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Original subtitles

Porque Ele te livrar� do la�o do passarinheiro,

e da peste perniciosa.

Ele te cobrir� com as suas penas,

e debaixo das suas asas estar�s seguro.

Salmo 91

O Ca�ador de P�ssaros

De repente, eles chegaram.

Como um bando de corvos.

Disseram que as coisas mudariam,

mas para melhor.

Era o in�cio de muitas mentiras.

Mentiras que todos fing�amos acreditar.

TRONDHEIM, NORUEGA

"Rouco est� o pr�prio corvo

que crocita a chegada fat�dica

de Duncan � minha fortaleza."

"Rouco est� o pr�prio corvo

que crocita a chegada fat�dica

de Duncan � minha fortaleza.

Venham esp�ritos que instilam as ideias mortais,

Trocai-me o sexo,

Cumulem-me da cabe�a aos p�s com a mais horr�vel crueldade!

Espessem..."

"Espessem..."

"Espessem meu sangue."

Sempre esque�o este verso.

Preciso dominar esse texto para a audi��o.

Eu passei credibilidade?

Venha, Billy.

Que tal estou?

Ent�o, sente-se melhor?

-Voc� parece p�ssima. -M�e, seja gentil.

Isso � meu, n�o?

Quero t�-la sempre por perto. Me ajuda a melhorar.

-E o que fez hoje? -Ensaiei o meu texto.

Ent�o � assim? Voc� n�o tem nada, na verdade.

Que tal ouvirmos o r�dio?

Vamos.

Certo, me ajude.

"Fora amar, o resto me parece perda de tempo."

Esther!

-Vai quebrar a janela, idiota! -Des�a aqui!

Olha ela a�!

Caso veja Ola na cidade, diga para ele voltar.

Voc� se lembra de Ola?

-Ele n�o vai mais voltar? -Sim, vai.

Voc� � t�o am�vel.

Eu esqueci seu nome.

Esther Albertsen.

-Esther, a rainha b�blica. -Sim!

Gostaria de jogar cartas comigo?

Lamento, agora n�o posso, Sra. Jensen.

-Ola... -Venho te ver amanh�!

Aonde vamos? Eles fecharam o cinema.

Ao fiorde. Isso n�o podem fechar.

-Onde achou esse cigarro? -No ch�o.

Alem�es...

-Como novo. Quer fumar? -Algu�m j� o p�s na boca.

Um noruegu�s decente fumou esse cigarro.

Na Am�rica, voc� pode compr�-lo nas ruas.

-Aqui n�o � a Am�rica. -Papai diz que vamos pra l�.

Para voc� se tornar uma estrela?

-Por que voc� me olha assim? -Por nada...

Preciso ajudar meu pai, vamos!

Voc� disse que estava atrasada. � melhor correr.

SAL�O DE BELEZA

Fiz uma pequena modifica��o.

Ah, muito bem!

Ficou lindo. Como sempre, Hans.

Est� muito bonito.

-Obrigado, Sra. Henie. -Obrigado, Hans.

-Vejo voc� m�s que vem. -Com certeza!

Posso entregar a peruca?

Sim, para o diretor do teatro, Sr. Gleditsch.

-Adeus, Sra. Henie. -Obrigada. Tchau.

Hans, como vai?

-Prazer em v�-lo. -Igualmente.

Esther, est� incentivando meu filho a fumar?

Claro que n�o.

Acho fumar nojento.

S� estava brincando.

Ent�o...

Como foi seu dia?

Tenha cuidado, Hans.

Prenderam judeus em Telav�g. Voc� deveria partir.

Amo minha vida, minha fam�lia, meu trabalho.

H� um toque de recolher agora.

Passei toda a minha vida ouvindo boatos.

-N�o est� havendo nada. -Em Telav�g diziam o mesmo.

N�o se preocupe, ficarei bem.

Ali�s, j� temos passagens para a Am�rica.

-Pronto. -�timo, obrigado.

Disponha.

N�o fique a� parada, querida.

O Sr. Gleditsch precisa disso hoje.

