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Socorro!
Socorro!
Atenção, por favor. Atenção, por favor.
Anuncíamos chegada do võo 151, da BOAC,
procedente de Londres, Roma, Caíro, Kartum e Entebe.
Atenção, por favor.
Passageiros da East Africam Airways, võo 127
para Mombassa, Tanga, Zanzibar e Dar-Es-Salam.
dirijam-se ao local de embarque.
Ora, mas que cara séria, Alan. Era para ser uma surpresa alegre.
Oh, é que...é que...
Estava esperando ver a cara feia de David, não a sua.
Ele lamenta não ter podido vir esperá-lo.
Mas é que hoje eles estão desinfetando o gado.
E o gado é mais importante do que a etiqueta.
É claro. Se vai ser fazendeiro.
Terá que aprender isso.
Sim.
Mary, é maravilhoso ver você novamente.
Também estou contente em ver você Tom.
Cadê o seu carregador?
Eu mão sei. Aqui está.
O carro está lá fora.
Como vai meu irmão?
Na mesma. Não mudou muito.
Íntegro, esmerado, seguro. Enfim, tudo aquilo que não sou.
Isso é normal entre irmãos.
Eu duvido que vá gostar daqui.
Você gosta?
Nasci aqui. A África é o meu lugar.
Sabe, me supreendo por David não ter pedido você em casamento.
Ele é muito ocupado. Além do mais, é solteirão convicto.
Você nunca pensou que viría para o Quênia, não é?
Como o seu irmão, eu nunca sei o você vai fazer.
É que eu não lhe causei uma boa impressão ao conhecê-la.
Por que acha isso?
Porque você me disse com palavras duras.
Sim, noite eu estava zangada com você. Esperava que esquecesse.
Bem, eu não esqueci.
Nenhum homem faria outra coisa.
A música tocava ao longe, o luar prateava a água.
Uma brisa noturna mágica.
Isso não é justo.
É muito justo. O que recebi em troca?
" Você tem muitas garotas"
" Gata muito dinheiro e não tem senso de responsabilidade "
- Puxa! Eu disse isso tudo? - Disse.
Mas era verdade. Foi isso que me aborreceu.
Sim, era verdade.
Mesmo assim, você veio me receber.
É, vim!
Diga-me. Agora que estou aqui, está contente?
Não sei.
Claro que estou contente por mim.
Sentiu saudades?
Sim, senti muitas.
E então?
Não estava pensando em mim.
Isto aqui mudou, Alan, enquanto estive na Inglaterra.
O país e as pessoas estão em uma encruzilhada.
As pessoas terão que decidir qual caminho tomar.
Está preocupada com o caminho que eu tome?
Nem sempre é fácil.
Tem pessoas que nem sempre gostam do que escolhem.
E isso é difícil?
Sim, é difícil.
- O que era? A polícia? - Sim
Armados até os dentes?
Pensei que os Mau Maus não incomodassem vocês por aqui.
Até agora não.
À esquerda é a terra de papai.
E a de David?
Ainda faltam 20 km. Depois do próximo vale.
É a polícia. Não sei.
É a polícia.
Tom, onde está David?
Você é o irmão de David Howard?
Sim.
O que houve?
Tom, eu preciso...
Mas ele gostava deles.
Era bom para eles.
Sim.
Sei que não serve de consolo, mas ele matou três antes de morrer.
Algum de nossos criados morreu?
Não. Eles sumiram na floresta ao primeiro sinal de perigo.
Até Kimani?
Kimani não?
Ele deu o alarme. Normalmente alguém o fez, mas tarde demais.
- Ninguém ficou com ele? - Ninguém.
Mas ele confiava neles.
- Esse foi o mal. - Confiar demais.
Não faz sentido.
Fará, depois de passar aqui alguns meses.
É a palavra swahili para " leão".
Provavelmente o nome do líder. Eles gostam disso.
Mary, acho que o Sr. Howard não deva ficar aqui esta noite.
Não, claro que não. Ficará em nossa casa.
Foi o que seu pai falou. Ele ligou para cá.
Obrigado.
- Rapaz. - Sim, Bwana!
Hoje o Sr. Howard vai ficar na casa do Sr. Crawford.
Sim, Bwana.
Você é Kimani?
Sim, Bwana, eu sou Kimani.
Isso tudo é muito ruim. Bwana. Não pudemos fazer nada.
Tentei avisar seu irmão, Bwana.
Mas ele não ligou.
Não pudemos fazer nada, Bwana.
Mas seja bem vindo! Pode ir, Kimani.
- Bwana... - Saia daqui!
Parece uma coisa impossível.
Não consigo acreditar que isso tenha acontecido aqui.
Depois de tudo que fizemos por eles.
- Rapaz! - Bwana.
A gente não consegue penetrar na cabeça de um Kuke.
Gostaria que os chamasse de Kikuyu.
O David era sempre tão bom.
Ninguém fez mais por seu empregados.
- Por que o mataram? - Por quê?
Pergunta isso a um africano é o mesmo que perguntar a um criança.
Ambos agem apenas por instinto.
- Bobagem! - Mary!
Mas isso é bobagem.
Os Mau Maus querem expulsar-nos deste país, não é?
- Acho que é isso. - Por isso mataram o David.
Porque ele era bom e porque os nativos gostavam dele.
