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- Art Subs - 8 anos fazendo Arte para voc�!
Legenda - Frederic -
JUNHO
Bom dia, chefe. Qual �?
Bom dia.
- Que porra, cara! - O qu�?
Quem bebeu meu u�sque?
Que merda, cara...
- N�o tem prova hoje? - Tenho.
Tem schnapps na geladeira.
Era um Yamazaki, meu chefe me deu. Caro pra caralho.
- Bom dia, meninos. - Bom dia.
- N�o tem prova hoje? - Tenho. Estou indo.
O hemograma indica anemia hipocr�mica microc�tica.
� moderada, uma vez que o Hgb est� em torno de 6.
� importante diferenciar se vem da defici�ncia de ferro ou AKS.
- Oi, Mia. - Oi, Simon.
- Como foi? - Tirei um A.
- �timo! - Knud est� l�?
Est�.
- S�o suas coisas? - S�o.
O que est� havendo?
Converse com Knud. Ele est� l� em cima.
Hei cara...
N�o tem que esperar para levar suas coisas?
- Como assim? - Ela simplesmente levou tudo.
Voc� n�o termina e leva suas coisas ao mesmo tempo, n�o?
Voc� termina, e ent�o depois marca para buscar suas coisas.
O que ela disse?
Foi mal. N�o temos que falar nisso.
Merda...
- Desculpa. - Para com isso.
Vamos ter um �timo ver�o.
- Vai ser um ver�o de merda. - N�o, n�o vai..
Este aqui.
Tire a tampa.
R�pido!
Voc� vai enlouquecer com essa coisa.
Bem-vindos. � um prazer ver voc�s todos.
Este ser� um curso de seis semanas,
com encontros nas segundas, quartas e sextas.
Podem complement�-lo com uma resid�ncia
no Departamento de Doen�as Infecciosas.
Terminaremos com um exame escrito, em Agosto,
no qual devem passar para poder viajar.
Primeiramente estaremos em um barco-hospital, na Amaz�nia,
no norte da Bol�via.
Vai ser no outono.
Perguntas?
N�o sei... Seis meses num barco, no meio da selva?
- � um barco-hospital. - Mesmo assim...
Vamos passar por aldeias com tribos ind�genas
que nunca foram vistas e que nunca viram ningu�m. � doido!
- Eles devem ter visto brancos. - N�o, nunca!
E eles t�m essas doen�as estranhas que nunca vimos aqui.
Precisa sair e ficar s�. Se afastar de tudo.
Longe de Copenhagen. S� voc� e seus pensamentos.
Temos que sair e deixar toda a merda pra tr�s.
Ningu�m lhe dir� nada, ningu�m te lembrar� nada. Vamos sumir!
Nos afastamos por seis meses. Foda-se tudo.
Quando voltarmos, seremos pessoas melhores.
L� n�o haver� ningu�m para magoar voc�.
Passaremos o inverno na Bol�via. Esquecer� completamente a Mia.
Voltaremos para o apartamento em Abril com o pessoal,
e ent�o estaremos no ver�o novamente.
� importante n�o parecer desesperado.
� muito importante...
n�o mandar sms logo. Deixe ela vir at� voc�.
Eu n�o mandei sms.
Eu respeito o fato de que ela n�o quer ficar comigo.
Knud, acho que tenho a solu��o pra isso tudo.
Voc� devia fazer um Tinder.
Fa�a um perfil no Tinder. � cheio de mulher l�.
Como voc� sabe isso sobre o Tinder?
Tive perfil l�, mas as amigas da Katrine descobriram.
Tenho o texto perfeito para mandar pra qualquer garota.
Me escuta, estou dando uma aula aqui.
"Oi, eu sou S�ren e tenho um pau enorme."
Bananas escrevem "Oi, linda...". N�o, fa�a uma pergunta,
voc� precisa fazer com que elas respondam.
- Cansado de ser capacho? - N�o sou capacho.
- N�o � capacho! - N�o mesmo!
Cala a boca, cara, qual �, eu estava no Tinder.
N�o digo que ela trai, mas ela gosta de se mexer, n�o?
Ela gosta de curtir.
- Mulheres traem como homens. - Eu n�o traio.
N�o, mas algumas garotas pegam o namorado da outra,
assim como outros caras s�o infieis com as namoradas.
- Sim, acho que � assim... - � como um ecossistema.
- Ent�o voc� precisa transar. - Exatamente.
