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1830. A independ�ncia do M�xico era recente. Aproveitando-se das experi�ncias desta...
independ�ncia, alguns governadores de prov�ncias remotas da capital, burlavam o poder central, reinando em...
seu feudo como senhores de vidas e fazendas. Contra este estado de coisas,
se lan�aram alguns homens que forjaram com seu valor, as funda��es de um Novo M�xico.
O nome de um deles logo ficou popular na baixa Calif�rnia: O Zorro.
O Governador, D. Manuel de Paredes, senhor da forca e faca, n�o sendo capaz de peg�-lo, decidiu se vingar...
na mulher e do filho de Zorro, iniciando assim, uma era de lutas e vingan�as, que ensanguentou durante...
muito tempo as terras daquela prov�ncia ...
Alto!
-O que quer, senhor? -Agora vai ver o que quero de voc�.
Saiam! Fora! Vamos!
Fora todos daqui!
Deixem-nos em paz! Fora!
Salve-o.
Te imploro.
Salvem-no.
-O que farei com ele, padre Jer�nimo? -Pois eu n�o sei.
Mas n�o posso deix�-lo na rua. Aqui eles o abandonaram,
-e � uma criatura do Senhor. -Vou mant�-lo!
-Eu o criarei. -Mas voc� acaba de ter uma filha.
Me sobra lugar para criar os dois.
Meu pobre Diego desejava um masculino.
Est� bem, Clara, ser� teu filho. Mas antes vamos batiz�-lo.
E desde que esta � a miss�o de Nossa Senhora de Guadalupe,
lhe daremos o nome: Diego de Guadalupe.
-Vamos em dire��o da pia batismal. -Vamos!
"Durante dez anos, Dom Manoel de Paredes, procurou por todos os confins do Estado, a figura legend�ria do Zorro.
Aquele nome havia se convertido em seu pesadelo e s� descansaria quando o visse pendurado em uma forca."
Quem �?
Abra, por favor, estou ferido.
Necessito ajuda.
Entre.
-Obrigado, muito obrigado. -O que aconteceu?
Os soldados do governador.
N�o fa�a barulho. N�o desperte meus filhos.
Voltem agora mesmo para a cama!
-� um soldado? -N�o.
-Como se chama? -Vem de muito longe?
Os soldados do governador est�o te perseguindo?
Necessita de ajuda?
Conte comigo. Duas espadas s�o sempre melhor que uma.
-Tr�s espadas! -E como sabe que minha causa � justa?
Puedo ser um malfeitor.
Os soldados s� perseguem os homens bons.
Diego, cale-se!
Como sempre est�o ouvindo as queixas dos camponeses
e comentar os abusos e as deten��es...
Esta ferida � bastante profunda.
Ser� melhor que avisemos o Padre Jer�nimo.
Ele � o P�roco da Miss�o.
N�o tema, ele n�o te delatar�.
Maria, traga uma jarra com �gua para limpar a ferida.
Diego, deixa essa espada e v� chamar o padre Jer�nimo.
Tamb�m tinha um filho de sua mesma idade.
Est� morto?
H� muitos anos.
Alto!
J� o peguei.
Olhe como trava.
Sim, parece um boneco.
N�o se queixar�!
Vai passar uma noite ao fresco.
-Assim terminam todos os traidores! -Vamos! Desmontem!
-Olhem como est�! -A terra!
-Me largue! -Sargento!
-Aonde vai? -N�o te importa!
-O que foi, Pedro? -Parece que o garoto procura algo.
-Onde ia correndo? -N�o te importa, me solte!
Vamos segu�-lo.
Em marcha. Vamos!
Sargento, depressa!
Subam nos cavalos!
M�e! Os soldados est�o vindo! N�o abra!
J� est�o aqui! N�o abra!
O homem que buscamos tem se escondido aqui.
-Tem outra sa�da? -Sim, a da horta.
-Te acompanharei. -N�o!
N�o saia, os soldados cercaram a casa.
-Maldi��o! -Abram!
Abram imediatamente!
Vamos!
Abram a porta!
Aten��o, firmes!
-Cumprimentem! -Est� aqui, excel�ncia.
-H� outras sa�das? -H� outra, mas est� guardada.
Abram em nome do governador!
N�o percam tempo. Derrubem a porta.
V� para cima com as crian�as, eu fico aqui.
-O que fez para que o procurem? -Este homem matou minha mulher e meu filho.
Pode um tirano justificar seus atos?
-Escape pelo telhado. -� tarde demais.
V�o para cima!
�s suas ordens.
Olhe, capit�o.
Todos esses homens n�o foram capazes de redimi-lo.
-� um diabo. -� poss�vel, excel�ncia.
-Mas eu o enviarei ao inferno. -N�o.
Eu o quero vivo.
Lhe reservo um inferno pior do que voc� disse.
Traga-me aquele garoto.
Solte meu filho!
-Solte-o! -Me deixe.
-Solte-o! -Quieto, diabo!
Diego!
Quietos todos!
Eu disse quietos todos!
Juan Ortiz.
Fazem dez anos que te persigo e por fim consegui te pegar.
Solte tua espada e se entregue.
Do contr�rio...
Matarei esse menino? Em efeito.
Voc� conseguiu.
N�o ser� a primeira vez que matar� um menino.
Diego, meu filho!
Fa�a-a calar!
N�o se preocupe por mim. Mate-os! Mate-os todos!
Basta, Ortiz. N�o posso perder tempo.
Se rende?
Ou fa�o saltar a cabe�a deste pirralho?
-Diego! -M�e!
M�e!
Mataram a minha m�e! Covardes!
M�e!
M�e!
M�e!
Est� bem.
Me rendo.
N�o sou capaz de combater com vossas armas.
-Soltem o menino. -Quando entregar tua espada.
Tomem, aqui est� minha espada.
Diego, venha!
Quieto.
Continue rindo, maldito assassino.
Ria, ria pela �ltima vez.
E agora toma...
Diego, quieto.
Levem-no.
Vamos.
"Nunca mais soube do Zorro. Dez anos mais tarde, seu nome era s� uma lenda, guardada ...
zelozamente pelos camponeses oprimidos da baixa Calif�rnia".
Maria!
Maria, Maria, Maria!
Des�a, Maria. Venha, bonita!
"Esse luar que tem,
c�uzinho lindo, junto a tua boca.
N�o d� para ningu�m,
c�uzinho lindo, que me toca.
