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Original subtitles

DE MIRIAM: VOC� PODE ME LIGAR?

PARA MIRIAM: ESTOU NO LABORAT�RIO

NOS FALAMOS DEPOIS

O que ainda est� fazendo aqui?

- V� logo para a cozinha. - Estou indo.

- Francesco, est� atrasado. - Desculpa, chef.

Comece fritar as algas.

- E voc�, r�pido com as batatas. - Sim, chef.

Onde est� a Cristina?

Um segundo.

Cristina, voc� est� a�? Giancarlo est� te procurando.

J� vou.

- Onde diabos voc� se meteu? - Fui ao banheiro, chef.

Da pr�xima vez, segure. E traga o espiral de chocolate.

Est� saindo.

Os espirais est�o aqui.

Obrigada.

- O que est� fazendo, porra? - Seu desgra�ado!

Vamos l� para fora. Vamos sair daqui.

Cristina, a cozinha � sua.

Mesa cinco.

O que voc� est� fazendo aqui?

Uma surpresinha vinda de N�poles.

Sempre volta do laborat�rio a essa hora?

Sim, me colocaram no curso de treinamento noturno.

Vamos entrar.

- Deixa que eu levo. - Obrigada.

Fui ao restaurante buscar o caminh�o,

como todas as manh�s,

depois vim aqui recarregar e o encontrei.

Pensei em n�o tocar em nada e avisar voc� primeiro.

- N�o sei... - Voc� fez bem.

Equipe inSanos apresenta:

Tradu��o e Sincronia: JuLima

N�O MATAR�S 2� Temporada | Epis�dio 22

Eu n�o devia ter abandonado voc�s.

N�o tinha como voc� saber o que aconteceria.

Sua m�e queria fugir comigo para o M�xico.

Longe de tudo e de todos.

Por que voc�s n�o foram?

Mecenate teria nos achado em qualquer lugar.

Ela estava gr�vida de voc�.

E preferi coloc�-la num trem com uma nova identidade.

Lucia...

Eu estraguei tudo.

Vai ficar tudo bem.

Voc� est� indo para uma pris�o segura.

Assim que o juiz autorizar, pediremos pris�o domiciliar

e a revis�o do processo.

Obrigado por ter vindo comigo.

Espere.

Tudo bem?

Novidades sobre Mecenate?

Poucas, passaram o caso para a Antim�fia.

Pedi para atuarmos juntos, mas eles negaram.

Sinto muito.

Andrea.

Onde?

Estou indo.

Acharam um morto no mercado municipal.

- A v�tima � Giancarlo Agostini. - O chef?

J� avisamos a esposa.

- Quem o achou? - O motorista do caminh�o.

Ele vem aqui todas as manh�s reabastecer o restaurante.

Tem uma coisa, antes de nos chamar,

ele avisou aquele homem, que � irm�o da v�tima

e se chama Alberto.

Sr. Alberto.

Sou a detetive Ferro do Esquadr�o de Pol�cia.

Quando foi a �ltima vez que viu seu irm�o?

Ontem por volta das 23h, quando fechamos a cozinha.

- Voc�s trabalhavam juntos? - Sim. Sou o chef saucier.

Como assim? O vice?

N�o exatamente.

Digamos que sou o terceiro da hierarquia.

Quem tem acesso ao caminh�o?

A chave fica na cozinha, qualquer um poderia peg�-la.

Notou algo estranho quando se despediram?

- Bom dia. - Bom dia, amor.

- O que foi? - Est� feliz por eu ter vindo?

- Claro, amor. - N�o parece.

Estaria melhor se n�o tivesse uma prova em tr�s dias.

Mas voc� est� aqui.

E me d� sorte.

- Vamos ficar juntos hoje? - Claro.

Quem �?

� do hospital. Me deram outro plant�o.

- Voc� vai voltar hoje? - Claro que vou.

Tenho que correr.

N�o saia daqui.

Uma facada no t�rax.

Colapso pulmonar,

ele morreu em poucos minutos, entre 0h e 1h.

Ele foi morto com uma arma de l�mina lisa.

Quando entrou, a faca esmagou uma costela.

Encontramos fragmentos de metal no osso.

