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Um segundo.
N�o, j� tiveste muito tempo.
Podia t�-lo prolongado, Chefe.
O meu homem merece mais dez minutos.
N�o te vistas.
Levanta-te.
A Macarena quer ver-te.
Como foi a tua visita? Divertiste-te?
Sim, diverti-me. Obrigada por perguntares.
Um orgasmo pode compensar uma semana de merda.
Vamos revistar-te. Contra a parede.
J� me deves 46 mil euros.
Sugiro que pares de fazer disparates.
Cedo ou tarde,
as posi��es invertem-se e ter�s de pagar.
N�o te vou deixar crescer.
N�o vais trazer mercadoria,
para, aos poucos, voltares a ser o bar�o da droga da pris�o.
N�o tenho nada. J� me revistaram quando sa�.
Sim, mas eu n�o confio.
Podes fechar o punho? N�o faz mal se me magoares.
N�o tem nada.
J� to tinha dito.
Achas mesmo que sou idiota?
P�e-te de joelhos.
Veremos se dizes a verdade e est�s limpa.
Abre a boca, cabra.
Abre-a.
A nova madrasta do conto de fadas.
N�o, obrigada. N�o quero ser tu.
Entendo. Eu tamb�m n�o quero ser eu.
Abre!
Mas as pessoas mudam, Maca.
Olha para ti.
- Sua cabra. - Abre a boca, puta.
A for�ar-lhe um funil na garganta. � muito � Joe Pesci.
E eu a tornar-me uma reclusa exemplar. Perfeito.
Daqui a umas horas, o Castillo estar� aqui com o juiz
para rever o meu caso...
... em troca de informa��o sobre o paradeiro da rapariga.
E amanh�...
Amanh�, estarei l� fora.
Livre.
Prestes a come�ar uma vida nova.
Isso irrita-te?
Considerando os casos que tenho pendentes por tua culpa...
... sim, irrita-me.
Mas n�o tanto como gostarias.
Esquece os ressentimentos.
Um ex�rcito de gorilas n�o te vai tirar daqui.
O que far�s l� fora?
Servir bebidas?
Dobrar camisolas?
Adorava ver-te numa entrevista de trabalho para ganhares 800 euros mensais.
O meu irm�o tem o teu dinheiro.
Ele conseguiu.
Rom�n, a porra do meu her�i.
Ele � a porra do meu her�i.
Devia ter aproveitado melhor a visita dele.
N�o te preocupes com o dinheiro.
N�o quero saber dos tr�s milh�es.
Pertencem ao passado.
Agora, tenho planos muito mais humildes. E tu tamb�m devias ter.
Ela tinha 12 bolas de hero�na no est�mago.
Despeja-as na retrete.
Ouve.
E lembra-te disto.
Eu roubei o teu dinheiro.
Qualquer repres�lia contra a Sole ser-te-� devolvida mil vezes pior.
- Entendido? - Sim.
Parte-lhe os tornozelos.
- Como ela fez � Carac�is. - N�o!
N�o, por favor, espera!
D�-me outra oportunidade.
Para te mostrar que posso ser tua amiga.
Uma boa amiga.
Uma oportunidade.
S� uma oportunidade.
Como est�s?
- Tudo bem? - Sim, tudo bem.
Isto � inumano.
Falar com um vidro entre n�s, como os chimpanz�s no zoo.
J� sabes que, como n�o somos fam�lia,
s� temos direito a uma visita conjugal por m�s.
V� o lado positivo,
com tanta seguran�a,
tens a garantia de que n�o te vou trair.
N�o, ouvem-se tantas coisas.
Deve haver muita coisa a acontecer nas celas � noite.
N�o fazes ideia.
Hoje, a Macarena vai passar a noite no isolamento.
Partiram os tornozelos � Carac�is, por isso, dorme na enfermaria.
E eu tenho de dormir com a louca da Anabel, a quem roubaram 46 mil euros
e era eu que os escondia.
N�o sei o que pode acontecer hoje � noite entre n�s.
Mas sexo � que n�o vai ser.
N�o podes continuar aqui.
- Falei com um advogado criminal. - Um advogado?
- Para qu�? - Para pedir recurso.
Ele diz que podemos pedir uma revis�o da senten�a.
Fernando, vou citar-te o quarto par�grafo da minha senten�a.
"Soledad N��ez Hurtado � acusada de homic�dio
por despejar gasolina sobre o marido e queim�-lo vivo,
depois de o encontrar na cama com outra mulher."
N�o quero revis�o nenhuma.
Nem quero compaix�o.
Se queres adrenalina na tua vida, compra bolinhos da sorte.
Mas nem penses em remexer no meu caso
ou dar-me falsas esperan�as.
Sole, espera!
- Aonde vais? - Quatro, dois.
Sole!
Ossos navicular e cuboide partidos e tornozelo fraturado.