- Voc� � uma montanha, Knud. - � isso a�. Uma montanha.
Segure o rato pela cauda. Quem quer experimentar?
N�o, obrigado...
Ent�o ele entra. Est� faminto.
Vamos l�... Vamos, tem comida pra voc�.
Vamos.
Vejam...
Vamos.
Que merda, demais!
- Voc� � doido. - Quer aliment�-la?
Porra, n�o!
- At� que tamanho ela come? - Um rato bem gordo.
Mas l� fora elas comem veados e at� humanos.
Uma vaca...
S�rio, pessoal, voc�s v�o para o rio naquele barco,
onde v�o acampar em tendas com mosquiteiros,
e no meio da noite os �ndios v�o acord�-los.
"Vamos", eles v�o sussurrar.
Voc�s v�o ligar as lanternas e em todas as �rvores e no ch�o
haver�o cobras, insetos, aranhas e lagartos sendo lan�ados.
Se tiverem sorte, ver�o pequenos jacar�s.
N�o quer um guardanapo para sua camisa extravagante?
N�o, eu deixo no colo. S� crian�as sujam a camisa.
Voc� � muito esnobe!
Voc� pode pegar piranhas do barco.
- Elas ficam no rio? - Claro, um monte cara!
N�o � t�o perigoso. � mito. Voc� pode nadar com elas.
- Elas n�o mordem? - N�o.
- Por que soa como "piratas"? - Porque os piratas comem elas.
Voc� ser� o melhor bi�logo do mundo.
- Gostaria de ir junto. - Voc� devia.
- Esben, n�o consegue folga? - Eu conversei com meus pais.
Eles podem emprestar o dinheiro pra minha casa.
- Est� dizendo que vai se mudar? - Andei dando uma olhada.
� um bom momento para comprar.
- Est� cansado de n�s? - N�o...
- Os aps coletivos valorizaram? - Sim.
O valor do nosso subiu 300 mil coroas. 85 mil cada.
- Desde quando? - Desde a �ltima assembleia,
- a qual voc� n�o compareceu. - Isso foi rude.
- Foi a terceira vez. - Com 85 mil eu compro um carro.
Fal�vamos da Bol�via e agora queremos vender o apartamento?
- � algo que temos juntos. - Voc�s � que est�o saindo.
S� por seis meses.
- Seis meses passam r�pido. - Gostaria de morar sozinho.
Ver como � ficar s�.
- Algu�m est� vindo. - Cala a boca, Esben.
- Simon, r�pido. - Mariquinha!
- N�o consigo abrir. - Certo, vamos desistir.
- O que est� fazendo? - Pegue a coleira.
- Vem vindo algu�m. - Vamos l�!
- Carneiros n�o podem entrar. - N�o vai deix�-lo entrar?
Qual �. � s� uma cerveja.
O carneiro est� olhando pra l�. A m�sica vem de l�.
N�o, � por aqui. 100% de certeza.
- Dev�amos postar no Facebook. - Pessoal, encontrei a festa.
- Alguma dama? - Muitas damas!
Meus p�s est�o me matando.
- S�o os sapatinhos de couro. - Meus sapatos de classe.
A� vai ela...
Ol�! Festa!
Vamos pegar uma bebida.
Levanta, cara! Olha s� todas essas mulheres!
- Agora eu n�o posso. - Precisa de uma bebida.
Agora n�o, Simon.
N�o posso mais, Simon.
Vamos beber alguma coisa.
HEI, CAMPE�O, ONDE VOC� EST�?
- Viu meu amigo passar? - N�o sei. Como ele �?
- Ele � normal. - Acho que n�o.
- Ele pode ter um carneiro. - O qu�?
Ele pode estar com um carneiro.
Certo. Acho que n�o vi um cara normal com um carneiro.
Talvez tenham ido pra casa.
Quer vir?
O que tem de errado aqui?
� uma busca, temos que achar o carneiro.
Vamos l�.
Talvez tenham ido tomar uma cerveja no Andy's.
Se eu fosse um carneiro, estaria no pr�ximo voo pra longe daqui.
Se eu fosse um carneiro, faria coisas de carneiro,
tipo comer grama e curtir com uma ovelha.
Ganharia sua liberdade. Se afastar o quanto puder.
N�o � um carneiro muito respons�vel.
A responsabilidade � superestimada.
- Eu n�o acho. - N�o? T� bom...