Esse luar que tem,
c�uzinho lindo, junto a tua boca.
N�o d� para ningu�m,
c�uzinho lindo, que me toca.
Cante e n�o chores.
Porque cantando eles se alegram, c�uzinho lindo, os cora��es.
Cante e n�o chores.
Porque cantando eles se alegram, c�uzinho lindo, os cora��es".
Muita atmosfera mexicana.
Olhe, Maria, eu que quero � ir embora contigo.
-Maria. -Quieto!
-Quero ir embora com Maria. -Beba!
"Uma flecha no ar,
c�uzinho lindo, tiro de Cupido.
Ela atirou jogando,
c�uzinho lindo e me feriu.
Uma flecha no ar,
c�uzinho lindo, tiro de Cupido.
Ela atirou jogando,
c�uzinho lindo e me feriu.
Cante e n�o chores.
Porque cantando eles se alegram, c�uzinho lindo, os cora��es
Cante e n�o chores.
Porque cantando eles se alegram, c�uzinho lindo, os cora��es.
Porque cantando eles se alegram, c�uzinho lindo,
os cora��es".
Ei, bonita, o que aconteceria se eu tentar abra��-la?
Aconteceria que lhe daria uma bofetada.
Pois n�o acredito.
Pelos bigodes de meu av�!
Essa mulher ainda tem voz de anjo,
e cara de querubim,
mas suas m�os s�o de carroceiro.
-Ainda n�o foram atendidos? -N�o importa, est�vamos te escutando.
-E admirando sua beleza. -Muito obrigada.
-O que v�o beber? -Quem poderia dizer?
J� entendi. Lupita, atenda esta mesa.
Se estiv�ssemos casados ningu�m te ofenderia.
E para qu� necessito tua ajuda? Me arranjo muito bem sozinha.
Felipe est� pedindo a Maria que se case com ele.
Certeza que disse isso.
-N�o se cansa de estar s�? -E se me canso?
Quando estou cansada me sinto em paz.
-A prop�sito, onde est� Diego? -Onde mais estaria?
Ao lado da batina do padre Jer�nimo.
� uma pena que voc� n�o teve voca��o, teria sido um C�ria magn�fico.
Mas se nunca estudei latim, Padre Jer�nimo.
Tem raz�o. Por hoje j� n�o te necessito mais.
Amanh� n�o se esque�a de tocar os sinos para os Maitines.
-At� amanh�, Diego. -Boa noite.
O Zorro?
Olhe o que farei com o Zorro quanto aparecer na minha frente.
Isto!
Ser� que ele te dar� tempo para se defender?
O Zorro.
Um nome que n�o tr�s muita sorte.
Anos atr�s havia outro que chamavam o Zorro.
Mas aquele n�o usava m�scara.
E como terminou?
N�o queria estar em sua pele.
O Zorro de agora acabar� como aquele.
Sim, certeza.
Mas antes que possam terminar com ele, os dar� muito trabalho,
porque n�o negarei que maneja muito bem a espada.
E n�s o qu�? Somos mancos?
Por qu� n�o falam de outra coisa? Sempre falando do Zorro.
Mas se s� existe em suas imagina��es.
Fantasias de soldados b�bados.
N�o s�o fantasias, o Zorro existe.
-Voc� j� o viu? -Eu n�o.
Mas algum destes pode saber quem �.
Voc�, por exemplo.
-Ou voc�. -Ou voc�, Maria.
Vamos, diga como se chama.
N�o sei como se chama, mas sei como voc� se chama.
B�bado!
N�o negue. Se n�o for, porque o ajuda a se esconder,
o Zorro n�o seria ma�s que um covarde qualquer.
-O Zorro n�o � um covarde. -Como?
� capaz de vir esta noite ao Parador
e sozinho enfrentar todos voc�s.
A� est�!
O Zorro?
Como ele vai ser esse "O Zorro" com esse ar de sacrist�o?
Boa noite a todos.
-Boa noite, Maria. -Boa noite, Diego.
Tive que limpar os candelabros da missa.
Me parece que vou tirar o desejo de alguns rirem.
-Se est� cansado, v� para cima. -N�o estou cansado.
Tem muito trabalho, te ajudarei.
Como quiser.
Ent�o, voc� defende o Zorro. Aquele covarde.
Defendo os meus, aos que s�o como eu.
Houve um tempo que esta comarca era rica e florescente.
Os camponeses tinham pastos e gados.
Agora est�o reduzidos a fome e a mis�ria.
-Acho que est� falando demais. -E n�o gostamos do que disse.
O Zorro ajuda os pobres e n�o tem medo.
A recompensa que o governador ofereceu n�o servir� de nada.
Ningu�m o trair�.
Eh, olhe.
-Seu Zorro n�o tem medo. -Mas em troca, voc�, sim.
Vamos ver se resiste. Toma!
Quieta.
� verdade! N�o se mant�m em p�.
-V� com ele. -O Zorro me vingar�.
Mas seria melhor que em teu lugar estivesse o famoso Zorro.
Toma!
Nos conformaremos com este.
Vamos mant�-lo!
Se querem se divertir, provem comigo.
Vamos! Aqui estou.
E a� te vai isso!
Afastem-se!
Como est�?
Ainda n�o estou morto.
Patrona.
D� de beber a este homem.
N�o se importe com o gasto.
Coloque tudo na conta destes valent�es.
Quem quer cruzar sua espada comigo?
Vamos! Adiante, valentes soldados da Calif�rnia.
Estou aqui s� e voc�s s�o uma d�zia.
-Quem quer ser o primeiro? -Vamos!
Lute, lute tamb�m comigo, Zorro!
N�o vou lutar com um b�bado.
Quieto.
Deixe de piadas!
Todos atr�s!
Isso, assim que eu gosto.
Agora, alinhados.
Vamos! Alinhados!
Muito bem, todos t�o formal.
Os digo por que entrei?
Me senti bem por dentro.
Olhei pela janela e fiquei assombrado.
Que uns cavalheiros t�o dignos como voc�s
tenham que sujar as m�os
para castigar a insol�ncia desse arrogante homem mal educado?
Isso n�o � justo.
Chegou o momento de fazer justi�a,
valentes guerreiros do governador.
Voltem!
Muito bem.
Perfeito.
Firmes!
Encolha o peito!
E essa barriga!
Venha, pague-lhes com a mesma moeda.
N�o perca esta ocasi�o.
Sim, senhor.
