra. Vedder agora, Lestrade.
Desculpe-me.
- O que foi isso, Holmes? - � uma quest�o de respeito.
A mo�a est� levando a m�e para ser enterrada na Esc�cia.
- Em um caix�o? - Acredito que esse seja o costume.
Lestrade, acho que dev�amos olhar o caix�o.
Pode ser interessante.
Eu ia sugerir isso agora mesmo, Sr. Holmes.
- Agente, abra o vag�o-bagageiro. - � por aqui, senhor.
Mas sou o Dr. Watson. Dr. John H. Watson...
da 2-21B Baker Street e aposentado...
Meu amigo Holmes pode confirmar.
Seu �libi n�o � confi�vel.
Disse que esse tal Holmes � seu amigo...
- Aposto que � mentira. - Eu estou falando a verdade.
Sherlock Holmes � um homem integro.
Pode ser seu c�mplice.
Se eu fosse policial o prenderia agora mesmo!
Eu n�o o matei, senhor! Eu juro! Eu posso provar!
- Provar o que? - Ai est�, Holmes!
Agora saia daqui e junte-se ao seu amigo bobo.
- Descobriu algo, Watson? - Sim.
Ele � muito suspeito, tentou me acusar!
E pelo pouco que ouvi, parece que teve sucesso.
N�o vai deixar o Prof. Kilbane desencoraj�-lo, vai?
Por que n�o tenta essa?
- Voc� acha que eu devo? - Sim, � claro.
Est� bem.
Posso entrar?
- Pode. - Obrigado.
Desculpe incomod�-los, mas eu represento a pol�cia.
Eu sabia.
- Alfred, eu o avisei. - Avisou o que?
E ent�o?
Tudo bem, inspetor, eu confesso.
Confessa? Quer dizer que voc� roubou?
- Est� ai? - Sim.
N�o, deixe onde est�.
Vou chamar o inspetor Lestrade, da Scotland Yard.
- E n�o tentem fugir. - N�o inspetor.
Essa porta fica sempre trancada?
Sim, apenas eu e o vigia temos a chave.
- Peguei Holmes! - Quem?
- Os ladr�es. - Ladr�es? Onde? Vamos, fale!
Um casal ali!
- O casal Shawcross? - Sim, eles confessaram!
- Confessaram? - Eu os fiz falar.
Foi um interrogat�rio de terceiro grau.
E os deixou sozinhos?
- Falei para n�o fugirem. - � melhor eu falar com eles.
Voc� de novo!
Talvez queira saber que acabei de pegar os ladr�es.
- Com licen�a, senhora. - O senhor � da pol�cia, eu sei.
Eu o avisei, mas ele quis pegar mesmo assim.
Devo informar que tudo o que disser...
poder� ser usado contra voc�.
Tudo o que disser? Eles j� confessaram tudo.
- Tudo? - Sim. Est� ali.
Posso pagar o dobro do valor para n�o ser processado.
� o meu primeiro crime.
Voc�s sempre falam a mesma coisa. Vamos logo, onde est�?
Eu roubei...
Eu peguei de um hotel em Londres.
Vamos, vamos!
De uma forma humilde...
sou colecionador...
de bules.
Bules?
Dr. Watson, isso lhe parece um diamante?
N�o muito, agora que me perguntou.
E a confiss�o?
Quando vim aqui, eles disseram que haviam roubado.
Por favor, pare de se meter em assuntos policiais.
N�o foi tempo perdido, Lestrade, ao menos ele recuperou o bule.
- Obrigado, Holmes. - Bule.
Voc� tenta ajudar e o que ganha em troca?
Humilha��o e abuso da pol�cia.
Poderia resolver este caso sozinho.
Talvez seja uma boa id�ia deixar a pol�cia fazer o seu trabalho.
Cuide da sua vida.
Ei Watson, que tal um drink na minha cabine?
Obrigado, com certeza aceito um trago.
Entregaremos voc� � pol�cia...
assim que chegarmos em Edimburgo.
Dr. Watson e bules.
Com licen�a Prof. Kilbane, est� na pr�xima cabine n�o est�?
Estou.
Temos de fazer algumas perguntas.
Agora o senhor vai come�ar!
- Voc� se incomoda? - � claro que me incomodo!
Entre, vamos.
Uma mente brilhante, �s vezes...
A intui��o as vezes mostra o caminho.
