All language subtitles for The.Sunchaser.(1997)

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Original subtitles

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Vai-te foder, Marshal.

Odeio-te.

Tem cuidado com este. � trai�oeiro.

Seis acusa��es, homic�dio, assalto � m�o armada e furto.

Vai-te foder.

De joelhos, Monroe.

Est� bem.

Dizes "senhor" quando me falas.

Est� bem, senhor.

- H� algum problema? - N�o h� problema nenhum, senhor.

- O que � isto? - � um dispositivo nuclear.

O HOMEM QUE VIAJA

Ol�, Sr. Vogel. Sou o Dr. Reynolds.

Como se sente hoje?

Hoje, nada bem.

O Cytoxan est� a causar-lhe n�useas?

Apenas n�o me sinto bem.

Compreendo.

Gostava de lhe falar da �ltima TAC.

D�-me licen�a?

Que belo rel�gio.

- Estou? - Ol�, sou eu.

Michael, vamos perder a casa.

� �ltima oportunidade de fechar. A Elaine diz que a oferta � baixa.

Ela acha a oferta muito baixa?

- Como pode ser? - Porque a Elaine...

Morreu na quinta. E eles tinham-no marcado para uma RM hoje.

Ela acha que � a Ivana Trump? � apenas uma agente imobili�ria.

- Calma. - Eu estou calmo.

Michael.

Podes ir escutar a vida de outro?

- Obrigado. - Diz que dev�amos oferecer dois milh�es.

Dois milh�es � acima do que vale.

Por favor, querido. Por favor?

N�o, nem pensar.

Victoria, j� fal�mos sobre isto.

- Sabes quem construiu esta casa? - Sei que foi do Hal Roach.

Mas s� a piscina...

Sei que � uma bela piscina.

- Sabes quem nadou nela? - Sei que o Spanky nadou nela.

- � demasiado dinheiro. - Se n�o a queres, n�o me amas.

- Tenho de desligar, est� bem? - � simples.

Sim, obrigado.

Desculpe, isto hoje est� de loucos.

Temos falta de pessoal.

Creio que temos de considerar um medicamento diferente.

O campo de radia��o � aqui e aqui.

E ignoramos que alastrou at� ao retroperitoneu?

J� alastrou aos n�dulos linf�ticos peria�rticos.

Vistas axiais, certo? Aqui est� a massa do tumor.

Aqui est� a met�stase no f�gado. Aqui est� o n�dulo linf�tico.

A Escola de Odontologia � do outro lado da rua.

Osso do joelho ligado ao osso do queixo.

Neoplasma na minha opini�o...

Grande Mike. Compraste a casa?

N�o quero falar disso.

� a casa de sonho da Victoria. Pensei que ias comprar.

D� ao Dr. Reynolds.

Ainda estamos combinados para logo?

Dr. Reynolds, tenho um novo caso.

Granita, �s sete da noite?

- Este paciente devia estar na pediatria. - Foi enviado de l�.

N�o conseguem tratar dele. � perigoso.

- O que significa isso? - � um assassino.

A pediatria n�o pode descarregar assim em n�s.

Diz para jogarem menos t�nis

e ficam com mais tempo para praticar medicina.

Manda-o para baixo.

Se a pediatria determinar que s�o perigosos,

temos de tratar deles.

- Peda�o de merda sub-humana. - Sinceramente, Dr. Byrnes.

Trazem-no da pris�o duas vezes por m�s.

BRANDON MONROE

O �ltimo agente que o trouxe teve que fazer cirurgia pl�stica na cara.

Se fosse tu, tinha uma dor de peito repentina

e deixava-o para a Newman.

Porque acho que ele n�o bateria numa mulher. Mas nunca se sabe.

Contacta a Dra. Newman. Acho que estou a ter uma dor no peito.

Contacta a Dra. Newman.

A Dra. Newman est� a operar.

Tem de tratar disto. Tome.

Tenho de ir � Confer�ncia da Comiss�o para os Tumores.

Ol�, sou o Dr. Reynolds.

Est� a fumar. Muito bem.

Sabe, esta ala nunca teria sido constru�da

sem o apoio de fumadores como voc�.

Por isso, em nome de todos n�s, obrigado.

O curioso � que � uma ala para n�o fumadores.

Chamo o Reggie White

para vir ajudar a apagar esse cigarro?

Obrigado.

Hoje vai fazer tratamento de radia��o.

Mas antes de poder assinar isto,

tenho de preencher com os dados.

O que implica ter de o examinar.

Por isso, preciso que fique em tronco nu.

Porque n�o tira voc�?

Porque n�o recome�amos?

Ol�.

Sou o Dr. Reynolds.

Est� a olhar para mim como se fosse um animal,

seu preconceituoso, filho da puta de fato,

com um carro novo e cheio de guito.

Faz tanto mal como os outros. S� que oculta melhor as coisas, n�o �?

Acha que � porreiro? Que � muito fixe?

N�o, isso s�o os advogados. Eu sou m�dico.

N�o volto para aquele forno. N�o sou um cachorro quente.

Tem raz�o. Fa�amos o seguinte,

deixa-me examin�-lo...

Fazemos a TAC e acabamos a quimioterapia.

� um mentiroso de merda.

Posso ser.

Bela cicatriz.

Isto � do qu�?

Balas.

Respire fundo.

Outra vez.

N�o as viu?

Sim, vi.

As balas sa�ram da arma e acertaram-me no peito.

N�o houve aviso?

Se vai alvejar algu�m, para qu� avisar?

Era um ajuste de contas.

Tussa.

Chega.

Isto tem queijo.

Sim, pediu queijo de cabra.

Eu pedi queijo de cabra. N�o pedi mozzarella.

Michael, podes...

N�o faz mal. Eu fa�o outro. Sem problemas.

O Michael n�o fala da casa.

Aparentemente, dois milh�es � demasiado baixo para Palisades.

E ent�o? Oferece mais. Faz isso.

N�o tarda n�o te vais preocupar mais com dinheiro.

Diz-lhe isso.

O cargo de diretor de Oncologia est� vago h� dois meses.

Porque achas que ainda n�o foram buscar algu�m fora?

Porque o Bradford tem o teu nome para o lugar, rapazinho.

Tem a Newman para o lugar.

Ent�o, a Newman � um peso leve. � uma Ann Arbor.

N�o existe um cirurgi�o modesto, pois n�o?

O Michael n�o � modesto, � apenas supersticioso.

Estudaste em Harvard, eras o chefe dos residentes.

Sabes que o Bradford te vai escolher.

- Ele j� falou no jantar? - N�o.

- Salada de chic�ria? - Obrigado.

Vai. Deve estar quase a convidar-te para o Morton.

- Morton � segunda, � como ele faz. - Sim.

N�o tenho nada para vestir.

Muito bem, malta. Ao Dr. Reynolds.

O mais jovem chefe de sec��o em cirurgia.

Finalmente, um lugar de estacionamento com o teu nome.

Est�s a beber o que eu estou a beber?

Vais lembrar-te dos amigos, n�o vais?

Como te chamas mesmo?

Eu quero a unidade de transplantes de medula.

- O que achaste do Blue? - Do Blue?

Encantador.

Se n�o tiver de fazer chamadas ao domic�lio.

O que est�s a dizer?

Um membro de um gangue com 16 anos

com um tumor retroperitoneal muito agressivo e raro

que o teu marido teve o prazer de ver. - A s�rio?

Um caso de menores. A pediatria mandou-o.

Isto est� delicioso.

