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Pesado, hmm?
Pode?
Ei, pessoal!
Ovelhas. Ovelhas!
Ei, Sandy! Sandy!
- Sandy? - Sim?
Olá.
- Como estão as coisas? - Tudo bem. Tudo certo.
Não te vejo por aqui há um tempo.
Estive lá em cima, no meu quarto.
Devia ter aparecido, Sandy.
Você pode descer. Somos vizinhos, você sabe.
Queria ficar sozinha.
Eu também. Eu gosto de ficar sozinho, também.
- Aonde você está indo? - À estação.
Ver se consigo arrumar um homem que pague o meu aluguel, me compre uma cerveja.
Ahm... O que você quer?
Oh, estou apenas deslumbrado com a minha bela vida, isso é tudo.
Casa miserável! Estou cansado deste lugar.
Olhe, tenho de ir agora.
Ei, Sandy, você não... Não se apresse tanto.
Não tenho lhe visto por aqui. Digo, é sempre bom te ver novamente.
Digo, estamos ambos na mesma lixeira, não? Digo, sejamos honestos.
A velha lixeira da humanidade. É o que nós somos.
Digo, eu sou o único que pode lhe fazer companhia.
Digo, por que não vem ao meu apartamento e conversamos sobre?
Olhe, lhe darei essa oferta. Eu sou a barganha da semana, Max, eu.
Grátis, cesto de ofertas com custo reduzido.
Oh, que adoráveis olhos você tem, Sandy, e que pele perfeita.
Oh, pelo amor de Deus. Corta essa, Max, certo? Corta essa!
- O que você quer? - Sandy, qual é o problema? Entre.
Tire os seus sapatos e relaxe.
Olhe. Por um minuto, você me parou.
Você queria algo, agora peça o que quer. Ande..
- Peça o que quer de verdade. - Obrigado Deus pelos vizinhos.
E talvez eu possa te dá-lo. Vamos, arrisque.
- Que confusão toda é essa, Sandy? - Arrisque esse enorme ego seu,
e peça-me o que quer de verdade...
- Oh, você fode qualquer coisa. - ...ao invés de ficar brincando como um garoto.
Olhe, você traz caras aqui com muita freqüência.
- Você os leva lá para cima e eles pagam. - Vamos, Max, peça-me o que quer.
Qual é o problema? Você quer dinheiro, é isso?
Você sabe o que eu quero e sabe a que me refiro.
Quer que eu lhe pague?
Vamos, arrisque esse enorme ego seu!
O máximo que pode acontecer é ele ser um um tanto diminuído.
Ou talvez eu o deixe intocado. Eu posso dizer sim.
Você nunca saberá até que assuma o risco, Max...
- Tudo bem, Sandy, você está certa. - ...por uma vez na sua vida.
Está tentando competir comigo?
Tente.
Por favor, ande.
Olhe, Sandy, preciso de algum dinheiro. Estou quebrado.
Certo.
Darei-lhe algum quando conseguir.
Hoje?
Depende do quão sortuda serei.
Você desligará esse barulho dos infernos?
Eu disse, você desligará esse barulho dos infernos?
O que você está fazendo aí?
Há pessoas vivendo ao seu lado, você sabe.
Um número de solicitação, sem dúvida.
Desligue essa maldita coisa!
Desligue esse maldito barulho!
Oh, que inferno! Não se ouve nem o próprio pensamento aqui!
Estou cansada de você!
Agora olhe, venha aqui e pague o seu aluguel imediatamente!
Ninfomaníaca!
Olhe, se você não desligar essa maldição, eu irei chamar a polícia agora!
Ande!
Desligue essa coisa dos infernos ou enlouquecerei!
Tudo bem, Sra. Simms. Sairei em um minuto!
Ouviu isso, Simms? Ouviu isso, ouviu?
Não me toque! Não me toque!
Você tem de ser colocado para fora! Nunca lhe permitirão tal coisa fora daqui!
Você não voltará para esta casa novamente, nunca pense em fazê-lo!
Saia daqui! Não quero vê-lo...
Oh, sim.
Fósforos?
A Srta. Bentwood, a secretária pessoal dele. Ela fica à direita, bem ali.
Você já teve uma tragédia pessoal?
- À direita, por ali. - Quem?
À direita, por ali.
Sinto muitíssimo. Espero que não tenha sido alguém muito próximo.
Sim.
Mmm-mmm.
Há algo errado aqui.
Eu gostaria de ver o Sr. Farson.
Sim. Você tem um horário marcado com o Sr. Farson?
Desde que coloquei os olhos em você da entrada ali, eu disse,
"Essa garota é o tipo de garota que marca horários.
"Ela passa a vida marcando horários."
Que tal fazer algo diferente, não marcar um horário
e me deixar subir para ver o Sr. King Kong?
Não, sinto muito, eu já lhe disse.
Não pode vê-lo se não tem um compromisso marcado com ele.
JC está aqui. Por favor, não levante. Você pode me crucificar depois.
Olhe, por favor, não se deixe dissuadir pelas minhas roupas. Sei que pensa que sou pobre.
Provavelmente acha que comprei essas roupas a prestações, não acha?
Olhe, sejamos diretos, certo? Estou aqui a negócios. Sérios negócios.
Olhe, eu não acabei de escapar de algum lugar.
Olhe, tenho de ver Farson.
Agora! Tenho uma grande proposta, realmente fantástica, para o Farson.
Isto irá estremecer o mundo dos negócios.
Toda a indústria publicitária nos seguirá
quando Farson aparecer com a proposta que farei a ele em um minuto
quando o vir lá em cima ou seja lá onde ele se esconde.
Você sabe... Está me acompanhando?
A única razão pela qual estou aqui é para marcar compromissos.
Se você não tem um marcado, temo que não possa lhe ajudar.
Agora olhe, me escute. Pode se acalmar e deixar de ser histérica?
Olhe, Farson está lá em cima, não está? Tenho certeza.
E eu o verei, pois tenho algo fantástico para o Farson, o mais...
Olhe, você não pode simplesmente esperar ver o Sr. Farson assim.
- Por que não o escreve uma carta? - Olhe, sofri um acidente. Impossível.
Não consigo tirar a tampa do tinteiro. Você entende, não?
Você poderia exercitar um pouco de tolerância e liberalismo,
e colocar o sumo sacerdote no telefone?
Pois, realmente, tenho de falar com Farson e ele tem de falar comigo.