"Aten��o cidad�os de Trondheim!"

"Por ordem do comandante Josef Terboven,

decreta-se a lei marcial nos munic�pios de Trondheim,

Leinstrand, Strinda, Byneset

e no condado de Nord-Tr�ndelag."

"� uma adaga que vejo defronte,

o cabo virado para mim? Vem, deixa que te empunhe:"

N�o consigo tocar-te, mas ainda te vejo."

-Est� ansioso para a estreia? -Sim, claro.

Vamos ensaiar a pe�a "O Pato Selvagem".

-Comecemos pela sua deixa. -Certo.

"Foi ao fundo, naturalmente?"

"Os patos selvagens sempre fazem assim. V�o ao fundo

tanto quanto podem.

Seguram-se com os bicos

nas ervas marinhas e nos juncos...

e em todas as sujeiras

que acham l� embaixo... e nunca mais sobem."

-Por que essa confus�o, senhor? -Henry Gleditsch?

O pr�prio.

A estreia est� esgotada, mas talvez eu consiga...

Quantos? Um, dois, tr�s...

"Dez not�veis da regi�o

foram executados hoje �s 18h no Campo de Falstad.

Entre os cidad�os de Trondheim, estavam...

o procurador Otto Skirstad, o editor Harald Langhelle

e o diretor de teatro Henry Gleditsch..."

Ei, n�o vai comer?

Hans, voc� precisa falar com ela.

Ela deve evitar as ruas.

-Ela vive no mundo da lua... -N�o h� perigo!

Al�m do mais, logo ela estar� dirigindo a loja.

Claro, papai.

A dama de espadas.

Est� trapaceando?

Apesar de parecer uma flor inocente, voc� � uma serpente!

N�o disse que um jogo de cartas lhe faria bem?

"Tire o capuz dele!"

"Pelot�o! Preparar!"

Fogo!

-O que est� fazendo? -Perd�o, senhor.

-Vladimir Abramovitz? -Exato.

Por que est� escrito "Hans Albertsen" na sua porta?

-Sou noruegu�s, eu nasci aqui. -N�o!

Voc� � judeu.

-O que est� havendo? -Esther, n�o!

-Mas papai! -Esther, n�o se preocupe.

-Papai voltar� logo, querida! -Claro!

Como os nazistas cortar�o o cabelo?

"Vamos, depressa!"

"Des�a logo!"

Tor...

"N�o! N�o!"

N�o! N�o!

-N�o! -Rebecca!

-Hans! -Rebecca!

-Esther... -Voc� n�o ajudou meu pai!

�s vezes, � preciso fingir para sobreviver. Pegue!

-Entregue para sua m�e. -Tor!

-Por favor! -Tor!

"O que faz a�?"

-Esther, depressa! -J� vai, m�e!

Vamos, Billy! Temos que ir!

-Boa sorte. -Obrigada.

Ei, Esther, des�a j�! Tchau!

D�-me isso!

-Sil�ncio! -O p�ssaro fica aqui.

-N�o, por favor! -Ele fica!

Deixe-me solt�-lo! Largue isso!

N�o fa�a barulho!

Fique escondida at� sair da cidade, certo?

Para o cinema!

Pare!

Pare!

Mas o que � isso?

"Fora! Depressa!"

-Entre aqui! -Saiam!

Des�am todos! Depressa!

Para fora, vamos!

Des�am, depressa!

-Tenha coragem, Esther! -Mam�e!

-Seja uma atriz. -Ei!

-N�o! -Venha!

Atire!

Papai!

Eu vi algu�m.

Agora n�o, filho.

-Vi algu�m na floresta. -Voc� � surdo? Agora n�o!

Mas encontrei algo.

E o que encontrou? Sua cabe�a?

Deixe-o em paz!

Qual �, agora � proibido brincar?

Deixe-me ajud�-lo.

Por que n�o teve um filho de verdade?

Ei, parem!

J� chega! Parem!

Aten��o!

Por ali!

� o Herman.

-Sr. Krause, prazer em v�-lo. -Johann.

