All language subtitles for Ramona 1936

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Original subtitles

Legendas: Lu�s Filipe Bernardes

Calif�rnia Ano de 1870

Tendo o meio pastoral como pano de fundo,

Helen Hunt Jackson ambientou seu imortal romance 'Ramona'.

O rancho da Sra. Moreno,

no sop� das montanhas de San Fernando.

Voc� a�, p�e isso pra girar!

Quer queimar a carne?

Tanto trabalheira pra qu�?

La Fiesta! T�m mais o que fazer.

N�o sabe que v�o interromper a tosa assim que o Padre Salvierdierra chegar?

S� pra que um monte de �ndios assistam � missa.

Precisam de uma religi�o igual a todos n�s.

Missa de manh�. V�speras � noite. E confiss�o!

Ter� muito o que confessar quando o padre chegar.

Terei mesmo.

Embora seja padre, Salvierderra � um homem sensato.

S� ele pra me aconselhar na administra��o desse rancho enorme

entregue nas m�os de um rapazinho

cuja m�e devotada considera um grande s�bio.

Fale mais alto, Juan. N�o ouvi bem.

Ah, se�ora!

- Venha c�. - Minha nossa...

Devo estar ficando surda com a idade.

Se�ora, pe�o desculpas.

� ao Padre Salvierderra que deve desculpas.

N�o falei por mal, eu juro...

Se tem alguma reclama��o, fale com o Se�or Felipe.

- Sim, se�ora. - Veja, ele est� chegando.

- Leve-a para a baia. - Sim, Se�or Felipe.

Juan! Fique do olho na colina.

Jos� e seus homens est�o chegando. Come�aremos a tosa pela manh�.

Sim, Don Felipe.

- Vem muita gente, prepare a comida. - Sim, Don Felipe.

- Margarita. - Sim, se�ora.

Chame a se�orita Ramona.

Sinto muito, mas ela foi ter com o Padre Salvierderra.

Muito bem.

Ramona n�o me disse nada.

Ora, Ramona est� t�o feliz.

Melhor voc� confirmar se ele realmente vem.

N�o quero que pense que os Moreno s�o mal educados.

Padre!

- Ramona, minha menina. - Estamos esperando-o desde ontem.

A se�ora Moreno receava que estivesse doente.

Mas eu sabia que viria para a minha fiesta.

Sou como os carneiros. Pelo menos uma vez por ano apare�o para a tosa.

Deixe que eu carrego isso, padre.

Precisa mesmo vir andando? A se�ora adoraria lhe dar um cavalo.

Temos mais de cem. Que diferen�a far� menos um?

� uma regra dos franciscanos viajar sempre a p�.

Sempre tento convencer meus calos do valor dessa regra.

Mas n�o tem jeito. Acho que s�o uns infi�is.

- Esquentarei uma terrina de �gua quente e... - E os batizaremos?

Ser� necess�rio mais que imers�o para dobrar seus esp�ritos rebeldes.

Felipe!

- Felipe. - Padre.

- Meu filho. - Que bom v�-lo.

- Eu � que fico feliz.

- Deixe que eu carrego isso. - Est� bem.

Parece os velhos tempos.

Ramona voltando do convento...

Felipe sorrindo por ela ter voltado.

Lembra-se que nos escond�amos atr�s dessas �rvores � sua espera?

E como eu chorava porque Felipe corria mais que eu?

Sim, e voc� fingia trope�ar para que ela pudesse ultrapass�-lo.

Alessandro!

Os tosadores est�o chegando. Alessandro tamb�m!

- Paquito! - Alessandro!

- O que voc� me trouxe, Alessandro? - Isto.

- Oh, oh... - Que tal?

Gostei! Posso conduzir o cavalo?

Pode fazer mais que isso.

Pode montar nele.

Achei que n�o chegaria a tempo da fiesta.

Fiesta? Vai ter fiesta?

Claro! Voc� nunca viu tanta comida na sua vida.

Cuidado, hein. Se comer demais amanh� ter� que tomar �leo de r�cino.

E da�? Queria que tivesse fiesta todo dia.

Alessandro!

- Como voc� est�? - Muito bem, e voc�?

Melhor imposs�vel.

E nunca vi um animal mais bonito.

Onde o conseguiu?

Tirei-o de uma tropa selvagem ano passado.

H� tr�s anos eu estava de olho, mas corria demais

para que conseguisse la��-lo.

� uma beleza.

Ent�o � seu.

Ah, isso n�o, Alessandro.

Mas ser� que � t�o veloz quanto meu negro?

Bem, ele � muito veloz.

Veremos isso na corrida, depois que acabar a tosa.

- Est� bem. - Como foi a viagem, demorada?

Dois dias, como sempre. Acampamos ontem em Coyote Pass.

Deve estar com fome.

Mande seus homens porem os cavalos na baia e venha comigo.

Pedirei a Marda que prepare algo para comerem.

- Obrigado, Margarita. - De nada, padre.

Ramona saiu ao seu encontro. Esteve com ela?

Estive, sim. Ela foi colher umas frutas para mim com suas pr�prias m�os.

Socorro! Socorro! Felipe!

Socorro!

Se�orita.

V� embora!

V� embora...

N�o olhe. V� embora, por favor.

- Mas pode cair, se�orita. - Darei um jeito. V� embora.

Socorro! Socorro!

Felipe!

Socorro!

Socorro!

Socorro, Felipe! Socorro!

- Se machucou? - N�o, n�o me machuquei.

- Pode me soltar, por favor. - Sim, se�orita.

Ent�o...

- Me solte, por favor. - Sim, se�orita.

Estava colhendo ma��s para o Padre Salvierderra.