E o calcanhar tamb�m est� partido.
A boa not�cia � que os ligamentos e os tend�es n�o foram danificados.
Demorar� dois meses
at� te poderes apoiar nos tornozelos.
Foda-se.
Vamos come�ar a reabilita��o, a terapia com ultrassom...
Vais ter de usar uma cadeira de rodas.
E, claro, dormir�s aqui na enfermaria.
Pe�o desculpa.
Se te serve de consolo, h� uns anos, tive uma les�o semelhante.
No meu caso, foi a jogar futebol.
- Imagino que isso n�o se aplica a ti. - N�o, ca� na casa de banho.
Ouve, Kabila, n�o quero ouvir mais disparates.
Diz-me quem te fez isto.
- Foi a Anabel? - Foi o ch�o da casa de banho.
Quando o lavam, parece um rinque de patinagem.
Porque n�o queres colaborar? Revimos as imagens de seguran�a
e vimos a Anabel a sair uns segundos antes de ti
com as lacaias dela a reboque. N�o estava l� mais ningu�m.
N�o vou chibar ningu�m.
N�o vou dizer nada nem apontar o dedo a ningu�m.
- As coisas n�o funcionam assim. - Ent�o, como funcionam?
J� sei. Olho por olho, tornozelo por tornozelo.
Aqui, reina a lei da retalia��o.
N�o v�s que esta viol�ncia n�o ajuda ningu�m?
Mas n�s queremos ajudar-te.
A s�rio? Querem ajudar-me?
Muito bem. Tirem-me daqui para que possa estudar.
Amanh�, h� um exame para obter o diploma do liceu
e tenho de passar para me darem a sa�da prec�ria.
AUTOCARROS DE MADRID
Boa tarde, Comiss�ria.
Passei o dia a ligar-lhe.
Posso saber porque n�o atendeu?
Desculpe, desliguei-o. Tenho de me concentrar.
A representa��o do governo
e o chefe da seguran�a ligaram.
O sequestro da Amaia j� � de conhecimento p�blico.
- Est�o muito nervosos. - O que sabem, exatamente?
Bem, alguns pormenores,
tais como a morte dos sequestradores que t�nhamos na pris�o.
Deixe-se de rodeios. Porque est� aqui?
Para o retirar do caso.
Os servi�os de informa��es tamb�m me ligaram.
Est�o a investig�-lo.
... poder� repetir-me de manh�, � tarde e � noite.
Estou a cagar-me para si! � escumalha!
N�o tem respeito pelos sentimentos e dignidade!
Filho da puta! Sacana! Imbecil...
N�o sei se aquela rapariga est� viva ou morta.
Mas vou encontr�-la, hoje ou amanh�.
E se estiver morta, vai precisar de um bode expiat�rio.
Por isso, despe�a-me nessa altura, porque se o fizer agora,
quem ter� de se demitir ser� voc�.
Daqui a meia hora falamos com o juiz.
Ele n�o vai negociar com a Zulema. N�o v�o acreditar que ela est� a cooperar
ou que o est� a fazer de boa-f�. - Vai faz�-lo.
Vou corroborar o depoimento da Zulema
com provas irrefut�veis de que ela est� a cooperar.
Ela entregou o dinheiro que o Eg�pcio tirou aos Ferreiro.
Entregou?
Claro que n�o. Encontrei-o em Marrocos.
Tem a certeza de que ela sabe onde est� a Amaia?
Sim.
E vamos deixar essa assassina sair em liberdade?
Preferia castigar a filha da puta e deixar morrer uma adolescente?
Com a mesma idade da sua filha Tatiana?
Fa�a-o.
- Que nojo. - N�o digas isso.
A comida � horr�vel.
E o tomate � t�o mole...
Temos de falar. � importante.
Queixa-te da comida.
Sem problema, a comida � uma merda.
Mais alto.
A s�rio, a porra do p�o est� duro como uma pedra.
Porra, est� congelado!
O que se passa, Ferreiro?
Estou farta de comer p�o congelado e iogurte fora do prazo.
O prazo do iogurte � at� hoje, por isso, tecnicamente, est� bom.
- Come-o. - Sim?
Porque n�o o come voc�?
Ferreiro, tens outra repreens�o.
Porqu�? Porque n�o quero comer esta merda?
- Mais uma! - Calem-se, porra!
- Sil�ncio! - Estamos fartas!
Sentem-se. Calem-se!
Ferreiro, vais para o isolamento. Vira-te.
Por dizer a verdade? A comida � uma merda!
Disse para te queixares da comida, n�o para iniciares um motim.
Fui longe demais?
H� uma briga no refeit�rio, preciso de refor�os.
J� chega!
Para tr�s!
Sil�ncio! Sentem-se!
Sentem-se, porra!
J�! Sentem-se!
Fizeste bem em n�o chibar a Anabel.
Hoje � noite, nos chuveiros...