Agora olhe,
o Sr. Farson é o chefe das maiores companhias publicitárias deste país.
Há pessoas que escrevem e marcam compromissos com meses de antecedência
e ainda não o viram, veja só.
Você não pode simplesmente entrar num escritório assim. Ele é um homem ocupadíssimo.
Então por que não vai para casa, o escreve uma carta,
- e veja o que acontece, hein? - Sim. Hmm.
Isso está lhe irritando?
O que faz por aqui, exatamente? Quero dizer, você deve ser bem ocupada.
Todas essas réguas e máquinas de escrever e essas coisas que posso ver na sua mesa,
e a pilha de cadernos e lápis e...
Lhe entendi, afinal... lhe saquei. Sim, eu sei o que você é.
Por que não o vi antes? Você é uma debutante, não é?
Ande, diga-me. Você é uma debutante, eu sei disso.
Aposto que já foi a debutante do ano alguma vez, não?
Aposto que dançou um belo Fox trote.
Estou certo de que tem muito trabalho a fazer e eu, claro, não lhe deteria.
Então por que não faz uma ligação para o velho sentinela lá de cima, hein?
E o diga que o Sr. Gênio está esperando para fazer um apelo a ele.
Temo que terá de fazer muito mais que isso, querido,
se realmente quer impressionar a pessoa mais importante deste mundo.
Então por que não cai fora simplesmente, hein?
E pode começar tirando as suas calças imundas da minha mesa!
É demais.
Isso, Senhora, é guerra.
Olhe, me passe o Farson, certo? É uma emergência. Sim!
O mais rápido que puder.
Farson, é você?
Olhe, isto é fantástico. Estamos todos envolvidos nisso.
Olhe, é uma grande lixeira, Farson. Estamos todos envolvidos. Estamos todos por baixo disso.
"Oh, pelo ódio tenho passado a negar minha imagem
"e a amaldiçoar os seios da ilusão.
"Renunciei o meu poder.
"Assim como vivo, morrerei!
"E por agora há o vomito,
"crânio invisível, o medo dos ossos,
"o entendimento contra o homem e a mulher e a criança
"Até que a minha vez venha
"e eu entre naquela bocarra cega e me transforme numa rocha cega..."
Sente-se, lhe atenderei em um minuto.
Olhe, se isso era para ser divertido...
Obrigado.
Agora que fizemos a abertura e você já se sente em casa,
gostaria de explicar um pouco mais?
Perdão. Sente-se.
Obrigado.
Farson,
eu lhe trago a maior proposta que já ouviu na sua vida desinspirada.
Sabe disso?
Esqueça o papo de vendagem, diga-me o que é.
Trago-lhe uma mercadoria, Farson, que você não pode ignorar.
- O que é? - Eu.
Não é um grande argumento de venda, eu diria.
Farson,
Eu cometerei suicídio.
Meus parabéns.
Mas...
Eu quero que você trate dele para mim.
E você pode usá-lo da maneira que quiser.
Exceto que eu quero que o máximo de pessoas saiba.
Mas por que você gostaria de algo como isso?
Certamente, seria muito mais digno apenas rastejar para um pequeno buraco e morrer.
Farson, a sua odiosa pequena mente está funcionando?
Oh, Fars.
Farson,vamos!
Onde está o poder, a força? Não vê nada nisso?
Deve ser capaz, Fars.
Pensei que fosse um dos guardiões das instituições da nação.
Mas o que eu encontro? Um rechonchudo e velho senhor.
Você está pronto para a hora do chá ou algo.
Farson, por favor, vamos.
Não me deprima, não me coloque para baixo, Farson.
Farson, está me fazendo perder minha fé.
Não é porque um maltrapilho qualquer um tanto alto e loiro se enfiou no meu escritório
que isso signifique necessariamente que eu me enraivecerei
ou o escutarei, mas eu gostaria de saber o que você quer.
Você é um construtor de impérios, Farson, você está no topo da corrida de ratos.
Ah! Adulações agora.
Você realmente o conseguiu. Todo esse lixo caro aqui,
todos esses símbolos das suas pequenas fraudes, das suas trapaças
todos os seus golpezinhos baixos.
Eles me falaram, Farson, todo mundo me falou sobre você.
Eles disseram que Farson é o maior cretino quando se trata de vender algo.
Eles lhe chamam de a "Máquina da Lixologia Humana",
a vendendo para o povo.
Oh, vamos, Fars.
Não me coloque para baixo, por favor.
Não está ficando caduco?
Sabe do mais? Realmente acho que é hora de lhe colocar de molho, sabe.
Acho que está abatido.
Olhe, você tem de ser capaz de ver algo nisto.
Eu lhe conheço. Sei o que pode fazer, já o vi.
Coloque o veneno para fora. Vamos lá.
O veneno que faz o seu dinheiro, meu suicídio.
Apenas suponha, que eu dê cabo, apenas suponha, não se esqueça,
da sua macabra ideiazinha, quando você...
Grande Deus, Farson!
O ganancioso de raciocínio rápido finalmente chegou lá!
Farson, o que é isto?
Isso lhe confunde?
Olhe, eu irei lhe dizer.
Se vamos ser parceiros, eu tenho algumas sugestões.
Primeiro, porque não arrumamos alguns grandes e voluptuosos nus de Rubens?
Ou a sua senhora não gostaria disso?
E então, Fars, quando pendurássemos os nus e os clientes entrassem,
você poderia se sentar aí e ele observariam com olhos salientes os nus.
E você poderia fazer todos os negócios perspicazes que quisesse.
Não é uma brilhante ideia inicial?
De um ponto de vista profissional, posso ver algumas falhas na sua proposta.
Mas de qualquer forma, eu não tentarei dissuadi-lo de fazer o que propõe.
- Obrigado. - De nada.
Agora, se importaria de me informar mais algumas coisas sobre você?
Afinal, não sei de muito, sei?
Importar-se-ia se eu mexericasse um pouco?
Você entrou aqui sem ser anunciado. Qual é o seu nome?
- Maximilian, mas para você, Max. - Max. Max o quê?
Woodframe.
- Onde você vive? - Em uma mansão.
- Harrow Road, nº 176. - Nº 176, Harrow...
O duque está fora no momento, então ele disse que eu poderia usá-la...
- ...Road. - ...embora eu tenha partido um tanto apressado.
Agora, depois do seu suicídio,
poderia me informar de alguém que se importará? Pessoalmente eu me importo, quero dizer.