Estava sacudindo o galho para pegar aquela grandona mas escorreguei.

Sim, se�orita.

Fico furiosa. J� subi milhares de vezes nessa �rvore e nunca ca�.

Sim, se�orita.

Quer uma ma��?

N�o, essa n�o est� boa.

- Tome essa. - Obrigado, se�orita.

Bem, tenho que ir. A se�ora deve estar precisando de mim.

H� tanto o que fazer. Hoje vai ter fiesta, sabia?

- Alessandro! - Margarita.

- Vamos at� a cozinha tomar um vinho. - N�o, n�o...

N�o, obrigado. Est� procurando algu�m.

- Quem? - N�o sei como ela se chama.

- O nome de quem? - Da mo�a da macieira.

Macieira? Do que est� falando?

- Margarita! - J� vai.

- Venha c�! - Sim.

N�o v� embora. J� volto.

Ramona!

J� estou indo, Felipe.

Ol�, como est�o? Voc�s est�o lindas.

Voc� passa o tempo com as meninas enquanto n�s homens morremos de solid�o.

Eu tinha que lhes dar seus presentes.

- Mas voc� tem que ser admirada. - Felipe, cuidado!

- O Se�or Valdez est� a�. - �?

E insiste em dan�ar a primeira dan�a com voc�.

- Ah, �? - Est� se roendo de ci�mes.

Assim como eu.

Voc� com ci�mes? Ora, Felipe.

E por que n�o?

Voc� � a mais linda, mais ador�vel, mais doce...

Melhor guardar esse discurso para sua namorada.

� o que estou fazendo.

Morro de ci�mes s� de pensar em voc� dan�ando com qualquer outro.

Voc� � um amor.

Senti tantas saudades suas, Felipe.

Todo tempo l� no convento s� pensava em voltar para c�.

Line: 191 (Silen=63,41) (EMedp=1,055)

Com voc�.

Ramona.

Eu te amo tanto.

Nem se fosse meu irm�o de sangue poderia te amar mais.

Ramona! Poderia descer, por favor?

- Sinto muito, se�ora.

O Se�or Valdez viajou 40 km s� para estar com voc�.

Mas � que...

A� est� ele.

Boa noite. Que prazer em v�-lo.

Se�orita, quando Felipe disse que voc� seria a mais bela aqui...

supus que o exagero fosse coisa de irm�o.

- Bem... - Aceita dan�ar comigo?

- Ramona adoraria. - Obrigado, se�ora.

Com licen�a, se�or. Ramona, esta dan�a � minha.

- Procurei-a por toda parte. - Queira me desculpar.

Queira voc� me desculpar.

Ambos est�o enganados. N�o lembra que prometeu a mim, Ramona?

- Sim, mas... - Eu insisto. A dan�a � minha.

Se�ores, n�o � caso para duelarmos.

Resolverei a querela. Eu mesmo dan�arei com Ramona.

Line: 209 (Silen=66,87) (EMedp=1,433)

Pode segurar meu leque? Obrigada.

Juan, quem � aquela dan�ando com Don Felipe?

� a se�orita Ramona.

Acabou de voltar pra casa vinda do convento.

- Para casa? - Todos esses homens viajaram mais de 40 km

s� para dan�ar com ela.

# Nossos cora��es te d�o # # boas vindas, Ramona #

# Sentimos saudades # # de teu sorriso, bela Ramona. #

# Voltas, linda flor, # # fragrante como uma rosa. #

# Viemos receber-te, se�orita, # # alegres da vida #

# e dan�ar em tua homenagem. #

Quando acolhi Ramona em minha casa nunca imaginei que isso pudesse acontecer.

Foste cega. Felipe a ama desde crian�a.

- Preferia v�-lo morto a casado com ela. - Por qu�?

Quando ele se casar, n�o quero ter vergonha de encarar meus netos.

N�o deve se preocupar.

Sei que Ramona sempre viu Felipe como irm�o.

Ele mudou desde que ela voltou do convento.

Vejo nos seus olhos, na maneira como a olha.

Um homem pode amar uma criada, mas n�o levar� a nada se ela n�o o amar.

Lembre-se da promessa que fez � sua falecida irm�,

de cuidar de Ramona como se fosse sua pr�pria filha.

N�o quebrarei minha promessa.

Mas tamb�m n�o se casar� com meu filho.

Senhor Todo Poderoso, rogamos que aben�oeis e santifiqueis esta casa

e todos que nela vivem,

concedendo-lhes Vossa gra�a misericordiosa.

E, das d�divas da terra, dai-lhes seu sustento nesta vida.

assim como fizestes com a casa de Abra�o, Isaac e Jac�. Am�m

Felipe. Como se chama o �ndio?

- Aquele com a voz linda. - � o Alessandro, chefe dos tosadores.

Seu pai foi um grande chefe.

Shh!

Passa pra mim, Alessandro.

Deixa que eu pego.

� muita l�. Muita l�.

- Pra que a pressa toda? - A corrida come�a �s 2:00.

Temos que acabar at� meio-dia. J� est� quase na hora.

Mais l�.

Nem sei pra que tosar esses carneiros.

S� faz interferir com a corrida e a dan�a.

- Socorro! Me tira daqui! - Nossa, o que est� fazendo a�?

Vamos, saia da�. Me de a m�o.

Queria sentir como � ser um carneiro, hein?

Ei, Pablo, pega ele!

- Faz de novo! - Que tal tos�-lo, hein, Pablo?

Ei, que hist�ria � essa?

Volte pro trabalho.

Dinheiro, dinheiro, dinheiro...

Toma seu dinheiro.

Alessandro!

A se�ora nos deu permiss�o.

Os vaqueiros v�o tocar

e teremos uma dan�a como no ano passado, hoje � noite.