- Meu ex pensava a mesma coisa. - Isso foi um elogio?
N�o.
N�o estou atr�s de relacionamento...
- Eu tamb�m n�o. - T� bom.
Relacionamentos s�o superestimados.
Meu amigo concordaria. Foi chutado depois de tr�s anos.
- Como ele est� indo? - Passando pelo inferno.
Todas as rela��es n�o acabam assim? Um inferno total?
Estou inclinado a concordar.
- Bom dia, Kirsten. - Bom dia.
Temos os resultados dos exames. Voc� tem pneumonia.
- Nossa! - N�o era mal�ria.
- Vamos lhe dar antibi�ticos. - Que bom.
- Certo. Voc� ficar� boa logo. - Obrigada.
- Bom dia, Christian. - Bom dia.
- Como se sente hoje. - Melhor, obrigado.
- Trouxe alguns estudantes hoje. - Tudo bem.
Vamos dar uma olhada no Christian aqui...
Ele voltou das f�rias com uma febre,
dores nas juntas e m�sculos, e est� com brotoejas.
Vou arredar o len�ol.
- Algum palpite? Voc�? - Dengue...
Muito bem. O que fazer?
Analg�sicos e observa��o.
Exames de sangue para detectar anticorpos.
Devem perguntar onde ele esteve, e o que mais devemos lembrar?
Se h� risco de sua condi��o piorar.
N�o, n�o est� correto.
S�ndrome do choque da dengue.
Sangue na saliva e fezes, dor abdominal e boca azulada.
Obrigado, Christian. Vemos voc� depois.
Obrigado.
Eu estava cansada, extremamente cansada.
Tinha dores estomacais, vomitava...
Parecia gripe, mas notei feridas nas pernas que n�o curavam.
Meu m�dico disse que meus olhos e pele estavam amarelados.
Ent�o eu vim pra c�.
Que idade voc� tem?
23.
- Vai estar l�, na cirurgia? - Vou.
- O que houve com voc� ontem? - Fui embora mais cedo. Acabado.
- Onde voc� dormiu? - Fui parar em Vesterbro.
N�o lembro de muita coisa.
- Quem � ela? - N�o sei.
� legal?
� muito legal. N�s fomos a um bar...
Vai ver ela de novo, n�o?
Talvez. N�o, eu n�o sei...
- Corta essa e d� uma chance. - Cala a boca, cara.
Eu resolvo...
Liguei b�bado para a Mia durante a noite.
- O que ela disse? - N�o atendeu, ainda bem.
Ent�o deixei uma longa mensagem.
T�o pat�tico...
Que se foda. Merdas acontecem.
N�o soube dela?
N�o.
JULHO
- N�o quer fazer um caf�? - Achei que n�o tinha mais.
N�o pode ir dar... uma olhada?
- Voc� vai. - N�o, vai voc�.
- Eu n�o vou comprar. - Voc� precisa.
Eu recebi...
v�rias propostas de compra do apartamento.
- Ofereceram 2,6 milh�es. - 2,6?
Foi um lance no escuro, mas ainda assim...
� por todo o apartamento, n�o s� minha parte.
- Mas ainda � bom. - � muito bom!
Mas querem o lugar todo, ent�o voc�s t�m que concordar.
- Me manda isso por e-mail. - Vou mandar.
Meu pau!
- Corre, S�ren! - R�pido pessoal!
O que est� havendo? Pare a�!
Knud!
- Solta! - O que est�o fazendo?
O que est� fazendo, Simon? Vamos embora!
- Porra cara, voc� socou ele! - Estava te soltando.
- N�o pode bater nas pessoas! - S� estava te ajudando.
- Relaxa! Ele est� bem. - Certeza?
Claro. Ele est� bem, cara.
- Merda, estava assustado. - Essa foi perto.
Olha s� a mulherada.
Oi meninas, querem �lcool cir�rgico?
- Oi. - Oi. O que faz aqui?
- Quero uma bebida. - Lamento, j� fechamos.
Ent�o, venha comigo. Eu tenho isto.
- O que diabos � isso? - �lcool cir�rgico.
- N�o pode ser verdade! - O qu�?
Mescal...
Quer dan�ar?
Porra!
O que houve a�?
Nada.
- Porra! - O que � isto?
Nada.
Me conta.
Briguei com um seguran�a no Festival Roskilde.
Eu e meus amigos pulamos a cerca
e o seguran�a pegou meu amigo Knud.