A miss�o foi bem-sucedida?

N�o! H� um fugitivo. Uma garota judia.

Soldados!

Fa�a um relat�rio contando os detalhes, entendido?

Sim, senhor.

Rapaz! Me ajude com essas malas.

-Pegue. -Obrigada.

N�o...

N�o...

Mam�e...

Mam�e...

Mam�e.

Eles te rastreariam facilmente.

Quem eram essas pessoas?

Se ficar aqui, congelar� at� a morte.

Quem � voc�?

Sei quem voc� �.

Os �nicos que papai odeia mais que os ingleses.

Sabe em que confus�o est� metida?

S�o roupas de menino. Devem servir em voc�.

O que eles fazem aqui?

�s vezes, dormem aqui. Eles patrulham.

-O qu�? -Pessoas como voc�.

Mas fique tranquila, eles nunca v�m aqui.

J� os espionei antes. � seguro.

Venha, veja voc� mesma.

Homens se passando por mulheres.

E dan�am.

Como s�o rid�culos!

Vamos, abrace-me.

"Filho! Aksel! Des�a da�!"

-� o meu pai. -Cad� voc�?

-Fica quieta. Dar� tudo certo. -"Vamos festejar ou n�o?"

Sa�de!

� Noruega!

H� quanto tempo est� a�?

Eles continuam � sua procura.

-Est� conversando com quem a�? -Ningu�m!

"N�o acredito em voc�!"

N�o h� ningu�m aqui!

Mentira! O que est� escondendo?

Ele morreu?

V� buscar ajuda!

M�e!

M�e!

-Fred! Fred! Fred! -Acho que ele bebeu.

-O que houve? -Ele escorregou.

Aksel o encontrou aqui.

Vamos lev�-lo pra dentro. Me ajude, Aksel!

Aksel!

-Qual � o seu problema? -Deixe-o em paz!

"Isso � o retrato do seu pr�prio medo;

Isso � a adaga desenhada no ar

que voc� disse Que o levou a Duncan.

Oh, esses impulsos e tiques,

Disfarces do medo verdadeiro, poderiam bem ser

Uma hist�ria de mulher, � lareira no inverno,

Autorizada pela vov�. Envergonhe-se!"

-O que faz aqui sozinho, rapaz? -Preciso de ajuda!

Ei, olhe para mim!

-Como chegou at� aqui? -Eu me perdi.

-Voc� o conhece? -N�o.

Certo. Ponha-o no carro.

Vai!

Tire seu bon�.

-Droga! -Onde o encontrou?

Ele nos encontrou. Saltou na frente do carro.

At� pensei numa emboscada!

V� para o seu quarto, rapaz.

Ent�o, o que houve contigo?

-Eu perdi meus pais. -Fale mais alto!

Como?

Eles foram mortos.

-J� disse para falar alto! -Fred!

-Por quem? -Bombas. Os ingleses.

Est� vendo?

-Desgra�ados! Qual o seu nome? -Ola Jensen.

H� outro parente?

Minha av� mora em Trondheim. Ela � senil.

-Tudo resolvido? -Sim.

-Despache-o para Trondheim. -Ele poderia nos ajudar!

-Outra boca para alimentar? -Fique no seu quarto!

Ele est� certo, Johann. Voc� ficar� ocupado com as elei��es.

Cale-se. N�o � assunto para mulheres ou crian�as.

-Talvez...ela tenha raz�o. -Qual �!

Sim, h� muito trabalho pela frente.

E sua fazenda � crucial para n�s.

Afinal � s� um menino, que mal poderia fazer?

Ou�a. Ter� de trabalhar muito e ajudar esse homem honrado

em troca de sua hospitalidade.

�timo.

Bem, veremos o que acontece.

Feche a porta!

O que houve com seu cabelo?

Assim facilita.

Pensar�o que sou um rapaz.

Ent�o, o que h� com esse porco? N�o consigo faz�-lo engordar.

-N�o parece febre aftosa. -Como � que voc� sabe?

Ele me disse!