Por que n�o escolheu outra noite para que eu possa dan�ar com voc�?

Come�aremos a tosa no rancho dos Ortega amanh� de manh�.

Mas ano passado a dan�a foi depois da corrida e voc� ficou.

E dancei e me diverti a noite toda.

E se � pra te agradar, farei de novo.

Alessandro! Voc� espere aqui.

Acabar� a tempo das corridas?

Antes do esperado. L� pelo meio-dia.

Aposto seu cavalo selvagem contra o este negro.

Pode definir as regras, Don Felipe.

Meu cavalo com sela e r�dea contra o seu.

Seria injusto com voc�. Eu n�o tenho sela.

Apostado. Aceito a desvantagem. Juan!

Quando ele me olha parece que seus olhos me atravessam.

Sei que � �ndio, mas n�o me importo.

Nunca vi homem t�o bonito.

N�o faz ideia como ele dan�a. Parece ter asas.

Margarita!

Se te ouvisse falando assim, a se�ora certamente desaprovaria.

Por qu�, se�orita?

O que est� fazendo aqui no curral de tosa?

N�o fica bem com todos esses homens.

S� vim falar com Alessandro sobre a dan�a hoje � noite.

� melhor voltar para casa. Podem estar precisando de voc�.

Sim, se�orita.

Ramona! Me encontre no port�o. Sairemos por l�.

Est� bem, Felipe.

Vamos, parado.

Deixe de tolice e fique quieto.

- Se�orita. - Alessandro.

- Posso segur�-lo para voc�? - Sim, obrigada.

Voc� est� sempre por perto quando h� damas em apuros?

Ora, n�o sei, se�orita.

Acho que esqueci de lhe agradecer por me salvar na macieira.

- E eu quero me desculpar. - Pelo qu�?

Por...

t�-la segurado em meus bra�os como fiz.

Havia outro jeito de me segurar?

Eu... n�o sei. N�o sabia quem voc� era. Pensei...

N�o dava para me deixar gritando por socorro, n�o �?

N�o, se�orita, acredito que n�o.

Vamos, me ajude a montar, por favor.

Obrigada.

Se Alessandro monta t�o bem quanto canta,

acho que vai perder a aposta.

Vamos, corre!

A pr�xima corrida ser� com os galos, entre Don Felipe e Alessandro!

Felipe diz que Alessandro � �timo de montaria.

E dizem que dan�a como se tivesse asas.

Conhe�o Alessandro desde que era crian�a.

Foi educado pelos padres de San Lu�s Rey.

Ah...

Ele � bem apessoado.

Acho ele muito bonito.

Capit�n, d� para sair do meu colo?

Cada corredor pega um galo e o coloca dentro do balaio.

Don Felipe neste balaio aqui e Alessandro no outro.

Depois os dois apostam corrida...

Se�orita Ramona dar� o sinal de partida.

Boa sorte, Felipe.

Boa sorte, Felipe.

Alessandro...

Se fosse apostador, diria que Alessandro ganha.

Acha mesmo, padre?

Felipe monta muito bem.

Prontos?

Vamos, Alessandro, vamos!

Ele pegou! Ele pegou!

- Quem pegou? - Alessandro!

Ele te passou, Felipe!

Felipe!

Felipe!

Don Felipe. Don Felipe!

Felipe! Felipe...

- Ele est� morto. - N�o, mas precisamos lev�-lo j� para casa.

Felipe.

- Est�o chegando? - N�o.

S� Deus sabe por que demoram tanto.

- H� quanto tempo ele est� inconsciente? - Quase vinte horas.

Mas San Diego � longe. Precisamos ser pacientes.

Corrida de galos.

Nunca mais permitirei isso aqui.

Est�o chegando. Est�o chegando, se�ora!

Shh!

Ida e volta de San Diego em vinte horas.

� um verdadeiro milagre.

Achamos que nunca chegaria, doutor.

R�pido, doutor, por favor.

Onze horas montado. S� paramos para os cavalos beberem.

Achei que ele ia me matar e aos cavalos tamb�m.

Entre, doutor.

Voc� fique a� fora. E n�o deixe fazerem barulho.

Como est� Don Felipe?

Est� na mesma.

Deve estar com fome. Vou preparar seu desjejum.

Marda, como ele est�?

Deus seja louvado, est� come�ando a suar.

- Ele vai viver. - O m�dico disse?

�gua quente. E muita, foi o que ele disse.

N�o temos como lhe agradecer.

N�o sei o que far�amos sem voc�.

Don Felipe � meu amigo.

Eu fa�o isso, Margarita. V� ajudar Marda.

Est�o todos sobrecarregados.

Precisa mesmo ir ao Rancho Ortega?

Meus homens j� est�o l� me aguardando.

Felipe gostaria que ficasse at� ele melhorar.

Voc� gosta muito dele, n�o?

N�o sei o que faria se acontecesse alguma coisa com ele.

Ficarei...

se � o que voc� quer.

Obrigada, Alessandro.

# Veja sua noiva solit�ria, #

# a estrela donzela, #

# dolente � sua s�plica #

# Ela est� � espera #

Sob a sequoia.

� uma velha can��o ind�gena.

Onde a aprendeu?

Alessandro me ensinou.

A estrela donzela...

...dolente � sua s�plica.

Uma cama de couro cru.

- Para que �? - Para Don Felipe.

Para que possa ficar ao ar livre e tomar sol.

Nunca ouvi falar disso.

� leve, f�cil de se mover para acompanhar a luz do sol.

Pode ser bom para certas pessoas.

Na minha cama eu quero penas.

Alessandro! A cama ficar� pronta esta tarde?

- J� est� quase pronta. - Que bom.