- N�o. - ... vou parti-la...
N�o quero vingan�as. S� quero � sair daqui.
Se passar no exame, saio daqui, e tu sais se te portares bem.
Promete-me que n�o vais estragar tudo
e que vamos sair daqui juntas.
Promete-me, Cigana.
As duas? Juntas?
Sim.
- Juntinhas? - Sim, juntas.
Se � por isso, at� catequista serei.
Se � por isso,
que me enviem para o Vaticano para ser santa
e comerei tudo o que a Adela p�e na sopa.
Eu morreria por ti, meu amor.
Morreria por ti.
Amanh�, vais ao tribunal para a audi�ncia pela morte do Karim.
Eu sei.
Mas n�o sei se poderei ir. Estarei aqui fechada.
Portei-me mal, por isso, puseste-me aqui.
N�o sorrias, as c�maras de seguran�a est�o a gravar.
Entra.
O que tinhas de t�o importante para me dizer?
O teu irm�o deu-me os tr�s milh�es de euros.
A s�rio?
Isso s�o �timas not�cias.
Fabio, temos de comemorar.
A nossa primeira queca vai ser no isolamento.
O que foi?
Dei-os aos Inspetor Castillo.
O qu�?
N�o te vou ajudar a fugir, Macarena.
A diretora disse-me para te levar � biblioteca.
Para estudares para exame de amanh�.
- Est� bem. - Vargas.
Vai � cela da Kabila e traz-lhe umas meias.
Com certeza, Sr. Chefe da Seguran�a.
� para j�. Tudo o que quiser, estou aqui para o servir.
Vou busc�-las agora mesmo.
A forma mais f�cil � pegar em ti e p�r-te na cadeira de rodas.
- Se n�o te importares. - Est� bem.
Certo.
Cuidado.
Desculpa.
Est�s bem? Pronto.
O que se passa?
Est� � espera dos violinos para me p�r na cadeira? Vamos.
Entrei aqui sabendo que era culpada. Vinte e dois anos, certinhos.
E a �nica forma que encontrei para n�o me ir abaixo
� n�o perder tempo a pensar que vou sair antes
porque isso n�o vai acontecer. N�o vem nenhum cavaleiro salvar-me,
nem nenhum helic�ptero.
Bem, de helic�ptero j� fui.
Vinte e dois anos.
N�o vou permitir que me alimentem falsas esperan�as
ou me tentem convencer de que vou sair antes
porque n�o vou. Isso � mentira.
Que dia feio, o c�u est� nublado.
Zulema Zahir, condenada a 11 anos de pris�o
por rapto, extors�o, posse de armas e roubo,
aguarda julgamento por tentativa de fuga
e envolvimento na morte de Mar�a Prieto, ou Casper.
Merit�ssimo, no caso de Mar�a Prieto,
a equipa forense n�o conseguiu confirmar que se tratou de um suic�dio.
A v�tima caiu no chuveiro
e a �gua limpou qualquer vest�gio de p�lvora que pudesse ter nas m�os.
H� duas testemunhas que confirmam a teoria de suic�dio
e um relat�rio do psiquiatra que confirma a instabilidade emocional da Prieto.
E a fuga?
A acusada foi sequestrada e obrigada a fugir.
� ela que o diz ou o senhor tem a certeza?
Tamb�m sequestraram outra reclusa, logo, n�o me surpreenderia...
O seu depoimento indica que considera a Zulema Zahir
inocente dos crimes de que est� acusada.
Sim, Merit�ssimo.
Al�m disso, n�o h� provas conclusivas.
E prop�e que haja um di�logo com a acusada
para que colabore no caso da Amaia Jim�nez.
Merit�ssimo, a minha cliente, a Zulema Zahir,
tem informa��es sobre o paradeiro da Amaia Jim�nez
e est� disposta a colaborar.
Em troca, solicita a anula��o dos casos pendentes
por falta de provas
e que lhe seja concedida a sa�da prec�ria por motivos de sa�de.
- De que sofre? - De profunda depress�o e dor cr�nica
devido a queimaduras de segundo grau no abd�men.
Aqui tem os relat�rios.
Recordo-lhe que a rapariga est� desaparecida h� 19 dias.
Cabr�o!
- Filho da puta! - Ouve!
� isso que �s!
Macarena, falei-te da fuga
porque te vi em dificuldades, sem esperan�a,
e precisavas desesperadamente de um plano a que te agarrares.
Enganaste-me!
N�o te enganei. Quando to disse, acreditava nisso.
� absurdo, pensa bem.
O que vamos fazer? Pegar num carro e fugir?
Para onde ir�amos,
se n�o podemos ficar mais de dois dias em lado nenhum?
N�o podemos ir para um pa�s com acordo de extradi��o.
N�o quero saber!
Macarena, o que te estou a propor � um plano vi�vel.
N�o quero saber da porra do teu plano!
