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Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro,
e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com as suas penas,
e debaixo das suas asas estarás seguro.
Salmo 91
O Caçador de Pássaros
SuB_VersioN League of Legends
De repente, eles chegaram.
Como um bando de corvos.
Disseram que as coisas mudariam,
mas para melhor.
Era o início de muitas mentiras.
Mentiras que todos fingíamos acreditar.
TRONDHEIM, NORUEGA 1942
"Rouco está o próprio corvo
que crocita a chegada fatídica
de Duncan à minha fortaleza."
"Rouco está o próprio corvo
que crocita a chegada fatídica
de Duncan à minha fortaleza.
Venham espíritos que instilam as ideias mortais,
Trocai-me o sexo,
Cumulem-me da cabeça aos pés com a mais horrível crueldade!
Espessem..."
"Espessem..."
"Espessem meu sangue."
Sempre esqueço este verso.
Preciso dominar esse texto para a audição.
Eu passei credibilidade?
Venha, Billy.
Que tal estou?
Então, sente-se melhor?
-Você parece péssima. -Mãe, seja gentil.
Isso é meu, não?
Quero tê-la sempre por perto. Me ajuda a melhorar.
-E o que fez hoje? -Ensaiei o meu texto.
Então é assim? Você não tem nada, na verdade.
Que tal ouvirmos o rádio?
Vamos.
Certo, me ajude.
"Fora amar, o resto me parece perda de tempo."
Esther!
-Vai quebrar a janela, idiota! -Desça aqui!
Olha ela aí!
Caso veja Ola na cidade, diga para ele voltar.
Você se lembra de Ola?
-Ele não vai mais voltar? -Sim, vai.
Você é tão amável.
Eu esqueci seu nome.
Esther Albertsen.
-Esther, a rainha bíblica. -Sim!
Gostaria de jogar cartas comigo?
Lamento, agora não posso, Sra. Jensen.
-Ola... -Venho te ver amanhã!
Aonde vamos? Eles fecharam o cinema.
Ao fiorde. Isso não podem fechar.
-Onde achou esse cigarro? -No chão.
Alemães...
-Como novo. Quer fumar? -Alguém já o pôs na boca.
Um norueguês decente fumou esse cigarro.
Na América, você pode comprá-lo nas ruas.
-Aqui não é a América. -Papai diz que vamos pra lá.
Para você se tornar uma estrela?
-Por que você me olha assim? -Por nada...
Preciso ajudar meu pai, vamos!
Você disse que estava atrasada. É melhor correr.
SALÃO DE BELEZA
Fiz uma pequena modificação.
Ah, muito bem!
Ficou lindo. Como sempre, Hans.
Está muito bonito.
-Obrigado, Sra. Henie. -Obrigado, Hans.
-Vejo você mês que vem. -Com certeza!
Posso entregar a peruca?
Sim, para o diretor do teatro, Sr. Gleditsch.
-Adeus, Sra. Henie. -Obrigada. Tchau.
Hans, como vai?
-Prazer em vê-lo. -Igualmente.
Esther, está incentivando meu filho a fumar?
Claro que não.
Acho fumar nojento.
Só estava brincando.
Então...
Como foi seu dia?
Tenha cuidado, Hans.
Prenderam judeus em Telavåg. Você deveria partir.
Amo minha vida, minha família, meu trabalho.
Há um toque de recolher agora.
Passei toda a minha vida ouvindo boatos.
-Não está havendo nada. -Em Telavåg diziam o mesmo.
Não se preocupe, ficarei bem.
Aliás, já temos passagens para a América.
-Pronto. -Ótimo, obrigado.
Disponha.
Não fique aí parada, querida.
O Sr. Gleditsch precisa disso hoje.
"Atenção cidadãos de Trondheim!"
"Por ordem do comandante Josef Terboven,
decreta-se a lei marcial nos municípios de Trondheim,
Leinstrand, Strinda, Byneset
e no condado de Nord-Trøndelag."
"É uma adaga que vejo defronte,
o cabo virado para mim? Vem, deixa que te empunhe:"
Não consigo tocar-te, mas ainda te vejo."
-Está ansioso para a estreia? -Sim, claro.
Vamos ensaiar a peça "O Pato Selvagem".
-Comecemos pela sua deixa. -Certo.
"Foi ao fundo, naturalmente?"