Margarita, avise � Marda que Felipe jantar� na varanda.

Sim, se�orita.

N�o lhe disse nada sobre essa cama.

Quero que seja surpresa.

Coitado do Felipe.

Estou t�o preocupada com ele.

N�o parece estar melhorando nada.

Est� irrequieto, n�o dorme...

Ontem teve febre alta de novo.

Tem certeza que deitar ao sol lhe far� bem?

N�s �ndios aprendemos que a luz do sol � o melhor dos rem�dios.

Far� com que durma e fique saud�vel.

Logo ser� o velho Felipe de novo.

Espero que sim.

J� faz tempo demais que est� naquele quarto.

Precisa sair para onde possa ver as �rvores e o c�u.

Sim.

Ela me paga, espera s� pra ver.

- Qual � o problema? - Pensa que me engana.

- Me manda pra c� s� pra ficar com ele. - Do que est� falando?

Da se�orita Ramona e Alessandro!

Cala essa boca!

- Venha c�! Venha c�! - Est� apaixonada por ele.

Cale essa boca! Venha c�, j� disse!

Quer que a se�ora nos ou�a?

Alessandro. Ramona.

- Voc� dormiu bem? - N�o.

Tire esse travesseiro do meu pesco�o.

Sinto como se estivesse caindo aos peda�os.

Temos uma surpresa para voc�.

Do jeito que me sinto nada me surpreender�.

Alessandro fez uma cama de couro cru para voc�.

Para que possa se deitar ao sol.

O qu�?

- Sim, Don Felipe. - Deixe-o lev�-lo para debaixo da �rvore.

- Estou louco para respirar ar fresco. - Sabia que ia gostar.

Alessandro, leve ele. Pegarei travesseiros e um cobertor.

- Algu�m vai dormir nisso? - Felipe.

Antes dormir num cavalo arisco.

Segure isso, Juan.

Pronto.

Ramona!

O que est� fazendo?

Alessandro! Felipe, o que significa isto?

� exatamente o que eu queria, m�e. Ponha-me na cama, Alessandro.

Ramona, por que n�o me falou disso?

Sinto muito, mas eu e Alessandro quer�amos que fosse surpresa.

- O m�dico insistiu em repouso absoluto. M�e. por favor!

Juan e Alessandro podem ir. Deixem Felipe a s�s.

N�o tenho palavras para expressar minha desaprova��o.

O desrespeito � at� secund�rio.

Mas n�o perdoo sua falta de considera��o com a sa�de do meu filho.

- Mas eu... - Se algo acontecer com Felipe por causa disso...

voc� ser� a respons�vel.

Por que a se�ora est� t�o zangada com a se�orita?

Quer saber por qu�?

Ela � da fam�lia Moreno tanto quanto eu.

S� duas pessoas neste ranch0 sabem que ela realmente �.

Marda e eu.

Mas desse esc�ndalo eu n�o falo.

Mas n�o v� dizer que te contei...

sen�o a Se�ora me esfola vivo.

Eu...

imagino que v� partir agora que Felipe melhorou.

N�o me resta mais a fazer aqui.

Acho que tem raz�o.

E minha gente precisa de mim.

Imagino que sim.

Quando voc� vai?

Vou falar hoje com a se�ora.

Oh...

quer dizer s� o veremos de novo ano que vem?

Sim.

Vamos estranhar sua aus�ncia.

Eu...

Vamos sentir saudades.

Se�orita...

vejo l�grimas em seus olhos.

- �? - Ser� porque estou indo embora?

Sim... imagino que sim.

Ent�o n�o ficar� zangada se eu disser que...

a amo.

N�o.. oh, n�o.

Ramona.

Estava esperando ouvi-lo dizer isso

desde aquela primeira manh� em que cantou o Hino do Amanhecer.

Me deixava crer que cantava para mim.

E estava.

Casa-se comigo?

Oh, sim, sim.

Minha querida.

Se�ora.

- V� para casa! - Se�ora, permite...

- Ramona! - Se�ora...

Tudo bem, Alessandro. Tudo bem...

- Se�ora, n�s... isto �, eu... - J� disse, v� para casa!

- Se�ora... - Receba seu dinheiro e parta imediatamente.

N�o devia ter confiado num �ndio!

- Voc� e sua l�ngua comprida! - N�o me arrependo.

Cala essa boca. Devia te partir a cara!

Me deixem em paz voc�s dois!

Em toda minha vida neste rancho

nunca vi a se�ora t�o descontrolada.

Ela amea�ou mandar a pobre criatura para o M�xico.

Para o convento, para servir �s irm�s.

N�o pode fazer isso comigo. Felipe n�o deixar�.

Felipe.

Venha c�.

Peguei essa mo�a nos bra�os daquele �ndio indigente.

Teria feito bem em soltar os c�es atr�s dele.

- Do que est� falando, m�e? - Felipe!

Eu amo Alessandro e quero me casar com ele.

- Ama Alessandro? - Sim.

Mas � imposs�vel.

- Pensei que... - Vou mand�-la a um lugar onde aprender�

a comportar-se com respeito.

Estou certo de que Ramona desrespeitou ningu�m.

Si ficar trar� desonra ao nome dos Moreno.

- N�o sou uma Moreno! - Foi criada como tal.

Como minha pr�pria filha.

Sempre temi que o sangue de sua m�e acabaria falando mais alto.

Como pode falar assim de minha m�e?

- Sua pr�pria irm�! - N�o era!

Era uma �ndia!

O que est� dizendo, m�e?

Queria poup�-los disso. Por isso n�o falei antes.

Se�ora...

Seu pai era de boa fam�lia.

Comandante de navio.

Angus Feil. Estava noivo de minha irm�.