E não faz parte dos planos dos Mau Maus gostarem dos brancos.
Você pode ter suas opiniões querida, mas eu fico com as minhas.
Mas é verdade.
Se cada europeu fosse como ele, não haveriam africanos descontentes.
E os Mau Maus não existiriam.
Há muitos anos, quando os primeiros brancos chegaram aqui.
os africanos mal tinham descido das árvores.
Como eles podem ser racionais,seres humanos adultos?
Oh, não! Eles são uma crianças!
Quando Mary tinha seis anos, eu não a deixaria brincar com isso.
O problema é que nós demos nos africanos o brinquedo errado.
Ideais de auto determinação, nacionalismo.
Agora, os Mau Maus se apoderaram disso e se tornaram muitos perigosos.
Veja o Chage. Nasceu na fazenda.
Ele e Mary costumavam brincar juntos.
Agora, provavelmente ele cortaria nossa garganta na primeira ocasião.
Oh, não, querido, Chede é da família.
É querida. Você acha que eles podem raciocinar mas não podem.
É bom que você entenda estes fatos desde o início.
Eles não passam de crianças retardadas.
Você não pode juntar 5 milhões de pessoas e colocar um rótulo nelas.
Sei exatamente o que vai dizer a seguir. Peter Karanja
-E. - Quem é Peter Karanja?
É o filho do chefe local.
Formou-se em medicina no Colégio Makerere e...
Com licença.
Ele dirige o ambulatório para os africanos da reserva.
Mary vai lá todos os dias ajudá-lo.
Eu não gosto que ela vá, mas ela insiste.
Claro que insisto. É a única coisa útil que faço.
Não pense que somos severos com os africanos.
Sabe, vivemos aqui há trinta anos sem sínais de descontentamento.
Agora nos sentimos traídos.
Quem era querido?
O Coronel Bridgman!
Vai haver uma reunião na terça para organizar nossa proteção.
Ele disse que espera você lá.
Sim claro!
Eu lhe disse que não sabia quais eram seus planos.
Meus planos!
Ele achou que talvez queira volta para a Inglaterra.
Uma fazenda dá muito trabalho e você não conhece nada.
Pensa em volta, Alan?
Voltar!
Mas claro que não!
Este é nosso ambulatório.
Dr. Karanja já está lá.
Mais tarde venho buscá-la.
Mary. Esqueceu sua arma!
Obrigada!
- Bom dia. - Bom dia.
- Descobriu alguma coisa? - Ainda não leva tempo.
É uma quebra-cabeça. Uma peça aqui, outra peça alí ...
Você fez o juramento Mau Mau?
- Não! - De onde é?
Bwana! Ele estava comigo à noite. Eu o conheço. É um bom homem.
Sente-se!
Este chefe parece ser um cara muito responsável.
- É sim. - Tanto como qualquer outro.
O filho dele é médico, não é?
Sim, Peter Karanja. Já conheceu?
Não, mas Mary me falou sobre ele.
Ela o considera muito.
E você?
Eu sou muito desconfiado.
Sempre fico de pé atrás como nativos educados.
Você fez o juramento Mau Mau? Não.
- De onde você é? - Nairóbi!
- De que lugar? - Ginchícuri
Bwana! Este homem diz que estava com a esposa quando mataram Howard.
Mas a mulher dele é prima de Mbguwa e está em Nairóbi.
Askari!
Prenda-o
Pode levá-lo
É um deles?
Eu duvido muito.
E as cicatrizes?
Qualquer Kuke do Quênia fez um juramento um dia.
Cicatrizes recentes, aí sim, podem causar confusão.
Fogo!
Viu!
Esse é o verdadeiro.
- E homem de seu pai? - Sim, um dos homens de meu pai!
- Era o Gnutu, Bwana. - Sim.
Ele me disse que fora ver seu pai em Nairóbi.
Mentiu para mim.
Precisa mandar revistar minha aldeia
Certo.
Tem que ser. O mal está entre meu povo próprio povo.
Já está pronta.
Não vai doer. É só uma agulha!
Tudo bem!
- Falta mais alguém? - Não.
Não tenha medo.
Adeus!
Essa foi a última.
O tiroteio deve tê-los assustado. Por que? Confiam em você.
Ninguém confia em mim para valer.
Para os brancos, eu sou preto, um estrangeiro no meu país.
Para o meu povo, sou amigo demais dos brancos
É por isso que é muito importante que trabalhe aqui comigo.
É um sinal para o meu povo.
E para o meu, talvez.
Talvez.
Mary!
Viu o que aconteceu?
Sim, vi!
As cicatrizes eram recentes.
Alan, este é o Dr. Karanja. Já lhe falei dele.
O Sr. Howard.
Estou muito chocado com o que aconteceu ontem, Sr. Howard
Por favor, aceite minha simpatia.
Obrigado.
David costumava vir aqui.
Ele apoiava muito esse trabalho.
- Não era? - Sim, sim claro.
Seu irmão era um homem muito amável.
Isso não lhe valeu muito, não é?
Amanhã virei à mesma hora.
Obrigado.
- Adeus, Sr. Howard. - Adeus.
Viu em que confusão nos metemos.
Julgando e condenando uns aos outros a cada minuto do dia.
Vê como é difícil?
- Sim. - Eu fui rude com Karanja.
Não sei. Talvez você tenha razão.