"Os patos selvagens sempre fazem assim. Vão ao fundo
tanto quanto podem.
Seguram-se com os bicos
nas ervas marinhas e nos juncos...
e em todas as sujeiras
que acham lá embaixo... e nunca mais sobem."
-Por que essa confusão, senhor? -Henry Gleditsch?
O próprio.
A estreia está esgotada, mas talvez eu consiga...
Quantos? Um, dois, três...
"Dez notáveis da região
foram executados hoje às 18h no Campo de Falstad.
Entre os cidadãos de Trondheim, estavam...
o procurador Otto Skirstad, o editor Harald Langhelle
e o diretor de teatro Henry Gleditsch..."
Ei, não vai comer?
Hans, você precisa falar com ela.
Ela deve evitar as ruas.
-Ela vive no mundo da lua... -Não há perigo!
Além do mais, logo ela estará dirigindo a loja.
Claro, papai.
A dama de espadas.
Está trapaceando?
Apesar de parecer uma flor inocente, você é uma serpente!
Não disse que um jogo de cartas lhe faria bem?
"Tire o capuz dele!"
"Pelotão! Preparar!"
Fogo!
-O que está fazendo? -Perdão, senhor.
-Vladimir Abramovitz? -Exato.
Por que está escrito "Hans Albertsen" na sua porta?
-Sou norueguês, eu nasci aqui. -Não!
Você é judeu.
-O que está havendo? -Esther, não!
-Mas papai! -Esther, não se preocupe.
-Papai voltará logo, querida! -Claro!
Como os nazistas cortarão o cabelo?
"Vamos, depressa!"
"Desça logo!"
Tor...
"Não! Não!"
Não! Não!
-Não! -Rebecca!
-Hans! -Rebecca!
-Esther... -Você não ajudou meu pai!
Às vezes, é preciso fingir para sobreviver. Pegue!
-Entregue para sua mãe. -Tor!
-Por favor! -Tor!
"O que faz aí?"
-Esther, depressa! -Já vai, mãe!
Vamos, Billy! Temos que ir!
-Boa sorte. -Obrigada.
Ei, Esther, desça já! Tchau!
Dê-me isso!
-Silêncio! -O pássaro fica aqui.
-Não, por favor! -Ele fica!
Deixe-me soltá-lo! Largue isso!
Não faça barulho!
Fique escondida até sair da cidade, certo?
Para o cinema!
Pare!
Pare!
Mas o que é isso?
"Fora! Depressa!"
-Entre aqui! -Saiam!
Desçam todos! Depressa!
Para fora, vamos!
Desçam, depressa!
-Tenha coragem, Esther! -Mamãe!
-Seja uma atriz. -Ei!
-Não! -Venha!
Atire!
Papai!
Eu vi alguém.
Agora não, filho.
-Vi alguém na floresta. -Você é surdo? Agora não!
Mas encontrei algo.
E o que encontrou? Sua cabeça?
Deixe-o em paz!
Qual é, agora é proibido brincar?
Deixe-me ajudá-lo.
Por que não teve um filho de verdade?
Ei, parem!
Já chega! Parem!
Atenção!
Por ali!
É o Herman.
-Sr. Krause, prazer em vê-lo. -Johann.
A missão foi bem-sucedida?
Não! Há um fugitivo. Uma garota judia.
Soldados!
Faça um relatório contando os detalhes, entendido?
Sim, senhor.
Rapaz! Me ajude com essas malas.
-Pegue. -Obrigada.
Não...
Não...
Mamãe...
Mamãe...
Mamãe.
Eles te rastreariam facilmente.
Quem eram essas pessoas?
Se ficar aqui, congelará até a morte.
Quem é você?
Sei quem você é.
Os únicos que papai odeia mais que os ingleses.
Sabe em que confusão está metida?
São roupas de menino. Devem servir em você.
O que eles fazem aqui?
Às vezes, dormem aqui. Eles patrulham.
-O quê? -Pessoas como você.
Mas fique tranquila, eles nunca vêm aqui.
Já os espionei antes. É seguro.
Venha, veja você mesma.
Homens se passando por mulheres.
E dançam.
Como são ridículos!
Vamos, abrace-me.
"Filho! Aksel! Desça daí!"
-É o meu pai. -Cadê você?
-Fica quieta. Dará tudo certo. -"Vamos festejar ou não?"