O que fez ele?

- Quem? - O rapaz de 16 anos.

Vi o historial cl�nico, querida, n�o o cadastro.

Bem, eu li.

Rebentou com os miolos do padrasto.

O HOMEM QUE VIAJA

Que a beleza esteja perante mim.

Que a beleza esteja atr�s de mim.

Que a beleza esteja por cima.

Que a beleza esteja por baixo.

Que a beleza me rodeie.

Vens deitar-te?

Achei a Sally linda esta noite.

O brilho dela n�o era maravilhoso?

Nem teve que nos dizer que estava gr�vida.

Sim, brilhava.

Est�s a imaginar o Chip a mudar uma fralda?

Ainda pensas no rapaz que viste hoje?

Porque estaria a pensar no rapaz?

O que foi, Michael?

Olha, Jimmy, o Lou Brock.

Vai trocar comigo por qual?

Fica com ele.

J� n�o me serve.

Quero que fa�as uma coisa por mim.

Quero que desligues a m�quina.

- N�o. - N�o tenhas medo.

N�o.

N�o tenhas medo.

Faz isso.

Por mim, Mikey.

O grande Mike.

Vamos l�.

J� o tenho.

- Sim. - Sim.

Michael, tem um minuto?

Bingo.

Morton, �s 19h00.

Meu Deus. � agora.

O que devo levar vestido?

Que tal saltos altos e as meias pretas?

�s terr�vel.

Tenho uma reuni�o do Conselho do Jardim Zool�gico �s 14h30.

Quando chegar a casa...

Dr. Reynolds.

Encontramo-nos l� �s 19h00.

N�o te atrases.

- Que raio � isto? - � o seu pior pesadelo.

- Nem pense. - Ele foi enviado para si.

- N�o o vejo. Contacte a Dra. Newman. - Est� a operar.

- Ent�o, o Byrnes. - Est� na Patologia.

Como est�?

O m�dico do reformat�rio diz que tens dores abdominais.

Mais do que o normal?

Mais do que o normal.

J� tenho o relat�rio dos exames.

Vamos l� ver.

Estou fodido, n�o �?

O tumor est� maior.

S� um momento, por favor.

- Met�stases no f�gado e pulm�es. - Problema duplicado.

Aqui est�.

Dou-lhe um m�s, no m�ximo dois.

Ainda sou bonito.

Ainda tenho bom aspeto.

Tenho de ir mijar

Pode haver a possibilidade de ele ser eleg�vel

para o Protocolo do Sarcoma NIH no hospital City of Hope.

O qu�? Ele corresponde em tudo.

Est�gio avan�ado da doen�a.

Ningu�m neste estado aguenta o grau de toxicidade.

- Especialmente um mi�do de 16 anos. - V� l�, Mike.

Ter 16 � uma vantagem. Pode-se fazer tudo a um mi�do desses.

Tudo menos garantir-lhes as vidas, certo, Chip?

Sejamos francos, senhores.

O Sr. Monroe est� � guarda do Estado?

Eles pagam a conta.

Eu aconselho fortemente contra isso.

Sujeitar um mi�do...

Um paciente, a um regime que...

E acho que o Dr. Byrnes teria de concordar

que seria uma perda de tempo.

Discordo.

Acho que dev�amos examin�-lo na mesma. Ver se ele corresponde ao crit�rio.

Leve-o ao hospital City of Hope esta tarde.

Vamos lev�-lo l�, antes que terminem o estudo.

Eu?

� seu paciente, n�o �?

Querem dar-lhe doses maiores de quimioterapia.

Belo carro, meu.

Onde est� o fax?

V�o instal�-lo amanh� de manh�.

O que foi agora?

Santo Deus!

Monroe?

Filho da puta.

Larga.

Fazes um barulho e morres.

Dou cabo de ti, aqui e agora, meu cabr�o.

Qual � o problema?

Cala-te e anda.

Socorro!

Est� bem.

Mant�m as m�os em baixo.

Vamos.

Arranca. Eu disse para arrancares!

Arranca!

Ligue � Pol�cia! Tire-me daqui!

Tire-me daqui!

Ajude-me!

Ajude-me! Tire-me daqui!

Chame a Pol�cia!

Tem de ir para um hospital.

Merda, meu.

Pensei que tinha de matar aquele tipo.

Metemo-nos com o carro do tipo, mas este � bem melhor.

N�o eras capaz de limpar o sebo a um m�dico, pois n�o?

Dou cabo de ti. N�o quero saber.

- O Dr. Reynolds n�o disse nada. - Fala a Sra. Reynolds.

Vou tentar mandar um bip.

� importante que fale com ele.

Dr. Reynolds, por favor ligue para secret�ria das enfermeiras, urgente.

Aquele cabr�o est� morto.

T�m o teu irm�o algemado e essas tretas.

Como se fosse 1712.

Caramba, parece o notici�rio das 18h00.

Estamos em Hazards, meu.

N�o queres entrar aqui � noite.

Aqui, at� as av�s t�m tatuagens.

N�o te preocupes, ningu�m se vai meter contigo.

H� demasiados juras.

N�o.

Sim, menino.

Meu, que se foda a Pol�cia. Que se foda a Pol�cia.

� o teu "bairro"?

O pa�s todo era o nosso "bairro" h� 400 anos.

Eu sou metade Navajo.

N�o olhes para eles. N�o olhes.

- Ela est� amarrada, sabes. - Filhos da puta.

� s� mais um agarrado a roubar uma loja.

Encosta aqui.

- Para qu�? - Encosta.

Dinheiro.

Sai.

Tenho um m�s, dois no m�ximo.

Sim, eu ouvi-vos, filhos da puta.

E que tal se eu te der um tiro agora?

Sai!

Tens ferramentas?

Ferramentas?

- Meu, n�o me lixes. - Acho que est�o na bagageira.

N�o sei, acabei de o comprar.

Ent�o, abre a merda da bagageira.

Calma.

Calma.

Como � que vivem assim?

� o bairro deles, meu.

Vais roubar este carro?

N�o, vais tu. Eu n�o tenho carta.

Pum, pum!

Quero l� saber.

Ainda n�o perdi o jeito.

E o meu...

Isto � um carro car�ssimo.

Vais trocar para mais barato, meu.

Agora, arranca.

Arranca.

Isto � muito est�pido.

Calma, corta � direita.

Tem cuidado.

Corta � direita. Ali.

� esquerda.

Ali dentro.

- Meu amigo Smokes. - Est�s bom, meu?

Ent�o? Ainda est�o a lixar-te por causa de uma tipa?

Sabes bem que sim.

S� ainda n�o me aconteceu o mesmo que a ti.

- Vai-te foder, Holmes. - Vai-te foder, amigo.

Webster Cavalo Do C�u

A s�rio, meu.

Quem � este cabr�o de merda aqui?

Ele � fixe. � o meu m�dico. � fixe.

Ele vai certificar-se de que estou bem.

Estou a ver que o doutor se quitou todo.

Precisam de detetores de metal no raio do hospital.

Porque eu acabei de entrar com esta merda presa a mim.

Est�s a perceber?

Est�o a verificar um em cada dez.

Por isso pensei em guardar a nona

no teto da casa de banho do quarto piso.

Que bom.

Tenho uma dor muito forte aqui de lado.

Podes ver.

N�o presto aten��o a essa figura parental.

Eu trato da minha e ando com o gatilho.

Doutor, v� l� isto, meu.

� uma cor fixe?

Tens ideia de quanto t�xica �?