Talvez não.
- Quem pode dizer? - As chances são iguais.
Mais precisamos correr riscos.
Senão confiamos uns nos outros, este horror não terá fim.
- David sabia disso. - David está morto.
As reservas já foram incluidas na área.
As patrulhas foram reforçadas.
Prendemos mais de 60 suspeitos em batidas.
Pedi suprímentos de foguetes de sinalização.
Distribuíremos a cada um morador.
Assim, o socorro será enviado ao primeiro sinal de ataque.
Estou fazendo o que posso.
Cabe a vocês evitarem riscos desnecessários.
Isso quer dizer que nos devemos nos livrar dos nossos criados.
Eu não irei me desfazer dos meus.
Eu sempre confiei nos meus, acho que eles gostam de mim.
Mas eu tenho certeza que alguns fizeram o juramento Mau Mau.
É problema seu se confia neles ou não.
Mas também é preciso dizer que muitos deles só juraram.
Porque temem os Mau Mau
Temem os Mau Mau. Pois tem um bom remédio para isso.
Fazê-los nos temerem mais ainda temendo castigo de Deus.
Incendiarmos as casas deles, mostrar-lhes que é para valer.
A quem? Aos nossos empregados? Aos que cuidam da nossa terra?
Precisam entender os Kukuru correm mais perigos que nós.
Por cada um de nós os Mau Mau mataram.
Houve 100 Kukuyu assassinados por não aderirema eles.
Para você não tem problema, você é solteiro.
É, e as nossas mulheres e filhos Bem, não irá ajudá-los se...
Ah, só conversa e mais conversa.
Vamos agir.
Por favor, Por favor, Por favor!
Estou aqui há muito tempo como vocês.
Também tenho família.
Meus interesses aqui são iguais aos de vocês, senão maiores.
Tenho certeza.
Não quero que meus netos cresçam num país
onde terão que usar uma arma o dia todo e dormir com ela.
É isso que irá acontecer se vocês se comportarem como bárbaros.
Não se pode argumentar com os Kukes.
Sim, eu sei que não se pode argumentar com os Mau Maus.
Mas com os africanos pode-se.
Aliás, deve-se. Ou eles se bandearão para o inimigo.
Devemos conversar com eles. Fazer deles nossos amigos.
Ou vocês não irão combater uns milhares de fanáticos.
Mas são milhões de pessoas revoltadas.
E seremos todos mortos.
Os Mau Maus têm que ser eliminados.
Sim.
Mas temos que pensar no futuro.
Temos que usar nossas cabeças, não perdê-las.
Dêem uma chance ao doutor.
Dêem uma chance a vocês.
Nós não somos as únicas pessoas com interesses nesse país.
Nós precisamos aprender a viver juntos, brancos e negros.
E construimos um mundo melhor. Não há outra jeito.
Eu não concordo.
Desculpe, doutor, mas meu marido e eu sempre fizemos
de tudo para ajudar os africanos.
Cuidamos de nossos criados como se fossem crianças.
Mas o senhor nos tem como, impiedosos cruéis
e isso não é verdade.
Quando viemos para cá depois da 1ª Guerra, não havia nada aqui.
Começamos do nada, trabalhando para termos esta fazenda.
É nós nunca voltamos a Inglaterra nem de férias.
Não podíamos pagar.
Mas só o que queríamos eram alguns anos de paz em lugar
deste terrível pesadelo.
Não se exalte, querida,
Falou bem, Sra. Crawford.
O governo nos deu a terra e implorou para virmos para cá.
Temos que cuida de nós.
Estou cheio da conversa mole de gente como o Dr, Hughes e David Howard.
O doutor é boa gente, O david também
mas isso não muda o fato de que ele tinha sonhos muito perigosos.
Sei que é deselegante falar mal dos mortos
mas vamos encarar os fatos, sim?
Foram os"Davids" deste mundo, aqui no Quênia e na Inglaterra,
com seus sentimentalismos baratos
e seus "não vamos maltratar os nossos irmãos negros"
que nos meteram nesta enrascada.
Nunca iremos sair dela até nos decidimos.
a fazer uma de duas coisas ou nós endurecemos para valer
e esmagamos os pretos de um modo a que eles nunca mais se levantem
ou então termos que deixar a África para sempre.
E eu juro que não vou sair.
Se eu falei mais duramente do que devia, me desculpem.
mas todos nós sentimos o mesmo.
Ele não devia ter falado assim do David.
Não pode evitar Ele tinha que falar.
Assim como eu não tinha que ficar lá ouvindo.
Pode me dar um?
Oh, desculpe.
O curioso é que ele normalmente é um homem.
Gentil e atencioso.
Dá uma festa de Natal todos os anos para os Tatós, as crianças africanas.
Mary, ele estava certo.
Estaremos sendo fracos?
Será que o David escondia a sua fraqueza atrás de seus ideais?
Prometa-me que não pensará nisso.
Agora sei que lá dentro eu estava zangado mas, o que é pior
subitamente tive medo doque estava sentindo.
Está começando a odiar os africanos, não é?
Seria melhor se voltassemos lá.
Mary, não deixe que isto se interponha entre nós.
Acha que podemos impedir?
Sim, acho que sim, se quisermos.
Não, Alan. É como um enchente.
Fomos pegos nela.
Sacrifício!