E n�o esque�a que o primeiro que resistir,
receber� quatro dedos desta fin�ssima folha de Toledo.
Vamos, comece.
Com mil amores, senhor.
De p�, soldados.
N�o querem justi�a? Bem, j� a tem.
E recordem que continuo aqui disposto que provem o a�o de minha espada.
J� chega.
Que conste que se n�o continuo, n�o � por falta de vontade.
J� est� bom. At� quando vamos continuar assim, senhor Zorro?
N�o se divertiu bastante?
Quer nos ter ma�s tempo em rid�culo?
O que aconteceu aqui? O que fazem a� todos parados?
Pela janela da horta visto um homem que fugia em seu cavalo.
Estava vestido de negro e usava uma m�scara.
N�o pude ver sua cara. Ele esteve aqui?
-E n�o lhe matou? -Sim.
Mas, o Zorro est� aqui, nas nossas costas.
-Aqui? -Sim.
Mas aqui n�o h� ningu�m.
Alto, aos cavalos.
� poss�vel que ainda possamos alcan��-lo.
Que boa piada.
Outra vez esse maldito Zorro.
Necessito ter esse homem o quanto antes poss�vel, coronel.
Vivo ou morto.
Daremos uma batida em grande escala, excel�ncia.
E tomara que a sorte nos acompanhe, porque � dif�cil peg�-lo.
Aparece e desaparece como um fantasma.
Bravo, coronel. Tamb�m acredita nessas lendas?
� um homem como os demais, que tem vontade de lutar.
Ser� melhor para todos que me traga logo esse bandido. Vivo ou morto.
E sobre tudo, ser� melhor para voc�, coronel.
Muito melhor.
Quem �?
-O Marqu�s de Santana, excel�ncia. -Fa�a ele entrar.
Saia, coronel,
e n�o esque�a o que lhe disse.
Bom.
-Marqu�s. -Coronel.
Mandou me chamar, excel�ncia?
Querido, Marqu�s, deixe de me chamar de excel�ncia.
Sou seu futuro genro.
Meu consentimento para se casar com minha filha n�o foi espont�neo.
Mas ben�fico.
Uma palavra a mais e os arruinaria para sempre.
Eu sei, excel�ncia.
Tenho culpa que suas terras estejam hipotecadas?
Por voc�, excel�ncia.
Agrade�a que assim seja.
Quero a Virginia e espero faz�-la muito feliz.
E agora vamos nos ocupar de receb�-la dignamente.
Dentro de duas horas estar� aqui.
Ana, est� incomodando a senhorita com tantas voltas.
Mas � minha primeira viagem, enfermeira, e � t�o bonito tudo isto.
Ter� tempo de ver.
Deixe-a, gosto de v�-la contente.
Agita meu sangue de te ver t�o calada.
Quase n�o mexeu os l�bios desde que sa�mos de Monterrey.
Eu em seu lugar iria muito contente. Com o desejo que tenho de me casar.
Ana, voc� ainda � muito jovem para pensar nessas coisas.
Mas todas as mulheres devem se casar.
Eu estou solteira, e muito contente de estar.
E n�o me faltaram predadores,
mas os homens s�o maus, muito maus.
Para mim parece maravilhoso.
Voc�s da carro�a, parem-se!
Detenham!
Ai, meu Deus, os bandoleiros.
Quietos todos! Alto!
Se fosse sua irm�, morreria de vergonha.
Na carro�a est� minha senhora,
a prometida do governador Dom Manuel Paredes.
Caramba, espero que sua excel�ncia n�o seja mesquinho
e pague um bom resgate por sua prometida.
Fora da�!
Retirem-se da carro�a!
Eu disse fora!
Um mascarado que lutando com os bandidos.
Sa�mos de um perigo para cair em outro maior.
Fora! Isto � um assunto meu!
Bem, vamos.
Que bonito �.
Mas se est� com a cara tapada?
Zorro, como n�o nos disse que isto era assunto teu?
Pois te digo agora. Fora!
Que humilhante.
-Colocou os bandidos para correr. -E s�.
Espero, senhorita, que n�o tenha sofrido nenhum dano.
Obrigada a voc�.
Com tanto que os danos n�o nos venham agora.
� sua m�e ou sua av�?
Grosseiro! Sou uma senhorita.
Me perdoe.
Pegue, no meu ba� tenho outras de ma�s valor.
Com isto voc� far� v�rios camponeses felizes.
N�o entendi. O que quer dizer?
Voc� n�o entende destas coisas.
O caminho est� livre.
Obrigada por sua ajuda. N�o quer tirar a m�scara?
Lamento de verdade n�o poder te agradar, senhorita.
Ao menos me diga quem �.
Meu pai � o marqu�s de Santana e o recompensar�.
J� obtive minha recompensa.
-Adeus, senhorita. -Me chamo Virginia.
Ah, adeus, Virginia.
-Adeus. -Vamos, andando!
� muito simp�tico.
-Como est�, padre? -Senhor governador,
uns bandidos assaltaram a carro�a,
e um homem mascarado vestido de negro veio em nossa ajuda.
Como? Virginia.
O qu�? Sim, sim, um mascarado.
-Mascarado e vestido de negro? -Sim.
-O Zorro. -Ele se chama assim?
� o pior bandido da Calif�rnia.
Pois conosco foi gentil demais.
-E muito gal�. -Cale-se.
Temos que concordar, excel�ncia, que nesta ocasi�o
o Zorro se portou como um cavalheiro.
Poderia ter abusado da situa��o e...
Sei o que poderia fazer, mas o qu� pretende esse Zorro?
Tirar sarro do governo, da lei e de mim.
Disse algo a prop�sito dos camponeses pobres.
Mentira, para que o povo acredite que tem raz�o em suas feitorias.
Mas esque�amos este assunto.
Necessita repouso depois de uma viagem t�o longa.
Te acompanharei a teus aposentos.
Meu coronel.
E se fossemos de agora em diante cobrar os impostos � noite?
Pegar�amos desprevenidos os camponeses e n�o avisariam o Zorro.
Magn�fico.
Estupenda ideia, capit�o Gonzalez.
Se me autorizar, coloco em pr�tica esta noite.
Bem, de acordo.
Se n�o entregarem o dinheiro, levaremos tudo o que tiverem em casa.
N�o tenho os 50 pesos, te garanto.
-A colheita n�o foi boa... -N�o continue mentindo, d� para n�s.
Mas se n�o tenho.
Vamos, revistem a casa. Peguem tudo o que houver de valor.