Tive que ajud�-lo. Foi muita estupidez.
Uma vez no bar, esse cara b�bado
chutou o sacudidor da minha m�o.
Ent�o eu peguei um copo e joguei na cara dele.
- N�o parei pra pensar. - E o que aconteceu?
Ele foi pra casa.
Foi estupidez.
Quem � August?
- August � um m�s do calend�rio. - Certo.
A verdade � que isso n�o tem import�ncia.
De quantas precisamos?
Bem... t�tano, hepatites A e B
e febre tif�ide.
Voc� conhece bem isso.
- Voc� � um bund�o. - Cala essa boca.
- Merda. - Ele � feio.
Merda, ele � feio. N�o posso com isso. Vamos.
� tarde demais. Vamos cumprimentar.
- Este � o Anders. - Oi.
Est�o bancando os viciados?
� imuniza��o. Precisamos para a Bol�via.
- Para a Bol�via? - Isso...
- Vamos ficar l� por 6 meses. - Na selva?
- Mas voc� tem medo de aranha. - S� tenho que superar isso.
- �timo. - Voc�s v�o...
�, n�s vamos nadar, ent�o... vamos indo.
Nos vemos...
Tchau, Simon.
Knud?
Quer jogar a scooter no mar?
Claro, isso faria meu dia.
Eles j� v�o mergulhar. A gente empurra e sai fora.
- Ningu�m vai ver. - T� falando s�rio?
- V�o saber que fomos n�s. - Mas n�o podem provar.
Tem apenas um milh�o de testemunhas.
Ela vai nadar no nosso ponto com aquele velho broxa.
Talvez sejam s� amigos.
Ela andava por a� enquanto voc�s namoravam.
Ela � livre pra fazer o que quiser.
- Voc� merece coisa melhor. - Esquece isso, cara...
N�o preciso que me analise. Ponha isso na cabe�a.
Que merda!
- E a scooter? - Esquece isso!
- Certeza? - Claro que eu tenho!
- � o primeiro transplante? - �.
- O que est� fazendo? - Perd�o, eu s�...
Comece de novo. De cima! N�o s� os dois dedos.
Em tudo.
E r�pido. Se quiser chegar a tempo.
- Karen, est� pronta? - Estou.
Vou lhe dar um analg�sico primeiro.
Lembra que falamos sobre contar a partir de 10?
Comece agora e eu lhe darei um sedativo.
10, 9...
8...
7... 6...
Ela apagou.
- A paciente est� pronta. - Vamos come�ar.
Tesoura, por favor.
Vamos pegar esses vasos tamb�m.
Enx�gue.
- Colocamos uma ligadura ali. - Sim, colocaremos...
- Agora aplique o selador. - Deve coagular.
Porra cara, microcirurgia � do caralho!
Costurar veias... � muito louco!
- Vai sair hoje? - Preciso estudar.
- S� uma cerveja. - Hoje n�o.
- Podemos superar juntos. - Hoje n�o.
Preciso ficar sozinho.
T� bom...
- Simon? - Oi. Como voc� est�?
- Bem, e voc�? - Estou bem.
- O que est� fazendo? - Nada demais. Em casa.
Estou por perto e pensei em passar por a�.
- Agora? Estou jantando. - Chego em dois minutos.
- Oi. Tenho convidados. - Oi.
- � uma hora ruim? - N�o, entre e sente.
- Voc� parece b�bado. - Pare�o?
- �, totalmente. - N�o estou b�bado.
- Eu consegui a chave. - �timo.
� naquela regi�o. Que tal levar um GPS?
- Nada de GPS velho desta vez. - GPS velho?
Vamos levar um mapa e um compasso.
Vai precisar do bon� de escoteiro.
� nas montanhas.
Nas montanhas? Qual �, concordamos que seria na praia.
- Teremos sangria, com certeza. - Com certeza n�o teremos!
- Preciso de sangria no caf�. - Me recuso a servir sangria.
- � a melhor bebida que existe. - N�o, n�o �.
Pode comprar no mercado e acrescentar a��car.
N�o mesmo...
- V�o para a Espanha? - Sim, alugamos uma casa.
Mal posso esperar pra cair na piscina.
August?
August, se conseguir se liberar, consegue um som decente?
- Vou precisar de um som melhor. - Eu mandei para o carinha.
Algum problema?
Divirta-se com o August.