Exatamente.
No assassinato do jovem Carstairs...
eu sabia desde o come�o que era veneno.
A abordagem cient�fica, � claro.
O assassino usou uma inje��o subcut�nea...
Provavelmente um veneno raro da Am�rica do Sul.
- Ou da �ndia. - Sim, ou da �ndia.
Eu j� fui para �ndia, e voc� tamb�m.
Sim senhor.
� claro.
Voc� j� foi para a �ndia.
N�o estou gostando da sua atitude Prof. Kilbane...
- nem um pouco. - Talvez n�o.
Mas estou nesse trem por raz�es leg�timas.
E n�o tenho tempo e disposi��o para ajud�-lo.
Est� no seu direito, professor.
E sei que o Inspetor Lestrade entender�.
Obrigado senhor.
Agora, se me d�o licen�a, tenho trabalho para fazer...
e isso exige concentra��o.
Matem�tica?
Sim.
- Estudo interessante. - Se n�o se importa.
Procurando algo, Sra. Margaret?
Vim pegar a minha mala. A porta est� trancada.
Claro, talvez eu possa ajud�-la.
Obrigada.
Sr. Holmes, preciso falar com o senhor sobre o diamante.
N�o se preocupe com isso, Sra. Margaret.
50 mil libras e o Sr. N�o quer que eu me preocupe?
Meu filho contratou este homem para proteg�-lo.
E ele foi roubado debaixo do seu nariz.
Estou avisando...
Vou contar isso aos seus superiores.
Sou um detetive particular Sra. Margaret.
�timo.
Vou falar de voc�s dois para a Scotland Yard.
Mas eu sou da Scotland Yard.
A Sra. Carstairs chegou no vag�o-restaurante sozinha.
Eu e voc� est�vamos l�. Holmes chegou depois.
E pelo o que entendi, o inspetor Lastrede...
estava em sua cabine com as cortinas abertas.
Ent�o ele deve ter visto todos os que passaram.
- Sim, faz sentido. - Vamos pensar de forma objetiva.
A Sra. Carstairs me pareceu mais preocupada...
Com o diamante do que com a morte do filho.
Est� certo, estava mesmo.
Entre.
- Ai est�, Watson. - Sente-se.
Aceita um drink?
N�o, obrigado. Se importa se eu...
Claro que n�o.
Estive pensando neste caso Holmes.
Duncan Bleek e eu, na verdade.
- Entendo. - E percebemos que a senhora...
� a �nica sem um �libi.
Achamos que est� olhando o caso pelo �ngulo errado.
Voc� acha, Watson? Qual � a sua teoria?
Seguro.
Muitas pessoas fazem seguros de j�ias...
- e depois tentam resgat�-lo. - Interessante sugest�o.
Deve perguntar � Sra. Margaret
qual � o seguro da Estrela de Rod�sia.
N�o, obrigado.
J� tentei duas vezes. Por que n�o vai perguntar?
Por um simples motivo, eu j� sei.
� um bom desenhista, senhor.
Se voc� sabe, por que me perguntou?
Est�o me fazendo de bobo.
Sr. E Sra. Shawcross...
Bules! Podemos elimin�-los.
Prof. Willian Kilbane.
Vou mandar um telegrama � pol�cia de Edimburgo...
e pedir que verifiquem este professor de matem�tica.
- Interessante. - O que foi agora?
- Que coincid�ncia. - O que � coincid�ncia?
O professor Kilbane ser professor de matem�tica.
Como � Sr. Holmes?
J� ouviu falar do Cel. Sebastian Moran?
Claro, o que tem ele?
Como sabe, o Coronel Sebastian Moran...
era o sinistro, cruel e diab�lico companheiro do nosso amigo...
O Prof. Moriarty.
Nunca o vi...
mas j� fui avisado da sua presen�a mais de uma vez.
Na verdade, ele foi o respons�vel...
pela minha quase morte antecipada...
em tr�s ocasi�es diferentes.
Muito interessante Sr. Holmes...
mas o que isto tem a ver com esse caso?
Provavelmente nada.
No entanto, a sua especialidade era roubo bem elaborados de j�ias...
e para relaxar, era viciado em estudar matem�tica.
Est� sugerindo que esse Professor Kilbane...
� na verdade o Coronel Sebastian Moran?
Que ele matou o jovem Carstairs e roubou o diamante?