Malditos camponeses.
Sempre se negam a pagar os impostos.
Capit�o Gonzalez, algu�m colocou fogo no feno.
Vamos, apaguem imediatamente.
Ajude-o.
Maldito.
Por que os rebeldes deram a senha para que o Zorro apare�a?
Eh, voc�s, depressa, antes de que seja tarde demais!
J� � tarde demais.
Agora.
Para o ch�o.
Eh, os que ficaram!
O primeiro que der um passo em falso, receber� duas balas na cabe�a!
N�o se preocupe, patr�o, que j� os temos "na mira".
Bom, mas muito cuidado.
Capit�o?
D� 20 pesos a esta pobre gente para compensar os danos causados.
D�i, capit�o?
V� para o diabo.
Espero que a dor n�o fa�a se esquecer a indeniza��o de 20 pesos.
Vamos.
E agora sumam daqui.
Sumam daqui! E n�o aconte�a de voltarem!
N�o ter�o tempo de se arrependerem.
Bom, j� chega.
Sua ideia foi uma estupidez, capit�o Gonzalez,
-e os 20 pesos ser�o descontados. -Excel�ncia.
Basta!
Imbecis!
Felizmente, tenho algo melhor para capturar esse bandido.
A senhorita Virginia � rom�ntica, ing�nua, sonhadora.
Todas as manh�s d� uns passeios na margem do rio
acompanhada somente de sua enfermeira.
N�o adivinham por qu�?
-O que foi isso? -Nada, eu espirrei.
Que mania de vir aqui todas as manh�s.
-Com a umidade que sobe do rio. -Por qu� Ana deixou de me acompanhar?
Ana? S� pensa em paquerar os soldados do governador.
Est� bem, se cansar, sente-se e me espere.
N�o faltaria ma�s que isso. Virginia!
Volte, Virginia! Venha aqui! Volte!
Sinto que meu cavalo tenha relinchado. N�o queria assust�-la.
Conforme-se em me ver de longe, como todas as manh�s.
J� sabia?
Ignora que todas as mulheres tem um sexto sentido?
Por�m, � perigoso.
O perigo n�o est� nos soldados, mas em seus olhos.
Lembre-se que estou prometida.
Oh, certo, eu esqueci.
Posso saber por qu�?
Esse matrim�nio � absurdo.
Deve ter um motivo muito s�rio.
Do contr�rio, n�o casaria com quem pode ser o seu pai.
N�o falemos dele, por favor.
Est� bem, n�o falaremos. Adeus.
Espere, espere, por qu� n�o me diz quem �?
Todos os chamam de bandido, mas sei que � generoso e honrado.
E desde agora, apaixonado.
Embora por desgra�a, n�o correspondido.
N�o espere que uma mulher se apaixone por voc� sem ver sua cara.
-O que foi? -Quieta.
Venha comigo.
Que est�pido tenho sido.
E pensar que confiei em voc�
porque achava que n�o seria capaz de me trair.
N�o estou te entendendo.
N�o fiquem parados aqui, tem que rode�-lo.
A armadilha que o governador me armou, tem desta vez
uma isca de categoria.
Que isca?
-Voc�. -N�o.
Ent�o esses soldados est�o aqui por casualidade?
Pode ficar orgulhosa, foi ma�s esperta que o Zorro.
Adeus, senhorita.
Vamos, Salinero!
Sigam-me todos! Vamos!
� ele!
Corra, cavalinho, corra!
Alto!
Alto a�! Parado!
Agora!
Corra, Salinero, corra!
Coronel!
Venha, aproxime-se!
Estou ferido. Foi o Zorro, mas eu feri ele tamb�m,
-no bra�o esquerdo. -Que dire��o ele pegou?
-Por ali. -Vamos segu�-lo.
Adiante!
Depressa!
Vamos!
Formem dois grupos e rodeiem a colina.
Alto!
Desta vez, ele n�o pode escapar. Deve estar aqui.
Busquem por todas partes. Se for preciso, revistem a Miss�o.
Vamos!
E olharam tamb�m na Miss�o?
Por todos os cantos, excel�ncia.
Outra vez ele escapou.
Mas isto � um absurdo. Esse homem n�o � um fantasma.
Tem que se esconder em algum lugar.
Quem pode ser esse indiv�duo?
Zorro, um homem que me persegue desde tantos anos.
Zorro s� havia um e fazem 15 anos que o coloquei na pris�o.
Quem pode ser esse outro?
N�o sei.
Excel�ncia.
-Posso falar? -Deixe-nos um instante, coronel.
-Senhorita. -O que foi?
Fui ofendida e exijo uma repara��o.
Diga-me quem se atreveu a ofend�-la e
e te prometo castig�-lo imediatamente.
Voc� me colocou de isca para que o Zorro ca�sse em uma armadilha.
Essa n�o � maneira de se comportar um cavalheiro.
E o que importa para voc�? N�o me diga que est� do lado dele?
Esta manh� eu estava.
Rezei � Deus para que conseguisse enganar os seus soldados.
Defendendo esse patife, se coloca a sua mesma altura
-e pode merecer seu mesmo castigo. -Ent�o prenda-me, excel�ncia.
Continue falando com esse tom
e envio teu pai ao inferno.
N�o pensou em como posso castigar tua insol�ncia?
Se quebro o compromisso de casamento, vivir� para sempre na mis�ria.
-N�o me importo. -Mas seu pai sim.
Sabe que te quero.
E por isso te perdoo.
Mas minha paci�ncia pode se esgotar,
se continuar dando motivo para isso.
Qndo me entregar� esses pap�is que tem de meu pai?
Ser�o meu presente de casamento.
Excel�ncia?
Venha comigo.
-Perdoe que os interrumpa, senhor. -Adiante, Coronel Martinez.
O tenente Morel acaba de chegar.
-A ordem. -Tenente Morel.
Voc� � um her�i.
O parabenizo.
Bom servi�o o seu.
Mas tem certeza que feriu o Zorro?
No bra�o esquerdo e com um corte profundo.
Senhores, est�o de parab�ns.
At� agora ao Zorro lhe bastava em tirar o disfarce
e se misturar com as pessoas do povoado para que n�o pud�ssemos reconhec�-lo.
Desta vez est� marcado.
-Coronel. -Diga, excel�ncia.
Procure um homem que tenha uma ferida no bra�o esquerdo.
Esse ser� o Zorro.
Se for preciso, dobre a recompensa.