KNUD LIGA��ES N�O ATENDIDAS (5)
KNUD: OI CAMPE�O. ESTAMOS EM BERLIM.
TENTEI LIGAR. �LTIMA DIA DE PRIMAVERA.
SIMON: S�RIO? ACHEI QUE TINHA QUE ESTUDAR.
Merda!
- Oi. - Oi, Karen.
- Simon, n�? - Bem lembrado.
Como est� indo?
- N�o muito bem. - N�o?
- Meu corpo rejeitou o f�gado. - Lamento saber disso.
Talvez eles encontrem um novo.
�... com certeza.
Tchau.
Qual �, vov�?
Oi, Simon.
Eu apaguei.
Aqui...
Devia ter vindo. Foi a melhor viagem de todas.
Voc�s simplesmente se mandaram.
Liguei 17 vezes, voc� n�o atendeu.
Tudo bem, eu andei ocupado.
- Merda, foi demais. - Foi?
Voc� devia estar l�.
O que tem feito? Saiu com aquela garota?
Que garota?
N�o, s� andei trabalhando e estudando.
- Temos exames em duas semanas. - Claro.
- Temos coisas acumuladas. - Eu sei, relaxa. CDF.
Os outros foram comprar coisas para o churrasco.
Nos encontramos em dez minutos.
Estou destru�do.
Um pouco cansado? Meio triste?
Talvez deva ficar em casa.
Eu te acordo antes de ir. Que tal assim?
- Uma pequena salsicha. - Querem salsicha?
Muito obrigado.
- Traga uma cerveja. - Sim, obrigado.
J� vai.
Parem com esse alem�o.
Escuta, n�s recebemos uma oferta pelo apartamento.
Certo. Quando?
Foi... anteontem, sei l�. Em Berlim.
- Certo. - Uma �tima oferta.
Eu gostaria de ir morar com Katrine...
passar meu �ltimo semestre em Aarhus.
- Parece que j� decidiram. - Conversamos em Berlim.
Est�vamos conversando e eu recebi o e-mail. S� isso.
Por isso falamos agora, porque estamos todos juntos.
Querem assistir a Tour de France?
Sim, eu adoro a Tour de France!
Ele est� fugindo!
- Eu vou passar! - N�o mesmo. Dane-se.
- Foda-se, S�ren. - Anda fumando demais.
- Vai se foder. - Seu viadinho!
Merda, cara!
Qual � o seu problema?
Seu babaca!
Ele torceu meu guid�o. Doente! Meu bra�o d�i!
- Vou segurar aqui... - Cuidado.
Acho que est� quebrado, vamos encontrar um t�xi.
- Deixa eu dar uma olhada. - Simon, cai fora daqui!
- Voc� quebrou o bra�o dele. - Estou tentando ajudar.
N�o pode querer ajudar depois de quebrar o bra�o dele. Veja!
Voc� sempre tem que ferrar tudo? Por que n�o age de modo decente?
- Por que sempre faz isso? - N�o foi de prop�sito, cara.
- Foi culpa dele... - N�o mesmo, a culpa foi sua!
Para com isso, Knud!
Chega, Simon! Chega!
- Cai fora, cara! - Por que sempre ferra tudo?
Qual � o seu problema? Fique longe dele.
Eu fiz caf�.
Ligou para o S�ren?
Falo com ele depois.
V�o operar ele, sabia?
- N�s est�vamos correndo. - Isso n�o � desculpa.
O que est� havendo, Simon?
- Temos que falar sobre isso. - N�o sei, t� bom? Nada...
Tem algo errado, me fala. Qual � o problema?
Eu n�o sei, n�o sei...
- Simon, fala comigo. - N�o. Vou morar com meus pais.
- Est� se mudando? - Estou.
Vamos vender o apartamento mesmo, quem se importa?
- � o S�ren. - Oi S�ren, � o Simon.
Como voc� est�?
Estou bem. E voc�?
O bra�o ainda d�i.
Lamento muito pelo acidente.
Desculpe n�o ter ligado antes.
Bem, � o seu jeito.
Escuta, a enfermeira est� vindo, tenho que ir. At�.
REJEI��O. A REJEI��O AGUDA PODE SER...
NOME KAREN JENSEN
ADMITIDA AP�S TRANSPLANTE 29/07: PACIENTE FALECEU EM PAZ
AGOSTO
Vou levar com galinha e br�colis
e gostaria de chili extra.
- Mais alguma coisa? - N�o, obrigado.