Saúde!
À Noruega!
Há quanto tempo está aí?
Eles continuam à sua procura.
-Está conversando com quem aí? -Ninguém!
"Não acredito em você!"
Não há ninguém aqui!
Mentira! O que está escondendo?
Ele morreu?
Vá buscar ajuda!
Mãe!
Mãe!
-Fred! Fred! Fred! -Acho que ele bebeu.
-O que houve? -Ele escorregou.
Aksel o encontrou aqui.
Vamos levá-lo pra dentro. Me ajude, Aksel!
Aksel!
-Qual é o seu problema? -Deixe-o em paz!
"Isso é o retrato do seu próprio medo;
Isso é a adaga desenhada no ar
que você disse Que o levou a Duncan.
Oh, esses impulsos e tiques,
Disfarces do medo verdadeiro, poderiam bem ser
Uma história de mulher, à lareira no inverno,
Autorizada pela vovó. Envergonhe-se!"
-O que faz aqui sozinho, rapaz? -Preciso de ajuda!
Ei, olhe para mim!
-Como chegou até aqui? -Eu me perdi.
-Você o conhece? -Não.
Certo. Ponha-o no carro.
Vai!
Tire seu boné.
-Droga! -Onde o encontrou?
Ele nos encontrou. Saltou na frente do carro.
Até pensei numa emboscada!
Vá para o seu quarto, rapaz.
Então, o que houve contigo?
-Eu perdi meus pais. -Fale mais alto!
Como?
Eles foram mortos.
-Já disse para falar alto! -Fred!
-Por quem? -Bombas. Os ingleses.
Está vendo?
-Desgraçados! Qual o seu nome? -Ola Jensen.
Há outro parente?
Minha avó mora em Trondheim. Ela é senil.
-Tudo resolvido? -Sim.
-Despache-o para Trondheim. -Ele poderia nos ajudar!
-Outra boca para alimentar? -Fique no seu quarto!
Ele está certo, Johann. Você ficará ocupado com as eleições.
Cale-se. Não é assunto para mulheres ou crianças.
-Talvez...ela tenha razão. -Qual é!
Sim, há muito trabalho pela frente.
E sua fazenda é crucial para nós.
Afinal é só um menino, que mal poderia fazer?
Ouça. Terá de trabalhar muito e ajudar esse homem honrado
em troca de sua hospitalidade.
Ótimo.
Bem, veremos o que acontece.
Feche a porta!
O que houve com seu cabelo?
Assim facilita.
Pensarão que sou um rapaz.
Então, o que há com esse porco? Não consigo fazê-lo engordar.
-Não parece febre aftosa. -Como é que você sabe?
Ele me disse!
Não há bolhas ou aftas, nem febre.
-Onde aprendeu isso? -Porcos gostam de comer.
Observe o apetite dele.
Você tem ovos, leite, melaço? É disso que ele precisa.
Vai motivá-lo. Volto daqui a uma semana.
Se ele não melhorar, esqueça.
Não se fazem mais bons veterinários.
Você tem um nome?
Seus olhos são tão belos quanto os de Humphrey Bogart.
Minha mãe o amava.
Posso chamá-lo de Bogie?
Você finge que está doente para não ser comido?
Você é esperto, Bogie.
Muito esperto.
"Por aqui!"
"Cuidado!"
"Temos que parar, é muito perigoso!"
Vai ficar ainda mais se paramos.
Por quê?
Eu enlouqueceria!
Espere! Pegue.
Posso abrir?
Agora não.
Tenho que viajar.
E quando eu retornar...
vamos para algum lugar onde ninguém nos veja.
Preciso saber o quanto isso é sério.
Precisa de ajuda, Sra. Dalgaard?
Não vi que estava aí.
Posso ajudá-la?
-Quem te ensinou a fazer isso? -Minha mãe.
Ela era como você.
Ela era uma boa mãe.
Vem nevasca por aí. Devemos nos preparar.
O jantar não está pronto?
-Lamento. -O que estava fazendo?
-Seremos 5 hoje à noite. -5?
Qual a utilidade desse rapaz?
Utilidade? Não sabe? Já fez suas tarefas?
-Sim, senhor. -Viu?
Só hoje ele fez mais que você em uma semana.
E ele não bebe.
Você tem sorte de ser meu irmão.
-Sorte? -Ninguém te quer.