Aumente o n�mero de espi�es.
Pague bem qualquer confid�ncia.
Vamos.
Desta vez
sei que n�o poder� escapar.
Deve haver algum meio para avis�-lo.
E o que isso importa para n�s? � um bandido.
N�o se esque�a que nos salvou naquela ocasi�o.
Agora devemos ajud�-lo.
Para que dom Manuel descubra?
Ai, meu Deus! Tudo est� se complicando demais.
Talvez eu poderia avis�-lo.
Voc�?
Como?
Conhe�o um mo�o que trabalha no Parador del Sol.
Posso pedir-lhe que me leve para falar com o Zorro.
L� devem conhec�-lo.
-Acha que confiariam em voc�? -Devo tentar.
Est� louca. Se os soldados te virem na venda, descubrir�o tudo.
N�o necessito ir l�.
Esse mo�o ajuda o padre Ger�nimo na igreja da Miss�o.
Irei agora.
Boa tarde.
Diego.
Boa tarde, Diego.
Aproxime-se.
Quero saber onde est� o Zorro.
A mesma coisa o governador quer saber.
N�o � coisa de piada.
-Precisa lev�-lo uma mensagem. -Que tipo de mensagem?
Est� em perigo.
O Zorro sempre est�.
Desta vez ir�o peg�-lo.
Bem, isso sempre dizem.
Diego, feriram o Zorro.
Quem o machucou? Quando?
N�o sei, mas o est�o procurando.
Os soldados e o governador buscam um homem
que tenha o bra�o esquerdo ferido.
Ele tem que saber disso a tempo para que fuja para longe.
Por que quer avisar o Zorro?
Minha ama e eu somos muito gratas � ele.
Nos livrou de uns bandidos.
-Tua ama que te enviou? -N�o estou autorizada a responder.
Bem...
Diga-me onde posso encontra-lo.
Pode ir tranquila.
O Zorro receber� tua mensagem a tempo.
Obrigada.
Menos mal que me lavei esta manh�.
Mas o que procuram? Posso saber?
O Zorro foi ferido no bra�o.
N�o acha que escondo o Zorro em meu albergue?
N�o acho nada.
Eh, voc�! Aonde vai? N�o queira passar direto.
Deixe isso e arregasse as mangas. Vamos!
Ou�a, quer me provocar?
N�o te compreendo, senhor Coronel.
-Me mostrou o bra�o direito. -Eu?
Voc�, claro. Quem se n�o? Teu av�? Vamos, levante a manga esquerda.
J� o temos, este � o Zorro. Prenda-o!
Mas, mas o que eu fiz, senhor coronel? Eu n�o fiz nada.
-Maria! Ajude-me. -Coronel.
-Diga que eu... -Est� cometendo um grande erro.
Solte-me, por piedade, solte-me!
Mas como pode ser Diego o Zorro?
Se est� sempre na miss�o com o Padre Ger�nimo.
Diga-me, como fez essa ferida?
Pois...
faz uns dias
estava cortando fatias de um p�o grande
e o peguei assim no bra�o.
Me distra� um momento olhando pela janela e ent�o me cortei.
N�o � verdade, Maria?
Sim, coronel. Foi assim.
Desde j� � dif�cil por um momento pensar
que um tonto parecido possa ser o terr�vel Zorro.
Eu juro, excel�ncia ilustr�ssimo, eu nunca fiz dano a ningu�m.
De verdade, chame o Padre Ger�nimo, ele os dir�.
Mas, por favor, n�o me levem. Por favor, n�o me levem.
Meu coronel.
Meu coronel, olhe o que encontrei l� em cima.
-O traje estava debaixo de uma cama. -A roupa do Zorro!
-Mas como pode estar aqui? -Deixe-me ver! J� n�o h� mais d�vida.
E pensar que estive a ponto de te soltar.
Coronel, algu�m escondeu essas roupas l� em cima para culpar o Diego.
-N�o sabia de nada, hein, patife? -Nunca vi essas roupas. Eu juro.
-Levem-o. -Solte-me!
Sou inocente, eu garanto.
Sou inocente.
Maria, avise o Padre Ger�nimo. Solte-me, solte-me!
N�o tenho nada que ver com isso.
-Solte-me! Eu n�o fiz nada. -Pare de gritar.
Fora com ele.
-Minha cabe�a. -Vamos!
Levante, pregui�oso!
Entra. Ao menos ter� companhia, n�o morrer� de medo dos ratos.
-Tem ratos? -E muito grandes, filho.
Mas n�o tenha pena dando-lhes tua comida, pois n�o te far�o nada.
-N�o quero entrar. -V�!
Quem �?
Diga quem �?
Me chamo Diego de Guadalupe. E voc�?
Se n�o esqueci meu nome, creio que me chamo Juan Ortiz.
Juan Ortiz.
Por que te prenderam?
Me acusam de ser um bandido.
Dizem que sou o Zorro.
Do que est� rindo?
Eu tamb�m estou aqui acusado do mesmo.
Voc�?
Desde quando?
Voc� pode me dizer.
Que dia � hoje?
Que m�s e qual ano?
Hoje � 10 de fevereiro de 1854.
Quinze anos.
Por qu�? O que voc� fez?
Vinguei minha mulher e meu filho.
Mortos pela viol�ncia de um d�spota...
Don Manuel Paredes...
Tinhamos um filho de poucos meses.
Don Manuel Paredes chegou um dia ao povoado
e o arrasou incendiando-o.
E no inc�ndio
morreram minha mulher e meu filho.
Durante dez anos, lutei contra o governador.
Os camponeses me chamavam de Zorro.
Porque deixava em todos os meus inimigos um "Z" marcado na frente.
Fazem quinze anos,
o governador e seus homens
me surpreenderam em um albergue.
-O Parador del Sol? -Sim.
Me parece que sim.
Lembra-se de um menino que estava l� naquela noite?
Sim. Por acaso...
Por acaso � voc�?
Havia uma mulher.
A assassinaram.
Foi por mim.
Por me ajudar.
O que foi isso? O que disse?
-O que aconteceu? -Uma pedra!
Pronto, vamos, leia, Coronel!
Acho que esqueci os �culos.
Me parece que est� chegando a hora de passar-lhe para a reserva.
Deixe-me ver.
"Don Manuel Paredes.
Tuas arrog�ncias est�o chegando a seu fim, como v�,
o homem que busca n�o � ele, mas eu.
se o mat�-lo, me ver�.