Doutor, a broca est� a falar comigo.

A broca.

A broca est� a dizer que te vai dar cabo do canastro.

Brandon, escuta-me.

Tens um sarcoma retroperitoneal de est�gio quatro.

O que significa "est�gio quatro"?

Quer dizer que tens um tumor inoper�vel.

A �nica esperan�a � quimioterapia agressiva.

Foi o que eu pensei.

Mas antes de morrer, quero comer a maior quantidade de rata poss�vel.

Brandon, escuta, eu entendo que isto te possa deixar inst�vel.

A prop�sito, a alcunha � Blue.

Brandon Monroe � um nome numa ficha.

Blue.

Muito bem, Blue, aonde vamos?

� pedir muito?

Arizona.

Shiprock. Reserva Navajo.

Est�s doido?

Dib� Nitsaa? Que raio � isto?

� Dib� Nitsaa.

- Vamos ter com uma pessoa l�. - Quem?

Chega de perguntas. Faz o que te digo.

Que raio est�s a fazer?

Estou a tentar ganhar tempo. Tenho de estar no Morton �s 19h00.

Tem nome de maricas. � teu amigo?

- N�o, � um restaurante. - Parece um restaurante de maricas.

Parece que tens experi�ncia.

Ouvi dizer que h� aqui radares de velocidade.

Dev�amos ter cuidado.

Eh!

Queres acelerar? Vamos acelerar!

Agora mando eu.

N�o.

N�o.

N�o. Para!

Vamos morrer.

Vamos morrer.

Merda.

Vamos morrer.

Batemos os 170. O homem de ferro de Detroit.

- Boa. - �s louco.

Ser� que ele se esqueceu de n�s, Victoria?

Sra. Reynolds, tem uma chamada.

Obrigada.

Com licen�a.

Obrigada.

- Estou? - Ol�, Victoria.

Chip, onde est� ele?

- O Michael disse-me... - Ele desapareceu.

O qu�?

Vai com calma.

� uma refei��o equilibrada.

Posso ajudar?

SEM-GORDURA

Trinta d�lares na bomba cinco.

64 d�lares e 50 c�ntimos.

De cem.

Sabe, menina, n�o devia fumar ao p� da crian�a.

N�o h� ventila��o nenhuma aqui.

O fumo indireto pode causar danos irrepar�veis

a um sistema respirat�rio t�o novo.

Trinta e cinco. Aqui tem o troco.

- � alguma merda de m�dico? - Bem, na realidade...

N�o preciso que me digam como tomar conta do meu filho.

Quer este trabalho, idiota?

Menina, se soubesse das estat�sticas, n�o teria essa atitude.

V�-se foder.

Continua a acender esses mentolados e o j�nior vai ficar como eu.

Voc�s os dois, saiam j� daqui.

Ou eu chamo o meu namorado.

KBA FM em cima da hora.

Lucky 108 FM, a casa do rock cl�ssico

dos anos 60, 70 e 80.

A dan�ar em plataformas brilhantes com David Bowie, com "Suffragette City"

Fumo indireto pode causar danos irrepar�veis

a um sistema respirat�rio t�o novo.

Tudo bem, meu.

Sim, est� tudo bem.

A minha mulher deve estar a ter um esgotamento nervoso.

Falhei o jantar mais importante da minha vida.

Sim, est� tudo bem.

Na boa.

H� muita coisa estranha que acontece na vida.

O que � isto?

S�o apenas A.

Anfetaminas.

Aproveita.

Barras de doces, �lcool, cigarros.

O corpo humano � algo extraordin�rio e resiliente,

mas n�o podes continuar com este tipo de abuso.

- Tens poucos gl�bulos brancos. - Que se foda.

Os gl�bulos brancos e os vermelhos, achas que quero saber deles?

� pior do que a merda que me deste?

Garanto-te que vais ter de adormecer.

Achas que sabes o que � bom para mim?

N�o sabes de nada, meu.

� tudo explicado como eu sou malvado

Mas � obrigat�rio que eu pontapeie

- Encosta. - O qu�?

Encosta.

Porque estamos a encostar? Acho...

N�o, meu. Depois.

Isto n�o me parece seguro.

N�o � seguro.

� apenas lindo.

O qu�?

Continua a andar.

- O que foi aquilo? - Guarda de manada.

- Est� tudo bem. - Hum?

Est� tudo bem.

- Para aqui, para. - Paro aqui? Eu n�o paro aqui.

Porque estamos a parar aqui?

Para dormir.

Dormir?

Sabes que vamos ser alvejados por algum criador de gado depois disto.

Aqui n�o h� criadores de gado.

Pumas, talvez.

N�o, sabes que mais?

Aqui n�o h� pumas.

Acho que h� adoradores do diabo, meu.

Eles cortam-nos e bebem o nosso sangue.

Parece ser o tipo de s�tio onde eles param.

�s capaz de estar calado?

N�o, tu...

Extraterrestres.

H� ali extraterrestres. Cabr�es pequenos e brancos.

- �s capaz de estar calado? - O ex�rcito sabe disto.

T�m mantido em segredo. T�m naves ali.

- Depois cortam-nos com lasers. - �s capaz de estar calado?

Boa noite, doutor.

Boa noite.

Ele est� l� fora, meu.

Ele est� l� fora.

Boas not�cias.

N�o h� sangue nem corpo.

- � o que diz o gabinete do xerife. - Acho que � reconfortante, Victoria.

Mandei a Callie com a Rosa esta manh�.

N�o conseguia dizer-lhe o motivo de a m�e do Michael vir para c�.

N�o te preocupes.

Ele � apenas um rapaz de 16 anos.

Por favor, Deus, ele que tenha ido embora.

Nunca mais engano nenhuma seguradora.

Compro a casa � Victoria.

O que for preciso...

Mas por favor, meu Deus, imploro.

Deixa-me safar desta.

Sim.

Bom dia, doutor.

Vamos.

Peda�o de merda sub-humano.

Webster Cavalo do C�u

Por favor, deixe mensagem depois do sinal.

Estou? Fala Brandon Monroe.

Estou no Arizona. Estou a caminho.

Est� tudo bem. Vamos embora.

Eu disse para irmos embora.

Olha, Blue, estou a passar-me.

Se guardares a arma e me deixares ir agora,

esque�o que isto aconteceu e nem apresento queixa, juro por Deus.

Meu, �s est�pido que d�i.

Sou est�pido?

Sou est�pido?

Nesta altura, h� uma ca�a ao homem por nossa causa, meu amigo.

FBI, Pol�cia estadual.

Devemos ter as nossas fotografias em todos os jornais.

- N�o te sobrestimes. - Quando pararmos para gasolina...

A prop�sito, este menino est� a gastar 25 litros aos cem.

Quando pararmos algures para o que quer que seja

esta farsa acabou, terminou, finito.

Em qualquer lado?

Est� bem. Encosta aqui, j�.

Aqui mesmo.

Parece que ningu�m leu os jornais.

Enquanto estiveres a ver a ementa,

a Sra. Glock vai estar a ver a tua pila.

Se tentares alguma coisa, vais aparecer nas manchetes.

Est�s a perceber? Por isso, senta-te.

Pequeno-almo�o?

O que tem de prato do dia?

- Qual � o prato do dia? - Est� na ementa.

Duas tiras de bacon, ovos estrelados,

batatas fritas e molho t�rtaro � parte.

Tem alguma coisa na ementa que tenha nutrientes?

Temos o que temos e n�o temos o que n�o est� a�.