Brigaram de ele foi embora.

Quando Angus voltou, ela tinha se casado, estava infeliz e sem filhos.

Mas ele ainda a amava.

Trouxe com ele um bebezinho, sua filha...

e implorou que ela a adotasse.

Antes de morrer, minha irm� fez-me prometer...

que a acolhesse e criasse como minha filha.

Mas minha m�e, diz que era �ndia?

Sim.

Ent�o eu perten�o � na��o do Alessandro.

Voltar� para o mesmo lugar de onde seu pai desejou te salvar?

Tudo que importa � que amo Alessandro.

V� para seu quarto. Fa�a suas malas. Amanh�...

N�o pode fazer isso. Felipe, n�o deixe.

N�o deixe que me mande para o convento. Diga que n�o vai deixar.

Acho melhor fazer como ela diz.

Nossa Senhora...

eu lhe suplico...

por favor, n�o deixe que me mande embora.

� errado am�-lo tanto assim?

Ramona.

Ramona.

Felipe.

Ramona, querida.

Tem certeza mesmo que quer se casar com Alessandro?

Ah, sim.

Tenho toda certeza.

Alessandro me procurou.

Ele n�o foi embora.

Falarei com ele para se encontrar com voc� no riacho.

Sabia que nos ajudaria.

Tome a chave de sua porta.

V� assim que todos estiverem dormindo.

Pode deixar.

Adeus.

Deus te aben�oe.

Felipe!

Me d� um beijo de despedida.

Quieto, Capit�n!

Alessandro!

Alessandro.

- Oh, meu querido. - Ramona.

Alessandro, minha m�e era �ndia.

- Eu sei. - Por que n�o me contou?

N�o tinha o direito ent�o.

Oh, meu querido.

- � melhor irmos andando. - Sim.

- Meu cavalo! - Don Felipe mandou que eu trouxesse.

Vamos nos casar com Padre Salvierderra?

N�o. A se�ora sabe que nos encontraria l�.

Pode mandar nos seguir.

� melhor procurarmos Padre Gaspara em San Diego.

- � longe? - Chegaremos em dois dias.

Bom dia, Marda, Margarita.

Se�orita Ramona n�o descer� para o desjejum.

Eu mesma a servirei mais tarde.

- Se�ora. - Sim?

A se�orita foi embora. Acabo de vir do seu quarto.

- A porta estava aberta. - Alessandro tamb�m foi embora.

Juan me contou. E levou um dos cavalos.

Sirva o desjejum.

- Por que foi contar a ela? - E n�o � verdade?

Cala essa boca!

A pobrezinha.

Talvez seja melhor assim, m�e.

Tanto faz agora. N�o est� mais nas minhas m�os.

Dei-lhe um lar e ela escolheu fugir com um �ndio.

- M�e... - E ele roubou um cavalo.

N�o � verdade. Deu aquele cavalo a Ramona quando ainda era um potro.

- Existem leis contra isso. - N�o foi roubo, tinham todo direito.

Por que os defende?

Porque os ajudei a fugir.

Voc� a amava tanto assim?

Sinto muito se a magoei.

N�o se toca mais nesse assunto.

Nenhum de n�s.

Ent�o, o que foi?

Uns �ndios querem se casar. - Pois bem, fa�a-os entrar.

Ele mandou entrar.

- Bom dia. - Bom dia, padre.

- J� tomaram caf� da manh�? - N�o, padre.

Ent�o vamos, sentem-se.

Afaste o banco. N�o podem se casar de est�mago vazio.

Senhor aben�oai nossos convidados com Sua gra�a divina...

e que a alma dos que nos deixaram descansem em paz...

Vamos, comam, comam!

Comam hoje, que amanh� podem passar fome. Esse � meu lema.

Sirvam-se. Sirva para ela.

� bom ir se acostumando a ajud�-la.

De onde voc� �? Tomecula.

Um bom vilarejo. Bom demais. Vai acabar na m�o dos americanos.

Mas n�s temos um documento que nos garante as terras.

Documentos? Essa gente respeita documentos?

- Voc� � �ndia? - Minha m�e era...

Semana passada aparecerem dois �ndios aqui porque tomaram suas terras.

Amparados pela lei. Que lei, perguntei eu.

A lei americana, responderam.

Ora, lei americana, me poupe!

Lei americana � como carangejo. Dura e anda de r�.

S� seus pr�prios advogados conseguem entender...

Ei!

Ei!

Vil�es, suma!

Vil�es, voltem aqui!

Roubariam frutas de uma igreja?

S�o bons garotos, os diabinhos.

Amanh� eu pego eles.

Que Deus os proteja.

Devem passar fome em casa.

Quando v�o se casar?

Matrim�nio � coisa sagrada.

Alessandro, voc� toma Ramona para sua leg�tima esposa

conforme manda a Santa Madre Igreja?

Sim.

Ramona, voc� toma Alessandro para seu leg�timo marido

conforme manda a Santa Madre Igreja?

Sim.

- Voc� disse que era �ndia? - Sim.

Segurem suas m�os direitas.

Meu anjinho.

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Est� sonhando com o c�u, querida?

Parece.

N�o vai acordar para chamarmos papai?

N�o?

Est� bem, mam�e vai sozinha.

Alessandro!

Alessandro!

Vem jantar!

Est� bem.

Olha quanto trigo, se�orita.

Logo estar� pronto para a colheita.

E minhas duas Ramonas ganhar�o vestigios novos.

Tudo que voc� semeia cresce com a maior facilidade.

A terra � sempre dadivosa com aqueles que a amam.

Ela � ou n�o � minha se�orita?

Fala da terra como se fosse uma mulher.

Bem...

n�o � sempre a mulher que d� a vida?