O Zorro! � ele.
D� o alarme, logo! Persigam-no, detenham-no!
Guardas! Guardas!
Detenham-no!
Est�o dormindo!
Me desculpe, querida.
A festa n�o pode continuar.
Volte para seu quarto, por favor.
Vamos, seus pombos!
Saiam a persegui-lo!
�s ordens, coronel.
Vamos, adiante.
Entre. Ela est� te esperando aqui.
-Queria me ver -Sim, senhorita.
-O que posso fazer por voc�? -Me chamo Maria Velez
e venho pedir a libertade de um homen inocente encarcerado.
-E por que pede a mim? -Voc� � a prometida, o senhor ...
governador n�o iria neg�-la.
N�o esteja t�o certa disso.
Diga-me, esse rapaz � seu noivo?
�...
-� meu irm�o. -E do qu� � acusado.
De nenhum delito. Lhe acusam de ser o Zorro.
O Zorro?
-Aconteceu algo? -N�o, nada, nada.
Eu te imploro, fa�a com que soltem Diego.
Repito que ele � inocente.
� incapaz de sustentar uma espada na m�o!
� um rapaz muito tranquilo,
que passa quase todo o tempo na Miss�o.
Te prometo que farei o que puder. Mas n�o sei, n�o estou segura.
-Pedir� a sua excel�ncia? -Hoje � noite mesmo.
Obrigada. Muito obrigada.
Caramba!
A pris�o n�o te tira o apetite.
Se n�o me apressar, esses v�o comer tudo.
Ent�o, pelo que me contou, n�o conheceu os seus pais.
-Sim, � isso. -� curioso.
Tem alguma import�ncia?
Talvez, � poss�vel...
Pois bem, sai ou n�o sai meu irm�o?
Trouxe o salvo-conduto do governador,
assinado afirmando a libertade de Diego.
-Por qu� o mantem a�? -Acalme-se, mulher.
Se ainda n�o est� livre, � porque ele n�o quer.
-Como n�o quer? -Isso mesmo.
Disse que n�o sair� se n�o lhe trouxer uma capa.
Que esta noite passou muito frio na cela
e que teme pegar um catarro.
Venha at� aqui.
Cabo de guarda!
-Pegue, para que se abrigue. -Bom.
Diego de Guadalupe, prepare-se para sair.
Tua irm� est� te esperando e te enviou isto
para que n�o se resfrie.
Pobre criatura.
Ai, que frio!
Ali a rua.
Cuidado, n�o se coloque nas correntes de ar.
Que delicado �.
Aqui tem teu irm�ozinho
e quando chegar em casa, fa�a-lhe um ch�.
Parece que nossa hospederia n�o lhe foi boa.
Arre, cavalo!
Socorro, socorro!
Ajude-me! Socorro!
Valha-me Deus, o que aconteceu?
O que fez, maldito? O que aconteceu aqui?
Em quanto voc� me dava a capa, o homem que estava aqui
me golpeou na cabe�a e n�o sei de mais nada.
Maldito canalha!
Bastardo!
Traidor, est�pido,
condenado idiota!
Por qu� n�o comprovou a identidade do preso?
Coronel, saia com todos os soldados dispon�veis
e d� uma batida.
N�o perca um segundo!
Esse homem, livre, pode ser um perigo para todos!
-Excel�ncia, o que fazemos con Diego? -Jogue-o na rua a chutes!
Anda!
Para a rua!
Fora!
-Padre Jer�nimo, aonde vai? -Tenho de visitar uma doente.
Se trata de Matilde, a m�e de Francisco,
-l� da colina. -Voltar� logo?
Sente medo ficar sozinho?
Um pouco, n�o quero que voltem a me prederem.
N�o creio que se atrevam e tamb�m, estar� acompanhado.
O Senhor est� contigo.
-Sim, claro. -N�o se esque�a de tocar a Ave Maria.
N�o, Padre, n�o me esquecerei.
Venha, te darei roupas para a viagem.
Por qu� se arrisca?
Voc� tamb�m se arriscou por gente que n�o conhecia.
E sua irm�? Ela estar� segura?
Mais que de n�s mesmos.
Essa mulher, Clara, que se portou contigo como uma m�e,
onde te apanhou?
Nesta miss�o. E precisamente naquele confession�rio.
Se lembra...?
Que besteira, como iria recordar?
Sabe a data em que te abandonaram?
Na noite de 15 ou 16 de abril de 1830.
Por qu�?
N�o...
N�o, por nada.
Correio para sua excel�ncia o governador.
-Me chamou, excel�ncia? -Sim, entre, coronel.
O mordomo tem ordens de lhe dar um bom jantar e uma cama bem c�moda.
-Necessita de descanso. -Obrigado, senhor.
Veio a galope desde a Cidade do M�xico
para me trazer isto.
O governo federal me envia um delegado.
Meus inimigos n�o descansam, Martinez.
Este delegado que vem com plenos poderes
meter� seu nariz sujo em nossos assuntos.
-Aceitaria um conselho? -Sim.
Ainda tem bons amigos na capital.
Se n�o perderam influ�ncia, podem impedir que o governo
envie esse delegado.
Por que n�o vai imediatamente para a capital federal?
Uma vez l�, desarmaria os seus inimigos.
Boa ideia.
Saindo amanh� de manh�,
posso voltar a tempo para celebrar o meu casamento.
Preparem minha carro�a e escolta.
Parado!
-Senhor. -Que diabos aconteceu?
-A escolta, excel�ncia. -O que aconteceu com a escolta?
-N�o est� aqui! -Como que n�o est�?
Desapareceu.
O que � isso? O que aconteceu?
-O Zorro! Vai nos matar! -N�o seja idiota!
-O Zorro! -Eu mesmo, excel�ncia.
Des�a.
Sinto muito ter interrompido sua viagem.
Mas � melhor que n�o v� a capital.
A cidade de M�xico est� muito longe.
E temo que n�o estaria de volta para o seu casamento.
J� que teria que fazer a viagem a p�.
Vamos, excel�ncia.
Se for imediadamente, poder� chegar ao pal�cio
antes do anoitecer. Andando, desde j�.
Ou melhor, com um pouco de sorte, no caminho encontrar� um cavalo.
N�o fique surpreso do porqu� estou poupando sua vida.
N�o quero que seus tormentos acabem t�o r�pido.
At� logo, senhor Governador.
Boa viagem, excel�ncia.