N�o h� bolhas ou aftas, nem febre.

-Onde aprendeu isso? -Porcos gostam de comer.

Observe o apetite dele.

Voc� tem ovos, leite, mela�o? � disso que ele precisa.

Vai motiv�-lo. Volto daqui a uma semana.

Se ele n�o melhorar, esque�a.

N�o se fazem mais bons veterin�rios.

Voc� tem um nome?

Seus olhos s�o t�o belos quanto os de Humphrey Bogart.

Minha m�e o amava.

Posso cham�-lo de Bogie?

Voc� finge que est� doente para n�o ser comido?

Voc� � esperto, Bogie.

Muito esperto.

"Por aqui!"

"Cuidado!"

"Temos que parar, � muito perigoso!"

Vai ficar ainda mais se paramos.

Por qu�?

Eu enlouqueceria!

Espere! Pegue.

Posso abrir?

Agora n�o.

Tenho que viajar.

E quando eu retornar...

vamos para algum lugar onde ningu�m nos veja.

Preciso saber o quanto isso � s�rio.

Precisa de ajuda, Sra. Dalgaard?

N�o vi que estava a�.

Posso ajud�-la?

-Quem te ensinou a fazer isso? -Minha m�e.

Ela era como voc�.

Ela era uma boa m�e.

Vem nevasca por a�. Devemos nos preparar.

O jantar n�o est� pronto?

-Lamento. -O que estava fazendo?

-Seremos 5 hoje � noite. -5?

Qual a utilidade desse rapaz?

Utilidade? N�o sabe? J� fez suas tarefas?

-Sim, senhor. -Viu?

S� hoje ele fez mais que voc� em uma semana.

E ele n�o bebe.

Voc� tem sorte de ser meu irm�o.

-Sorte? -Ningu�m te quer.

Voc� � um in�til.

Aksel acertou dessa vez.

Finalmente posso contar com algu�m.

-Ajeitaremos uma cama para voc�. -Obrigado.

O que est� olhando, Fred?

Seja �til!

Boa noite.

-Boa noite. -Eu te amo.

N�o sou mais beb�!

-Boa noite, Ola. -Boa noite.

Esse mau tempo pode durar dias!

J� fez um anjo de neve?

Tente.

O meu parece um p�ssaro ferido.

-O que quer ser quando crescer? -Atriz.

Papai disse que ir�amos para a Am�rica.

Am�rica?

-Como � o seu pai? -Ele � maravilhoso.

Ele � o melhor cabeleireiro de Trondheim.

Ele ama voc�?

Claro!

-Como � a sua cidade? -Linda.

Bem, isso at� a chegada dos alem�es.

Um dia, quando eles partirem...

podemos morar nessa cidade.

Vou ajud�-la com seus textos.

Voc�, eu e seu pai juntos.

Quem sabe?

Talvez algum dia.

"Que besta foi ent�o

Que fez com que me sugerisse tal projeto?

Quando ousava, ent�o era um homem.

E para ser mais que aquilo que era,

deveria Ser homem muito mais.

Nem tempo, nem lugar

O propiciavam, mas voc� os criou do nada.

Eles se fizeram a si pr�prios,

mas agora duvida De sua justeza.

J� amamentei e sei

Qu�o suave � amar o nen� que me suga:

Mesmo estando a sorrir para mim,

Arrebataria o seio de suas gengivas desdentadas

E saltar-lhe-ia os miolos, se assim o tivesse jurado,

Como voc� fez em rela��o a isso."

Bravo!

Eu vou a Trondheim.

Tenho uma reuni�o com o Partido Nacional.

Representarei o distrito. � uma honra.

Aqui poucos parecem se importar.

Eu acho incr�vel.

Fred e eu ficaremos fora por alguns dias.

Voc� cuidar� da fazenda.

� preciso um homem � frente.

�timo.

Visitarei sua av�. Algum recado para ela?

Sim.

Diga a ela que estou bem.

Ola est� muito bem.

Fred!

Vamos embora!

Ola, junte-se a n�s.

Sirva-se.