Por isso quis que fosse uma filha?

N�o. Queria que ela fosse igual a voc�.

Ol�!

Bom dia, se�ores.

Quem s�o eles?

N�o conhe�o. Parecem americanos.

- Convidamos eles para jantar? - Acha que devemos?

- Temos comida suficiente? - Acho que sim.

- Ent�o vamos. - Est� bem.

Vem, meu anjo. N�o, eles n�o v�o te machucar.

Chegaram bem a tempo de comer conosco.

- Que tal, Will. - Tudo bem.

- Chamo-me Alessandro. - William, Como vai?

- Ainda v�o longe? - Falta um bom peda�o.

Vamos!

Ei, esse cavalo est� mancando.

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N�o est� em condi��es de viajar.

Por que n�o o coloca na baia? Emprestarei um dos meus at� voc� voltar.

Ele est� bem, s� est� dolorido.

- Ol�, como vai. - Ol�, meu nome � Scroggs.

Venham, se�ores, tomem um pouco d'�gua.

Meu po�o tem �gua fresca em abund�ncia mesmo nos dias mais quentes.

Estou de partida para San Diego amanh�.

Se v�o naquela dire��o podemos ir juntos.

- Vai viajar, hein? - Vou vender meus carneiros.

Soube que os pre�os est�o �timos este ano.

Vai demorar por l�?

- Tenho esposa e filha. Esta � minha casa.

Nunca me ausento mais que o necess�rio.

- �gua, se�or. - Obrigado. Bonito o seu vale.

V� meu pomar? Tenho ma��s, peras, uvas.

E um belo jardim. Quem cuida � minha mulher.

- Mora aqui h� muito tempo? - Meu povo mora aqui � v�rias gera��es.

Minha esposa e eu... Se�ores! Minha esposa.

- Como v�o? - Como vai?

Olha esta terra.

- Olha esse trigo. - Aqui d� tudo, se�or.

- Alessandro, a comida est� pronta. - Vamos comer, se�ores.

- Obrigado pela comida. -Adeus, se�ores.

Me pareceram invejar nossa presen�a aqui.

E por que n�o?

N�o existe vale mais f�rtil e bonito no mundo.

Por que ser� que n�o esperaram para ir com voc� a San Diego?

� para onde iam.

Devem estar com pressa e carneiros andam devagar.

ENTALHES EM MADEIRA SAN DIEGO IMAGENS SAGRADAS

Ent�o deseja uma imagem de Nossa Senhora para sua esposa.

Sim, se�or.

Veja esta. Parece uma flor.

� muito poderosa no c�u.

Dizem que seu filho concede todos os favores que lhe pede.

O menino est� separado.

Queria v�-la sorrir ent�o o coloquei em seus bra�os.

Est� vendo?

Ela o quer junto o tempo todo.

- Vou levar. - Deixe embrulhar.

Assim n�o pegar� sol.

Venha, minha preciosa, encontrei-lhe um lar.

Aposto uma corrida at� o topo da colina.

- Ramona estar� esperando. - Por isso quero correr.

Certo?

Um, dois, tr�s...

J�!

Nossas casas.

Ramona!

Saia da�!

Ficou maluco? O que est� fazendo?

Pondo fogo na minha casa para que os americanos n�o a levem tamb�m.

O que est� acontecendo?

Esta � minha casa, minha mulher, meus filhos.

V� embora.

Sobe a� e v� se solta isso.

- Quer que quebre meu pesco�o? - Teu pesco�o aguenta.

Quieto, quieto, por favor!

Espera s� at� botar meu arado nessa terra.

Alessandro!

Alessandro!

Alessandro! Alessandro!

- V�o nos tirar daqui! - N�o chore, Ramona, por favor!

- Leve a crian�a para dentro. - N�o...

Leve a crian�a para dentro de casa!

O que est� fazendo nas minhas terras?

Esta terra n�o � sua.

- N�o a vendi. - Mas eu a comprei. Do governo.

Saia daqui.

Saia antes que te ponha para fora.

N�o vai adiantar. O justi�a diz que a terra � minha.

Alessandro!

Pare sen�o ele atira!

Faz bem, se�ora. N�o adianta ir contra a lei.

Sabe que a casa voc� n�o pode levar.

Por favor, n�o...

Vai levar com voc�?

- N�o. - N�o discuta com ele, por favor...

- Porei fogo nela antes de partir. - Deixe-o ficar com ela, Alessandro...

Vamos entrar.

Por favor, vamos entrar e pegar a nen�m. N�o fique aqui.

Est� tudo bem.

Ainda d� para ver seu jardim daqui.

O milho est� come�ando a florescer.

Em poucos dias o trigo estaria pronto para a colheita.

N�o olhe para tr�s, Alessandro.

N�o olhe.

As nuvens est�o ficando carregadas em cima da montanha.

Espero que n�o chova.

Est� esfriando. Mora algu�m por aqui?

Sim, h� algumas casas.

Whoa!

N�o sei, mas acho que mora algu�m aqui.

Al�!

Al�!

Pode acolher minha mulher e o beb� esta noite?

Deus do c�u, o que faz com um nen�m num tempo desses?

Entrem logo!

Jos, ponha mais lenha nessa lareira.

Jeff, afasta da� pra abrir espa�o.

Podem entrar.

Nada de gravetos. V� pegar uma tora como mandei.

Encha a chaleira com �gua e ponha no fog�o.

Levanta dessa cama, Jeff Farrar!

Vamos entrando, pessoal.

Toma minha cadeira, querida. Sente perto do fogo.

Me d� esse cobertor molhado.

Pendura isso na cozinha para secar.

- Obrigada, se�ora. - Nada de 'se�ora'.