Bem, tenho de saber no caso de parentes aparecem para pegar o corpo.
Todos se importarão, Farson. Meu fã clube. Relaxe.
Por que você se suicidará?
Tenho uma dor de cabeça, Farson. Nada parece funcionar.
Por que você se suicidará?
Quer saber do mais? Por que não o faz comigo?
Por que você se suicidará?
Estou morto de tédio.
Eu poderia adormecer de pé às vezes, sabe como?
Qual a razão verdadeira para você se suicidar?
Então quer saber por que estou cometendo suicídio?
Por sua causa, Farson, e todas as outras aberrações da sua firma.
E os outros 10 milhões de aberrações no mundo
que nos põem saltando como feijões mexicanos.
Por isso.
Sempre alfinetando e cutucando.
Agora, você consegue pensar numa razão melhor para qualquer um
querer se jogar de um prédio do que por causa do gordo Farson?
É por isso.
É isso, garoto. É por isso que quero me suicidar.
Por que você se suicidará?
Você está sentado tão confortavelmente aí, não?
Tão seguro, tão confiante, com o seu grande traseiro.
Você está sentado bem na beira de um grande abismo negro, Farson.
Bem na beira.
E talvez já o tenha visto uma vez.
Bem, garoto, você está tão inflado que não conseguiria vê-lo agora, conseguiria?
E os seus brinquedinhos ao seu redor e todos os seus joguinhos, todas as suas diversões.
Você está tão protegido e você diz: "Por quê? Por quê? Por quê?"
Como um papagaio estúpido.
Farson, por quê?
Porque é tudo tão vazio, Farson. É tudo tão fútil.
É tudo tão sem sentido, e ainda assim todos suam.
Todos permanecem resolutos, fazendo um alvoroço quanto a estar aqui
e tirar os melhores momentos disso.
E ainda assim, o tempo todo, não há melhores momentos.
Estou cansado.
E por Cristo, queria que você estivesse.
Enquanto senta-se aí, Farson,
você aproxima-se de se tornar um cadáver a cada dia.
E um dia isso vai ser tudo que você será e isso será tudo que conseguirá.
Todos os seus contratos, todas as suas trapaças, todos os truques que já armou,
todas as noites que passou acordado tentando pensar,
"Como consigo aquilo? Como consigo isso?"
É assim que isso tudo termina, Farson.
Uma massa de carne se decompondo no chão.
Porque você não se senta, relaxa e diz: "Bem, este é o resultado"?
"Eu nasci, eu darei algumas risadas e depois cairei fora."
Por que eles não podem fazer isso?
Por que eles não podem simplesmente relaxar e deixar acontecer?
O espaço entre o nascimento e a morte.
E é todo cheio de sangue, barulho e confusão.
Já olhou para os rostos deles?
Alguma vez já olhou? Já viu o que há neles?
Estão todos ferrados, é simplesmente inacreditável.
E por quê?
Porque eles querem. Eles pensam que pode haver mais algo.
Vejo.
Uma declaração notavelmente coerente, por assim dizer.
Agora, algumas propostas próprias, se me permite.
Você deve passa a noite, esta noite a qualquer custo, no nosso estúdio.
Não é longe daqui. Eu arrumarei um transporte para você.
Tem todos os confortos de um lar, eu lhe garanto.
Estarei lá essa noite, ou eu lhe telefonarei
para lhe informar da nossa decisão final.
- Está de acordo? - Sim, está bem, Farson.
- Não poderia ter pedido por nada melhor. - Ótimo.
David, quero um carro na entrada. Em quinze minutos.
Isso.
Vitória!
Ande, homem! Vamos!
Vamos! Ande, agora. Já lhe vi. Vamos.
Bom dia!
Terminou? Ótimo.
Sabe, você tem estado radiantemente desaprovadora por toda a tarde.
Receberei meu sermão agora ou depois?
Por que não explica o que está fazendo? Pois realmente não lhe entendo.
Não acho que haja nada para explicar, minha querida.
Um tipo não muito atraente aparece e nos faz uma oferta
uma mercadoria reconhecidamente um tanto estranha a venda,
e estamos a considerando. É tudo que há para explicar.
O que sugere que eu faça? Acha que lidei mal com isso?
- Eu deveria ser mandado para padres? Psiquiatras? - Só estou surpresa por decidir lidar com isso.
Não parece ser a sua linha de negócios, Farson.
Quero dizer, ele não é importante o bastante, é?
- Não, ele é insignificante, eu lhe garanto. - Completamente.
Mas se posso fazer dele algo importante,
a façanha será igualmente grande, certamente.
Ahm... Ele lhe... Ele lhe intimidou de alguma forma?
Ele lhe assustou? Há algo pessoal...
Se ele me intimidou? Certamente não!
Olhe, por que está se atendo nisso assim de repente?
Onde está aquela garota dura como um diamante que conhecemos e amamos há muito?
- Só estou preocupada. - Preocupada?
Não entendo.
Só estou exercitando minha especialidade e talvez uma quantia módica de poder.
- Provavelmente é vaidade da minha parte, mas... - Poder?
- Por que não? - Sobre isso? Não é nada.
Pode não ser nada, mas foi o que ele pediu, não?
Acho apenas que é gentil da nossa parte dá-lo a ele.
Sim, mas qual é o sentido? Porque ele não é...
Você sabe tão bem quanto eu que ele não se suicidará de qualquer forma.
- Claro que ele não se matará. - Então?
Ele quer apenas ler os seus obituários, então acho que deveríamos deixá-lo fazê-lo.
Poderíamos até explorar a ideia um tanto mais a fundo, para ver o que acontece.
De qualquer forma, não há nada decidido ainda.
- Vamos. - Isso não é um tanto doentio?
Talvez seja.
É uma ideia nova, e ideia novas levam algum tempo para serem assimiladas.
De qualquer forma, não há nada decidido ainda.
Vamos, iremos nos encontrar com Alan e Colin.
- Vamos. - Farson.
Sim?
Eu não quero ter nada a ver com isso, você sabe.
Oh...
Bem, acho que isso se provará difícil, mas veremos o que podemos fazer.
Vamos.
Sim.
A heróica fábrica do velho Farson.
Vai!
Aparentemente, se esse relacionamento deve sobreviver,
devemos parar de tentar nos comunicar
pois tenho ficado irritado em ouvir-lhe falar sobre o quão só está.
Estou só também. Mas então nos comunicaremos.