Sim!
Sacrifício! Sacrifício!
Sacrifício aos Mau Maus!
Sim.
Faça o juramento!
Sim.
Vai obedecer aos Mau Maus.
Assim será.
- Carne de gato. -Sim.
Vai obedecer dos Mau Maus.
Assim será.
Faça o juramento.
Sim.
Você vai matar pelos Mau Maus?
Assim será.
Vai obedecer aos Mau Maus.
Assim será.
Vai obedecer aos Mau Maus.
Vai obedecer aos Mau Maus.
Você vai matar pelos Mau Maus?
Vai obedecer aos Mau Maus?
Vai obedecer aos Mau Maus?
Vai obedecer aos Mau Maus?
O que quer daqui?
- Bom dia, Kimani - Bom dia, Bwana.
Ele é filho de quem?
O Joshua? Não é de ninguém.
Que quer dizer com isso?
Ele não tem pais?
Nenhuma família, Bwana. Os Mau Maus mataram todos em Lari.
Oh, o massacre...
Dois irmãos e três irmãs também.
Iam matá-lo, mas chutaram a cabeça dele e ele desmaiou.
Posso mandá-lo embora, Bwana.
Não. Deixe-o ficar. Você o alimenta?
Às vezes.
Bom, dê-lhe sempre de comer.
Sim, Bwana.
Os Mau Maus mataram muitos dos seus em Lari foi?
Sim.
Por quê?
Por que não quiseram ficar contra o homem branco?
Sim. Bwana.
- Quantos eram? - Duzentos, talvez mais.
Inglês, vá embora. A África não o quer, Simba.
Entre Dr. Karanja.
- Bom dia, Sr. Howard. - Bom dia.
Queria saber se quer que eu faça alguma coisa.
Fica mais fácil para mim falar com minha gente.
É muita gentileza sua.
O meu criado, Kimani, é muito eficiente.
Acho que corre perigo aqui. Muito perigo.
Corro?
Vejo e ouço coisas que talvez o homem branco não entenda.
É!
Não duvido disso.
Sr. Howard!
Acho que deva deixar esta fazenda imediatamente.
Não tenho nenhuma intenção de sair da fazenda, Dr. Karanja.
Já aconteceu uma tragédia aqui.
Está querendo me meter medo?
Sim, eu quero lhe meter medo.
Já contou das suas suspeitas ao inspetor Drummond?
- Não. - Por que?
Porque a polícia nada pode fazer antes de ocorrer a ação.
E aí é tarde demais.
E quanto ao seu pai?
Ele não é o homem mais poderoso por aqui?
De certo modo meu pai também é impotente.
Entendo. Bem, eu vou ficar.
Muito bem.
Karanja!
Lamento desapontá-lo.
Um pequeno aviso. Onde o achou?
Na escrivaninha do escritório.
Suspeita de alguém?
Pode ser qualquer um.
E ainda por cima apareceu o Peter Karanja, hem?
Pode não significar nada. Todos nós recebemos isto.
Comece a se preocupar quando deixarem gatos mortos na sua porta.
Acha que pode ter sido o Karanja?
Pode ser. Mas é provável que tenha sido um dos criados.
Talvez Kimani.
-Estou certo que não foi Kimani. -Não tenho certeza de nada.
Quando eles fazem o juramento, fazem tudo que lhes mandam fazer.
Mesmo que seja matar alguém que eles gostem e respeitem.
-Mas por que eu? - Porque é irmão de David Howard.
A consangüinidade vale muito neste país.
Deve tê-los enfurecido verem outro Howard na fazenda.
O que foi isso?
Pode voltar ao trabalho.
- Até logo. - Até logo.
Pode entrar.
- Seu nome? - Wambui.
- Olá, Mary. -Olá, Dr. Hughes.
- O Doutor Está - Na cirurgia.
Trouxe algo para ele.
O que tem? Minha perna.
- Posso entrar? - Claro, doutor
Continue. Não quero interromper.
Passei aqui para trazer-lhe a Euromicina.
Doutor, obrigado.
Não há de que. Mas continue.
- Infecção? - Acho que não.
Ótimo.
Como está se dando com este caso?
- O assassinato do Sr. Howard? - Sim.
Assustou muitos dos meus pacientes.
Que acha que irá acontecer?
Não sei.
Meu povo é simples e têm suas queixas, sabemos disso.
É fácil para os Mau Maus insuflar o descontentamento.
O ódio alimenta a violência.
Sim, e a violência alimenta mais ódio.
E assim vai.
Claro que ele pode estar me avisando honestamente.
Pode ser, mas eu não confio nele nem um pouco.
Se houver algum perigo, Mary...
Não diga nada a Mary.
Ela pode tentar avisá-lo mesmo sem querer.
- Ela está segura - Perfeitamente.
Se acontecer mais alguma coisa, podemos repensar.
Mantenham os abutres longe até a polícia chegar.
- Entenderam? - Sim, Bwana.
Olá, senhor.
Achei que devia vir aqui ver como as coisas estão indo.
As coisas não estão indo.
Os Mau Maus mataram um dos meus empregados e duas vacas.
E mesmo, é?
Eles têm um modo bem sórdido de fazerem as matanças por aqui.
Aquele pobre coitado...
- E, não há nada que se possa fazer. - E, acho que não.
Nunca chove neste país?