Pode me chamar de Tia Ri, � como todos me chamam.

Pode chegar, senhor, tem lugar de sobra.

- N�o quero dar trabalho. - Que trabalho que nada.

N�o tenho cama pra todos, mas posso arranjar um enxerg�o.

- N�o quero incomodar. - Quem disse que est� incomodando?

Essa chuva � que me pegou de surpresa.

N�o sabia que chovia na Calif�rnia.

Especialmente nesta �poca do ano. Voc� sabia, Jeff?

Tamb�m n�o. Antes tivesse ficado no Tennessee.

- Ela se molhou? - Est� encharcada.

Teria uma toalha para enxug�-la?

Mas claro, meu bem. Jeff, pega a toalha.

Vou cuidar dos cavalos. Sim.

Toma. Vai ajud�-lo, Jeff.

Tem bastante feno no alpendre.

- Toma. - Obrigada.

O que ele precisa � de um leite bem quentinho.

- E um ch� vai te fazer bem. - Obrigada.

Na verdade far� bem a todos n�s.

Vem, querida.

Vamos ficar pertinho do fogo.

- Como ela � bonita. - � mesmo. Mas quem ser�o eles?

Parecem um pouco diferentes, n�o �, filho?

- Pelo jeito, acho que s�o mexicanos. - Mexicanos?

Pega uma x�cara de ch�.

N�o faz mal. N�o vou voltar atr�s.

Parecem gente boa, mesmo que sejam estrangeiros

Pega uma colher de ch�.

Toma, d� isso para ela.

- Ela toma direto da x�cara. - � mesmo?

- Assim n�o pega resfriado. - Ela vai ficar bem.

N�s �ndios somos mais resistentes.

Vamos, querida...

�ndios?

Sim. Somos de Tomecalo.

�ndios.

- Jos. - Sim, m�e?

N�o s�o mexicanos. S�o �ndios.

Ah, como pode? N�o est�o pintados nem usam penas.

Ela mesma disse que s�o.

Eu que n�o vou confiar nesses pag�os.

Com voc� e seu pai indo amanh� para San Diego, preciso me precaver.

- V� pegar a pistola. - Ora, m�e, que ideia!

Pegue a pistola. N�o quero ser escalpelada

Obrigada, querido. Ela bebeu o copo inteiro de leite.

- Deixe ajudar. - N�o, voc� est� molhado.

- Precisa trocar de roupa. - Estou bem.

Voc�s s�o cat�licos, �?

Somos, sim.

- Jos. - Sim, m�e.

Disse que s�o cat�licos, filho.

Muita gente �.

Rapaz, voc� acredita na B�blia?

Ora... sim, claro.

Acredita no c�u?

E no outro lugar l� embaixo?

Sim.

O que acha de batismo? Isto �, por que existe.

O padre disse que � para nos livrar do pecado original.

Am�m, essa � a verdade.

N�s tr�s fomos batizados, se�ora.

Jos, eles s�o crist�os com certeza.

Guarda isso.

Era s� o que eu queria saber.

Eu e minha fam�lia acreditamos no Senhor.

N�o estamos aqui para acolher pag�os.

Mas parece que n�o tenho com que me preocupar.

Para voc�s, minhas portas est�o abertas.

Para mim, crist�o � crist�o, n�o importa a cor da pele.

Vem, deixe eu segur�-la.

Isso... Nossa!

Pronto, tia Ri te pegou.

Isso, agora sim.

Olha essa carinha. Existe coisa mais doce?

- As m�ozinhas est�o geladas. - Mas � claro, meu bem.

Daqui a pouco o anjinho pega no sono.

Que Deus a aben�oe.

A crian�a s� pode viajar quando estiver melhor.

Mas preciso encontrar um lugar para morar e cultivar as terras.

- Tem tempo pra isso. - J� estamos aqui h� dois dias.

- Tem sido muito gentil. - Ora essa.

Voc�s � que s�o. Ainda mais agora que Jeff e Jos viajaram.

Na minha idade � um perigo ficar sozinha nesses confins.

Tia Ri! Tia Ri!

- Sim, meu bem? - Venha c�, r�pido!

J� vou!

Tudo bem, meu amor.

Shhh...

Tudo bem, mam�e est� aqui.

Acho que est� com febre. Sinta a testa.

Vamos, n�o precisa ficar nervosa.

- O que foi, fofinha? - Ela parece t�o adoentada.

O que que ela tem?

O que foi, Tia Ri?

- Ela est� bem, Tia Ri? - N�o se preocupe, ela vai ficar bem.

- Ela precisa de um m�dico. - Onde podemos encontrar um?

- Tem um em San Berdu. - Ele viria aqui?

- Vixe, pra que servem os m�dicos? - Mas somos �ndios.

- S�o seres humanos! - Voc� tem que cham�-lo, Alessandro!

- Eu o trarei. - Corre, querido!

Tudo bem, querida. Vai dar tudo certo.

Dr. Weaver M�dico e Cirurgi�o Apotec�rio

J� disse, � imposs�vel.

Metade da cidade est� com febre.

- N�o posso sair daqui. - Mas estar� de volta em dez horas.

Dez horas? Meu Deus!

Escuta aqui. Cem pessoas est�o doentes.

Talvez morram.

H� quatro dias n�o mudo de roupa.

Est� vendo isso? � s� o que tenho tomado.

� a �nica coisa que me mant�m de p�.

Se n�o vier ela morrer�.

� o que d� sair com uma crian�a na chuva.

Mas fomos expulsos de nossa casa.

Est�vamos procurando onde morar.

N�o pense que � s� voc�.

Quantos m�dicos acha que h� nesta cidade?

Um. Acha que algu�m agradece?