E aquela mulher, a Vivian Vedder...
O que voc� acha dela?
Ningu�m est� fora de suspeita.
E a Sra. Margaret?
Talvez ela tivesse interesse no roubo do diamante.
Ela n�o parecia preocupada com a morte do filho.
E esse amigo do Dr. Watson?
O Major Duncan BleeK?
Tudo indica que podemos suspeitar dele.
N�o, pelo que sabemos...
Apenas quatro pessoas sabiam que a Estrela de Rod�sia...
estava no trem. Voc�, o Dr. Watson...
o jovem assassinado ou morto e eu.
- E a Sra. Margaret. - E a Sra. Margaret.
Terei outra conversa com ela.
Sra. Margaret, posso entrar?
Holmes?
Deixe aberto.
Jogador de sorte.
- Quem � o jogador de sorte? - Ducan BleeK.
Eu estava jogando cartas com ele...
ele me deu " uma lavada" como costumam dizer.
Esteve com ele todo esse tempo?
Sim, acabei de sair de l�.
Ele me ensinou um jogo novo. Ele chamou de "Gin Runny".
Acho que � americano, com conceitos cont�beis.
Voc�...
j� ouviu falar?
Ainda procurando pelo assassino " inspetor"?
Que sujeito imposs�vel.
Que estranho!
Desapareceu sem deixar rastros.
Ai est� voc�! Onde estava?
Perguntei onde voc� estava.
E ent�o...
o que aconteceu?
Eu estava olhando a paisagem no fim do corredor.
Mas fui at� l� e n�o o vi. A porta estava trancada.
� claro, eu estava do lado de fora.
- Do lado de fora? - Sim.
Deveria experimentar de vez em quando.
Vamos dar uma olhada naquele caix�o.
Fui interrompido na �ltima vez, lembra?
Desculpe!
Sou Sherlock Holmes, posso ver o caix�o que vai para a Esc�cia?
Ningu�m tem permiss�o para entrar aqui, Sr. Holmes.
Eu assumo a responsabilidade, com licen�a.
J� notou, Watson, que esse � um caix�o incomum?
N�o sei, com poucos ornamentos, talvez.
N�o estava pensando nos...
- Podemos abrir? - � proibido Sr.
Tudo bem, v� em frente Watson.
- N�o podemos fazer isso. - � necess�rio.
Com licen�a por favor.
- A senhora. - Como imaginei.
� superficial. O corpo s� vai at� aqui.
Acha que h� um compartimento secreto?
Talvez possa haver.
Est� vazio.
Sim, mas estava ocupado h� pouco.
Vamos chamar o Lestrade. Ele est� com a Sra. Margaret.
J� volto Holmes.
- Deixou mais algu�m entrar aqui? - N�o.
Matem�tica n�o?
Assim eu me ocupo.
- Venha r�pido. - O que houve?
� o caix�o
Holmes encontrou um fundo falso.
Com espa�o para o assassino esconder o diamante.
O que � isso, Sr. Holmes?
Foi aqui que o assassino se escondeu, Lestrade.
� s� uma quest�o de encontr�-lo certo, Sr. Holmes?
Encontr�-los.
Este � um plano de duas pessoas: aquele que o planejou...
e aquele que se escondeu no caix�o...
para surgir inesperadamente...
cometer o crime e roubar o diamante.
- Do que est� falando? - Do Coronel Sebastian Moran.
Voc� est� com esse homem na cabe�a, Sr. Holmes.
Querido Lestrade...
Aceitei este caso porque sabia que...
o Coronel Sebastian Moran...
n�o iria resistir a um diamante...
como o a Estrela de Rod�sia.
Estou convencido de que foi ele quem planejou isso...
e de que est� nesse trem.
E como pretende descobrir qual dos passageiros...
� o Coronel Sebastian Moran?
Se ele estiver entre os passageiros.
Poderia come�ar interrogando a Sra. Vedder.
- Pode ser interessante. - Sim?
Quem �?
Sra. Vedder, preciso lhe fazer algumas perguntas...
e devo avisar que tudo o que disser...
poder� ser usado contra voc�.
- � sobre a sua m�e. - Ela n�o era a sua m�e, era?
- Talvez, se voc� explicar. - Examinamos o caix�o.
E achamos um compartimento secreto.
- Vamos, logo. Fale. - Fale o que?
A sua hist�ria.
J� que insiste.