Muito, às vezes. Por que?
O pasto do sul esturricou.
Devia ver o meu rebanho. Os animais estão uma desgraça.
Por que não os traz para o meu posto? Tenho muito sobrando.
Fala sério
Claro. Detesto ver terra boa desperdiçada.
Não sei o que faria sem o senhor.
Você está aprendendo do modo mais difícil, mas o mais rápido.
Aquele gado morreu, sabe.
Sim. Anaplasmose, eu diria.
Tenho um laudo do laboratório de Kabete, mas
é técnico demais para mim.
Bem, deixe-me dar uma olhada.
Devo vê-lo deixado na mesa da sala. Não demoro nada.
Não corra. Está quente demais.
Querendo roubar as armas, é?
Eu não, Bwana!
Bwana Crawford!
- Bwana Crawford! - Bwana Crawford!
- Muito apertado? - Não, está bom.
Ainda acho que devia deixar o Dr. Karanja dar uma olhada.
Nem pense nisso, muito obrigado.
Como está meu quase assassino?
Está morrendo.
Espero que viva até Drummond chegar.
Não vai conseguir tirar uma palavra dele. Mal consegue falar.
Onde está Karanja? Está com ele?
Sim, por quê?
Alan, o que está fazendo?
Seria uma pena se Karanja o calasse para sempre.
Queria falar comigo, Sr. Howard?
Um momento.
Acho melhor ficar aqui até o inspetor chegar, Srta Crawford.
Não queremos mal-entendidos.
As paredes são muito finas, Sr. Howard.
Quase fui morto a facadas não estou muito sutil.
Acha que estou implicado com os Mau Maus?
- Sim, acho. - Por que motivo?
Por ter ido avisá-lo que sua vida corria perigo?
Como sábia que minha vida corria perigo?
Porque não sou burro.
Atreve-se a me chamar de burro?
Sim. O que vai fazer sobre isso?
Vai me encostar no muro e me fuzilar?
Isso vai provar que está certo?
Não provaria nada, mas pode ser uma boa idéia.
Acredita mesmo que eu apoio os Mau Maus?
Eu acredito.
Os assassinos que mataram o único homem branco meu amigo?
Está falando do meu irmão?
Sim, estou. E me orgulho disso. Ele era valente, um bom homem.
Estou começando a achar que que ele era um burro.
Não tem direito de dizer isso!
Alegro-me que ele não esteja aqui agora para ver como nos desonramos.
Olhe as minhas cicatrizes! Sou um bom Mau Maus, não sou?
Olhe!
Estudei seis longos anos, Sr. Howard, seis longos anos.
É um ótimo treino para fazer feitiçarias e beber sangue na floresta.
Eu me formei em medicina para salvar vidas, não para destruí-las.
Eu desprezo os Mau Maus.
E desprezo qualquer homem que pregar a violência e a intolerância.
Mas...
Você está bem? Sim.
- Teve sorte, não? - Sorte? Oh?, ele
- Sim. - Espero que esteja vivo.
- É este o homem? - Sim, este é Waweru.
Não mandei o senhor entrar.
Meu lugar é bom os meus pacientes.
Mary, acho que não deve ficar.
Ficarei, se não se importa.
- Waweru, pode me ouvir? - Sr. Drummond.
- Interrogue-o! - Não vai adiantar Tom.
Talvez não, mas o que ele puder dizer pode salvar outras vidas.
Por que queria as armas? Waweru! Onde está Simba?
Onde está Simba? Para que queria as armas?
Ele está morrendo. Não pode responder.
Quanto tempo mais ele tem?
Mais alguns minutos. Não pode fazer nada?
Não há nada que possamos fazer, a não ser deixá-lo morrer em paz.
Meu dever e descobrir quem é Simba e impedir mais um assassinato.
Depressa, inspetor.
Quem é Simba?
Não adianta.
Continue tentando.
Waweru, de onde você é?
Você me conhece?
Onde é que você mora?
Simba?
Vou ter que detê-lo para interrogatório, Karanja.
Olhe, Tom, acho que cometemos um erro. Se me deixar...
Deixe-me fazer o meu serviço, sim?
Pode levá-lo.
Não faça mais isso.
Não vou permitir que questione a minha autoridade.
Alguns estão em péssimas condições, Kiama.
Logo engordarão no pasto do Sr. Grawford.
O pasto é muito bom, Bwana.
Leve o gado.
- Nossos rapazes estão prontos. - Ótimo.
- Quando tempo vai demorar. - Quanto Kiama?
Só mais vinte, Bwana.
Os rapazes cuidarão de tudo.
Que bom.
Isto aqui faz nossas brigas, parecerem coisa pequena, não?
É tão tranqüilo.
É como sair do combate durante a guerra.
E não é isso mesmo?
Sim, suponho que seja.
Mary, naquela manhã em que me viu de novo no aeroporto.
naquela primeiro instante.
Sim?
Como se Sentiu?
Senti vontade de fugir.
Eu também
Não sei porque. Não?
Não.
Eu sei.
De repente vi minha independência escapar das minhas mãos.
Fora encurralado.
Mary, quer casar comigo.
Costuma-se respónder a essa pergunta
Não posso responder.
Claro que se...se não me amar...
Oh, querido é claro que amo você!
Bem, então?
Você mesmo disse
que estamos em guerra.