Vai ficar em 65.
- Aqui est�. - Obrigado.
Simon?
- O que faz aqui? - Estou comprando comida...
Claro...
Estava legal na Espanha?
- Eu n�o fui para a Espanha. - Certo.
Ent�o...
Estou cheia de Copenhagen.
Exatamente!
Se pudesse ir para qualquer lugar, para onde iria?
N�o sei.
N�o para a Espanha, de qualquer forma.
E voc�?
Eu sou o cara que vai para a Bol�via e n�o volta.
Certo.
Voc� vai aos mesmos lugares, encontra as mesmas pessoas,
que pensam igual e transam sempre com os mesmos.
- � como uma vila. - Estou cheia dessa vila.
- Eu vou por ali. - Por ali?
Foi legal ver voc�.
Tem planos para o fim de semana?
- Este fim de semana? - �.
- Tenho que trabalhar. - Certo.
� que meus pais t�m uma casa na Su�cia, com lago e floresta
e voc� pode nadar... nada luxuoso. Se quiser espairecer.
S� pense nisso...
Sim... claro.
N�o venho aqui h� s�culos. Sempre v�nhamos no ver�o.
- Voc� e seus pais? - �.
Mas ent�o eu meio que cansei.
Seus pais ainda est�o juntos?
Sim, gostem ou n�o, sabe?
Est�o juntos desde sempre.
Eu namorei o August desde os 17 anos.
Mas ele me deixou h� um tempo.
E foi quando eu tatuei o nome dele no meu corpo.
- N�o foi muito legal. - Voc�s ainda se veem?
Sempre liga quando est� b�bado e eu n�o consigo dizer n�o.
Ent�o ficamos s� amigos, mas n�o deu certo.
N�o sei...
Nada dura para sempre. Nada � t�o incr�vel...
Sei bem como �.
Meus amigos est�o vendendo nosso apartamento.
- Isso me deixa puto. - Ent�o est� zangado com eles?
Esben comprou sua casa e S�ren vai para Aarhus.
Ent�o ele est� l�...
O anivers�rio do S�ren � no s�bado
e eu nem sei se estou convidado.
Por que n�o seria convidado?
Tudo deu errado.
Tive uma briga com Knud.
N�o ia para a Bol�via com ele?
- N�s �amos. - Mas...?
�s vezes tenho vontade de sacudi-lo e dizer:
"Knud, voc� � meu melhor amigo..."
"nunca esque�a disso."
Simon, sei que seus amigos querem que v� na festa.
Quer vir?
Que tipo de festa �?
- Festa grande? - Muito grande.
Num jardim comunit�rio...
ent�o voc� pode se misturar na multid�o.
- O tamanho est� bom? - Parece bom.
Parece um pepino.
Acho que peiote d� mais barato que pepino.
- Quando come�a a pegar? - N�o fa�o ideia.
Emilie?
Emilie!
Emilie!
Simon.
Simon... voc� est� bem?
Merda...
- � muito forte. - �...
- Est� quente. - Est�.
- Voc� vai embora. - Sim...
Sim...
Abram na p�gina 329. O assunto de hoje � "Parasitas".
A Doen�a de Chagas � causada pelo parasita Trypanosoma cruzi.
A infec��o ocorre muito em crian�as,
10% morrem na fase aguda.
O parasita � transmitido atrav�s do inseto chamado Barbeiro.
Aqui temos um exemplo.
Eles vivem em fissuras em cabanas de barro ou palha...
Pronto para o exame?
Estou bem atrasado.
N�o devia parar de sair e estudar?
Na verdade eu n�o tenho sa�do muito.
� a Mia?
Tomamos caf� da manh� algumas vezes na semana passada.
Caf� da manh�?
Isso � �timo. Est�o juntos de novo?
Talvez.
N�o tenho certeza.
OI, QUER IR AO ANIVERS�RIO?
ESTOU INDO AGORA. PODE IR DEPOIS, SE QUISER.
Oi, S�ren. Desculpe o atraso.
- Isso � pra mim? - �. Parab�ns.
Obrigado.
- Pegou? - S� vou tentar...
- Como est� o bra�o? - Est� sarando como devia.
- Oi, Katrine. - Oi, Simon. Que bom que veio.
- Olha o que o Simon me deu. - Legal...
- Quer ajuda? - Por favor.
- � grande. Dif�cil com o bra�o. - Tem muita fita.