No est�mago havia restos de comida,

ainda n�o digeridos.

Mandei para a an�lise e � pl�ncton marinho.

Sei que � usado como ingrediente em alguns pratos.

Obrigada.

- Ol�. - Ol�.

Acabo de falar com Rinaldi.

Ele falou com os cozinheiros e soube que ontem

Giancarlo e o irm�o discutiram na frente de todos.

- Alberto n�o mencionou isso. - N�o.

Pode intim�-lo.

- A esposa voltou? - Mattei falou com ela.

Ela estava em Roma num congresso,

mas agora j� est� em Turim.

Voc�s sabem melhor do que eu.

Para Giancarlo este lugar era tudo.

Ele estava sempre aqui, nas comemora��es,

mas tamb�m quando estava doente.

Por isso o restaurante ficar� aberto hoje.

Giancarlo, do jeito dele, com aquele g�nio forte,

ensinou muito a todos n�s.

� o momento de demonstrar isso.

O que faremos com a Sarti? Ela viria amanh�.

Eu ligarei para ela. Para o futuro do restaurante

� fundamental que ela nos avalie bem.

Giancarlo tinha decidido o menu?

Estava pensando em propor um menu degusta��o.

Cristina?

Ele estava trabalhando com �gua, terra e fuma�a.

� um risoto crocante, com pl�ncton, champanhe,

e � servido com crust�ceo defumado.

- Gostaria de inseri-lo no menu. - Pl�ncton?

Devemos mostrar para a Sarti que ainda podemos crescer.

Confie em mim, vai funcionar.

Eu confio. Ent�o, bom trabalho a todos.

Beatrice? O que est� havendo?

Pensei que daria o posto de chef para mim.

- Por qu�? - Pois sou o irm�o do Giancarlo.

Cristina � sous-chef h� dois anos.

Ela merece o posto.

Sr. Agostini, deve ir conosco � delegacia.

Vou me trocar e j� volto.

Por que voc� e seu irm�o brigaram?

- N�s sempre brig�vamos. - Por qu�?

Voc� j� esteve na cozinha de um restaurante?

� como um barco no meio da tempestade.

S� que desta vez, voc� jogou seu irm�o na parede.

Fale logo, sou suspeito de algo?

- Por que brigaram? - Por causa do trabalho.

Ele estava descontente comigo, como sempre.

E n�o pegava leve com ningu�m, nem comigo.

- Ontem perdi a cabe�a, s� isso. - Onde estava entre 0h e 1h?

Em casa.

E n�o tenho �libi, pois moro sozinho.

Mas pare�o algu�m que mata o irm�o por algo assim?

S� por uma discuss�o de trabalho?

Se � que foi s� uma discuss�o de trabalho.

Sim. Foi s� isso.

Giancarlo mandou fazer num chaveiro perto da casa dele.

E o chaveiro o reconheceu na TV.

S� que n�o foi ele quem foi retirar.

Foi uma mulher loira, de uns 30 anos.

Alguma ideia?

Veja.

Quero o rastreamento de Alberto Agostini.

Voc� disse que era improv�vel que voltasse.

A neurite �ptica pode ser um sintoma do retorno da doen�a.

Como assim? Estou piorando?

Lamento muito.

Pode ser um processo bastante lento.

E o que podemos fazer?

Precisamos seguir fazendo testes.

Por ora, vamos fazer uma resson�ncia

para verificar se h� novas les�es.

E continuaremos com o Naltrexona.

Poderei continuar cozinhando?

- Por enquanto, sim. - E depois?

Veja, serei muito franco com voc�.

Esse � um caminho sem volta. Entende o que quero dizer?

O que est� sentindo?

O mar.

O que foi?

Voc� tem outra?

O que est� dizendo, Miriam?

Desde que veio para c�, n�o te reconhe�o mais.

Voc� est� sempre ausente, nunca me liga.

Voc� veio porque est� com ci�mes?

- N�o. Porque sinto saudade. - Eu tamb�m.

N�o podemos aproveitar sem essa merda de paranoia?

- N�o atenda. - Preciso atender.

- O qu�? - Preciso atender.

Sim?

Est� certo. Estou indo.