Tem sumo de cenoura?

N�o, temos cenouras.

Dois pratos do dia.

E uma cenoura.

Belas mamas, n�o?

Desculpa?

Estavas a ver as mamas dela.

N�o estava a ver nada.

Estavas, sim. Estavas a v�-las.

Tamb�m tem um belo cu, n�o?

O que diria a tua mulher?

Porque n�o deixas crescer pelos p�bicos, puto?

Eu tenho-os, cabr�o. � onde me sobram pelos.

Tens sorte.

� melhor que comas, meu.

N�o vamos ficar aqui o dia todo.

Fuzz.

Seria sensato respirares entre garfadas de vez em quando.

O que te interessa o que como?

H� uma rela��o

ente o que ingeres e o estado em que ele est�.

Devias ver as merdas que nos d�o na pris�o.

Pila de cavalo e mijo.

Empurram pelas ranhuras das celas. Aquilo mata-te.

Sim.

Eu sabia que conseguia.

Tens fam�lia, Blue?

O meu pai verdadeiro era um verdadeiro cabr�o, meu,

mas est� morto.

A minha m�e morreu na pris�o.

Os meus irm�os est�o todos presos.

A minha irm� est� a criar duas crian�as sozinha.

Tens alguns amigos?

Todos os Gs, aqueles com quem costumava andar,

foram mortos ou est�o presos, tirando o Smokes.

J� n�o conhe�o ningu�m l� fora.

Eu tinha 13 quando fui preso, agora tenho 16.

J� ningu�m sabe quem eu sou. Est�s a perceber?

Envelheci.

Tenho uma filha com tr�s anos.

Tenho uma fotografia. Queres ver?

Porque n�o?

Sim.

� a minha mulher � direita e na esquerda a minha filha, obviamente.

Preocupo-me com o crescimento dela.

� bonita. Como se chama?

Calantha. Callie.

Ideia da minha m�e.

� um belo nome.

Gosto de nomes diferentes.

A minha namorada chamava-se Leilani.

Leilani. Gosto.

Fui alvejado por causa dela.

A cabra tramou-me.

�s um bom pai, meu?

Tens de perguntar � Callie.

Podes estar a fazer o papel de pai, coisa que se calhar n�o sejas.

O meu pai adotivo dava-me tareias enormes

e aos outros filhos com o cinto, com a fivela no fim.

Todas as noites, sempre que podia.

Filho da puta doentio, meu.

Devia t�-la matado mais cedo.

Era sempre, "meu mesti�o. Meu preto vermelho."

Era sempre eu quem ele atava.

Ficava louco quando o ouvia a chegar.

Mas sabia onde ele guardava a arma.

Uma Ruger de 9 mm.

Uma noite, ele deu uma tareia valente � minha m�e adotiva.

Atou-a ao aquecedor, obrigou-nos a ver.

Foi nessa noite que o matei com a arma dele.

Nem pensei duas vezes.

Pum!

Vais comer isso?

N�o, se queres matar-te, est�s � vontade.

Que tal a cenoura, meu?

Ouve, Blue, estou a falar contigo de ser humano para ser humano.

� uma conversa emocional?

Podes chamar-lhe isso.

Quero conversar calmamente.

Se queres que te leve a essa montanha sagrada

ou seja l� onde for,

tudo bem, n�o me importo de conduzir.

S� quero...

Quero ver a minha mulher e a minha filha de novo.

� tudo o que quero.

� s� isso...

N�o te enerves tanto. Est�s a enervar-te muito.

Parece que vais ter um ataque. Queres um cigarro?

N�o, obrigado.

Gostaria de ir urinar, se n�o te importas.

Vai l� urinar.

Obrigado.

D� a tacada.

Com licen�a.

Olha l�, meu.

Frenchman qualquer coisa. N�o reparei no nome completo.

� um bar, um restaurante, pelo amor de Deus.

Estou algures no Arizona. Como hei de saber?

Mandem algu�m aqui. Ele tem uma arma muito grande.

�s um mentiroso de merda.

- Socorro! - O que se passa?

Ele queria fazer-me um broche!

Vim � boleia para o restaurante. Ele prometeu-me o pequeno-almo�o.

- Filho da... - Foda-se, era o que precisava.

Senhores, eu sou um homem casado e tenho uma crian�a.

Pare�o-vos homossexual?

Filho da puta est�pido!

Raios!

Cabr�o de filho da puta. Eu mato-te.

N�o podes chupar a pila dele, mas podes chupar a minha.

V�o l� para fora! Sabem que n�o podem fazer isso aqui.

Vamos l�.

Vamos, tirem-no daqui.

- V�o l� para fora. - Maricas de merda!

- Raios, n�o te metas! - Baixa isso, levanta-o.

Aguenta-o.

Entra, cabe�a de merda.

Cabr�o! Filho da puta!

Filho da puta.

Vamos l�, meu. Entra na carrinha.

Vamos, meu.

Vamos por estradas secund�rias de agora em diante.

Meu maluco! Eles v�o matar-me!

Pensei que estavas a ser sincero comigo.

Devia ter dado cabo de ti. Foda-se.

Merda.

Boa. Vamos ter um tiroteio.

Raios.

Vai para o volante.

Se sabes conduzir assim, para que precisas de mim?

Porque estou a morrer, cabr�o.

Temos uma chamada do Dr. Reynolds para o 112.

Sra. Reynolds.

Estou feliz por estares aqui.

Estou t�o preocupada.

Av�. O pap� est� perdido.

A minha menina, o meu anjo favorito.

Que bom ver-te.

- Ela est� t�o crescida. - D� um beijo � av�.

Ol�, Earl.

Vamos l� pagar.

Vamos, mexe-te.

Eu disse para irmos pagar a gasolina.

Idiota de merda, era o teu dinheiro todo, n�o era?

O dinheiro todo.

- Dou-te uma sova. - For�a. D� l�.

D�-me o teu rel�gio.

D�-me o teu rel�gio, punk de merda.

Devia ter dado cabo do teu Porsche. Doente de merda.

Eu sou o m�dico. Tu �s o doente de merda.

Nem pensar.

Nem pensar.

H� seis bombas a funcionar e um cami�o

entre n�s e a caixa.

Ningu�m vai ouvir nada, est�s a perceber?

D�-me o anel ou morres. Dou cabo de ti agora.

For�a, d� cabo de mim, cabr�ozito.

Temo que tenhamos de levar com 30 mil watts, doutor.

Ou melhor, 50 mil.

Prendam o cabr�o, primam o bot�o.

Deus.

Alguma vez vais ter de morrer.

Mas antes disso, vou dizer-te uma coisa.

Uma coisa que um grande OG me disse.

N�o era uma pessoa normal fora da reserva.

Sabia para onde os animais iam.

Ele sabia de onde vinham e para onde iam.

Ele era de Shiprock.

Um curandeiro completo.

Come��mos � noite, � volta da fogueira,

a ouvi-lo a contar hist�rias.

E uma delas eu nunca esqueci. Queres ouvir?

Sessenta mil! Queimem o cabr�o!

Parece que queres ouvir.

H� muito tempo, existia uma fam�lia que tinha dois irm�os.

Um era pequeno e forte e o outro grande e fraco.

O fraco adoecia cada vez mais.

Estava a morrer, n�o podia falar.

Fica com ele.

Ent�o, a fam�lia...

- J� n�o me serve. - Chamaram todos os curandeiros.

De todas as reservas, at� os Utes e os Apaches.

Mas ningu�m podia fazer nada.