Você é um inútil.
Aksel acertou dessa vez.
Finalmente posso contar com alguém.
-Ajeitaremos uma cama para você. -Obrigado.
O que está olhando, Fred?
Seja útil!
Boa noite.
-Boa noite. -Eu te amo.
Não sou mais bebê!
-Boa noite, Ola. -Boa noite.
Esse mau tempo pode durar dias!
Já fez um anjo de neve?
Tente.
O meu parece um pássaro ferido.
-O que quer ser quando crescer? -Atriz.
Papai disse que iríamos para a América.
América?
-Como é o seu pai? -Ele é maravilhoso.
Ele é o melhor cabeleireiro de Trondheim.
Ele ama você?
Claro!
-Como é a sua cidade? -Linda.
Bem, isso até a chegada dos alemães.
Um dia, quando eles partirem...
podemos morar nessa cidade.
Vou ajudá-la com seus textos.
Você, eu e seu pai juntos.
Quem sabe?
Talvez algum dia.
"Que besta foi então
Que fez com que me sugerisse tal projeto?
Quando ousava, então era um homem.
E para ser mais que aquilo que era,
deveria Ser homem muito mais.
Nem tempo, nem lugar
O propiciavam, mas você os criou do nada.
Eles se fizeram a si próprios,
mas agora duvida De sua justeza.
Já amamentei e sei
Quão suave é amar o nenê que me suga:
Mesmo estando a sorrir para mim,
Arrebataria o seio de suas gengivas desdentadas
E saltar-lhe-ia os miolos, se assim o tivesse jurado,
Como você fez em relação a isso."
Bravo!
Eu vou a Trondheim.
Tenho uma reunião com o Partido Nacional.
Representarei o distrito. É uma honra.
Aqui poucos parecem se importar.
Eu acho incrível.
Fred e eu ficaremos fora por alguns dias.
Você cuidará da fazenda.
É preciso um homem à frente.
Ótimo.
Visitarei sua avó. Algum recado para ela?
Sim.
Diga a ela que estou bem.
Ola está muito bem.
Fred!
Vamos embora!
Ola, junte-se a nós.
Sirva-se.
Pensei em sair uma noite dessas.
-No cinema, talvez. -Podemos ir?
Por favor, mãe.
-Eu não sei. -Por favor!
Está bem.
E como iremos?
O Sr. Krause poderia nos levar.
Por que o Sr. Krause faria isso?
Talvez como gratidão por nossa hospitalidade.
Mas o que as pessoas vão pensar?
E quem se importa com isso?
Certo?
O cinema fica em Flornes. Uma vez lá, estamos...
a 6 horas da fronteira sueca.
Minha mãe disse que há um abrigo lá.
Eu vi no mapa dos alemães.
Seu pai visitará a Sra. Jensen. Tenho de ir antes que ele volte.
Você pode pegar o trem.
Sem identificação não dá. E você sabe quem eu sou.
Posso ir com você?
-Como assim? -Eu quero ir com você.
-Você me ajudaria? -Claro.
Tá bem, você pode vir comigo.
-Temos que ir! -É maravilhoso.
Temos que sair agora!
-Espere um pouco. -Aksel, vamos embora!
Tudo pronto, Ola?
Ola, venha! O carro está à nossa espera.
Sr. Krause.
Gostou do filme?
Você estava certa. O cinema é sensacional.
Obrigada pela noite. Foi adorável.
-Você gostou do filme? -Adorei os dançarinos!
O que foi?
-Já te pedi desculpa! -Desculpar-se não muda nada.
-Você frustrou nosso plano. -Pare!
-Idiota! -Por favor!
-O que está fazendo? -O que está acontecendo?
O que se passa aqui?
-Por que está agindo assim? -Me deixe ir, por favor!
Você é uma garota.
Lamento. Deixe-me ir, por favor!
Por que o disfarce?
Porque sou judia.
-Aksel sabe? -Sim.
-E ele está te ajudando? -Não o odeie por isso.
Odiar ele?
Vá para o seu quarto.
-Não diga a ninguém, por favor! -Vá para o seu quarto.
Não faça isso!
Deixe-me partir!
Não direi nada sobre você e Herman.
Se você for embora, Johann suspeitará de algo.
-Por favor! -Vá para o seu quarto.
-Não esperava te ver aqui. -Eu realmente amo esse lugar.