Ningu�m. Podia cair morto.

Sinto muito. Sei como se sente.

Se eu estivesse em seu lugar e voc� fosse o m�dico...

Bem, n�o sei o que faria.

Entenda, n�o posso fazer nada.

� porque eu sou �ndio?

Ora essa! Eu sou um m�dico!

N�o me interessa quem seja.

Prometi a minha mulher que o levaria.

Ela morrer� se acontecer alguma coisa com sua filha.

Pagarei tudo que tenho.

N�o quero seu dinheiro.

Toma, Sra. Albright.

- D� isso ao beb� a cada duas horas. - Obrigada, doutor. Obrigada!

Voc� tem que vir. Nem que seja � for�a.

Fa�am o que quiserem comigo, mas n�o podem deix�-la morrer!

Sinto muito. � seu nen�m contra cem.

O que eu posso fazer?

Ela vai morrer.

Toma, vou preparar um rem�dio para ela.

� tudo que eu poderia fazer se estivesse l�.

Tia Ri.

Tia Ri!

- O que foi, meu bem? - A respira��o est� acelerada.

Est� imaginando coisas. Vamos, passe ela para c�.

Vem, meu bebezinho.

Pronto.

Por que n�o d� uma saidinha? N�o saiu deste quarto o dia todo.

Daqui a pouco tamb�m cai doente.

Por que Alessandro n�o chega?

- Por que ele n�o traz o m�dico? - Ele j� deve estar chegando.

N�o adianta ficar nervosa, meu bem.

Se tivesse um eu te daria.

Pode cuidar dele at� eu voltar para peg�-lo?

- Est� muito fraco para continuar. - Com todo prazer.

Minha filha est� doente e tenho que levar este rem�dio para ela.

Tem o Sr. Perreau, um homem branco que mora atr�s daquela colina.

Ele tem cavalos. Talvez te empreste um.

Obrigado! Obrigado!

Sabe do que est� precisando, mocinha?

Um bom ch� de erva de gato.

Tia Ri vai preparar um pra voc�.

Por favor... n�o a leve de mim.

Oh, por favor!

Oh, tia Ri!

Al�!

Tem algu�m a�?

Line: 1106 (Silen=72,68) (EMedp=1,000)

Al�!

Al�!

- Quem era aquele? - Um �ndio.

Ladr�o de cavalos.

Desamarre esse cavalo!

Alessandro! O m�dico, cad� ele?

Ele me deu o rem�dio e as orienta��es.

- Ele n�o quis vir? - Vir� mais tarde.

Onde est� tia Ri?

Foi catar ervas para preparar um cataplasma.

Por que o m�dico n�o veio com voc�?

N�o se preocupe. Mais tarde ele vir�.

Ela vai ficar bem.

Me deu o rem�dio e ensinou tudo que tinha que fazer.

Como est� minha pequena se�orita, hm?

Sabe o que papai viu hoje?

Viu um coelho marrom t�o grande...

Pegue uma colher, por favor.

Era uma vez um coelhinho marrom...

com um rabo imenso assim...

- Toma, querido. - Mas ele tinha um p�ssimo h�bito.

Ele se aventurava longe demais.

Um, dois, tr�s, quatro, cinco.

Seis. Seis gotas a cada hora.

Traz uma cumbuca com �gua. E algo para fazer um cataplasma.

Vamos tomar isso... assim.

Isso, agora vamos engolir.

Isso, muito bem.

Trouxe a cumbuca mas n�o tem �gua. Vou pegar.

Deixe que eu pego. Tem um pouco aqui, talvez baste.

Pegue o rem�dio naquela caixa e misture at� formar uma pasta.

Pegarei mais �gua.

Whoa!

Doutor!

R�pido, doutor, por favor!

Onde est� a sujeito que chegou h� pouco naquele cavalo?

Est� l� no po�o. Venha.

Doutor! O beb� est� aqui dentro de casa.

Posso ajudar? Sou sua esposa.

O que foi?

Ele est� pegando �gua para o beb�.

Ela est� doente.

O que foi que aconteceu?

O que foi? Por que n�o fala comigo?

Fala! O que foi?

Alessandro!

Alessandro!

N�o! N�o!

N�o! N�o!

N�o!

Alessandro!

Sei como se sente, meu bem.

Se fosse meu Jeff enterrado l� naquela colina...

ficaria totalmente descontrolada.

Com certeza, porque j� passei por isso.

Na sua idade, enterrei o melhor marido que j� se viu.

E um bebezinho lindo, do tamanho da sua Ramona.

Achei que o Senhor tinha enlouquecido me castigando daquele jeito.

Nada que me diziam servia de conforto.

Mas com o tempo consegui me recuperar.

Tinha uma tarefa a cumprir.

Sabia que o Senhor tinha reservado alguma coisa para mim.

N�o � que n�o deva sofrer com a perda de Alessandro.

N�o seria mulher se n�o sofresse.

Deve se lembrar do beb�.

O nen�m � voc� e seu homem renascidos.

Um dia voc�s dois v�o se reencontrar.

N�o sei quando nem onde, n�o cabe a mim dizer.

Est� escrito no Evangelho.

Palavra da sua tia Ri.

Na minha opini�o,

Alessandro s� se adiantou um pouco.

E quando voc� alcan�ar a curva da grande estrada,

ele estar� l� � sua espera.

Vixe, olha l�, meu bem.

Quem � aquele?

Deve ser aqui.

Felipe.

Ramona.

Ramona!

Sua filha n�o para de chorar. S� sua m�e pra faz�-la rir.

Venha segur�-la.

Gracinha.

Cad� minha fofinha? Minha linda!

Vem.

Legendas: Lu�s Filipe Bernardes

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