- � do hospital? - � a secret�ria do professor.

Se quiser, posso ir junto.

N�o, voc� ficaria muito tempo na sala de espera. Tchau.

Estou no seu reino, n�o?

Finalmente voc� conseguiu o que queria.

Eu sei que voc� queria o mesmo.

Mas agora � a minha vez, sinto muito.

- Voc� � igual ao meu irm�o. - Est� me machucando.

Ao menos ele sabia que era um babaca e n�o disfar�ava.

Foi a Beatrice.

O que pretendia?

Que ela te escolhesse como head chef?

- Por que n�o? - Voc� n�o est� � altura.

Sabe quantos pratos Giancarlo roubou de mim?

N�o � roubar, � valorizar as receitas.

- � isso que faz um head chef. - Claro.

Al�m de trepar com a namorada do irm�o.

N�o sei como fiz para ficar dois anos e meio com voc�.

Desculpem, voltarei mais tarde.

N�o, pode ficar.

Vem c�.

Preciso de um assistente.

Eu j� tinha falado com Giancarlo e ele concordou.

- Obrigado, chef. - Voc� precisa me ajudar.

Me ajudar� quando eu estiver mal.

- Voc� est� doente? - Sim ou n�o? N�o � brincadeira.

Sim, claro.

Vou me trocar.

Al�?

Sim, sou eu.

Voc� reconhece isto?

Deveria?

Giancarlo Agostini mandou fazer, mas foi voc� quem retirou.

O chaveiro reconheceu sua foto.

Giancarlo havia me pedido um favor.

Mas eram duas c�pias.

E s� encontramos esta com o Giancarlo.

A outra ficou com voc�?

Precisarei de um mandato para procurar na sua casa?

N�o precisa.

O que ela abre?

Um apartamento do Giancarlo, no centro.

Voc�s iam para l� juntos?

H� quanto tempo tinham um caso?

H� pouco tempo, menos de um m�s.

Mas n�o era um caso.

N�o contei por respeito � esposa dele.

Giancarlo n�o era a pessoa mais fiel.

Onde fica esse apartamento?

Na Via Maria Vittoria, n�14.

Temos as movimenta��es dela de ontem?

O celular ficou a noite toda no restaurante,

ela disse que o esqueceu l�.

Mas o do Alberto estava na regi�o da Via Maria Vittoria.

E ficou l� at� depois da meia-noite.

Seu lugar � aquele.

Cristina me promoveu � assistente dela.

Agora sou respons�vel pelas entradas.

- Bom dia. - Bom dia.

Ent�o, como estamos indo?

Tudo bem at� agora.

E a Cristina?

Est� na delegacia.

O que quer dizer com isso?

Tem uma coisa que voc� precisa saber.

Miriam.

� assim que se prepara para as provas?

- Voc� me seguiu? - Achei que tivesse outra.

Voc� nem se inscreveu no curso de Medicina.

Eu quero ser cozinheiro, este � o meu sonho h� anos.

- S� que minha m�e jamais... - Por que envolv�-la nisso?

Voc� deveria ter me contado.

Eu s� estava esperando o momento certo.

Sou o assistente do chef.

- O que mais escondeu de mim? - Nada.

Mais nada, Miriam.

Este � o apartamento de Giancarlo Agostini.

Chame a Per�cia.

Detetive.

Ele foi morto aqui.

O que fazia ontem � noite na Via Maria Vittoria?

Eu respondo.

Foi ao apartamento do seu irm�o para continuar a discuss�o.

O assunto n�o era trabalho,

mas a Cristina.

- Sua ex. - O que voc� sabe disso?

Voc�s se falaram muito no �ltimo m�s.

Era s� trabalho?

Posso perguntar para os seus colegas.

Tudo bem, est� certo.

Eu e Cristina est�vamos juntos, mas terminamos h� um m�s.

Quando ela come�ou sair com Giancarlo.

Voc� sabia, correto?

Sabia, mas n�o o matei.

Quando descobriu?

Ontem � noite achei mensagens no celular da Cristina.

Ela estava furiosa com ele.

Eu confrontei meu irm�o s� porque queria entender.

Entender o qu�?