-Herman, como vai? -Tudo bem.
Filho, ajude Fred com as malas!
Ola, quero falar com você!
Como foi a viagem?
-Eu consegui! -Ótima notícia.
Estive com a Sra. Jensen.
Então?
Não quer saber o que ela disse?
Ela ficou feliz por você estar bem e perguntou quando voltará.
-E o que respondeu? -Que preciso de você aqui.
Trouxe isso para você.
Abra!
E aí?
O que me diz?
Sr. Dalgaard, quanta gentileza.
-Experimenta! -Eu não...
Acho que...
Prefiro deixar para uma ocasião especial.
Não vai faltar ocasião.
Um para dispersar, outro para matar.
Isso foi pura sorte.
Minha mira raramente falha.
Belo tiro!
-Obrigado. -Saúde!
Eu amo esse país!
Vamos ver como se sai.
Vamos, rapaz!
Ei, não!
Nunca faça isso! Exceto se quiser matar.
Deixe-me te ensinar.
Contra o ombro. Um pé à frente. Assim!
Pronto?
-Parabéns, Ola! -Teve sorte, rapaz.
Pai, posso tentar?
É preciso ter mãos firmes. Vá buscar a caça!
Outra dose.
Saúde, Fred!
Todos temos algum defeito.
Mancar é uma coisa...
...e outra coisa é ser feio.
Você não é feio!
Vamos tentar novamente.
"Somente rochas, bosques imateriais.
Pontes sobre o vazio
e o lago imenso, cinza, cego,
que sobre o fundo jaz, distante, como
um céu de chuva sobre uma paisagem.
Por entre os prados, suave, em plena calma,
deitado, como longa veia branca,
via-se o risco pálido da estrada.
Desta única via vinham eles."
Endireite a cabeça. E estique este braço.
Tente!
Muito bom!
O que isso significa?
Significa...
...muito.
-O que você fez? -Eu não fiz nada.
Ola cuidou de tudo.
-Ola sabe encantar animais? -Aksel me ajudou.
Nós o alimentamos e o aquecemos.
-Deu certo, pai. -É um belo animal.
Graças a você, aos ovos e ao leite.
Não! Não!
-Você está chorando? -Não.
Pegue, é para você.
Está vendo? A crueldade pode proporcionar coisas boas.
Obrigado, Sr. Dalgaard.
Não se esqueça de fechar a cortina à noite.
Se os aviões ingleses virem luzes,
eles podem bombardear.
Vamos, prove, Ola!
Você gosta daqui, Ola?
Você deve sentir saudade.
Longe da sua família.
Está tudo bem.
Sr. Dalgaard...
Você está bem?
Em breve será Natal.
O que houve?
-Está doente? -Não aguento mais fingir!
Mas é preciso.
Vamos, vem cá.
Na idade de Aksel,
tive o privilégio de cortar a árvore de Natal.
Foi uma grande honra.
O machado do meu pai, que era do meu avô.
De homem para homem.
Acho que você...
...saberá usá-lo, Ola.
Encontre uma árvore digna de nossas tradições.
Sinto muito, Aksel.
Mas você sabe o que isso significa, não?
Aksel!
Provarei ao meu pai que ele está errado!
-Basta apenas andar. -Eu vou provar pra ele!
Aguente firme!
Eu vou te carregar!
Vai dar tudo certo. Aguente firme!
Socorro!
Socorro!
Socorro!
Socorro!
-O que houve? -Ele se feriu!
-O que houve? -Ele se cortou.
-Por que deu o machado pra ele? -Cale-se, Fred!
Me ajude a levá-lo ao médico. Anna!
-Ele não é confiável para nada! -Meu bravo soldado.
Agora só tenho você, Ola.
-Poderia examiná-lo? -Sim, claro.
Dispa-se. Deixe-o te examinar.
Não tenha medo, o doutor não vai te machucar.
Está na hora do doutor partir. Já é tarde.
Tudo bem.
-Johann. -Sr. Krause.
Pegamos esse muambeiro e precisamos interrogá-lo.
-Você tem algum lugar? -Você o conhece?
Ele é de Trondheim.
Já nos ajudou no passado, mas agora está nos traindo.
Tenho um lugar. Por aqui.
Ola, venha comigo!
-Vamos para a sauna. -Depressa, mexa-se!
-Em frente! -Venha logo, Ola!