Mas sobre o que devemos nos comunicar? Solidão?
Cristo, para onde foram todos?
...Presidente Roosevelt, o Presidente Truman promoveu toda as Nações Unidas
a um instrumento da paz mundial.
Ele tornou-se o porta-voz principal da liberdade mundial.
Diante de tremendas adversidades, ele lutou honestamente pela causa da humanidade,
como o seu discurso de abertura do Capitol para as Nações Unidas revela.
Vocês membros desta conferência devem ser arquitetos de um mundo melhor.
O futuro de vocês está nas suas mãos.
Devemos saber se sofrendo a humanidade
alcançará uma paz duradoura e justa.
Devemos lutar por uma paz sã e justa.
Segurança contra guerras.
Comida, residências, roupas...
Maior segurança contra a pobreza, desemprego, doença e velhice.
Emprego, lazer, e segurança social para todos.
Maior igualdade e justiça social.
Onde pessoas prósperas podem se permitir construir casas luxuosas
e pessoas pobres ficam sem lar.
Há, todavia, essas diferenças
entre o programa de 1945 e este.
Nós introduzimos uma nova aplicação do socialismo e da doutrina socialista.
É chamado de um empreendimento competitivo público.
Max... 21, 22...
Você é a personificação de todas as virtudes, Max.
Um homem de múltiplas incumbências... Deve ser 23, certo?
Eu não... Eu não gosto de você.
A mensagem é como se segue.
1, 2, 3, 4, 5, 6...
...10, 11, 12, 13, 14, 15...
# Olhe o que eles fizeram comigo #
Você me quer?
Se sim, há algo que você deve conseguir para mim.
Bem, você me quer, não quer?
Bem, o que é que você deve me dar, então?
Um estábulo cheio de grandes...
garanhões...
de corrida.
Oh, não, não, não.
Um grande Cadillac lilás. Não, não!
Ou um monte de pequeninos bebês rosa?
Não seja tolo. Claro que não.
Uma provocante sombrinha de pele de cobra,
com dois castões.
Não! Não! Não!
Oh!
Quem realmente me quiser terá de me comprar...
...Luvas de borracha laranja da Orator!
Macias por dentro.
Elas são completamente a prova d'água.
Use-as para todos os seus trabalhos sujos.
Sim. Oh, na verdade...
Farson.
"Eu sou o nome falso"
Você está envelhecendo.
Você está envelhecendo.
A sua carne decai. As rachaduras se abrem.
A mente se decompõe.
Um fungo enterra os sentidos.
As funções decaem uma a uma.
E a pele se enche de doenças.
Por fim, estará de quatro, esperando para ser alimentado.
É a decadência. Ela começou.
A repúdio vem com ela. O afeto apodrece.
Amizades desmoronam.
Quem pode lhe amar? Quem cuidará de você?
Quem se importará com você?
Por que deveriam se importar com você?
O que terá para vendê-los que os interessará?
O medo. O medo chega.
O pânico.
Sinta o medo chegar.
Pense em si mesmo.
Pense em si mesmo agora.
Cuide de si mesmo. Agarre tudo que puder.
Cuide de si mesmo.
Está ficando tarde.
Está ficando muito tarde.
Os homens são divididos em amigos e inimigos.
O propósito é derrotar o inimigo.
Aqueles que você não conhece não podem sentir.
Sete segundos.
É uma grande queda. Acho que podemos lhe prometer a morte, não mutilação.
Aposto que posso fazê-lo mais rápido que isso.
Ah, mas não será deste telhado que você se jogará.
Será de outro. Um lugar por ali.
- Aprontaremos tudo para você. - Farson, não posso fazê-lo.
- Não diga besteiras. - Não posso levá-lo a cabo.
Eu aprontarei tudo pra você. Arranjarei acesso ao telhado.
Tenho medo de altura. Fico tonto.
Daremos-lhe um alto-falante para que possa falar com a multidão.
- Seja breve, certo? - Sim.
Não queremos pessoas interferindo,
mulheres policias demasiado zelosas e algo do tipo lhe ajudando.
Deixe-me apresentá-lo.
Pointer, um dos nossos melhores pesquisadores de mercado.
- Como vai? - Um dos meus melhores carrascos.
Não dê muita importância a isso. É apenas uma frase técnica.
Mas ele é de ajuda, todavia.
Estou feliz em dizer que temos o dinheiro acertado.
Vários clientes estão muito interessados em toda a coisa.
Muito respeitável ele, não?
Também temos gente da televisão interessada...
- Muito inteligente. - ...e o mundo da Fleet Street.
Nós pensamos, considerando sobre, não o fizemos?
Que a melhor hora para um salto seria em uma segunda-feira.
- Segunda. Sim, no dia 28. - Para um salto realmente bom, sim.
- O quê? - 1:45.
- Dia 28? - Dia 28.
- Certamente. - É um tanto cedo demais, não?
- Bem... - Querido homem, temo que com toda
a benevolência no mundo, você não consiga manter uma história de interesse comum borbulhando
- por muito mais tempo que isso, pode? - Não, você não pode. Sim. Certamente não.
Eu escolhi a 1:45 pois, você sabe,
todos têm essa sensação de segunda-feira negra
- após o fim de semana. - Vejo.
- E... - Sim.
Eles estão morrendo de vontade que algo aconteça, você sabe.
Vejo.
Eles têm o fim de semana todo estendido diante deles.
E portanto se algo assim aparecer...
- Sim, certíssimo. - ...será o melhor momento,
quando todos eles estarão voltado do almoço.
E os garotos do dinheiro nomearam um ótimo líder, veja, nós temos...
Ele é mais do que um fantoche, não?
- Temos de ser muito cuidadosos... - Não posso dizer o mesmo por ele.
...para mantermos nossos nomes fora de toda a coisa.
Sim, muito cuidadosos. De outra forma o arruinará completamente.
Tudo bem por você então, é?
O que significa desempenhar uma técnica de negação também.
- Sim, a controvérsia. - O que é isso?
Bem, algumas pessoas dirão que estará acontecendo,
outras dirão que não acontecerá,
então todos ficarão se perguntando do que se trata toda a coisa.
- Você pulará, não vai? - Isso dará um interesse maior.
- E nos resolveria com as autoridades, veja. - Isso é muito inteligente.
- Temos de manter nossos nomes fora disso. - Bem inteligente.
O que precisamos é lhe apresentar com uma imagem clara, positiva.