Um homem me pediu para levar um caix�o para a Esc�cia.
Ele me ofereceu 100 libras.
Voc� sabia que o caix�o tinha um compartimento secreto?
Sabia.
O que esse homem lhe disse para convenc�-la...
a esconder uma pessoa no caix�o.
Que algu�m tinha de sair de Londres.
Agentes estrangeiros estavam vigiando o trem.
- Agentes estrangeiros? - Est� bem.
Talvez eu n�o tenha acreditado nessa hist�ria...
nessa hist�ria de agentes estrangeiros.
Voc� sabe que isso a torna c�mplice?
Qual era o nome do homem que lhe pediu isso?
Eu n�o me lembro.
Sra. Vedder, o homem que pediu para...
voc� levar o caix�o para a Esc�cia...
n�o seria por acaso...
este homem?
N�o est� cometendo um engano?
Watson, o que voc� sabe sobre o Major Duncan BleeK?
Eu o conhe�o h� anos. Ele � s�cio do meu clube.
Isso � uma piada?
O nome Coronel Moran significa algo para voc�?
- Coronel Moran? - Isso, Coronel Sebastian Moran.
Acredito que n�o. Por Deus, n�o est� achando que...
N�o, � claro que n�o, voc� tem o �libi perfeito...
- O Dr. Watson. - � claro.
Senhores, podem revistar a minha cabine e a mim.
- E se acharem o diamante... - N�o ser� necess�rio.
A Estrela de Rod�sia N�o foi roubada.
O que est� dizendo, Sr. Holmes?
Uma r�plica foi roubada. Eu estou com a verdadeira.
- Voc� est� com o diamante? - Meu caro Lestrade...
N�o achou que eu deixaria o diamante...
verdadeiro com a Sra. Margaret...
quando eu tinha certeza de que...
algu�m tentaria roub�-lo.
Eu estava com ele desde que embarquei no trem.
Sr. Holmes, n�o tinha o direito de fazer isso.
Isso � um caso de pol�cia. D�-me aqui.
Meu trabalho era impedir que fosse roubado, e n�o foi.
N�o sei o que est� acontecendo...
mas nunca vi esse senhor antes em minha vida.
Pe�o que permane�a em sua cabine at� que cheguemos em Edimburgo.
Inspetor Lestrade?
- Um telegrama para o senhor. - Obrigado.
Sinto muito meu velho.
Acho que o meu amigo lhe deve um pedido de desculpas.
Tudo bem, Watson. Em um caso desses, todos s�o suspeitos.
Todos n�s cometemos erros, at� mesmo Holmes.
- E esse assassino � esperto. - � mesmo, n�o �?
- Boa noite. - Boa noite. N�o se preocupe.
Acho que terei outra conversa com, aquele professor.
Algo importante, Lestrade?
Voc� tem os seus segredos, eu tenho os meus.
Aqui � o inspetor Lestrade.
Escute, isso vai continuar a noite inteira?
Professor, disse que trabalhava na Universidade de Edimburgo.
Eu n�o disse isso!
Disse sim, eu ouvi. O Sr. Holmes aqui ouviu.
S� disse que era um professor de matem�tica...
e que estou voltando para a minha casa em Edimburgo.
Pode ser que eu precise conversar novamente com o senhor.
- Mais tarde. - Bata mais uma vez nessa porta...
e eu o processo.
Mas eu sou a lei.
Ent�o pare de bater na minha porta como uma camareira!
Onde est�o todos?
Sinto muito meu caro, o vigia n�o quer abrir a porta.
Isso deve ajudar.
Ol�?
Quem fechou a porta?
Minha nossa, o vigia!
O assassino voltou a atacar.
- Subcut�nea. - Olhe de novo meu amigo.
Um arranh�o, apenas um arranh�o.
- Como em Ronald Carstairs. - � um pequeno dardo...
Provavelmente feito com uma subst�ncia sol�vel.
Provavelmente uma subst�ncia gelatinosa...
que derrete na ferida.
Por isso que n�o achamos em Carstairs.
O assassino devia estar prestes a se livrar do corpo...
ouviu a batida e se assustou. Deixe-me ver.
Fique longe desta porta.
- Algu�m o viu entrando aqui? - N�o
Holmes e o velho gordo est�o no vag�o-bagageiro.
E o vigia do corredor?
Ele n�o me viu.