- Isto não tem importância. - Tem, sim.
Estamos em guerra um com outro.
Olhe...
Eu amo você. Nenhuma guerra pode modificar isto.
Ainda vai querer discutir?
Não!
Quero ficar em paz com você.
É tudo que eu quero.
E então?
Mas tenho medo.
De mim?
Do que possa se tornar.
Só porque banquei o bobo com o Karanja?
Que se dane tudo!
O importante somos nós. Não nos amamos?
Oh, querido!
Não podemos viver num mundo de sonhos aqui em cima.
Temos que viver lá embaixo ente sangue e ódio.
Está certo, vamos fugir.
Não podemos fugir
Este é o nosso mundo temos de enfrentá-lo.
Não existe mais paz.
Em lugar nenhum.
E você, Fred?
Sim, querida.
- Achou que eu não ia chegar? - Não.
Por que Chege não está servindo?
Esta manhã ele disse que não se sentia bem.
Desculpe ter chegado atrasado.
Quando Mary saiu com os nossos rapazes ajudar Alan.
Eu fiquei desfalcado.
Alan é um bom rapaz, não? E achei que eu não ia gostar dele.
- Meu Deus, por quê? - Sei lá!
A Mary falou ele como sendo irresponsável, mas não é.
Ele se comporta muito bem quanto às responsabilidades da fazenda
Obrigado, querida. É duro, sabe, começar do nada.
Você que o diga, Fred.
Pena ele não ter um pouco mais experiência.
Estava contando com o coitado do David.
Que vai se fazer?
Em que estava pensando?
Eu tinha um plano. Na verdade, ainda tenho.
Só que agora preciso arrumar um gerente temporário.
Um gerente? Para cá
Se decidirmos tirar aquelas férias tão atrasadas.
Oh, Fred!
Sim, um ano na Inglaterra. Antes de não podermos aproveitar mais.
Um ano...em paz...em casa Acha mesmo que podemos?
Não seria maravilhoso vermos...
Fred!
O que foi isso?
Não sei, mas vou descobrir.
Não, querido.
Outra discussão de cozinheiros, acho. Está com sua arma.
Tranque a porta quando eu sair. Não abra até ouvir minha voz.
Não, querido, não!
Não se aflija. Já passamos por isso antes.
Onde está a arma?
Aqui.
Pronta?
Sim.
Então, rápido.
Mundati!
Mundati!
Bwana!
Bwana!
Fred.
Bwana.
Destruam tudo!
Quebrem isso primeiro.
Destruam tudo!
Quebrem a tranca.
Derrubem a porta.
Derrubem a porta.
Alan, o foguete!
- Fique aqui. - Não.
Se acontecer alguma coisa corra para os cavalos.
Mamãe!
Alan, ela está viva. Acho que a bala.
- Não atingiu nenhum orgão vital. - Mary.
E meu pai. Oh, não!
- Não entre aí - Preciso.
Não há dúvida...Aquela rapaz, o Chege.
Mataram ele? Chege!
Seu Fiel Chege. Chege, foi o responsável.
Ainda confia neles?
Se ainda acha que são humanos entre aí e olhe.
Por favor, Alan, vá.
- Mas não posso deixá-la. - Alan, vá! Deixe-me em paz!
A Sra. Crawford está muito mal.
Chame o Dr. Hughes imediatamente.
Vai levar algumas horas Karanja está mais perto.
- Karanja? - Soltei-o esta manhã.
Pegue o jipe e vá buscar Karanja.
Crawford está morto. Ele o estrangularam.
Bwana!
É Mundati.
E eu nunca confiei nele.
Esse é o ploblema
Milhares deles odeiam os Mau Maus, mas nunca sabemos quem são.
- Coitado! - Conseguiu dar o alarme.
Não!
Não tenha medo, querida. É só o Dr. Karanja.
Agora não estou com medo.
Mas não quero que ele me toque.
Ele já foi
Mary...
O seu pai...
Está morto!
Nós íamos para a Inglaterra.
- Procurem. Revistem. - Depressa.
Ela dorme.
É o melhor para ela. Fiz tudo o que podia por ela.
Ela não sabia o que estava dizendo, há pouco.
Sim, sabia.
Só em olhar para mim, ela se encheu de horror.
Foi isso que meu povo fez.
Não tem nada a ver com com você. Você não tem culpa.
Tenho tanta culpa quanto o homem que matou seu pai.
- Não acredito nisso! - Mas vai acreditar.
Você não fez nada.
Às vezes, não fazer nada é pior do que agir fazendo o mal.
Eu sinto muito.
Depressa, depressa.
Procurem por todo lado. Rápido!
- Inspetor Drummond. - Sim?
Sei quem é Simba.
Sabe, é?
Sim.
É o meu pai.
Isso é uma história muito convincente para você.
Traga aqui.
Por favor...
Se quer uma prova, este é o bastão do meu pai.
Isso basta
Deixe três homens aqui e leve o resto no jipe.
Sargento, ponha três homens no caminhão.
Howard, preciso de você.
Karanja, lamento.
Saiam, rápido. Corram.
Cercar.
Sim, Bwana.
Saia.
Onde ele está? Onde?
Interrogue-as.
Onde está o seu marido? Aonde ele foi?
Drummond, veja isto.
É a manta dele. Esteve aqui.