Giancarlo ia abrir um novo restaurante.

Prometeu a ela o posto de chef, mas depois mudou de ideia.

- E ela n�o aceitou muito bem. - Por que ele mudou de ideia?

N�o sei, ele n�o quis me contar.

Ou�a...

ele daria a mim o posto de chef do novo restaurante.

Depois da nossa briga no restaurante,

ele escreveu para encontr�-lo na casa dele e me contou isso.

Est� tudo nas mensagens, pode checar.

Por que n�o me contou antes?

Por causa da Cristina. Eu n�o queria envolv�-la nisso.

As pizzas chegaram!

Abram alas para os benfeitores!

- Que �timo. - Oi.

- Eu pego. - Obrigado.

- A casa ficou bem melhor assim. - � m�rito da Viola tamb�m.

- Tia, vem ver minha cabana. - Cad� a cabana? Que cabana?

N�o demorem, sen�o vai esfriar.

- Que linda! - Cabe eu e o Pollo.

� mesmo?

- � linda. - Vale, podemos conversar?

Sim. Coloque o Pollo para dormir e eu j� volto.

Tudo bem.

N�o podemos viver assim.

Quero levar minha fam�lia para casa.

Lombardi passou o caso para a Antim�fia.

Agora s� precisamos esperar e tentar n�o correr riscos.

Por que n�o confia em mim e relaxa um pouco?

Por causa da Costanza. N�o faz bem para ela estar aqui.

- Ela me parece feliz. - Ela n�o est�, est� so...

Desculpem.

Est� sozinha.

Ela precisa ficar com os amigos e levar uma vida normal.

Tia, Pollo disse que quer ir com voc� hoje.

Tem certeza? E se voc� sentir saudade dele?

Amanh� voc� traz ele de volta, assim nos visita de novo.

- Vamos jantar, pequena. - Certo. Hora da pizza.

Isso mesmo.

Eu sei como voc� se sente.

N�o, voc� n�o sabe porque n�o tem filhos.

- N�o quis dizer isso, mas... - � verdade.

Vamos jantar?

Vou lavar as m�os primeiro.

Mesa tr�s.

- Quanto para o camar�o? - Dois minutos, chef.

- Mais sal aqui. - Sim, chef.

Andem logo com as guarni��es, estamos atrasados.

- Quanto tempo para isso? - Tr�s minutos, chef.

Mesa dez.

O creme de tomate e morango ficou horr�vel.

Estava muito l�quido.

Desculpa, chef.

Oi, Beatrice.

Quero assinada at� amanh� cedo.

- O que � isso? - Sua carta de demiss�o.

A partir de agora, Alberto ser� o novo head chef.

Voc� contou sobre mim e Giancarlo?

Seu trabalho aqui terminou.

Naturalmente, o risoto de pl�ncton continuar�.

� o testamento do Giancarlo.

A Sra. Sarti vir� amanh� apenas para experiment�-lo.

- Certo. - Pode escolher seu ajudante.

Bom trabalho a todos.

- Stefano. - Sim, chef.

- Voc� aceita o cargo? - Sim, chef.

Mas n�o � justo.

Sinto muito.

Desculpa.

Boa noite.

Cristina Ruggeri?

Isso.

Duzentos mil euros.

Um belo investimento para um restaurante.

N�o para um estrelado. Giancarlo pensava grande.

Mas por que na �ltima hora ele desistiu de confi�-lo a voc�?

Foi o Alberto que te contou?

Acha que Giancarlo teria confiado a mim o restaurante

s� porque investi dinheiro nele?

Ele faturaria 200 mil euros em duas semanas.

Se ele me quis como s�cia � porque sabia que sou a melhor.

Ent�o o que deu errado?

Ontem � noite voc� deixou o telefone no restaurante,

foi at� a casa do Giancarlo e o matou.

Quer saber o que deu errado?

Tenho esclerose m�ltipla.

Por isso Giancarlo tirou o restaurante de mim.

Eu teria feito o mesmo no lugar dele.

Em alguns anos n�o conseguirei sequer bater um ovo.

Onde esteve ontem entre 0h e 1h?

Meu Naltrexona tinha acabado.