Ao nascer do sol de um dia...

O Poderoso Mike.

... um escaravelho subiu para a cama do rapaz doente.

Quero que fa�as algo por mim.

Diz que sim.

E a fam�lia... E olha que s�o corredores velozes.

Eles perseguem o sol quando nasce e fogem quando ele se p�e.

Por mim, Mikey.

O Poderoso Mike.

O escaravelho subiu � cama do rapaz doente.

N�o.

Os escaravelhos-tigre adoram o sol. S�o duros.

E tamb�m s�o corredores r�pidos.

Perseguem o sol quando nasce,

e fogem dele quando se come�a a p�r.

O Perseguidor do Sol fez uma prece quando disse ao rapaz:

"Segue-me at� ao lago da montanha sagrada.

Se nadares nas suas �guas, ir� curar-te de todas as doen�as."

Durante quatro dias, o Perseguidor do Sol veio ao alvorecer.

E durante quatro dias, ele disse a prece e fez a promessa.

Mas ningu�m acreditava no rapaz quando ele falou da promessa.

Ningu�m, exceto o irm�o.

Era pequeno, mas era duro, o cabr�o.

Era o �nico que estava a apoiar o irm�o.

No nascer do sol seguinte, o mais novo foi a cavalo com o irm�o mais velho.

Foram desde o alvorecer atr�s do Perseguidor do Sol.

Cavalgaram durante dias at� chegarem � montanha.

E quando chegaram, o mais novo,

ele subiu a montanha com o irm�o doente �s costas.

Est�s a ver. Entendes o que digo?

E p�-lo na �gua.

E come�ou a nadar.

E ele j� n�o tinha doen�a nenhuma.

Nada de nada.

Aprendi muitas destas merdas com o curandeiro.

Que a beleza esteja perante mim. Que a beleza esteja atr�s de mim.

Que a beleza esteja por cima de mim. Que a beleza esteja debaixo de mim.

Que a beleza esteja � minha volta.

Tenho um cora��o como tu.

Quando adoeci...

Ningu�m quis saber de mim.

Sabes, pensas que vais morrer e eles...

Estava preso, � espera que algu�m ajudasse.

Escrevi ao curandeiro da pris�o.

Ele fez-me a prece para eu dizer quando me sentisse mal.

E tal como o Perseguidor do Sol, ele disse

que me levaria ao lago da montanha sagrada

e expulsaria a doen�a toda.

E se pensas que me vais impedir, est�s muito enganado.

N�o �s profundo o suficiente.

Raios.

Quem diria?

O Deus Falante Negro est� contigo hoje.

Se calhar mato-te, se calhar n�o mato.

Vou meter gasolina.

Ateste, por favor, na 16.

Dezasseis.

N�o a vi na TV?

C�us, n�o.

Parece aquela rapariga no Designing Women.

- Como se chama? - N�o vejo televis�o.

Aposto que diz isso a toda a gente.

Tem raz�o, digo.

- N�o creio que seja o seu nome. - N�o, � o meu nome.

J� volto para assinar o autografo.

Certo.

Vinte d�lares na bomba 16.

Vinte d�lares na bomba 16.

Houve consider�veis danos patrimoniais.

E as duas motas foram, digamos, maliciosamente destru�das.

Se calhar falhei algo.

O que raio est�o a insinuar?

O meu marido � o ref�m.

Ningu�m est� a insinuar nada.

O seu marido tomou uma decis�o.

Ele tomou para si exigir

que um jovem delinquente fosse levado para outro s�tio.

Um paciente, um jovem com uma doen�a terminal.

Sra. Reynolds, acredite, ningu�m os chamaria de adolescentes.

Sra. Reynolds, que tenha conhecimento,

o seu marido recebeu tratamento para algum problema emocional?

N�o percebo a pergunta.

H� alguma �rea no passado do seu marido

de que ele n�o fale?

N�o sou intimidada por t�cnicas policiais, Sr. Collier.

Por isso, n�o me trate como trata as outras pessoas.

� informa��o de que eu preciso, Sra. Reynolds.

O meu marido � um homem saud�vel, racional e amoroso.

O �nico problema que tem � a arma apontada � cabe�a.

Foda-se!

Filho da puta!

Lindo.

Sabes, Blue.

Gostaria que houvesse uma montanha sagrada, a s�rio que sim.

Gostaria que houvesse um lago m�gico no topo

que pudesse fazer desaparecer toda a tua dor e p�r-te saud�vel de novo.

Mas n�o h� uma montanha sagrada.

N�o h� magia que te v� curar.

E quanto mais tempo procurares, mais vais sofrer.

- Entendes o que digo? - Sim, entendo.

Entendo que �s um tretas.

- Precisas de cuidados m�dicos. - Preciso mais do que isso.

Precisas de mim, mas n�o confias em mim

por causa de todos os estere�tipos que tens com os brancos.

Eu n�o sou racista, meu.

Eu estou na selva e tu nas colinas, a olhar de cima.

E queres que pense que a minha vida depende de ti? Vai-te foder!

Est� bem.

Mas pensa outra vez. Come�a com gotas de suor.

E depois vem a tosse, �s vezes incontrol�vel.

E depois os arrepios e o frio.

E depois o teu f�gado come�a a falhar.

Entras em coma.

Porque n�o me deixas levar-te para um hospital?

Porque n�o enfias a cabe�a no cu e v�s como �s por dentro?

Que se foda!

E vai-te foder!

Achas que porque viste uma imagem num livro

que um idiota desenhou em 1850,

vais chegar a essa imagem como se fosse a Disneyl�ndia?

N�o � a Disneyl�ndia, meu.

� real. � uma das montanhas sagradas.

- N�o h� nada sagrado para ti? - Claro que h�.

O qu�?

Olha.

Olha, � a montanha sagrada. E ali est� o curandeiro a acenar.

E a Dorothy, o Homem de Lata, o Feiticeiro de Oz e foda-se...

Fui mordido por uma cascavel.

C�us.

Meu Deus!

Vou morrer aqui. Meu Deus.

J� estou em taquicardia.

Vou ter uma hemorragia endoc�rdica.

O que estou a fazer? Nem tenho rel�gio.

O qu�?

Deixa queimar. A eletricidade neutraliza a prote�na no veneno da cobra.

N�o consigo falar como deve ser.

Espantas-me.

Porqu�? Porque pensavas que era burro?

Achas que n�o sei usar a cabe�a?

N�o acho que sejas burro.

O que achas?

- Sobre o qu�? - Sobre o qu�?

Sobre mim, sobre qualquer paciente teu.

Pensas neles?

Sim, claro.

- Sobre como se sentem? - Sim.

Quem est�s a enganar, filho da puta? N�o tens colh�es para isso.

Os �ndios acreditam que se �s mordido por uma cobra

� porque fizeste algo mau a outra pessoa.

H� algo a rastejar dentro de ti, meu.

A tua mente n�o est� com o teu cora��o.

Entendes o que digo?

Aonde vais?

Nem entendo como consegues andar.

J� devias estar morto.

Podemos parar um pouco? Fui mordido por uma cascavel.

Paro quando n�o conseguir ver. � a� que paro.

Onde vamos?

DEPARTAMENTO DE AGRICULTURA

Para, por favor. Podes parar?

Por favor, para.

Podes parar?

Ol�? Para.

Se continuares, quando chegarmos...

N�o pares. N�o pares por este...

N�o pares, confia em mim. Por favor, ele � perigoso.

- Isto � territ�rio in�spito. - Meu Deus.