Inspetor, faça uma vistoria lá fora.
Lá vai ele.
Vamos!
Aí está a trilha dele.
Se chegar à floresta vamos perdê-lo.
Vamos lá.
Senhor, ali! Senhor, ali!
Aí está a trilha dele.
Não atire em Simba.
Vamos.
Você o perdeu.
Duvido que eles o achem, mas eu mandei continuar a busca.
Por que não me deixou atirar?
Quero ele vivo. Além disso, com aquele leão lá. Não corria riscos.
Que tem o leão a ver com isso?
Você não entende a mentalidade africana.
Segundo eles, se matarem Simba, seu espírito entrará no leão.
Aí, sempre que um leão rugisse na floresta, os espertalhões
diriam, aos pobres coitados que era Simba chamando-os para a ação.
E as coisas já estão ruins sem isso.
Pode fazer sentido para você, mas par mim não faz.
Bem, aqui é a África. Aqui faz sentido sim.
Olá, Dr. Hughes! Cadê a Mary?
Está na cama, dormindo.
Com o sedativo que lhe dei, deve dormir até amanhã ao meio-dia.
Era o melhor a fazer.
Acredite.
E a Sra. Crawford?
Ela morreu logo depois que você saiu.
Tinha o coração fraco.
A vida dela era aqui com o Fred e a Mary.
Ela não queria viver sem o Fred.
Quer um conselho de um velho?
Não ligue se a Mary não quiser ver você agora.
Em breve voltará para você.
Sim. Gostaria de poder acreditar nisso.
Bwana, Bwana, acorde! Acorde!
Bwana! Acorde!
Bwana!
O que foi? Os criados foram embora.
Fugiram todos no meio da noite.
Espere um pouco.
Sem dúvida, foram todos embora.
Vou arrumar suas coisas já, Bwana.
- Arrumar? - Para irmos embora.
Olhe, Kimani, se ficar com medo, pode ir. Eu vou ficar.
- Bwana, não fique aqui. - Ouviu o que eu disse.
Sim, Bwana.
A propósito, onde está o garoto Joshua?
Ainda está aqui.
- É melhor levá-lo com você - Sim, Bwana.
Eles fugiram, é? Sim, todos eles.
Bem, você não foi o único.
Metade dos criados da área fez o mesmo.
Acha que há algum perigo?
Sua situação é igual a de todos.
Para onde eles foram? Tem ideia?
Lembra-se do que lhe disse ontem à noite sobre o folclore africano?
Aparentemente, funciona nos dois sentidos.
Simba espalhou a notícia que as balas dos brancos não o atingem.
Elas são desviadas para o leão mais próximo.
Lamento não poder ajudá-lo com o problemas dos criados.
Tudo bem. Talvez ache alguém na cidade.
Deve estar cheia.
Tenho de tentar, não é?
Ligue para mim quando chegar à fazenda. Só por precaução.
Certo.
Quero ver o inspetor Drummond.
- De onde você é? - Thika.
- O que quer? - Tenho informação importante.
Bwana Crawford perdoou-me uma dívida e quero ajudar.
E o que isso tem a ver? Tem algo de útil?
Diz que Simba está na floresta em Manowa.
Manowa? E tem muitos homens com ele
Quantos? Mais de cem.
- Como ele sabe? - O cunhado está com eles.
Por que está nos informando?
Diz que também era um deles.
Mas que o Sr. Crawford perdoou uma dívida que ele tinha.
E agora ele está envergonhado.
Se formos para Manowa, deixamos este posto indefeso.
Quero dinheiro para uma nova esposa.
Diz que a mulher dele é uma víbora e que não lhe deu filhos.
Com vinte libras vai comprar uma nova esposa.
Assim já dá para acreditar.
Simba está em Manowa, deve estar planejando atacar o posto.
- O que acha? - Não sei.
Talvez ele diga a verdade, mas não estou certo.
Não podemos perder a chance.
Coloque dez homens aqui no caso de um ataque.
Vamos para Manowa já.
Deixe-me ir.
Ele quer saber se pode receber e ir embora.
Ele receberá quando pegarmos Simba.
Nós pagaremos quando prendermos Simba.
Tenho medo de Simba. Ele tem poder e quero ir para longe.
Ele diz que estar bem longe quando a vingança de Simba vier.
Se está dizendo a verdade, não tem nada a temer.
Ele ficará seguro aqui até nós voltarmos.
Ficará seguro numa das celas. Com Simba preso, nada tema.
Não sou um criminoso. Sou um homem honesto.
- Posso ver a Srta. Crawford? - Sim.
O Dr. Karanja.
Está bem.
Desculpe vir aqui. mas eu pensei...
Por que se desculpa?
Acho que sabe por quê!
Os homens de meu pai mataram seu pai.
E meu pai matou sua mãe.
Sim, eu sei.
Eu lhe disse que era tão culpado quanto os homens que o fizeram.
Se ao menos tivesse falado antes.
- Podia ter falado antes? Sabia? - Não tinha certeza.
No meu íntimo sabia, sim, mas para os brancos é preciso provas.
Queria dizer-lhe isto antes que fosse embora.
Porque sempre tentou comprender-nos.
Mas eu não vou embora. Vou ficar com Dr. Hughes.
Estarei no ambulatório amanhã de manhã.
- Não vai para a Inglaterra? - Não.