Arre, cavalo! Arre!
-Bandido, canalha. -Adeus, dom Manuel!
Bandido.
Agora a p� com este calor.
J� fez bastante por mim. Volte ao povoado, Maria.
N�o quero que corra ma�s perigos.
N�o se preocupe com isso Os soldados buscam um homem s�.
Indo em minha companhia n�o despertar� suspeitas.
E tamb�m, n�o tenho medo.
-Por que faz tudo isto? -Cumpro meu dever.
Se o Zorro se arrisca por n�s,
� justo que n�s nos arrisquemos por ele.
Vamos.
-Se me reconhecem, estamos perdidos. -Vamos continuar.
Alto!
Procuramos a um que fugiu da pris�o,
um tal Juan Ortiz.
-Deve ser de tua idade ma�s o menos. -V�.
Isto � engra�ado.
Pois n�o confundem meu marido com um fugitivo de pres�dio?
Olhando bem, tem raz�o.
Por seu aspecto, teu marido n�o � capaz de matar nem uma mosca.
Sim, eu sei disso.
Ou�a, e o que aconteceu para se casar com um velho decr�pito?
-Voc� acha? -Pois...
estaria melhor casada com um homem jovem.
-Cuidado, Maria! -Parada!
Ajude seu companheiro e suma daqui!
Precisamos det�-lo, vai dar o alarme.
N�o o alcan�ar�amos. Nossos cavalos est�o muito cansados.
E tamb�m, talvez seja melhor assim.
A partir de agora buscar�o um casal. Vamos nos separar.
Volte para casa, posso continuar sozinho sem perigo.
Talvez tenha raz�o.
Amanh� � noite estarei de volta.
Mas tome precau��es
e n�o volte por este mesmo caminho.
Ser� melhor que volte pela calada da noite.
-De acordo, at� amanh�! -Sorte!
-Adeus! -Adeus!
Bem, est� tudo a�. Se n�o quer mais nada, n�s vamos indo.
Ana, preparou o copo de leite da senhorita?
-Sim. -Com a��car?
-Est� preparado. -Bom.
Boa noite, Virginia. At� amanh�.
Boa noite, senhorita.
Se acha muito galante, mas n�o � assim.
Segue se portando como o que �, como um ladr�o.
Quem n�o sentiria desejos de roubar-lhe um beijo?
Te vejo muito tranquilo e confiante.
N�o teme que se trate de uma armadilha?
Poderia ter sa�do esta noite na sacada por ordem do governador
e te atrair a uma cilada.
N�o, se que � incapaz de me enganar.
Naquela manh� n�o pensava dessa maneira.
Naquela manh� te julguei mal.
Por isso quero te pedir perd�o.
E s� por isso se arriscou a vir aqui?
E porque... tinha a esperan�a de arrebatar um beijo.
Virginia! Virginia!
Est� tudo bem?
Sim.
Maravilhosamente bem.
Parece que ouvi um barulho. Me desculpe.
Boa noite.
Boa noite.
-Por qu� n�o me disse? -Os soldados te perseguiam.
N�o dormia duss noites seguidas no mesmo povoado.
-Se encontraria com um pobre �ndio? -Onde est� o menino?
A Miss�o de Nossa Senhora de Guadalupe.
-Adeus. -Adeus.
Adeus!
Maria!
-Maria, me d� ma�s vinho! -J� vou!
Me d� ma�s vinho!
Tenho a garganta que parece uma lixa!
Tenha paci�ncia. No � o �nico que tem sede.
Mais vinho, bonita.
Assim que eu gosto.
Parada!
-Eh, eh! Deixe algo para os outros! -Perdoe-o, pare de beber.
Amanh� se casar� o governador e tenho que celebrar!
-Viva os noivos! -Viva!
Felipe! J� voltou? N�o tem medo de que te prendam?
O governador perdoou as queixas gra�as ao seu casamento.
-Cante algo, Maria! -Bem.
Kikiriki, cantava sempre meu galo,
kikiriki, �s margens do curral,
kikiriki, quando via,
kikiriki, as galinhas do rancho.
Quando me ponho a cantar,
o galo do meu vizinho... � assim como se canta!
Me responde sempre fino com seu canto natural.
Viva as mulheres!
Kikiriki, cantava sempre meu galo,
kikiriki, formavam uma algazarra,
kikiriki, porque o galo do vizinho,
kikiriki, queria tocar os chocalhos.
Cante, galinho, fino, cante com muita vontade,
porque vamos escutar m�sica californiana.
Kikiriki, cantava sempre meu galo,
kikiriki, formavam uma algazarra,
kikiriki, porque o galo do vizinho,
kikiriki, queria tocar os chocalhos.
Cante, galinho, fino, cante com muita vontade,
porque vamos escutar m�sica californiana,
porque vamos escutar m�sica californiana,
porque vamos escutar
m�sica californiana.
Diego, estava a sua procura. Devemos ir amanh� ao pal�cio do governador.
-Amanh�? Ol�, padre. Aceita um copo de vinho?
Se � bom, por que n�o? N�o ponha muito, Diego.
Tem que acompanhar. Celebrarei o matrim�nio de sua excel�ncia.
-Voc�, Padre? -� uma grande honra.
Queriam que o sr. o Bispo celebrasse, mas ele n�o pode vir.
Est� de cama com um ataque de reumatismo. Espero que no tenha...
N�o. N�o tenho nada que fazer.
Mas ir ao pal�cio do governador? Para que me prendam de novo
e me encarcerem? N�o, obrigado.
-Mas, Diego! -E os ratos?
N�o sabe que a cela est� cheia de ratos que correm pelas pernas?
Ningu�m poderia me acompanhar como voc�. Nem o Luisillo, o de Faragatan.
N�o, n�o. Sinto muito, Padre. Sinto. Me pe�a o que quiser.
-O que quiser, menos isso. -Est� bem.
N�o posso obrig�-lo. O que vamos fazer?
Lamento. Boa tarde. Adeus, Maria.
Escute, Maria.
Olhe, quando o Padre Jer�nimo falar do matrim�nio,
me lembrei de que faz tempo que n�o te pe�o que se case comigo.
-O que diz, Maria? -� poss�vel.
-Mas tenho que responder t�o r�pido? -Voc� acha t�o r�pido?
Voc�s tem o ar de dois apaixonados. Meus parab�ns!
Felicidades, Maria. E a voc� tamb�m, Felipe.
Voc� tem que ver que mulher que escolhe.