� um rem�dio que estou tomando.

E a �nica farm�cia aberta �quela hora

fica do outro lado da cidade.

Parado! Pare a�!

Miriam, des�a.

Vou sair do restaurante.

Chequei e a farm�cia � mesmo do outro lado da cidade.

O farmac�utico lembra que a atendeu por volta de 0h45.

Mesmo que ela quisesse,

n�o teria tempo de chegar na casa do Giancarlo e mat�-lo.

Traga a Cristina aqui.

Tiramos estas fotos no apartamento do Giancarlo.

O que falta aqui?

Havia uma foto.

O primeiro restaurante do Giancarlo em N�poles.

Por qu�?

- Voc�s eram lindos. - �ramos uma fam�lia.

Imagine se n�o tivesse a Costanza naquela casa.

Pessoas que envelhecem sozinhas s�o sempre tristes.

Voc� n�o me deixar� sozinha, n�o � mesmo?

N�o irei a lugar nenhum sem voc�.

Onde est�?

V� se foder.

Bom dia.

Bom dia.

- O que foi? - O que � esse cheiro de peixe?

Voc� cozinhou a noite toda?

Preparei uma surpresa para o almo�o.

M�e.

N�o fique bravo, mas sua m�e deve saber

o que voc� quer fazer da vida.

Valeu, eu precisava mesmo de uma terapeuta familiar.

Por que n�o contou que veio para c� para ser cozinheiro?

Porque voc� n�o quer que eu seja.

E jamais teria permitido.

Eu me preocupo apenas com o seu futuro.

Podem ficar sossegadas que sairei do restaurante.

Est�o felizes agora?

N�o ficaremos felizes se voc� n�o estiver.

Ent�o o que devo fazer? Digam voc�s porque eu n�o sei.

Volte para casa.

Se quer ser cozinheiro, j� tem restaurante em N�poles.

Vem c�.

Pode entrar.

Valeria.

Preciso de uma folga semana que vem.

Finalmente vai descansar um pouco. Muito bem.

- Ser� s� meio dia. - Est� certo.

Aqui est�.

- Que dia? - Segunda-feira.

Mas na hora do almo�o j� estarei aqui.

- Voc� disse segunda-feira? - Tem algum problema?

N�o, problema nenhum.

� s� assinar.

Obrigada.

Divirtam-se.

O que voc� quer?

Pedir desculpa.

Cristina.

Se desculpar pelo qu�?

Por ter contado para Beatrice sobre mim e Giancarlo?

Ou por ter me acusado para a pol�cia?

- Eu fui um canalha. - N�o � novidade.

Estou na merda, Giancarlo n�o deixou nada sobre o risoto.

N�o h� nada nos cadernos deles.

Sozinho eu n�o consigo.

- Isso tamb�m n�o � novidade. - Cristina.

Alberto, sinto muito, mas n�o � problema meu.

Beatrice me demitiu.

Eu falarei com ela.

N�o.

Sei que voc� tamb�m quer que o restaurante bombe.

Voc� � a �nica na cozinha � altura do Giancarlo.

Eu imploro.

Com uma condi��o.

Vou ver se fechei tudo.

Sim?

Est� certo, estou indo.

- Obrigado. - O que houve?

- N�o posso ir com voc�s. - Como assim?

Desculpa, m�e.

Desculpa.

- O que ela faz aqui? - Beatrice, por favor.

- V� embora. - Voc� quer ou n�o aquele prato?

Achei que voc� pudesse prepar�-lo.

Cristina � a nossa �nica chance. Eu n�o sou capaz.

N�o temos tempo para discutir agora.

Hoje pode ser assim.

- Cristina, obrigado... - V� se trocar,

temos muito trabalho pela frente.

Voc� e Giancarlo abriram o "Sol e Lua" h� uns vinte anos.

Sim, mas n�o deu certo.

Pouco depois ele decidiu

continuar a carreira no norte do pa�s.

E eu continuei em N�poles com o restaurante.

Mas quando te contatamos voc� j� estava em Turim.

- Por qu�? - Vim para o funeral dele.

N�s continuamos muito pr�ximos.