Por culpa tua, o meu irm�o quase perdeu a m�o!
Lamento muito.
Mas devolver aquele dinheiro era crucial para termos o Castillo do nosso lado.
Ele vai dizer que foi gra�as a ti que apanhou a Zulema
e recuperou o dinheiro roubado.
E, amanh�, na audi�ncia preliminar pelo homic�dio do Karim,
vamos declarar que o alvejaste em leg�tima defesa.
Qualquer psic�logo concordar� que estavas em choque traum�tico.
Qualquer j�ri ter� compaix�o.
A �nica forma de come�ar do zero
� aguentar tr�s anos, tr�s anos e meio aqui dentro...
E depois poder�s viver a tua vida sem medo, em liberdade.
Sei que agora me odeias e me queres matar,
mas pensa nisso.
Fa�o-o por ti.
Bem, n�o.
Fa�o-o pelos dois.
Menina Zahir, uma vez que est� a pedir,
porque n�o solicitou um indulto em vez da sa�da prec�ria?
Antes de mais, obrigada por analisar o meu caso.
N�o pretendo um indulto porque isso seria imposs�vel.
E n�o mere�o. No passado, fiz coisas horr�veis
das quais me arrependo. E jamais as voltarei a fazer.
Eu mudei,
mas a pris�o � um p�ssimo lugar para se ser boa.
� por isso que preciso da sa�da prec�ria.
Merit�ssimo, garanto-lhe que estou a agir de boa-f�.
Como gesto de boa vontade e colabora��o,
a menina Zahir e outra reclusa informaram a Pol�cia
do paradeiro de uma quantia de dinheiro roubado
que h� anos que procuramos.
Sim, j� disse que quero a reinser��o.
Porque ainda n�o informou o Inspetor do paradeiro da Amaia,
sabendo que ela corre perigo?
N�o quero que a rapariga morra, Merit�ssimo.
Quando assinar o meu pedido, dar-lhe-ei logo essa informa��o.
Se estivesse a agir de boa-f�, a vida daquela pobre rapariga
seria mais importante do que a sua,
mas o que estou a ver � uma tentativa de chantagear o sistema judicial
e n�o o vou permitir.
Estou disposto a aceitar o risco
de libertar uma pessoa com base no seu registo criminal,
mas n�o aceitarei ser chantageado.
N�o retirarei nenhuma das acusa��es nem lhe concederei a sa�da prec�ria
at� receber a sua confiss�o sobre o paradeiro da rapariga.
E aconselho que o fa�a em breve. O tempo urge.
Para a Amaia
e para si.
A pris�o n�o est� preparada para pessoas com mobilidade reduzida.
N�o tem rampas e as casas de banho n�o est�o adaptadas.
As pessoas com mobilidade reduzida n�o assaltam bancos?
Ou existem pris�es s� para elas?
O que estou a tentar dizer � que...
... se precisares que pegue em ti para te p�r na cama, ir � casa de banho
ou passear no p�tio, diz-me, est� bem?
Est� bem. E quando precisar de um duche, vai ensaboar-me as costas?
N�o seria a primeira vez.
Ouve.
Porque n�o disseste � diretora quem te partiu os tornozelos?
Porque est�o extintos os dinossauros? Porque se separaram os Backstreet Boys?
S�o perguntas que n�o t�m resposta.
Entendo que n�o queiras dizer nada � Miranda
porque tens medo das repres�lias.
Mas podes dizer-me a mim.
Foi a Anabel?
Foi ela.
E o que vai fazer?
- Vingar-se por mim? - Proteger-te.
- N�o quero que te fa�am mal. - Valbuena, chefe.
As meias, senhor.
Cal�a-lhas. E leva-a � biblioteca.
- Posso? - Sim, entra.
Vim como paciente.
Depois sucedido nas �ltimas semanas,
tenho as defesas em baixo. D�-me um antibi�tico, qualquer coisa.
- Posso examinar-te? - Sim, claro.
Sobe para ali. Vou buscar o fonendosc�pio.
N�o era preciso tirar a roupa.
- Vou auscultar nas costas. - Est� bem.
Isso.
Vejamos.
Inspira pela boca e expira.
Outra vez.
Os br�nquios est�o congestionados.
Passei a semana a pensar no que me disseste
sobre o calend�rio delas.
O que te disse?
Algo sobre eu ser pudica ou...
Sobre ter tabus sobre a nudez e...
N�o sei, sobre viver sem arriscar,
foi o que percebi.
Sim.
� mesmo isso que pensas?
Sim.
Fiquei com a impress�o de que foste tu
quem ficou perturbado quando me viu em roupa interior.
A s�rio?
Perturbado?
Bem, um pouco.
Perturba-me.
Ver uma mulher assim...
... em roupa interior...
Claro que me perturba.
Acho que, h� uns tempos, fui sincero contigo.