N�o h� ma�s bonita em toda a comarca.
V� com cuidado. Se algu�m te reconhecer...
E o que isso importa? Se eu te reconheci, meu filho.
Falei com o �ndio que te salvou das chamas.
E o que me disse me confirma o que eu j� pressentia
desde que te vi pela primeira vez.
-Cuidado! -Claro.
-Como est�, Virginia? -Bem, Excel�ncia.
Apesar da m�scara, creio notar certa tristeza em teu semblante.
Me perguntou como estava, n�o com que humor.
Tive muita paci�ncia e compreens�o contigo.
Me pergunto agora se n�o cometi um erro.
Se quer suspender o matrim�nio, ainda h� tempo.
Sabe perfeitamente que n�o farei isso. Quando quero algo,
sempre consigo acima de tudo.
Prendam-no!
Mas esse � dom Garcia Pulido, excel�ncia!
-Olhe seu convite. -Boa noite, excel�ncia.
Boa noite, senhorita de Santa Ana.
Original meu disfarce, hein?
-O que acha? -Sim, sim. Muito original.
Mas tamb�m muito perigoso.
-Pode se vestir aqui, Padre. -Obrigado.
-Don Garcia? -N�o, tio, sou Mauricio,
-teu querido sobrinho. -Mas que ideia ma�s tonta.
Se disfar�ar assim!
Pois acho que foi muito original,
neste momento j� somos tr�s.
Notei uma coisa, excel�ncia.
Dois ou tr�s indiv�duos est�o disfa�ados como o Zorro.
Est� certo, coronel? Voc� � muito perspicaz.
Ainda d� tempo, Virginia.
-Me envergonho que por minha culpa... -N�o deve se preocupar.
� meu dever e cumprirei embora me contrarie.
E tamb�m que tudo depende de...
-De qu�? -N�o, de nada.
O que me dizem dos tr�s cavalheiros que vieram disfar�ados de Zorro?
-Acham de bom gosto? -Claro que n�o, querida Marquesa.
E v�-los assim impressiona.
-Tem medo do Zorro? -Pois, francamente, sim.
-Achava que era valente. -Mas, bem, coronel! Ainda n�o se sabe
quem � esse maldito Zorro.
N�o me preocupa saber que cara ele tem.
Ser� visto quando estiver pendurado na forca.
-Quando ser� isso, coronel? -Muito em breve.
Quando os soldados que seguem seu rastro de perto
descubram o covil desse maldito.
Sim, cavalheiros. Falta pouco para este foragido receba o que merece.
Atentos, atentos.
-Pense bem. -Quer dan�ar?
Me permite?
-Quem � este jovem? -Dom Garcia Pulido.
Senhor governador, que festa t�o maravilhosa, hein?
Mas como se atreve?
Tenho um plano,
mas com esses idiotas se disfar�ando como eu, me tornaram mais f�cil.
Sabe que meu casamento ser� esta noite? Falta uma meia hora.
-Em media hora pode haver surpresas. -Por qu� diz isso?
Tem certeza de que me quer?
Voc� tem que saber. Isso se adivinha.
Nunca viu o meu rosto.
Mas sei que � um homem honrado, leal e valente.
Senhor governador, o Padre Jer�nimo j� est� pronto.
Bem, chegou a hora.
Virginia...
Devemos trocar de roupa para a cerim�nia.
Sim.
Menino!
Os noivos est�o prontos. Pode ir para a capela, Padre.
O que significa isto? N�o ia casar amanh�?
Sim, mas decidi antecipar o casamento e celebrar intimamente esta noite.
Continuem se divertindo, em seguida estaremos com voc�s.
Querida...
Dom Manuel...
se esqueceu de uma coisa muito importante.
Est� certo, lhes pagarei.
-Este casamento n�o se celebrar�! -Maldito! Atr�s! Vou te matar!
Para tr�s com a burocracia! A minha guarda!
-Guardas! Prendam-no! -Vamos por ele!
Todos para tr�s! Lute comigo!
Veremos quem cai primeiro, coronel!
Venha aqui!
Deixe-me!
Vamos, todos!
Venha aqui, coronel!
-Venham por ele! � nosso! -J� est� encurralado!
Estamos aqui para te defender! Somos tr�s espadas!
N�o retrocedam!
Ataquem!
Vamos!
Agora est� desarmado!
Onde est�o meus soldados? Me defendam!
Medrosos! Covardes! Sigam em frente!
Miser�veis!
Guardas! Guardas!
A minha guarda!
-Voc� tamb�m. -A minha guarda!
Prendam os Zorros!
N�o estes dois! Imbecis!
Aqueles!
J� est�o cercados! Atr�s deles, rapazes!
-S�o os soldados de que dispomos? -Todos, excel�ncia.
Os demais os mandei em busca do Zorro no povoado.
-Covarde! -Lute comigo, Zorro!
Venha!
Voc�s, comigo!
E agora, Coronel?
J� n�o sobrou ningu�m disposto a morrer por voc�.
Chegou a tua hora.
N�o! N�o!
Don Manuel Paredes.
Voc�, Maldonado?
N�o me esperava?
Fui enviado com amplos poderes pelo Governo Federal.
Prenda-o!
-Prendam tamb�m o coronel Martinez. -�s ordens.
"O Governo Federal da Na��o, em uso de sua soberania,
destitui de todos seus cargos, don Manuel Paredes,
degradando militarmente, confiscando seus bens e prendendo-o
para que compare�a ante os tribunais da na��o."
Levem-no!
A partir de agora se far� justi�a com todos.
Como fez esse golpe em forma de "Z"?
Espont�neo.
Levo no meu sanue.
Senhores, mas o que aconteceu aqui? O que houve?
Estou h� meia hora esperando os noivos na capela.
Maria!
-Diego! -Qual � o famoso Zorro? Vejo tr�s.
Sim, dom Jos�.
Tr�s espadas invenc�veis � servi�o de uma causa justa.
Confio ardentemente que Diego ser� julgado
-com... -Julgado?
Se at� acho que terei que agradec�-lo!
Mas por qu� tem tanto interesse por ele?
Creio...
Creio que v� a ser meu genro.
Como ningu�m descia para a cerim�nia, tive que...
Me perdoe, Padre. Esta cerim�nia j� n�o se celebrar� aqui,
mas em sua Miss�o.
E o noivo ser� outro. Uma pessoa que voc� quer muito.
Diego!
E com... que surpresa!
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