Dei um jeito nele, por enquanto.
O vigia do vag�o-bagageiro est� morto.
Tive de mat�-lo.
Aqui est�, � melhor ficar com isso.
Essa n�o � a Estrela de Rod�sia.
Voc� n�o est� me tentando enganar, est�?
Sherlock Holmes pegou o diamante...
e o substituiu por esta r�plica.
Agora aquele inspetor da Scotland Yard...
Est� com a Estrela de Rod�sia verdadeira.
Ele estava com Holmes e Watson no vag�o-bagageiro?
- N�o. - �timo.
Ent�o ele deve estar na sua cabine.
Mas tem de se apressar.
- N�o estou gostando disso. - Nem eu.
Voc� s� tem que tirar o diamante dele.
Um inspetor da Scotland Yard, nossa...
Isso � novidade.
Claro que voc� receber� mais.
Seria bom, n�o seria?
Venha.
Ele est� l�.
Ele est� com o diamante.
Use isto.
Socorro!
N�o, n�o atire!
N�o atire.
N�o, n�o atire!
Ol�?
- O vigia n�o est� l�. - Eu percebi.
- Estranho. - O que foi?
- Lestrade! - Aqui.
Me ajude a coloc�-lo no assento.
Ele est� se recuperando! Me passe aquela �gua.
N�o foi t�o grave. Vou cuidar dele.
Envenenado como os outros.
Levaram.
- Levaram o diamante. - Levaram.
Sim.
N�o � melhor procurarmos pelo assassino?
N�o ser� necess�rio meu caro.
O homem que o matou est� com a Estrela de Rod�sia.
O que � isso?
� uma pistola dupla, Lestrade...
libera dardos venenosos. N�o � um modelo comum.
Voc� foi atacado porque estava com o diamante.
Felizmente n�o foi usada em voc�.
Vamos fazer uma parada.
Pol�cia.
A pol�cia escocesa.
N�o estou disposto, Sr. Holmes. Poderia falar com eles?
- Claro. - Obrigado.
- N�o sa�a dai, j� voltamos. - Est� bem.
Sr. Holmes, esse � o inspetor MacDonald...
da pol�cia de Edimburgo.
Como vai?
Estava neste distrito cuidando de outro caso...
quando recebi este telegrama do Quartel-General.
Quer falar com o inspetor Lestrade?
No tempo devido, mas estou no comando aqui.
Estamos na Esc�cia, voc�s atravessaram a fronteira.
- Tivemos problemas aqui, inspetor. - Por isso estou aqui.
- E quem � o senhor? - Ele � Sherlock Holmes.
� o detetive particular, certo?
- J� ouvi falar do senhor. - Ouviu falar dele?
O Sr. Holmes praticamente resolveu este caso.
Watson.
Pode arrumar o vag�o-restaurante?
- Quero fazer um interrogat�rio. - Sim senhor.
E certifique-se de que ningu�m saia deste vag�o...
- At� que tenha falado comigo. - Muito bem senhor.
O inspetor Lestrade pediu que eu ajude o senhor.
Isso n�o � comum, mas...
a Scotland Yard valoriza muito o trabalho do Sr. Holmes.
- Sempre lhe pedem conselhos. - A Scotland Yard?
Onde est� esse inspetor Lestrade?
Veja se Lestrade j� se recuperou...
- para ir ao vag�o-restaurante. - Pode deixar.
- Sra. Vedder j� sei tudo sobre voc�...
e, honestamente, est� encrencada.
Tudo o que fiz foi comprar um caix�o e traz�-lo at� o trem.
Na minha ocasi�o, esse � um caso da Scotland Yard.
A jurisdi��o da Scotland Yard acabou...
quando voc�s cruzaram a fronteira inspetor.
- Voc� que disse isso. - � uma quest�o de opini�o...
mas a Sra. Vedder faz parte da conspira��o.
No entanto n�o conhece o Coronel Moran.
N�o conhe�o.
Coronel Sebastian Moran? Ele est� envolvido nisso?
Voc� o conhece?
Infelizmente, sim.
Pode voltar para a sua cabine.
Voc� disse " infelizmente".
Encontrei-me com o coronel uma vez.
Foi a �nica vez em minha carreira que fiquei em apuros.
Ele � o criminoso mais inteligente desde o Professor Moriarty.
Eu concordo.
Onde est� esse Sebastian Moran?