Agora...
...vai me contar tudo o que sabe. Eu fui claro?
Ouviu? Ei, Está me ouvindo?
Abre os olhos! Não desmaie!
-Reichmann no rádio. -Droga!
Não deixem ele apagar. Volto num instante.
Ola. Ola!
É a sua vez.
Vá em frente.
Ola, pense que foi um dos ingleses que matou seus pais!
Vamos lá, rapaz.
Prove que você é um homem!
Finja.
Você vai matá-lo! Ola!
Você é um guerreiro! Estou impressionado.
Esse maldito estará morto pela manhã!
"Por que matou a aula?"
"-Vai quebrar a janela, idiota! -Desça aqui!"
De pé.
Deixe-me ver.
Impecável.
É um dia importante. Eleições do Partido.
Tudo deve estar perfeito.
Claro.
Escute...
a vida por aqui tem sido dura nos últimos anos.
Esta eleição é vital para o futuro da minha fazenda.
E você...
...um dia, tudo isso...
...será seu.
Só você me entende, Ola.
Só você.
Eu tive...
uma infância pobre.
Como você.
Muito pobre.
Veja, papai!
Dói, mas eu não ligo. Eu estou de pé.
Muito bem, filho. O ócio mata.
Pode deixar.
Filho, vamos receber pessoas do Partido.
Acho melhor você ficar no seu quarto.
É para o seu próprio bem.
-Eu entendo, pai. -Certo.
Ótimo.
Após a eleição, eu o ensinarei a atirar.
-Obrigado. -Sr. Reichmann.
Bem-vindo à minha fazenda. É uma honra.
Encantador!
-Este é o seu filho, Sr. Dalgaard? -Não. Ele não é meu filho,
mas é membro da Juventude Hitlerista, Ola.
Sra. Reichmann!
-Acredita em nossa causa? -Viva a Noruega, senhor!
O Führer tem grandes planos para o futuro.
Ele construirá uma nova capital perto de Trondheim:
a Estrela do Norte.
Pegue as malas deles.
Meu irmão vai servir um bom vermute.
Por favor, sintam-se em casa.
Bem-vindos!
Obrigado.
Obrigado.
Anna, preciso falar contigo!
-Pensa que me engana? -Você bebeu.
Calada! Só bêbado ou louco para ficar com você!
Você me dá repulsa, ouviu? Você me enoja!
-Sra. Dalgaard? -Me deixe em paz.
Espere!
Vem cá.
Tenho que servir a mesa, mas com esse rosto...
Ele não pensou nisso.
Talvez eu possa te ajudar. Eu entendo de maquiagem.
Sra. Dalgaard...
você é muito bonita.
Quem sabe com a sua ajuda.
Tudo bem?
Qual é o seu nome verdadeiro?
Esther.
Esther Albertsen.
Temos que descer.
Pode colocar em mim?
É lindo, não?
Herman me presenteou.
Ola!
Então?
Está se divertindo? Ótimo.
-Posso servi-lo? -Sim, por favor.
E aí, Ola! Olhe só pra você!
Que bela farda!
O pequeno nazista que salvará meu pobre irmão.
Bem...
A bebida fará de você um homem, Ola.
O álcool dá coragem.
-Certo, Fred? -Você é um garoto estranho.
Saúde!
Outro trago!
Vamos lá!
Beba, Ola!
Um dia...
tudo isso me pertencerá.
Tudo!
Um tolo como você não vai me privar disso.
Esta fazenda? É toda sua!
Certo, brindemos...
a este belo ano para a Noruega
e aos nossos bravos soldados alemães
que lutam contra a ameaça bolchevique no leste.
Saúde!
Saúde!
-Viva a Noruega! -Heil Hitler!
Minha esposa servirá o jantar. Bom apetite!
A guerra lhe foi útil.
Este porco não queria celebrar o Natal.
Deve ser judeu!
O que está fazendo, Anna?
Certifique-se de que o Sr. Krause esteja satisfeito.
Fico feliz que alemães e noruegueses
estejam se dando bem aqui.
Esse lugar é especial.
-Tentamos fazer o melhor. -Sem dúvida.
Bom apetite.
Certo!
Johann, passamos ao que interessa!
Gostaríamos que você fosse o novo chefe de distrito.
Bem...
Antes de discursar, Johann...
...vamos falar do artigo 43-03.