Pensei em sair uma noite dessas.

-No cinema, talvez. -Podemos ir?

Por favor, m�e.

-Eu n�o sei. -Por favor!

Est� bem.

E como iremos?

O Sr. Krause poderia nos levar.

Por que o Sr. Krause faria isso?

Talvez como gratid�o por nossa hospitalidade.

Mas o que as pessoas v�o pensar?

E quem se importa com isso?

Certo?

O cinema fica em Flornes. Uma vez l�, estamos...

a 6 horas da fronteira sueca.

Minha m�e disse que h� um abrigo l�.

Eu vi no mapa dos alem�es.

Seu pai visitar� a Sra. Jensen. Tenho de ir antes que ele volte.

Voc� pode pegar o trem.

Sem identifica��o n�o d�. E voc� sabe quem eu sou.

Posso ir com voc�?

-Como assim? -Eu quero ir com voc�.

-Voc� me ajudaria? -Claro.

T� bem, voc� pode vir comigo.

-Temos que ir! -� maravilhoso.

Temos que sair agora!

-Espere um pouco. -Aksel, vamos embora!

Tudo pronto, Ola?

Ola, venha! O carro est� � nossa espera.

Sr. Krause.

Gostou do filme?

Voc� estava certa. O cinema � sensacional.

Obrigada pela noite. Foi ador�vel.

-Voc� gostou do filme? -Adorei os dan�arinos!

O que foi?

-J� te pedi desculpa! -Desculpar-se n�o muda nada.

-Voc� frustrou nosso plano. -Pare!

-Idiota! -Por favor!

-O que est� fazendo? -O que est� acontecendo?

O que se passa aqui?

-Por que est� agindo assim? -Me deixe ir, por favor!

Voc� � uma garota.

Lamento. Deixe-me ir, por favor!

Por que o disfarce?

Porque sou judia.

-Aksel sabe? -Sim.

-E ele est� te ajudando? -N�o o odeie por isso.

Odiar ele?

V� para o seu quarto.

-N�o diga a ningu�m, por favor! -V� para o seu quarto.

N�o fa�a isso!

Deixe-me partir!

N�o direi nada sobre voc� e Herman.

Se voc� for embora, Johann suspeitar� de algo.

-Por favor! -V� para o seu quarto.

-N�o esperava te ver aqui. -Eu realmente amo esse lugar.

-Herman, como vai? -Tudo bem.

Filho, ajude Fred com as malas!

Ola, quero falar com voc�!

Como foi a viagem?

-Eu consegui! -�tima not�cia.

Estive com a Sra. Jensen.

Ent�o?

N�o quer saber o que ela disse?

Ela ficou feliz por voc� estar bem e perguntou quando voltar�.

-E o que respondeu? -Que preciso de voc� aqui.

Trouxe isso para voc�.

Abra!

E a�?

O que me diz?

Sr. Dalgaard, quanta gentileza.

-Experimenta! -Eu n�o...

Acho que...

Prefiro deixar para uma ocasi�o especial.

N�o vai faltar ocasi�o.

Um para dispersar, outro para matar.

Isso foi pura sorte.

Minha mira raramente falha.

Belo tiro!

-Obrigado. -Sa�de!

Eu amo esse pa�s!

Vamos ver como se sai.

Vamos, rapaz!

Ei, n�o!

Nunca fa�a isso! Exceto se quiser matar.

Deixe-me te ensinar.

Contra o ombro. Um p� � frente. Assim!

Pronto?

-Parab�ns, Ola! -Teve sorte, rapaz.

Pai, posso tentar?

� preciso ter m�os firmes. V� buscar a ca�a!

Outra dose.

Sa�de, Fred!

Todos temos algum defeito.

Mancar � uma coisa...

...e outra coisa � ser feio.

Voc� n�o � feio!

Vamos tentar novamente.

"Somente rochas, bosques imateriais.

Pontes sobre o vazio

e o lago imenso, cinza, cego,

que sobre o fundo jaz, distante, como

um c�u de chuva sobre uma paisagem.