Na casa do Giancarlo havia uma foto de voc�s,

depois do homic�dio algu�m a levou embora.

Tem ideia do porqu�?

Sra. Bellotti.

N�o, sinto muito. N�o fa�o ideia.

Est� certo.

Obrigada por ter vindo. Pode ir.

O registro dos funcion�rios do restaurante.

Francesco Proietti, nascido em N�poles em 1997.

O ano em que Carmen e Giancarlo abriram o primeiro restaurante.

- Quanto para o tartar? - Tr�s minutos, chef.

- As algas est�o prontas? - Quase, chef.

- Quanto tempo? - Trinta segundos.

- E o peixe marinado? - Experimente.

Perfeito.

Em que ponto voc� est�? Dose bem o pl�ncton.

Assim est� bom?

Chef, o que foi? Tudo bem?

- O que foi, Cristina? - Nada.

Volte ao trabalho, eu cuido disso.

Voc� est� bem?

- Vamos sair daqui. - Francesco, a cozinha � sua.

Est� melhor?

- O que foi isso? - S� estou cansada. Vamos.

N�o � cansa�o.

J� se perguntou por que terminei com voc�?

Milhares de vezes.

Tenho esclerose m�ltipla.

Eu n�o queria te condenar tamb�m.

Por qu�?

Giancarlo poderia conviver com isso?

Para mim, ele n�o era nada.

O �nico homem importante na minha vida foi voc�.

- Isto � do Francesco? - Sim.

- Para onde est�o indo? - Para casa. Para N�poles.

- Posso? - Claro.

- Francesco? - M�e.

- O que est� fazendo aqui? - Vamos embora.

Saia, voc� n�o pode ficar na cozinha.

A pol�cia me procurou.

Voc� precisa voltar para N�poles comigo, agora.

N�o posso.

Preciso terminar o prato do Giancarlo.

Chef?

Sim. A bisque est� pronta.

Pode empratar.

- Quanto para as guarni��es? - Tr�s minutos.

- As algas? - Um segundo, chef.

Continuem.

- Quanto para servir? - Quatro minutos.

Francesco.

Giancarlo sabia que era seu pai?

Sabia que tinha um filho, mas n�o sabia que era eu.

Quando minha m�e contou da gravidez, ele n�o quis saber.

Quando vi aquela foto eu entendi

que queria ser como ele.

Eu queria encontr�-lo.

S� que minha m�e jamais deixaria.

Ent�o disse para ela que viria para c� estudar Medicina.

Depois escolhi um nome falso e fui trabalhar no restaurante.

- E depois? - Nada.

Por meses nem tive coragem de contar para ele quem eu era.

Observ�-lo era um espet�culo.

Me bastava v�-lo trabalhando.

Um dia desses, Cristina me viu na cozinha

preparando o risoto de pl�ncton e conversou com o Giancarlo.

Ent�o naquela noite, fui encontr�-lo

e preparei o prato para que ele degustasse.

E criou coragem para contar que era filho dele.

Mas ele n�o reagiu bem.

Ele gritou que me demitiria.

E que n�o tinha inten��o de ser meu pai.

Minha m�e tinha raz�o ao dizer que ele era um babaca.

Ent�o eu o esfaqueei.

Depois peguei a foto, limpei tudo

e fui buscar o caminh�o do restaurante.

Coloquei o corpo l� e depois...

o resto voc�s sabem.

Eu n�o almejava nada.

Queria apenas ser como ele.

Para comemorar.

Eu falei com a Beatrice.

Por que fez isso?

N�o quero compaix�o de ningu�m.

Fiz porque voc� merece.

Se estiver com dificuldades na cozinha,

basta me dar um sinal.

E se eu precisar de voc� fora da cozinha?

Tamb�m estarei aqui nesse caso.

J� chamei a Antim�fia.

Obviamente eles dizem que o caso � deles.

- N�o podemos fazer nada? - N�o sei, falarei com eles.

Ela foi estra�alhada.

O funcion�rio da empresa agr�cola

achou um saco no campo.

Eles j� acharam tr�s.

Agora est�o procurando os outros.

- Certeza que � a Sandrina? - Acabaram de achar a cabe�a.

N�O MATAR�S

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