- Entras? - Obrigado.

Aguenta-te.

Est�o aqui para a Converg�ncia?

A Converg�ncia Harm�nica?

Importas-te que ponha a perna para cima? Fui mordido...

H� centenas de pessoas aqui por causa da Converg�ncia.

Esta zona � um ponto de energia.

Vou a Flagstaff buscar v�veres.

N�s tamb�m vamos para l�. Fixe.

Sabem, estou a captar umas energias estranhas vindas de voc�s.

- Se calhar, viste nas not�cias. - Cala-te.

N�o ou�o as not�cias.

- Permite-me que te informe. - Cala-te.

Tenho uma doen�a terminal.

- N�o vou fazer-te mal. - N�o contaria com isso.

Disse para te calares!

Com licen�a.

Vamos mais para norte de Flagstaff.

Para Shiprock.

- �s Navajo? - N�o, � um fugitivo.

O meu pai era Navajo. � isso que sou.

Vou para uma das montanhas sagradas.

Adoro montanhas sagradas.

Sabes, h� um lago m�gico no topo da montanha,

mas nenhum homem branco acredita que as suas �guas s�o m�gicas.

L� vamos n�s.

A �gua � um elemento de alta concentra��o

com grande poder de cura � espera de ser libertado.

Se estiveres doente e nadares nas suas �guas, vai retirar a tua doen�a.

Que bonito.

J� ouviste falar da Carac�is de Ouro e os tr�s ursinhos?

N�o acreditas no que as pessoas acreditam, pois n�o?

N�o.

N�o tens queda para a f�.

Naturalmente n�o vais permitir que durante a hist�ria da humanidade

tenham ocorrido in�meros casos de curas instant�neas.

Tecidos doentes curados num repente.

Se pudesse continuar a minha ideia.

As finas vibra��es da mente

podem agir nas vibra��es baixas do tecido doente.

Queres �gua?

- Estou esfomeado. Tens comida? - N�o.

Obrigado.

Os Navajo s�o um povo muito espiritual.

Desculpa l�, mas este mestre espiritual acabou de fugir da pris�o na Calif�rnia.

Eu sou o ref�m dele.

Como est�s? Sou o Michael Reynolds. Dr. Michael Reynolds.

Sou a Renata Baumbauer, Professora Doutora.

Ele deu-me um m�s de vida. N�o tinha escolha, percebes?

� verdade? Disseste-lhe que s� tinha um m�s de vida?

Sim.

A �nica coisa pior que um advogado � um m�dico.

900 para Controlo.

Fale, 900.

Setor oito sem sinal deles. Nada no setor oito.

Aposto que �s Le�o. Os le�es tendem a ser bomb�sticos.

�s Le�o?

Tenho um tio que � Le�o.

NORTE

Ele � ateu.

O tipo d� cabo de mim. N�o acredita em nada.

Espero que tenha sido muito bem sucedido, doutor.

Porque estou quase convencida

de que a medicina ocidental vai sempre ver os sintomas da doen�a

como simples erros a serem corrigidos por medicamentos e cirurgia.

- Bem... - Voc�s m�dicos,

nunca nos far�o bem

at� acordarem e aprenderem a n�o nos envenenar.

N�o olhes para mim. Eu n�o disse nada.

Ela deu-te muita corda, mas diz a verdade.

J� estou farto destas tretas.

Caranguejo. (Cancer=Cancro)

Desculpe?

�s sem d�vida Le�o, com ascendente em Caranguejo.

Os le�es procuram tirar o m�ximo da vida.

Em guerra com o seu outro eu mais caseiro.

Os le�es deviam usar rubis. Trazem serenidade � mente.

Sou Sagit�rio, o signo da filosofia.

Aprendizagem mais elevada e conceitos mais alargados. Eu uso turquesa.

O doutor tem um amuleto m�gico tamb�m.

O anel, aquele em prata.

Prefere morrer a d�-lo.

A prata alivia o stress.

E aumenta o balan�o emocional.

Embora no teu caso, a prata tenha causado rea��o t�xica.

O teu estado mental est� lixado, meu.

"N�o h� nada t�o importante como o ADN.

Transporta a informa��o heredit�ria que determina a estrutura das prote�nas.

A �nica subst�ncia que diz as c�lulas para crescer e dividir est� codificada a�.

ADN. �cido desoxirribonucleico.

� constituinte essencial da vida."

A Dupla H�lice, de Watson e Crick, 1953.

"Toda a cura vem do divino interior.

A f� absoluta torna o medo e preocupa��o uma impossibilidade."

Edgar Cayce, 1943.

"Parece que a chuva n�o para

Tento ter a cabe�a erguida

E ainda tento n�o me molhar

Quando chove, � enxurrada

T�m dinheiro para guerras E n�o alimentam pobres."

Tupac, 1994.

Anda ver.

- O carro est� seguro. - Est� bem.

Recuem um pouco.

Voc�s os dois, v�o pela estrada. Vejam l� em cima.

Don e DeLane, vejam por ali.

Vejam se est� algu�m depois da borda.

O que est� no carro?

Tem um cabo de bateria.

REZANDO PELOS POBRES EM NOME DE "JESUS"

T�m a certeza de que querem sair aqui?

N�o � a minha primeira escolha.

Foi memor�vel.

Muito obrigado.

A s�rio, n�o estou a brincar.

O significado das tuas palavras � fixe.

Perdoa-te, Dr. Reynolds.

Do qu�?

Daquilo que te fechou o cora��o.

E nunca v�s descal�o para um s�tio onde h� cobras.

TELETRANSPORTA-ME SCOTTY N�o h� vida inteligente aqui

Lun�tica.

Podemos abrandar? Fui mordido por uma cascavel.

Estou? Fala o Brandon Monroe.

Estou em Flagstaff. Estou quase a�.

Est� tudo bem.

N�o gosto do teu aspeto.

Nunca gostei do teu.

A s�rio. N�o pareces...

Est�s um farrapo.

S�o uns 80 km at� chegarmos ao territ�rio Shiprock.

N�o, tu j� n�o aguentas mais.

Tens de me deixar levar-te a um hospital.

E agora.

Vai-te foder.

A maneira como andas. A maneira como falas.

A maneira como ages. A maneira como te comportas.

N�o entendes uma palavra do que digo.

Como posso? Metade do que dizes parece ser numa l�ngua estrangeira.

N�o preciso mais de ti. Posso l� chegar sozinho.

O �nico s�tio para onde vais � para ficar de coma.

J� l� estive.

Tens de estar num hospital.

N�o grites.

Isso doeu.

Vai-te foder.

Tens de estar num hospital.

Qual � o teu problema?

Para mim j� foste embora.

Porque n�o desapareces?

Vai.

Eu posso ir.

Estou a ir.

Agora j� posso ir?

De repente tenho a tua permiss�o?

Depois de teres arruinado a minha carreira?

Teres uma arma apontada a mim. Quase me mataste.

E agora, de repente, posso ir? Sem um pedido de desculpa sequer?

Desculpa.

Vai-te foder.

N�o tens de te preocupar com a tua febre. Vais matar-te nesta coisa.

- Vejo-te por a�. - Encosta.

Deixa-me conduzir isto antes que te mates.

Algu�m est� a roubar o Cadillac do P�roco Clay.

Para o carro e deixa-me guiar.

Deus, � o meu carro tamb�m?

Para o carro e deixa-me guiar.

- Estamos aqui? - Sim, estamos aqui.