Est� neste trem, usando o nome Major Duncan Bleek.
O que est� falando?
Est� falando s�rio, Sr. Holmes?
- Guarda, traga Duncan Bleek. - Sim senhor.
Duncan Bleek?
Ele � um senhor de respeito.
Entre.
- Ducan Bleek? - Sim.
O inspetor MacDonald quer falar com o senhor.
Est� bem.
Coronel Sebastian Moran?
Seria �timo encontrar o Coronel Moran de novo Sr. Holmes...
ver aquele patife mais uma vez.
- Queria falar comigo? - Sim, Coronel Moran.
Voc� est� preso.
Convenceu-o de que sou o m�tico Coronel Moran?
N�o � m�tico, Coronel.
Esqueceu o caso ocorrido em Inverness h� tr�s anos?
Eu nunca estive em Inverness na minha vida.
- Se importa se eu revist�-lo? - V� em frente.
Para um homem inocente carrega coisas estranhas no bolso.
Sou aposentado pelo ex�rcito da �ndia.
Mas agora est� na Esc�cia...
e existe uma lei que pro�be o porte de armas.
- Est� satisfeito? - Ainda n�o.
Agora estou satisfeito.
Isso esclarece as coisas.
Ele estar� em Topham em alguns minutos.
Acredito que o trem n�o passe por Topham.
Acho que est� errado dessa vez, Holmes.
Este trem vai parar em Topham.
EM CASO DE EMERG�NCIA PUXE A CORDA
S� est� adiando o inevit�vel Coronel Moran.
N�o pode fugir.
Saia da frente inspetor.
- Aqui est� o seu homem, inspetor. - Quem puxou acorda?
Est� tudo bem maquinista, estamos com um prisioneiro.
Guardas, levem-no.
Mas que luta boa, inspetor MacDonald.
Obrigado Sr. Holmes.
Talvez eu tenha lhe subestimado.
Foi voc� que me bateu?
Eu sinto muito, me desculpe.
Caso resolvido.
Onde est� Lestrade?
Olhe embaixo da mesa.
Esse n�o � Lestrade! � o Duncan Bleek!
Voc� quis dizer, o Coronel Moran, vamos, me ajude.
O que est� acontecendo?
Onde est� o Inspetor MacDonald?
Ele acabou de sair do trem.
Ele n�o podia fazer isso! N�o podia!
Mas ele saiu.
Foi um plano inteligente Moran.
Um capanga disfar�ado de policial entraria no trem...
o prenderia, pararia o trem e o levaria embora.
- Isso � fant�stico! - � mesmo, n�o �?
E � digno do Coronel Sebastian Moran.
Ele planejou tudo, inclusive o compartimento secreto do caix�o...
e caso algo desse errado...
um policial o tiraria do trem antes...
que chegasse a Edimburgo.
Muito bem!
Onde est� Lestrade?
Acho que est� muito ocupado.
S� um minuto, MacDonald.
Vai para l�, voc�s est�o presos.
M�os ao alto.
Motorista, nos leve para a esta��o mais pr�xima.
Vamos, entrem no carro.
Ent�o o soco que recebi de Holmes n�o foi acidental.
� uma quest�o de opini�o, vamos, entre.
- Envie isso o mais r�pido poss�vel. - Sim Senhor.
� um telegrama para a pol�cia de Edimburgo...
pedindo que nos encontre quando chegarmos.
Como sabia que ele n�o era o inspetor MacDonald?
Elementar meu caro Watson.
Em primeiro lugar...
ele n�o algemou Moran, eu tive de fazer isso.
E em segundo lugar...
durante a luta...
ele atrapalhou mais do que ajudou...
e essa n�o � uma caracter�stica de um verdadeiro policial.
Descobrir tamanha conspira��o com evid�ncias t�o sutis.
Faltou dizer que eu conhe�o o verdadeiro policial MacDonald...
da pol�cia de Edimburgo.
Lestrade est� no meio disso?
Sim, e surpreendentemente foi muito eficiente.
Isso � incomum. Vamos esperar que n�o queira repetir.
Muito esperto, Holmes.
Voc� me pegou, mas n�o est� com a Estrela de Rod�sia.
Estou sim.
Se na escurid�o eu pude substituir um grande homem como Lestrade...
por voc�, Coronel Moran...
n�o foi um grande desafio...
substituir um pequeno diamante.
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