Por entre os prados, suave, em plena calma,

deitado, como longa veia branca,

via-se o risco p�lido da estrada.

Desta �nica via vinham eles."

Endireite a cabe�a. E estique este bra�o.

Tente!

Muito bom!

O que isso significa?

Significa...

...muito.

-O que voc� fez? -Eu n�o fiz nada.

Ola cuidou de tudo.

-Ola sabe encantar animais? -Aksel me ajudou.

N�s o alimentamos e o aquecemos.

-Deu certo, pai. -� um belo animal.

Gra�as a voc�, aos ovos e ao leite.

N�o! N�o!

-Voc� est� chorando? -N�o.

Pegue, � para voc�.

Est� vendo? A crueldade pode proporcionar coisas boas.

Obrigado, Sr. Dalgaard.

N�o se esque�a de fechar a cortina � noite.

Se os avi�es ingleses virem luzes,

eles podem bombardear.

Vamos, prove, Ola!

Voc� gosta daqui, Ola?

Voc� deve sentir saudade.

Longe da sua fam�lia.

Est� tudo bem.

Sr. Dalgaard...

Voc� est� bem?

Em breve ser� Natal.

O que houve?

-Est� doente? -N�o aguento mais fingir!

Mas � preciso.

Vamos, vem c�.

Na idade de Aksel,

tive o privil�gio de cortar a �rvore de Natal.

Foi uma grande honra.

O machado do meu pai, que era do meu av�.

De homem para homem.

Acho que voc�...

...saber� us�-lo, Ola.

Encontre uma �rvore digna de nossas tradi��es.

Sinto muito, Aksel.

Mas voc� sabe o que isso significa, n�o?

Aksel!

Provarei ao meu pai que ele est� errado!

-Basta apenas andar. -Eu vou provar pra ele!

Aguente firme!

Eu vou te carregar!

Vai dar tudo certo. Aguente firme!

Socorro!

Socorro!

Socorro!

Socorro!

-O que houve? -Ele se feriu!

-O que houve? -Ele se cortou.

-Por que deu o machado pra ele? -Cale-se, Fred!

Me ajude a lev�-lo ao m�dico. Anna!

-Ele n�o � confi�vel para nada! -Meu bravo soldado.

Agora s� tenho voc�, Ola.

-Poderia examin�-lo? -Sim, claro.

Dispa-se. Deixe-o te examinar.

N�o tenha medo, o doutor n�o vai te machucar.

Est� na hora do doutor partir. J� � tarde.

Tudo bem.

-Johann. -Sr. Krause.

Pegamos esse muambeiro e precisamos interrog�-lo.

-Voc� tem algum lugar? -Voc� o conhece?

Ele � de Trondheim.

J� nos ajudou no passado, mas agora est� nos traindo.

Tenho um lugar. Por aqui.

Ola, venha comigo!

-Vamos para a sauna. -Depressa, mexa-se!

-Em frente! -Venha logo, Ola!

Agora...

...vai me contar tudo o que sabe. Eu fui claro?

Ouviu? Ei, Est� me ouvindo?

Abre os olhos! N�o desmaie!

-Reichmann no r�dio. -Droga!

N�o deixem ele apagar. Volto num instante.

Ola. Ola!

� a sua vez.

V� em frente.

Ola, pense que foi um dos ingleses que matou seus pais!

Vamos l�, rapaz.

Prove que voc� � um homem!

Finja.

Voc� vai mat�-lo! Ola!

Voc� � um guerreiro! Estou impressionado.

Esse maldito estar� morto pela manh�!

"Por que matou a aula?"

"-Vai quebrar a janela, idiota! -Des�a aqui!"

De p�.

Deixe-me ver.

Impec�vel.

� um dia importante. Elei��es do Partido.

Tudo deve estar perfeito.

Claro.

Escute...

a vida por aqui tem sido dura nos �ltimos anos.

Esta elei��o � vital para o futuro da minha fazenda.

E voc�...

...um dia, tudo isso...

...ser� seu.

S� voc� me entende, Ola.