HOSPITAL DE FLAGSTAFF ENTRADA DE URG�NCIAS

Espera um minuto.

� o Centro M�dico de Flagstaff, Blue. Vou levar-te para as Urg�ncias.

Foda-se. Eu sabia que estavas a mentir.

Est�s com uma pneumonia.

� por isso que tens febre.

� por isso que tenho tentado dizer-te da infe��o pulmonar.

Tens poucos gl�bulos brancos.

Se n�o receberes antibi�ticos por via intravenosa,

entras em coma

do qual n�o vais sair e isto n�o � treta.

N�o! Nada de hospital.

Se n�o sa�res do carro agora

e � mesmo j�, eu mato-te.

Certo. Mesmo certo.

Sabes, os �ndios acreditam que a doen�a � a vingan�a por ter feito algo de mau.

Bem, n�o...

Eu fiz muita merda.

Se n�o emendar, se n�o chegar l�,

vou dar cabo de mim agora.

N�o fa�as isso.

Tu dizes-me a treta do "a tua vida depende de mim"

e mato-te juntamente comigo.

D�-me a arma, Blue.

Tenho pena de ti. Talvez seja como a Renata disse.

N�o acreditas em nada a n�o ser em ti.

- D�-me a arma. - Que se passa?

Tens medo de ver algu�m morrer?

D�-me a arma, Blue.

Porqu�? Vais faz�-lo por mim?

D�-me a merda da arma!

Eu volto j�.

Com o tipo, n�o �? Vais trair-me.

- N�o sabes nada de mim. - Sei, sim.

Nunca quebraste uma lei em toda a tua vida.

Tens a papelada toda?

Sim, tenho aqui.

- Posso ajudar? - Ol�.

Sou a Dra. Newman da Ginecologia.

Vim buscar Progesterona em suposit�rios.

Reservei-os esta manh�. Devem estar no congelador.

- Dra. Newman? - Ginecologia.

- Eu vou ver. - Obrigada.

Onde est�o?

Aqui est�o.

Ceftazidime. Bingo.

O que est� a fazer?

Nada.

Devo estar louco.

Espere a�.

Vamos embora.

Raios.

Mant�m as m�os no volante e guia.

Entra.

Usaste a arma?

S� como aux�lio visual.

Pagava para ver isso.

Um tipo branco a roubar uma loja.

"JCR." Quem �?

� o meu irm�o mais velho.

Jimmy.

J� n�o est� vivo.

Eram muito pr�ximos, n�o eram?

Ele tamb�m estava doente. Tinha um tumor maligno.

Foi diagnosticado aos onze anos.

A minha m�e e eu costum�vamos lev�-lo de cadeira de rodas para a escola.

Coloquei pregos nas rodas.

Era duro como tu.

Um lutador.

Lembro-me que, uma vez,

fomos ao M�xico no Dia de A��o de Gra�as.

Para Acapulco.

Ele estava a apanhar sol numa esteira, na piscina.

Vai-te foder.

N�o, esse vai-te foder foi saud�vel.

Ele estava a apanhar sol quando lhe bateu um chap�u na cara

e eu n�o sei o que pensei.

Queria testar a for�a do chap�u.

Pus-me me p� em cima da prancha e saltei para cima dele.

Ele saiu de l� danado.

Andou atr�s de mim uma hora.

Ele tinha a tua idade quando foi internado no hospital.

Ele odiava aquele s�tio.

Era frio, de m�rmore, est�ril.

Dizia que era um s�tio para onde se ia morrer.

J� est�s com melhor aspeto.

E deram-lhe tudo para as dores

mas...

... nada parecia funcionar.

A dor era inimagin�vel.

Quero que fa�as algo por mim.

Quero que desligues a m�quina.

N�o.

- N�o tenhas medo. - N�o.

N�o.

N�o tenhas medo.

Sabes, eu...

F�-lo.

Ao in�cio n�o conseguia faz�-lo e disse-lho.

Poderoso Mike.

Mas ap�s uns minutos...

� uma troca, est� bem?

Est� tudo bem.

Est� bem.

E depois corri e corri.

Nunca se falou disto antes.

N�o.

Acho que estamos est�veis.

Achas que esta caranguejola aguenta at� Shiprock?

D�-lhe, amigo.

Daqui fala Cynthia Allison, em direto de Flagstaff, Arizona,

onde houve uma reviravolta no rapto do Dr. Reynolds.

Michael Reynolds, aparentando estar bem...

Estou t�o contente por estares aqui.

Testemunhas dizem que estava armado com arma de fogo.

S� disse: "Pare a�."

E eu pus as m�os no ar.

Aparentemente, antibi�ticos, esteroides, seringas

e v�rios sacos intravenosos foram roubados da farm�cia.

A mulher de Reynolds, Victoria,

- � o pap�. - n�o comentou.

Vamos continuar a seguir a hist�ria.

N�o v�amos algo t�o estranho desde que a SLA sequestrou a Patty Hearst.

Nunca gostei do Reynolds.

- Tu nunca... - Desde o primeiro dia.

- Estou? - Dr. Byrnes?

Tenho uma chamada a cobrar no destino do Dr. Reynolds, aceita?

N�o fales, escuta.

Quero que digas � Victoria uma coisa por mim.

- Chip. - Michael, onde raio est�s tu?

Diz-lhe que tenho saudades, que a amo e a vejo em breve.

E d� um beijo � Callie.

E...

Estou bem.

Adeus.

Queres que ligue ao curandeiro? Digo-lhe que estamos a caminho?

Ele sabe.

Ele sabe.

Lamento t�-lo parado esta manh�,

mas procuramos fugitivos.

Talvez estejam num Cadillac branco.

Estamos em territ�rio Navajo.

Merda.

Foda-se. Filho da puta.

Mais juras. Estamos fodidos.

O que est�s a fazer?

N�o sei.

Aquilo � um carro?

S�o uns �ndios a cavalo.

Seja gado ou pessoas, � sempre uma batalha.

Ol�.

Belos cavalos.

� s� uma dor de barriga.

V� l�, meu. O meu pai era o Mike Muitos Cavalos Dela.

Eu percebi.

Desculpe, voc� no cavalo escuro.

Podemos levar o carro?

Descer.

- Descer. - O que est�s para a� a dizer, meu?

Conduzes bem para um branco.

� o primeiro ano do jovem Reynolds em Daytona,

mas temos ideia de que vamos ouvir falar dele.

- Tu �s o homem certo, doutor. - Boa.

Poderoso Mike.

Como se chama o curandeiro?

Webster Cavalo do C�u.

Webster Cavalo do C�u.

Ol�.

Ol�.

Ol�.

Webster Cavalo do C�u.

Tens a certeza que est� � espera?

O que disse ele?

Nada.

Nada?

N�o percebo. N�o falaste com ele ao telefone?

N�o falei com ningu�m.

N�o falaste com ningu�m?

O que queres dizer com isso?

E o curandeiro?

O Webster Cavalo do C�u?

O tipo que te enviou o livro?

A �ltima vez que o vi, tinha oito anos.

Nunca mais ouvi falar dele.

Est�s a brincar, n�o �?

N�o, meu.

Est� tudo bem.

E a montanha sagrada?

As pessoas sagradas? O que...

O lago?

Nenhum homem branco alguma vez acreditou em magia.

Parece ser muita treta dos �ndios, n�o �?

Ao n�vel de dan�as da chuva e coiotes falantes.

Sabes onde arranjei este livro?

Roubei da biblioteca da pris�o.

Voc�s, brancos, doam muita treta na �poca do natal...