Merda! Isso � demais, cara!
� uma cobra-rei, do M�xico.
Isso � demais, cara!
- Olha s�. - Est� se mexendo.
� bonita.
- N�o � legal? - �... bonita.
- Ela mostrou a l�ngua! - Pode trocar, se quiser.
- Vamos ver Lisa e Frederik. - J� vou.
Vamos ver... Estou indo!
- Voc� comprou? - � de 1988.
Foi reformado h� alguns anos. Carroceria e tudo mais.
�tima foto.
- Legal. - Oi, Simon. Saca s�.
- � seu? - �. Pode pegar emprestado.
Como vai a medicina? � uma grande responsabilidade.
� muito interessante, tamb�m.
N�o tenho ouvido muito sobre voc�.
N�o como quando estavam todos juntos.
Eram bons tempos.
Sim, quando iam para a escola.
Posso ter sua aten��o por dois segundos?
N�o estamos aqui s� pelo anivers�rio do amado S�ren.
Tamb�m temos uma surpresa que gostar�amos de compartilhar.
- Ela est� gr�vida. - S�rio?
S�ren nos contou em Berlim.
N�o estamos mais sozinhos, porque...
vamos ter um beb�.
Parab�ns!
Parab�ns!
- Parab�ns. - Obrigada.
- Parab�ns. - Muito obrigado.
- Parab�ns. - Obrigada.
Vou ser vov�. Imagina s�.
Voc�s todos ser�o tios.
- Que hay en el bolso? - S�, claro...
- O que quer dizer? - "O que tem na sua bolsa."
Conhe�o outra...
Hay una cerveza y un passaporto rojo.
Algo sobre passaporte?
Chegou perto. "Uma cerveja e um passaporte vermelho."
- Cecilie, quer dan�ar? - Quero.
- Vou roub�-la, rapazes. - Jogada r�pida.
Temos que comprar as passagens.
Para a Bol�via?
Sim, onde mais?
Vou perguntar ao Rune se temos que ficar os seis meses.
� claro que temos.
Qualquer outra coisa seria muito pouco.
Perderemos os exames de meio-per�odo.
E da�? Estaremos fora o semestre inteiro.
- N�o est� pulando fora, n�? - N�o.
- Claro que n�o. - E ent�o?
- Estou interrompendo? - De forma alguma.
Do que est�o falando?
Jogando conversa fora.
- N�o quer mais? - Quero. Por favor.
Obrigada.
N�o � lindo?
- Quero dizer, a Katrine. - � horroroso.
Do que est� falando? Gravidez � uma coisa linda.
Uma nova vida.
� o que estou dizendo...
Ent�o... a vida n�o � linda?
N�o foi o que eu disse.
Uma mulher gr�vida n�o � mais f�rtil,
isso a torna menos atraente.
� um fato biol�gico.
Voc� � cheio de merda.
Acha que eu quero morar numa casinha cheia de filhos.
- Eu n�o disse isso. - N�o, mas pensou.
- Escuta... - O qu�?
O que eu acho n�o importa. Est� com Knud novamente.
Voc�s est�o juntos e felizes. Certo?
Ningu�m est� feliz, Simon.
Mesmo que pense que todos, exceto voc�, estejam.
- Certo. - Legal!
- Simon? - Oi. Estava dormindo?
Um pouco. Estava deitada no sof� e adormeci.
- Desculpe por te acordar. - Tudo bem.
A festa est� boa?
Na verdade n�o.
Seria mais divertida se voc� viesse.
N�o � no outro lado da cidade?
�, bem virando a esquina.
- Acho que n�o consigo. - E se eu mandar um t�xi?
Est� t�o bom e relaxante aqui.
Estou apaixonado por voc�.
Achei que n�o �amos nos envolver.
Por que disse isso? Pensei que ia para a selva.
�, mas eu vou voltar. Nem sei se vou mesmo.
Simon...
N�o importa onde esteja, vai querer se mandar de l�.
Responsabilidade � superestimada. N�o era assim que queria?
- N�o sei. - N�o...
Bem, ent�o descubra.
At� mais, Simon.
Simon...
Simon.
Merda.
- Est� com frio? - Onde eu estou?
Do lado de fora da casa. Todos foram pra cama.
- Merda, est� frio. - Voc� dormiu por horas.
Vamos entrar.
Vamos come�ar.
F�rceps e tesouras, por favor.
Segura, segura...