Ainda pode trabalhar comigo
Sim.
Obrigado.
Procuro a Srta. Crawford.
Não tem permissão para vê-la.
Vá embora, vá.
É importante.
O que foi, Kimani. Quer falar comigo.
Sim por favor. Esse homem me impediu.
- Tudo bem. - Pode entrar Kimani.
É algum recado.
Não. É que pensei que talvez precisasse de um criado.
Mas você trabalha para o Bwana Howard.
Não trabalho mais para ele.
Você fugiu?
Bwana Howard me mandou embora!
Disse: " Kimani saia daqui"
Então pensei que gostaria que trabalhasse para a senhorita.
Porque ele o mandou embora?
- Não sei. - Deve haver um motivo.
Ele só disse " Kimani, saia daqui" Foi só.
Eu lhe digo o que farei.
Levo você de volta e falo com ele para readmiti-lo
Não, não. Eu não quero voltar. Quero casa nova.
- O que é que você fez? - Nada, senhorita.
Então, por que tem medo?
Tenho medo de Bwana Howard.
- Está mentindo, Kimani. - Não, é verdade.
Isso nós vamos ver.
Quatro, três,sete, zero, um por favor.
Entendo. Por favor, informe isso imediatamente. Obrigada.
A linha dele foi cortada.
Deixe-me falar com ele.
Diga-me, Kimani. é melhor você me contar. Entende?
- Não sei de nada. - Eles vão atacar? Amanhã?
Não sei.
Conte-me o que sabe dos Mau Maus.
Por favor, sem mais perguntas. Se eu eles me matam.
Se contar o quê, Kimani?
Quando, Kiman, quando?
Esta noite, depois do escurecer.
- Quando? - Esta noite.
Emergência! Ligue para a polícia! Depressa!
Alô!
Não. Senhorita, Bwana Drummond não está.
Ele deu ordens estritas de ninguém sair do posto até ele voltar.
- Escute aqui. - Tem que me dizer onde ele está.
Não poderei dar-lhe o recado se não me disser.
Três homens dele aqui. Preciso saber.
Sim, sim obrigada.
Está em Manowa.
Ele nunca voltará a tempo. Dentro de uma hora estará escuro.
Vamos mandar um soldado com Kimani a Manowa pedir ajuda.
- Kimani! - Askari!
Telefonista. Telefonista Telefonista.
Joshua! Você fugiu de Kimani e voltou para cá?
Não é bom ficarmos aqui. Vamos embora.
Joshua, venha. Sente-se aqui.
- Cuidado! - A ponte!
Eu estou bem.
Rápido, tire-o daí.
Não quebrou nada. Vai ficar bom.
Fique aqui com ele.
Ele precisa dizer ao Drummond para pegar a outra estrada.
Avise primeiro ao inspetor Drummond.
Rápido!
Chegaremos a tempo.
Querido, graças a Deus você está vivo.
- Querida! O que faz aqui? - Vão atacar. Kimani disse!
Depressa, temos de voltar!
O garoto está la dentro. Eu...
O lugar está cheio deles.
É melhor pegar isso.
Venha, sente-se.
Não desperdice munição, vamos precisar dela.
Abaixe-se!
Drummond sabe sobre isto.
Esté em Manowa. Mandei avisá-lo, mas não sei...
Não importa. Podemos detê-los um tempo
É melhor ficar aqui!
Gostaria que não tivesse vindo.
Tarde demais, querido. Estou aqui para mim é o que importa.
Para mim também.
Certo. Está pronto?
Sim, estou.
Que diabos está fazendo?
Por favor, Sr. Howard. Quero conversar com eles.
Conversar, seu idiota? Não podemos conversar com selvagens!
Sim, meu pai está dizendo com que eles se tornem selvagens.
Esta arma é melhor do que palavras.
Não.
Esta não é a solução.
Não vê que a maioria desses homens aí fora
não percebem o que estão fazendo?
Eles são meus irmãos, Sr. Howard.
- Acho que irão me escutar. - Tem certeza?
- Vão cortá-lo em pedaços! - Talvez.
É suicídio!
Quer abrir a porta por favor?
Silêncio!
Silêncio!
Parem! Escutem! Vocês são uns tolos.
Vão para casa.
O que ele diz?
" Vocês precisam escolher...
se vão fazer o meu pai manda.
E trazer mais miséria e sofrimento ao nosso povo".
Deixe-me explicar.
Os Kikuyu não gostam de ódio.
Eu digo a vocês, meu povo isto errado.
Nunca mais confiarão nos Kikuyu.
Se somos homens de bem, não faremos isso.
Todos os homens são iguais.
" Ou então, vocês me seguem aqueles que forem como eu"
Façam a paz de nosso país Não há necessidade de ódio.
O povo Kikuyu é pacífico.
Não so...
Ele não é meu filho.
"Ele é um homem branco"
Ele não é meu filho.
"Ele é um homem branco"
Quem quer ser escravo? Matem-no!
Eu não tenho? medo. Quem é vosso pai
Matem-no!
Eles não me ouviram.
Meu pai.
Fechou o coração deles para a verdade.
Alguns deles ouviram. Alguns compreenderam.
Eu ouvi, Karanja.
Talvez nós não mereçamos a paz.
Mas ele..
- Ele não fez nada de errado. - Não
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