- Uma boa imagem de venda para o público geral. - Sim, um tipo de imagem heróica.
O que acham que eu sou? Uma caixa de detergente ou alguma coisa?
Pelo que sabemos, sim.
Você colocou a si mesmo nas nossas mãos, realmente não pode reclamar
do tratamento especializado que recebe.
Uma imagem clara, positiva, é tudo que pedimos.
Não se preocupe, Pointer lhe arrumará entrevistas.
Sim, estaremos lhe filmando.
Olhe, não quero mais ouvir mais dessa baboseira, sabe.
Façam como quiser, apenas me deixem fora disso.
Apenas dêem cabo disso. Não quero ouvir todo esse lixo sobre imagens e...
- Eu disse que ele poderia ser difícil. - Sim, bem, está certo.
Olhe, vamos fazê-lo agora, então?
Vamos, cachorrinhos.
Veja, é simples. Eu pulo do prédio. Eu faço a minha parte, vocês a sua.
Certo, tem de haver um tipo de fachada para toda a coisa,
no que temos de trabalhar juntos. É tudo que tentamos dizer agora.
Temos de conseguir alguma cooperação de você.
Realmente não entendo por que está agindo tão estranhamente.
Você concordou que poderíamos fazer o que quiséssemos com você.
Eu estou cooperando. Eu saltarei. Farei minha parte no dia, certo?
- Agora deixem toda essa baboseira. - Isso não pode acontecer no dia.
Tem de ser uma campanha definida. Tem de ser cuidadosamente pensada.
E mais, não achamos as suas razões boas o bastante.
Não.
Que tipo de razões vocês esperam de um cara para cometer suicídio
além das que eu lhes dei? Que isso fede.
Bem, primeiramente, elas são muito pessoais. São negativas.
Gostaríamos de lhe dar algo de positivo, algo altruísta e idealista
algo que chame a atenção do público
e eles lhe respeitarão por isso e terão interesse em você.
Eles só se interessarão por você pelos seus pontos positivos.
Temos de lhe transformar em um ser humano positivo, atraente.
No momento você é negativo, isso é tudo.
Acha que eu me suicidaria por risos, por risadas?
É exatamente o que estamos dizendo. Temos de lhe dar uma boa razão para isso.
É um sentimento pequeno, pessoal.
Pequenas, felizes e aceitáveis razões para o público geral?
Não de todo felizes, não.
Dê generalizações a eles. É disso que eles precisam.
Há coisas que você deve ser contra e coisas que deve apoiar.
Você tem de representar algo. Você tem de querer algo.
Você tem de ser algo significativo para eles.
Então as minhas razões não são boas o bastante.
Não, nós trabalharemos nos ideais modernos no momento.
O que lhe assusta, Farson, é que as minhas razões talvez estejam perto demais da verdade.
Eu poderia começar uma revolução, não?
Bem, nós as manteremos vagas o bastante...
Você teme que as milhões de hordas por aí me sigam
e acabem com os velhos gafanhotos como você.
Bem, o manteremos bem indefinido.
Não é muito seguro se nós temos...
Não se preocupe, Pointer é um especialista nesse tipo de coisa.
Toda a coisa lhe será introduzida sentença por sentença.
Você será cuidadosamente ensaiado.
Teremos coisas que você realmente apoiará, coisas nas quais realmente acredita.
Coisas que será contra.
Isso é ainda mais importante do que você apoia.
Sabe ao que sou contra?
- Bem, sim. - Construir-lhe um tipo de imagem de herói.
- E vocês o farão? - Esperamos que sim. Certamente.
Você será o meu tutor pessoal e instrutor heróico?
Isso, isso.
E estou certo de que ele fará um bom trabalho.
Sua gravata está torta.
Ande, vamos sair desse telhando e assinar os contratos. Acho que vai chover.
Os tenho comigo, na verdade.
Dupla de cretinos.
"...em multidões, lubrificando os estômagos dos seus filhos
para que você não morra,
"mas estremeça na sua forma de serpente e verme para sempre.
"Salve o seu horrível desejo,
"seu orgulho divino!
"Os portões do meu paraíso não serão fechados até
"que entremos todos, todas as formas humanas..."
É algo pessoal? Ele lhe assustou?
E agora, por fim, uma curiosa história
que tem circulado pelas colunas dos jornais
e nas conversas dos jornalistas.
Um homem, um indivíduo, de nome e endereço desconhecido,
supostamente teria ameaço tirar a própria vida publicamente em uma dada hora
como forma de protesto contra o que ele considera
serem claros sinais de degeneração
no nosso comportamento e modo de vida.
- Agora, este homem realmente existe? - Pode acreditar.
Quem sabe? Claro que ele poderia existir.
O egoísmo humano é perfeitamente capaz de supor que extinguindo
um pequeno ego, todo o resto da humanidade pode ser endireitada.
De fato, a própria religião cristã é baseada em tal proposição.
Minha opinião quanto a isso,
é que se o público
continuar a acompanhar a história,
vocês descobrirão que quando chegar o momento desse ato público de suicídio,
não haverá um, mas um monte, talvez centenas
de supostos suicidas ansiosos para participarem da publicidade.
Você fique aqui, certo?
Ou, o que talvez seja mais provável, quando a hora marcada se aproximar,
outras sensações terão surgido e toda a coisa terá sido esquecida
e o nosso bom homem, se ele existe,
descobrirá que ninguém está interessado se ele vive ou não.
Sei que você está aí em algum lugar.
Esse foi um bom programa. Gostei dele.
Tenho certeza que os espectadores gostarão dele.
Corta!
Certo, corta! Corte o vídeo.
- O que há? - Sabe muito bem o que há.
Bem, você interrompeu-me novamente.
- Gosta de me interromper, não? - Está fazendo um trabalho absolutamente terrível.
É a terceira vez que o faz pessimamente.
Está ficando caro. Teremos de tentar outra coisa.
- Estou muito ciente disso. - Ele continua me fazendo lê-lo, você sabe.
E com todo este barulho pelo lugar e pessoas como você falando,
como posso ler?
- Começo a acredita que realmente não pode ler. - Estou cheio, cara.
Você o fará ou não?
Olhe, o que acha disto?
Honestamente, o que acha da qualidade desta coisa?
Não estou preocupado com a qualidade.
Bem, não é a maior contribuição
para a literatura inglesa que eu já vi, sabe.
Não é uma prosa cintilante, brilhante, é?
Sim?