S� voc�.

Eu tive...

uma inf�ncia pobre.

Como voc�.

Muito pobre.

Veja, papai!

D�i, mas eu n�o ligo. Eu estou de p�.

Muito bem, filho. O �cio mata.

Pode deixar.

Filho, vamos receber pessoas do Partido.

Acho melhor voc� ficar no seu quarto.

� para o seu pr�prio bem.

-Eu entendo, pai. -Certo.

�timo.

Ap�s a elei��o, eu o ensinarei a atirar.

-Obrigado. -Sr. Reichmann.

Bem-vindo � minha fazenda. � uma honra.

Encantador!

-Este � o seu filho, Sr. Dalgaard? -N�o. Ele n�o � meu filho,

mas � membro da Juventude Hitlerista, Ola.

Sra. Reichmann!

-Acredita em nossa causa? -Viva a Noruega, senhor!

O F�hrer tem grandes planos para o futuro.

Ele construir� uma nova capital perto de Trondheim:

a Estrela do Norte.

Pegue as malas deles.

Meu irm�o vai servir um bom vermute.

Por favor, sintam-se em casa.

Bem-vindos!

Obrigado.

Obrigado.

Anna, preciso falar contigo!

-Pensa que me engana? -Voc� bebeu.

Calada! S� b�bado ou louco para ficar com voc�!

Voc� me d� repulsa, ouviu? Voc� me enoja!

-Sra. Dalgaard? -Me deixe em paz.

Espere!

Vem c�.

Tenho que servir a mesa, mas com esse rosto...

Ele n�o pensou nisso.

Talvez eu possa te ajudar. Eu entendo de maquiagem.

Sra. Dalgaard...

voc� � muito bonita.

Quem sabe com a sua ajuda.

Tudo bem?

Qual � o seu nome verdadeiro?

Esther.

Esther Albertsen.

Temos que descer.

Pode colocar em mim?

� lindo, n�o?

Herman me presenteou.

Ola!

Ent�o?

Est� se divertindo? �timo.

-Posso servi-lo? -Sim, por favor.

E a�, Ola! Olhe s� pra voc�!

Que bela farda!

O pequeno nazista que salvar� meu pobre irm�o.

Bem...

A bebida far� de voc� um homem, Ola.

O �lcool d� coragem.

-Certo, Fred? -Voc� � um garoto estranho.

Sa�de!

Outro trago!

Vamos l�!

Beba, Ola!

Um dia...

tudo isso me pertencer�.

Tudo!

Um tolo como voc� n�o vai me privar disso.

Esta fazenda? � toda sua!

Certo, brindemos...

a este belo ano para a Noruega

e aos nossos bravos soldados alem�es

que lutam contra a amea�a bolchevique no leste.

Sa�de!

Sa�de!

-Viva a Noruega! -Heil Hitler!

Minha esposa servir� o jantar. Bom apetite!

A guerra lhe foi �til.

Este porco n�o queria celebrar o Natal.

Deve ser judeu!

O que est� fazendo, Anna?

Certifique-se de que o Sr. Krause esteja satisfeito.

Fico feliz que alem�es e noruegueses

estejam se dando bem aqui.

Esse lugar � especial.

-Tentamos fazer o melhor. -Sem d�vida.

Bom apetite.

Certo!

Johann, passamos ao que interessa!

Gostar�amos que voc� fosse o novo chefe de distrito.

Bem...

Antes de discursar, Johann...

...vamos falar do artigo 43-03.

A requisi��o de fazendas para as necessidades alem�s.

Voc� aceita que sua fazenda seja requisitada?

Requisitada?

Mas j� estamos acolhendo as tropas.

Haver� muitas mais.

Entendi que todos aqui estavam dispostos a colaborar!

Est� bem, todos concordamos. Vamos l�!

Diga logo algumas palavras solenes!

Vamos, diga!

�...

Partirei com Herman hoje � noite.

-Vou levar Aksel. -Voc� n�o pode!

-Por qu�? -Ele � pior que seu marido!