A requisição de fazendas para as necessidades alemãs.
Você aceita que sua fazenda seja requisitada?
Requisitada?
Mas já estamos acolhendo as tropas.
Haverá muitas mais.
Entendi que todos aqui estavam dispostos a colaborar!
Está bem, todos concordamos. Vamos lá!
Diga logo algumas palavras solenes!
Vamos, diga!
É...
Partirei com Herman hoje à noite.
-Vou levar Aksel. -Você não pode!
-Por quê? -Ele é pior que seu marido!
-Isso pertencia à minha mãe. -O quê?
O que há com você?
-Fred, cadê você? -Já vai!
"Johann, obrigado por tudo."
"Adeus. Obrigado!"
"Sr. Reichmann!"
"Adeus."
Aksel, cadê você?
O que faz aqui em cima?
Fugiremos enquanto dormem. Você vem comigo ou não?
-Você não precisa de mim. -É claro que preciso!
-Eu mal posso andar. -Apronte o cavalo.
-Usaremos o trenó. -Você deveria...
me ajudar com papai. Mas você tomou meu lugar.
-Não é verdade! -Sim, é!
Aqui não é mais seguro para você.
Sua mãe e o Sr. Krause fugirão juntos esta noite.
O quê?
Todos estão me abandonando!
Não.
Pare! Vamos, pare!
Pare! Pare!
E a América? E o meu pai?
Preciso de você!
Ola!
O que está fazendo?
Nada, Sr. Dalgaard.
O senhor está bem?
Siga-me!
Faremos de você um homem.
Apronte o trenó.
Ouça, ouça!
Você vai se tornar um de nós!
Essa é a nossa tradição!
É assim que nos tornamos homens!
Você acha graça nisso, Dalgaard?
Que perversão é essa?
Você debochou de todos aqui!
Essa eleição nunca existiu!
Mas sua fazenda será requisitada!
-Vamos, fale algo! -Eu posso explicar!
-O que tem a dizer em sua defesa? -Diga logo, Sr. Dalgaard!
Eu sou judia!
E ele está me escondendo!
-O quê? Um judeu? -Não!
"Socorro!"
Aksel!
Aksel!
Temos que ir!
"Vá pegar água!"
Você!
Quem é você?
Johann?
O que está havendo?
Eis os dois pombinhos!
Johann, você está bêbado.
-Abaixe essa arma. -Obedeça sua esposa.
-Vamos entrar e ... -Cale-se!
Não me dê ordens!
Essa é a minha fazenda!
Papai!
Aksel, pare!
Vamos, enfrente-me como homem!
-Papai! -Cale-se, filho! Agora não!
Johann, somos aliados. Certo?
Vamos!
Atire neles! Atire logo!
-Cale-se, Fred! -Vá embora.
-Você e sua biscate! -Cale a boca, Fred!
Eu já sei de tudo.
-Vá embora. -Eles se encontravam,
enquanto você estava em Trondheim...
-Não o escute! -Debaixo do seu nariz!
-Ficavam bem juntinhos... -Vá embora!
-Essa biscate! -Dê o fora daqui!
-Não! -Sua biscate!
Não!
Sr. Dalgaard?
Não!
Temos que ir! Vamos embora!
Vai! Vai!
Suba!
-Mais água! -Mais água!
Pare! Aonde você vai?
Ei, aonde você vai?
Chegamos ao lago.
Temos que atravessá-lo para chegar à Suécia!
-Temos que atravessá-lo? -Sim, não temos escolha.
-É seguro? -Logo descobriremos!
Eu disse que funcionaria!
Fora amar, o resto me parece perda de tempo!
TRONDHEIM, 1945
SALÃO DE BELEZA
Não.
Ele não está mais aqui.
Vagabunda!
Traidora!
Trapo alemão!
-Obrigada, Sra. Henie. -Obrigada, Esther.
-Vejo você mês que vem. -Com certeza!
Que nojo!
Entre.
Minha esperança era te encontrar aqui.
Cadela nazista!
Espere!
Fique.
Seu pai ficaria horrorizado.
Sim, ficaria.
Saia. E não volte mais aqui.
Sinto muito.
Venha.
"Houve um tempo em que tive de fingir ser alguém que não era.
Eu não tive escolha.
Mas depois que foram embora, parei de fingir."
SuB_VersioN League of Legends
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