Est�s a entender?

Mas continua tudo na boa.

Est� tudo bem.

Est� tudo bem.

Seu maluco de merda!

Eu sabia que eras um tretas.

Sou o raio de um fugitivo!

E para qu�?

Para qu�?

Para nada. Foi para isso.

Desisti de tudo.

A minha reputa��o foi pela janela fora.

Diretor da Oncologia pela merda da janela fora.

N�o fiques nesse estado.

N�o me digas que � um monte de tretas.

N�o pode ser um monte de tretas.

Viemos aqui para encontrar a montanha sagrada e vamos faz�-lo.

Vou encontr�-la.

Est�s a dar em doido, meu.

N�o d�s em doido, doutor.

O que fazem aqui?

Isto � propriedade privada.

N�o pode ser o IRS.

Eles conduzem Chryslers.

Quem s�o voc�s?

Quem s�o voc�s?

Sou o Michael Reynolds.

Dr. Michael Reynolds. Sou oncologista em Los Angeles.

Este � o meu paciente.

Estavam a falar de voc�s no Good Morning America.

A s�rio?

Tem televis�o?

N�o. Vejo o Good Morning America por sinais de fumo.

O que fazem aqui?

Viemos encontrar a montanha sagrada, Dib� Nitsaa.

Mostra-lhe o livro.

Ele s� vai mostrar um livro.

Aqui est� uma imagem. Veja.

� voc� que deixa as mensagens no gravador do meu av�?

O curandeiro, Webster Cavalo do C�u?

Isso mesmo.

Que bom. � a ele que viemos ver.

Ele pode mostrar-nos onde � a montanha sagrada.

O meu av� pode ser curandeiro, mas tamb�m foi outras coisas.

Agora anda a jogar �s escondidas com o IRS.

Eu s� venho dar comida ao c�o.

Boa viagem, cowboys.

Ou�a-me.

Aquele rapaz est� a morrer.

E est� a morrer de forma horr�vel. Cancro abdominal.

A �nica pessoa que significou algo para ele na sua curta e miser�vel vida

� o seu av�.

Pode n�o acreditar, mas � por isso que estamos aqui.

� tudo o que lhe resta.

Quem � voc�? O seu grande salvador branco?

As escolas federais est�o cheias de mesti�os como ele.

Trabalho com eles.

Eles s�o o meu povo. O meu!

J� vi brancos licenciados como voc� que me durem uma vida.

Porque n�o se v�o embora?

Aquele parece-lhe ser o meu carro?

Troquei um Porsche 911 novo por aquilo.

Fui espancado, mordido por uma cascavel.

Fui humilhado por uma astr�loga lun�tica numa carrinha.

N�o me barbeio, lavo os dentes, tomo banho

ou mudo de cuecas h� tr�s dias.

Tenho poeira em todo o meu corpo.

Se quer que vamos embora, vai ter de me matar.

Preferia que o fizesse. Era um favor que me fazia.

For�a. Mate-me.

Blue!

Blue!

Blue, vamos l�.

Vamos l�.

Blue. Vamos l�.

Blue.

V� l�, olha para mim.

Olha para mim.

Aqui est� um pouco de �gua.

Blue?

V� l�, Blue.

Olha para mim.

Olha para mim. Vamos.

Blue.

Blue.

Se me voltas a assustar assim, mato-te.

S� tens garganta.

Estamos quase l�, Blue.

V�o por esta estrada para norte.

Chegam a outra estrada de terra e viram para este.

Na altura onde tr�s riachos se tornam um,

sigam o ramal para oeste.

Lost Canyon Creek.

� esse o caminho.

Obrigado.

Obrigado.

Dr. Reynolds?

Dr. Reynolds.

Para si, n�o deve haver nada l� em cima

a n�o ser muita rocha, neve e sofrimento.

Sofrimento profundo.

Mas para a Na��o Navajo, � um s�tio onde est�o os esp�ritos.

As formas que a terra toma para contar as suas hist�rias.

N�o v� l�, a menos que esteja preparado para ouvir.

Meu Deus.

N�o acredito. � lindo.

902 para Controlo.

Temos um poss�vel avistamento

na proximidade de Hesper's Peak.

Siga para l� diretamente. Relate ao chegar a Three Forks, escuto.

Entendido.

N�o tenhas medo.

F�-lo.

Por mim, Mikey.

Poderoso Mike.

Vamos. Tu consegues.

Vamos. Tu consegues.

Vamos.

Vamos.

Vamos.

Vamos.

Vamos. Tu consegues.

Lembra-te do lago.

Estamos quase no lago. O lago m�gico, Blue.

902 para 900.

Fale, 902.

Cremos que o ve�culo seja um Caddy branco,

parado na grelha tr�s a su-sueste.

- Repita. - Entendido.

Cremos que o ve�culo seja um Caddy branco,

parado na grelha tr�s a su-sueste.

- 900 para Controlo. - Fale, 900.

Setor 11, tenho marcas de pneus � vista.

902 para 900.

902, fale.

Estou mesmo atr�s.

A cerca de cinco quil�metros. A chegar a Three Forks.

900 para Controlo.

Tenho o ve�culo � vista.

Vamos.

Eu consigo sozinho.

Deixa algu�m ajudar-te uma vez na tua vida.

Vamos.

900 para Controlo.

- 900, fale. - Entendido. J� passei na grelha oito.

Penso que vi algo. Vou regressar para confirmar.

Onde est�?

Onde est� o raio do lago?

Est� tudo bem, meu.

Est� tudo bem.

N�o est� nada bem.

Merda. E agora?

� bom voltar a ver-te.

As minhas preces fizeram-te chegar longe.

� este o lugar. H� muito tempo,

o av� do meu av� subiu esta montanha.

O que est� ele a dizer?

Ele est� a dizer: "Obrigado por me trazeres aqui."

Claro.

Claro.

Sem problema.

Ele acredita no lago?

Ele acredita no poder das suas �guas?

Puseste-me a falar como tu.

Os brancos

nunca acreditaram no poder do Dib� Nitsaa.

Sim, mas e o lago m�gico?

Consegue fazer...

Consegue mesmo fazer o que dizem?

Consegue mesmo fazer isso?

O que queres mais?

Fa�a o que eu n�o consigo.

Quero que...

Quero que ajude o Blue.

Ele sabe.

Est� na minha hora.

Ele vai levar-me agora.

Para expulsar a doen�a de mim.

�timo.

Isso � mesmo bom, Blue.

Isso � mesmo bom.

Vamos.

Espera.

N�o podes vir.

N�o quero que venhas.

Est� tudo bem.

Sabes, n�o me importo.

Devia voltar, ou verei a minha cara num cartaz de desaparecidos.

Creio que isto seja a despedida.

Sim.

Obrigado por me salvares a vida, Blue.

N�o foi nada de especial, meu.

Um homem tem de fazer o que tem de fazer.

Sim.

Foi brutal.

Est�s a entender?

Tu �s brutal, meu.

Vai.

Vai-te l� embora.

Para mim, j� foste.

Blue?

Apanha.

� teu.

Praticamente mataste-me por ele.

Tem cuidado com os juras, meu.

Blue.

Blue?

Sim.

Conseguimos.

900 para Controlo, tenho o alvo � vista.

Foda-se!

Que a beleza esteja perante mim.

Que a beleza esteja atr�s de mim.

Que a beleza esteja por cima de mim.

Que a beleza esteja debaixo de mim.

Que a beleza me rodeie.

Legenda: netflix

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