J� to disse.
N�o sei porqu�.
Mas...
... quando estou contigo, sinto-me o sexo mais fraco.
E tu...
... um sonho imposs�vel.
Abre a boca.
Diretora. Os investidores ligaram, v�m amanh�. � urgente.
Muito bem.
"As rochas que comp�em a topografia de Espanha s�o..."
As pedras que sa�ram do rim do meu primo!
Haviam de ter ouvido como gritava sempre que mijava!
Paras com isso? N�o v�s que a Carac�is quer estudar?
- Que estude. - Se a deixares.
Vai abrir-lhe muitas portas.
Minha querida Teresa, o que abre mais portas?
Estudar ou fazer um broche?
J� fiz as duas coisas, mas sem d�vida que � o broche.
Parem de me chatear! O meu exame � amanh�. Foda-se!
- Merda. Amanh�, Carac�is? - Sim.
N�o vais conseguir aprender numa noite
o que n�o aprendeste durante um ano inteiro.
N�o � aprender, � rever.
O exame � de cultura geral e isso eu sei.
E se te arranjar uma ajudinha
e passares a noite acordada a estudar como uma coruja?
- Tens dinheiro? - Deixa-a em paz.
Ela quer estudar, n�o quer ser uma drogada como tu.
Estou farta de ti. Vamos.
- V�o-se embora! - S�o como vitaminas.
Volta para a tua cabana. Nem sei como terminaste a pr�-escola.
Estou a ir!
- Assim est� melhor. - Que chata.
- J� me estava a irritar. - V�, eu ajudo-te a rever.
Est� bem. Este � o exame do ano passado.
- Certo. - V�, pergunta.
"O que � a sinon�mia?"
A sinon�mia � aquela coisa dos sin�nimos?
� a ci�ncia que estuda os sin�nimos.
"Tipos de rochas que comp�em a topografia de Espanha."
Essa eu sei. S�o...
Rochas sil�cias.
Calc�rias.
Vulc�nicas. Falta uma.
Sil�cias... N�o, n�o me digas.
Sil�cias, calc�rias, vulc�nicas...
Porra.
- Outra pergunta. - Est� bem.
- "A capital da Su��a." - Berna.
- Sim. - Boa!
- "O que � um algoritmo?" - Algoritmo...
Algoritmo...
� algo com ritmo?
Uma dan�a africana.
N�o. Um instrumento.
� uma palavra ou s�o duas?
- N�o, n�o podes ver. - D� c�.
- N�o podes ver. - Porqu�?
- O que fazes? - Por cada pergunta que falhes,
tens um castigo.
- Vamos a isso. - Ent�o, v� l�.
"Quem foi Unamuno?"
Unamuno?
Um fot�grafo.
N�o.
- N�o? - N�o.
Que pena.
Continua.
"O que � E igual a mc com um dois pequenino em cima?"
- O qu�? - Isto.
Sinceramente, n�o sei.
Carac�is, n�o sei se n�o sabes mesmo
responder a isto ou se me queres para outra coisa.
Apetece-me p�r-te as meias como deve ser.
Sim, f�-lo.
P�e-me as meias como deve ser.
- Eu ponho-as direitas. - Est� bem.
Espera. Est� bem.
Est�s a dormir, querida?
- O que foi, querida? - D�i-me a barriga.
Isso n�o � bom.
Se te der um beijinho, talvez passe.
Vamos ver.
- Mam�, n�o quero ir � escola. - Porqu�, querida?
Umas meninas
n�o me deixam saltar � corda e empurram-me.
Sabes uma coisa?
Na escola, h� sempre um dia que parece o fim do mundo.
Mas, depois, vem o ver�o, a escola acaba
e j� nem te lembras mais desse dia.
E sabes o que tens de fazer para que passe mais r�pido?
Tens de ir � escola, brincar no recreio
e ser corajosa, querida.
Vai saltar � corda com elas.
N�o desistas, est� bem?
Vem c�.
Pronto.
Disse-lhes que te sentias indisposta e deixaram-me voltar.
Porque sa�ste a correr?
Que seja �ltima vez que falas comigo sobre revis�es e advogados.
- Entendido? - Est� bem.
N�o se fala mais nisso.
Vou explicar-te o que nos espera.
V�o ser 11 anos a vermo-nos uma vez por semana.
E, a maior parte do tempo, separados por este vidro.
E o sexo?
Nem penses nisso.
S� com uma visita conjugal por m�s,
n�o atingimos nem metade da m�dia da pesquisa da Durex.
Tens de pensar bem.
H� uma forma mais f�cil.
H�? O que vais fazer, raptar-me?
Talvez pudesses mudar de sexo e cumprir a minha pena comigo.
Eu teria de ser l�sbica, claro,
porque se te v�o fazer uma racha, n�o h� como voltar atr�s.
Quatro, dois.
Caf�?