- Sim. Uma hora. - "Falo com você do meu último lar."
Certo. Bem, ou o finalizamos dessa vez ou definitivamente não o finalizamos.
- Agora escute, Max. - O quê?
Olhe, se essa é a sua ideia de uma boa leitura
mostre-me como fazê-lo.
- Ande. - Certo, o farei.
- Ah! - Espere um minuto, espere um minuto.
- Posso ter a câmera dois em mim, por favor? - A atenção de vocês, por favor.
Sr. Peter Pointer.
- Na câmera dois, por favor. - Certo.
"Falo com você do meu último lar,
"e o que sei serem as minhas últimas horas na Terra.
"Mas não chore por mim pois eu mesmo não tenho lágrimas,
"nem arrependimentos, nem pesares ou dores,
"pois neste momento, sinto-me muito um de vocês.
"Não sinto tristeza
"pois sei que a minha mensagem está sendo transmitida a boas pessoas,
"e que essas palavras simples e sinceras serão consideradas
"e que o meu sacrifício não terá sido feito em vão.
"As suas vidas são boas e eu vos imploro, desfrutem-nas ao máximo.
"Sejam pessoas boas e satisfeitas,
pois todas as melhores coisas lhes estão sendo oferecidas.
"Por que então o meu grande suicídio?
"Eu dou a minha vida como um aviso,
"pois entre nós há egoístas e abomináveis elementos que buscam nos destruir..."
- Ouça, ouça. - "...a nossa nação, nossa estabilidade, nossa paz,
"nossa liberdade, a melhor democracia do mundo."
Sim, sim, sim.
"Eu lhes advirto. Eles dizem 'melhorar', mas querem dizer 'escravizar'.
"Eles dizem 'igualdade', mas querem dizer 'degradação'.
"Esses elementos pútridos não têm amor pela terra deles.
"Foi permitido que as suas ideias crescessem descontroladas,
"como um câncer entre nós, por muito tempo.
"Por muito tempo esses elementos mentirosos, mesquinhos e hipócritas estão entre nós.
"Chega a hora de dizer não à tolerância.
"A tolerância não é para as bestas. E sim o chicote e a jaula.
"Aqueles que tomariam vantagem da liberdade que os damos
"devem ser desentocados, queimados e aniquilados."
É o bastante do seu papo de banheiro por hoje.
Certo, pronto. Pausa.
Bem, finalizamos por aqui.
- Ele teve seis horas. Seis horas de nada. - O bebê de Farson.
É um dos piores com que já lidou, não é?
Foi terrível.
"...presa de Yamantaka, devorador de estranhos sonhos"
Se importa que eu me sente perto de você?
O que faz sentada aqui sozinha?
Não tem nenhum amigo?
Não tem frio?
Gosto da sua boneca.
É uma boneca muito grande.
Posso segurá-la?
Não a machucarei.
Qual é o nome da sua boneca?
Pai.
Pai.
Aqui está algo novo. Algo completamente novo.
Algo para os gostos insensíveis!
Pare! Medo!
...2, 3, 4, 5,
6, 7, 8, 9, 10...
- Estive lhe observando enquanto dormia. - É?
Esteve tendo pesadelos, não esteve?
Ahm, não.
Parecia que sim. Tem certeza que não?
- Por que veio aqui? - Fui enviada.
- Farson? - Não, a Máfia.
Oh.
Acho que tem tido pesadelos pois está com medo de morrer.
- Diga-me que estou errada. - Não tenho de fazê-lo.
Gostaria de um presente? Mmm?
Sim, gostaria.
Ahm, aposto que não recusaria um presente. Aposto que nunca recusou um presente.
Não me diga que também tem presentes aqui,
além dessa bela cama e deste...
Agora, feche os seus olhos.
- Vamos, feche os olhos. - Os dois?
Sim. Os dois juntos.
- Ao mesmo tempo? - Se quiser.
Seria uma piscadela de outra forma, não?
Eu não o faria com você. Você não precisa de estímulo.
Está pronta para o presente? Está pronta para o seu presente?
Sim.
- Excitada? - Um tanto nervosa.
- Sem trapaça. - Não.
Sabe que Farson bebe?
Será peludo e pequeno? Algo que possa levar para casa?
- Não. Não palpite. - Certo.
- Tenho mais muitas perguntas para lhe fazer, Max. - Guarde-as. Tenho um belo presente para você.
Um presente que nunca viu igual antes.
- Será um chapéu, sei disso. - Ou nunca ouviu igual.
Bem...
Um belo presente?
Sem comentários.
Certo. Eu joguei o seu jogo. Não foi muito bom, sabe.
- Não gostou do meu presente? - Não.
Gostaria de jogar o meu jogo agora?
Certo. Isso é justo.
É chamado Vingança.
Mas você tem de manter os seus olhos abertos.
Certo? Promete que não trapaceará? Não deve nem piscar.
Eu tentarei.
Observe muito, muito cuidadosamente.
Pois agora, eu lhe pegarei.
Gostou do jogo?
- Isso era para funcionar em mim? - Claro.
Por que não fala comigo?
Fica eras sem dizer nada.
Algumas pessoas dizem que falo demais.
- Que horas são agora? - Por volta das 2:00.
- Ahm, 2:00? - Sim.
- Que dia? Que dia é hoje? - É domingo.
Hmm.
- Você não tem muito tempo, tem? - Não, não muito tempo.
Não se importa? Realmente.
Importo-me de certa forma, mas isso tem de ser feito.
Hmm.
Por que o está fazendo?
- Por que veio? - Para perguntar por que irá fazê-lo.
- Está curiosa? - Sim.
- Uma mórbida curiosidade, você tem. - Não sou curiosa. Só queria realmente saber.
Veja, eu não acredito que o que está dizendo a todos seja verdade.
Suponho que me importe.
É por isso que o estou fazendo, pois ninguém se importa, vê?
Em um dia, eu estarei no topo de um prédio.
No coração de Londres.
Em um prédio muito alto..
Com pessoas lá embaixo na rua,
na rua atarefada. Apressando multidões de pessoas.
Alguns me notarão no telhado.
Me verão parado lá pronto para pular.
Então todos eles começarão a notar.
Repentinamente a rua fica mais e mais lenta,
e todos eles param e todos estão olhando para cima.
"Não pule, não pule!" É o que todos pensam.
Eles esquecem a si mesmos por um minuto e se importam comigo.