�timo. Puxe o inv�lucro.
� a garota do Festival Roskilde?
Do que est� falando?
Qual �, encontrei ela saindo do apartamento.
Devia atender.
N�o deu certo.
- Certeza de que n�o quer ela? - N�o posso.
� a casa da Katrine, novas regras.
Merda, S�ren. N�o acredito que vai para Aarhus.
Eu sei... maldita Aarhus.
- Parab�ns, a prop�sito. - Obrigado.
- � demais. - � �timo.
Simon! Venha sentar.
Senta a�...
Diga oi para Sara e Louise. As meninas de hoje.
- Que tal uma dose? - Tome uma cerveja.
- Enche a�... - N�o, obrigado.
- Beba, Simon... - N�o.
- N�o, n�o posso. - � bom pra voc�.
Sa�de!
- Aqui. - Eu preciso?
Azul! Muito bem, Simon!
Pegue o azul e coloque no topo. Mas n�o derrube.
N�o derrube!
Muito bem!
O que est� havendo?
Acabou com a Mia.
- Achei que estavam bem. - A mesma coisa de sempre.
Estamos, bem, n�o estamos... cansei disso.
Vamos construir a Torre de Babel at� o teto.
- Quando aconteceu? - Esta manh�. N�o importa.
Voc� tem raz�o, eu sou uma montanha.
Eu sou uma montanha. N�o? Eu sou uma montanha!
Abaixe a escotilha.
Beba o resto. Vai!
Eu sou uma montanha!
Simon. Simon...
Est� sonhando, Simon?
Vamos l�, Simon, precisamos de a��o.
- Quantos s�o? - Dois.
Bem-vindos. Tenham uma boa noite.
Voc� tamb�m.
- Que merda � essa? - Lembra de mim?
- Que porra voc� est� fazendo? - Vamos!
- � o seguran�a de Roskilde. - Merda!
Mal posso esperar pra sair daqui.
Eu tamb�m.
Falou com ela desde que a viu pela �ltima vez?
Deletei o n�mero dela.
O pior � que se ela quisesse voltar amanh�, eu aceitaria.
Mas ela n�o faria isso.
Eu sou t�o burro.
N�o.
Voc� n�o � burro.
O tempo acabou.
Escrevam o nome na p�gina um e entreguem os exames.
Obrigado. Vamos corrigir agora e saber�o se passaram ou n�o.
Os resultados estar�o no mural em algumas horas.
S� preciso dos pap�is.
Acho que foi bem dif�cil.
- Voc� vai passar. - Espero que sim.
Acho que eles postaram.
Isso, cara!
- Muito bem. - Voc� tamb�m.
- Vamos comemorar. - Merda, vamos!
Com licen�a, podemos conversar por uns minutos?
- Claro. - O que houve?
Acho que voc�s sabem. Por favor, abram suas mochilas.
- O que temos aqui? - �lcool cir�rgico.
Por favor, abra a sua tamb�m.
- Est� vazia. Eu peguei. - N�o est� envolvido?
- Ele n�o tem nada com isso. - N�o perguntei a voc�.
Simon, por favor, venha conosco.
Espero voc� l� fora, Simon.
Voc� admite que roubou do departamento?
- Sim. - Muito bem, obrigada.
- O que acontece agora? - Vamos reportar ao reitor.
Os procedimentos disciplinares ser�o instaurados.
E quanto � Bol�via?
N�o conte com isso.
Fiz caf�, Simon.
� s� �lcool cir�rgico, pelo amor de Deus.
Falamos com eles depois que a poeira baixar. Vamos juntos.
Sei que o Rune vai colocar algum ju�zo neles.
Ou vamos para a �sia. Tem muitos barcos-hospitais l�.
- Vamos encontrar algo... - Knud...
Vai ficar tudo bem. O importante � irmos juntos.
Escuta...
Eu n�o sou seu amigo.
Simon...
N�s resolveremos, encontraremos outro lugar pra ir.
- N�o sou seu amigo, Knud. - N�o diga isso, � sim.
Eu dormi com a Mia.
Na festa do S�ren.
Apenas aconteceu. E n�o devia...
Voc� transou com a Mia?
- Por qu�? - Porque eu sou um fodido.
Por qu�?
Porque eu sou um fodido.
Quero que v� embora.
- Me desculpe. - Vai, Simon.
Eu quero que v� embora, Simon.
SETEMBRO
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NO SANGUE
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