Dois cubos de a��car, certo?
N�o sei o que dizer aos investidores.
Nas �ltimas semanas, os meus feitos a gerir esta pris�o
s�o motins de reclusas, homic�dios, suic�dios, tornozelos partidos...
V�o despedir-me.
Em primeiro lugar,
acho que a tua gest�o � excelente,
tendo em conta os or�amentos e recursos que te deram.
Quando vais parar de te autoflagelar?
A s�rio, enfrenta-os. S� corajosa.
N�o te deixes intimidar.
E em segundo lugar, se me permites,
fazes ideia...
... de como est�s bonita com esse vestido?
Gosto quando me dizes essas coisas.
Porque n�o d�s o pr�ximo passo?
N�o sei se iria correr bem.
V�s-me de bata branca, impec�vel, puro,
de estetosc�pio ao pesco�o e pensas:
"Ele � de confian�a, um profissional."
Eu n�o sou bonzinho.
Nos meus relacionamentos...
Bem...
N�o sou de passeios no parque e jantares � luz das velas.
Eu gosto de fantasias.
De sexo, for�a.
E?
Achas que sou alguma freira?
N�o.
Mas n�o sei se gostamos dos mesmos jogos.
� por isso que n�o iria funcionar.
P�e-me � prova.
Tira as cuecas e p�e-nas em cima da mesa.
Bom dia.
Bom dia.
Bom dia.
Tentei mudar o meu turno para que outro guarda te levasse ao tribunal
e pudesse fazer o meu depoimento, mas n�o consegui.
Eu estou bem.
Mas n�o te vou mentir,
n�o foi elegante da tua parte deixares-me no isolamento
depois de me teres dito que me tinhas mentido.
Mas...
... tens raz�o.
Mas com toda a humidade e desespero,
perdi a compostura.
E n�o te vou perdoar por isso.
Logo, trago-te banana e lim�o.
Mas, agora, temos de ir � audi�ncia.
Fui obrigada a tomar medidas dr�sticas.
Proibi o livre tr�nsito, estabeleci um controlo r�gido
com sentinelas e castigos.
Tratei-as como filhas da puta.
E, senhores, os resultados s�o p�ssimos.
Mais suic�dios, mais espancamentos,
mais viol�ncia.
Portanto, a partir de agora, agirei como penso ser mais adequado,
recorrendo � reinser��o e n�o aos castigos.
E se n�o concordam com a minha gest�o,
despe�am-me e isto termina aqui.
Fico a aguardar a vossa decis�o.
Queriam desculp�-la.
Ela n�o entendeu o que pretendiam nem vai entender.
Aqui, n�o precisamos de m�o pesada, precisamos de m�o de ferro.
E sem hesita��es.
Ela � uma dona de casa.
Castillo, os Assuntos Internos ter�o de esperar para o substituir.
A Zulema perdeu a oportunidade dela.
Falamos depois.
N�o virem at� ter distribu�do todos.
� proibido falar, sair da sala
ou olhar para o lado durante o exame.
Muito bem.
Podem virar os exames.
T�m 45 minutos.
Sole, est�s bem?
O Fernando pediu-me em casamento.
Que bom!
Esta mulher � mesmo uma sortuda.
Estavas a bater a bota e deram-te um cora��o novo.
Esturricaste o teu marido e tens direito a um novo.
N�o vejo como seja ter sorte casar sem ter uma lua de mel
e ver o teu marido uma vez por m�s.
N�o poder dormir ao lado dele todas as noites. Isso n�o � ter sorte.
Mas quando sa�res daqui, ter�s um lar...
- � verdade. - Ter�s uma fam�lia.
Al�m disso, ele tem filhas.
O que v�o dizer sobre ele casar com uma criminosa que assou o marido?
O que v�o dizer?
"N�o a tragam para os churrascos ao domingo."
- Ent�o? - Ouve. Tu ama-lo, certo?
- Acho que sim. - Pois ent�o.
Passo o dia a pensar nele.
Eu tamb�m acho que sim. Isso � amor.
- Amor do bom. - Sim.
N�o quero passar a minha vida a pensar se ele vem,
se terei outra visita conjugal.
N�o quero passar o dia e a noite a desejar estar l� fora.
Merda, s�o 11 anos da minha vida assim.
N�o quero ter esperan�a.
Se n�o querias ter esperan�a,
n�o te deviam ter feito um transplante.
N�o, devias ter ficado aqui na cela, muito tranquila,
porque a tua esperan�a de vida era de apenas alguns dias.
Porque n�o o devolves?
Eles precisam dele na unidade de transplantes.
N�o queres?
Tudo bem, fica com ele. Mas aproveita-o bem.
V� como a drogada fala bem!
A hero�na f�-la mostrar tudo o que aprendeu na universidade.
Mas que talento!
� um gesto muito carinhoso.
Muito rom�ntico.