Eles se importam que eu jogue minha vida fora lá embaixo na rua.
Então eu pularei.
E essa é a verdade? Isso é tudo que você quer?
- Aham. - É a única razão pela qual o está fazendo?
É assim que teve de ser. Assim.
Não é boa o bastante.
Você é muito amável, Clio.
- Está mudando de assunto. - Não.
No que está pensando?
Estou pensando que você é diferente do que eu esperava.
- Tão diferente. - Como?
Você sabe do que rir.
Você ri das coisas das quais deve rir.
Faz sentir-me muito bem.
- É? - Aham.
Se importa que eu lhe toque?
- Não. - Não?
É maravilhoso. Como você.
Eu adoro.
Qual é o problema? Você continua distante.
Não, nada.
- Tem certeza? - Não, só estou olhando para os seus olhos.
Vendo o quão bela você é.
- Você já... - Não.
Você é a mulher mais bela que eu já vi.
Ahm, já viu muitas mulheres?
Algumas.
Não vai me beijar?
O que é isso?
Clio...
Eu... eu não sei
Há coisas sobre as mulheres que te lembram a sua mãe.
Entende?
Não importa. Realmente, realmente não importa.
Ahm. Não. Por favor, seja gentil. Por favor. Certo?
Ahm. Assim é melhor, assim é melhor.
Pensa muito em mim?
- Clio. - Sim?
Eu queria lhe acordar.
Estou acordada.
Estou tão feliz.
- Está? - Aham.
Será cuidadoso?
Será?
Adorável. Tão, tão adorável.
Bem, não deixe que eles lhe peguem, Max.
Não, não deixarei que eles me peguem.
Não confie neles, certo?
Eu adoro as suas mãos.
Mãos suaves,
mãos fortes.
Não se derreta, por favor.
Não acredito que isso aconteceu.
Realmente não consigo acreditar que aconteceu.
Eu também não. Eu não consigo acreditar que isso aconteceu.
Aconteceu, Clio, não aconteceu? Hein? Aconteceu.
Sim, aconteceu.
Oh, querido.
Estou cansada.
Eu sei.
Estou realmente cansada.
Certo, minha Clio de ouro, lhe deixarei dormir.
Eu cuidarei de você.
Protegerei-lhe pela noite.
Durma, durma.
Boa noite, minha Clio.
Boa noite.
- Como foi? - Tudo certo.
- Como foi? - Deu tudo certo.
Acorde.
Acorde.
Cristo!
- Bom dia. - É como no Exército.
- Como se sente nesta manhã? - Ahn?
- Como se sente nesta manhã? - Oh, ótimo!
Adorável cama a que tem aqui, Farson. Já a usou alguma vez?
Eu a recomendo.
- O que é isso? - Suponho que um prato.
Por quê? Ooh, café da manhã. Linguiças!
Amo! Como sabia que amo linguiça?
- Todo mundo ama linguiça. - É?
Bem, não tanto quanto eu.
Isto parece bom.
Obrigado, papai.
Ah. Deve ter um pouco de café.
Sempre bebo café quando acordo.
Ah, está um pouco frio.
Toro!
O touro está morto.
Señorita, deixe-me presenteá-la com as orelhas do meu primeiro touro.
Olé!
Coma o seu café da manhã.
Farson, você é um tipo muito deprimente às vezes.
Sabe, você me coloca pra baixo. Não sei qual é o problema com você.
Você não tem humor.
Talvez não. Olhe, outro presente para você.
Este café não está fumegando.
Sim, olhe estas chaves.
Sabe do mais, Fars? O problema é que você não tenta.
Você não me faz sentir-me em casa.
Olhe estas chaves.
- Tem de aprender a deixar a si mesmo de lado... - Olharia para mim?
Agora, esta primeira chave abre a porta principal.
A segunda, o escritório do qual lhe falamos sobre.
E a grande abrirá a porta para o telhado.
Aqui.
Bem, se isso lhe fará feliz, o farei.
Olhe, tive um bom café da manhã,
um bom sono, uma ótima cama.
Sinto-me ótimo! E você quer que eu me jogue de um telhado?
Você foi contratado para fazer isso e é isso que você vai fazer.
Hoje é o dia.
Quer que eu morra de indigestão?
Ahm?
Está fazendo-me perder meu apetite. Sim, está.
Seja cuidadoso, meu amigo.
É melhor ser muito cuidadoso. Eles ainda esperam o mesmo de você, sabe.
Nestas últimas semanas, tive uma grande decepção com você.
Não há nada de muito grande em você que eu não conheça.
Nada de muito grande nisso que me agrade ou encante.
Não, eu não achei que isso ocorreria.
Não ocorreu. Está bem certo. Pois você é um fracasso, um fiasco.
- Bom. - O fiasco monumental de todos os tempos.
O que você já fez? O que você já conseguiu?
A sua sinceridade, sua liberdade, aonde elas lhe levaram? A lugar nenhum.
Café da manhã na cama.
Você chegou na minha porta, suplicando ajuda.
- Oh, isso foi um tanto forte, não? - É verdade.
Que lugar tem para ir? Nenhum. Você veio para mim, certo? Eu lhe construí.
- E porquê? Pois não poderia fazê-lo por si mesmo. - Por causa do seu grande coração.
Não poderia fazê-lo por si mesmo pois nunca foi capaz
de completar nada sozinho.
Você nunca completou algo de verdade.
Nós estivemos na sua casa, aquela choupana fedorenta que chama de apartamento.
Nós vimos as garrafas de leite sujas, o vácuo vazio e medonho da coisa toda.
Toda a sua sinceridade, toda a sua esperança não lhe levaram a lugar nenhum.
Nos seus 20 estranhos anos, o que obteve? Nada, absolutamente nada.
Teve de vir pedir ajuda choroso.
Certo, eu a dei a você. Agora, o que realmente quer?
Você diz liberdade. Certo, isso não é verdade.
O que você realmente deseja, meu amigo, é fama,
da sua maneira pequena e lastimável, não é? Fama!
Não é? Você é tão verdadeiro, tão honesto, tão sincero. Ande, responda-me!
É isso, sim, fama. Sabe o que a fama é?
A adulação de pessoas que você despreza.
E ela não pode ser fabricada. Eu a fabriquei!
Não pense que é um herói.
Você não é nada do tipo. Não acredite nas suas manchetes, eu as inventei.
Você não é nada. Um nada inútil!
Você tem rabiscado na água por toda a sua vida até agora.