-Isso pertencia � minha m�e. -O qu�?

O que h� com voc�?

-Fred, cad� voc�? -J� vai!

"Johann, obrigado por tudo."

"Adeus. Obrigado!"

"Sr. Reichmann!"

"Adeus."

Aksel, cad� voc�?

O que faz aqui em cima?

Fugiremos enquanto dormem. Voc� vem comigo ou n�o?

-Voc� n�o precisa de mim. -� claro que preciso!

-Eu mal posso andar. -Apronte o cavalo.

-Usaremos o tren�. -Voc� deveria...

me ajudar com papai. Mas voc� tomou meu lugar.

-N�o � verdade! -Sim, �!

Aqui n�o � mais seguro para voc�.

Sua m�e e o Sr. Krause fugir�o juntos esta noite.

O qu�?

Todos est�o me abandonando!

N�o.

Pare! Vamos, pare!

Pare! Pare!

E a Am�rica? E o meu pai?

Preciso de voc�!

Ola!

O que est� fazendo?

Nada, Sr. Dalgaard.

O senhor est� bem?

Siga-me!

Faremos de voc� um homem.

Apronte o tren�.

Ou�a, ou�a!

Voc� vai se tornar um de n�s!

Essa � a nossa tradi��o!

� assim que nos tornamos homens!

Voc� acha gra�a nisso, Dalgaard?

Que pervers�o � essa?

Voc� debochou de todos aqui!

Essa elei��o nunca existiu!

Mas sua fazenda ser� requisitada!

-Vamos, fale algo! -Eu posso explicar!

-O que tem a dizer em sua defesa? -Diga logo, Sr. Dalgaard!

Eu sou judia!

E ele est� me escondendo!

-O qu�? Um judeu? -N�o!

"Socorro!"

Aksel!

Aksel!

Temos que ir!

"V� pegar �gua!"

Voc�!

Quem � voc�?

Johann?

O que est� havendo?

Eis os dois pombinhos!

Johann, voc� est� b�bado.

-Abaixe essa arma. -Obede�a sua esposa.

-Vamos entrar e ... -Cale-se!

N�o me d� ordens!

Essa � a minha fazenda!

Papai!

Aksel, pare!

Vamos, enfrente-me como homem!

-Papai! -Cale-se, filho! Agora n�o!

Johann, somos aliados. Certo?

Vamos!

Atire neles! Atire logo!

-Cale-se, Fred! -V� embora.

-Voc� e sua biscate! -Cale a boca, Fred!

Eu j� sei de tudo.

-V� embora. -Eles se encontravam,

enquanto voc� estava em Trondheim...

-N�o o escute! -Debaixo do seu nariz!

-Ficavam bem juntinhos... -V� embora!

-Essa biscate! -D� o fora daqui!

-N�o! -Sua biscate!

N�o!

Sr. Dalgaard?

N�o!

Temos que ir! Vamos embora!

Vai! Vai!

Suba!

-Mais �gua! -Mais �gua!

Pare! Aonde voc� vai?

Ei, aonde voc� vai?

Chegamos ao lago.

Temos que atravess�-lo para chegar � Su�cia!

-Temos que atravess�-lo? -Sim, n�o temos escolha.

-� seguro? -Logo descobriremos!

Eu disse que funcionaria!

Fora amar, o resto me parece perda de tempo!

TRONDHEIM, 1945

SAL�O DE BELEZA

N�o.

Ele n�o est� mais aqui.

Vagabunda!

Traidora!

Trapo alem�o!

-Obrigada, Sra. Henie. -Obrigada, Esther.

-Vejo voc� m�s que vem. -Com certeza!

Que nojo!

Entre.

Minha esperan�a era te encontrar aqui.

Cadela nazista!

Espere!

Fique.

Seu pai ficaria horrorizado.

Sim, ficaria.

Saia. E n�o volte mais aqui.

Sinto muito.

Venha.

"Houve um tempo em que tive de fingir ser algu�m que n�o era.

Eu n�o tive escolha.

Mas depois que foram embora, parei de fingir."

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