Podia ser como um programa de televis�o.
O All You Need Is Love de antigamente.
O problema � que isto � uma pris�o, n�o um local de filmagens,
por isso, acho que n�o � poss�vel.
Porqu�?
Posso?
Uma not�cia de �ltima hora acaba de chegar � reda��o.
Amaia Jim�nez foi libertada. A adolescente, raptada h� 19 dias,
foi encontrada com vida numa zona rural entre �vila e Madrid.
Como est� a menina?
Os pais sa�ram de casa h� 45 minutos
e dirigem-se para o hospital local,
para onde a menina foi levada em estado cr�tico.
A menina foi libertada esta manh� por membros da UPA e da Guarda Civil,
ap�s investiga��es policiais e informa��es dadas por um motorista de autocarro.
A tristeza d�i.
Fisicamente.
Quando j� sa�mos daqui, sentimos o vento, sentimo-nos livres,
e, de repente, as cartas mudam e perdemos.
A tristeza d�i, a melancolia d�i.
A porra da vida d�i.
Joguei...
... p�quer.
E perdi. Agora, aqui estou.
Meu Deus!
A comer fichas de jogo como se fossem pastilhas de LSD.
Ganhei!
Cinco, dez, quinze, vinte. Por tr�s, diferen�a n�o faz!
N�o pode ser!
Come�ar do zero outra vez seria insuport�vel.
O teu advogado est� � espera.
Acabaram-se as fugas, os milh�es de euros
e as falsas esperan�as.
Tens raz�o, a �nica forma de sair daqui � com um bom comportamento.
Mas sabes que mais?
Nunca imaginei que as boazinhas fizessem o teu g�nero.
Todos temos segredos.
Macarena, se queremos que isto seja a s�rio, tem de ser assim.
Est� bem.
Declararei perante o juiz
que tive um epis�dio psic�tico quando matei o Karim.
Espero que o Castillo n�o me falhe.
- N�o falhar�. - Est� bem.
E deixarei que sejas testemunha no meu julgamento
pela fuga com ref�ns. Est� bem?
O que te parece?
Gosto de boazinhas que n�o sejam aborrecidas,
portanto, parece-me muito bem.
O que foi? N�o te sentes bem?
J� te disse. O frio deixou-me doente.
J� falta pouco. Podes esperar?
Acho que sim.
C�us, n�o.
N�o, temos de parar.
Porra, Macarena.
Temos de parar.
A reclusa precisa de ir urgentemente � casa de banho.
Acabou o tempo. Entreguem os exames, por favor.
Menina, tem de entregar agora o seu exame.
N�o consegui terminar.
H� dois dias, fui espancada.
Partiram-me os tornozelos e magoaram-me os pulsos.
Mal consigo escrever.
Posso...
Posso fazer um exame oral?
Pode falar.
Sole.
Soledad N��ez.
C�us!
H� pouco tempo, pedi-te em casamento.
- Sa�ste a correr e eu entendo. - Pe�a-me a mim, j� tenho idade!
Merda! Tem tomates, Sr. Clean.
Os nossos casamentos falharam.
Tu foste maltratada.
E eu vivi com uma pessoa horr�vel.
Mas porque n�o haveria de resultar agora?
Por isso, volto a perguntar. Sole...
Queres casar comigo?
A Sole ouviu-o, mas est� na casa de banho, a cagar.
Sole! Ele est� l� em cima � tua espera.
Disse-lhe que estavas a cagar, mas que j� ias.
Disseste-lhe isso? Vou matar-te!
Para ele se acalmar. Digo-lhe que disseste que sim?
N�o lhe vais dizer nada. Diz-lhe que j� vou.
A Sole est� com pris�o de ventre, Sr. Fernando.
N�o sejas t�o malcriada!
Tu est�s louco.
Sim, eu caso contigo. Sim!
Mas tem de ser amanh�. N�o vamos esperar.
Eu quero. J� n�o aguento mais!
Vem c�. Vem ter comigo.
Dei o anel a um guarda para ele to dar, sim?
Ele tem dinheiro e tudo!
Amo-te.
Amo-te.
Vamos celebrar
Vamos todos celebrar
Levantem a noiva Levantem-na
Quem tem coragem para a levantar?
Isto � lindo!
Voltamos j�.
Bom dia.
Entra.
Merda, j� me esquecia.
- Assim n�o consigo. - Est� bem.
- J� est�. - Obrigada.
- Fabio. - O que foi?
Importas-te de abrir a torneira e deixar correr a �gua?
Fico envergonhada se ouvires.
Claro.
Isto � t�o constrangedor.
Que vergonha.
Macarena, temos pouco tempo para chegar ao tribunal.
Macarena?
Macarena?
Puta que pariu!
Pelinch�n, 30 %.
Garc�a, 5 %. Isso � que foi estudar.
Grijalbo, 20 %. Outra que vai para a NASA!