Agora faça algo positivo! Dê cabo disso!
Pois já pensou por um único momento o que aconteceria se não o fizesse?
Para quem você se viraria? Onde está o seu futuro?
Onde estão os seus amigos, seu dinheiro, seu talento?
Bem, o que aconteceu com você?
Se agachando no Aterro pedindo por dinheiro.
Tudo bem no verão, não tão bem no inverno.
Os albergues sujos.
Onde estão os seus inteligentes insultos agora? Se foram?
Não tive muita chance de dizer nada.
Uma coisa também, para uma mudança.
Dê uma boa, clara olhada para si mesmo. Onde estão as suas conquistas?
Você é jovem. O que fez? Nada.
E isso é tudo no que você é bom, destruir o trabalho dos outros,
pois não pode fazer nada por si mesmo.
Você não pode contribuir. Você não contribui. Contribui?
Você sabe de algo? Não é bom o bastante.
Não é apenas a sociedade que está errada, é você! Você deve encará-lo.
Dar cabo disso!
E então, talvez, finalmente terá conseguido conquistar algo.
A autodestruição.
E outra coisa engraçada, aqueles poemas seus.
Achamos uma gaveta inteira deles, e eles são muito, muito engraçados.
Mas acho que antes de ler um, temos de ter uma audiência.
Clio! Entre aqui!
Este é um poema. Um poema de amor.
Curioso sob tais circunstâncias.
"Há uma fumaça negra debaixo de sua pele
"que cai como orvalho quando sente os primeiros raios da minha carícia.
"O sol pausa atrás da caverna dos seus cabelos que se volta vagarosamente
"e refugia as prolongadas folhagens dos seus olhos.
"A madrugada cai sobre o vale das suas coxas.
"E então, seguido pela minha sombra infinita,
"Eu entro nas brumas da sua angústia."
Eu o chamo de um curioso poema pois, veja, na época que o poeta o escreveu,
ele era virgem.
Estou surpreso que não esteja feliz hoje, minha querida.
Ela acabou de receber um grande bônus. Oitenta guinéus para ser exato.
- O que quer dizer? - Oh, são os seus honorários de costume
para amolecer um cliente difícil.
O cliente da noite passada foi difícil.
E um tanto desajeitado, também, acredito que o tenha dito.
Não disse?
Não comigo.
Clio.
Clio!
Clio.
Por quê?
Por quê, Clio?
Por quê?
Por quê?
Clio!
Vamos. Não há razão para permanecermos aqui agora.
Não sei quanto a você, mas estou sedento.
- Vamos tomar uma bebida. - Onde?
Oh, não sei. Onde quiser. Temos o carro.
Não há nenhum lugar realmente, há?
- O que quer dizer com "não há nenhum lugar"? - Bem, é domingo.
Oh, sim. É verdade.
Bem, poderíamos voltar para o escritório. Há muito licor lá.
Sim.
Bem, ande, vamos.
"Oh, magro asceta bengali adorando a mãe Kali,
"pendurada com caveiras de pesadelos.
"Oh, eu mesmo, abaixo do seu pé que golpeia.
"Sim, eu sou a alma do verme
"Sob os calcanhares dos cavalos demônios,
"Eu sou o homem tremendo ao morrer vomitando
"e o transe nas eternidades do bambu,
"barriga despedaçada por mãos vermelhas de corteses crianças chinesas.
"Volto docemente de volta a mim mesmo
"como eu era."
Quietos!
Não tenha medo de olhar! Não há com o que se importar comigo!
Qual é o problema? Nunca viu um gênio antes?
Cai fora.
Queria que houvesse uma guerra.
Cristo, queria que houvesse uma guerra.
Como diabos vocês estão, amigos?
Max, o homem, o herói pelo qual todos você estiveram esperando.
Este é o dia! Isto é tudo que restou!
Eu o farei afinal.
Não eram mentiras o que ouviram ou leram, esta é a verdade,
uma nova moda, uma nova solução.
E, Farson, ouve-me também? Isto é para você mais do que para mim.
Certo, escutem-me, suas cascas vendidas! Eu o farei.
Não há escolha!
- Sua pequena mancha cruzando a rua aí embaixo... - Ei! Espere... Espere um minuto!
...vamos! Digam algo!
Pare, idiota!
- Me largue! Deixe-me! - Acalme-se!
Largue-me! O que está fazendo? Deixe-me!
Por Deus!
Não posso simplesmente pular?
Oh, não! Eu...
Clio!
Clio.
Saia de perto de mim. Não se aproxime.
Medo!
- Clio, espere. - Deixe-me!
Clio!
Quem é você?
Não quero ter nada a ver com isso. Entende?
O que há com você, Clio? Eu não entendo.
Realmente preciso lhe dizer, seu estúpido?
Não sou um estúpido qualquer. Diga-me qual é o problema.
Por que está se comportando assim? Nunca lhe vi assim.
O que acha que está fazendo? O que acha que está fazendo? Você...
Por que você teve de... Por que você teve de...
Há algo mais, não há? Não há algo mais?
- Você não achou que eu... - Ela não poderia, veja, pois eu...
Terminar o quê?
Por quê? Por quê? O que é?
Não há? Não há?
Oh não, não. Há algo com que realmente se importa, não há?
Sou eu? Sou?
- Clio... - Se importa comigo?
- Por que se comporta assim repentinamente? - Se importa comigo?
- Se importa? - Sabe que sim.
- Se importa, não? - Sim.
Diga, no chão. Diga que se importa comigo.
- O que quer dizer? - Fique de joelhos, Farson, e diga-me.
- Clio, não! Não assim, não com raiva. - Fique de joelhos!
Agache-se!
Seu porco!
Beije o meu pé.
- Clio... - Beije o meu pé, seu porco gordo!
Oh, você...
Isso não significou nada. Sabe disso?
Isso não significa nada.
Vocês são todos os mesmos.
Não há... Não há uma pessoa que realmente...
Pare com isso! Pare com isso! Não! Pare! Não! Pare com isso! Não!
Oh, Deus, quero ir para casa!
Quero ir!
Oh, não sou! Não sou! Não sou culpada!
Eu quero ir! Deixe-me sair!
- Você não pode sair. - Eu quero ir! Deixe-me sair!
Você não pode sair!
Eu quero ir!
Você está decidindo! Você está decidindo, não está?
Sim! Sim!
Sim, estou! Sim, estou!
Tradução por Sleepy.joe
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