- Kabila. Parab�ns, 70 %. - Setenta por cento?
- Merda! - Toma l�!
Cigana! D�-me uma batida. Canta-me alguma coisa.
Vou poder escolher uma universidade e ter uma bolsa de estudo.
Sou um g�nio!
Tiveste sorte. Ontem, n�o sabias nada.
Mas sabia os conceitos b�sicos.
S� precisava de os rever e passar.
Canta alguma coisa. Vou sair daqui!
Fizeste um broche ao examinador?
Do que falas?
Vamos sair daqui.
Eu por ter passado e tu por bom comportamento.
Foi isso que combin�mos.
Mas o plano n�o inclu�a fazer um broche a ningu�m.
Fodeste com ele?
N�o o consegues fazer numa cadeira de rodas. Fodeste com ele?
E se fodi?
Talvez pe�a uma reavalia��o e consiga uma nota melhor,
j� que est�s t�o chateada por s� ter tido 70 %.
Quando as coisas n�o correm como queres, vendes-te.
Quem te julgas para pedir explica��es?
Estou farta deste ci�me de l�sbica.
Eu disse que ia passar e passei.
- A que pre�o? - Ao que for necess�rio.
Cada um tem o seu.
- Eu mereci os meus 70 %. - Sim.
Julgas que n�o sei o que est�s a fazer?
A merda da pressa que tens para sair daqui,
a porra do exame, esse desespero.
"Vamos juntas, Saray. Vamos juntas."
Julgas que n�o percebi que isto � tudo porque a Maca te deixou
e n�o suportas estar aqui e ver a cara dela?
� verdade ou n�o �?
�.
�.
Filha da puta!
Merda! Filho da puta!
Cabra, puta, idiota! O que queres?
Fugir!
N�o vou esperar tr�s anos. Vou com ou sem a tua ajuda.
Filho da puta! Larga-me!
Sua cabra louca!
Era tudo a fingir quando me fizeste pensar que te estavas a apaixonar por mim?
- Isso tamb�m era mentira? - Nunca disse que estava apaixonado.
Mas estou quase.
Quase o qu�? O que significa isso?
Fica quieta! Porra! Significa que podemos tentar.
Tentar ter um relacionamento como a maioria das pessoas.
�s um monte de merda.
Se esperas ter um relacionamento naquele lugar de merda,
�s um idiota. Um imbecil.
Tudo em que tocas se transforma em algo feio e mau.
O que queres? O que sabes sobre mim?
Tenho irm�os? Tenho m�e?
N�o me conheces e queres fugir comigo?
Est�s mesmo apaixonada por mim? Estou apaixonado por ti?
Ou estamos ambos s�s e desesperados?
Eu sou uma reclusa e tu �s um guarda idiota.
Nunca seremos nada mais.
Muito bem.
Ent�o, vou fazer o meu trabalho e levar-te para a porra do tribunal.
N�o!
D�-me as m�os.
N�o dificultes mais as coisas. D�-me as m�os.
Esquece o acordo com o juiz,
mas ainda h� uma possibilidade.
Qual?
Fingir que aceitamos as condi��es do juiz
e que estar�amos dispostos a cumpri-las, mas precisar�amos de dinheiro.
- Para qu�? - Para redigir uma declara��o
onde especificarias onde estava a rapariga sequestrada.
Tenho um contacto no tribunal
que registaria a hora e a data desta manh�.
A tua vontade para colaborar seria evidente.
Ela apareceu, mas n�s ter�amos cumprido a nossa parte do acordo.
O dinheiro ser� para o colaborador.
E para mim,
n�o o vou negar.
Se descobrirem, expulsam-me da Ordem.
Para o juiz, seria �bvio que a confiss�o em tribunal
era legalmente v�lida.
Mas, neste momento, s� conseguiria...
... quarenta e cinco mil euros.
Est� bem.
Agora, preciso que escrevas a declara��o.
Quanto mais detalhada for, melhor.
Sobre o que a Susana te contou, o local exato onde estava a rapariga
e o dia e a hora em que te deu essa informa��o.
Tudo. Dirigida ao juiz.
Tens de a rodar.
Desculpa.
Pronto. Ela j� est� melhor. Vamos.
Est�s bem?
O que foi?
Castillo, que cabr�o.
Quase me apanhou.
Merda.
Pensei que tinha perdido a guerra, mas s� perdi uma batalha.
Gosta de xadrez, Inspetor?
Esta partida � brilhante,
tal como aquela do n�o-sei-quantos contra Spassky.
Mas lembre-se, no xadrez ningu�m morre.
Pense nisso da pr�xima vez que montar um circo destes.
- Ela voltou a ganhar. - Cala-te, idiota.
Comiss�ria.
A Zulema apercebeu-se.
Temos de a libertar se queremos saber onde est� a rapariga.
Legendas: Cristiana Antas
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